Robert Cohen
Leite: Alimento ou veneno?
Editora Ground
2005
LEITE: ALIMENTO OU VENENO? - ROBERT COHEN – EDITORA
GROUND – 2005
Comprimidos para dor de cabeça, sprays para nariz entupi...
científica e médica, enganando o consumidor sobre os perigos do LEITE
e produtos derivados.
ROBERT COHEN
LEITE: ALIMENTO O...
alergias, muco, congestão e dor de ouvido nas crianças, além de muitos outros problemas. O Leite contém
poderosos hormônio...
Pág. 7
Sumário
Introdução, 9
Prefácio, 13
1. LEITE É SAÚDE: A MENSAGEM DA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS, 17
2. UMA BREVE HISTÓRI...
Pág. 9
Introdução
Uma das minhas primeiras lembranças é a de meu pai tentando me
convencer a tomar leite. “Chamando todas ...
hormônio do crescimento, o IGF-I. O IGF-I é um fator-chave no
crescimento e proliferação do câncer.
A despeito das ameaças...
Monsanto; chegava a membros do Congresso e a autoridades médicas
respeitadas que se transformaram em lobistas da Monsanto....
conseqüência dessa investigação subseqüente, muitas perguntas foram
feitas. As respostas a elas vão colocar toda a indústr...
cientistas do governo reconheceram que os consumidores não deveriam
beber um líquido contendo níveis elevados de antibióti...
para examinar a pesquisa desse órgão. O advogado da Monsanto
também foi contratado pela FDA para escrever as leis do rótul...
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do San Francisco Forty-Niners também está na capa. O diretor de
cinema Spike Lee acrescenta seu rosto à capa e, para coroa...
Por quê o leite? Os equívocos dos Estados Unidos
A Indústria de Laticínios acha que está na hora de “corrigir um mal-
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A brochura do NFMPPB foi “criada com a ajuda de um grande número
de especialistas, inclusive chefs de prestígio, nutricion...
1. Os laticínios são uma fonte significativa de gordura, gorduras
saturadas e colesterol; está comprovado que todos eles a...
desde 1970 até o último ano em que eles foram coletados, 1995. O
resumo (p.vii) revela o seguinte: “O aumento do consumo d...
Consumo per capta de 1995 em libras
Alimento Consumo em
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Consumo de
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A discrepância do leite
Os números não batem! O Ministério da Agricultura dos Estados
Unidos diz que 416 milhões de libras...
para preparar. Toda criança gostaria de comer um omelete, duas fatias
de torrada de pão integral com manteiga, suco feito ...
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  1. 1. Robert Cohen Leite: Alimento ou veneno? Editora Ground 2005
  2. 2. LEITE: ALIMENTO OU VENENO? - ROBERT COHEN – EDITORA GROUND – 2005 Comprimidos para dor de cabeça, sprays para nariz entupido, descongestionantes e anti-histamínicos para aliviar sintomas de alergias enchem as prateleiras das drogarias e farmácias. São necessários laxativos para aliviar gases intestinais, inchaço, diarréia e síndrome do intestino irritado causado por intolerância à lactose, que incomodam ¾ da humanidade. Sem o consumo de laticínios, talvez não fossem precisos todos esses antídotos. Meticulosamente documentado, escrito num estilo informar e cheio de vida, pontuado de humor irreverente, este livro vai mostrar que o leite é um perigo real para a sua saúde. Não se preocupe com o que você vai por nos flocos de cereais. O autor oferece muitas sugestões para substituir o leite. ROBERT COHEN estudou psicologia fisiológica e fez especialização em psicobiologia no Southampton College da Universidade de Long Island, além de realizar pesquisas científicas no campo da psiconeuroendocrinologia onde estudou a influência dos hormônios sobre a química do cérebro e o comportamento subseqüente dos mamíferos. Estudou genética, endocrinologia e fez cursos de histologia e fisiologia dos mamíferos. Dedicou vários anos de sua vida à pesquisa do material que constitui a base principal deste livro, documentou a existência de permanente lobby político que confundiu a opinião que confundiu a opinião pública omitindo pesquisas que provaram que o leite não é um bom alimento. LEITE: ALIMENTO OU VENENO? Lendo este livro você vai descobrir que o LEITE contribui para a doença cardíaca e aumenta o risco de câncer de mama, que ele não é uma boa fonte de cálcio e porquê, e ainda que é uma das principais causas de alergias, muco, congestão e dor de ouvido nas crianças, além de muitos outros problemas. O LEITE contém poderosos hormônios de crescimento provenientes de vacas tratadas com proteína bovina geneticamente modificada. Esta realidade é fruto de séria controvérsia trazida à luz pela engenharia genética, e colocou a indústria de laticínios americana sob uma investigação rigorosa. Fruto de exaustiva pesquisa, este livro investiga como foram usados bilhões de dólares da indústria de laticínios norte-americanos para influenciar a FDA e o Congresso americano assim como a comunidade
  3. 3. científica e médica, enganando o consumidor sobre os perigos do LEITE e produtos derivados. ROBERT COHEN LEITE: ALIMENTO OU VENENO? Tradução Dinah Abreu Azevedo Supervisão técnica Joaquim Ambrosio Trebbi Gonçalves JOAQUIM ABROSIO TREBBI GONÇALVES é medico homeopata, ortomolecular, especialista em cardiologia, nutrição e medicina intensiva. É responsável pelos Serviços de Nutrição das equipes de Oncologia clínica, Radio-oncologia, Oncologia pediátrica e Geriatria do Hospital da Beneficiência POortuguesa de São Paulo e-mail: ambtg@terra.com.br Editora Ground Ltda. Rua Lacedemônia, 68 – Vila Alexandria 04634-020 – São Paulo – Brasil Tel: (0xx11) 5031.1500 / Fax: 5031.3462 editora@ground.com.br www.ground.com.br este livro também pode ser adquirido pela internet: http://www.livrariasaraiva.com.br/ Lendo este livro você vai descobrir que o 'Leite' contribui para a doença cardíaca e aumenta o risco de câncer de mama, que ele não é uma boa fonte de cálcio e porquê, e ainda que é uma das principais causas de
  4. 4. alergias, muco, congestão e dor de ouvido nas crianças, além de muitos outros problemas. O Leite contém poderosos hormônios de crescimento provenientes de vacas tratadas com proteína bovina geneticamente modificada. Esta realidade é fruto de séria controvérsia trazida à luz pela engenharia genética, e colocou a indústria de laticínios americana sob uma investigação rigorosa. Fruto de exaustiva pesquisa, este livro investiga como foram usados bilhões de dólares da indústria de laticínios norte-americana para influenciar a FDA e o Congresso americano assim como a comunidade científica e médica, enganando o consumidor sobre os perigos do Leite e produtos dele derivados. “Esta obra é dedicada a todas as pessoas que convivem com um grande número de sintomas e doenças sem reconhecer a raiz alimentar de seus problemas. Podem aprender a reconhecer que a fonte da juventude para elas, para seus filhos e para as gerações futuras pode ser revelada depois de eliminar apenas um item de sua alimentação.” Agradecimentos Jane Heimlich, foi você quem riscou o fósforo. Robert Collier da Monsanto e Richard Teske, da FDA, juntos vocês me ajudaram a acender o estopim. Betty Martini, você se tornou minha mestra, e você, Bárbara Mullarkey, examinou cuidadosamente o meu trabalho. Juntas, alimentaram o fogo. Richard Kurtz, você providenciou para que o fogo nunca se extinguisse. Rudy Shur, as brasas ficavam reluzentes quando seu sopro carregado de oxigênio avivava o fogo, fazendo-o brilhar com redobrado vigor. Lisa, minha pesquisadora, minha revisora, minha mulher – você fez as chamas aumentarem. Jennifer, Sarah, Elizabeth, Nat e Dot – vocês me deram retaguarda e permitiram que a chama acesa consumisse todas as partes de minha vida tornando-a cintilante.
