Microeconimia

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Microeconimia

  1. 1. 1 AATTIIVVIIDDAADDEE EESSTTRRUUTTUURRAADDAA Teoria Micro Econômica: AV1 Professor: Jorge Edmundo Aluno: Lucimário Lira Braz FORTALEZA SETEMBRO 2010
  2. 2. 2 Introdução à Economia - José Paschoal Rossetti 18ª Ed-Cap. 8. 5ª) Cite cinco rigorosas condições para que um mercado seja definido como de concorrência perfeita. E cite outras cinco, efetivamente opostas, para que se configure um caso de monopólio puro. Seria possível dar exemplos de mercado onde essas condições, rigorosamente, se verificam? CONCORRENCIA PERFEITA: Uma estrutura de mercado descrita como de concorrência perfeita deve preencher todas as seguintes condições: Extra preço: Não há qualquer eficácia em formas de concorrência fundamentadas em mecanismos extra preço. A oferta de quaisquer vantagens adicionais, associáveis ao produto ou ao fator, não faz qualquer sentido. Esta característica é subproduto da homogeneidade. Manobras descaracterizam o atributo da padronização. Mobilidade: Cada agente comprador e vendedor atuam independentemente de todos os demais. A mobilidade é livre e não há quaisquer acordos entre os que participam do mercado. Também não há restrições governamentais de qualquer espécie, No mercado de produtos, empresas expandem ou reduzem livremente suas plantas, sem que quaisquer reações sejam observadas; ingressam e saem de quaisquer segmentos do mercado. No mercado de recursos, como no de trabalho, por exemplo, os trabalhadores deslocam-se livremente e com facilidade de uma região para outra, Nada impede que se tomem quaisquer decisões alocativa. Homogeneidade: O bem ou serviço, no mercado de produto, ou o fator de produção, no mercado de fatores, é perfeitamente homogêneo. Nenhuma empresa pode diferenciar o produto que oferece, E, para cada categoria de fator, a oferta é também caracterizada por perfeita homogeneidade. Em cada caso, inexistem diferenças, o produto vindo de qualquer produtor e um substituto perfeito do que é ofertado por quaisquer outros produtores. Os fatores disponíveis são também perfeitos substitutos uns dos outros. Atomização: O número de agentes compradores e vendedores é de tal ordem que nenhum deles possui condições para inf1uenciar o mercado. A expressão de cada um é insignificante. Suas decisões, quaisquer que sejam em nada interferem no mercado, Este é totalmente despersonalizado. As condições de equilíbrio prevalecentes não se modificam sob a ação de qualquer agente. Todos se submetem às condições estabelecidas. Nenhum tem poder para alterá-las.
  3. 3. 3 Permeabilidade: Não há quaisquer barreiras para entrada ou saída dos agentes que atuam ou querem atuar no mercado. Barreiras técnicas, financeiras, legais, emocionais ou de qualquer outra ordem não existem sob situação de perfeita concorrência. Preço-Limite: Nenhum vendedor de produto ou recurso pode praticar preços acima daquele que está estabelecido no mercado, resultante da livre atuação das forças de oferta e de procura. Em contrapartida, nenhum comprador pode impor um preço abaixo do de equilíbrio, o preço-limite é dado pelo mercado. Define-se impessoalmente. Ninguém o estabeleceu. Ele resulta de forças que nenhum agente é capaz de comandar. Exemplos de Concorrência Perfeita: Camelôs em shoppings populares (Shopping Metro no Centro) Sistema bancário nacional - Banco do Brasil, Santander, CEF, etc. Restaurantes. MONOPÓLIO: O monopólio situa-se em outro extremo. Se considerarmos também com rigor os atributos que o caracterizam, os exemplos ficam difíceis, Esta estrutura se situa no extremo oposto do da concorrência perfeita. As condições que a caracterizam são: Poder: “A expressão de monopólio” é empregada para caracterizar a situação privilegiada em que se encontra o monopolista, quanto a duas importantes variáveis do mercado de preço e quantidades, o poder é exercido sobre ambas, com objetivos diversos: manter a situação de monopólio, praticando preços ou escalas de produção que desestimulem o ingresso de concorrentes: maximizar os lucros; ou até controlar reações públicas à situação monopolista. Insubstitutibilidade: O produto da empresa monopolista não tem substitutos próximos. A necessidade a que atende não tem como ser igualmente satisfeita par qualquer similar ou sucedâneo. Não há, neste caso, alternativas possíveis para os compradores. Estes, ou comparação do único produtor existente ou então não terão acesso à satisfação da necessidade atendida pela empresa monopolista.
