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Caderno de resumos

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Caderno de Resumos - IX Semana de Letras da Uema - Timon

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Caderno de resumos

  1. 1. IX SEMANA ACADÊMICA DE LETRAS LINGUAGEM E LITERATURA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA PESQUISA CONTEMPORÂNEA. Programação e Caderno de Resumos 20 a 23 de outubro de 2015 Timon - Maranhão – Brasil
  2. 2. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA Santos, Silvana Maria Pantoja dos IX Semana acadêmica de letras linguagem e literatura: desafios e perspectivas da perquisa contemporânea. 20 a 23 de outubro de 2015. / Silvana Maria Pantoja Santos; Edite Sampio Sotero Leal. Online São Luís: Editora UEMA, 2015. 57p. ISBN 978-85-8227-092-9 1. Letras. 2. Linguagem. 3. Literatura. 4. Literatura – Encontro científico. 5. Letras – Encontro científico. 6. Artes. 7. Cultura, linguagem e ensino. I. Título.
  3. 3. CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE TIMON – CESTI Gustavo Pereira Costa Reitor Walter Canales Sant´ana Vice-Reitor Edite Sampaio Sotero Leal Diretora do Cesti/Uema Silvana Maria Pantoja dos Santos Chefe de Departamento de Letras Natércia Moraes Garrido Diretora do Curso de Letras
  4. 4. IX SEMANA ACADÊMICA DE LETRAS IX SEMANA ACADÊMICA DE LETRAS LINGUAGEM E LITERATURA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA PESQUISA CONTEMPORÂNEA. Comissão Organizadora Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos – UEMA/ UESPI (Coordenadora) Profa. Me. Edite Sampaio Sotero Leal - UEMA Profa. Esp. Natércia Moraes Garrido - UEMA Profa. Me. Leonildes Pessoa Facundes – UEMA Profa. Me. Soraya de Melo Barbosa Sousa – UEMA/UESPI Profa. Me. Ana Elizabeth Araújo da Silva Félix - UEMA Prof. Me. Dheiky do Rêgo Monteiro Rocha – UEMA/UESPI Profa. Me. Lília Brito da Silva - UEMA Profa. Me. Vilma Lages Lopes da Silva – UEMA CONVIDADOS: Prof. Me. Tonny Kerley de Alencar - FSA Prof. Dr. Franklin Oliveira Silva - UESPI Prof. Dr. Dino Cavalcante – UFMA COMISSÃO CIENTÍFICA: Prof. Dr. Feliciano José Bezerra Filho - UESPI Profa. Dra. Mary Gracy e Silva Lima - UEMA Profa. Dra. Maria Suely de Oliveira Lopes - UESPI
  5. 5. Prof. Dr. Sebastião Alves Teixeira Lopes - UFPI Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos – UEMA/UESPI Profa Dra. Stella Maria Viana Brito - UESPI APOIO TÉCNICO: Marcos Antônio Borges de Araújo Risoleta Viana de Freitas Samuel Campelo dos Santos APOIO DE MONITORIA: Aline Soares da Silva Antonia Elda Marques da Silva Cássia Cristina Sampaio Rodrigues Francidelane Ribeiro de Sousa Jailton Oliveira de Sousa Jefferson Pereira de Sousa Kleyssiane Maria Cunha Nascimento dos Santos Luanna de Maria Alcântara Barbosa Luiza Maura e Silva Lemos Maria da Cruz da Mata Almeida Mayara da Silva Rocha Mônica Raisa dos Santos Pereira Natália Starly Carvalho Silva Paula Celma Assunção de Sousa Poliana Cardoso Lopes Sousa Raimundo Nonato da Silva Junior Renayra Aline da Silva
  6. 6. Samara de Araújo Mota Seliana Sousa do Nascimento Barros Temoteo Cantanhede Marques Thays Thayllon Carneiro Sousa Vanessa Ferreira Leite Viviane Oliveira Almeida
  7. 7. APRESENTAÇÃO A Semana de Letras do CESTI/UEMA intitulada Linguagem e Literatura: desafios e perspectivas da pesquisa contemporânea propõe um diálogo entre professores, pesquisadores e alunos, no âmbito das Letras e suas interfaces com outras áreas do conhecimento. A escolha do tema surgiu a partir dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de Pesquisa Interdisciplinar Literatura e Linguagem – LITERLI, do CESTI/UEMA, cadastrado no Diretório de Pesquisa do CNPq. Nas discussões do Grupo, pensou-se em favorecer a troca de conhecimento entre pesquisadores da instituição, com suas produções no âmbito da literatura e da linguística, com outros pesquisadores, a partir da reflexão sobre a pesquisa científica contemporânea, impactada pelas rápidas mutabilidades do contexto atual. Com esta ação, estar-se-á comungando com os anseios do Projeto Pedagógico Institucional da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, através da prestação de serviços, por meio do ensino, pesquisa e extensão.
  8. 8. PROGRAMAÇÃO GERAL DIA 20/10/2015 14h ás 16h Credenciamento Local:(Hall do CESTI) 17:30h Abertura Oficial Local: (Auditório do CESTI) 18h Atividade Cultural Local: (Auditório do CESTI) 18:30h ás 19:30h Conferência de Abertura: A Pesquisa Acadêmica: Desafios e Perspectivas Prof°Doutorando Tonny Kerley de Alencar Rodrigues Local: (Auditório do CESTI) DIA 21/10/2015 MINICURSO: 14h ás 16h a) Armadilhas do Ficcional: as personagens históricas nas narrativas literárias. Profa. Dra. Maria Suely de Oliveira Lopes b) A Linguística da Enunciação e os Métodos de Análise. Profa. Me. Lidiany Pereira dos Santos Prof. Me. Ivo Sodré de Carvalho c) A Literatura Afrobrasileira Profa. Mestranda Ana Carusa Pires Araújo d) O Fantástico e seus Subgêneros na Literatura Brasileira Profa. Me. Soraya de Mel Barbosa Sousa
  9. 9. e) Breve Historiografia da Literatura Maranhense Profa. Mestranda Natércia Moraes Garrido 16:h às 17:30h Mesa Redonda - Estágio Supervisionado em Letras Licenciatura: Reflexões e Intervenções Prof. Me. Dheiky do Rêgo Monteiro Rocha Prof. Me. Ivo Sodré de Carvalho Prof. Me. Vilma Lages Lopes da Silva Local: Auditório do CESTI 18:30h às 19:30h CONFERÊNCIA - Gêneros Digitais na Escola. Prof. Dr. Franklin Oliveira Silva Local: Auditório do CESTI DIA 22/10/2015 14h às 16h MINICURSOS a) Armadilhas do Ficcional: as personagens históricas nas narrativas literárias. Profa. Dra. Maria Suely de Oliveira Lopes b) A Linguística da Enunciação e os Métodos de Análise. Profa. Me. Lidiany Pereira dos Santos Prof. Me. Ivo Sodré de Carvalho c) A Literatura Afrobrasileira
  10. 10. Profa. Mestranda Ana Carusa Pires Araújo - O Fantástico e seus Subgêneros na Literatura Brasileira Profa. Me. Soraya de Mel Barbosa Sousa d) Breve Historiografia da Literatura Maranhense Profa. Mestranda Natércia Moraes Garrido Mesa Redonda 16h às 17:30h - Os Desafios da Linguística para o Ensino de Língua Portuguesa Profa Me. Edite Sampaio Sotero Leal Profa Me. Leonildes Pessoa Facundes Profa Me. Lilia Brito da Silva Profa. Me. Ana Elizabeth Araújo da Silva Felix SARAU LITERÁRIO 18h ás 19:30h - A Literatura Portuguesa em Diálogo. Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos Alunos do 6º Período de Letras Lançamento de Livros 19:30h DIA 23/10/2015 SESSÃO DE COMUNICAÇÃO ORAL 14h às 16h SESSÃO – I Profa. Me. Leonildes Pessoa Facundes Sala: 01 SESSÃO – II Profa Me. Lilia Brito da Silva Sala: 02 SESSÃO – III
  11. 11. Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos Sala: 03 SESSÃO – IV Profa Me. Edite Sampaio Sotero Leal Sala: 04 SESSÃO – V Profa. Me. Ana Cláudia dos Santos Silva Sala: 05 GT Linguística Profª. Me. Leonildes Pessoa Facundes GT Literatura Profa. Me. Soraya de Melo Sousa MESA REDONDA 16h às 17:30h - Literatura do Insólito em Contos Contemporâneos Profa. Me. Soraya de Melo Barbosa Sousa (Mediadora) Profa. Dra. Ana Cristina Teixeira de Brito Carvalho Profa. Dra. Lilásia Chaves de A. L. Reinaldo Profa. Me. Valdirene Rosa da Silva Melo ATIVIDADE CULTURAL 18h às 18:30h CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO 18:30h às 19:30h - Literatura Maranhense no Século XX Prof. Dr. Dino Cavalcante Local: Auditório do CESTI
  12. 12. LITERATURA AFRO-BRASILEIRA Ana Carusa Pires Araujo (UESPI) Este minicurso tem como objetivo apresentar os conceitos que giram em torno literatura afro-brasileira, seus suportes teóricos, críticos, históricos e culturais no processo de formação das identidades da diáspora negra, bem como os diversos critérios que têm sido utilizados para classificá- la, seja no aspecto étnico, enfatizando que a obra literária está ligada a origem negra ou mestiça do autor, seja o temático, onde é observado que o assunto abordadose refere a questão da afrodescendência. Partindo desse pressuposto, andaremos as trilhas da literatura afro- brasileira, percorrendo por textos literários de várias épocas, que nos darão subsídio para o entendimento e a construção de uma escrita afrodescendente, pois vários autores tratam a identidade negra com um olhar positivo, retratando em seus textos literários, “personagens são descritos sem a intenção de esconder uma identidade negra e, muitas vezes, são apresentados a partir de uma valorização da pele, dos traços físicos, das heranças culturais oriundas de povos africanos e da inserção/exclusão que os afrodescendentes sofrem na sociedade brasileira.” (EVARISTO, 2009, p.19). Para tanto, tomaremos por base os estudos realizados pelos autores Frantz Fanon (2008), Luiza Lobo (2013), Conceição Evaristo (2009), Eduardo de Assis Duarte (2004), Elio Ferreira (2013), dentre outros. Palavras-Chave: Literatura afro-brasileira. Identidade negra. Escrita afrodescendente. A LINGUÍSTICA DA ENUNCIAÇÃO E OS MÉTODOS DE ANÁLISE Ivo Sodré de Carvalho (SEDUC) Lidiany Pereira dos Santos (UFPI) A proposta do minicurso é trabalhar com elementos teórico- metodológicos que colaborem com a prática da análise linguística na perspectiva dos teóricos das Teorias Enunciativas, com ênfase na Teoria das Operações Enunciativas e Predicativas (TOPE), de Antoine Culioli. Dessa forma, traremos alguns conceitos basilares da teoria enunciativa, indispensáveis para sua compreensão, e, algumas propostas de análises desenvolvidas pelo Grupo de Estudo da Teoria das Operações Enunciativas (GETOE). Iniciaremos com discussões permeadas pelas ideias de Benveniste (2005), Culioli (1999) Flores (2013), Romero (2010) dentre outros que tratam do quadro teórico enunciativo. Em seguida, apresentaremos exemplos de análises linguísticas, tendo como base as discussões realizadas. Assim, pretendemos mostrar ao aluno do curso de Letras uma perspectiva de descrição da língua que opera com
