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Bens públicos e recursos comuns

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Curso de bens públicos e recursos comuns para não economistas

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Bens públicos e recursos comuns

  1. 1. BENS PÚBLICOS ERECURSOS COMUNS
  2. 2. OBJETIVO GERAL Identificar e classificar os tipos de bens disponíveis para serem ofertados e demandados em uma economia, com foco em bens públicos e recursos comuns, e suas particularidades. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar e explicar a classificação geral de cada um dos 4 tipos de bens. Detalhar as particularidades e problemas relacionados a bens públicos. Detalhar as particularidades e problemas relacionados a recursos comuns.
  3. 3. DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA:CONCEITOS FUNDAMENTAIS Bens com consumo excludente  Propriedade de um bem segundo a qual uma pessoa pode ser excluída ou impedida de consumir este bem.  Ou seja, podemos controlar que pode e que não pode usar o bem. Bens com consumo Rival  Propriedade de um bem segundo a qual sua utilização por uma pessoa impede que outras pessoas possam utilizá-lo.  Ou seja, quando alguém usa o bem em questão, está reduzindo a chance de uso ou impedindo o uso deste bem por outras pessoas.
  4. 4. DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA: BENSPRIVADOS São bens com propriedades de exclusão e rivalidade. Ou seja, podemos controlar quem pode usar ou não o bem, e o uso deste por alguém impede que outros indivíduos usem este bem.  Ex: Mercados de Casas, Roupas, Sorvete, Carros, etc..
  5. 5. DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA: BENSPÚBLICOS São bens que não são nem excludentes e nem rivais. Ou seja, não podemos controlar quem pode usa ou não o bem, e o uso deste por alguém não impede que outros indivíduos usem este bem.  Ex: Defesa Nacional, Show de Fogos de Artifício, Benefício do Policiamento, Internet Wireless sem senha, etc..
  6. 6. DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA:RECURSOS COMUNS São bens que não são excludentes, mas são rivais. Ou seja, não podemos controlar quem pode usa ou não o bem, e o uso deste por alguém impede que outros indivíduos usem este bem.  Ex: Petróleo in natura, Peixes no mar, Ar sem poluição, Estradas sem pedágio e com congestionamento, etc..
  7. 7. DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA:MONOPÓLIOS NATURAIS São bens que não são rivais, mas são excludentes. Ou seja, podemos controlar quem pode usa ou não o bem, e o uso deste por alguém não impede que outros indivíduos usem este bem.  Ex: Segurança de bairro, TV a cabo, Internet wireless com senha, Estradas com pedágio e sem congestionamento, etc..
  8. 8. DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA:QUADRO DE RESUMO Bem com consumo rival? Sim Não Sim Bem Privado Monopólio Natural Ex: Carros, Roupas, etc.. Ex: TV a cabo, etc.. Bem com consumo excludente? Recursos Comuns Bens públicos Não Ex: Peixes no mar, etc.. Ex: Defesa Nacional, etc..
  9. 9. BENS PÚBLICOS: CONCEITO E PARTICULARIDADES São bens que não são nem excludentes e nem rivais. Vantagem: Quando uma pessoa usa o bem isso não interfere na possibilidade de outro individuo utilizar este mesmo bem. Desvantagem (Problema): Não controlamos que pode utilizar ou utilizou, assim não podemos cobrar pelo uso individual.
  10. 10. BENS PÚBLICOS: CONCEITO E PARTICULARIDADES Problema do Carona (Free-rider):  Carona: Alguém que recebe o benefício de um bem, mas evita pagar por ele.  O problema surge quando alguns indivíduos pagam por um bem que gera externalidades positiva para pessoas que não pagaram. Ex: Um show de fogos de artifício.  O problema surge de uma externalidade positiva.  Como um indivíduo pode usufruir do bem sem ser obrigado a pagar por ele, haverá incentivo para este indivíduo se tonar um carona. Ex: Ver o show de fogos sem ter pago por ele.
  11. 11. BENS PÚBLICOS: CONCEITO E PARTICULARIDADES Resultados possíveis desta situação são: Não realizar o show (não produzir o bem) ou cobrar de todos que podem usufruir do show (direta ou indiretamente) para realizá-lo (cobrar de pessoas que não usufruirão do bem ou não querem o bem). Mercado privado por si só não produzirá estes em quantidade eficiente ou desejada pelo mercado. O governo pode passar a ofertar este bem visando solucionar o problema.
  12. 12. BENS PÚBLICOS: COMPLEXIDADE DA ANÁLISE CUSTO-BENEFÍCIO Elaboração de estudos que comparem os custos potencias e benefícios potenciais de se fornecer um bem público para sociedade. Podemos cobrar de todos e fornecer o bem ou não fornecê-lo, depende do resultado líquido no bem-estar social. Fornecimento de bens públicos é mais complicado e subjetivo que o fornecimento de bens privados.
  13. 13. RECURSOS COMUNS: CONCEITO E PARTICULARIDADES São bens que não são excludentes, mas são rivais. Desvantagem 1 (Problema): Não controlamos que pode utilizar ou utilizou, assim não podemos cobrar pelo uso individual Desvantagem 2 (Problema): Quando uma pessoa usa o bem isso interfere na possibilidade de outro indivíduo utilizar este mesmo bem.
  14. 14. RECURSOS COMUNS: CONCEITO E PARTICULARIDADES Problema da tragédia dos comuns:  Observação de que recursos comuns (que não tem dono) serão mais utilizados do que o desejável do ponto de vista social.  Surge da existência de uma externalidade negativa.  Quanto mais se usa deste bem que “não tem dono” (bem da sociedade) menos temos deste bem para todos, ou seja, ao usar o bem gero uma externalidade negativa para os outros, que é uma menor disponibilidade do bem.  Com “medo de ficar sem” cada indivíduo vai usar o “máximo que conseguir” agora, fazendo com que o bem deixe de estar disponível para todos.
  15. 15. RECURSOS COMUNS: CONCEITO E PARTICULARIDADES Resultados desta situação: Geralmente indivíduos utilizarão um recurso comum em excesso, gerando a extinção da disponibilidade deste bem para a sociedade. O governo pode resolver o problema, por meio de regulamentação do consumo ou criação de impostos que visem controlar o consumo do recurso comum.
  16. 16. RECURSOS COMUNS: IMPORTÂNCIA DOS DIREITOS DEPROPRIEDADE Como no caso dos bens públicos e recursos comuns, o mercado falha na alocação eficiente de recursos porque os direitos de propriedade não estão claros ou bem estabelecidos. Nestes casos, o governo pode potencialmente resolver o problema buscando tornar a alocação eficiente e aumentar o bem-estar econômico da sociedade.
  17. 17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MANKIW, N. G. Introdução à Economia. São Paulo: Cengage Learning, 2009. 838 pg. VASCONCELLOS, M. S. Economia, Micro e Macro, Atlas, 2002.

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