  4. 4. 4 Unidade: Há apenas um vendedor, dominando inteiramente a oferta. Sob monopólio, os conceitos de empresa e de ramo de atividade sobrepõem-se. Ramo industrial e firma são expressões que, neste caso, se equivalem. A indústria Monopolística e constituída por uma (mica única firma ou empresa. Isto significa que, do extremo, da atomização, se vai para o da unidade, E o monopolista detém total poder para influenciar o mercado, Este, como um todo, está em suas mãos. Extra preço: Devido a seu pleno domínio sobre o mercado, os monopólios dificilmente recorrem a formas convencionais de mecanismos extra preço, para estimular ou desestimular comportamentos de compradores. Sob rigor conceitual, pode-se dizer que a capacidade de dominação é de tal ordem que mecanismos deste tipo não seriam necessários, notadamente quando destinados à obtenção de mais vantagens econômicas: neste caso, instrumentos mais diretos de contingenciamento da oferta ou aumento real dos preços praticados são muito mais eficazes, obviamente dentro de determinados limites. Quando os monopólios recorrem às expedientes extras preço, os objetivos são mais de natureza institucional, ligados, por exemplo, à melhoria de imagem pública, do que econômicos, vinculados à maximização de resultados operacionais. Barreira: A entrada de um novo concorrente no mercado monopolista é, no limite, impossível. As barreiras de entrada São rigorosamente impeditivas. Podem decorrer de disposições legais Gerais (leis que protegem patentes de produtos não substituíveis), de direitos de exploração outorgados pelo poder publico a uma única empresa, do domínio de tecnologias de produção e, em outros casos, de condições operacionais exigidas pela própria atividade. Independentemente da razão da barreira, sua manutenção é condição sine que non para a permanência da dominação monopolista vigente, pois o surgimento de um concorrente direto ou indireto implica o desaparecimento da situação monopolística. Exemplos de Monopólio: A Cagece refere a distribuição e Agua tratada no estado do Ceará A Coelce no que tange a distribuição de energia elétrica em Ceará.
  5. 5. 5 6ª) Embora as estruturas oligopolistas não possam ser tão precisamente definidas como os da concorrência perfeita e do monopólio indiquem quais são as características fundamentais da maior parte dos oligopólios. Diferenciação: Outra característica de alta variabilidade a que se refere a fatores como homogeneidade, subestitutibilidade e padronização são dos produtos. Isto porque tanto podem ocorrer oligopólios de produtos diferenciados, como de produtos não diferenciáveis. Atividade de um setor sob oligop6lio tanto pode ser a mineração de matérias metálicas e não metálicos, em que os produtos são praticamente padronizados, apesar dos diferentes teores de pureza com que possa ser apresentado, quanto as indústria de cosméticos, automobilística ou de produtos de limpeza, em que os produtos são levados ao mercado sob diferentes elementos ele diferenciação. Obviamente, as características concorrências tornam- se diferentes, sob cada uma dessas duas hip6teses, mas não se pode destacar uma delas como caracterizadora perfeita de um oligop6lio e, outra, como imperfeita. A existência ou não de oligopólios independe do grau em que os produtos se diferenciam. E mais: a concorrência entre oligopolistas pode chegar a tal ponto de riva1ização que todos se esforçam para diferenciar ate produtos em principio não diferenciáveis: no mercado de produtos siderúrgicos trefilados para a construção civil, um concorrente pode valorizar sua marca e imagem, não obstante as características intrínsecas das barras de ferro sejam rigorosamente iguais e definidas pares padrões técnicos rigorosos. O mesmo pode acontecer com o cimento e o concreto usinado. Rivalização: Tipicamente, os concorrentes que atuam sob condições de oligopólio são fortes rivais entre si. Há casos ate de rivalizações que transparecem em campanhas publicitárias e em práticas comerciais desviadas de padrões de ética e lealdade. Mas, no outro extremo, encontram-se também situações de oligopólio em que os concorrentes se unem em acordos setoriais, todos respeitando rigorosamente as regras negociadas e definidas. Isto significa que os oligopólios tanto podem caracterizar-se pela alta rivalidade entre empresas líderes, como pelo conluio. Oligopólios: A palavra está no plural porque há, por definição, variadas formas de oligopólio. As estruturas oligopolistas não se caracterizam por fatores determinantes puros e extremados. Os tipos possíveis e, de fato, observados na realidade são de alta variabilidade. Em todas as características desta estrutura de mercado, os conceitos são mais flexíveis, comparativamente aos casos extremados de concorrência perfeita e de monopólio. Visibilidade: Algo entre a opacidade dos monopólios e a perfeita transparência exigida ela concorrência perfeita: os oligopólios são geralmente caracterizados pela alta visibilidade de suas estratégias empresariais. Em alguns casos, admite-se até a informação aberta como diretriz para inibir concorrentes ou promover a imagem pública. Nos casos em que a diferenciação do produto é uma arma estratégica para reforçar vantagens competitivas, a visibilidade se amplia, abrangendo características do processo produtivo e do produto. Mais ainda: a ampla divulgação de práticas comerciais pode ser também um instrumento de reforço competitivo, tudo convergindo para visibilidade alta.
