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Inteligência
Emocional
Para quando as emoções estão em alta
"Como te sentes hoje?"
Nos momentos de stress e tempestade, todos os pais podem perder a cabeça.
Somos todos humanos, todos temos os nossos momentos, e nem sempre temos as
ferramentas que precisamos para lidar com as nossas emoções, quanto mais
ajudar os outros a lidar com elas!
Se durante a tempestade todos se deixam stressar esta continua a aumentar. É
necessário que ocorra uma quebra no ciclo para que o foco mude, de modo a
parar a espiral de descontrolo.
Para isso, os adultos precisam primeiro de o saber fazer, para depois as crianças
poderem aprender a seguir pelo exemplo.
Este é o momento mais importante para ensinar inteligência emocional - ou seja,
ajudar o seu filho a desenvolver habilidades para se acalmar, regular as emoções e
dar-se bem com os outros.
Aqui estão seis maneiras de ajudar o teu filho a desenvolver um cérebro mais
inteligente emocionalmente, todos os dias.
Responde às necessidades e sentimentos por trás do
1.
comportamento problemático
As crianças QUEREM ter uma interação feliz e afetuosa com os pais. Eles querem ser "boas" pessoas.
O mau comportamento vem de sentimentos opressores ou necessidades não atendidas. Se tu não
abordas os seus sentimentos e necessidades, eles simplesmente vão explodir mais tarde, causando
outros problemas de comportamento. Exemplos de resposta às necessidades:
Responde à criança que exibe comportamentos desafiantes oferecendo uma sensação de empatia:
"Parece que queres fazer isso sozinha! Estou aqui se precisares de ajuda."
Responde ao apego oferecendo conexão: "Está a ser difícil preparar a saída esta manhã. Começar
a escola de novo tem sido divertido, mas estamos a perder tempo agora. Venho buscar-te depois
da escola, e nós nos vamos brincar juntos mais logo, ok? "
Responde ao mau humor causado pelo sono alimentando e ensinando a consciência: “Estás a
passar por um período difícil esta manhã. Acho que está tudo um pouco demais, porque todos
nós fomos para a cama tarde a noite passada e não dormimos o suficiente. Talvez precisemos de
mais calma esta manhã. "
A reter:
As crianças geralmente não conseguem articular ou reconhecer as
suas necessidades. Mas quando os ajudamos a sintonizar e perceber
a sua experiência interior e lhes damos uma linguagem para poder
expressar as suas necessidades, eles entendem-se melhor e
aprendem a comunicar de uma maneira mais apropriada.
2. Aceita todas as emoções, mesmo quando
limitas o comportamento.
Claro, precisamos de limitar as ações dos nossos filhos, imensas vezes. Eles não podem correr na rua, atirar o jantar para o
chão, bater na irmã ou ficar no computador a noite toda. Em todos os casos em que o comportamento for claramente
inaceitável, define um limite. (Se não estiver "claro" se o comportamento é aceitável, pergunta-te a ti mesmo se concordas em
ser flexível e certifica-te de não ultrapassar teu próprio nível de conforto.)
Mas, mesmo quando limitamos o comportamento, as crianças precisam de poder expressar todas as suas emoções, e isso
inclui sentimentos de decepção ou raiva em resposta aos limites impostos. As crianças precisam de "nos mostrar" como se
sentem e fazer com que as "ouçamos", então os colapsos são a válvula de escape da natureza para as emoções. Em vez de
exilar o teu filho para o quarto para se controlar (o que passa a mensagem de que ela está sozinha com aqueles sentimentos
grandes, assustadores, desconhecidos e descontrolados), segura-o ou fica perto e conectado com uma voz suave: "Pareces tão
chateado e triste agora. Estou aqui, estás seguro."
Assim que a tempestade passar, voltaremos a ter o nosso filho cooperativo e afetuoso e estará muito mais conectado porque tu
o "amarraste" e ajudaste a passar pelo seu tornado interior. Durante a explosão de raiva o teu filho está a mostrar a
profundidade do seu descontrolo.
