Apresentação de rochas

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Apresentação de rochas

  1. 1. ROCHAS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
  2. 2.  Os materiais naturais são os mais antigos materiais de construção utilizados pelo homem. Muitas civilizações empregaram a pedra de maneira intensa, podendo-se destacar as monumentais construções das pirâmides, a Esfinge e o Partenon de Atenas, entre outras. Já aquelas civilizações que não utilizavam a pedra em suas construções, e sim tijolo de barro seco ao ar (babilônios, sírios e caldeus) deixaram poucos vestígios de sua passagem e adiantamento: suas construções reduziram-se a montes de terra (Petrucci, 1978).  Hoje em dia, em decorrência de suas altas qualidades de durabilidade, resistência e baixo custo, a pedra continua ocupando importante papel nas construções, principalmente em enrocamentos, fundações, lastro de vias férreas, pavimentos, agregados para concreto, cantaria e muito mais.
  3. 3. Qualidades exigidas:  Resistência mecânica: que é a capacidade de suportar a ação das cargas aplicadas, sem entrar em colapso;  Durabilidade: capacidade de manter suas propriedades físicas e mecânicas com o decorrer do tempo e sob a ação de agentes agressivos, quer do meio ambiente, quer intrínsecos, sejam eles físicos, químicos ou mecânicos;  Trabalhabilidade: é a capacidade de ser aperfeiçoada com o mínimo de esforço;  Estética: é a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento.
  4. 4. Agregados e Blocos de Pedra: O maior volume de rochas utilizado na construção civil, hoje, é constituído por fragmentos irregulares, em diversos tamanhos, obtidos pela extração de pedreiras. - Modalidades em que o material é oferecido e usado: As definições abaixo são da ABNT- NBR 7225.  Agregado: é o material natural de propriedades adequadas ou obtido por fragmentação artificial de pedra. O agregado miúdo tem dimensões que variam de 0,075 a 4,8mm e o graúdo, entre 4,8 e 100mm.  Pedra britada ou brita: é o material proveniente do britamento de pedra com dimensões que ficam entre 4,8 e 100mm.  Pó de pedra ou filer: é o material proveniente do britamento da pedra de dimensão inferior a 0,075mm.  Areia: é o material natural com dimensões que variam entre 0,075 e 2,0mm, classificada como grossa se maior que 1,2mm, média se ficar entre este valor e 0,42mm , fina se for menor que este último valor.
  5. 5.  Pedrisco: é o material proveniente do britamento da pedra com dimensões que variam entre 0,75 e 4,8 mm.  Pedregulho: é o material natural inerte, de forma arredondada, com dimensões que variam entre 2,0 e 100mm.  Bloco de pedra é a pedra angulosa, em geral obtida por fragmentação artificial com dimensão mínima superior a 10 cm.  Matacão é a pedra arredondada, encontrada isolada na superfície, com dimensão superior a 10 cm.  Pedra amarroada (de mão) é a pedra bruta, obtida por meio de marrão, de dimensão tal que possa ser manuseada.
  6. 6. Classificação da brita de acordo com as dimensões nominais: Pedra britada Número Tamanho nominal (mm) mínimo Tamanho nominal (mm) máximo 1 4,8 12,5 2 12,5 25 3 25 50 4 50 76 5 76 100
  7. 7. UTILIZAÇÕES DAS PEDRAS:  Na maior parte dos casos, o material pétreo é oferecido como pedra britada, em diversas graduações. Sem ligante, este material é utilizado como filtro, lastro de vias férreas, enrocamento e outros usos, onde deverá permanecer praticamente sem modificação durante sua vida útil: como ligante é utilizado em concretos betuminosos ou de cimento portland, para constituir uma nova forma ou massa a ser empregada.
  8. 8.  Os enrocamentos de pedras são estruturas constituídas de pedras de mão arrumada, matacões ou por pedras jogadas, sem emprego de aglomerante, que podem ser utilizados na construção de contenções, diques e dissipadores de energia, recuperação de erosões e proteção de taludes e de obras de arte especiais. Este serviço é muito usado em obras de recuperação de áreas degradadas com utilização de enrocamento de pedra, em rodovias, aclives e declives.Os materiais empregados devem obedecer às especificações correspondentes para cada obra segundo sua funcionalidade.