  6. 6. 6 Número de Concorrentes: Geralmente, é pequeno. Palavras como limitados, poucos, alguns, vários são empregadas para indicar o número de concorrentes nas estruturas oligopolistas, Mas, efetivamente, é muito difícil estabelecer limites. Podem existir oligopólios, mesmo quando o número de concorrentes é bastante grande, o que acontece, por exemplo, em setores como os de alimentos, produtos de matérias plásticas e têxteis: neste caso, o oligopólio resulta das altas taxas de participação no mercado ele que desfrutam os competidores de maior porte. Os casos típicos, porém, São de estruturas em que o número de concorrentes é realmente pequeno: as indústrias automobilística, química ele base, siderúrgica e de celulose e papel são exemplos de oligopólios constituídos por um número efetivamente reduzido ele produtores. Mas são também oligopólios os serviços bancários e o setor industrial de eletrodomésticos, não obstante o numero de concorrentes seja bem maior. Em todos esses casos, porém, a caracte- rística comum é a existência de um pequeno grupo de empresas líderes e co- líderes, que dividem entre si uma grande fatia do mercado como um todo. Preço, Extra preço e poder: Devido ao pequeno numero de concorrentes dominantes, o controle sobre o preço geralmente é grande nos oligopólios. Há espaços para a prática de acordos e conluios ou de outras formas de conspiração contra o interesse púbico. Mas em contrapartida, a revitalização pode estabelecer-se de tal forma que o poder de cada concorrente é minado por uma "guerra de preços" ou de formas extra preço de concorrência, a ponto ele todos se prejudicarem mutuamente, pelo menos durante algum tempo. Nos oligopólios, não há guerras impossíveis de ocorrer. Nem guerras que nunca terminem. Conseqüentemente, ainda que por períodos de tempo definidos, a busca pelo poder pode levar à guerra. Rivalização e capacidade de negociação para atuações acordadas colocam-se, assim, o tempo todas, como alternativas. E, pelos estragos que a rivalização extremada pode provocar, quase sempre prevalecem os acordos ou, então, o respeito a regras convencionais de convivência. Barreiras: Outra característica que se apresenta sob variadas formas é a referente a barreiras de entrada. Tipicamente, o ingressa de novos concorrentes nas estruturas oligopolistas é difícil. Há altos obstáculos, em grande parte derivados da dominação exercida pelas empresas lideres e de grande porte, que detém parcelas substantivas do mercado. As barreiras, no caso, são geralmente ligadas a escalas de produção e às altas exigências de capital para o estabelecimento de novos concorrentes. Domínio de tecnologia de processos pode atuar como barreira. Marcas e imagem também. Mas isto não significa que novas empresas não possam surgir. Há casos em que as estruturas definidas são surpreendidas por concorrentes novos que entram no mercado com unidades de pequeno porte para atender nichos regionais. Mas rompem passo a passo barreiras estabelecidas e, com o tempo, passam a participar do pequeno grupamento de líderes. A competência empresarial, nas estruturas oligopolísticas, pode romper barreiras: na maior parte dos setores, ela pode superar os mais altos obstáculos interpostos por concorrentes tradicionais.
