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Jornalismo (experimental) hacker

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Apresentação utilizada na disciplina de Narrativas Hipertextuais

Publicada em: Educação
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Jornalismo (experimental) hacker

  1. 1. jornalismo (experimental) hacker Leonardo Foletto (especialização em jornalismo digital, PUCRS, 2016) http://leofoletto.info
  2. 2. Hacker, aficcionados, computador, contracultura, ética hacker, transparência, sem hierarquia, descentralização, software livre, copyleft. código aberto, colaboração, remuneração, novos produtos, jornalismo.
  3. 3. hacker? Década de 1950, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), depois na Califórnia (Vale do Silício), 1970/1980 Grande habilidade técnica em informática, aprendiam fazendo, autodidatas, excelentes programadores e desenvolvedores de sistemas, mas péssimos alunos To hack: fissurar, cortar, modificar, decifrar;
  4. 4. algumas definições “Aficcionados por computador guiados por paixão e curiosidade para aprender sistemas técnicos, frequentemente comprometidos com a liberdade de informação e a transparência” (Gabriela Coleman, “Coding Freedom”, 2013) uma das 4 camadas da cultura da Internet: cientistas (pesquisadores, universidades), a comunitária virtual (nós), a empresarial (telecomunicações, empresas .com) hackers - “fuçadores”, programadores, underground. (Manuel Castells, “A sociedade em rede”, 2003)
  5. 5. ha hiss
  6. 6. ética hacker x ética protestante “A ética hacker e o espírito da era da informação” (Pekka Himanen, 2001): paixão, liberdade, solidariedade, compartilhamento, trabalho colaborativo e diletantismo “A ética protestante e o espírito do capitalismo” (Max Weber, 1904): dinheiro, trabalho, otimização, estabilidade, determinação e contabilização dos resultados; “time is money”.
  7. 7. toda informação deve ser livre
  8. 8. transparência para os fortes, privacidade para os fracos
  9. 9. um hacker deve ser valorizado pelo seus hacks, não pelo seus títulos
  10. 10. http://matehackers.org http://bit.ly/1SMYI3M http://bit.ly/1Tqq178 http://onibushacker.org/
  11. 11. colaboração (mais do que competir) “façocracia”: valorizar quem faz
  12. 12. Desconfiar da autoridade, promover a descentralização
  13. 13. software livre? movimento criado em 1983 por Richard Stallman. 4 liberdades: executar o software para qualquer propósito; estudar o software (acesso ao código-fonte) redistribuir cópias, grátis ou não; modificar o programa e distribuir estas modificações; "Think free as in free speech, not free beer" (Richard Stallman);
  14. 14. copyleft todo programa licenciado como software livre (aquele que está permitida a cópia, a modificação e a distribuição sem permissão) teria que permanecer sendo livre nas distribuições (modificadas ou não) do mesmo https://www.youtube.com/watch?v=Ry5bVQ3y2FU
  15. 15. creative commons Conheça o Creative Commons: https://www.youtube.com/watch?v=izSOrOmxRgE
  16. 16. e o jornalismo, que tem que ver com isso? hackear o jornalismo? MANCINI, Pablo. Hackear el periodismo - manual de laboratorio. Buenos Aires; La crujía, 2011. FOLETTO, Leonardo. “Hackear” o jornalismo: pistas para entender modos de organização jornalística do século XXI. Revistas Leituras do Jornalismo (UNESP). Bauru, v.1, nº2, p.67-84 jul/dez. 2014. Disponível em:
  17. 17. aproximações núcleos de jornalismo de dados (Estadão, Folha de S. Paulo, Guardian, NYTimes, Clarín...) HacksHackers (http://hackshackers.com/ Transparência Hacker - https://groups.google.com/forum/#! forum/thackday Escola de dados - http://escoladedados.org/ Hackdays, hackathons Labhackers: http://www.labhacker.org.br/, http://labhackercd. net/
