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TRABALHO X EMPREGO“O trabalho de Taylor baseou-se em suas observações da rotina dos operários dabethlehem steel, vendo-os ...
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para não perder o foco. É muito fácil também começar a permitir que o familiar e osocial interfiram nas rotinas empresaria...
RESUMOADMIRÁVEL TRABALHO NOVO?Vivemos hoje uma realidade diferente daquela do inicio do Século XX, hoje temosuma nova soci...
produção aumentou consideravelmente e tam bem os ganhos dos trabalhadores. Porémesses não participavam das tomadas de deci...
forçado a produzir desejos e, portanto, estimular sensibilidades individuais para criaruma nova estética que superasse e s...
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Fichamento admirável trabalho

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Fichamento admirável trabalho

  1. 1. FICHAMENTO"O mundo vive transformações radicais, a produção do conhecimento e as conquistastecnológicas assumem uma velocidade muito intensa. Estas modificações influenciam omercado de trabalho exigindo um profissional que se atualize constantemente e que seaproprie da tecnologia a serviço de seu foco profissional” “Entretanto, como afirma o sociólogo e historiador norte-americano RichardSennett,, "A corrosão do caráter: conseqüências pessoais do trabalho no novocapitalismo" (Editora Record), os últimos anos não foram os melhores para ostrabalhadores. Um dos fatores é o aumento do volume de atividades sem a elevaçãocompatível de salário e benefícios. O sociólogo também vê com preocupação uma dasprincipais mudanças na organização do trabalho, que é a perda da identidade. Sennettaponta ainda para questões como a falta de vínculo com o local de trabalho, adiminuição, ou melhor, a perda dos laços de solidariedade dentro da empresa, adegradação e humilhação na seleção de profissionais. Para completar, o alto escalão deuma empresa e os níveis gerenciais mostram-se pouco comprometidos com essas"consequências pessoais do novo capitalismo" (não por acaso o subtítulo da obra deSennett), ou mascaram isso com ações recreativas supostamente voltadas para umamaior "qualidade de vida" dos seus "colaboradores".” “Não são apenas as formas de trabalho que se tornaram flexíveis, mas as depoder. Em uma sociedade em que nada é contínuo, é preciso reinventar a estrutura dasinstituições. No entanto, embora na superfície pareça que a equipe possui autonomia,ainda é o capitalista quem dá as cartas. A única novidade nesse processo é a maneira e olugar onde, em muitas áreas e profissões, ocorre tal expediente. Troca-se a empresa pelacasa e o controle face a face pelo meio eletrônico.”“Para finalizar as colocações aterradoras de Sennett, as relações impessoais de trabalhoirão afetar diretamente as sociais e vice-versa. Estabelecendo relações superficiais,descartáveis, cujos laços de lealdade e compromissos são tão frouxos quanto aefemeridade do curto prazo de trabalho. "Em um regime que não oferece aos sereshumanos motivos para ligarem uns para os outros não pode preservar sua legitimidadepor muito tempo", ressalta o autor.”