  7. 7. 7 7ª) Explique por que a expressão concorrência monopolística não é uma contradição de termos. Cite situações reais de mercado onde ela ocorre. Explique por que a diferenciação de produtos, nesta estrutura de mercado, é vital. E correlacione os conceitos de diferenciação e de preço- prêmio. CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICA: Essa expressão foi empregada pela primeira vez na década ele 1930 por Edward E. Chamberlain, da Universidade de Harvard. Em The theory of monopolistic competition, de 1933, Chamberlain evidenciou que a realidade observada na maior parte dos mercados definia-se por uma combinação ele duas estruturas referenciais - o monopólio e a concorrência perfeita. Esta estrutura contém características que se encontram nas definições usuais de mercados perfeitamente competitivos e monopolizados. Ela identifica uma vasta variedade de casos, situados entre os dois extremos conceituais, fugindo, porém, ele algumas elas características ele alguns tipos de oligopólio, entre as quais o pequeno número ele concorrentes e a não-diferenciação dos produtos. Na concorrência monopolística, o número de concorrentes é grande. Todavia, cada concorrente possui suas próprias patentes ou, então, diferenciam de tal forma seus produtos que passa a criar um segmento próprio de mercado, que en- tão dominará e procurará manter. O consumidor, todavia, encontra facilmente substituto, não ocorrendo dessa forma à caracterização essencial do monopólio puro. Determinada patente ou determinado elemento de diferenciação pode significar, como de fato significa, certa monopolização. Mas, havendo outros concorrentes com bens ou serviços similares e substitutos, havendo também concor- rência. Muito comum acontecer com marcas de sabonete; marcas de refrigerante; marcas de sabão em pó. A diferenciação de marcas em um mercado altamente competitivo, onde se valoriza a especialização, a lealdade à marca é fator vital para a empresa. Também é importante lembrar que esta lealdade é conseguida com muito sucesso pela propaganda boca-a-boca resultante da satisfação do Cliente. E se não ocorrer esta satisfação, o que acontecerá? Recordando a definição: ”atribuir marca é estabelecer um nome, termo, símbolo ou design que identifica o produto e os serviços de uma determinada empresa, distinguindo-a de outras existentes no mercado”. Para que alcance o efeito desejado, ou seja, ser memorizado pelo cliente, o nome da marca:
  8. 8. 8  Deve lembrar algo a respeito dos benefícios do produto/serviço;  Deve ser fácil de pronunciar, reconhecer e lembrar;  Deve ser singular, especial, raro;  Não deve ter conotações pejorativas em outros idiomas ou na maneira dos habitantes se expressarem na localidade onde será instalada a loja. DIFERENCIAÇÃO: Esta é a mais significativa peculiaridade da concorrência monopolística. A adjetivação monopolística decorre dela, o produto de cada concorrente apresenta particularidades capazes de distingui-lo dos demais e de criar um mercado próprio para ele. A diferenciação não envolve necessariamente atributos intrínsecos, mas serviços que se associam ao produto, formas de atendimento, localização do concorrente, condições, marcas e imagem. Quanto mais um concorrente conseguir diferenciar seu produto, mais monopolizará o segmento de mercado em que atua e, ao mesmo tempo, mais competitivo se tornará. Nesta estrutura ele mercado, a concorrência se estabelece pelos diferenciais percebidos. Quanto mais fortes e marcantes, maior a capacidade competitiva do concorrente. Preço – Premio: A capacidade de cada concorrente controlar o preço depende do grau de diferenciação percebido pelo comprador. Depende também de outros fatores, como localização dos demais concorrentes, esforço mercadológico, capacidade de produção e disponibilidade do produto. A diferenciação, quando percebida e aceita, pode dar origem a um preço-prêmio, gerando resultados favoráveis e estimuladores. Mas sua manutenção é função direta da capacidade elo concorrente em manter a diferenciação, definindo-há o tempo todo como tendo atributos superiores aos elos demais concorrentes. Todavia, ainda que a capacidade de obter preço-prêmio possa ser mantida sem grandes ameaças por longo período de tempo, ela não configura uma situação ele pleno domínio: a alta substitutibilidade dos produtos concorrentes atua como fator limitante. Um grande elo entre os conceitos de DIFERENCIAÇÃO E PREÇO- PRÊMIO, é a marca coca-cola, onde está se sobressaí, sobre os demais concorrentes monopolistas.