  18. 18. qual o código do jornalismo? espaços profissionais estão se abrindo (e outros tradicionais demitindo); público está mais ativo - prosumer todos consomem, todos produzem; quem é o jornalista? o que é jornalismo?
  19. 19. alguns alertas deixar o serviço de informar a somente espaços privados/fechados é dar um poder (imenso) a estes lugares/empresas, poder que pode voltar-se contra o “bem-comum” (procumun). podem os interesses comerciais estarem acima do interesse público?
  20. 20. Olhando para o passado Edward Ross: “diagnóstico precoce da imprensa capitalista”, década de 1910. Especificidade do “negócio” do jornalismo dentro de uma sociedade capitalista. Já na primeira década do século XX, o modelo de informação dava sinais de desgaste ao ter como principal preocupação “proporcionar publicidade e deixar na sombra a comunicação de notícias e opiniões” (ROSS, 2008, p.90). ROSS, Edward. A supressão das notícias importantes. (p.87-102). In: BERGER, Christa. MAROCCO, Beatriz (orgs.). A era Glacial do Jornalismo: teorias sociais da imprensa. Vol.2. Porto Alegre, Sulina; 2008.
  21. 21. jornalismo (de código) aberto? expor publicamente, e em formatos acessíveis/manipuláveis, os dados apurados pelos jornalistas para que sejam verificados/reutilizados: _ Arquitetura da Gentrificação (http://reporterbrasil.org. br/gentrificacao/); _ Making of: Joe Sacco, “A manifesto, anyone?: “Journalism” (2011): http://bit.ly/1WGwLBK
  22. 22. jornalismo acessível? Transparência é a nova objetividade? mostrar o “bruto”, explicar o contexto, revelar o percurso. informações públicas devem ser publicizadas em formatos acessíveis: dados abertos!
  23. 23. Usuário participa/colabora cooperativas de jornalistas - Más Publico (http://www. lamarea.com/quienes_somos/) sócios-usuários - El Diario (http://eldiario.es), La Diaria (http://ladiaria.com.uy/), Voices of San Diego (https://www. voiceofsandiego.org/. conselho de leitores/consultivo - Agencia Pública (http: //catarse.me/pt/reportagempublica) “Os usuários-produtores não aceitam mais o consumo passivo de conteúdos e querem participar mais ativamente do processo de produção (ou circulação e correção) da informação” (MANCINI, 2012).
  24. 24. mas...como bancar? como oferecer nosso trabalho “de bandeja” a outros e sermos remunerados pra isso?
  25. 25. colaboração: $ não é tudo reputação, comunidade: ganhos indiretos. custo para cooperar: quanto menor melhor: mais fácil motivar milhões de pessoas a fazer algo que elas podem fazer em 5 minutos do que motivar poucas pessoas a fazerem algo que elas podem levar meses ou anos; (Yochai Benkler, The Penguin and the Leviathan, 2011)
  26. 26. SL como exemplo: em vez de um “copyright” barrar o acesso/modificação/compartilhamento, licenças copyleft (ou Creative Commons) para potencializar a liberdade; controle ao usuário, manutenção do bem- comum; autonomia como modelo, colaboração em vez de competição; ganhos de: assistência técnica (serviços), modificação/customização, doações, governo;
  27. 27. como aplicar no jornalismo? criar uma comunidade: estabelecer laços, mostrar a importância do trabalho realizado; “venda” de processo e não de produto: uma forma de fazer jornalismo e não o “jornal” em si; assinaturas, crowdfunding, doações, editais, publicidade (também!); podemos construir novos produtos com fábricas velhas? não existe fórmula; invente a sua!
  28. 28. será que esta “crise” não vai provocar a era de ouro do jornalismo? mais livre, colaborativo, transparente, desconfiando da autoridade, editável - mais hacker? https://ijnet.org/pt-br/blog/inovadores-de-midia-testam-prototipos-com-fundos-knight http://www.outraspalavras.net/outrosquinhentos/
  29. 29. gracias leofoletto@gmail.com http://leofoletto.info @leofoletto http://baixacultura.org- @baixacultura info@baixacultura.org

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