  9. 9. ENROCAMENTOS E ESCADAS
  10. 10. UTILIZAÇÃO DE ROCHAS EM MOLHES:
  11. 11. Lastro de vias férreas e pavimentos: Lastro de vias férreas e pavimentos:  Nos lastros de vias férreas, a rocha é usada como brita em tamanhos progressivos de baixo para cima, sobre o solo.  As funções dos lastros são: suportar os dormentes, resistindo aos movimentos horizontais devido à ação do tráfego e às mudanças de temperatura nos trilhos; etc..  Pedra britada é usada nos pavimentos das estradas, na base, no revestimento betuminoso e de concreto. Paralelepípedos ou pedras irregulares são usados no pavimento de ruas ou estradas. Lajes são usadas em calçadas para pedestres.
  12. 12. GABIÕES Em gabiões as pedras são arrumadas em “gaiolas” de tela protegida contra a corrosão, as quais podem tomar as formas de caixas, sacos ou mantas. Com gabiões podem-se construir muros de arrimo, pequenas barragens, etc..
  13. 13.  O filtro tem a função de permitir a passagem da água e impedir a passagem de partículas finas do solo. Alguns possuem areia, pedrisco e brita.  Concreto: a brita ou pedras maiores, no caso do concreto ciclópico, constitui o maior volume do concreto com o qual se realizam inúmeras obras de engenharia.
  14. 14. Pedra de cantaria, revestimento e calçamento:  As pedras de cantaria e revestimento constituem o uso mais nobre da pedra. Para elas, além das exigências técnicas, há as de ordem estética. A durabilidade também é importante, pois há obras de arte que estão se perdendo devido ao intemperismo , não só no velho mundo, mas também em pedras de cantaria artisticamente trabalhadas no rio de Janeiro.  A pedra de cantaria tem dupla função: fazer parte da estrutura da obra e, portanto, receber os esforços e embelezar. As pedras de cantaria são usadas em detalhes como meio-fio, pórticos, parapeitos de janelas, balcões, paredes e muros.
  15. 15.  Muitas vezes a trabalhabilidade e a estética preponderam sobre a resistência mecânica. Grandes catedrais são construídas com calcário ou arenito, rochas de resistência média, sem oferecer problemas de colapso. A pedra de revestimento tem a função de embelezar e, secundariamente, proteger a superfície, dispensando a pintura, facilitando a limpeza e aumentando a durabilidade da mesma.  As pedras de calçamento são menos exigentes quanto à estética, quando se destinam a revestir ruas, estradas, largos, estacionamentos. São usados nesse caso paralelepípedos e pedras irregulares.  Para calçadas de pedestres e , principalmente, para pisos interiores, as exigências estéticas se fazem sentir. Há bonitos desenhos em praças e calçadas utilizando-se pedras de cores diferentes. As exigências de resistência mecânica são ,enormes, podendo-se usar arenitos, ardósias em placas relativamente finas e outras.  Para pisos, são muito empregadas lajes como as de riólito ,ardósia, quartzito e arenito.
  16. 16. PEDRAS ORNAMENTAIS Azul Bahia (sienito) - graças à sua estética, é muito valorizada no mercado internacional e também no Brasil, onde é bastante confundida com o granito. Apresenta boa resistência à abrasão e oferece brilho intenso. É usada depois de polida e lustrada, o que a torna ideal para aplicações internas, como em banheiros, bancadas, mesas ou ainda em detalhes arquitetônicos, dado o seu custo elevado. A limpeza é feita com pano úmido. Luminária carranca (arenito) - uma mesma rocha pode ser um arenito (quando em forma sedimentar) ou quartzito (quando metamórfica). Ambas são porosas e antiderrapantes, além de não concentrarem calor, o que as torna adequadas para uso em borda de piscina ou como pisos externos. Não requerem grande beneficiamento, bastando cortar no tamanho desejado. A limpeza comum é feita com água e sabão.