  13. 13. a construção dinâmica da significação, a partir de um trabalho reflexivo sobre a língua em uso. Palavras-Chave: Enunciação. Análise linguística. TOPE. O FANTÁSTICO E SEUS SUBGÊNEROS NA LITERATURA BRASILEIRA Soraya de Melo Barbosa (UEMA/UESPI) O minicurso objetiva apresentar, a partir de estudos recentes dos teóricos brasileiros, tais como Garcia e Batalha (2012) as vertentes do gênero fantástico e seus subgêneros, presentes na literatura brasileira, de forma a considerar além do sobrenatural como elemento caracterizador, elementos que subvertem a condição de normalidade da ordem estabelecida que, segundo França (2012) encarnam os “monstros morais” existentes na sociedade pós-moderna. Essa transgressão reflete a opressão do homem pelo homem, fazendo da literatura uma arte emancipadora que provoca no leitor o sentimento de resistência, ao questionar sobre os conflitos orquestrados na ficção e que se insinuam na sociedade em que ele se insere. Palavras-Chave: Narrativa Fantástica. Gêneros. Literatura brasileira. ARMADILHAS DO FICCIONAL: AS PERSONAGENS HISTÓRICAS E FICTÍCIAS NAS NARRATIVAS LITERÁRIAS Profª Dra. Maria Suely de Oliveira Lopes (UESPI) O presente minicurso objetiva apresentar Armadilhas do Ficcional nas Narrativas Literárias trazendo para discussão teórica as personagens históricas e fictícias Ana Paes D’Altro, Filipa Raposa e Bento Teixeira, Branca Dias, Antônia Carneiro da Cunha, personagens ressignificadas respectivamente nas obras A garça mal ferida (2002), Os rios turvos (1993), Deixa ir meu povo (2010),O tempo Frágil das Horas(2003) de Luzilá Gonçalves Ferreira entre outras que serão citadas ao longo do minicurso.Ao focalizarmos as personagens históricas não deixaremos de enfatizar a metaficção histórica que se institucionaliza como método e estratégia do ficcional lembrando-nos o seu caráter metadiscursivo (um discurso que fala de si próprio, ou seja, uma ficção sobre a ficção, enquanto analisa, ficcionaliza seu objeto) e sua relação com a historiografia. A metaficção historiográfica, ainda, caracteriza-se por especular abertamente o deslocamento histórico e suas consequências ideológicas, bem como a forma como escrevemos a respeito da realidade do passado. Além da metaficção histórica, a narrativa ficcional
  14. 14. utiliza-se, ainda, da paródia, da intertextualidade e dos discursos da história como elementos legitimadores do ficcional. Para este estudo, utilizaremos como aporte teórico Linda Hutcheon (1991), Hayden White (2001), Mikhail Bakhtin (2010),Júlia Kristeva (1977),Iser(1999), Costa Lima(2002) outros que serão referenciados neste estudo.A metodologia adotada é de cunho bibliográfico e qualitativo e se concretizá por meio de categorias analíticas. Palavras-Chave: Armadilhas do Ficcional. Metaficção histórica. Personagens históricas e Fictícias. BREVE HISTORIOGRAFIA DA LITERATURA MARANHENSE Natércia Moraes Garrido (UEMA) Este minicurso propõe abordar os principais fatos histórico-sociais que permeiam a Literatura Maranhense, bem como analisar alguns trechos de textos literários produzidos em cada período. O objetivo é apresentar um breve panorama crítico e historiográfico da literatura produzida do século XVII até os tempos atuais, e para isso selecionamos textos de gêneros variados e de autores pertencentes ou não ao cânone. Iniciaremos com a literatura de viagens, gênero característico do século XVII; em seguida, estudaremos a poesia e prosa dos seguintes autores do século XIX: Gonçalves Dias, Maria Firmina dos Reis, Trajano Galvão, Coelho Neto, Sousândrade, Henriques Leal, João Lisboa, Raimundo Correa e os irmãos Artur e Aluísio Azevedo. No período de 1900 a 1930 analisaremos textos de Humberto de Campos, Graça Aranha, Antonio Lobo, Astolfo Marques, José Nascimento Moraes, Maranhão Sobrinho, Viriato Correia, Catulo da Paixão Cearense e Odylo Costa Filho; chegaremos ao modernismo maranhense analisando a escrita de Bandeira Tribuzzi, Ferreira Gullar, José Nascimento Morais Filho, Nauro Machado, Dagmar Desterro, Lucy Teixeira; por fim, na escrita contemporânea analisaremos os textos de Josué Montello, José Sarney, Luís Augusto Cassas, José Neres, Carvalho Júnior, Josoaldo Oliveira, Inês Maciel e Dilercy Adler. Palavras-chave: Literatura. Historiografia. Expressão maranhense
  15. 15. SESSÃO I Sala 01 Coordenadora: Profa. Me. Leonildes Pessoa Facundes 1. A ANÁFORA NOMINAL NA ORALIDADE Andressa Maria Abreu Pereira Deislandia de Sousa Silva 2. MULTIFUNCIONALIDADES DOS GÊNEROS TEXTUAIS: PROPAGANDA E WHATSAPP Mayara Feitosa Nunes 3. ENSINO DE GRAMÁTICA: UMA ANÁLISE DA ABORDAGEM DOS ADJETIVOS EM LIVROS DIDÁTICOS Isael da Silva Sousa Profa. Dra. Maria Auxiliadora Ferreira Lima 4. OS GÊNEROS DIGITAIS COMO RECURSO PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Andressa Gomes de Moura Dr. Franklin de Oliveira Silva 5. A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE LITERATURA NACIONAL DE AUTORES PIAUIENSES: UM OLHAR SOBRE A INSERÇÃO DO ACERVO LITERÁRIO PIAUIENSE NA ESCOLA PÚBLICA DO ESTADO DO PIAUÍ Joaquim Lopes da Silva Neto 6. A NORMA CULTA E A NORMA PADRÃO NOS MANUAIS DE REDAÇÃO DA FOLHA DE S. PAULO E DO ESTADO DE S. PAULO Ana Caroline Moura Teixeira Marcelo Alessandro Limeira dos Anjos 7. ENSINO DO GÊNERO TEXTUAL PUBLICITÁRIO NA CONSTRUÇÃO DE LEITORES CRÍTICOS APLICADO A ALUNOS DO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Arielly Facundes de Araújo 8. LETRAMENTO RADIOFÔNICO NO ENSINO MÉDIO PROFISSIONALIZANTE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Erick Lorran Vitor Guedes Mariana Pereira Nunes José Ribamar Lopes Batista Júnior 9. PERSPECTIVALÉXICO-ENUNCIATIVA SOBRE O PORTUGUÊS BRASILEIRO FALADO EM TIMON-MA 23 de Outubro 14h ás 16h
  16. 16. Viviane Garcêz de Oliveira Profa. Me. Leonildes Pessoa Facundes 10.ANÁLISE DE TEXTOS DE ALUNOS DO CURSO DE HISTÓRIA: UMA INVESTIGAÇÃO À LUZ DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Marcos Paulo de Sousa Araújo SESSÃO – II Sala: 02 Coordenadora: Profa Me. Lilia Brito da Silva 1. A GRAMÁTICA NO AUXÍLIO DA LEITURA E COMPREENSÃO DE TEXTOS LITERÁRIOS Analice Maria da Silva Cardoso Marcelina Pereira Leão Profa. Dra. Maria Suely de Oliveira Lopes 2. CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE E A CRÔNICA “ANTIGAMENTE”, UMA ANÁLISE SOCIOLINGUÍSTICA E DISCURSIVA: VARIAÇÃO E FUNCIONAMENTO. Safira Ravenne da Cunha Rêgo 3. PERSPECTIVALÉXICO-ENUNCIATIVA SOBRE O PORTUGUÊS BRASILEIRO FALADO EM TIMON-MA Viviane Garcêz de Oliveira Profa. Me. Leonildes Pessoa Facundes 4. REGIONALISMOS NO DICIONÁRIO ELETRÔNICO HOUAISS: UM CONTRAPONTO COM O ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL (ALiB) Rodrigo Alves Silva 5. GÊNEROS TEXTUAL CHICK LIT: ADAPTAÇÃO DA MULHER CONTEMPORÂNEA AO UNIVERSO PÓS-MODERNO Lara Ferreira da Silva 6. O DISCURSO IRREVERENTE DO CANDIDATO TITRIRICA SEGUNDO A PERSPECTIVA DA HETEROGENEIDADE MOSTRADA Maria Laisia Viana da Silva Paula Raíssa Sousa Borges Profa. Me. Leonildes Pessoa Facundes 7. SEMÂNTICA ARGUMENTATIVA: OS PRESSUPOSTOS NO GÊNERO TEXTUAL PIADAS. Nara Luana do Nascimento Reis Jakeline Ribeiro Moura
  17. 17. 8. O ENSINO DA LÍNGUA MATERNA E AS POSSIBILIDADES DE LETRAMENTO SOCIAL A PARTIR DE GÊNEROS TEXTUAIS DE TIPOLOGIA INJUNTIVA: UM ESTUDO SOBRE INTER-AÇÃO PELA LINGUAGEM Francisco Renato Lima 9. FUNCIONALISMO: OS PRINCIPAIS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E UM BREVE PERCUSSO HISTÓRICO DESSA CONCEPÇAÕ EM ESTUDOS LINGUÍSTICOS Lucas César Moura Lago Sergio de Sousa Ribeiro SESSÃO – III Sala: 03 Coordenadora: Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos 1. PATRIARCALISMO E TRANSGRESSÃO EM O PAÍS SOB MINHA PELE, DE GIOCONDA BELLI. Joelma de Araújo Silva Resende 2. MEMÓRIA INDIVIDUAL E COLETIVA NAS OBRAS DE LÍDIA JORGE E TEOLINDA GERSÃO Cristianne Silva Araújo Dias Profa. Dra. Maria Elvira Brito Campos 3. A INFLUÊNCIA DOS LUGARES DE MEMÓRIA NA OBRA LEITE DERRAMADO DE CHICO BUARQUE Natali Rocha Profa Dra Silvana Maria Pantoja dos Santos 4. MEMÓRIA E INFÂNCIA DA PERSONAGEM BIELA EM UMAVIDA EM SEGREDO DE AUTRAN DOURADO Joselene Vaz da Silva Prof. Dr. Sebastião Alves Teixeira Lopes 5. O MARTELO DA FEITICEIRA: A BRUXA COMO SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA EM ANNE SEXTON Caroline Estevam de Carvalho Pessoa Isabela Christina do Nascimento Sousa Prof. Dr. Sebastião Alves Teixeira Lopes 6. A MEMÓRIA DA CIDADE EM UM BEIRAL PARA OS BENTEVIS DE JOSUÉ MONTELLO. Thalita de Sousa Lucena Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos
  18. 18. 7. BELÉM NOVA: MEMÓRIAE MODERNIDADE EM BELÉM (1922- 1930). Elizabeth Silveira Soares Sheron Adriane Rodrigues Ayres 8. A ESTRATÉGIA DE CARAMUJO AFRO-DESCENDENTE DE MACHADO DE ASSISNO CONTO PAI CONTRA MÃE Nilson Macêdo Mendes Junior Prof. Dr. Sebastião Alves Teixeira Lopes 9. EROTIZAÇÃO VAMPIRESCA EM CARMILLA (1871-1872) DE JOSEPH SHERIDAN LE FANU E SENHORITA CHRISTINA (1936) DE MIRCEA ELIADE. Ravena Amorim Chaves 10. A ELABORAÇÃO ESCRITA DE ANTÓNIO LOBO ANTUNES: UM ESTUDO SOBRE GÊNEROS LITERÁRIOS. Luciana Talita Mágulas Pereira SESSÃO – IV Sala: 04 Coordenadora: Profa Me. Edite Sampaio Sotero Leal 1. HOMOAFETIVIDADES NA CONTISTA DE MIRIAM ALVES: REFLEXÕES SOBRE MEMÓRIA E IDENTIDADE Rubenil da Silva Oliveira Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza 2. ENTRE (DES) SEMELHANTES NA CIDADE CONTEMPORÂNEA: UMA LEITURA DA OBRA A VIDA NÃO É REAL DE ASSIS BRASIL Meg Marques da Silva Rocha Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos 3. MEMÓRIA E AFRODESCENDÊNCIA: UM OLHAR SOBREPONCIÁ VICÊNCIO, DE CONCEIÇÃO EVARISTO Ana Carusa Pires Araujo Risoleta Viana de Freitas 4. LITERATURA AFRICANA: UM RECURSO DIDÁTICO- PEDAGÓGICO NO ESTUDO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS Franciane Ribeiro Barbosa Ana Paula de Sousa da Cruz Jovina da Silva Karen Veloso Ribeiro
  19. 19. 5. REMINISCÊNCIAS DO INFANTO - NARRADOR EM INFÂNCIA DE GRACILIANO RAMOS: UMA PERSPECTIVA INDIVIDUAL E COLETIVA Luciana Maria Barros de Oliveira 6. A REPRESENTAÇÃO DA DUALIDADE FEMININA NA PERSONAGEM PROTAGONISTA DA OBRA ROMÂNTICA “LUCÍOLA”, DE JOSÉ DE ALENCAR. Andressa Silva Sousa Prof. Me. Emanoel César Pires de Assis SESSÃO – V Sala: 05 Coordenadora: Profa. Me. Ana Cláudia dos Santos Silva 1. LITERATURA, MODERNIDADE E MEMÓRIA: UM OLHAR SOBRE A POÉTICA DE ÁLVARO DE CAMPOS Francisca Aylqui Cruz de Paiva Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos 2. HIBRIDISMO LINGUÍSTICO EM GIRLS AT WAR AND OTHER STORIES DE CHINUA ACHEBE Cláudio José Braga Rocha Prof. Dr. Sebastião Alves Teixeira Lopes 3. Projeto SOLER Hádrya Jacqueline da Silva Santos Profª Dra. Solange Santana Guimarães 4. E-BOOKS E A NOVA LITERATURA Priscila Viviane Carvalho (UFPI) 5. O PAPEL DA MULHER NA OBRA ENGRAÇADINHA SEUS AMORES E SEUS PECADOS DOS 12 AOS 18 ANOS. Jessica Carvalho Sales Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos 6. A LOUCURA DE NAZINHA NO ROMANCE PACAMÃO, DE ASSIS BRASIL Abílio Neiva Monteiro Profa. Dra. Maria Aurinívea Sousa de Assis 7. A INFLUÊNCIA DA "SITUACIONALIDADE" NA TRADUÇÃO DE JOSÉ LIRA PARA "O CORVO", DE EDGAR ALLAN POE.
