Manual de Primeiros Socorros

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Manual de Primeiros Socorros

  1. 1. 1
  2. 2. Departamento de Enfermagem 15º Curso de Licenciatura em Enfermagem Unidade Curricular: Enfermagem VII – Criança e Adolescente Manual de Primeiros Socorros para Pais Docentes orientadores: Professor Francisco Vaz; Professora Ana Lúcia Ramos. Discentes: Agostinho Alberto Nanganjo Vasco, n.º 140528057; Bárbara Gouveia Narciso, n.º 140528052; Joana Alexandra Fraga Branco, n.º 140528047; Marina Santos Pereira Fernandes, n.º 150528054; Tânia Isabel Brasiel Costa, n.º 130528022. Ano letivo 2016/2017
  3. 3. ÍNDÍCE INTRIDUÇÃO 04 SEGURANÇA DA CRIANÇA 05 PRIMEIROS SOCORROS 08 Sangramento nasal (Epistaxis) 10 Queimadura 12 Envenenamento (Intoxicação) 14 Convulsão 16 Engasgamento (Asfixia) 18 Afogamento 20 Desmaio (Inconsciência) 23 Trauma músculo-esquelético 24 REFERÊNCIAS 25
  4. 4. INTRODUÇÃO No âmbito da Unidade Curricular de Enfermagem VII – Criança e Adolescente, coordenada pela Professora Ana Lúcia Ramos e inserida no terceiro ano do décimo quinto Curso de Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal no presente ano letivo 2016/2017, foi desenvolvido um trabalho académico de carácter avaliativo com vista à sustentação da um Manual de Primeiros Socorros para Pais. O presente Manual de Primeiros Socorros para Pais resultou do trabalho académico desenvolvido que integrou uma revisão da literatura sobre as temáticas abordadas e que suporta a elaboração do presente manual 4
  5. 5. A infância é caracterizada pela idade da descoberta, altura em que a curiosidade natural das crianças constitui o impulso para o conhecimento do meio que as rodeia. Toda esta curiosidade é benéfica e saudável, no entanto quando acompanhada por fatores ambientais, parece ter impacto no aumento das lesões não intencionais. A casa deverá ser um lugar acolhedor e protetor para a criança, pelo que cabe aos pais a tarefa de a organizar de modo a evitar perigos. Nunca deve deixar a criança sozinha, sem a vigilância de um adulto, ou sozinha em casa! CUIDADOS A TER:  Cozinha e casa-de-banho não são lugares para crianças pelo que devem ser utilizados obstáculos ou as portas devem ser mantidas fechadas.  Jamais deixe a criança ficar sozinha na banheira a brincar. A criança pode escorrer e cair e poucos centímetros de água são o suficiente para se afogar.  Guarde os produtos de limpeza, higiene e fármacos num armário trancado ou em num local alto e de difícil acesso à criança. A criança tende a explorar o meio que a rodeia através da mãos e boca e o contato. A sua curiosidade poderá levá-la a ingerir os produtos.  Impeça a aproximação da criança a fontes de calor como a água quente, fogão, ferro elétrico e aquecedores. As queimaduras destas idades são propicias pela falta de noção do perigo.  Utilize tapetes antiderrapantes quando o piso de casa for liso. A criança pode escorregar, cair e magoar-se. 6
  6. 6.  As quinas e pontas dos móveis devem ser, preferencialmente, arredondadas. Caso não o sejam pode optar por colocar protetores de cantos para evitar que a criança se magoa.  Proteja as tomadas elétricas de casa com protetores de tomadas. Por curiosidade, as crianças tendem a introduzir os dedos ou algum objeto pequeno nas tomadas da casa e poderão sofrer um choque elétrico.  