Pernambuco (imortal)

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Pernambuco (imortal)

  1. 1. PERNAMBUCO ImortalRevoltas e Revoluções CLIQUE
  2. 2. A origem do nome Pernambuco• Bravos, prontos a defender as terras onde perambulavam suas tribos nómades, os índios habitavam Pernambuco e é natural que lhes dessem nome. Havia entre eles antropófagos que eram "caetés, tabaiares e potiguares, pertencentes à grande família tupi, cuja barbárie contrastava com a organização social dos povos fracos e pouco guerreiros que habitavam as costas areentas do Pacífico e os platôs dos Andes".• O nome Pernambuco vem do tupi Paranãpuka, que significa "buraco de mar", expressão com a qual os índios conheciam a foz do rio Santa Cruz, que separa a ilha de Itamaracá do continente, ao norte do Recife. Daí, caminhou para suas formas primitivas Perñabuquo e Fernambouc, já denominando o porto do Recife e fazendo-se presente nos mapas portugueses
  3. 3. Insurreição Pernambucana - 1645Líderes insurretos pernambucanos decidem lutar contra odomínio holandês e têm a primeira vitória no Monte dasTabocas, onde 1200 insurretos mazombos armados dearmas de fogo, foices, paus e flechas derrotaram numaemboscada 1900 holandeses bem armados e bemtreinados. Os holandeses que sobreviveram seguiram paraCasa Forte, sendo novamente derrotado pela aliança dosmazombos, índios nativos e escravos negros. Recuaramvárias vezes e foram sucessivamente derrotados pelosinsurretos.Em 1646, ocorreu a famosa Batalha de Tejucupapo, ondemulheres camponesas armadas de utensílios agrícolas earmas leves expulsaram os invasores holandeses,humilhando-os definitivamente. Esse fato históricoconsolidou-se como a primeira importante participaçãomilitar da mulher na defesa do território brasileiro.
  4. 4. Insurreição Pernambucana - 1645 Cidade Maurícia
  5. 5. Insurreição Pernambucana - 1645 Batalha dos Guararapes
  6. 6. Guerra dos Mascates - 1710Pouco após receber a carta Régia que elevou o povoado àcondição de vila, os comerciantes inauguraram o Pelourinhoe o prédio da câmara Municipal, separando o formalmente oRecife de Olinda, a sede da capitania.As hostilidades contra Recife iniciaram-se com a demoliçãodo Pelourinho, rasgando o Foral régio, libertando os presose perseguindo pessoas ligadas ao governador (mascate).Os mascates contra-atacaram invadindo Olinda provocandoincêndios e destruição em vilas e engenhos na região. Porfim, A burguesia mercantil recebeu o apoio da metrópole, eo Recife manteve a sua autonomia. Pernambuco foi palco do conflito entre portugueses e senhores de engenhos
  7. 7. Guerra dos Mascates - 1710
  8. 8. Guerra dos Mascates - 1710
  9. 9. Conspiração dos Suaçunas – 1800Projeto de revolta que teve discussões filosóficas e políticasrealizadas por padres e alunos do Seminário de Olinda sobforte influencia das idéias do Iluminismo e da RevoluçãoFrancesa.A conjuração contra o domínio português no Brasil, tinhacomo projeto a emancipação de Pernambuco constituindo-se uma república sob a proteção de Napoleão Bonaparte.
  10. 10. Conspiração dos Suaçunas – 1800
  11. 11. Revolução Pernambucana – 1817Devido a crise econômica regional, o absolutismomonárquico português e a influência das idéias Iluministas,propagadas pelas sociedades maçônicas, foi desperatadoum sentimento de revolta entre a elite pernambucana.Apesar do governo ficar sabendo dos planos dosrevolucionários e mandar prender os principais implicadosna conspiração. Estes, anteciparam a eclosão domovimento, que teve início quando um dos líderes umoficial português encarregado de prendê-lo.A revolta estendeu-se rapidamente e os patriotas tornaram-se senhores da situação, estabelecendo um novo governo.Tendo conseguido dominar o Governo Provincial, seapossaram do tesouro da província, instalaram um governoprovisório e proclamaram a República.
  12. 12. Revolução Pernambucana – 1817
  13. 13. Revolução Pernambucana – 1817
  14. 14. Revolução Pernambucana – 1817
