Jogos no ensino da matemática

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Jogos no ensino da matemática

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRAN DOURADOS - UFGD PÓLO BATAGUASSU CURSO DE PEDAGOGIA         A CONTRIBUIÇÃO DOS JOGOS PARA O ENSINO DA  MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Aluna: Maria de Lourdes Pereira Azuma Professor Formador: Célio Pinho Tutor a Distância: Messias Sampaio Muniz Disciplina: Currículo e Ensino da Matemática
  2. 2. INTRODUÇÃO O ensino da Matemática, muitas vezes, é visto como um momento de tortura para muitos alunos. Por se tratar de uma disciplina que exige muita atenção e concentração, nem sempre, o aluno consegue manter a atenção naquilo que o professor explica, e dessa situação derivam dificuldades que podem acompanhar o indivíduo por toda a sua vida. Por essa razão, metodologias alternativas vêm sendo utilizadas no sentido de manter a atenção do aluno durante o processo de ensino/aprendizagem e a utilização de jogos tem sido uma delas. Ensinar Matemática através de jogos é importante em todos os níveis de ensino, porém, na Educação Infantil, é mais do que importante: é indispensável, pois, para manter a atenção e concentração de uma criança pequena em conteúdos tão abstratos é preciso muita criatividade. A CONTRIBUIÇÃO DOS JOGOS PARA O ENSINO DA  MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
  3. 3. 1.1 Os Jogos Operacionais e o Ensino da Matemática Os jogos e as brincadeiras fazem parte do universo da criança. Apesar das diferenças culturais, raciais e sociais, é comum, em quase todas as regiões do planeta, as crianças crescerem brincando e jogando. Para Kishimoto (1998) apud Bueno (2010) os jogos são múltiplos e contemplam categorias como: faz-de-conta, simbólicos, sensório motores, intelectuais, individuais, coletivos e muitos outros. Porém, essa autora chama a atenção para o fato de que o jogo, os brinquedos e as brincadeiras são termos que terminam se misturando dada a sua similaridade e correlação. Todavia, nessa pesquisa, será abordado apenas o jogo, que pode ser definido como sendo uma brincadeira organizada e com regras preestabelecidas.
  4. 4. Acredita-se que a inserção de jogos nas aulas de matemática poderá contribuir de forma significativa para o desenvolvimento e aprendizado das crianças com idade entre três e cinco anos, pois, permite a elas uma participação prazerosa na atividade proposta. Ademais, os jogos estimulam características como: competitividade, vontade de superar seus próprios limites, a disciplina, o trabalho em equipe e a socialização. “Merece destaque Dewey, um dos mais fecundos pensadores educacionais do século passado, que expôs como o jogo e o brincar têm importância na vida social, sendo à base do desenvolvimento infantil e, consequentemente, da própria educação. O autor salientava o papel do brincar na educação democrática, podendo auxiliar a formação integral do indivíduo” (CORTEZ, 2005, p. 67)
  5. 5. No entanto, Cortez (2005) adverte que não basta o professor liberar a criança para jogar ou brincar enquanto ele descansa. Primeiramente, é preciso planejamento e organização de forma criteriosa antes de se introduzir jogos e brincadeiras para auxiliar o processo de ensino/aprendizagem. Para esse autor, antes de tudo, o professor deve estabelecer a intenção, os objetivos e os resultados que pretende alcançar quando decide inserir atividades lúdicas no contexto da aprendizagem. Seguem abaixo exemplos de dois jogos simples, fáceis de aplicar e que permitem o aprendizado de matemática para o Ensino Infantil.