Escolha o brinquedo de acordo com a idade e desenvolvimento da criança. Até aos três anos de idade os brinquedos não devem conter peças pequenas, facilmente destacáveis. Se houver em casa crianças de diferentes idades procure evitar que as crianças mais novas brinquem com os brinquedos das mais velhas por estes não serem adequados à sua idade e a criança correr riscos ao brincar com eles.  Arrume sempre os brinquedos da criança quando a brincadeira terminar. Brinquedos espalhados pelo chão poderão ocasionar quedas.  Sempre que viajar, o lugar da criança deverá ser no banco traseiro do automóvel sentada sobre um assento adequado à sua idade. Uma das formas de prevenir lesões não intencionais é explicar à criança os perigos existentes. Evite lesões não intencionais. Promova a segurança da criança! 7
  7. 7. Os primeiros socorros caracterizam-se como sendo a primeira assistência dada a uma vítima de lesão não intencional ou doença súbita antes da chegada de ajuda especializada, visando a preservação da vida e evitar o agravamento do quadro. Um Manual de Primeiros Socorros para Pais visa orientar os pais face à melhor atuação perante uma situação de lesão não intencional ou doença súbita. Princípios Fundamentais dos Primeiros Socorros: (1). Garantir a sua segurança: deve assegurar a sua segurança, certificando que não corre riscos; (2). Garantir a sua proteção: para sua proteção deve utilizar, no mínimo, um par de luvas, evitando assim o contacto direto com o sangue da criança. Quando não for possível, poderá utilizar um saco plástico; (3). Avaliar a criança: é essencial que mantenha a calma pois facilitará o raciocínio e a avaliação da situação. A ajuda especializada deverá ser chamada o mais rapidamente possível – através de uma chamada telefónica para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) pelo número 112. 9
  8. 8. SANGRAMENTO NASAL (EPISTAXIS) O sangramento nasal – ou epistaxis – pode ser causado por uma crise alérgica, pela exposição a ar ambiente frio ou seco ou pela presença de um corpo estranho no interior da narina. No entanto, e em casos mais raros, pode ser causado pela fratura do osso nasal. É frequentemente observado em crianças menores de 10 anos de idade. Sinais: saída de sangue de cor vermelha por uma, ou pelas duas, narinas. Nos casos de fratura do osso nasal o sangue é vermelho escuro. O QUE FAZER?  Peça, ou ajude, a criança a assoar-se. Normalmente após assoar-se o sangramento aumenta.  Sente a criança direita, de modo a que a cabeça fique a um nível acima do coração.  Incline-a ligeiramente para a frente e peça-lhe para respirar pela boca para que não engole o sangue. NUNCA deite ou incline a cabeça para atrás. A criança pode engolir o sangue e vomitar.  Aperte a narina que sangra com os dedos indicador e polegar durante 5 minutos (em crianças pequenas) ou 15 minutos (em crianças mais velhas).  Coloque sobre o nariz um saco com gelo, mas não diretamente sobre a pele. 10
  9. 9.  Se PASSADOS OS 5/10 MINUTOS CONTINUE A SANGRAR volte a apertar a narina e espere mais 10 minutos.  Se PASSADOS 10 MINUTOS CONTINUAR a sangrar recorra ao Serviço de Urgência Pediátrica. NOTA: pode colocar um tampão, algodão ou compressas dentro da narina se o sangramento for abundante e persistente.  RECORRA AO SERVIÇO DE URGÊNCIA PEDIÁTRICA SE a criança apresentar dificuldade em respirar, cansaço, desorientação, palidez, dor torácica, estiver medicada com fármacos anticoagulantes (Varfarina, Dabigatran, Rivaroxiban, Fondaparinux, Clopidogrel e Aspirina) ou suspeitar de fratura do osso nasal. 11