  17. 17. Basalto - incorretamente chamado de granito, pode ser usado em areas internas e externas como revestimento de pisos e até mesmo de paredes. De cor preta, substitui o granito em todas as suas aplicações, como tampos de pias e bancadas, além de assegurar bons resultados para a produção de objetos menores. Entre os acabamentos, aceita polimento, lustro e apicoamento. Para a limpeza, apenas água e sabão neutro. Granito - de altíssima resistência, é formado por lava vulcânica endurecida, grãos de quartzo, pequena quantidade de mica (material responsável pela cor) e feldspato (mais conhecido como silicato). No estado bruto é indicado para calçamento de ruas, ou qualquer outro espaço de tráfego intenso ou de serviços pesados. Admite ser polido, lustrado, apicoado, levigado e flameado, próprio nestes casos para revestimento de pisos e paredes, interno ou externo, conforme sua necessidade.
  18. 18. Arenito (arenito) - é encontrado na forma de placas ou em diversos tipos de corte e forma o chamado mosaico português, quando utilizado em calçamentos em conjunto com o basalto e o mármore. Pode aparecer também em paredes, conferindo um aspecto rústico aos ambientes. Mármore - rocha metamórfica, formada por carbonato de cálcio e outros componentes minerais que definem sua cor, é um revestimento nobre encontrado nas mais diversas tonalidades, do branco ao preto. No Brasil já foram catalogados mais de trinta tipos diferentes, sem contar os importados. De forma geral, é bastante durável e resistente a impactos, embora se desgaste facilmente quando sujeito à abrasão. É recomendado para pisos e paredes em ambientes internos, desde que não haja uma circulação excessiva de pessoas
  19. 19. Genericamente, as rochas aplicadas na arquitetura e na decoração dividem-se em duas categorias: • pedras decorativas naturais - são aquelas utilizadas sem polimento, conservando o seu aspecto natural. Entre suas particularidades, a maior é a grande resistência às intempéries, daí o fato de serem escolhidas para o revestimento de áreas externas, como fachadas, beiras de piscina e composições de paisagismo.
  20. 20. • pedras tratadas - são diversas as possibilidades de tratamento que visam explorar o potencial de brilho e valorizar texturas e cores. Mais apropriadas às áreas internas, ambientes de estar, banheiros e até móveis, elas podem ser:  polidas - quando submetidas a processos sucessivos de abrasão, partindo da granulometria mais grossa para a mais fina, com o objetivo de fechar qualquer porosidade. Em seguida, pode-se ou não lustrar a peça, de acordo com o brilho desejado.  lustradas - o lustro é feito de forma diferenciada para cada pedra: no caso do mármore, usa-se o ácido oxálico, de menor potência abrasiva. Já para o granito é aplicada uma mistura de chumbo com óxido de estanho, denominada potéia.
  21. 21.  apicoadas - opção que torna a rocha antiderrapante. O apicoamento é um processo manual ou mecânico que utiliza o picão, ferramenta própria para desgastar pedras, para conferir um aspecto "furadinho".  levigadas - quando as pedras são desgastadas por abrasivos de granulometria grossa e não recebem mais nenhum tratamento, resultando uma superfície áspera.  flameadas - processo que se aplica exclusivamente ao granito com o objetivo de torná-lo áspero. Consiste na queima da pedra para que ocorra o desprendimento de alguns cristais.
  22. 22.  » detalhes - dar acabamento ao mármore e ao granito já tratados por outros meios também é possível. Para as bordas pode-se escolher entre o frisado (cortes intercalados de 1 a 5mm, feitos com serra apropriada) e o craquê (executado com uma talhadeira manual, deixando expostas as irregularidades naturais da pedra).  » impermeabilização - de modo geral, pedras polidas não apresentam porosidade, dispensando assim tal tratamento. Já aquelas usadas em seu estado natural são permeáveis e precisam ser impermeabilizadas com resina à base de poliéster para impedir o crescimento de matérias orgânicas e o conseqüente comprometimento de sua resistência e estética.

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