Natal e espiritismo

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Natal e espiritismo

  1. 1. De onde vem o termoNatal? Por que 25 dedezembro? Desdequando se comemoranesta data? Qual oespírito do Natal? Qual osignificado dospresentes, das árvores edo Papai Noel?
  2. 2.  As Igrejas orientais, desde o século IV, celebravama Epifania (“aparição” ou “manifestação”), em 6 dejaneiro, cujo simbolismo referia-se ao mistério davinda ao mundo do Verbo Divino feito homem. EmRoma, desde o tempo do Imperador Aureliano(274), o dia 25 de dezembro (solstício deInverno, no calendário Juliano) era consagradoaoNatalis Solis Invicti, festa mitríaca do“renascimento” do Sol. A Igreja romana não tardouem contrapor-lhe a festa cristã do Natale deCristo, o verdadeiro “sol de justiça”. Esta festapronto se estendeu por todo o Ocidente, nãotardando também em ser adotada por todas asigrejas orientais. (Enciclopédia luso-Brasileira deCultura)
  3. 3.  O nascimento de Cristo sempreesteve envolvido emcontrovérsias. Para uns, seria 1.ºde janeiro; para outros, 6 dejaneiro, 25 de março e 20 demaio. Pelas observações doschineses, o Natal seria emmarço, que foi quando umcometa, tal qual a estrela deBelém, reluziu na noite asiática noano 5 d.C. Como data festiva, éum arranjo inventado pela Igreja eenriquecida através dos tempospela incorporação de hábitos ecostumes de várias culturas: aárvore natalina é contribuiçãoalemã (século VIII); o Papai Noel(vulgo São Nicolau) nasceu naTurquia (século IV); os cartões denatal surgiram na Inglaterra, emmeados do século XIX. (Estado deSão Paulo, p. D3)
  4. 4.  UMA NOVA LUZ O nascimento de Jesus coincide com a percepção deuma nova luz para a humanidade sofredora. Osensinamentos de Jesus devem servir para transformarnão apenas um homem, mas toda a Humanidade.Numa simples visão de conjunto, observamos o queera planeta antes e no que se transformou depois desua vinda. O Espírito Emmanuel, em Roteiro, diz-nosque antes de Cristo, a educação demorava-se emlamentável pobreza, o cativeiro era consagrado porlei, a mulher aviltada qual alimária, os pais podiamvender os filhos etc. Com Jesus, entretanto, começauma era nova para o sentimento. Iluminados pelaDivina influência, os discípulos do Mestre consagram-se ao serviço dos semelhantes; Simão Pedro e oscompanheiros dedicam-se aos doentes e infortunados;instituem-se casas de socorro para os necessitados eescolas de evangelização para o espírito popular etc.(Xavier, 1980, cap. 21)
  5. 5. NUMA VÉSPERA DE NATALConta-nos o Espírito Irmão X que Emiliano Jardim, cujas noções materialistasestragavam-lhe os pensamentos, viera a sofrer uma dor de paternidade, ao vero seu filho arrebatado pela morte. Abatido pela dor, começa a se interessar peloCatolicismo. Porém, repelia veemente todos os que pensavam de formadiferente a respeito do Cristo. Do Catolicismo passa para o Protestantismo, massem que o Mestre penetrasse no seu interior. Depois de longa luta, Emilianosente-se insatisfeito e ingressa nos arraiais espiritistas. Emiliano, comoacontece à maioria dos crentes, vislumbra a verdade dos ensinamentos deJesus, anseia por vê-lo nos outros homens, antes de senti-lo em si mesmo.Com o passar do tempo, teve outros revezes.Numa véspera de Natal, em que o ambiente festivo lhe falava da venturadestruída do coração, Emiliano quis por termo à própria vida.Na hora amargurada em que o mísero se dispunha a agravar as própriasangústias, uma voz se fez ouvir no recôndito de seu espírito:“— Emiliano, há quanto tempo eu buscava encontrar-te; mas sempre mechamavas através dos outros, sem jamais me procurar em ti mesmo! Dá-me tuador, reclina a cabeça cansada sobre o meu coração!... Muitas vezes, o meupoder opera na fraqueza humana. Raramente meus discípulos gozam oencontro divino, fora das câmeras do sofrimento. Quase sempre é necessárioque percam tudo, a fim de me acharem em si mesmos”.
  6. 6. Emiliano estava inebriado. E a voz continuou:“— Volta ao esforço diário e não esqueças que estarei comos meus discípulos sinceros até ao fim dos séculos! Acasopoderias admitir que permaneço em beatitudeinerte, quando meus amigos se dilaceram pela vitória deminha causa? Não posso estacionar em vãs disputas, nemnas estéreis lamentações, porque necessitamos cuidar doamoroso esclarecimento das almas. É por isso queestou, mais freqüentemente, onde estejam os coraçõesquebrantados e os que já tenham compreendido a grandezado espírito de serviço. Não te rebeles contra o sofrimentoque purifica, aprende a deixar os bonecos a quantos aindanão puderam atravessar as fronteiras da infância. Nãoanalises nunca, sem amar. Lembra-te de que quandocriticares teu irmão, também eu sou criticado. Ainda nãoterminei minha obra terrestre, Emiliano! Ajuda-me, compreendendo a grandeza do seu objetivo eentendendo a fragilidade dos teus irmãos”. (Xavier, 1982, p.

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