  6. 6. • Exemplo I • Jogo de boliche – trata-se de um jogo que deve ser feito em quadra, se possível, junto com o professor de Educação Física, pois, além de conceitos matemáticos de adição, trabalha também a parte física e motora, já que utiliza movimentos como correr e arremessar. Assim, além de fácil aplicação, ele promove um conhecimento transdisciplinar. • Espaço: quadra da escola • Duração: 20 a 30 minutos. • Materiais: pinos em duas cores, bola de borracha em tamanho médio, coletes ou fitas nas cores dos pinos para diferenciar as equipes (Obs.: se a escola não dispuser do material necessário, poderá utilizar material alternativo, como garrafas pet, por exemplo).
  7. 7. • Execução: • a) Riscar a quadra com um giz, criando duas raias e posicionando os pinos numa distância que pode variar entre 3 a 4 metros (dependendo da idade da criança). • b) Dividir a sala em duas equipes. • c) Colocar 5 pinos em cada raia, sendo eu cada um deles deve ser numerados de 1 a 5. Cada pino derrubado deverá ser computado na soma de pontos para a equipe. • d) Cada aluno poderá arremessar uma única vez. No final, a equipe que totalizar mais pontos vence a partida.
  8. 8. • Exemplo II • • Jogo de dados “Cubra e descubra” – esse jogo permite trabalhar adição, subtração e noções de dúzia. Além disso, trabalha características como atenção e concentração. • Espaço: sala de aula • Duração: 20 a 30 minutos. • Materiais: dois dados; um tabuleiro (de madeira, papelão ou papel cartão) com os números de 2 a 12 grafados de forma sequencial; 11 fichas (que podem ser em papel cartão) cortadas em tamanhos iguais para cobrir cada um dos números, uma mesa pequena para colocar o tabuleiro.
  9. 9. •Execução: •a) Colocar os alunos sentados (em suas carteiras) em círculo ao redor da mesa com o tabuleiro (pode haver vários tabuleiros e várias equipes se a sala for muito numerosa); •b) Mostrar para as crianças os números do tabuleiro descobertos, após, cobri-los novamente; •c) Explicar cuidadosamente a brincadeira, oferecendo exemplos e definindo se é adição ou subtração que será trabalhada; •d) Estabelecer uma ordem para iniciar (pode ser por ordem alfabética dos nomes, pelos alunos menores ou outro critério de escolha); •e) Orientar o aluno a lançar os dados para cima; se for adição o conteúdo a ser trabalhado, o professor também deve explicar para a criança que ela precisa somar o apresentado nos dois dados (ex.: 5 +2=7); •f) Em seguida, a criança deve se aproximar do tabuleiro e descobrir a cartela onde ela acha (ou lembra) que estará o número que corresponde à soma dos dados (no caso do exemplo acima, o sete). A criança que acertar ganha um elogio, aquela que errar ganha um incentivo de tentar novamente quando todos terminarem.
  10. 10. • 1.2 As Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs e o Ensino da Matemática • • O computador e a internet são dois exemplos de Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs que podem ser utilizados como ferramentas no processo de ensino/aprendizagem da Matemática. • Se o mundo evolui, a escola também tem que evoluir, pois, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, a cultura da informática, a cada dia, leva as pessoas a considerar que o computador se constitui num recurso didático cada dia mais indispensável (BRASIL, 1997).