  20. 20. Franciane Costa de Sousa 8. CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS ENTRE A ADAPTAÇÃO FÍLMICA E O LIVRO “O CORTIÇO” – DE ALUÍSIO AZEVEDO Jane Virginia da Rocha Cunha 9. MEMÓRIA E EXPERIÊNCIA URBANA EM OS DEGRAUS DO PARAÍSO DE JOSUÉ MONTELLO Cátia da Silva Carvalho Profa. Drª Silvana Maria Pantoja dos Santos
  21. 21. SESSÃO - I Sala 01 Coordenadora: Profa Me. Leonildes Pessoa Facundes A ANÁFORA NOMINAL NA ORALIDADE Andressa Maria Abreu Pereira (UFPI) Deislandia de Sousa Silva (UFPI) Este trabalho apresenta uma análise do fenômeno linguístico anáfora nominal presentes nas falas de estudantes teresinenses. Especificamente, o estudo focaliza as ocorrências de anáfora nominal por repetição lexical e por substituição da forma nominal por outra. Como metodologia foi realizada uma observação do corpus do projeto “Aspectos Gramaticais do Português Falado por Estudantes Teresinenses”-PORFATER, composto de 25 entrevistas, a fim de identificar os casos em que os estudantes fazem uso da anáfora nominal. Os resultados obtidos demonstram que apesar de não ser o tipo de anáfora mais recorrente na fala, quando utilizadas há uma predomínio de ocorrências de anáfora nominal por repetição do sintagma nominal. Quanto à anáfora nominal por substituição nota-se que o enunciador nesses casos cria determinadas relações semânticas entre os termos anafóricos e seus antecedentes com o objetivo de dar significado ao que enuncia. Palavras-chave: anáfora nominal, repetição, substituição, oralidade. MULTIFUNCIONALIDADES DOS GÊNEROS TEXTUAIS: PROPAGANDA E WHATSAPP Mayara Feitosa Nunes (UESPI) Este trabalho tem como objetivo apresentar a funcionalidade e a multimodalidade de propagandas que utilizam recursos do whatsapp. Observa-se que há grandes variedades de suportes tecnológicos da comunicação no cotidiano das pessoas que propiciam o surgimento de novos gêneros textuais. A presente pesquisa se baseia nas novas formas dos indivíduos se comunicarem e como usam determinadas palavras e o uso de emotions, para expressar uma determinada funcionalidade no processo de comunicação. Além disso o uso dos mesmo em propagandas em certos comerciais na televisão. A metodologia aplicada reflete uma pesquisa bibliográfica cujo corpus selecionado é constituído de duas propagandas, ou seja, textos
  22. 22. multimodais, e neste estudo são compostas por recursos típicos do aplicativo whatsapp. Os resultados apresentam as multimodalidades existentes nos gêneros textuais, que inclui texto verbal e não verbal. Conclui-se que as funcionalidades dos gêneros contribuem na forma de lidar com a língua em diversos usos autênticos do dia-dia. Palavras-chave: Comunicação. Gêneros Textuais. Multimodalidade. Funcionalidade. ENSINO DE GRAMÁTICA: UMA ANÁLISE DA ABORDAGEM DOS ADJETIVOS EM LIVROS DIDÁTICOS Isael da Silva Sousa (UFPI) Profa. Dra.Maria Auxiliadora Ferreira Lima (UFPI) Este estudo faz parte do projeto de pesquisa A Gramática nos Livros Didáticos e na Sala de Aula: Mediação para uma Abordagem em uma Perspectiva Enunciativa, em desenvolvimento pelo grupo de pesquisa Descrição do Português e Ensino (DEPE), na Universidade Federal do Piauí (UFPI), este trabalho ainda está em fase inicial, e tem como objetivo analisar a abordagem dos adjetivos em livros didáticos com o intuito de verificar se há uma reflexão sobre o funcionamento do adjetivo na língua em uso, ou seja, nos enunciados, no texto, ou se predomina uma metalinguagem, centrada em definições e classificações.Neste primeiro momento da pesquisa, nos fundamentamos nos estudos de Flores (2010), Valentim (1998), Lima (2013), Neves (2010), Antunes (2014), entre outros. Metodologicamente nossa pesquisa é de cunho bibliográfico;primeiramente, fizemos um levantamento da abordagem do adjetivo em três gramáticas da Língua Portuguesa, a saber: Bechara (2009), Cunha e Cintra (2008) e Rocha Lima (2012). Em seguida realizamos um levantamento a respeito da abordagem do adjetivo na coleção de livros didáticos, Singular & Plural: Leitura, Produção e Estudos de Linguagem, aprovada pelo Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), correspondente ao triênio 2014, 2015 e 2016. Os resultados evidenciam que a abordagem empregada na coleção analisada segue um viés metalinguístico, sem uma reflexão sobre o funcionamento do adjetivo na língua em uso, sobre sua importância na construção do sentido dos enunciados. Palavras-chave: Ensino. Adjetivo. Livros Didáticos. Enunciação.
  23. 23. OS GÊNEROS DIGITAIS COMO RECURSO PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Andressa Gomes de Moura (UESPI) Prof. Dr. Franklin de Oliveira Silva (UESPI) O mundo contemporâneo está passando por mudanças bastante peculiares em relação à comunicação do homem, tendo em vista que a sociedade hoje vive em um processo de comunicação virtual no qual as interações desse homem estão situadas no ciberespaço, e juntamente com o avanço das novas tecnologias os gêneros textuais também vão ganhando novas formas de modo que não fiquem de lado nessa nova era. No mundo virtual a cada dia passa a surgir um novo gênero textual e os que já existem nesse meio passam a modificar-se, principalmente pelo fato da maioria dos seus usuários serem os jovens. É pensando nessa perspectiva que o presente trabalho propõe estudar os gêneros digitais, mais especificamente os gêneros textuais presentes no Facebook e propor estratégias metodológicas que dinamizem o ensino de Língua Portuguesa em sala de aula, podendo assim atrair a atenção dos alunos. Pretende-se ainda descrever, caracterizar a estrutura linguística e os propósitos comunicativos dos gêneros digitais presentes na rede social Facebook. O trabalho é de cunho qualitativo e bibliográfico, e terá como aporte teórico Marcuschi (2004), Xavier (2004), Barton (2015), Soares (2009), Leffa (2005), entre outros. Palavras-chave:Ensino. Língua Portuguesa. Gêneros Digitais. Facebook. A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE LITERATURA NACIONAL DE AUTORES PIAUIENSES: UM OLHAR SOBRE A INSERÇÃO DO ACERVO LITERÁRIO PIAUIENSE NA ESCOLA PÚBLICA DO ESTADO DO PIAUÍ Joaquim Lopes da Silva Neto (UFPI) Considerando que a Literatura Nacional de autores piauienses não tenha atingindo ainda a popularidade, expressividade e o devido respeito do “público” do Piauí, bem como nas demais praças literárias brasileiras, ousa-se, através desta comunicação, demonstrar de que forma o profissional de Literatura está se dedicando para provocar pedagogicamente a inserção desta vertente em sua sala de aula. Partindo-se da ideia de que este profissional venha a romper a barreira canônica imposta aos educandos e passe a apresentar e instigar seus alunos a descobrir, apreciar e valorizar a cultura de sua gente, através da expressividade literária do autor piauiense. Neste sentido, busca-se através deste estudo, examinar de que forma o Professor desta área aplica seus conhecimentos em função da valorização da Literatura feita
  24. 24. no Estado do Piauí. Assim, a pedagogia aplicada pelo profissional será discutida nesta apresentação, a fim de se entender de que forma pode- se compreender a Literatura de autores piauienses como um ato prazeroso de leitura, não somente sugestão ou imposição curricular, e, por consequência, a valorização do profissional que se dedica a manter acesa a chama literária do seu Estado; bem como quais são os requisitos para a inserção do acervo literário piauiense nas escolas públicas do Piauí. Palavras-chave: Literatura Nacional. Autores piauienses. Prática pedagógica. Escola pública. A NORMA CULTA E A NORMA PADRÃO NOS MANUAIS DE REDAÇÃO DA FOLHA DE S. PAULO E DO ESTADO DE S. PAULO Ana Caroline Moura Teixeira (UFPI) Marcelo Alessandro Limeira dos Anjos (UFPI) As investigações descritivas do Português Brasileiro (PB) das últimas décadas, que elegeram como corpora os usos cultos da língua, em sua maioria, demonstram disparidade entre as regras prescritivas das gramáticas tradicionais e os usos efetivamente praticados pelos brasileiros, inclusive, em contextos monitorados de fala e de escrita. Disso, fica flagrante a discrepância entre a Norma Padrão (NP), materializada, sobretudo, em gramáticas e em manuais como os aqui analisados, e a Norma Culta (NC), materializada, por exemplo, em textos escritos produzidos por pessoas consideradas cultas, como os escritos pelos colaboradores dos jornais aqui enfocados. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar os manuais de redação da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo e verificar se os usos efetivamente realizados (NC) pelos colunistas e articulistas em suas publicações, seguem as prescrições interpostas nesses manuais (NP). Para tanto, compulsou-se os manuais de redação da Folha e do Estado, para averiguar as prescrições sobre regência verbal. Em seguida, consultou-se as versões impressas da Folha e do Estado, a fim de colher exemplos de usos eleitos pelos colunistas e articulistas acerca da regência dos verbos prescritos nos manuais. Posteriormente, confrontou-se as prescrições dos manuais (NP) com os usos que efetivamente os colaboradores dos jornais elegem. Como resultado, apreendeu-se que os articulistas e colunistas em suas produções textuais, em sua maioria, seguem as prescrições do Manual do jornal com o qual colaboram. Contudo, tem uma pequena parcela desses colaboradores que se utiliza de sua própria intuição de falantes/escritores cultos do PB. Assim sendo,
  25. 25. conclui-se que são necessárias contínuas atualizações nos manuais, tanto da Folha quanto do Estado, para com a realidade linguística atual. Isto posto, o presente trabalho realizado no âmbito do Programa de ICV foi expressivo para o aprofundamento sobre questões relacionadas às normas linguísticas e ao ensino de língua materna. Palavras-chave: Norma Culta. Norma Padrão. Manuais de Redação. Folha de S. Paulo. Estado de S. Paulo. O ENSINO DO GÊNERO TEXTUAL PUBLICITÁRIO NA CONSTRUÇÃO DE LEITORES CRÍTICOS APLICADO A ALUNOS DO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Arielly Facundes de Araújo (UFPI) Em pesquisa realizada com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de uma dada escola da rede pública estadual de ensino, localizada na zona Leste de Teresina, foi observada uma ineficácia no modo como os conteúdos sobre gêneros textuais vêm sendo ministrados em sala de aula. O presente trabalho propõe-se a debater o quão indispensável se faz o contato sistemático do educando com gêneros textuais. Dar-se-á ênfase aos gêneros publicitários por acreditar-se que os mesmos atuam como indispensáveis elementos para a aquisição de informações, visto que apresentam diferentes formas e suportes ao ensino, ampliam conhecimentos, desenvolvem alunos com a finalidade de formar leitores altivos, a julgar por estes estarem corriqueiramente presentes no cotidiano. A pesquisa aponta ainda uma proposta de atividade a ser desenvolvida nas aulas de Língua Portuguesa realizada com estudantes do 9º ano, a qual será utilizada posteriormente como corpus de análise. A proposta baseia-se na teoria de gêneros textuais e apóia-se em autores fundamentais como Bakhtin, Marcuschi para a fundamentação da pesquisa. O trabalho com o gênero textual publicitário é uma ocasião favorável para lidar com a língua em seus usos autênticos. A argumentação, um artifício complexo que versa elucidar, esclarecer, interpretar, classificar, explicar, relacionar idéias e persuadir, é uma forma de levar os alunos à se tornarem indivíduos mais críticos (proposta básica do nosso trabalho). Uma sugestão curricular a qual apresenta, sobretudo, a formação e desenvolvimento de alunos pensantes e reflexivos por meio do contato com textos argumentativos. Palavras-chave: ensino, gênero publicitário, 9º ano, leitura crítica.