DEPOIS da tempestade é a hora de ensinar, não durante. E descobriremos que não é realmente necessário ensinar muito, se
ajudarmos as crianças com os seus sentimentos. Isto porque elas já CONHECEM o comportamento esperado, mas simplesmente
não conseguiam controlar aquelas grandes emoções. O apoio reconfortante é o primeiro passo para que elas aprendam essa
habilidade.
A reter:
Quando nos permitimos sentir uma emoção, ela começa a dissipar-se
rápidamente. Mas quando tentamos empurrar a emoção para fora da nossa
consciência, ela não vai embora. Nós apenas perdemos o controlo. Portanto, o
primeiro passo para aprender a regular as emoções é permitir que elas se tornem
conscientes.
Quando transmitimos às crianças a mensagem de que todas as emoções estão
bem, elas tornam-se "amigas" delas. Isso permite que eles comecem a auto-
regular.
E uma vez que as crianças já conseguem regular as suas emoções, elas podem
regular os seus comportamentos.
3. Regula as tuas próprias
emoções.
As crianças nem sempre farão o que dizemos, mas farão sempre o que fazemos. As crianças aprendem a regulação emocional
connosco. Quando ficamos calmos, ensinamos os nossos filhos que não existe emergência, mesmo que ela sinta que a tem no
momento.
É por isso que manter nosso próprio sentimento de bem-estar é uma das nossas responsabilidades parentais mais importantes.
A maioria de nós mantém-se "bem" até que as crianças ficam chateadas.
Lembra-te de que não precisas de "arranjar" o aborrecimento do teu filho ou interromper as suas emoções. Em vez disso, aceita
apenas o que eles estão a sentir e mantém o teu próprio equilíbrio.
Outra ocasião comum em muitos pais é quando ficamos chateados com nosso filho e começamos a discipliná-lo. Mas é
especialmente importante manter a calma e ver a perspectiva do teu filho enquanto estabeleces limites. Não há razão alguma
para culpa ou punição, que envergonham as crianças e as fazem comportar-se pior. Procura limites firmes, estabelecidos com
empatia:
"Desculpa, Luís. Eu sei que é difícil parar quando estás a divertir-te tanto com esse jogo. Agora é hora de ir dormir e podemos
retomar o jogo amanhã. Vamos dizer adeus ao jogo. Ok, eu agora vou desligar. Eu sei que isto te deixa muito infeliz. Querias
poder brincar a noite toda, todas as noites, não é? Sei que é difícil. Precisamos de descansar, tu sabes que precisas. Vamos
para a hora da história. O que vamos ler esta noite?"
A reter:
O cérebro da criança está, na verdade, a aprender a acalmar-se em resposta à
auto-regulação dos pais.
Quando estabelecemos limites com uma compreensão da perspectiva da criança,
é menos provável que ela resista aos limites. Quando as crianças desistem do que
desejam para seguir os nossos limites, elas estão a construir os caminhos neurais
para a autorregulação.
4. Lembra-te de que a raiva é uma defesa contra emoções mais profundas,
como medo, mágoa ou tristeza.
Quando o teu filho expressa raiva, ele não está a ser mau. Ele está a defender-se para não sentir aquelas emoções mais
vulneráveis ​
​
de dor ou medo. Reconhece a raiva e resolve-a tendo empatia com as emoções mais profundas que a estimulam.
Sentir essas emoções mais profundas torna a raiva defensiva, desnecessária.
E o Ódio?
O ódio não é um sentimento, mas uma “posição” ou uma postura que assumimos para nos proteger.
A criança está apenas a utilizar uma "arma nuclear" para mostrar o quão está chateado.
Demonstra empatia, como se o teu filho estivesse simplesmente a expressar raiva, que é o que ele realmente está a fazer.
"Estás a dizer que odeias o novo bebé? Estou a perceber o que queres dizer. Por vezes ficamos muito cansados com ela só por
estar aqui. Eu sei o quão chateado estás comigo também, por estar mais tempo com o bebé.