  5. 5. Pág. 7 Sumário Introdução, 9 Prefácio, 13 1. LEITE É SAÚDE: A MENSAGEM DA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS, 17 2. UMA BREVE HISTÓRIA DO LEITE NOS ESTADOS UNIDOS, 29 3. O LEITE MUDOU: A ENGENHARIA GENÉTICA, 45 4. CIENTIFICAMENTE COMPROVADO: OS HORMÔNIOS DO LEITE CONSTITUEM RISCO À SAÚDE, 91 5. O EFEITO DOMINÓ: COMO A FDA ENGANOU OS EUA, 123 6. A TRAMA GANHA CONSISTÊNCIA: O CONLUIO ENTRE A MONSANTO, A FDA E O CONGRESSO, 157 7. O QUARTO PODER: O QUE DISSERAM SOBRE O “NOVO” LEITE AO POVO DOS ESTADOS UNIDOS, 205 8. LEITE (NEM TÃO) NATURAL ASSIM, 223 9. CONSUMO DE LEITE: UMA SEGUNDA OPINIÃO DA CLASSE MÉDICA, 245 10. UMA ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DO LEITE, 275 11. CÂNCER: A LIGAÇÃO ENTRE OS HORMÔNIOS DE CRESCIMENTO DO LEITE E O CONSUMO DE LATICÍNIOS, 285 12. A VERDADE SOBRE CÁLCIO, OSTEOPOROSE E ALERGIAS AO LEITE, 299 13. A DOENÇA DA VACA LOUCA, 319 14. ALTERNATIVAS AO LEITE, 329 Notas e referências biblioigráficas, 337 Índice onomástico, 349
  6. 6. Pág. 9 Introdução Uma das minhas primeiras lembranças é a de meu pai tentando me convencer a tomar leite. “Chamando todas as vitauras, chamando todas as viaturas – Jane ainda não terminou o seu copo de leite.” Você talvez esteja fazendo a mesma pressão sobre seus filhos. Afinal, o leite “não é o alimento mais perfeito da terra?”. Os nutricionistas insistem em dizer que precisamos do cálcio do leite para manter ossos fortes. Hoje em dia, celebridades posam com bigodes de leite. Você talvez não goste de saber, mas o que lhe disseram a vida inteira sobre o leite é uma mentira deslavada. Seu copo de leite, mesmo com a descrição de que contém pouca gordura, está cheio de gordura (o equivalente a três fatias de bacon), colesterol, antibióticos, bactérias e – o seu pior ingrediente – pus. Suspeitei que o leite era um desastre para a saúde na primavera de 1994. Naquela época, enquanto pesquisava para escrever um artigo para a Health & Healing, um boletim informativo com meio milhão de assinantes, descobri que a Food and Drug Administration (FDA) tinha aprovado o uso de um hormônio geneticamente modificado chamado “hormônio de crescimento bovino recombinado” (ou rBGH, a sigla do nome em inglês). O suposto objetivo do hormônio, um investimento de US$ 500 milhões da Monsanto Company, é aumentar a produção do leite de vaca. Considerando o excesso da produção de leite da década passada, a justificativa econômica para usar o rGBH continua sendo um mistério. Injetar um hormônio de crescimento em pobres vacas indefesas fez soar um sinal de alarme para mim. Em mais de 20 anos escrevendo sobre saúde, descobri que quando uma empresa interfere na Mãe natureza, essa exploração a sangue frio, invariavelmente em função do lucro econômico, traz sofrimento e doença. Esse era claramente o caso do hormônio de crescimento bovino. Eu sabia que, como o passar dos anos, a pasteurização e a homogeneização tinham destruído quase todos os benefícios naturais do leite. O hormônio de crescimento era um insulto supremo. Como disseram os produtores de laticínios, esse hormônio faz as vacas adoecerem, desenvolvendo mastite, para ser mais específico, uma doença que requer doses colossais de antibióticos. Por esse motivo, 95% dos produtores de laticínios recusaram-se a injetar o rGBH em suas vacas; tempos depois, muitos cederam à pressão. Pág. 10 Uma das conseqüências mais preocupantes do hormônio do crescimento bovino é que ele aumenta os níveis de um poderoso
  7. 7. hormônio do crescimento, o IGF-I. O IGF-I é um fator-chave no crescimento e proliferação do câncer. A despeito das ameaças à saúde apresentadas pelo hormônio de crescimento bovino, sou um dos poucos autores que falam de saúde que tem uma visão crítica da situação. A partir de 1994, a mídia assegura-nos que o leite de vacas tratadas é praticamente idêntico. Aqui estão citando literalmente a FDA, a American Medical Association e a Organização Mundial de Saúde. Poucos se deram ao trabalho de investigar por que um número crescente de produtores de laticínios e militantes ambientais opõe-se violentamente ao seu uso. Não me deixei impressionar por essas afirmações científicas vindas de cima. Graças a minhas reportagens sobre medicina alternativa, eu sabia muitíssimo bem que o stablishment médico fica à mercê delas. Os médicos da corrente dominante continuam dizendo que a terapia com quelação, um tratamento importante para salvar vidas ameaçadas por doença cardíaca, é “charlatanismo”, apesar de ser usada há mais de 30 anos como um procedimento seguro e eficaz. O que era necessário para trazer os efeitos deletérios do rGBH para primeiro plano era o aparecimento de um cientista intrépido que enfrentasse os profissionais dessas instituições de prestígio, que falasse a língua deles, interpretasse dados científicos e revelasse os fatos sobre a verdadeira natureza do hormônio de crescimento bovino. Surge Robert Cohen, com grande experiência em pesquisa biológica e literalmente um homem que assume riscos – uma de suas atividades é escalar montanhas. Recebi um telefonema do sr. Cohen logo depois da publicação de meu artigo de julho de 94. Com uma voz extremamente jovem e cheia de energia, Cohen falou de suas suspeitas de que a aprovação do hormônio de crescimento bovino por parte da FDA não representava só um conluio entre a Monsanto e a FDA, mas um acobertamente de proporções épicas por parte do stablishment científico. Sua viagem de três anos para descobrir os fatos provaram que ele estava, infelizmente, certo. Lendo este livro, você vai descobrir que o leite contribui para a doença cardíaca e aumenta o risco de câncer de mama. Vai descobrir também que ele não é uma boa fonte de cálcio e porquê, e ainda que é uma das principais causas de alergias e muitos outros problemas. Você vai descobrir que o leite pode até matar o seu bebê. Cohen não espera que você aceite essas descobertas chocantes sem provas, por isso, pega você pela mão e mostra as camadas de fraude científica perpetuada Pág. 11 pela FDA, com a ajuda das revistas JAMA, Sciente News e até “cadillac” dos periódicos científicos, a revista Sciente. Na busca de fatos científicos, Cohen descobriu que a rede de fraudes relativa ao hormônio de crescimento bovino não envolvia só participantes-chave – FDA e