  10. 10. QUEIMADURA Uma queimadura é definida como uma lesão da pele ou outro tecido humano causado pelo fogo. Até aos 4 anos os derramamentos, banhos e incêndios residenciais são as razões mais comuns para queimaduras. Em crianças entre os 5 e 15 anos as queimaduras devem-se essencialmente a incêndios e comportamentos de risco. As queimaduras podem ser classificadas em queimaduras térmicas – queimaduras de contato, chama, químicas, elétricas e escaldões – ou queimaduras por inalação – resultam da inalação de gases com consequências na via aérea e pulmões. Queimadura de 1º grau: atinge a epiderme | Queimadura de 2º grau: atinge a derme | Queimadura de 3º grau: atinge todas as camadas da pele Sinais: 1º Grau pele avermelhada e dor discreta. 2º Grau pele avermelhada com presença, ou não, de bolhas e dor. 3º Grau pele branca ou escura. O QUE FAZER?  Arrefeça a região queimada sob água corrente fria (15ºC) durante 20 minutos para aliviar a dor e favorecer a cicatrização. Poderá fazê-lo até 3 hora após a criança se ter queimado. NUNCA use gelo. Isso poderá aumentar a lesão e a criança poderá entrar em hipotermia.  Remova roupa não aderente, adereços e adornos da criança assim que possível para não reter o calor. NOTA: nas queimaduras causadas por químicos use luvas.  Cobra a queimadura com película adesiva, película não aderente limpa ou um pano limpo, fresco e húmido para a diminuir o risco de infeção e aliviar a dor. 12
  11. 11. A região queimada deverá ser mantida limpa com lavagem suave com água e sabão neutro. Ofereça bastantes líquidos à criança, especialmente em casos de queimadura solares. NUNCA perfure as bolhas. A cicatrização irá ser mais prolongada e a queimadura poderá infetar. NUNCA aplique nada sobre a queimadura, exceto se indicado por um profissional de saúde. QUEIMADURAS ELÉTRICAS E DE TERCEIRO GRAU devem ser tratadas em meio hospitalar. Recorra ao Serviço de Urgência Pediátrica mais próximo ou chame o INEM (112). 13
  12. 12. ENVENENAMENTO (INTOXICAÇÃO) Caracteriza-se pela ingestão de substâncias tóxicas ao organismo. Ocorre frequentemente em crianças dos 1 aos 3 anos de idade pela exploração do ambiente através da experimentação oral e falta de consciência do perigo. Sinais: a presença de comprimidos na boca da criança, queimaduras em redor da boca ou da pele, presença de odor na respiração, suores, vómito, tonturas, desmaio e convulsões. O QUE FAZER? Na suspeita, ou certeza, de intoxicação deve LIGAR IMEDIATAMENTE PARA O CENTRO DE INFORMAÇÃO ANTIVENENOS (CIAV) – 808 250 143  Procure informações sobre a substância a que a criança foi exposta, ou ingeriu. Pode perguntar à criança o que sucedeu e procurar pistas no lixo ou odor na respiração. NOTA: guarde recipientes e vestígios de vómito e/ou urina.  Interrompa a exposição ao tóxico, de acordo com a área afetada, e com luvas: o Retire a substância/objeto da boca da criança; o Lave os olhos continuamente com água morna; o Limpe a pele com um pano macio e sabão neutro; o Remova as roupas contaminadas/sujas; o Leve a criança para um local com ar fresco em caso de inalação:  Ligue para o INEM (112) e aguarde a sua chegada. NUNCA ofereça alimentos ou bebida à criança. NUNCA force o vómito pois poderá aumentar a lesão, exceto se indicado pelo CIAV. 14
  13. 13.  Sente, ajoelhe ou deite a criança de lado com a cabeça abaixo do nível do coração. Impede a absorção do tóxico.  RECORRA AO SERVIÇO DE URGÊNCIA PEDIÁTRICA ou ligue para o INEM (112). o Nomeadamente em situação em que apresente um estado de inconsciência, sonolência, convulsões ou dispneia. 15