Gostavas mais quando éramos só nós os dois, não é? Estás a sentir-te triste porque as coisas estão diferentes agora e eu
estou tão ocupada com o bebé.
Vem cá, sobe ao meu colo e eu vou abraçar-te! Agora podes contar-me esses sentimentos tristes.
Quando estiveres pronto, vamos brincar os dois, como fazíamos quando eras TU um bebé. Tu tens o teu espaço na nossa vida
e és também muito importante para nós"
A reter:
Como muitos pais tiveram experiências assustadoras com a raiva quando eram
crianças, muitas vezes ficamos com medo da raiva dos nossos filhos.
Deixar a criança saber que ela não é uma pessoa má por sentir raiva, ajuda a
aceitar a sua raiva como normal e superá-la, em vez de ficar presa nela.
A maioria de nós não entende que a raiva é uma defesa, e assusta. Ajudar as
crianças a reconhecer o que está por trás da sua raiva dá-lhes as ferramentas
necessárias para a dissolver, de forma que não sejam levadas a "atacar".
5. Quando um desejo não pode ser concedido, reconhece e concede pelo meio da
"realização imaginada"
É incrível a frequência com que podemos superar um impasse tendo o que desejamos com o poder da imaginação.
Em parte porque mostra que realmente nos preocupamos com o que as crianças querem e que gostamos de as fazer
felizes.
Pesquisas mostram que o poder da mente é tão grande que imaginar que o nosso desejo foi realizado na verdade nos
satisfaz no momento. Ou seja, a parte do nosso cérebro que mostra satisfação fica na realidade satisfeita apenas com
uma imagem mental!
Dar ao teu filho o que deseja com o poder da imaginação acalma um pouco a urgência, e ele fica mais aberto a
alternativas.
“Queres comer uma bolacha? Aposto que conseguias engolir dez bolhachas agora mesmo! Não seria tão bom?”
De seguida, encontra uma maneira de atender a necessidade mais profunda: "Acho que estás com fome. Está quase na
hora do jantar, mas não podes esperar. Vamos fazer um lanche para que a tua barriga se sinta melhor."
A reter:
Todos nós temos desejos que não podem ser realizados. Aprender um leque de
truques para contornar esses desejos de maneira construtiva, bem como de
suprimir outras necessidades e sentimentos, é uma ferramenta importante para
lidar com a inteligência emocional de qualquer criança.
6. Não leves nada para o lado pessoal e resiste ao impulso de
escalar ou retaliar.
As crianças têm grandes sentimentos. Eles não são sobre nós, mesmo quando estão a gritar "Eu odeio-te!"
É sobre eles: os seus sentimentos confusos, a sua dificuldade em se controlar, a sua capacidade imatura
de compreender e expressar as suas emoções...
Quando a criança diz "TU NUNCA entendes!" tenta ouvir isso como uma informação sobre ela - neste
momento ela não sente que tu nunca a entendeste, mas que ELA nunca foi entendida - não é sobre ti.
Modela a auto-gestão emocional simplesmente respirando fundo e tentando ver a perspectiva dela.
Lembra-te de que é difícil ser criança.
Ela ainda não tem os recursos internos para controlar as suas emoções - mas tu tens, certo?
A reter:
O nosso trabalho como adultos é sempre acalmar a tempestade emocional, em
vez de intensificá-la. De que outra forma o nosso filho aprende a fazer isso
sozinho?
Quando nós somos emocionalmente generosos com os nossos filhos, estamos a
demonstrar que eles não são perfeitos, mas que os amamos incondicionalmente
mesmo assim - mesmo quando eles estão no seu pior momento.
Esse é o amor incondicional que todas as crianças precisam para se desenvolver.
Difícil? Sim, porque a maioria de nós acha difícil gerir os nossos próprios
sentimentos para poder tolerar as emoções "indisciplinadas" dos nossos filhos.
Todos temos a oportunidade de crescer no
campo da inteligência emocional.
O que nos torna pessoas mais felizes e
saudáveis.