  9. 9. 9 10ª) Quando os preços aumentam, as quantidades procuradas diminuem e as ofertadas aumentam. Todavia, as relações entre variações porcentuais nos preços e nas quantidades não são iguais para todos os produtos. Explique por que, apoiando-se no conceito de elasticidade-preço. Teoria elementar do funcionamento do mercado Costuma-se definir a procura, ou demanda individual, como a quantidade de um determinado bem ou serviço que o consumidor estaria disposto a consumir em determinado período de tempo. É importante notar, nesse ponto, que a demanda é um desejo de consumir, e não sua realização. Demanda é o desejo de comprar. A Teoria da Demanda é derivada da hipótese sobre a escolha do consumidor entre diversos bens que seu orçamento permite adquirir. Essa procura individual seria determinada pelo preço do bem; o preço de outros bens; a renda do consumidor e seu gosto ou preferência. A Demanda é uma relação que demonstra a quantidade de um bem ou serviço que os compradores estariam dispostos a adquirir a diferentes preços de mercado. Assim, a Função Procura representa a relação entre o preço de um bem e a quantidade procurada, mantendo-se todos os outros fatores constantes. Quase todas as mercadorias obedecem à lei da procura decrescente, segundo a qual a quantidade procurada diminui quando o preço aumenta. Isto se deve ao fato de os indivíduos estarem, geralmente, mais dispostos a comprar quando os preços estão mais baixos. Relação de demanda para maçãs: Consumidores $ (Por Unidade) QTD Demandada (Milhões/Semana) A 10,00 50 B 8,00 100 C 6,00 200 D 4,00 400
  10. 10. 10 Assim se torna fácil a observação de que as relações preço - quantidade são inversas. Enquanto a relação da demanda descreve o comportamento dos compradores, a relação da oferta descreve o comportamento dos vendedores, evidenciando o quanto estariam dispostos a vender, a um determinado preço. Os vendedores possuem uma atitude diferente dos compradores, frente aos preços altos. Se estes desalentam os consumidores, estimulam os vendedores a produzirem e venderem mais. Portanto quanto maior o preço maior a quantidade ofertada. A Função Oferta nos dá a relação entre a quantidade de um bem que os produtores desejam vender e o preço desse bem, mantendo-se o restante constante. Relação de oferta de maçãs: Fornecedor $ (Por Unidade) QTD Ofertada (Milhões/Semana) A 10,00 260 B 8,00 240 C 6,00 200 D 4,00 150 Pela tabela é possível perceber que as quantidades ofertadas aumentam à medida que os preços aumentam. São diretas as relações preço - quantidade. O equilíbrio da oferta e da procura num mercado concorrencial é atingido com um preço que faz igualar as forças da oferta e procura. O preço de equilíbrio é aquele com o qual a quantidade procurada é precisamente igual à quantidade oferecida. Como se disse, a quantidade de um produto que os compradores desejam adquirir depende do preço. Porém a quantidade que as pessoas desejam comprar depende também de outros fatores. Relação entre as quantidades demandadas e o preço dos bens: levando-se em conta apenas o preço do bem se observa quando a demanda aumenta ocorreu uma diminuição no preço; quando ele diminui é um resultado de um aumento do preço.
  11. 11. 11 Introdução à Economia- José Paschoal Rossetti 18ª Ed-Cap. 9. 1ª) De acordo com a abordagem neoclássica da teoria do consumidor a utilidade total eleva-se á medida que as quantidades consumidas aumento, mas a um ritmo cada vez menor ao ponto que se chega a saturar-se que seria uma estagnação em que mesmo aumentando a quantidade consumida de um produto, sua utilidade total permanece a mesma em que por suas vezes a utilidade marginal tende a decrescer por isso ela é decrescente. Exemplificando com a quantidade de carros em uma casa: QTD de Carros Utilidade Total (UT) Utilidade Marginal (UM) 1 40 40 2 64 24 3 74 10 4 80 64 5 82 2 6 82 0 Observamos com esse exemplo que à medida que se aumenta a quantidade de carros sua utilidade tende a diminuir os pontos que se extinguem, e que sua utilidade marginal mostra-se decrescente ao ponto que quando essa família tiver seis carros sua utilidade marginal será zero pode-se aumentar a quantidade de carros e sua utilidade marginal será zero. 5ª) Respostas abaixo Curva de indiferença para Rossetti o que seria uma reavaliação critica da abordagem da utilidade marginal utilizada em 1934 – J. Hickse R. Allen, uma das hipóteses que da sustentação a essa curva de indiferença do consumidor é que ele alcança o mesmo grau de utilidade total com diferentes combinações de produto- quantidade. Todos eles condicionam o mesmo grau de satisfação desde que pudesse ser viabilizada por um dado nível de renda para consumo, daí a existência de uma reta de restrições orçamentária é o que seria o Maximo poder de pagamento pelo consumidor e quando colocamos num mesmo gráfico a curva de indiferença e a reta de restrição. Caso elas se tangencie esse ponto seria a máxima satisfação seria o ponto de intercessão da suas necessidades e sua disponibilidade de pagamento.