  8. 8. Monsanto; chegava a membros do Congresso e a autoridades médicas respeitadas que se transformaram em lobistas da Monsanto. Às vezes, este livro parece uma história de detetive. Nosso incansável investigador científico acabou descobrindo a verdade – evidência inquestionável mostrando que os animais de laboratório tratados com rGBH desenvolveram câncer, mas não conseguiu convencer a FDA a reconsiderar a sua aprovação do hormônio. Meu marido, o dr. Henry Heimlich, criador da manobra de Heimlich, teve uma experiência semelhante em suas relações com a American Red Cross (ARC). Depois de sua descoberta da Manobra – aplicação de pressão no diafragma no sentido ascendente fazia com que o objeto que está provocando asfixia salte para fora – ele implorou à ARC que parasse de ensinar o público a administrar socos nas costas de uma vítima de asfixia, que só faz o objeto penetrar mais profundamente nas vias aéreas. Imobilizado pela fraude científica e pela cegueira burocrática, levou sua questão de vida ou morte ao grande público. Robert Cohen recebeu o mesmo tratamento. Lendo este livro meticulosamente documentado, escrito num estilo informal e cheio de vida, pontuado de humor irreverente, tenho certeza de que você vai convencer, como eu, de que o LEITE é um perigo para sua saúde. não se preocupe com o que você vai por nos flocos de cereais. Cohen oferece muitas sugestões para substituir o leite. Divulgue as descobertas do autor junto à sua família e seus amigos. Compre um exemplar para alguém de que você goste. Leve sua mensagem a sério. JANE HEIMLICH, autora de What Your Doctor Won’t Tell You Pág. 13 Prefácio No verão de 1994, um artigo de um boletim de saúde falava do uso mais controvertido de uma droga na história da Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos. A Monsanto Agricultural Company tinha isolado o hormônio de crescimento bovino, produzido naturalmente pelas vacas. Descobriram uma forma de combinar esse hormônio com microorganismo, fundindo o material genético das vacas com a bactéria E. coli para obter um novo produto que, quando reinjetado nas vacas, resultaria num aumento da produção de leite. Esse novo hormônio foi batizado de somatotropina bovina recombinante (rBST). Uma investigação desse novo hormônio e do leite e laticínios obtidos com ele abriu uma caixa de Pandora cheia de demônios e dilemas que os produtores de leite desejaram que nunca tivessem sido expostos. Em
  9. 9. conseqüência dessa investigação subseqüente, muitas perguntas foram feitas. As respostas a elas vão colocar toda a indústria de laticínios dos Estados Unidos em perigo. É provável que o consumo de leite seja a base da doença cardíaca e a explicação do assassino número um dos Estados Unidos. Embora haja muita discussão sobre o colesterol na alimentação, quando o norte- americano médio chega aos 52 anos de idade, consumiu em leite e laticínios o colesterol equivalente a 1 milhão de fatias de bacon. Será que o leite é a razão pela qual uma em cada oito mulheres norte-americanas desenvolvem câncer de mama? Será que os cânceres aparecem por causa dos poderosos hormônios do crescimento encontrados no leite? Não seria necessário fazer mais pesquisas para investigar as alergias infantis surgidas em decorrência da reação do corpo às proteínas do leite bovino? 25 milhões de mulheres norte-americanas com mais de 40 anos receberam o diagnóstico de artrite deformante e osteoporose. Essas mulheres ingeriram, em média, 1 litro de leite por dia durante toda a sua vida adulta. O que poderia ter mantido essas mulheres e seus médicos cegos para o fato de que tomar leite não as impediu de ter osteoporose? Talvez sua visão esteja sendo distorcida por milhões de dólares investidos estrategicamente na compra de anúncios de revistas, acompanhados de artigos que exaltam as virtudes do cálcio do leite. Não ficariam surpresos, depois de estudar as pesquisas científicas, ao descobrir que o cálcio no leite não é adequadamente absorvido e que o consumo do leite é a causa provável da osteoporose? Pág. 14 Um número cada vez maior de norte-americanos está se afastando do leite e eliminando os laticínios de sua dieta. Muitos pais atentos estão notando que, quando o leite e os laticínios são mudados, também são eliminados os sintomas causadores de doenças, como cólicas, colite, dor de ouvido e resfriados nas crianças. Muitas crianças ficam diabéticas. A pesquisa indica que uma proteína bovina do leite destrói as células beta produtoras de insulina do pâncreas. 60% das vacas leiteiras dos Estados Unidos têm o vírus da leucemia. Será que é prudente comer a carne ou tomar os líquidos corporais desses animais? O objetivo da pasteurização é matar bactérias e vírus do leite. Mas, em 1985, Chicago sofreu um acidente terrível quando uma usina de processamento de leite pasteurizou incorretamente a produção de leite de um dia, quatro pessoas morreram e 150 mil caíram doentes por envenenamento por salmonela. Aquele leite contaminado pode ter contido vírus de leucemia, tuberculose e um número colossal de outros organismos infecciosos. Não houve documentação para acompanhar os casos subseqüentes de encefalite, meningite e leucemia. A FDA já permitiu que os fazendeiros tratassem suas vacas com pequenas doses de drogas que matam bactérias, o que resultou em quantidades relativamente pequenas de antibióticos no leite. Os