  26. 26. LETRAMENTO RADIOFÔNICO NO ENSINO MÉDIO PROFISSIONALIZANTE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Erick Lorran Vitor Guedes (UFPI/CTF/CNPq) Mariana Pereira Nunes (UFPI/CTF/CNPq) José Ribamar Lopes Batista Júnior (UFPI/LPT/CNPq) As práticas sociais contribuem para a fixação de papéis sociais e construção de habilidades, dentre elas, a de produzir textos orais e escritos. Os textos nascem e obedecem ao rito das práticas de onde emergem. Os participantes atuam como consumidores e produtores de textos, e apreendem valores e ideologias indispensáveis à compreensão da própria prática e à formação do conhecimento capaz de tornar a produção textual significativa e contextualizada. Nesse sentido, a rádio escolar online do Colégio Técnico de Floriano/UFPI, Radiotec, baseada no conceito de letramento de Barton (2007) e Street (1984), objetivou a promoção de práticas interativas que vão além da escola, capazes de gerar demandas de textos reais às quais os alunos e alunas do Ensino Médio Profissionalizante respondem com apoio e orientação. A metodologia da rádio envolve a definição e elaboração da pauta de cada programa, gravação, edição e divulgação dos programas nas redes sociais. Os resultados apontam para a autonomia linguística, com desenvolvimento de habilidades de linguagem, bem como para a construção de identidades discentes fortalecidas e engajadas socialmente. Por fim, o projeto indica a necessidade da ampliação do número de oficinas e espaços interativos nos cursos de língua portuguesa/redação para o Ensino Médio. PERSPECTIVALÉXICO-ENUNCIATIVA SOBRE O PORTUGUÊS BRASILEIRO FALADO EM TIMON-MA Viviane Garcêz de Oliveira (UEMA) Esta pesquisa tem como propósito analisar as alterações e variações linguísticas que o léxico pode sofrer diante das necessidades de comunicação dos falantes em condições reais de uso da língua, visto que tais alterações e variações linguísticas irão ser implementadas de acordo com o contexto e o local em que os mesmos estão inseridos, desta forma construindo a cultura de um determinado grupo de falantes. Assim sendo, o léxico irá constituir seu sentido nos enunciados dependendo não só de elementos explícitos, mas implícitos. Para tanto, propôs-se a análise do léxico, tendo como foco sua subjetividade construída pelo processo de derivação sufixal, visando explicar tal
  27. 27. processo por meio do funcionamento da língua em condições reais de uso. Partindo então, duma pesquisa bibliográfica e qualitativa, tendo como base teórica: Biderman (1978), Basílio (1991;1993;2006), Sandman (1989) Jakobson (1992), Benveniste (1976; 1989), Bakhtin (1981), Marcuschi (1986; 1987),Kerbrat-Orechioni (2206) entre outros, com o intuito de revelar a importância do léxico em construções de uso da língua, uma vez que é relevantepara o ensino de língua portuguesa. Palavras-chave: Léxico.Enunciação. Variações linguísticas. Subjetividade. ESTRATÉGIAS DE ENSINO COM O USO DAS CHARGES Elizandra Dias Brandão (UFPI) O Presente artigo pretende apresentar um estudo do gênero charge e o seu uso na educação como estratégia complementar de ensino, abrangendo desde a prática de leitura até a produção autoral em sala de aula. A charge é um gênero possui como característica a natureza do humor e efeitos de sentido opinativo. O seu uso atual como estratégia de ensino de conteúdos aproveitando todas as possibilidades educacionais que a charge produz. Desenvolvendo as ideias de Pozo (1998), Bakhtin (1992), consideramos que se introduzam os alunos ao estudo dos recursos de construção das charges, dos seus estilos,que se fale de seus autores, do seu contexto social e que se apresentem propostas pedagógicas para poder trabalhar como uma atividade interdisciplinar e de produção autoral. Dentro desta linha de pensamento, este artigo se apresenta com o objetivo de oferecer subsídios para o estudo das charges contextualizada como gênero textual e com o fito de desenvolver as competências de leitura, de oralidade e de escrita dos elementos verbais e não verbais. Pretende-se com este modo de estudar as charges despertar ao aluno o prazer de ler e de criar novas charges. Palavras-chave: Gênero. Charge. Estratégias.
  28. 28. SESSÃO – II Sala: 02 Profa. Me. Lilia Brito da Silva A GRAMÁTICA NO AUXÍLIO DA LEITURA E COMPREENSÃO DE TEXTOS LITERÁRIOS Analice Maria da Silva Cardoso (UESPI) Marcelina Pereira Leão (UESPI) Maria Suely de Oliveira Lopes (UESPI) Neste artigo propomos mostrar como a gramática pode auxiliar na leitura, compreensão e escrita de um texto. Para tanto, analisaremos a unidade texto, como objeto de estudo. A gramática não deve ser praticada de modo isolada na aprendizagem da língua, assim como, o texto não deve ser reduzido a um mero recurso para o estudo gramatical. Na perspectiva de produção e compreensão textual o escritor e o leitor para garantir amoldamento, coerência e coesão para a interpretação fazem uso dos aspectos gramaticais conhecidos. Veremos que, a gramática não faz parte de nossa atividade verbal dependendo de nosso querer, mas que ela está em cada coisa que falamos em qualquer situação da língua, a gramática é um pressuposto para que uma língua seja língua, ou seja, não há possibilidade de alguém escrever, ler, ou falar sem usar os recursos gramaticais. Logo, compreender algo que está escrito, depende muito do conhecimento gramatical que possuímos de uma língua. Portanto, este trabalho visa à ampliação da competência comunicativa do aluno para falar, ouvir, ler e escrever textos fluentes, adequados e socialmente relevantes, observando sempre os aspectos gramaticais previamente conhecidos. Está pesquisa teve como pressupostos teóricos Antunes (2003), Neves (2006), Uchôa (2008), dentre outros. Com base nos fatos aqui comentados, o estudo do texto, sua compreensão e sua organização, levará o professor aprocurar classes gramaticais conforme cada texto em crítica, sendo que, não é a categoria em si que vale, mas a função que ela exerce para a construção do sentido do texto, ou seja, mesmo quando se faz uma análise linguística de classes gramaticais o objeto de estudo é o texto. Em suma, a mediação do professor é o que vai especificar o funcionamento de todas as camadas na edificação dos sentidos do texto, torna-se oportuno afirma que, o aprendizado ordenado da língua e a compreensão de textos terá mais proveito se o professor partir daquilo que o aluno não sabe ainda e enfrentando com o que ele precisa aprender. Palavras Chaves: Gramática. Texto. Compreensão Textual. CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE E A CRÔNICA “ANTIGAMENTE”, UMA ANÁLISE SOCIOLINGUÍSTICA E DISCURSIVA: VARIAÇÃO E FUNCIONAMENTO.
  29. 29. Safira Ravenne da Cunha Rêgo Este artigo pretende analisar a variação social da língua a partir da crônica “Antigamente”, de Carlos Drummond de Andrade, e como ela reflete as características da mudança histórica advindas da sociedade e de seus acontecimentos, sob um enfoque da Sociolinguística, conforme Preti (2003), ao afirmar que “A língua funciona como um elemento de interação entre o indivíduo e a sociedade em que ele atua” e da Análise do Discurso, de acordo com Pêcheux (1997), em que há o “caráter material do sentido das palavras e dos enunciados”. Nesse pensar, é compreensível entender que a língua passa por modificações no decorrer do tempo e que, mutuamente, corresponde aos anseios de mudança de uma sociedade, sem deixar de ressaltar a importância da ideologia no processo de formação do sujeito e suas particularidades, bem como o caráter discursivo da língua no que se refere a uma dada formação social. Trata-se de uma pesquisa qualitativa baseada em análise bibliográfica da crônica e de aspectos norteadores ao entendimento da língua enquanto variável e em constante mutação. Orlandi (2012) já menciona que “o texto é a unidade de análise”. Tal trabalho, logo, resultou no entendimento de que a variação dos discursos e suas transformações ao longo do tempo merece importância, ao tornar mais ricos e sólidos os processos comunicativos entre sujeitos linguísticos. Palavras-chave: Sociolinguística. Discurso. Literatura. Variação. REGIONALISMOS NO DICIONÁRIO ELETRÔNICO HOUAISS: UM CONTRAPONTO COM O ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL (ALiB) Rodrigo Alves Silva (UFPI) O dicionário tem o papel de registrar o léxico de uma língua. Os chamados dicionários gerais buscam dar conta do máximo de palavras que compõem esta língua, incluindo arcaísmos, neologismos, terminologias, estrangeirismos e regionalismos. Estes aparecem com marcas de usos que podem indicar a suposta localização do regionalismo. O grande impasse é que, muitas vezes, esses regionalismos são tratados de forma arbitrária, com informações não verídicas, porque não se baseiam em informações resultadas de pesquisas científicas, como das áreas de Dialetologia e Geografia linguística (ISQUERDO, 2006, 2007; FAJARDO, 1996-1997). Diante disso, este trabalho pretende discutir o tratamento dado a alguns regionalismos no/do Nordeste presentes no dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa,contrastando com o Atlas linguístico da Brasil (ALiB), a fim de perceber convergências e divergências entre as informações presentes no dicionário e os dados trazidos no ALiB. Para tanto, selecionaram-se algumas palavras como galinha-d’angola,