Portanto, se por acaso quando
foste magoado em vez de compreendido,
nunca é tarde para cuidares da tua criança
interior e resgatar uma infância feliz!
foste criança
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  • 3. Nos momentos de stress e tempestade, todos os pais podem perder a cabeça. Somos todos humanos, todos temos os nossos momentos, e nem sempre temos as ferramentas que precisamos para lidar com as nossas emoções, quanto mais ajudar os outros a lidar com elas! Se durante a tempestade todos se deixam stressar esta continua a aumentar. É necessário que ocorra uma quebra no ciclo para que o foco mude, de modo a parar a espiral de descontrolo. Para isso, os adultos precisam primeiro de o saber fazer, para depois as crianças poderem aprender a seguir pelo exemplo. Este é o momento mais importante para ensinar inteligência emocional - ou seja, ajudar o seu filho a desenvolver habilidades para se acalmar, regular as emoções e dar-se bem com os outros. Aqui estão seis maneiras de ajudar o teu filho a desenvolver um cérebro mais inteligente emocionalmente, todos os dias.
  • 4. Responde às necessidades e sentimentos por trás do 1. comportamento problemático As crianças QUEREM ter uma interação feliz e afetuosa com os pais. Eles querem ser "boas" pessoas. O mau comportamento vem de sentimentos opressores ou necessidades não atendidas. Se tu não abordas os seus sentimentos e necessidades, eles simplesmente vão explodir mais tarde, causando outros problemas de comportamento. Exemplos de resposta às necessidades: Responde à criança que exibe comportamentos desafiantes oferecendo uma sensação de empatia: "Parece que queres fazer isso sozinha! Estou aqui se precisares de ajuda." Responde ao apego oferecendo conexão: "Está a ser difícil preparar a saída esta manhã. Começar a escola de novo tem sido divertido, mas estamos a perder tempo agora. Venho buscar-te depois da escola, e nós nos vamos brincar juntos mais logo, ok? " Responde ao mau humor causado pelo sono alimentando e ensinando a consciência: “Estás a passar por um período difícil esta manhã. Acho que está tudo um pouco demais, porque todos nós fomos para a cama tarde a noite passada e não dormimos o suficiente. Talvez precisemos de mais calma esta manhã. "
  • 5. A reter: As crianças geralmente não conseguem articular ou reconhecer as suas necessidades. Mas quando os ajudamos a sintonizar e perceber a sua experiência interior e lhes damos uma linguagem para poder expressar as suas necessidades, eles entendem-se melhor e aprendem a comunicar de uma maneira mais apropriada.
  • 6. 2. Aceita todas as emoções, mesmo quando limitas o comportamento. Claro, precisamos de limitar as ações dos nossos filhos, imensas vezes. Eles não podem correr na rua, atirar o jantar para o chão, bater na irmã ou ficar no computador a noite toda. Em todos os casos em que o comportamento for claramente inaceitável, define um limite. (Se não estiver "claro" se o comportamento é aceitável, pergunta-te a ti mesmo se concordas em ser flexível e certifica-te de não ultrapassar teu próprio nível de conforto.) Mas, mesmo quando limitamos o comportamento, as crianças precisam de poder expressar todas as suas emoções, e isso inclui sentimentos de decepção ou raiva em resposta aos limites impostos. As crianças precisam de "nos mostrar" como se sentem e fazer com que as "ouçamos", então os colapsos são a válvula de escape da natureza para as emoções. Em vez de exilar o teu filho para o quarto para se controlar (o que passa a mensagem de que ela está sozinha com aqueles sentimentos grandes, assustadores, desconhecidos e descontrolados), segura-o ou fica perto e conectado com uma voz suave: "Pareces tão chateado e triste agora. Estou aqui, estás seguro." Assim que a tempestade passar, voltaremos a ter o nosso filho cooperativo e afetuoso e estará muito mais conectado porque tu o "amarraste" e ajudaste a passar pelo seu tornado interior. Durante a explosão de raiva o teu filho está a mostrar a profundidade do seu descontrolo. DEPOIS da tempestade é a hora de ensinar, não durante. E descobriremos que não é realmente necessário ensinar muito, se ajudarmos as crianças com os seus sentimentos. Isto porque elas já CONHECEM o comportamento esperado, mas simplesmente não conseguiam controlar aquelas grandes emoções. O apoio reconfortante é o primeiro passo para que elas aprendam essa habilidade.