  14. 14. CONVULSÃO De natureza benigna, caracterizam-se como uma das perturbações neurológicas mais frequentes na infância decorrentes de febre alta, alterações metabólicas ou alterações no sistema nervoso central. A convulsão febril é mais frequente rapazes entre os 6-18 meses. Contudo pode ocorrer até aos 5-6 anos de idade. Sinais: perda de memória, olhos virados para cima, dentes cerrados e tensos, saída de espuma pela boca, contrações musculares/tremores durante 5 minutos e perda de urina e fazes involuntária após a convulsão. O QUE FAZER? Resolve espontaneamente em minutos. NÃO AGARRE A CRIANÇA!  Deite a criança, caso ela esteja de pé ou sentada.  Retire todos os objetos perigosos e rígidos que se encontrem a redor da criança.  Coloque uma almofada, ou um cobertor, debaixo da cabeça de forma a proteger.  Retire óculos e desaperte as roupas.  Limpe a saliva da criança com um lenço ou papel. Ajuda a criança a respirar.  Em caso de VÓMITO, coloque a cabeça da criança de lado evitando que se engasgue.  Se ULTRAPASSAR OS 5-10 MINUTOS ou se REPETIR, chame o INEM (112) ou recorra ao Serviço de Urgência Pediátrica mais próximo. NUNCA ofereça alimentos ou água. NUNCA coloque dedos na boca (a criança pode morder-lhe). NUNCA arrefeça a criança com banhos compressas molhadas em álcool. NOTA: no final da convulsão, avalie a temperatura. Se for superior a 38ºC dê um antipirético retal e desagasta-lhe a criança. A administração de antipiréticos 16
  15. 15. rotineiramente não previne a convulsão. Administre apenas quando a criança apresentar febre para prevenir a convulsão febril. 17
  16. 16. ENGASGAMENTO (ASFIXIA) A asfixia encontra-se relacionada com uma situação de dificuldade em respirar que conduz à falta de oxigénio no organismo. As causas podem ser variadas, sendo a mais comum a obstrução das vias respiratórias por corpos estranhos (nozes, sementes ou outros pequenos objetos). É frequente em crianças com menos de 4 anos de idade. Sinais: agitação, palidez, dilatação da pupila, respiração ruidosa e tosse. Nos casos mais graves: inconsciência com paragem respiratória e cianose da face e extremidades. O QUE FAZER?  Procure por qualquer objeto obstrutivo que possa ser removido da boca da criança e remova-o.  Se a ASFIXIA PERSISTIR realize manobra de Heimlich: o Crianças até 1 ano: coloque-a em deitada de barriga para baixo com a cabeça mais baixa do que o corpo, repousando sobre o seu antebraço ou coxa. Aplique 5 golpes nas costas da criança com a região palmar da mão.  SE PERSISTIR coloque a criança deitada de barriga para cima e com a cabeça a um nível inferior. Trace uma linha imaginária de mamilo a mamilo e 1 dedo abaixo empurre com 2 dedos o tórax 5 vezes. 18
  17. 17. o Crianças com mais de 1 ano: ajoelhe, sente ou deite a criança de barriga. Aplique 5 golpes nas costas com a região palmar da mão.  SE PERSISTIR posicione-se atrás da criança, passe os seus braços em torno do corpo e coloque a mão em punho imediatamente abaixo do esterno. A outra mão deve ser colocada sobre o punho e puxada para cima e para dentro do abdómen. Repita 5 vezes. Caso seja necessário, a sequência pode ser repetida com novos golpes no dorso.  Verifique se o corpo foi removido e observe o tórax da criança movimenta-se. Se houver SUSPEITA DE NÃO REMOÇÃO DO CORPO ESTRANHO, a criança deve ser encaminhada para o SERVIÇO DE URGÊNCIA PEDIÁTRICA mais próximo. 19