  30. 30. tangerina e estilingue para análise.Como resultado, constatou-se que algumas informações presentes no dicionário não condizem com a realidade dialeto lógica da região Nordeste, sobretudo em suas capitais, pois são divergentes dos dados do ALiB. Em outros casos, as informações entre o dicionário e o ALiB foram convergentes. Pesquisas dessa natureza podem contribuir para uma reflexão sobre o tratamento de regionalismos em dicionários, mostrando que, com os dados do ALiB, o dicionário pode registrar, de forma mais acertada, os regionalismos do Brasil. Palavras-chaves: Regionalismos. Dicionários Houaiss. Atlas Linguístico do Brasil. GÊNEROS TEXTUAL CHICK LIT: ADAPTAÇÃO DA MULHER CONTEMPORÂNEA AO UNIVERSO PÓS-MODERNO Lara Ferreira da Silva O presente trabalho pretende analisar este gênero literário tão pós- moderno que circula nas diferentes esferas que refletem o conjunto possível de temas voltado para o universo feminino e de relações nas formas e estilos de dizer e de enunciar em nossa sociedade contemporânea. A denominação de gênero é apresentada pela primeira vez pelo autor russo Mikhail Bakhtin como “tipos relativamente estáveis de enunciados” (BAKHTIN, 1979, p. 279). Os gêneros de que os interlocutores sociais fazem uso nas interações verbais são tão diversos e heterogêneos quanto à diversidade de esferas de circulação social nas interações verbais e na diversidade da atividade humana. Embora o contexto deste tipo de gênero abordado seja indubitavelmente feminino, a temática é ancestral e universal – o amor, explorado por autores célebres ao longo dos séculos. Uma das autoras brasileiras que investe no gênero, Paula Pimenta, conhecida como a Meg Cabot (escritora de A Terra das Sombras) do Brasil, define bem esta literatura e sua importância; ela acredita que, diante da época em que vivemos, mergulhada em intensa violência, nada melhor do que, na hora de ler um livro, desfrutar de momentos prazerosos e leves, vivenciando novamente o encantamento do mundo, tão presente nos contos de fadas e nos mitos antigos. Palavras-chave: Chick-Lit. Gênero Literário. Universo Feminino. O DISCURSO IRREVERENTE DO CANDIDATO TITRIRICA SEGUNDO A PERSPECTIVA DA HETEROGENEIDADE MOSTRADA Maria Laisia Viana da Silva Paula Raíssa Sousa Borges Leonildes Pessoa Facundes
  31. 31. Este estudo objetiva analisar o discurso político e irreverente do Deputado Federal Tiririca, utilizado nas campanhas das eleições de 2010, com qual o candidato foi eleito. Fez-se uso deste discurso devido a grande repercussão, dado que o candidato está inserido no meio humorístico e, é por alguns, considerado analfabeto, levando a polêmica no espaço político, ganhando sustentabilidade na mídia. Com isso, foi realizada uma pesquisa de campo do histórico do candidato e fez-se uso de transcrições de seus vídeos eleitorais para poder efetivar a análise. Baseou-se numa pesquisa teórico-bibliográfica e de campo, visando analisar o discurso pelos quais o candidato foi eleito, fazendo uso da Análise do Discurso, em que se baseia na Heterogeneidade Mostrada. Para tanto, a pesquisa foi embasada teoricamente em estudiosos como MAINGUENEAU (1997), CITELLI (2004), FOUCAULT (2009), BRANDÃO (2004), que abordam questões referentes à Análise do Discurso de linha francesa. Constata-se que o mesmo realiza o discurso de forma irônica, caracterizado pelo sentido humorístico, tendo em vista que o candidato pertence à classe dos humoristas do Brasil. Palavras-chave: Heterogeneidade mostrada. Discurso. Discurso político. SEMÂNTICA ARGUMENTATIVA: OS PRESSUPOSTOS NO GÊNERO TEXTUAL PIADAS. Nara Luana do Nascimento Reis (UEMA) Jakeline Ribeiro Moura (UEMA) Tendo em vista que a semântica é o estudo do significado das línguas e que nela é possível estudar vários aspectos da significação, o artigo objetiva analisar os pressupostos, ou seja, as ideias não expressas de maneira explícitas, mas que pode ser percebida a partir de certas palavras e expressões, e para mostrar esse processo com mais detalhes será utilizado o gênero textual piada. Para constituição do corpus foram selecionadas 3 (três) piadas. Para tal pesquisa serão empregados conceitos e exemplos dos seguintes teóricos: Bentes (2004), Ducrot (1987), Gomes (2006), Mussalim (2004) e Possenti (2002), os resultados adquiridos foram o aprofundamento do estudo da semântica da língua portuguesa, o desenvolvimento e a competência de trabalhar os gêneros textuais e o desenvolvimento de várias teorias linguísticas na perspectiva da semântica argumentativa com ênfase nos pressupostos. Palavras-chave: Semântica; enunciação; pressuposto. O ENSINO DA LÍNGUA MATERNA E AS POSSIBILIDADES DE LETRAMENTO SOCIAL A PARTIR DE GÊNEROS TEXTUAIS DE
  32. 32. TIPOLOGIA INJUNTIVA: UM ESTUDO SOBRE INTER-AÇÃO PELA LINGUAGEM Francisco Renato Lima (UFPI) Neste estudo objetiva-se refletir sobre a utilização dos gêneros textuais de tipologia injuntiva no ensino da língua materna, como possibilidade de letramento social do aluno. Considera-se para esse empreendimento pedagógico, a adoção de propostas de ensino que proporcionem o desenvolvimento da competência leitora e discursiva em diversos contextos de interação social. Para a elucidação teórica desse estudo bibliográfico, de caráter qualitativo, parte-se, principalmente, do dialogismo bakhtiniano e, ainda, das leituras de Adam (1992), Bronckart (2008/2012), Dolz; Schneuwly (2004), Marcuschi (2010/2011) ao referir- se aos gêneros textuais de tipologia injuntiva; Soares (2003) e Street (1995/2014) ao tratar dos contextos e níveis de letramento social; bem como os Parâmetros Curriculares Nacionais da Língua Portuguesa (1998). Ensino e letramento fundem-se como práticas que ampliam as relações sociais formais ou informais do meio em que o sujeito participa, por meio da forma como ler e interpreta e transforma o mundo, assumindo a condição de partícipe autônomo e protagonista de sua história de vida. Nesse contínnum social, os gêneros textuais de tipologia injuntiva, funcionam como elementos que se integram a atividade humana, possibilitando aos alunos, o desenvolvimento de habilidades relacionadas com o “fazer agir” de “certo modo ou em uma determinada direção” (BRONCKART, 2012, p. 237), conforme a descrição, prescrição de ações ou instruções nos contextos de uso e interação social, como por exemplo: a receita culinária, o manual de instruções, a bula de remédio, o sermão, os textos doutrinários, entre outros. Diante desse contexto, cabe a escola, por meio dos gêneros textuais de tipologia injuntiva, criar, dentro da sala de aula, propostas de ensino dinâmicas, inovadoras, que levem a situações de interpretação e inter-ação pela e com a língua materna, formando o aluno com a capacidade de discernimento crítico, independência intelectual e racionalidade, características do sujeito escolarizado e letrado em nível crítico e social. Palavras chave: Ensino e aprendizagem. Língua materna. Gêneros textuais. Tipologia injuntiva. Letramento social. FUNCIONALISMO: OS PRINCIPAIS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E UM BREVE PERCUSSO HISTÓRICO DESSA CONCEPÇAÕ EM ESTUDOS LINGUÍSTICOS Lucas César Moura Lago (UFPI) Sergio de Sousa Ribeiro (UFPI) O presente trabalho tem como objetivo geral traçar um breve percurso histórico acerca do Funcionalismo linguístico. Como objetivos específicos visa-se destacar as principais características da visão de linguagem funcionalista, ao tempo em que são observadas as suas
  33. 33. diferenças em relação à visão oposta, isto é, a formalista; apontar os principais teóricos que contribuíram para a evolução dos estudos ditos funcionalistas no Brasil e no mundo; mostrar quais as vantagens e possíveis limitações deste modelo de análise para os estudos linguísticos. Para tanto, recorreu-se a estudiosos como Neves (1997), Robins (1979), Mussalin e Bentes (2009), entre outros. O Funcionalismo linguístico difere das abordagens formalistas (o Estruturalismo e o Gerativismo) por conceber a linguagem como um instrumento de interação social. Esse é, aliás, o ponto em que convergem todos os estudos e modelos que se dizem “funcionalistas”, termo largamente usado em muitos estudos, em diversas áreas do conhecimento, mas que nem sempre são homogêneos. A visão funcionalista da linguagem tem um interesse de investigação que extrapola a estrutura gramatical, pois busca no contexto discursivo a motivação para os fatos da língua, na tentativa de descrever e explicar as regularidades observadas no uso da língua em situações reais de interação. Palavras – chave: Linguagem; Historiografia linguística; Funcionalismo linguístico. ANÁLISE DE TEXTOS DE ALUNOS DO CURSO DE HISTÓRIA: UMA INVESTIGAÇÃO À LUZ DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Marcos Paulo de Sousa Araújo (UESPI) Esta pesquisa propõe um estudo na perspectiva da Linguística Textual (LT) acerca de textos produzidos por alunos do curso de Licenciatura Plena em História, da Universidade Estadual do Piauí- UESPI, campus Clóvis Moura- CCM. Trata-se, na verdade, de um trabalho que objetiva investigar a coesão, a coerência e os operadores argumentativos nas produções textuais de discentes do curso de História que participaram do curso de extensão em leitura e produção textual. Sabe-se que todos os profissionais precisam trabalhar com escritas de textos, uma vez que esta habilidade é básica e necessária nas diversas situações comunicativas. Justifica-se, assim, o interesse deste trabalho pela necessidade de se averiguar formas de escritas de futuros profissionais de História, tendo em vista que sua área de abrangência é grande e que eles também trabalharão com a linguagem (seja ela falada e/ou escrita). Para alcançar o nosso almejo, utiliza-se autores como Antunes (2005) que trata de coesão e coerência e de suas estratégias na construção do texto; Koch (2009) e Fávero e Koch (2002) que discutem as diversas formas de articulação dos elementos de tematização e de progressão textual, entre outros que trabalham a questão da escrita na perspectiva da Linguística Textual. Observou-se, a partir das análises, que os textos contêm ainda algumas lacunas a serem preenchidas, principalmente no que tange a topicalização e ao uso dos mecanismos de sustentação de ideias.
