Laços familia pps

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Laços familia pps

  1. 1. 16/11/12 1
  2. 2. 1 Simpatia e antipatia entre os desencarnados; laços de família Encarnados ou não somos Espíritos criados por Deus e, portanto, irmãos. A humanidade inteira é, assim, uma só família.Mas entrelaçados pela afeição, simpatia e semelhança das inclinações, os Espíritos no espaço formam grupos ou famílias. E essa é que pode ser chamada a verdadeira família. Esses grupos ou famílias se reúnem por afinidades. Unem- se pelos laços de simpatia.16/11/12 2
  3. 3.  Os bons pelo desejo de fazerem o bem, e os maus de fazerem o mal. Sabemos que a simpatia decorre de uma perfeita concordância no modo de pensar e agir. Por isso, os Espíritos que se assemelham se procuram, mesmo que não tenham se conhecido na Terra. Assim sendo, os Espíritos cultivam, entre si, a simpatia geral determinada pelas suas próprias semelhanças. Mas além desta simpatia de caráter geral, existem, também, as afeições particulares, tal como as que existem entre os homens.16/11/12 3
  4. 4.  Assim como há as simpatias entre os Espíritos, há, também, as antipatias, alimentadas pelo ódio, que geram inimizades e dissensões. Este sentimento, todavia, só existe entre os Espíritos impuros, que não venceram ainda, em si mesmos, o egoísmo e o orgulho. Como exercem influência junto aos homens, acabam estimulando nestes os desentendimentos e as discórdias, muito comuns na vida humana. Desde que originada de verdadeira simpatia, a afeição que dois seres se consagram na Terra continua a existir sempre no mundo dos Espíritos.16/11/12 4
  5. 5.  Por sua vez, os Espíritos a quem fizemos mal neste mundo poderão perdoar-nos se já forem bons e segundo o nosso próprio arrependimento. Se, porém, ainda forem maus, podem guardar ressentimentos e nos perseguir, muitas vezes, até em outras existências. Como observam os Espíritos superiores, em O Livro dos Espíritos, “da discórdia nascem todos os males dos homens; da concórdia resulta a completa felicidade”. Como um dos objetivos da nossa encarnação é o de trabalhar no sentido de nos melhorarmos interiormente e chegarmos à perfeição espiritual, então nossa meta maior será a superação do mal que ainda existe em nós e nos outros. E, neste sentido, só a manifestação de amor de nossa parte pode quebrar o círculo vicioso do ódio que continua a existir, muitas vezes, depois da morte física.16/11/12 5
  6. 6.  O período mais propício a esse esforço é, sem dúvida, quando estamos junto dos nossos inimigos, convivendo com eles, na condição de encarnados e desencarnados. Pois aí é precisamente quando temos as melhores oportunidades de testemunhar nosso propósito de cultivar a concórdia para com todos e, assim, substituir os laços de ódio que nos ligavam pelos laços de amor que passam a nos unir. Jesus falou prolongadamente sobre a necessidade de nossa reconciliação com os adversários que aparecem no quadro de nossa vida terrena.16/11/12 6
  7. 7.  Nesse particular afirmou: “Para não acontecer que sejam entregues ao oficial de justiça, e este vos entregue ao juiz, pois, sendo preso, dali não saireis enquanto não pagardes o último centil”. Jesus recomendou, pois, que esse assunto deva ser encarado com a devida seriedade, porque diz respeito ao nosso relacionamento com os nossos semelhantes, devendo aqui lembrar que existe uma lei de ação e reação, de causa e efeito, e todo o mal que fizermos ao próximo demandará resgate, advindo daí os sofrimentos que todos nós experimentamos na Terra, uma vez que somos transgressores das leis de Deus.16/11/12 7
  8. 8.  A reconciliação com nossos adversários fará com que ele não se vingue de nós quando estiver na vida espiritual, o que provocaria as obsessões tão comuns na Terra. E é óbvio que muitos Espíritos, não podendo executar vinganças quando encarnados, não deixarão de concretizá-las quando estiverem desencarnados. No plano espiritual, a reunião de parentes e amigos depende do grau de evolução e do caminho que seguem para o seu adiantamento; se um deles está mais adiantado e caminha mais rápido que os outros, eles não poderão ficar juntos; poderão ver-se algumas vezes, mas não estarão sempre reunidos, a não ser quando possam marchar juntos, ombro a ombro, ou quando tiverem atingido a igualdade na perfeição. Mas cada caso é um caso.16/11/12 8