  18. 18. AFOGAMENTO Acontecimento no qual ocorre a aspiração de líquido através da submersão ou imersão em água que impossibilita a pessoa de respirar. É mais frequente em crianças com menos de 5 anos e em adolescentes entre os 15 e 19 anos de idade. As crianças, geralmente, resistem 20 segundos antes da emersão final, enquanto que um adulto resiste 60 segundos. Sinais: expressão facial assustada e desesperada, períodos de emersão com submersão, nada ou bate os braços sem sair do mesmo lugar e não grita por socorro. O QUE FAZER? MANTENHA SEMPRE A PESSOA SOB VISÃO! Se não se sentir confiante NÃO entre na água! Ofereça o pé ou lance uma boia ou corda amarrada na extremidade oposta à criança.  Retire roupa e sapatos e leve consigo algum material de flutuação.  Transporte a criança para terra numa posição vertical: segurando-a com os seus braços sob as axilas coloque-a de costas para si e trave-lhe o braço esquerdo, segurando-lhe o queixo. NUNCA se deixe agarrar pela pessoa.  Deite a pessoa e pergunte-lhe “Está a ouvir-me?”. o Se SIM, está consciente. Coloque-a em posição lateral de segurança, chame o INEM (112) e aguarde a sua chegada. 20
  19. 19. Posição lateral de segurança: cabeça da criança deverá ser mantida em declive descendente e o corpo livre de pressão sobre o tórax de forma a não comprometer a respiração. a. Se NÃO, está inconsciente. Chame, ou peça a alguém, para chamar o INEM (112).  Verifique a respiração: oiça, sinta e observe os movimentos do tórax. o Se RESPIRA, coloque-a em posição lateral de segurança e aguarde a chegado do INEM. o Se NÃO RESPIRA, inicie respiração boca-a-boca com 5 respirações e observe os movimentos do tórax. Respiração boca-a-boca até 1 ano: coloque a cabeça da criança direita e eleve o queixo. Inspire e cobra a boca e nariz da criança, de forma a garantir uma adequada selagem, e depois insufle lentamente durante 1 a 1,5 segundos. Respiração boca-a-boca a partir de 1 ano: incline a cabeça da criança para trás e eleve o queixo. Comprima as narinas da criança. Inspire, cobra a boca da criança e a insufle durante 1 a 1,5 segundos.  Se RESPONDER À RESPIRAÇÃO e SENTIR O PULSO, mantenha a respiração boca-a-boca 12x/minuto até ao retorno da respiração espontânea ou até à chegada do INEM.  Se NÃO RESPONDER A RESPIRAÇÃO e NÃO SENTIR O PULSO, inicie alternadamente 30 compressões torácicas com duas respirações até ao retorno da respiração e pulso, até à chegada do INEM ou até à sua exaustão. 21
  20. 20. Compressões torácicas até 1 ano: comprima 4 cm da metade inferior do esterno com a ponta de dois dedos. No caso de haver 2 pessoas: coloque os dois polegares lado a lado, abra as mãos e envolva a parte inferior do tórax da criança. Compressões torácicas a partir de 1 ano: coloque a base da mão sobre a metade inferior do esterno da criança e levante os dedos de modo a não exercer pressão nas costelas. Posicione-se em posição vertical acima do tórax da criança, comprima e descomprima 5 cm o esterno. Em crianças maiores use as duas mãos com os dedos entrelaçados.  Se RETOMAR A RESPIRAÇÃO E O PULSO, coloque-a em posição lateral de segurança e aguarde a chegada do INEM. NUNCA deve tentar remover a água dos pulmões através da manobra de Heimlich. 22
  21. 21. DESMAIO (INCONSCIÊNCIA) O desmaio– ou estado de inconsciência – resulta de uma falta de oxigénio no cérebro associada a uma súbita diminuição da pressão arterial. Geralmente tem início rápido e dura 1 a 2 minutos curta duração. É comum em criança e jovens saudáveis podendo ser despertada em situações de medo, fadiga extrema, stress, trauma, desidratação, hipoglicémia e abuso de drogas e/ou álcool. Sinais: palidez, falta de forças, zumbido, tonturas e respiração rápida. O QUE FAZER?  Deite-a com a cabeça de lado e levante-lhe as pernas acima do nível do coração. Diminui o risco de asfixia caso a crianço vomite.  Desaperte-lhe as roupas do pescoço, tórax e abdómen.  Quando acordar, incentive-a a permanecer deitada, ou sentda, pode 10 a 15 minutos colocando a cabeça entre as pernas de forma a evitar recaídas. 23