  • 7. A reter: Quando nos permitimos sentir uma emoção, ela começa a dissipar-se rápidamente. Mas quando tentamos empurrar a emoção para fora da nossa consciência, ela não vai embora. Nós apenas perdemos o controlo. Portanto, o primeiro passo para aprender a regular as emoções é permitir que elas se tornem conscientes. Quando transmitimos às crianças a mensagem de que todas as emoções estão bem, elas tornam-se "amigas" delas. Isso permite que eles comecem a auto- regular. E uma vez que as crianças já conseguem regular as suas emoções, elas podem regular os seus comportamentos.
  • 8. 3. Regula as tuas próprias emoções. As crianças nem sempre farão o que dizemos, mas farão sempre o que fazemos. As crianças aprendem a regulação emocional connosco. Quando ficamos calmos, ensinamos os nossos filhos que não existe emergência, mesmo que ela sinta que a tem no momento. É por isso que manter nosso próprio sentimento de bem-estar é uma das nossas responsabilidades parentais mais importantes. A maioria de nós mantém-se "bem" até que as crianças ficam chateadas. Lembra-te de que não precisas de "arranjar" o aborrecimento do teu filho ou interromper as suas emoções. Em vez disso, aceita apenas o que eles estão a sentir e mantém o teu próprio equilíbrio. Outra ocasião comum em muitos pais é quando ficamos chateados com nosso filho e começamos a discipliná-lo. Mas é especialmente importante manter a calma e ver a perspectiva do teu filho enquanto estabeleces limites. Não há razão alguma para culpa ou punição, que envergonham as crianças e as fazem comportar-se pior. Procura limites firmes, estabelecidos com empatia: "Desculpa, Luís. Eu sei que é difícil parar quando estás a divertir-te tanto com esse jogo. Agora é hora de ir dormir e podemos retomar o jogo amanhã. Vamos dizer adeus ao jogo. Ok, eu agora vou desligar. Eu sei que isto te deixa muito infeliz. Querias poder brincar a noite toda, todas as noites, não é? Sei que é difícil. Precisamos de descansar, tu sabes que precisas. Vamos para a hora da história. O que vamos ler esta noite?"
  • 9. A reter: O cérebro da criança está, na verdade, a aprender a acalmar-se em resposta à auto-regulação dos pais. Quando estabelecemos limites com uma compreensão da perspectiva da criança, é menos provável que ela resista aos limites. Quando as crianças desistem do que desejam para seguir os nossos limites, elas estão a construir os caminhos neurais para a autorregulação.
  • 10. 4. Lembra-te de que a raiva é uma defesa contra emoções mais profundas, como medo, mágoa ou tristeza. Quando o teu filho expressa raiva, ele não está a ser mau. Ele está a defender-se para não sentir aquelas emoções mais vulneráveis ​ ​ de dor ou medo. Reconhece a raiva e resolve-a tendo empatia com as emoções mais profundas que a estimulam. Sentir essas emoções mais profundas torna a raiva defensiva, desnecessária. E o Ódio? O ódio não é um sentimento, mas uma “posição” ou uma postura que assumimos para nos proteger. A criança está apenas a utilizar uma "arma nuclear" para mostrar o quão está chateado. Demonstra empatia, como se o teu filho estivesse simplesmente a expressar raiva, que é o que ele realmente está a fazer. "Estás a dizer que odeias o novo bebé? Estou a perceber o que queres dizer. Por vezes ficamos muito cansados com ela só por estar aqui. Eu sei o quão chateado estás comigo também, por estar mais tempo com o bebé. Gostavas mais quando éramos só nós os dois, não é? Estás a sentir-te triste porque as coisas estão diferentes agora e eu estou tão ocupada com o bebé. Vem cá, sobe ao meu colo e eu vou abraçar-te! Agora podes contar-me esses sentimentos tristes. Quando estiveres pronto, vamos brincar os dois, como fazíamos quando eras TU um bebé. Tu tens o teu espaço na nossa vida e és também muito importante para nós"
  • 11. A reter: Como muitos pais tiveram experiências assustadoras com a raiva quando eram crianças, muitas vezes ficamos com medo da raiva dos nossos filhos. Deixar a criança saber que ela não é uma pessoa má por sentir raiva, ajuda a aceitar a sua raiva como normal e superá-la, em vez de ficar presa nela. A maioria de nós não entende que a raiva é uma defesa, e assusta. Ajudar as crianças a reconhecer o que está por trás da sua raiva dá-lhes as ferramentas necessárias para a dissolver, de forma que não sejam levadas a "atacar".