  9. 9.  A esse respeito, mencionamos o exemplo de Ismália e Alfredo, no livro Os Mensageiros. Ambos desencarnados, podiam ver-se algumas vezes, separados que estavam pela diferença do grau de evolução. Também Emmanuel, no livro Renúncia, cita o exemplo de Alcione, que desce das esferas superiores para encontrar-se com seu amado Pólux, ainda nas regiões de sofrimento, e que sequer conseguia perceber-lhe a presença. Pode continuar a existir, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra, desde que originada da verdadeira simpatia. Se, no entanto, a simpatia nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, por que não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor próprio.16/11/12 9
  10. 10. 2 Almas gêmeas Num de seus célebres diálogos, O Banquete, Platão narra curiosa alegoria referente ao amor. Nos primórdios do mundo, aqui viviam insólitos seres andróginos, de duas faces e dois pares de braços e pernas. Por terem desafiado os deuses, foram divididos ao meio. Desde então, estas duas metades, uma feminina outra masculina, buscam, ansiosos, a unidade perdida.16/11/12 10
  11. 11.  Daí, talvez, possa ter-se originado a expressão “metades eternas”. Dois seres que desde a sua origem foram criados um para o outro. Allan Kardec, entretanto, em O Livro dos Espíritos, nos esclarece a esse respeito ao interrogar os Espíritos responsáveis pela Codificação: “As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem, em alguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia se reunirá?” Respondem os Espíritos: “Não, não há união particular e fatal, de duas almas. União que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido.Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos, da concórdia resulta a completa felicidade”.16/11/12 11
  12. 12.  Mais adiante, na Questão 299 do mesmo livro, encontramos a seguinte colocação: “Se um Espírito fosse a metade de outro, se os dois se separassem, estariam ambos incompletos. Se um tivesse que completar o outro, perderia a sua individualidade”. Em seus comentários, Kardec assim se coloca: “A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa de dois Espíritos simpáticos. Não podemos, portanto, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espíritos tenham fatalmente que se reunir um dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo”.16/11/12 12
  13. 13.  Sabemos, contudo, que ao longo de nossa caminhada rumo à perfeição, Espíritos simpáticos unem-se para que, juntos, possam trabalhar para seu progresso. Emmanuel, no livro O Consolador, ao tratar desse assunto, refere-se a essas uniões, porém esclarece, em Nota à primeira edição, que ao se referir à expressão “almas gêmeas”, não deseja dizer “metades eternas”. Ao se referir às uniões humanas considera que estas, em toda a vida, são orientadas por sentimentos de amor mais profundos que aqueles encontrados na concepção humana, que se modificará na esteira da evolução.16/11/12 13
  14. 14. Bibliografia EMMANUEL (Espírito). O consolador. 16. ed. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Brasília: FEB, 1993. 233 p. ————. Emmanuel. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 13. ed. Brasília: FEB, 1987. 186 p. KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo. 106. ed. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 1994. 435 p. ————. O livro dos espíritos. 74. ed. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 1994. 494 p. LUIZ, André (Espírito). Os mensageiros. 16. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1983. 268 p. MIRANDA, Hermínio C. A reencarnação na Bíblia. 10. ed. São Paulo: Pensamento, 1995. 99 p. RIZZINI, Carlos Toledo. Evolução para o terceiro milênio. 8. ed. Sobradinho: EDICEL, 1990. 352 p. Extraído: Apostila de Estudo dos Aspectos filosófico e religioso da Doutrina Espírita – Fase 416/11/12 14
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