  34. 34. Palavras-chave: Linguística Textual. Produção textual. Tematização. Coesão. Coerência. SESSÃO – III Sala: 03 Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos PATRIARCALISMO E TRANSGRESSÃO EM O PAÍS SOB MINHA PELE, DE GIOCONDA BELLI. Joelma de Araújo Silva Resende (UFPI) Sabe-se que historicamente o espaço da mulher foi negado e o homem sempre ocupou o papel central na sociedade, relegando a mulher a um espaço doméstico; em O país sob minha pele, livro de memórias de Gioconda Belli, escritora que exerceu um importante papel na luta contra a ditadura na Nicarágua, percebe-se que o patriarcalismo é predominante na sociedade do país. Assim, pretende-se, nesse estudo, investigar as instituições patriarcais que constroem e reproduzem papéis de gênero fixos no contexto da Nicarágua. O trabalho foi desenvolvido através de pesquisa qualitativa bibliográfica, que traz a abordagem principalmente sobre o patriarcalismo e as instituições patriarcais que perpetuam a dominação do homem sobre a mulher. Para desenvolver a pesquisa são apresentados autores como Zinani (2006), Spivak (2012) e Touraine (2007), que abordam questões ligadas a gênero e patriarcalismo. O que se percebe é que a mulher tenta conquistar um espaço na vida social, apesar do patriarcalismo e da tentativa da sociedade de recolhê-la em um ambiente doméstico. Palavras-chave: Patriarcalismo. Gênero. Nicarágua. Gioconda Belli. MEMÓRIA INDIVIDUAL E COLETIVA NAS OBRAS DE LÍDIA JORGE E TEOLINDA GERSÃO Cristianne Silva Araújo Dias (UFPI) Profa. Dra Maria Elvira Brito Campos (UFPI) A fronteira entre “nós” e os “outros” consiste no território do não- pertencer, é estar numa solidão vivida fora do grupo, a memória é o aliado utilizado diversas vezes como um elo entre o individual e o
  35. 35. coletivo. De acordo com os estudos de Maurice Halbwachs (2003) a lembrança é um acontecimento distante, mas “permanecem coletivas e nos são lembradas por outros, ainda que se trate de eventos em que somente nós estivemos envolvidos e objetos que somente nós vimos. Isto acontece porque jamais estivemos sós” (HALBWACHS, 2003, p. 30). Para esse estudo utilizou-se pesquisa bibliográfica e qualitativa, aplicada à análise das obras A costa dos murmúrios (2004), de Lídia Jorge e A Árvore das palavras (2004), de Teolinda Gersão. Considerando que o tempo físico ou cronológico não nos esclarece o tempo das personagens Gita e Evita, pois este vem das memórias de um tempo longínquo, como se estivessem com medo de esquecer. Assim, “uma memória fluida é tudo o que fica de qualquer tempo, por mais intenso que tenha sido o sentimento, e só fica enquanto não se dispersa no ar” (JORGE, 2004, p. 42). Como pressupostos teóricos referentes à memória Maurice Halbwachs (2003), sobre o tempo na literatura utilizou-se Luís Alberto Brandão Santos; Silvana Pessôa de Oliveira (2001) e Benedito Nunes (1988). Pretende-se compreender como se revive as lembranças de si mesmo e o passado do seu povo através da memória individual e coletiva. Palavras-chave: Memória, Teolinda Gersão, Lídia Jorge. A INFLUÊNCIA DOS LUGARES DE MEMÓRIA NA OBRALEITE DERRAMADO DE CHICO BUARQUE Natali Rocha (PIBIC/CNPq - UESPI) Silvana Maria Pantoja dos Santos (UESPI/UEMA) Pode-se considerar os espaços de memória como toda lembrança que é acessada pelo sujeito através de um estímulo qualquer. Esse comando pode ser a sensação de algo outrora vivido, ou uma lembrança despertada pela percepção dos órgãos sensoriais do corpo humano. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo discutir como são representados os espaços de memória que são rememorados pelo narrador Eulálio Assumpção, centenário e moribundo que encontra-se à beira da morte um hospital público da cidade do Rio de Janeiro, este destila suas memórias à transeuntes do hospital, onde os espaços urbanos da cidade do Rio de Janeiro são testemunhas da sua derrocada pessoal e familiar. Este estudo justifica-se pela necessidade de analisar como Chico Buarque utiliza do espaço urbano como fio condutor de uma narrativa de memória que transcende a temporalidade, visto que o leitor, têm de guiar-se pelos labirintos da memória do narrador-personagem da obra leite derramado. Para tal estudo foi-se utilizado de pesquisas bibliográficas de cunho qualitativo, que efetivaram-se a partir de leituras de abordagens analíticas e teóricas de autores como HALBWACHS (2006); BERGSON (199), BACHELARD(1993), LINS (1976), entre outros. Os espaços de memória apresentam vivências pessoais e
  36. 36. coletivas, que possibilitam aos sujeitos uma relação de afeto que perduram no tempo, sendo ressignificados pelo viés da memória. Palavras-chave: Espaço. Memória. Leite derramado. MEMÓRIA E INFÂNCIA DA PERSONAGEM BIELA EM UMAVIDA EM SEGREDO DE AUTRAN DOURADO Joselene Vaz da Silva (UFPI) Sebastião Alves Teixeira Lopes (UFPI) A presente pesquisa visa mostrar como as lembranças da infância constituem recordações significativas para a personagem Biela da novela Uma vida em segredo (1964) de Autran Dourado. As recordações de infância reportam-se para a importância do grupo familiar como primeiro contato da criança, os primeiros cenários ligados à natureza, os sentidos servindo como suporte para a recordação, a presença do cachorro, fazendo ressurgir sentimentos adormecidos na personagem. Para realizar este estudo conta-se com leituras teóricas e críticas de Sigmund Freud (1939), no que diz respeito à formação das lembranças na infância. Maurice Halbwacs (2013) no estudo da memória individual e coletiva. Walter Benjamin (1993) com a noção de memória involuntária. Palavras-chaves: Memória, infância, família, Uma vida em segredo. O MARTELO DA FEITICEIRA: A BRUXA COMO SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA EM ANNE SEXTON Caroline Estevam de Carvalho Pessoa (UESPI) Isabela Christina do Nascimento Sousa (UFPI) Sebastião Alves Teixeira Lopes (UFPI) Durante a idade média as mulheres associadas à bruxaria foram perseguidas e atiradas às fogueiras. Hoje pode-se afirmar que há uma dualidade semântica, o que torna a bruxa não só um símbolo do fracasso em alcançar a “mulheridade”, mas também, um símbolo de poder, usado para representar mulheres que desafiam e transgridem a ordem estabelecida de feminidade. A bruxa é uma constante nas obras poéticas de Anne Sexton, onde o “eu lírico” assume o protótipo do mito da feiticeira como constituinte de sua identidade feminina, responsável por desestabilizar as estruturas ditas coerentes em relação ao comportamento normatizado da mulher. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é analisar a função da bruxa no processo de construção do “eu” na poesia de Anne Sexton (1999) utilizando-se, para isso, os poemas “Herkind”, “Ghosts” e “The witch’slife”. Sendo assim, a metodologia
  37. 37. escolhida é a pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico, tendo como arcabouço teórico Ferguson (1991), Zordan (2005), Funck (2011) e Hall (2014). De forma parcial,os resultados obtidos demonstraram que o mito da bruxa desconstrói um parâmetro social, utilizando-se da forte característica de liberdade da figura fantástica, no intuito de construir outro vir a ser feminino. Por fim, a bruxa como representação, fornece ao eu lírico significados durante o processo de identificação, sustentando o caráter transgressor e de sua identidade, tendo o papel de dissolver com padrões e reelaborar um outro perfil de mulher que se aproxime do grotesco, do fantástico, da extrema liberdade, dentre outras características empregadas no perfil da feiticeira fazendo deles signos de resistência. Palavras-chave: Anne Sexton. Bruxa. Identidade. Gênero. A MEMÓRIA DA CIDADE EM UM BEIRAL PARA OS BENTEVIS DE JOSUÉ MONTELLO. Thalita de Sousa Lucena (UEMA) Silvana Maria Pantoja dos Santos (UEMA/UESPI) Objetiva-se com este trabalho analisar a memória da cidade na obra Um Beiral para os bentevis (1989) de Josué Montello. A escrita literária é construída a partir da interação do escritor com a realidade social, atrelada a fatos históricos, culturais, políticos que se interpenetram. Para tanto será dada relevante atenção ao modo como a cidade dinamiza diferentes manifestações a partir de vivências particulares e coletivas. O trabalho terá como fundamento teórico a visão de Benjamim (2004), Canclini (1998), Bergson (1999), Halbwachs (1990), dentre outros não menos importante. A partir da concepção imagética da cidade, pressupõe-se que a construção citadina abrange mais do que um espaço geográfico habitado e seu patrimônio visível. O cotidiano urbano favorece os ecos do passado que se manifestam na cultura, nos costumes, mitos e ritos. Os significados que emanam da cidade são diversos, visto que ao passar pelo olhar subjetivo, faz com que a cidade ganhe significação diferente. A cidade passa a ser testemunho, através do qual, gerações passadas informam às seguintes, que eram, como viviam, que sociedade construíram. Palavras-chave: Literatura. Memória. Espaços. Cidade. Josué Montello. BELÉM NOVA: MEMÓRIAE MODERNIDADE EM BELÉM (1922-1930) Elizabeth Silveira Soares (IFPA) Sheron Adriane Rodrigues Ayres (IFPA)
  38. 38. Este trabalho tem por objetivo enfatizar os aspectos marcantes da revista Belém Nova, a qual contribuiu na formação de um imaginário modernista no Pará e na região Amazônica, por meio dos textos literários que nela foram publicados. Para tanto, consideramos as obras de alguns colaboradores e escritores letrados da sociedade paraense do período, como: Bruno de Menezes (1893-1963), Jacques Flores (1898- 1962) e Eneida de Moraes (1904-1971).Além do mais, será analisado o cenário político e econômico, afim de que se tenha uma inter-relação periódica para a contextualização da obra analisada. Por fim, o debate acerca da relação entre os elementos que constituíram a divulgação das informações neste semanário e o seu impacto, na medida em que os colaboradores destacavam-se como sujeitos históricos e que passaram a defender o seu posicionamento político, seja nos debates estabelecidos no meio social, seja na produção de textos e imagens que passaram a compor os periódicos e semanários na cidade de Belém. Palavras- chave: Amazônia; Literatura; Política e Memória. Eixo- temático: Literatura e Memória. A ESTRATÉGIA DE CARAMUJO AFRO-DESCENDENTE DE MACHADO DE ASSISNO CONTO PAI CONTRA MÃE Nilson Macêdo Mendes Junior (PG-UFPI/IFPI) Sebastião Alves Teixeira Lopes (UFPI) Neste artigo, analisamos o conto Pai contra Mãe, do escritor afrobrasileiro Joaquim Maria Machado de Assis. A narrativa trata de questões relacionadas ao preconceito racial, à exclusão social, à clausura psíquica do negro brasileiro na figura de Arminda, mulher escravizada e grávida que foge da casa do seu senhor; assim como aborda a pobreza do homem livre à época na figura de Cândido Neves, que depois de tentar vários ofícios, acaba se tornando capitão do mato, pois a profissão lhe oferece a liberdade de fazer seus horários e seus ganhos. Nosso objetivo é discutir as estratégias de caramujo de Machado de Assis no conto. Dividiremos a discussão em dois pontos: as mazelas sociais do escravizado africano e afrodescendente e dos problemas sociais do homem livre. Trata-se de uma pesquisa de cunho bibliográfica no campo da crítica literária. A pesquisa baseia-se em Luisa Moreira e as meias verdades recorrentes nas obras do autor, em Sinceridade e descaso: meias verdades e duplo enredo em Memorial de Aires (2009). No livro Raça &cor na literatura brasileira (1983),de David Brookshaw para descrever a trajetória árdua do mulato Machado de Assis para ascender na sociedade branca.Ele camufla suas teorias e denúncias sociais contidas em suas obras, daí a expressão estratégia de caramujo contida no título do trabalho. Concluímos que o autor ressalta no conto a dureza das duas posições sociais: o pobre livre e o escravo. O primeiro buscando profissões e meio de ganho para seu sustento e o segundo, a liberdade para escapar das penúrias de sua condição.