  22. 22. TRAUMA MÚSCULO-ESQUELÉTICO Nas crianças pequenas os ferimentos dos tecidos moles resultam geralmente de acidentes durante a brincadeira, sendo que nos adolescentes acontece geralmente pela participação em atividades desportivas. O traumatismo é a principal causa de morte em crianças com mais de 1 ano de idade. Sinais: dor, inchaço, limitação do movimento, perda de sensibilidade, coloração azulada da pele e, em casos de fraturas mais graves, exposição do osso. O QUE FAZER? PERANTE UM TRAUMA MÚSCULO- ESQUELÉTICO O INEM (112) DEVE SE IMEDIATAMENTE ACIONADO. NUNCA movimente a criança antes da chegada do INEM, salvo se encontrar-se em risco de sofrer outras lesões. NUNCA remova objetos do corpo da criança.  Pergunte à criança se consegue sentir e mexer as mãos e pés de forma a avaliar a função sensorial.  Se a área lesionada se apresentar DOLOROSA, INCHADA OU DEFORMADA: o Enrole-a em uma toalha ou pano macio e, com um papelão ou outro material firme, faça uma tala. o Aplique gelo envolto num pano fino por até 20 minutos. Reduz o inchaço.  Se houver EXPOSIÇÃO DO OSSO até à chegada do INEM: o Cobra a ferida com um pano limpo.  Em caso de HEMORRAGIA o Aplique pressão direta no local com a sua mão protegida e eleve a região. 24
  23. 23. REFERÊNCIAS ALENCAR, Sarah – Convulsão febril: aspectos clínicos e terapêuticos. Rev Med UCF [Em linha]. Vol. 55, n.º 1 (2015), p. 38-42. [Consult. 11 de dezembro de 2016]. Disponível internet: <URL: http://www.revistademedicina.ufc.br/ojs/index.php/revistademedicinaufc/article/ download/10/7>. ALTER, Harrison; MESSNER, Anna – Patient education: Nosebleeds (epistaxis) (Beyond the Basics) [Em linha]. 2015. Página Web. [Consult. 10 de dezembro de 2016]. Disponível internet: <URL: http://www.uptodate.com/contents/nosebleeds-epistaxis-beyond-the-basics>. AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS – First Aid for Burns: Parent FAQs [Em linha]. 2015b. Página Web. [Consult. 10 de dezembro de 2016]. Disponível internet: <URL: https://www.healthychildren.org/English/safety-prevention/all- around/Pages/First-Aid-For-Burns.aspx>. AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS – First Aid Guide [Em linha]. 2015a. Página Web. [Consult. 10 de dezembro de 2016]. Disponível internet: <URL: https://www.healthychildren.org/English/safety-prevention/at-home/Pages/First- Aid-Guide.aspx>. BEFORE, Michelle; SCHUB, Tanja – Sunburn in Children. Cinahl Information Systems [Em linha]. (2016), p. 1-3. [Consult. 10 de dezembro de 2016]. Disponível internet: <URL: http://web.a.ebscohost.com/nrc/pdf?vid=17&sid=4bd41ccf-cc1f-4a72-b3b7- 6c260a19b525%40sessionmgr4010&hid=4101>. BENTHLEY, Ava – Burns (Children): First Aid Management. The Joanna Briggs Institute. [Em linha]. (2010), p. 1-3. [Consult. 10 de dezembro de 2016]. Disponível internet: <URL: http://connect.jbiconnectplus.org/ViewPdf.aspx?0=4051&1=8>. BROLEZI , Evandro – Orientações de Primeiros Socorros em Urgência na Escola [Em linha]. Centro Universitário Amparense – Unifia: s.d.[Consult. 11 de novembro de 2016]. Disponível internet: <URL: 25
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