  2. 2. TRABALHO X EMPREGO“O trabalho de Taylor baseou-se em suas observações da rotina dos operários dabethlehem steel, vendo-os carregarem seus caminhões de frete, com peças fundidas deferro. Ele analisou como levantavam a carga, organizavam-se, com que frequênciadescarregavam e se dispôs a lhes ensinar como aumentar sua produtividade com omesmo esforço. Naquela época a fábrica era um lugar caótico, comparado aos padrõesque hoje conhecemos”“ Segundo o discurso das empresas, a produtividade passou agora a ser vista não maiscomo a quantidade de produtos e sim a união de quantidade com qualidade. Saía-se dofoco no produto, para o foco no cliente e em suas necessidades e requisitos. Juntamentecom esta mudança de paradigma, veio a nova concepção do homem dentro dasempresas. Para se fazer algo com qualidade é preciso do comprometimento daspessoas.”“Elas é que fazem a qualidade. Elas é que aumentam a produtividade, elas é que fazemcrescer o lucro, elas é que fidelizam os clientes. Não pode existir qualidade sem que ohomem exercite sua criatividade. O cliente busca a inovação. A inovação só acontecequando as pessoas não têm medo de tentar fazer as coisas. Resumindo: agora o cérebrotem que estar dentro das empresas. Obviamente, o "gênio criativo" deve submeter-se àsregras do mercado.”GLOBALIZAÇÃO E PÓS-MODERNISMO“Um dos maiores sociólogos brasileiros de todos os tempos, Octávio Ianni (1926-2004)dedicou boa parte de seus estudos para examinar o "enigma da modernidade-mundo" erecria-se ou dissolve-se. Nada permanece. E o que permanece já não é mais a mesmacoisa. Alteram-se as relações do presente com o passado; e o futuro parece ainda maisincerto. O que predomina é o dado imediato do que se vê, ouve, sente, faz, produz,consome, desfruta, carece, sofre, padece".”“O MUNDO VIVE TRANSFORMAÇÕES RADICAIS, A PRODUÇÃO DOCONHECIMENTO E AS CONQUISTAS TECNOLÓGICAS ASSUMEM UMAVELOCIDADE MUITO INTENSA. ESTAS MODIFICAÇÕES INFLUENCIAM OMERCADO DE TRABALHO EXIGINDO UM PROFISSIONAL QUE SE
  3. 3. ATUALIZE CONSTANTEMENTE E QUE SE APROPRIE DA TECNOLOGIA ASERVIÇO DE SEU FOCO PROFISSIONAL" ALEXANDRE RIVERO,PSICÓLOGO” “As modificações ainda estão em curso, sugere o sociólogo no artigo, eresultarão em um abalo nos quadros sociais, na mentalidade e nos referenciais dacoletividade e dos indivíduos de todo o planeta. No cerne dessas transformações estarãoos conceitos de tempo e espaço, que gerem a noção de lugar, território, fronteira,presente, passado, próximo, remoto, arcaico, moderno, contemporâneo e nãocontemporâneo.” “As modificações ainda estão em curso, sugere o sociólogo no artigo, eresultarão em um abalo nos quadros sociais, na mentalidade e nos referenciais dacoletividade e dos indivíduos de todo o planeta. No cerne dessas transformações estarãoos conceitos de tempo e espaço, que gerem a noção de lugar, território, fronteira,presente, passado, próximo, remoto, arcaico, moderno, contemporâneo e nãocontemporâneo.”O "NOVO TRABALHADOR" “O mercado de trabalho tem passado por muitas - e aceleradas - mudanças nosúltimos quarenta anos. Essas formas de produção contribuiram para formar uma novaconcepção do trabalhador desejado pelas organizações. "O trabalho cada vez mais vaiexigindo as funções cognitivas superiores: atenção, concentração, discernimento,pensamento lógico, criatividade, tomada de decisão, planejamento, organização. Otrabalho mecânico vai sendo substituído pela máquina. Um modelo de trabalho maissaudável aceita o desafio de conciliar produção, lucro e valorização da pessoa humana.Resgata a saúde com patrimônio fundamental para justificar a vida e o trabalho. Entendeo trabalho como ação de transformação da realidade interna do trabalhador e darealidade externa. Num processo de diálogo e aprendizagem constante", ressaltaAlexandre Rivero.” “O lado "negativo" é que se fica mais alijado da convivência com a comunidadeempresarial e, portanto, dos centros de decisão. Neste sistema, deve-se também ter odobro da disciplina no uso do tempo e vontade férrea de realizar as tarefas propostas
  4. 4. para não perder o foco. É muito fácil também começar a permitir que o familiar e osocial interfiram nas rotinas empresariais, prejudicando com isto a produtividade.”O ÓCIO PODE SER CRIATIVO“A distinção entre tempo de estudo quando jovem, tempo de trabalho na maturidade eaposentadoria quando velho é um contrassenso. a velhice não se calcula em relação aonascimento, mas em relação à morte; somente podemos ser considerados velhos nosdois últimos anos de vida. a vida fisicamente produtiva pode chegar a 80 anos, portantoé razoável que o seja também psiquicamente. É uma grande perda para a sociedadecomo um todo que se desperdice esse talento.”“Quando De Masi fala em "ócio criativo", ressalta-se a forma como uma pessoa deveutilizar o seu tempo. Trabalho, aprendizado e lazer devem se confundir em todas asfases da vida. "a grande importância da criatividade reside no fato de que é a partir delaque surgem inovações e melhores formas de fazer muitas coisas do dia a dia. acriatividade de um país ou de uma empresa é medida pelo número de patentesregistradas por ano", lembra cláudio F. Pelizari.”