  10. 10. cientistas do governo reconheceram que os consumidores não deveriam beber um líquido contendo níveis elevados de antibióticos. Em 1990, o resíduo-padrão de antibióticos no leite, equivalente a uma parte de 100 milhões, foi multiplicado por 100, passando a ser uma parte por milhão. Hoje, os fazendeiros tem permissão para dar níveis ainda maiores a seus animais. Em última instância, depois que as vacas pastam em campos tratados com pesticidas, seu leite contém uma série de produtos químicos tóxicos e quase letais. As barrigas de cerveja estão voltando aos Estados Unidos. Enquanto sociedade, nunca fomos tão gordos quanto agora. Segundo o Food Consumption, Prices and Expenditures, 1996, Statistical Bulletin Number 928, publicado pelo Ministério da Agricultura dos Estados Unidos, o norte-americano médio consumiu 24 galões (aproximadamente 108 litros) de cerveja em 1994. Isso equivale a pouco mais de ¼ litro por dia por pessoa. O total de leite e laticínios consumidos per capta em 1994 correspondeu a 0,78 litros por dia, mais do triplo da quantidade de cerveja. Um copo de 0,36 litro de cerveja contém 144 calorias, e nenhuma gordura. Por outro lado, o copo de 0,36 litro de leite contém 300 calorias e 16 g de gordura. Parece que a cerveja está levando a fama. Os barrigões das pessoas com excesso de peso deviam ser chamadas barrigas de leite, e não barrigas de cerveja. Quando alguém come um bife que contém poderosos hormônios do crescimento, esses hormônios são destruídos no estômago por potentes enzimas e ácidos digestivos. Ao tomar o leite, a sabedoria da Mãe Natureza assegura a Pág. 15 sobrevivência desses hormônios das proteínas. Os potentes ácidos estomacais são diluídos pelo leite líquido e a força do ambiente ácido, medida em pH, muda. O ambiente fica menos ácido, e os hormônios não são identificados. A maioria dos cientistas não considera esse processo. As mães e crianças com dor de barriga certamente consideram. Servem leite quente a seu filho que vai dormir sem dor porque o ácido do estômago da criança é diluído e acaba. O sofrimento dos Estados Unidos mal começou. A FDA devia agir como avalista das necessidades de saúde dos norte-americanos. Infelizmente, esse órgão é influenciado por certos grupos de interesse, entre os quais indústria farmacêuticas privadas. As autoridades e cientistas da FDA costumam achar emprego na indústria privada como recompensa pelos serviços prestados. O inverso também acontece. Cientistas e advogados que trabalham para essas companhias também são muitas vezes empregados pela FDA. Um desses casos aconteceu em 1990, quando o hormônio de crescimento bovino foi geneticamente modificado. A Monsanto, fabricante do rBST, enfrentou muitos obstáculos durante o processo de aprovação de sua nova droga. Não se sabe como, alguns cientistas da cúpula da Monsanto foram contratados pela FDA
  11. 11. para examinar a pesquisa desse órgão. O advogado da Monsanto também foi contratado pela FDA para escrever as leis do rótulo da nova droga. Simultaneamente a essas mudanças de carreira, os lobistas da Monsanto estavam pagando enormes somas em dinheiro a membros do Comitê de Agricultura do Congresso, o Subcomitê de Laticínios, Gado e Aves. Nessa época, esse grupo de 12 congressistas estava examinando uma lei destinada a rotular o leite que vinha de vacas tratadas com esse novo hormônio geneticamente modificado. À medida que começou a enxurrada de dólares, esses congressistas pararam com a legislação do comitê, onde a lei morreu quando foram encerradas as atividades do Congresso de 1994. essa lei nunca chegou a ser votada pelo Congresso. Disseram aos Estados Unidos que o leite de vacas tratadas com o rBST era idêntico ao leite que vinha sendo tomado há gerações. Não é verdade. Depois que esse hormônio foi injetado nas vacas, seu leite continha níveis mais elevados de outro hormônio, o IGF-I (fator-I de crescimento semelhante à insulina), o mais potente hormônio de crescimento que ocorre na Natureza. A maior coincidência biológica de todos os tempos tinha acontecido. O IGF-I das vacas era idêntico ao do ser humano. O IGF-I é a única exceção, contendo 70 aminoácidos com a mesma seqüência genética nos seres humanos e nos bovinos. Quando tomamos leite, estamos tomando o mais poderoso hormônio do crescimento produzido naturalmente pelo nosso próprio corpo. Mas a sobrevivência desse hormônio do crescimento no leite é salvaguardada por mecanismos naturais exclusivos do leite. Pág. 16 Os hormônios do leite têm efeito sobre o crescimento dos seres humanos. As proteínas do leite têm efeitos alergênicos. A gordura e o colesterol contribuem para uma sociedade obesa. Os antibióticos do leite destroem as propriedades imunorreativas desses mesmos antibióticos quando eles são necessários. Câncer, doença cardíaca, asma, alergias e muito mais, são todas possibilidades abertas pelo leite. Pág. 17 Quem quer que esteja ainda reduzido ao leite não pode acompanhar um raciocínio acerca do que é justo, porque é uma criancinha. Os adultos, pelo contrário, tomam alimento sólido, já que, pela prática, têm as faculdades exercitadas para discernir o que é bom do que é mau. BÍBLIA SAGRADA, Carta aos Hebreus, 5:13-14 A meu ver, só existe uma razão válida para beber leite ou usar seus derivados. É simplesmente porque queremos. Porque gostamos e porque se tornou parte de nossa cultura. Porque nos acostumamos a