  39. 39. Palavras-chave:Machado de Assis.Pai contra mãe. Estratégia de caramujo.Literatura Afro-Brasileira. A EROTIZAÇÃO VAMPIRESCA EM CARMILLA (1871-1872) DE JOSEPH SHERIDAN LE FANU E SENHORITA CHRISTINA (1936) DE MIRCEA ELIADE. Ravena Amorim Chaves (UESPI) Objetivo deste trabalho é analisar o erotismo vampiresco no conto de Le Fanu intitulado Carmilla (1871-1872) e no livro Senhorita Christina (1936) de Mircea Eliade, visando uma abordagem nos estudos sobre o Erotismo de Bataille (1987), Alberoni (1986), Villaça (2006) e Moraes (2002). Bem como uma analise da obra de Senhorita Christina feita por Alexandrescu (2009) e Masmano (2011) e voltando-se para a literatura gótica e vampiresca os trabalhos de Argel e Moura Neto (2008), Oliveira (2013) e Vieira (2013).Carmilla apresenta a primeira vampira feminina da literatura, inspirou diretamente Drácula (1897), pois foi escrita 25 anos antes de Bram Stoker dar vida ao seu celebre personagem, marcando assim a literatura gótica. Carmilla é uma vampira que se apaixona por Laura e esta se torna vitima de sua vampirização, o conto é permeado pelo teor lésbico amoroso. Já no inicio do século XX, a vampira Christina tem como motivação principal o desejo de romper a barreira irreal para retornar ao mundo dos vivos e se entregar ao sentimento carnal e amoroso sem vampirizar seu amado. O presente trabalho parte da investigação da representação do erotismo nas obras literárias, configurando-se através essencialmente das personagens vampirescas, permeando assim todos os elementos de ambas as narrativas. Busca-se demonstrar como o erotismo é explorado, através das aparições da Senhorita Christina e de Carmilla. Analisa-se, portanto as obras sob a perspectiva das teorias sobre o erotismo e metodologicamente a partir de levantamento bibliográfico. Para tanto, consideram-se os conceitos relativos à literatura gótica, vampiresca e erótica. Palavras-Chave: Vampira. Erotismo. Gótico A ELABORAÇÃO ESCRITA DE ANTÓNIO LOBO ANTUNES: UM ESTUDO SOBRE GÊNEROS LITERÁRIOS. Luciana Talita Mágulas Pereira (UFPI) Sabendo que na contemporaneidade ocorre uma ressignificação dos modelos pré-estabelecidos dos gêneros literários, como, por exemplo, o surgimento dos gêneros híbridos e dos novos gêneros, a presente pesquisa tem como objetivo analisar o experimentalismo e as marcas de contemporaneidade na obra Explicação dos Pássaros (1981), do autor português António Lobo Antunes. Portanto, realizamos um estudo crítico
  40. 40. acerca dos gêneros, da estrutura do romance, e dos recursos estilísticos. Destarte, para o desenvolvimento deste trabalho realizou-se uma pesquisa de cunho bibliográfico. Logo, utilizou-se a obra em estudo, teóricos que estudam questões relacionadas com a pesquisa, e também recorremos a estudos reconhecidos, assim como a artigos e teses que abordam o hibridismo e os novos gêneros que se constituem na contemporaneidade. O quadro teórico que subsidiou a pesquisa tem dentre outras referências, Massaud Moisés (1972), Luis Costa Lima (2006), Todorov (1981), Afrânio Coutinho (2008), Bakhtin (2000), Vítor Manuel de Aguiar (2007). Partindo do pressuposto de que os gêneros são fenômenos dinâmicos e agregadores de tendências, e que estão intimamente vinculados à necessidade de expressão humana, esta pesquisa contribuirá para o entendimento do novo gênero que se constitui na atualidade. Após as considerações, concluímos que, apesar de permear a teoria da literatura há muito tempo, o assunto em questão, os gêneros, não pode ser considerado concluído. Por ainda haver muitas especulações sobre a questão, faz-se pertinente desenvolver um estudo sobre eles, analisando uma obra contemporânea. Palavras-chave: Explicação dos Pássaros; Gêneros literários; Hibridismo. SESSÃO – IV Sala: 04 Profa Me. Edite Sampaio Sotero Leal HOMOAFETIVIDADES NA CONTÍSTICA DE MIRIAM ALVES: REFLEXÕES SOBRE A MEMÓRIA E IDENTIDADE Rubenil da Silva Oliveira (UESPI) Elio Ferreira de Souza (UESPI) Este artigo se ocupa da reflexão sobre a memória e identidade das homoafetividades nos contos – “Minha flor, minha paixão” e “Os olhos verdes de Esmeralda” – os quais integram a coletânea de contos Mulher Mat(r)iz: prosas de Miriam Alves (2011), de Miriam Alves. Para isso, tomam-se como teorias fundamentais os estudos sobre identidade homoafetiva de Jurandir Freire Costa (2002), João Silvério Trevisan (2002), Denilson Lopes (2002), Carlos Figari (2007), Luiz Mott (2003) e outros. No que diz respeito à escrita afro-brasileira, estereótipos e sexualidade do negro, Eduardo de Assis Duarte (2008, 2011), David Brookshaw (1983), Frantz Fanon (2008) e outros autores. Nos contos selecionados, a autora demonstra facetas distintas da identidade
  41. 41. homoafetiva, no primeiro, demonstra-se a angústia da mulher ao flagrar sua paixão com outro homem em plena relação sexual dentro do carro dela. Já no segundo, a homoafetividade é apresentada a partir da relação entre Esmeralda e Marina, as quais são estupradas por policiais como forma de imputar a elas um castigo por não seguirem os padrões da identidade heterossexual. Portanto, há na escrita de Miriam um olhar amplo sobre a condição feminina diante da homoafetividade do seu par e do outro, exprimindo assim um olhar múltiplo e diferente da escrita de outras autoras negras. Palavras-chave: Memória. Identidades homoafetivas. Negro. Escrita feminina. Miriam Alves. ENTRE (DES) SEMELHANTES NA CIDADE CONTEMPORÂNEA: UMA LEITURA DA OBRA A VIDA NÃO É REAL DE ASSIS BRASIL Meg Marques da Silva Rocha (UESPI) Silvana Maria Pantoja dos Santos (UESPI) O objetivo deste trabalho é analisar o comportamento e as relações interpessoais moldados pela cena urbana contemporânea, a partir da obra A vida não é real (2009), do escritor piauiense Assis Brasil. A obra é composta por 31 contos, dos quais foram selecionados: O assassino, A vingança e O apocalipse segundo Jerusalém. A escolha dos contos justifica-se por apresentarem personagens que têm suas rotinas alteradas e princípios modificados, a partir de vivências no ambiente citadino. A pesquisa traz como fundamentação teórica a visão de Bauman (2001), Gomes (2008) e Kuster e Pechman (2014), dentre outros não menos importantes. O espaço urbano vem moldando o comportamento dos indivíduos, fazendo com que as relações humanas se construam de maneira fragilizada. As relações de proximidade existentes anteriormente deram espaço ao individualismo exacerbado, fazendo com que tudo seja visto de maneira automatizada. Ante o exposto, constata-se que o comportamento do homem na cidade contemporânea é marcado pela quebra de paradigmas. A cidade outrora considerada locus de encontros, de aconchego e proteção, transforma- se em lugar do abandono, do medo, da perda do afeto. Palavras-chave: Cidade. Comportamento. Assis Brasil. MEMÓRIA E AFRODESCENDÊNCIA: UM OLHAR SOBRE PONCIÁ VICÊNCIO, DE CONCEIÇÃO EVARISTO Ana Carusa Pires Araujo (UESPI) Risoleta Viana de Freitas (UESPI) O romance Ponciá Vicêncio (2003), de Conceição Evaristo, transita em três tempos: no presente imediato, no passado de uma memória próxima da protagonista e no passado da memória remota dos seus
  42. 42. antepassados escravizados. Dessa forma, pretendemos destacar e analisar a voz da personagem Ponciá, do romance Ponciá Vicêncio, dentro da perspectiva da memória. Ponciá Vicêncio, protagonista da obra que carrega o mesmo nome, nos relata, através do viés de suas memórias, de suas lembranças e do entrecruzamento entre passado e presente, sua trajetória, dramas, caminhos, sonhos e desencantos, em que tentava se autorreconhecer e definir sua identidade. As recordações de Ponciá aparecem carregadas de sentimentos bons e felizes, algumas vezes surgem, também, lembranças tristes e melancólicas, como a morte de seu pai, a calamitosa história de seu avô, o sofrimento que seu marido lhe causou e os sete abortos que teve, perdendo seus filhos. Partindo desse pressuposto, nos propomos enfatizar os aspectos da memória, a luz dos teóricos: Henri Bergson (1999), Maurice Halbwachs (2006) e Paul Ricoeur (2007). Contudo, é perceptível observarmos a ordem atemporal dos acontecimentos, característica da memória, e através da protagonista Ponciá, que conduz toda a narrativa através de suas lembranças. Palavras-chave: Memória. Ponciá Vicêncio. Afrodescendência. LITERATURA AFRICANA: UM RECURSO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO NO ESTUDO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS Franciane Ribeiro Barbosa (FSA) Ana Paula de Sousa da Cruz (FSA) Jovina da Silva (FSA) Karen Veloso Ribeiro (UFPI) O presente estudo tem como objetivo refletir acerca da inclusão da Literatura Africana, como um recurso de ensino e aprendizagem, necessário à formação de atitudes anti-racista, tendo em vista a superação de uma cultura que não respeita a etnia racial, rumo a construção de uma sociedade mais justa e cidadã. O percurso metodológico desse estudo caracteriza-se como pesquisa bibliográfica, embasada nos estudos de Abramovich (1995), Mariosa; Reis (2011), Cavalcante (2003) e da Lei 12.228/2010. A transformação da sociedade atual advém do acesso rápido à informação e uso da tecnologia em todos os espaços. Na escola estes recursos quando não utilizados adequadamente, descaracterizam valores sócio-históricos de um povo, de uma raça, a cultura racista deve ser superada e a escola tem um papel importante nesse processo. A literatura passa por um momento de transformações no que se refere a afrodescendência, desde que foi promulgada a Lei 10/639/2003, que assegura a obrigatoriedade do ensino de História da África e da Cultura Afro-brasileira nas escolas, discute-se o currículo escolar para atender os dispositivos dessa lei. O que se propõe é o uso da literatura como recurso didático capaz de despertar o imaginário do aluno para a construção do ser e do saber,
  43. 43. rompendo as barreiras do preconceito racial. Portanto, o uso de textos literários na pratica pedagógica, contribuem na formação de sujeito que respeite a si e ao outro, possibilitando uma visão reflexiva sobre os conceitos já impostos pela sociedade sobre a cultura africana e afro- brasileira. A escola deve ser um espaço de valorização da africanidade, utilizando-se da literatura como mecanismo mediador desse processo dialógico, possibilitando ao leitor o rompimento com paradigmas preconceituosos relacionados à cultura étnico- racial e o reconhecimento das diversidades culturais, visto que, em todos os espaços da sociedade, estão presentes o negro, sua cultura e sua historia. Palavras- Chave: Literatura Africana. Ensino e Aprendizagem. Relações Étnico-raciais. REMINISCÊNCIAS DO INFANTO - NARRADOR EM INFÂNCIA DE GRACILIANO RAMOS: UMA PERSPECTIVA INDIVIDUAL E COLETIVA Luciana Maria Barros de Oliveira (UESPI) A memória é a forma como entendemos e decodificamos o mundo, no entanto, é no processo de armazenamento das lembranças que a memória passa a ter função duradoura. Dessa forma, objetivamos com este trabalhoanalisar os processos formadores da memória do narrador da obra Infância de Graciliano Ramos. Para tanto, focalizaremos a contribuição da memória individual e coletiva na formação do “eu” – narrador, em relação ao seu comportamento frente a outros personagens da obra. O nosso estudo está fundamentado no posicionamento crítico de teóricos como: BERGSON (1990), BOSI (1987), HALWBCHS (1990), GARBUGLIO (1987) dentre outros. Por fim, constatamos que as reminiscências do infanto narrador da obra Infância de Graciliano Ramos é recheada de reminiscências, tanto individuais quanto coletivas. Essas quando resgatadas pelos indivíduos, trazem a tona vestígios de luzes, parecido com “flashes” de câmera fotográfica, que ora aparecem, ora desaparecem desencadeando assim, as lembranças e os esquecimentos, respectivamente, dos fatos, sonhos, imagens e objetos. Além disso, enfatizaremos a memória coletiva sobre a ótica de alicerce para a memória individual, pois ajuda a dar firmeza nos fatos estabelecidos pelos indivíduos. Palavras-chave: Literatura. Memória. Comportamento Social A REPRESENTAÇÃO DA DUALIDADE FEMININA NA PERSONAGEM PROTAGONISTA DA OBRA ROMÂNTICA “LUCÍOLA”, DE JOSÉ DE ALENCAR.
  44. 44. Andressa Silva Sousa- Bolsista (UEMA) Nem sempre a mulher teve lugar na sociedade. Durante muito tempo, ela esteve à margem dela. Alvo de inúmeras discriminações, a mulher era, no século XIX, vista como um ser de importância inferior. A obra Lucíolafoi publicada no ano 1862e revela a sociedade brasileira dominada pelo pensamento masculino, fundamentada no patriarcalismo. Contudo, contrariando a tradição dos autores de sua época, José de Alencar concedeu à figura feminina um lugar especial em suas obras.Neste trabalho, analisamos o perfil da principal personagem do romance Lucíola que traz em si “duas mulheres”: a pura e a cortesã. O nome da obra traduz essa dualidade:“Lucíola é um lampiro noturno que brilha de uma luz tão viva no seio da treva e à beira dos charcos. Não é a imagem verdadeira da mulher que no abismo da perdição conserva a pureza d’alma?” (ALENCAR, 1997).Tomamos com referencial teórico para a análise proposta os estudos teóricos de Antônio Soares Amora (1997), Alfredo Bosi (1994), Massaud de Moisés (1985) e Sérgio Gonzaga (2012) que, como pesquisadores da Literatura Brasileira, dedicaram preciosas páginas aos estudos das obras românticas alencarinas. Palavras-Chaves: Romantismo Brasileiro. Sociedade do século XIX. Representação. Perfil Feminino. SESSÃO – V Sala: 05 Profa. Me. Ana Cláudia dos Santos Silva LITERATURA, MODERNIDADE E MEMÓRIA: UM OLHAR SOBRE A POÉTICA DE ÁLVARO DE CAMPOS Francisca Aylqui Cruz de Paiva (UEMA) Silvana Maria Pantoja dos Santos (UEMA) O presente trabalho tem como objetivo analisar a relação entre cidade e memória, a partir dos impactos da modernidade, em poemas de Álvaro de Campos (2012). A memória registra sensações, deixando rastros que marcam o indivíduo, a partir de suas ações, seu estado de espírito, suas experiências de vida, muitas vezes suscitadas a partir do espaço em que se insere. Tais sensações são instigadas por meio de uma visão múltipla, voltada para a realidade e influenciada pela percepção. Com o delinear da modernidade, a cidade passara por um processo de transformação, provocando rupturas, fragmentação do sujeito, bem
  45. 45. como o apagamento das referências do ser em espaços individuais e coletivos. O homem moderno desenvolveu um comportamento acelerado, motivado pelo transitório e pelo efêmero, assim, o olhar que outrora reconhecia os espaços de enraizamento, com a modernidade tivera que se adaptar às novas formas urbanas, estranhas e, ao mesmo tempo, sedutores. É nesse contexto que a cidade se torna foco de atenção em obras literária. Para tanto, Bergson (1999), Elias José (2012), Santos (2015), dentre outros servirão de aporte teórico para este estudo. Desse modo, constatamos uma vertente da poética de Álvaro de Campos, cujo espírito encontra-se absorvido pela grande civilização moderna, sagrando a busca de si, solitário e fragilizado pela tentativa inútil de se reconciliar consigo mesmo e com o outro. Palavras chaves: Literatura; memória; cidade; modernidade; Álvaro de Campos. HIBRIDISMO LINGUÍSTICO EM GIRLS AT WAR AND OTHER STORIES DE CHINUA ACHEBE Cláudio José Braga Rocha (IFMA) Sebastião Alves Teixeira Lopes (UFPI) Este trabalho discorre sobre o processo de hibridismo vivenciado pela sociedade Igbo, apresentado no livro Girls at war and other stories de Chinua Achebe. Segundo Booker, (2003, p. 233) os contos publicados nesta coletânea podem ser divididos em três grupos gerais, cada um com características específicas, correspondentes a diferentes períodos de escrita de Achebe. O primeiro período traz contos que dramatizam o conflito entre os valores tradicionais da cultura igbo e os valores modernos trazidos pela colonização. No segundo, as histórias revelam a natureza dos costumes ou das crenças religiosas e no terceiro grupo, lidam com os aspectos da guerra civil que assolou a Nigéria de 1967 a 1970. Neste trabalho, utilizamos pressupostos teóricos sobre pós- colonialismo e estudos culturais, para investigaro hibridismo linguístico presente nos contos de Achebe.Percebe-se que o idioma anglo-saxão é metamorfoseado com palavras da língua igbo, nota-se que o domínio da língua europeia é “combatida” através do uso palavras de origemigbo, frases, provérbios e expressões idiomáticas da cultura local. Desenvolvemos o conceito de mímica de Bhabha (1994, p. 36), onde podemos visualizar a estratégia do colonizado, que em vez de rejeitar a linguagem do colonizador, se apropria dela. Esta apropriação criativa (intersecção de linguagens coloniais com temas locais), usada porAchebe tenta reconstruir a imagem da África em uma linguagem que respeite a tradição nacional dos igbos, mas que também reconheça as demandas de um público internacional. Palavras-chave: Hibridismo; Poscolonialismo; Chinua Achebe.