  5. 5. RESUMOADMIRÁVEL TRABALHO NOVO?Vivemos hoje uma realidade diferente daquela do inicio do Século XX, hoje temosuma nova sociedade moldada não só pela era digital, mais também pela rapidez einstabilidade derivada dela. Essas modificações não afetm só o setor profissional, maisa vida social de cada indivíduo, elas mudanças obrigam que o profissional se atualizeconstantemente.O sociólogo e historiador, Richard Semmett afirma em seu livro, "A corrosão docaráter: conseqüências pessoais do trabalho no novo capitalismo" (Editora Record), osúltimos anos não foram os melhores para os trabalhadores. Um dos fatores é o aumentodo volume de atividades sem a elevação compatível de salário e benefícios” ele tambémfala sobre a perda da identidade do profissional, apontando também a falta de vínculocom o local de trabalho, perda dos laços dentro da empresa, degradação e humilhaçãona seleção dos profissionais e por fim mostra que o alto escalão e os níveis gerenciaisnão se importam com essas conseqüências, ou até mesmo mascaram com açõessupostamente voltadas para a melhor qualidade de vida de seus colaboradores.De acordo com o autor, essa “nova ordem” afeta a vida dos indivíduos de tal forma quenão oferece uma forma de vida com uma direção certa. As relções não são duradouras,mais temporárias, não tem mais a sensação de segurança, tudo, perde a referência acompreenção. A maior novidade nesse processo é que em muitas áreas não é mais tãonecessária presença do profissional na empresa, sendo que o controle pode ser feito decasa por exemplo, graças a tecnologia.Sennett que as relações interpessoais de trabalho afetarão a vida pessoal e vice-versa.TRABALHO X EMPREGOObservando a partir da Revolução Industrial, temos vários modelos de gestão, acomeçar pelo modelo taylorista, criado a partir de um estudo da forma de trabalho deuma fabrica, a daí, ele criou um modelo chamado de gerenciamento científico. Com a
  6. 6. produção aumentou consideravelmente e tam bem os ganhos dos trabalhadores. Porémesses não participavam das tomadas de decisões da empresa, o seu trabalho era somentebraçal, não era necessário pensar.O modelo fordista criado por Henry Ford de produção em escala acostumara-se aosmodelos obsoletos de produtividade e que visava somente ao lucro financeiro imediato.A produtividade passou agora a ser vista não mais como a quantidade de produtos e sima união de quantidade com qualidade. Saía-se do foco no produto, para o foco no clientee em suas necessidades e requisitos. Para se fazer algo com qualidade é preciso docomprometimento das pessoas, elas é que fazem a qualidade. Elas é que aumentam aprodutividade, elas é que fazem crescer o lucro, elas é que fidelizam os clientes. Nãopode existir qualidade sem que o homem exercite sua criatividade. O cliente busca ainovação.GLOBALIZAÇÃO E PÓS-MODERNISMO As modificações ainda estão em curso, sugere o sociólogo no artigo, e resultarãoem um abalo nos quadros sociais, na mentalidade e nos referenciais da coletividade edos indivíduos de todo o planeta. No cerne dessas transformações estarão os conceitosde tempo e espaço, que gerem a noção de lugar, território, fronteira, presente, passado,próximo, remoto, arcaico, moderno, contemporâneo e não contemporâneo.Ernest Mandel (1923-1995) explica: "Passamos para uma nova era a partir do iníciodos anos 1960, quando a produção da cultura tornou-se integrada à produção demercadorias em geral: a frenética urgência de produzir novas ondas de bens comaparência cada vez mais nova (de roupas a aviões), em taxas de transferência cada vezmais essencial à inovação e à experimentação estéticas. As lutas antes travadasexclusivamente na arena da produção se espalharam, em consequência disso, tornando aprodução cultural uma arena de implacáveis conflitos sociais. Essa mudança envolveuma transformação definida nos hábitos e atitudes de consumo, bem como num novopapel para as definições e intervenções estéticas. Por isso, a produção cultural popularpós-modernista apenas procurou satisfazer da melhor maneira possível em forma demercadoria, outros sugerem que o capitalismo, para manter seus mercados, viu-se