  12. 12. 12 8ª) Respostas abaixo A definição do lucro Maximo não se define necessariamente, pelo Maximo volume possível de produção, pois estão relacionados com a escala de procura com a qual ela defronta isso se dá porque a progressão da receita não é linear seus degraus de aumento são cada vez mais baixos ate um ponto que quantidade vendida aumenta, mas o preço tão baixo que a receita total se estabiliza em que a receita marginal decresce seguidamente ate chegar à zero. 9ª) Respostas abaixo Para definirmos a receita marginal, empregamos o conceito marginalista neoclássica, portanto receita marginal seria o acréscimo da receita por unidade vendida, quando na escala da receita total passamos de um patamar para o outro. A receita marginal torna-se decrescente, pois as quantidades aumentam à medida que os preços diminuem e sua curva de convexidade decorre do comportamento da receita marginal: ela é alta, depois vai progressivamente descendo ate chegar à zero. 12ª) Respostas abaixo Essa regra se dá, pois a receita marginal se dá quando a receita marginal é o quanto a empresa recebe por uma unidade a mais produzida; o custo marginal é o quanto ela gasta para produzir uma unidade a mais. Sendo assim, enquanto aumentos de produção implicar custos marginais inferiores ás receitas marginais, a empresa estará aumentando seu resultado econômico, produzindo mais. Mesmo que a diferença entre os custos marginal e a receita marginal seja muito pequena, sempre haverá ganhos líquidos, enquanto esta ultima for maior. E estes ganhos atingirão seu ponto máximo, correspondente ao da maximização do lucro, exatamente quando o custo marginal e a receita marginal se igualarem. Desde ai, não será mais vantajoso aumentar a produção. As posições se inverterão: os custos para produzir uma unidade a mais, CMg, serão superiores á receita obtida com a venda dessa unidade, RMg. Em lugar de aumento, haverá redução de lucro.
  13. 13. 13 Introdução à Economia- José Paschoal Rossetti 18ª Ed-Cap. 10. 2ª) Explique por que, no modelo de concorrência perfeita, a curva da procura do ponto de vista da empresa é dada por uma função horizontal, perfeitamente elástica, definida a partir do preço de mercado de equilíbrio. E explique o que esta função significa para o produtor. Dependendo das condições vigentes no mercado, o preço de equilíbrio, resultante dos livres movimentos que então se estabelecem, é dado pela intersecção das duas curvas. Este é o preço ao quais todas as empresas deverão necessariamente subordinar-se. Assim qualquer quantidade que a empresa trouxer ao mercado será absorvida. Não há interesse em operar abaixo desse nível. E não há possibilidade de praticar preços superiores. 4ª) Para o produtor em concorrência perfeita, o preço, P, a receita total média, RTMe, e a receita marginal, RMg, são iguais. O que isto tem a ver com a curva da procura perfeitamente elástica? Estabelecido em um mercado atomizado, o preço que a empresa praticará será igual para quaisquer quantidades que ela se disponha a produzir. 7ª) Por que e como surgem os monopólios? Cite três casos de “exploração monopolistas consentidas” e um de “exploração não consentida”. Surgem do extremo da oferta atomizada, típica da concorrência perfeita, se vai para o outro extremo, o da oferta concentrada em apenas um produtor. A inexistência de substitutos para o produtor, e a interposição de barreiras à entrada de concorrentes.  Explorações monopolistas consentidas: Telefonia, Televisão, Rádio.  Explorações não consentidas: CBC (Munição para o Exército Brasileiro)