  12. 12. seu sabor e textura. Porque gostamos da forma como escorrega em nossa garganta. Porque os nossos pais fizeram tudo o que podiam por nós e deram-nos leite desde os primórdios de nossa educação e condicionamento. Ensinaram-nos a gostar dele. E, depois, provavelmente a melhor razão é... SORVETE! Já ouvi alguém descrevê- lo... “como algo pelo que morrer”. ROBERT M. KRADJIAN, M.D., cirurgião e autor de Save Yourself from Breast Cancer, BERKELEY BOOKS, NOVA YOIRK, 1994 1 LEITE é saúde: A mensagem da Indústria de Laticínios Centenas de milhões de dólares são investidos todo ano pela Indústria de Laticínios e pelos processadores de leite para assegurar que os norte-americanos bebam leite e consumam laticínios. Alguns desses dólares são usados para pagar a publicidade, e outros tantos são doados a deputados e senadores que votam nas questões que afetam a Indústria de Laticínios. A American Dietetic Association (ADA), que promove o uso do leite e dos laticínios, também recebe por seu trabalho. Uma pequena parte desses dólares é enviada a universidades para financiar pesquisa que confirme a mensagem de marketing da Coalização dos Laticínios. Os norte-americanos adultos reagiriam com repugnância diante da sugestão de tomar leite humano. E o que dizer do leite dos melhores amigos do homem, seus cães e gatos? Instintivamente, sabemos que há substâncias no leite destinadas aos filhotes de cada espécie particular. Apesar disso, continuamos tomando leite de vaca. Essa prática tornou-se aceitável. Tomamos um copo bem Pág. 18 grande de leite, sem saber que também estamos ingerindo potentes hormônios do crescimento, enormes quantidades de colesterol alimentar, gordura, proteínas alergênicas, inseticidas, antibióticos, vírus e bactérias. O leite e os laticínios são a principal fonte da alimentação nos Estados Unidos. Segundo o Ministério da Agricultura, em 1995 o norte-americano médio consumiu 394 libras (178,71 kg) de legumes e verduras, 121 libras (54,88 kg) de frutas frescas e 192 (87,08 kg) libras de farinha e derivados de cereais, 193 libras (87,54 kg) de carne, aves e peixe e comeu ou bebeu 584 libras (264,89 kg) de leite e laticínios. Resumindo:
  13. 13. • laticínios, 584 libras, (264,89 kg), • legumes e verduras, 394 libras, (178,71 kg), • carne, 193 libras, (87,54 kg), • farinha, 192 libras, (87,08 kg), • frutas frescas, 121 libras, (54,88 kg). Isso totaliza quase 4 libras (1,81 kg) de comida por dia por pessoa. Praticamente 40% dessa quantidade são laticínios (40% de 1,81 kg é igual a 724 gramas). Eis aí uma pirâmide alimentar bem desequilibrada! O desjejum sem cereais umedecido com leite seria extremamente sem graça. Biscoitos para comer na ceia sem leite não saciariam a fome. Entre o desjejum e a ceia consumimos iogurte, pizza e queijo cremoso em pães. O sorvete é a sobremesa perfeita para qualquer refeição. Queijo, manteiga, creme de leite e queijo cottage. Seria difícil ficar sem os laticínios. Para garantir a sua presença na alimentação, a Indústria de Laticínios investe seu dinheiro para informar sistematicamente os norte- americanos de que o leite é gostoso e que para assegurar a manutenção da saúde o seu consumo e dos laticínios deve ser constante. “Uma bela surpresa bem embaixo de seu nariz!” Essa é a mensagem promovida pela National Fluid Milg Processors, o braço do marketing da Indústria de Laticínios dos Estados Unidos. A diretriz é clara. Bigodes de leite estão na moda. Tome leite e seja belo! Modelos deslumbrantes, atores, atrizes, heróis esportivos e até o presidente Clinton e Bob Dole posaram para anúncios de leite, todos afirmando – com o bigode brando de leite aplicado artificialmente acima do lábio superior – que tomar leite é saudável e benéfico. Quem contestaria um aval tão esmagador? Cartazes de rua por todo o território dos Estados Unidos fazem a pergunta. “Toma leite?” O diretor de cinema Spike Kee é visto nos outdoors ao longo de estradas e rodovias com seu “bigode de leite” proclamando a mesma mensagem edificante repetida monotonamente no rádio e na televisão, impressa em preto e branco-leite nos jornais e revistas. Os norte-americanos adoram leite. Os norte-americanos precisam de leite. Homens e mulheres, jovens e velhos. Leite é bom. Pág. 19 Essa mensagem habilidosamente comercializada é constantemente reforçada. Se você quiser mais informações, há um convite para ligar para 1-800 WHY MILK (por quê tomar leite). Quando você telefona, são- lhe dados conselhos gratuitos e, uma semana depois, você recebe os prospectos da Indústria de Laticínios. Após sua ligação, logo aparecem duas brochuras em sua caixa postal. Uma delas declara que “Homens de verdade tomam leite”; Cal Ripken, Jr., de Baltimore Orioles, é um “homem de verdade”. Está na capa. Ripken quebrou o recorde de Lou Gehrig de jogos de beisebol consecutivos das principais confederações e, segundo esse texto, ainda está se fortalecendo. Steve Young, zagueiro