  7. 7. forçado a produzir desejos e, portanto, estimular sensibilidades individuais para criaruma nova estética que superasse e se opusesse às formas tradicionais de alta cultura".O "NOVO TRABALHADOR" O mercado de trabalho tem passado por muitas - e aceleradas - mudanças nosúltimos quarenta anos. Essas formas de produção contribuiram para formar uma novaconcepção do trabalhador desejado pelas organizações. "O trabalho cada vez mais vaiexigindo as funções cognitivas superiores: atenção, concentração, discernimento,pensamento lógico, criatividade, tomada de decisão, planejamento, organização. Otrabalho mecânico vai sendo substituído pela máquina. Um modelo de trabalho maissaudável aceita o desafio de conciliar produção, lucro e valorização da pessoa humana.Resgata a saúde com patrimônio fundamental para justificar a vida e o trabalho. Entendeo trabalho como ação de transformação da realidade interna do trabalhador e darealidade externa. Num processo de diálogo e aprendizagem constante", ressaltaAlexandre Rivero. Para tanto, é preciso cultivar um bom clima interno, proporcionarbem-estar aos seus colaboradores, "facilitando" oportunidades de convivência com afamília e mantendo-as atentas à necessidade de treinamento constante. Não se pode esquecer, é claro, de um aspecto significativo das relaçõestrabalhistas "flexíveis" adotadas nos últimos anos: a desburocratização crescente dosregistros e vínculos profissionais. Essa situação tornou-se comum em várias áreas. Nocenário brasileiro, uma das justificativas seria a contenção dos custos dos impostos eencargos da legislação trabalhista agrupada na Consolidação das Leis do Trabalho(CLT), assinada em 1º de maio de 1943 por Getúlio Vargas à época do Estado Novo. Osempregadores argumentam que manter um empregado com carteira assinada custa, paraa empresa, o dobro de um nãoregistrado. Portanto, várias empresas, dependendo dotamanho e do ramo de atividade, optam por estabelecer contratos flexíveis, deixandoque os padrões de remuneração estejam ligados efetivamente ao resultado apresentadopelo colaborador, agora chamado de "parceiro".O ÓCIO PODE SER CRIATIVOQuando De Masi fala em "ócio criativo", ressalta-se a forma como uma pessoa deveutilizar o seu tempo. Trabalho, aprendizado e lazer devem se confundir em todas as
  8. 8. fases da vida. "a grande importância da criatividade reside no fato de que é a partir delaque surgem inovações e melhores formas de fazer muitas coisas do dia a dia. acriatividade de um país ou de uma empresa é medida pelo número de patentesregistradas por ano", lembra cláudio F. Pelizari.Segundo De Masi, o estímulo da criatividade humana pode vir por meio de atividadeslúdicas, devaneios, imaginação ou até fora do local de trabalho. Uma boa ideia não temhora para acontecer, pode acontecer no banho, num momento de introspecção, nocinema ou brincando com uma criança. Mas essa criatividade em muitas situações secircunscreve dentro dos parâmetros da produtividade e da lógica capitalista. Tem umcaráter utilitarista flagrante. se a pessoa não se sente bem no escritório, seja porque nãohá um bom clima, os gerentes e colegas são antipáticos e mal-educados, não existerespeito e motivação, será muito difícil que surjam novas ideias. Para as teoriasadministrativas contemporâneas, obcecadas pela inovação, uma pessoa criativa é umapromessa de futuro e lucratividade.

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