  11. 11. “Ele é apontado como um instrumento que traz versáteis possibilidades ao processo de ensino e aprendizagem de Matemática, seja pela sua destacada presença na sociedade moderna, seja pelas possibilidades de sua aplicação nesse processo” (BRASIL, 1997, p. 35). “Tudo indica que seu caráter lógico-matemático pode ser um grande aliado do desenvolvimento cognitivo dos alunos, principalmente na medida em que ele permite um trabalho que obedece a distintos ritmos de aprendizagem” (BRASIL, 1997, p. 35). No entanto, não basta colocar a criança diante de um computador com um software qualquer e achar que se está ensinando matemática. Para ser relevante, o software deve ser cuidadosamente escolhido considerando aspectos como: conteúdos que se quer ensinar; faixa etária alvo e resultados que se pretende alcançar, pois,
  12. 12. “Um software será relevante para o ensino da Matemática se o seu desenvolvimento estiver fundamentado em uma teoria de aprendizagem cientificamente comprovada para que ele possa permitir ao aluno desenvolver a capacidade de construir, de forma autônoma, o conhecimento sobre um determinado assunto” (BONA, 2009, p. 35). Segundo Bona (2009), existem diversos softwares, em sua maioria, gratuitos, e que auxiliam o ensino da Matemática, aplicando conteúdos como: máximo divisor comum, mínimo múltiplo comum, cálculos de adição, subtração, multiplicação e divisão, entre outros. Porém, o professor precisa estar atento sobre os que realmente poderão fazer a diferença em sua prática pedagógica. Uma sugestão de site gratuito é o chamado “Escola Games”, onde são disponibilizados jogos que trabalham sequência numérica, quantidade, seriação, classificação , entre outros.
  13. 13. A maioria das escolas do Estado de Mato Grosso do Sul (ao menos as escolas estaduais), possuem laboratórios de informática e, geralmente, tem à disposição softwares direcionados a diversas disciplinas, inclusive Matemática. É obvio que aulas no laboratório de informática não são possíveis de se aplicar todos os dias, mas, ao menos uma vez por semana, é importante que o professor ofereça aos seus alunos um jogo de computador que contribua para o ensino da Matemática, pois, isso permitirá ao aluno o acesso a um conteúdo matemático apresentado de forma lúdica. Além disso, esse aluno estará manipulando uma ferramenta que fascina a maioria das crianças e jovens e isso se constitui num ponto positivo para o ensino da Matemática.
  14. 14. CONSIDERAÇÕES FINAIS Enfim, a Matemática não se constitui numa disciplina mediana, onde se aprende “mais ou menos”. Ou se sabe ou não sabe matemática, ou se ama ou se odeia e, embora não se disponha de números estatísticos, pode-se dizer que, infelizmente um alto índice dos alunos brasileiros, de fato, “odeiam” a Matemática e gostariam de bani-la do currículo escolar. Ocorre que, isto não é possível haja vista a Matemática fazer parte da vida das pessoas. Nessa perspectiva, a única alternativa dos Educadores é tornar a disciplina interessante ao aluno e ensina-la através de jogos, desde a Educação Infantil pode ser um caminho para construir uma comunidade escolar “apaixonada” pela Matemática.
  15. 15. • REFERÊNCIAS: BONA, Berenice de Oliveira. Análise de softwares educativos para o ensino de Matemática nos anos iniciais do ensino fundamental. Experiências em Ensino de Ciências – V4(1), p.35-55, 2009. Disponível em: http://www.if.ufrgs.br/eenci/artigos/Artigo_ID71/v4_n1_a2009.pdf. Acesso em 14 de junho de 2014. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: matemática. Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.
  16. 16. BUENO, Elizangela. Jogos e brincadeiras na educação infantil: ensinando de forma lúdica. (Monografia). Graduação em Pedagogia. Universidade Estadual de Londrina. 2010, Disponível em: http://www.uel.br/ceca/pedagogia/pages/arquivos/ELIZANGELA %20BUENO.pdf. Acesso em 14 de junho de 2014. CORTEZ, Luiz Cláudio dos Santos. Abordagem dos elementos do lúdico na educação infantil. Universidade Estadual de Londrina. Anais do “II CONPEF – Congresso Norte Paranaense de Educação Física Escolar” p. 65 -75, julho/2005. ISBN 85-7216-433-2. Disponível em: http://www.uel.br/eventos/conpef/conpef2/CONPEF2005/ARTIGOS/CON PEF2005_A6.pdf. Acesso em 14 de junho de 2014. PICCOLO, Gustavo Martins. Jogo ou brincadeira: afinal, de que estamos falando? Motriz, Rio Claro, v. 15, n. 4, p. 925-934. out./dez./2009.

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