  14. 14. 14 10ª) A concorrência monopolística é uma estrutura de mercado a meio-termo entre a concorrência perfeita e o monopólio. Cite duas razões que justificam esta afirmação. E compare as curvas da procura destas três estruturas de mercado, quanto a seus graus de elasticidade: a da concorrência monopolística está também a meio-termo? Justifique por quê. O elevado número de concorrentes, que dominam fatias pequenas do mercado. Diferenciação de seus produtos. A diferenciação de produtos similares e substitutos é uma das armas principais da empresa monopolística para a conquista do consumidor e de uma fatia do mercado. Mas, a conquista dificilmente é definitiva: o consumidor estará sempre sujeito à tentação da substituição, a experimentar o similar, a romper a fidelidade. 14ª) Diferencie os três seguintes tipos de oligopólio: concentrado, diferenciado e competitivo. Cite exemplos de cada um deles tirados da realidade brasileira.  Oligopólio concentrado: caracteriza-se pela ausência de diferenciação dos produtos, dada a sua natureza de homogeneidade, e é marcado pela alta concentração técnica, sendo que poucas empresas detêm parcela substancial da produção e do mercado. A alta concentração é decorrente de economias técnicas de escala e/ou descontinuidades técnicas consideráveis que inibem outras empresas de adentrarem esse mercado pelo elevado capital exigido, bem como pelo controle da tecnologia e insumos utilizados no setor. Este tipo de oligopólio, em sua maioria, localiza-se em indústrias de base, de produtos estandardizados, que exigem altos investimentos de longa maturação, requerendo economias de escala. Ex: Oligopólio Concentrado (Suconasa - Araraquara), Mercado Cítrico Brasileiro.  Oligopólio diferenciado: nesta estrutura, a concorrência via preços, embora não descartada, não é o recurso mais usual. O esforço competitivo está concentrado em gastos com publicidade, pesquisa e desenvolvimento, inovação de produtos, modelos, design e qualidade. As diferenciações buscam o domínio de diferentes faixas de consumidores, segmentadas por nível de renda, hábitos, padrões de consumo e aspirações sociais. Há barreiras de entrada e, apesar de a concorrência ser menos acirrada, elas se prendem às economias de escala e diferenciação. Nesta estrutura, estão localizadas as indústrias de bens não duráveis de consumo, farmacêutica, perfumaria, cigarros e bebidas. Ex: O Oligopólio diferenciado consiste em algumas empresas que fabricam produtos parcialmente diferenciados (automóveis (FORD, KIA), câmeras fotográficas (KODAK, SONY)) A diferenciação pode ocorrer em termos de qualidade, características, estilos ou serviços.
  15. 15. 15  Oligopólio competitivo: caracteriza-se pela concentração relativamente alta da produção, pela possibilidade de concorrência via preços, com o objetivo de ampliar as fatias de mercado das empresas progressistas, que coexistem com as empresas marginais, de menor expressão, porém resistentes à eliminação, até porque suas estruturas de custo tendem a ser fortemente competitivas. Neste tipo de estrutura, as barreiras de entrada são menores, o que leva à coexistência de processos e produtos de diferentes conteúdos tecnológicos, ou assimetrias tecnológicas. No oligopólio competitivo, as vantagens competitivas são conseguidas por algumas empresas em virtude da capacidade que elas têm de continuar no mercado mesmo em períodos de retração ou de crescimento, proporcionada pelas vantagens de custos. As empresas situadas nesta estrutura de mercado atuam no setor alimentício, têxtil e de calçados.  Ex: Oligopólio competitivo no qual se destacavam as empresas Shell, Esso, Texaco, Ipiranga, Atlantic, dentre outras Manual de introdução a economia - Cap. 5 1ª) Defina utilidade total e utilidade marginal. Inicialmente definiremos Utilidade, que nada mais e do que o consumo de algo que lhe traga satisfação ou prazer. Podemos definir essa utilidade sendo Total e Marginal:  Utilidade Total: é o consumo total de algo e que poderá vir a ser acrescido à medida que for necessário para satisfação do consumidor.  Utilidade Marginal: é o acréscimo a utilidade total, ou seja, uma unidade adicional, mas que não lhe traga tanta satisfação como a utilidade total. Em outras palavras, à medida que a utilidade marginal aumenta, o prazer de utilidade de seu consumo vem a diminuir.