  14. 14. do San Francisco Forty-Niners também está na capa. O diretor de cinema Spike Lee acrescenta seu rosto à capa e, para coroar, temos o cantor Tony Bennett. Carl Ripken, Jr., segurando um taco de beisebol, sorri na capa, onde também há uma citação sua: “Com todo o leite desnatado que eu tomo, meu nome bem que poderia ser Calcium ripken, Jr.,”. A Ripken junta-se o astro de basquete de Nova YORK, Patrick Ewing, que pergunta: “Você já viu quanto eu suo? Devo perder uns 4,5 quilos por jogo. E, pelo que sei, não perco só água. Também perco nutrientes. É por isso que tomo leite. Ele tem nove nutrientes essenciais de que meu corpo precisa, como cálcio e potássio. Pensei em falar com os caras de Chicago, mas está na hora de eles perderem alguma coisa.” Sou fã do New York Knicks e admirador fervoroso de Patrick Ewing. Ele faz um belo jogo e sabe competir como poucos. Entretanto, quando não evita por completo as entrevistas coletivas com a imprensa, geralmente responde a todas as perguntas com uma ou duas palavras. Quem realmente conhece Patrick fica impressionado com suas observações sobre o leite, que cumulativamente chegam a corresponder aos comentário de toda uma temporada, com as prorrogações incluídas. Esse atleta deve realmente adorar leite! O logotipo da National Osteoporosis Foundation aparece na quarta capa dessa brochura. Em letras maiúsculas: “RECOMENDAÇÃO DE ESPECIALISTAS”. Em minúsculas, o conselho: “Tome bastante, pouco não adianta. Os suplementos de cálcio não contêm todos os nutrientes balanceados que o leite oferece. Além disso, os especialistas recomendam que você dê preferência aos alimentos para obter os nutrientes de que seu corpo precisa.” Preferência aos alimentos? Em outro lugar da quarta capa, os especialistas dizem que “Popeye estava errado”. Esses especialistas em saúde chegam a advertir que “Espinafre não é a única solução. Pode conter um pouco de cálcio, mas também contém certas substâncias que aderem ao cálcio e diminuem sua absorção. Outras folhas verdes fornecem cálcio, mas em quantidades menores.” Pág. 20 Leite: que surpresa! A maior das duas brochuras mostra uma bela mulher com formas perfeitas, a pele sem manchas, dentes cor de pérola e um sorriso que aquece o coração, um rosto capaz de lançar 10 mil navios ao mar. E, evidentemente, aquele BIGODE DE LEITE que foi tão cuidadosamente aplicado sobre camadas e camadas de maquiagem acima do lábio superior da modelo, uma visão que os homens devem realmente achar irresistível porque resume e sublinha tudo o que é sensual na mulher norte-americana moderna.
  15. 15. Por quê o leite? Os equívocos dos Estados Unidos A Indústria de Laticínios acha que está na hora de “corrigir um mal- entendido em relação ao leite”. Sua mensagem: “Se você der mais suma olhada nas bebidas mais deliciosas da Mãe Natureza, o leite vai surpreendê-lo.” Eu não poderia ter pensado numa frase melhor! O National Fluid Milk Processor Promotion Board (NFMPPB) (Conselho Nacional de Processadores de Leite Líquido) pergunta: “Por que tanta gente para de ingerir um dos alimentos naturais mais ricos em nutrientes que existem?” Respondo à própria pergunta, explica que deve ser “um simples mal-entendido”. Essa mensagem lhe é enviadoi pelo pessoal do NFMPPB. Mito: O leite tem muita gordura e calorias. Fato: O leite desnatado e o leite a 1% têm pouca ou nenhuma gordura, mas têm todo o cálcio e outros nutrientes encontrados no leite integral. Contém menos calorias também. Mito: Leite é só para crianças. Fato: Nosso corpo precisa do cálcio e dos nutrientes do leite tanto aos 70 quanto aos 7 anos. Os adultos, e principalmente as mulheres, precdisam de 1.000 a 1.500 mg de cálcio por dia. Essa é a quantidade fornecida por três a cinco copos de leite de 240 ml. Mito: Os adultos podem obter o cálcio de que precisam com suplementos. Fato: Os suplementos de cálcio e bebidas enriquecidas com cálcio não oferecem todos os nutrientes encontrados no leite, como a vitamina D, potássio e fósforo – que ajudam nosso corpo a usar o cálcio com eficiência. E o National Institutes of Health diz que alimentos ricos em cálcio, como os laticínios, são a melhor fonte de cálcio que existe. Pág. 21 Uma modelo nua na página 9 da brochura traz a mensagem escrita nas costas: “a beleza dos ossos fortes.” A página 8 informa o leitor que “Mais de 20 milhões de mulheres norte-americanas sofrem de osteoporose, uma doença dolorosa que enfraquece os ossos.” Graças a Deus, o texto explica: “Na verdade, o leite é uma das melhores e mais ricas fontes de cálcio. Também é uma das maneiras mais fáceis, mais naturais e mais deliciosas de satisfazer suas necessidades diárias de cálcio.” Recomendações dos especialistas
  16. 16. A brochura do NFMPPB foi “criada com a ajuda de um grande número de especialistas, inclusive chefs de prestígio, nutricionistas diplomados, médicos e cientistas importantes”. A lista da quarta capa apresenta um número impressionante de médicos e nutricionistas que fazem parte da consultoria científica. Susan I. Barr. Ph. D. Susan Barr, Ph. D., é a primeira “especialista” apresentada na lista da página “RECOMENDAÇÕES DOS ESPECIALISTAS”. A dra. Barr é professora-adjunta de nutrição da Universidade Britânica da Colúmbia. A dra. Barr teve a bondade de ouvir as perguntas e dar conselhos sobre o leite. Respondendo a um e-mail, ela disse-me: “Eu hesitaria em me identificar como uma ‘especialista’ em nutrição e em leite – mas essa é uma área na qual realmente trabalho... faça as perguntas que vou tentar responder em um prazo razoável.” Respondi: “O NFMPPB diz que a senhora é uma especialista. As minhas perguntas são...” ainda estou esperando uma resposta de Susan Barr, Ph. D. Por quê é apresentada na lista da quarta capa da brochura “Leite, que surpresa!”, sob o título “recomendações dos Especialistas”? Barr é membro do National Institute of Nutrition (NIN) do Canadá, cujo objetivo e função é aumentar os conhecimentos e melhorar a prática da nutrição no Canadá. No verão de 1995, o NIN publicou um artigo intitulado “Os laticínios na alimentação canadense”. Esse artigo conclui: Os laticínios, nas quantidades recomendadas pelo Canada’s Food Guide to Healthy (Guia Alimentar Canadense para uma Dieta Saudável), oferecem um grande número de nutrientes essenciais para os canadenses de todas as idades. Esses nutrientes desempenham um papel crucial na manutenção da saúde e na prevenção de doenças que mais prejudicam a saúde e o bem-estar Pág. 22 De nossa população: doenças cardiovasculares, cânceres, osteoporose e hipertensão. Mas é importante escolher mais freqüentemente os produtos com menos gordura, dada a relação das gorduras ou certos tipos de gorduras com algumas dessas doenças. Para garantir um consumo adequado de vitamina D e manter a ingestão de leite dentro das quantidades recomendadas, o leite líquido provavelmente contribui com pelo menos metade do número recomendado de porções. Eis algumas afirmações interessantes do artigo:
  17. 17. 1. Os laticínios são uma fonte significativa de gordura, gorduras saturadas e colesterol; está comprovado que todos eles aumentar o colesterol do sangue e o risco de doenças cardiovasculares. 2. Estudos epidemiológicos sugerem uma relação relativamente importante entre as gorduras da alimentação e o câncer colorretal. 3. Alguns estudos mostraram uma associação positiva entre o consumo de leite e o câncer ovariano. Suzanne Oparil. Ph. D. Suzanne Oparil, Ph. D., é professora de medicina da Universidade de Alabama. Segundo o NFMPPB, é a atual presidenta da American Heart Association. Também é assessora nacional da Campanha de Nutrição e Saúde Feminina da American Dietetic Association. Belo currículo, ela também consta da lista que assina as “RECOMENDAÇÕES DE ESPECIALISTAS” na quarta capa da brochura do leite. Escrevi à dra. Oparil perguntando: “Eu gostaria de discutir sobre o leite, os hormônios do leite e outros fatores do leite que podem afetar a doença cardíaca. Disseram-me que a dra. Oparil era A especialista. Estou errado?” A dra. Oparil escreveu-me dizendo que “não era a especialista que eu devia procurar”. Robert P. Heaney. M.D. Os processadores de leite nos dizem que Robert P. Heaney, M.D., também faz parte do grupo seleto de especialistas cujas recomendações devemos seguir? Mesmo que o dr. Heaney tenha acreditado um dia que o leite era a melhor forma de obter cálcio na alimentação, não acredita mais. Perguntaram-lhe recentemente se o leite era a melhor forma de obter cálcio, e ele respondeu: “Não é verdade.” O dr. Heaney também é apresentado como especialista em cálcio e professor de medicina da Pág. 23 Escola de Medicina da Universidade Creighton de Omaha, Nebrasca. Esse especialista em leite aceitou a evidência de um estudo publicado no número de junho de 1995 do periódico The American College of Nutrition. Esse artigo revela que as pessoas absorvem apenas 25% do cálcio do leite, mas absorvem 42% do cálcio do suco de maçã. Ficamos nos perguntando se o dr. Heaney ainda é considerado um “especialista” pela Indústria de Laticínios. Quanto leite tomamos? O Ministério da Agricultura dos Estados Unidos publica um folheto contendo dados anuais sobre o consumo de alimentos dos norte- americanos. As informações dessa publicação de 1997 incluem dados
  18. 18. desde 1970 até o último ano em que eles foram coletados, 1995. O resumo (p.vii) revela o seguinte: “O aumento do consumo de leite com pouca gordura e do leite desnatado, em vez do leite integral, tem sido substancial. Mas o uso global da gordura do leite não caiu, porque o consumo de queijo subir vertiginosamente.” Os cálculos do Ministério da Agricultura em relação aos laticínios são um pouco enganosos. Qualquer que seja o nome que lhe queiram dar, leite é leite. Mas queijo não é leite. É uma forma concentrada de leite. Um indivíduo que consome 1 libra (453,59 gramas) de leite todo dia vai consumir 365 libras (165,56 kg) de leite por ano. Portanto, um indivíduo que consome 365 libras (165,56 kg) de queijo, sorvete ou manteiga está consumindo o mesmo peso em libras, mas diferentes proporções de fatores concentrados nos laticínios. Os fornecedores de leite e os processadores de alimentos são pagos por peso, não por volume líquido. As pessoas comem libras de queijo e bebem libras de leite. Quanto leite toma o norte-americano médio? Para entender a influência dos laticínios na alimentação, é preciso considerar os fatores de conversão. São necessárias 21.1 libras (9,57 kg) de leite para fabricar 1 libra (453,59 gramas) de manteiga; portanto, as 4.5 libras (2,04 kg) de manteira que todo norte-americano consumiu em 1995 convertem-se em 95.4 libras (43,27 kg) de leite usadas para fabricar essa manteiga. São necessárias 10 libras de leite para fazer 1 libra de queijo. São necessárias 12 libras de leite para fazer 1 libra de sorvete. São necessárias 2.1 libras de leite para fazer 1 libra de leite condensado. São necessárias 11 libras de leite para fazer 1 libra de leite em pó desnatado. São necessárias 7.4 libras de leite para fazer 1 libra de leite em pó integral. O Ministério da Agricultura publica os fatores de conversão e a média anual do total do consumo para cada produto. Em 1995, cada norte- americano consumiu Pág. 24 15.9 libras (7,21 kg) de sorvete. Como cada libra de sorvete precisa de 12 libras de leite, o total de consumo de produtos do leite (gordura, proteínas do leite, etc.) é igual a 12 x 15.9 = 190.8 libras de leite. Os dados apresentados a seguir baseiam-se num total de 260.341.000 norte-americanos no ano de 1995. O Ministério da Agricultura revela que o norte-americano médio consumiu 584 libras de leite e laticínios em 1995. A quantidade de leite necessária para fabricar os diversos laticínios que os norte-americanos consomem de fato (sorvete, manteiga, queijo etc.) foi muito maior do que o indicado pelas estatísticas do Ministério da Agricultura.