  • 12. 5. Quando um desejo não pode ser concedido, reconhece e concede pelo meio da "realização imaginada" É incrível a frequência com que podemos superar um impasse tendo o que desejamos com o poder da imaginação. Em parte porque mostra que realmente nos preocupamos com o que as crianças querem e que gostamos de as fazer felizes. Pesquisas mostram que o poder da mente é tão grande que imaginar que o nosso desejo foi realizado na verdade nos satisfaz no momento. Ou seja, a parte do nosso cérebro que mostra satisfação fica na realidade satisfeita apenas com uma imagem mental! Dar ao teu filho o que deseja com o poder da imaginação acalma um pouco a urgência, e ele fica mais aberto a alternativas. “Queres comer uma bolacha? Aposto que conseguias engolir dez bolhachas agora mesmo! Não seria tão bom?” De seguida, encontra uma maneira de atender a necessidade mais profunda: "Acho que estás com fome. Está quase na hora do jantar, mas não podes esperar. Vamos fazer um lanche para que a tua barriga se sinta melhor."
  • 13. A reter: Todos nós temos desejos que não podem ser realizados. Aprender um leque de truques para contornar esses desejos de maneira construtiva, bem como de suprimir outras necessidades e sentimentos, é uma ferramenta importante para lidar com a inteligência emocional de qualquer criança.
  • 14. 6. Não leves nada para o lado pessoal e resiste ao impulso de escalar ou retaliar. As crianças têm grandes sentimentos. Eles não são sobre nós, mesmo quando estão a gritar "Eu odeio-te!" É sobre eles: os seus sentimentos confusos, a sua dificuldade em se controlar, a sua capacidade imatura de compreender e expressar as suas emoções... Quando a criança diz "TU NUNCA entendes!" tenta ouvir isso como uma informação sobre ela - neste momento ela não sente que tu nunca a entendeste, mas que ELA nunca foi entendida - não é sobre ti. Modela a auto-gestão emocional simplesmente respirando fundo e tentando ver a perspectiva dela. Lembra-te de que é difícil ser criança. Ela ainda não tem os recursos internos para controlar as suas emoções - mas tu tens, certo?
  • 15. A reter: O nosso trabalho como adultos é sempre acalmar a tempestade emocional, em vez de intensificá-la. De que outra forma o nosso filho aprende a fazer isso sozinho? Quando nós somos emocionalmente generosos com os nossos filhos, estamos a demonstrar que eles não são perfeitos, mas que os amamos incondicionalmente mesmo assim - mesmo quando eles estão no seu pior momento. Esse é o amor incondicional que todas as crianças precisam para se desenvolver. Difícil? Sim, porque a maioria de nós acha difícil gerir os nossos próprios sentimentos para poder tolerar as emoções "indisciplinadas" dos nossos filhos.
  • 16. Todos temos a oportunidade de crescer no campo da inteligência emocional. O que nos torna pessoas mais felizes e saudáveis. Portanto, se por acaso quando foste magoado em vez de compreendido, nunca é tarde para cuidares da tua criança interior e resgatar uma infância feliz! foste criança
  • 17. Segue-nos para mais dicas Partilha com quem mais precise!