  46. 46. PROJETO SOLER Hádrya Jacqueline da Silva Santos (CESC/UEMA) Solange Santana Guimarães Morais (CESC/UEMA) O projeto de extensão intitulado SOLER, “Sociedade de Leitores”, em como área de atuação a UIM Joaquim Francisco de Sousa. O projeto justifica-se pela necessidade de implantação de prática de leitura dentro e fora da sala de aula, fundamental para a formação tanto do aluno, participante do projeto, como também da sociedade circundante na qual esse aluno está inserido. Para viabilização do projeto, destacamos os seguintes objetivos: Formar uma Sociedade de Leitores na UIM Joaquim Francisco de Sousa; aumentar o acervo de livros da escola através de doações feitas pelos associados; possibilitar o acesso ao livro aos familiares e à comunidade que está nas adjacências da escola; sensibilizar a comunidade escolar para a criação de uma biblioteca na escola. Para que haja sucesso nos objetivos propostos, faz-se necessário: a organização dos grupos que se pretende trabalhar nas oficinas; organização das oficinas por temáticas; leituras das referências selecionadas no projeto, dentre elas: Isabel Solé (2003), Ezequiel T. da Silva(2003), Ângela Kleiman (1993). Dessa forma, o projeto SOLER trará resultados importantes para o Curso de Letras do CESC/UEMA, como por exemplo: incentivo a outros profissionais da IES para a produção de projetos de extensão e oportunidade para os discentes vivenciarem as teorias estudadas a partir desses projetos. Palavras-chave: Sociedade de leitores. Leitura. Escola. E-BOOKS E A NOVA LITERATURA Priscila Viviane Carvalho Este artigo trata da especificidade do livro digital. A abordagem destaca a relevância do processo de categorização do livro para a qualificação das interfaces, para a elaboração dos metadados e para fase de disponibilização e aquisição nas livrarias. Assim, a partir de fundamentação, adotou-se um método analítico e descritivo que visou identificar e sistematizar as principais categorias adotadas no setor editorial. Tal análise considerou instituições tradicionais e livrarias digitais. Posteriormente, foram apresentados três exemplos de livros científicos em formato ePub, relacionando-se o uso dos recursos hipermidiáticos e os elementos adotados para categorização. Os resultados mostram que atualmente não há unidade na forma de
  47. 47. categorização do livro digital, fato que interfere na adequação dos recursos gráficos e interativos deste, na aquisição por parte do usuário e na credibilidade do produto final. Palavras-chave: livro digital, categorização, literatura, e-Pub. O PAPEL DA MULHER NA OBRA ENGRAÇADINHA SEUS AMORES E SEUS PECADOS DOS 12 AOS 18 ANOS. Jesica Carvalho Sales (UEMA) Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos (UEMA) O presente trabalho tem por objetivo analisar o comportamento da protagonista da obra Engraçadinha seus amores e seus pecados dos 12 aos 18 anos. A obra é parte integrante do folhetim Asfalto Selvagem, do jornalista, dramaturgo e também romancista Nelson Rodrigues, publicada em folhetim no jornal Última Hora, de agosto de 1959 a fevereiro de 1960. A obra é perpassada por diversos acontecimentos que revelam o comportamento transgressor da personagem central. Em vista disso, é válido questionar se o livro em foco pode ser lido como uma critica aos modelos sociais e comportamentais difundidos nos anos 40, época em que o enredo se passa. Para tanto, é utilizado como fundamentação teórica o pensamento de Mendes (2004), Zinani (2006), Rocha-Coutinho (1994), Perrot (2007), dentre outros não menos importantes. Verificamos que a personagem central da obra Engraçadinha seus amores e seus pecados dos 12 aos 18 anos, possui várias atitudes femininas consideradas transgressões, que burla as normas estabelecidas pelos padrões sociais moldados pela sociedade burguesa. Palavras-chave: Nelson Rodrigues. Engraçadinha. Transgressão. Mulher. A LOUCURA DE NAZINHA NO ROMANCE PACAMÃO, DE ASSIS BRASIL Abílio Neiva Monteiro (UESPI) Prof. Dra. Maria Aurinívea Sousa de Assis (UESPI) O romance Pacamão, publicado em 1969 pelo autor Assis Brasil, tem como cenário a cidade de Parnaíba, no qual o autor tece críticas a sociedade que julga, condena, demarca as posições que cada indivíduo deve ocupar e se preocupa com uma vida de aparências. É nesse ambiente que se desenvolve a história de Nazinha, uma menina de família rica que se apaixona por um rapaz pobre, que perde a sanidade
  48. 48. mental ao ter sua história de amor interrompida pela “suposta morte” do amado. O presente trabalho busca analisar a caracterização da loucura na personagem Nazinha, visando identificar os fatores que contribuíram para o desencadeamento da loucura. A pesquisa é de caráter bibliográfico, desenvolvida a partir de estudos sobre o tema loucura, utilizando-se da visão de um dos principais teóricos da área Michel Foucault. A loucura na personagem Nazinha foi provocada pela opressão dos pais, que não aceitavam atitudes e comportamentos contrários aos que eles pregavam, deixando seus filhos reféns das normas sociais. No princípio, a loucura de Nazinha era associada pela família a uma questão comportamental, pois, para eles, não era normal uma menina de nível social elevado se envolver com um rapaz de classe baixa. Entretanto, com o choque de ver seu amado morto e sua história amorosa interrompida, a moça entrega-se ao isolamento, ao desespero, afastando-se da realidade e consequentemente de tudo aquilo que lhe causava dor, como uma fuga, uma não aceitação da realidade. Com isso, a loucura se estabeleceu em Nazinha como uma saída para seus dissabores, lhe fragilizando, modificando, definhando até libertar-se da prisão que se tornou sua casa e sua mente. Palavras-chave: Assis Brasil; Foucault; Loucura; Poder.
  49. 49. A INFLUÊNCIA DA "SITUACIONALIDADE" NA TRADUÇÃO DE JOSÉ LIRA PARA "O CORVO", DE EDGAR ALLAN POE. Franciane Costa de Sousa (UFPI) Abordaremos neste trabalho a Situacionalidade, enquanto Princípio de Textualidade preconizado por Beaugrande e Dressler (1981) e debatido por Marcuschi (2008). Considerando-se que a Situacionalidade se defina como a relação entre um texto e a situação em que ocorre, procuramos observar de que maneira os aspectos sociais e culturais influenciaram a tradução de José Lira para "O Corvo", de Edgar Allan Poe, uma vez que este tenha sido traduzido sob a forma de literatura de cordel, um gênero característico da região Nordeste do Brasil. A partir de uma análise contrastive, foram evidenciadas semelhanças e diferenças entre original e tradução. Os principais resultados demonstraram a existência de adaptações a nível de linguagem, no intuito de aproximação do falar nordestino, bem como em outros aspectos, como por exemplo a alusão ao clima quente da região nordestina. Palavras-chave: O Corvo; Edgar Allan Poe; Tradução; Situacionalidade; Literatura de Cordel.
  50. 50. CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS ENTRE A ADAPTAÇÃO FÍLMICA E O LIVRO “O CORTIÇO” – DE ALUÍSIO AZEVEDO Jane Virginia da Rocha Cunha (UESPI) O presente trabalho tem como finalidade discutir a adaptação fílmica da obra “O cortiço” – de Aluísio Azevedo, relacionando-a com o livro, clássico da literatura brasileira, publicado em 1890. O filme foi dirigido por Francisco Ramalho Jr. em 1978. A adaptação literária para o audiovisual tem sido muito valorizada na sociedade contemporânea, apesar de ser um campo de estudo novo, vem apresentando diversos trabalhos que contemplam a Literatura e cinema. Dessa forma, pode apresentar muitas possibilidades de estudos e reflexões. Nesse sentido, o foco deste trabalho é analisar os pontos de convergência e divergência entre a adaptação audiovisual e o livro, levando em consideração a liberdade de interpretação do artista ao produzir seu objeto artístico. Valendo-se, para isso, como aporte teórico os pressupostos de Eloy Núnes e Alberto Garcia (2013), Júlio Plaza (2003) e Thaís Flores Diniz (2005). Abordam-se alguns aspectos como: os diferentes suportes com os quais a literatura interage, o processo de adaptação da obra literária para o audiovisual, bem como os pontos em comum e as diferenças apresentadas na adaptação da obra. Palavras-chave: Literatura. Adaptação fílmica. O cortiço.
  51. 51. MEMÓRIA E EXPERIÊNCIA URBANA EM OS DEGRAUS DO PARAÍSO DE JOSUÉ MONTELLO Cátia da Silva Carvalho (UEMA) Silvana Maria Pantoja dos Santos (UEMA) Objetiva-se com este trabalho analisar os espaços da cidade e sua relação com a memória, na obra Os degraus do paraíso do escritor maranhense Josué Montello.O espaços na narrativa relacionam-se com os demais elemento da trama, podendo influenciar as ações das personagens, sendo estes também influenciadores dos espaços de vivências individuais e coletivas. Nos espaços habitados situa-se a forte presença da memória urbana que se deixa entrever por entre os elementos da cidade, possibilitando a reflexão sobre o passado distante ou recente, sendo atribuída à relação que os sujeitos estabelecem com os espaços, a possibilidade de tornar a memória citadina mais evidente. O trabalho tem como fundamento teórico a visão de Benjamin (2004), Canclini (1998), Bergson (1999), Halbwachs (1990), dentre outros não menos importante. A partir da concepção imagética da cidade, pressupõe-se que a construção citadina abrange mais do que um espaço geográfico habitado e seu patrimônio visível. Por meio do cotidiano urbano, os ecos do passado manifestam-se na cultura, costumes, mitos, festas populares e religiosas favorecendo a consolidação da memória do lugar. Palavras-chave: Literatura. Memória. Cidade. Josué Montello.
  52. 52. Centro de Estudos Superiores de Timon – CESTI Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

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