  19. 19. Consumo per capta de 1995 em libras Alimento Consumo em libras Fator de conversão Consumo de leite* Manteiga 4.5 21.2 95.40 Leite integral 72.1 1.0 72.10 Leite a 2% 69.1 1.0 69.10 Leite a 1% 22.0 1.0 22.00 Leite desnatado 33.7 1.0 33.70 Leite com sabor e aroma artificiais 10.4 1,0 10.40 Creme de leite 8.7 1.0 8.70 Queijo 27.7 10.0 277.00 Queijo cottage 2.6 4.0 10.40 Sorvete 15.9 12.0 190.80 Sorvete de leite desnatado 7.6 6.0 45.60 Shebert 1.3 4.5 5.85 Outros produtos gelados 4.8 1.0 4.80 Leite condensado 6.4 2.1 13.44 Leite em pó 0.4 7.4 2.96 Leite em pó desnatado 3.8 11.0 41.80 Soro em pó 3.5 8.0 28.00 * consumo de leite depois da conversão Consumo Anual Total de Laticínios _______________ 932.05 libras Pág. 25 Dividindo o número de libras de leite e laticínios consumidos todo ano pelo norte-americano médio (932.05) pelo número de dias do ano (365), descobrimos que foram necessárias 2.55 libras de leite para suprir o consumo diário de laticínios desse norte-americano típico. Conseqüentemente, em 1995, 10 milhões de vacas tiveram de produzir 663 milhões de libras de leite todos os dias, para assegurar que todo homem, mulher e criança dos Estados Unidos tivesse o seu bigode de leite. O Ministério da Agricultura revela que 152 bilhões de libras de leite foram produzidas pelas vacas leiteiras dos Estados Unidos em 1995. o que corresponde a 416 milhões de libras por dia.
  20. 20. A discrepância do leite Os números não batem! O Ministério da Agricultura dos Estados Unidos diz que 416 milhões de libras de leite são produzidas todos os dias mas os números publicados pelo mesmo órgão revelam que 663 milhões de libras são produzidas diariamente. Estão faltando 247 milhões de libras de leite por dia. Para onde foram? Por quê estão faltando? É possível entender que quando toda a gordura do leite integral é transformada em manteiga, sobra alguma coisa. Essa sobra, que é proteína de leite sem gordura, é usada para fazer leite em pó desnatado, que é acrescentado a muitos produtos comerciais diferentes para lhes aumentar o volume ou o peso. O Ministério da Agricultura não acusa a perda, nem nota a discrepância. Provavelmente há uma sobreposição de vários produtos, dependendo dos cálculos de equivalência em leite feitos para descobrir o conteúdo em gordura do leite. O Ministério da Agricultura não publica dados completos, e cálculos detalhados e rigorosos relativos a esses dados são praticamente impossíveis de fazer. Considere o seguinte: os produtores de laticínios dos Estados Unidos pagam 15 centavos de dólar ao Dairy Marketing Board (Conselho de Marketing de Laticínios) por cada 100 libras de leite que produzem. Isso significa que, se o Ministério da Agricultura estiver certo e 416 milhões de libras de leite são produzidas diariamente, então do Dairy Marketing Board arrecada US$ 228 milhões de dólares por ano para “comercializar” leite e laticínios. Mas, se forem produzidas 663 milhões de libras de leite diariamente, então a Indústria de Laticínios recebe US$ 364 milhões por ano. Quanto a Indústria de Laticínios recebe dos produtores de leite? US$ 228 milhões ou US$ 364 milhões? Será que alguém, além da Indústria de Laticínios confere esses números? Uma mensagem deixada numa linha direta de telefone, a 1-800 WHY MILK, relativa a essa diferença nos números, não teve resposta. Pág. 26 Dizem que o leite é o alimento mais perfeito da face da terra. Quem diz isso? A Indústria de Laticínios? Nossas mães? Desde a infância aceitamos o mito e pomos em prática de que o leite é essencial para o crescimento e para ter saúde. Observando a tabela da página 24, constatamos que são necessárias 5 ¼ de libras de leite para fazer um tablete de manteiga. Divida esse tablete de manteiga em cinco pedaços. Um pedaço é usado para fritar seus ovos e para passar no pão – isso equivale a aproximadamente 1 libra de leite (mais ou menos meio litro). Os pais e mães norte-americanos usam o leite para fazer do preparo do desjejum uma atividade que dura 30 segundos. Uma porção de flocos de cereal colocados numa tigela, temperados com açúcar e amolecidos com um belo leite frio assegura uma refeição nutritiva e “saudável” para o Júnior comer antes de ir para a escola. Os ovos levam alguns minutos
  21. 21. para preparar. Toda criança gostaria de comer um omelete, duas fatias de torrada de pão integral com manteiga, suco feito na hora. Se a mamãe ou o papai tivesse tempo... Corta, despeja os cereais, abre, derrama o leite, adoça, come e já para a escola. Nutricionistas, médicos da família, professores, todos concordam que o leite ajuda a ter um corpo forte, e que é um item importante na alimentação de todo norte-americano. (este é somente um pequeno trecho do livro. Continua até à página 354) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Não deixe de adquirir e ler com MUITA ATENÇÃO este livro: As informações são extremamente importantes para a nossa saúde!!! Editora Ground Ltda. Rua Lacedemônia, 68 – Vila Alexandria 04634-020 – São Paulo – Brasil Tel: (0xx11) 5031.1500 / Fax: 5031.3462 editora@ground.com.br www.ground.com.br este livro também pode ser adquirido pela internet: http://www.livrariasaraiva.com.br/ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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