  15. 15. Revolução Pernambucana – 1817
  16. 16. Revolução Pernambucana – 1817O sentimento de patriotismo dos pernambucanos cresceutanto ao ponto de passarem a usar nas missas aaguardente (em lugar do vinho) e a hóstia feita de mandioca(em lugar do trigo), como forma de marcar a sua identidade.Pelas ruas do Recife se ouvia, aqui e ali, o seguinte verso:“Quando a voz da pátria chamatudo deve obedecer;Por ela a morte é suavePor ela cumpre morrerse todos nos juntarmosconseguiremos vencer” Bandeira da Revolução Pernambucana de 1817, cujas estrelas representam Paraíba, Ceará e Pernambuco
  17. 17. Confederação do Equador – 1824Recife e Olinda figuravam como os principais centros deresistências do movimento republicano e separatista queuniu Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte contra oautoritarismo da Constituição outorgada por D. Pedro I.O objetivo da era formar um novo estado completamenteseparado do Império, cujas bases eram um governorepresentativo e republicano, garantindo a autonomia dasprovíncias confederadas. Bandeira da Confederação do Equador, com ramo de algodão e cana de açúcar Junta da Confederação do Equador em Pernambuco
  18. 18. Confederação do Equador – 1824 Exército Imperial do Brasil ataca as forças confederadas no Recife
  19. 19. Confederação do Equador – 1824 Julgamento e execução de um dos líderes Frei Caneca
  20. 20. Confederação do Equador – 1824PernambucoGrandiosoMapa de Pernambuco,com as Comarcas deSão Francisco e deAlagoas, que D. PedroI tomou na constituiçãode 1824. A Bahiaganhou a Comarca deSão Francisco.
  21. 21. Revolução Praieira – 1848Na província de Pernambuco explodiu a revolta de caráterliberal e federalista.Os rebeldes queriam formar uma nova Constituinte paraalterar a Constituição brasileira de 1824, visando a efetivaliberdade de imprensa, a extinção do poder moderador e docargo vitalício de senador, além da nacionalização docomércio varejista, entre outras propostas Igualdade, contra toda exploração. Rua da Praia Recife.
  22. 22. Revolução Praieira – 1848A rebelião começou espontaneamentee logo se alastrou Os conflitos se espalharam pelas ruas do Recife
  23. 23. Sentimento autonomista e antilusitano“Quando a pátria careceu dos braços e sangue de seusfilhos, ao lado dos pardos não lhe deram seus braços esangue os brancos e os pretos? Quando aqueles lavaramde suas lágrimas os ferros do despotismo, não correramtambém a fio as lágrimas destes?Antes os brancos tem padecido mais do que os outrospernambucanos nas maiores tempestades de Pernambuco.Nas sedições do século passado, entrando todos narefrega, somente sobre os brancos vieram os flagelos e osraios; as masmorras foram cheias das pessoas maisrespeitáveis de Pernambuco; outros amontoaram-se aosmais embrenhados matos e longínquos sertões; e viram-secarregados de ferros e remetidos para Portugal, oscoronéis, capitães, tenentes-coronel, majores, comissários,licenciados, e seus respectivos familiares”. (Adaptado - Frei Caneca, século XIX)
  24. 24. Coração do Brasil, em teu seio Do futuro, és a crença, a esperançaCorre sangue de heróis – rubro veio, Desse povo que altivo descansaQue há de sempre o valor traduzir, Como o atleta depois de lutar...És a fonte da vida e da história No passado o teu nome era um mito,Desse povo coberto de glória, Era o sol a brilhar no infinito,O primeiro talvez do porvir! Era a glória na terra a brilhar!Salve ó terra dos altos coqueiros, A República é filha de Olinda,De beleza soberbo estendal! Alva estrela, que fulge e não findaNova Roma de bravos guerreiros, De esplendor com os seus raios de luz.Pernambuco imortal! Imortal! Liberdade um teu filho proclama, Dos escravos o peito se inflamaEsses montes e vales e rios, Ante o sol dessa terra da cruz!Proclamando o valor dos teus briosReproduzem batalhas cruéis.Do presente és a guarda avançada,Sentinela indormida e sagrada,Que defende da Pátria os Lauréis!

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