  16. 16. 16 7ª) Explique porque o consumidor atinge o equilíbrio no ponto de tangencia entre a linha de restrição orçamentária e a curva de indiferença. A restrição orçamentária significa o que você pode consumir, ou seja, o seu limite de compras. Já a curva de indiferença serve para representar as preferências do consumo. A linha de restrição orçamentária e tangenciada pela curva de indiferença, onde esse ponto corresponde às preferências do consumidor. E consequentemente, atingir o equilíbrio a ser consumido, através da analise do ponto de tangencia entre a linha de restrição orçamentária e a curva de indiferença. Manual de introdução a economia - Cap. 7 1ª) Enuncie os conceitos abaixo relacionados: a) Firma ou Empresa: Unidade de produção que atua racionalmente, procurando maximizar seus resultados relativos à produção e lucro. b) Função de produção: Relação que mostra qual a quantidade obtida do produto, com base na quantidade utilizada dos fatores de produção. c) Isoquanta: significa igual quantidade, ou seja, uma linha na qual todos os pontos representam combinações dos fatores que indicam a mesma quantidade produzida. d) Isocusto: se constitui em uma linha de preços, que, dados os preços dos fatores e as respectivas quantidades adquiridas, representa a despesa ou o custo total constante para a firma que os utiliza. e) Taxa marginal de substituição técnica: essa taxa revela qual devera ser o incremento na utilização do fator x1 que compensara perfeitamente o decréscimo de utilização do fator x2, de tal maneira que, mantidos constantes os preços desses fatores, a despesa ou custo total de produção permaneça inalterado.
  17. 17. 17 f) Taxa marginal de transformação: essa taxa seria identificada pela quantidade de trilhos que deveria ser produzida a menos, para poder obterem um acréscimo na produção de chapas laminadas de aço, de tal forma que fosse utilizada pela firma a mesma quantidade de matéria-prima disponível naquele período de tempo. 6ª) Apresente os conceitos de: a) Custo total de produção: total das despesas realizadas pela firma como a utilização da combinação mais econômica dos fatores, por meio da qual e obtida determinada quantidade do produto. Sendo esse classificado em dois tipos: custos fixos totais (CFT) e custos variáveis totais (CVT). b) Custos fixos: corresponde a parcela dos custos totais que independem da produção. São decorrentes dos gastos com os fatores fixos de produção. c) Custo Marginal: e o acréscimo dos custos totais de produção quando se aumenta a quantidade produzida em uma unidade. d) Custo de oportunidade: mede o valor das oportunidades perdidas em decorrência da escolha de uma alternativa de produção em lugar de outra também possível. 7ª) Explique por que o custo variável médio e inicialmente decrescente e, após atingir o mínimo, torna-se crescente. O custo variável médio, por sua vez, e inicialmente decrescente e, após atingir o mínimo, torna-se crescente. Isso porque, embora o custo variável total seja crescente com o aumento da produção, inicialmente ele cresce proporcionalmente menos do que a produção; após certo nível do produto, ele passa a crescer mais do que proporcionalmente.
  18. 18. 18 Manual de introdução a economia - Cap. 8 3ª) Como o monopolista determina o ponto do lucro Maximo? O monopolista maximiza seus lucros quando seu preço for tal que receita marginal se iguale ao custo marginal. Embora alcance a eficiência produtiva, o monopolista sacrifica a eficiência alocativa, pois sua conduta resulta em perda do bem-estar. Seus produtos são ofertados em quantidades reduzidas a um preço superior ao custo marginal, o que lhe proporciona lucros excedentes. A regulamentação objetiva corrigir essas distorções promovendo políticas de preços primeiro-ótimo, onde o preço deve ser igual ao custo marginal, ou segundo - ótimo preço igual ao custo unitário de produção, quando o produtor com custos decrescentes auferir prejuízos com o primeiro-ótimo. A perda de bem-estar associada a uma política regulatória no segundo - ótimo é chamada de peso morto, que equivale ao custo social de uma política não ótima de regulamentação. 6ª) Por que a demanda em concorrência perfeita é horizontal? A firma, individualmente, seja incapaz de alterar o preço do produto tem uma conseqüência importante, porque implica a curva de demanda do produto ser perfeitamente elástica ou, em outros termos, horizontal. A empresa no regime de concorrência perfeita só fixa a quantidade a ser vendida, pois o preço esta fixado pelo mercado. 10ª) O que é eficiência ou ótimo de Pareto? Alocação de recursos eficiente quando não e possível melhorar a situação de um setor sem piorar a situação de outro.

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