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LEISHMANIOSE
TEGUMENTAR
E
LEISHMANIOSE
VISCERAL
Universidade Estadual de Montes Claros –
Unimontes
Leishmanioses
Leishmanioses representam um conjunto de
enfermidades diferentes entre si, que podem
comprometer pele, mucosas e
vísceras, dependendo da espécie do parasita
e da resposta imune do hospedeiro. São
produzidas por diferentes espécies de
protozoário pertencente ao gênero
Leishmania, parasitas com ciclo de vida
heteroxênico, vivendo alternadamente em
hospedeiros vertebrados (mamíferos) e
LEISHMANIO
SE
TEGUMENTA
R
AMERICANA
Leishmaniose Tegumentar
Americana
 A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma
doença infecciosa, não contagiosa, causada por
protozoário do gênero Leishmania, de transmissão
vetorial, que acomete pele e mucosas;
 É um protozoário pertencente a família
Trypanosomatídae com duas formas principais: uma
flagelada ou promastigota, e outra aflagelada ou
amastigota;
 A leishmaniose tegumentar americana (LTA), inclui a
leishmaniose cutânea (LC) e leishmaniose mucosa(LM).
 É primariamente uma infecção zoonótica que afeta
outros animais que não o homem, o qual pode ser
Agente etiológico
 Gênero: Leishmania
 Subgênero: Vianniae Leishmania
 Espécies dermotrópicas em humanos:
• L. (V.) braziliensis
• L. (V.) guyanensis
• L. (L.) amazonensis
• L. (V.) lainsoni
• L. (V.) naiffi
• L. (V.) lindenberg
• L. (V.) shawi
Leishmaniose Tegumentar
Americana
 No Brasil, foram identificadas 7 espécies, sendo 6 do
subgênero Viannia e 1 do subgênero Leishmania. As 3
principais espécies são:
 Leishmania (Viannia) braziliensis: é a espécie mais
prevalente no homem e pode causar lesões cutâneas e
mucosas.
 Leishmania (V.) guyanensis: causa sobretudo lesões
cutâneas.
 Leishmania (Leishmania) amazonensis: agente etiológico de
LTA, incluindo a forma anérgica ou
leishmaniose cutânea difusa.
Agente Etiológico
Vetor
 Gênero: Lutzomyia
 Espécies:
• L. intermedia
• L. whitmani
• L. migonei
• L. flaviscutellata
• L. complexa
• L. fischeri
• L. ayrozai
Leishmaniose Tegumentar
Americana
 Os vetores da LTA são insetos denominados
flebotomíneos, pertencentes à ordem Diptera, família
Psychodidae, sub-família Phlebotominae, gênero
Lutzomyia, conhecidos popularmente, dependendo
da localização geográfica, como mosquito
palha, tatuquira, birigui, entre outros.
Vetores
 Ele é muito pequeno, mede de 2 a 3 mm de
comprimento.
 Durante o dia ele fica escondido em locais
úmidos e escuros, como quintais com
vegetação, bananeiras, galinheiros, matas,
etc.
 O macho se alimenta de seiva e sucos
 Requisitos para uma espécie de flebotomíneo
ser vetora:
- Deve ser antrofílica e zoofilíca;
- Deve estar parasitado;
- Deve estar parasitado com a mesma espécie de
parasito que a do homem;
- Deve ter distribuição geográfica igual ao do parasito;
- Deve transmitir o protozoário pela picada;
- Deve ser abundante na natureza;
Vetores
Epidemiologia
A LTA tem sido descrita em quase todos os países
americanos, do sul dos Estados Unidos ao norte da
Argentina, com exceção do Uruguai e do Chile. No
Brasil, a doença apresenta ampla distribuição por todas
as regiões geográficas;
No Brasil, a LTA apresenta três padrões epidemiológicos
característicos:
 Silvestre;
 Ocupacional e Lazer;
 Rural e periurbano em áreas de colonização
 O ciclo silvestre representa o padrão normal da
LTA, por isso, a proximidade da mata é imperativa no
Epidemiologia
Figura 1. Evolução dos casos de LTA entre 1980 e
2007 no Brasil.
Reservatórios
Silvestres
 Roedores, marsupiais, desdentados e canídeos
silvestres
 Domésticos
 Com raras exceções, as leishmanioses constituem zoonoses
de animais silvestres, incluindo
marsupiais, desdentados, carnívoros e mesmo primatas e mais
raramente animais domésticos. O homem representa
hospedeiro acidental e parece não ter um papel importante na
manutenção dos parasitas na natureza.
 Condições necessárias para um vertebrado ser considerado
Verdadeiro Reservatório:
 Deve ser abundante na natureza e ter a mesma distribuição geográfica
que a doença;
 Poder de atração ao vetor e contato estreito com o vetor;
 Deve ter longo tempo de vida;
 Proporção grande de indivíduos infectados;
 Deve ter grande concentração do parasito na pele ou no sangue;
 O parasito não deve ser patogênico para o reservatório;
 Parasito deve ser isolado e caracterizado e deve ser o mesmo que
parasita o homem.
Reservatórios
Figura 4: Ciclo de transmissão das leishmanioses
Transmissão
Mecanismo de Transmissão
 A transmissão se dá através da picada de insetos
transmissores infectados. Não há transmissão de pessoa
a pessoa ou animal a animal.
Período de Incubação
 Tempo entre a picada inseto e aparecimento da lesão
inicial – 2 semanas a 3 meses
 hospedeiro mamífero reservatório natural do parasito
raramente produz doença;
 Apenas a fêmea do mosquito transmite a doença.
Transmissão
Figura 5: Ciclo biológico do vetor
Imunopatogênese
HOMEM
Mosquito
inocula na
derme
FORMAS
PROMASTIGO
TAS
Atração dos
macrófagos (4 a
8 h fagocitose
induzida)
Transformação
em FORMAS
AMASTÍGOTA
S
Resistem ação
dos lisossomas
 divisão
binária
Rompe
membrana
macrófago
Libera
AMASTÍGOTA
S no tecido
Fagocitadas 
iniciando uma
reação inflamatória no
local
Imunopatogênese
Classicamente, a doença se manifesta sob duas
formas: leishmaniose cutânea e leishmaniose
mucosa, essa última também conhecida como
mucocutânea, que podem apresentar diferentes
manifestações clínicas.
 Infecção Inaparente;
 Leishmaniose linfonodal;
 Leishmaniose cutânea (LC);
 Leishmaniose mucosa ou mucocutânea
 Sinais clínicos nos animais: Semelhante a
encontrada em humanos
Apresentações Clínicas
 Leishmaniose cutânea (LC)
Forma cutânea localizada
Forma cutânea disseminada
Estágio inicial –placa infiltrativa
Estágio inicial – ulceração
Apresentações Clínicas
 Placa infiltrativa
 Bordas crostosas
 Áreas satélites
(nódulos)
Sintomas sistêmicos:
- Febre
- Mal-estar
- Dores musculares
-
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- Anorexia
 Leishmaniose mucosa ou mucocutânea
 3 –5% dos casos
 Secundária a lesão cutânea
 Surgimento após a cura clínica
 Evolução crônica e sem tratamento adequado
 Lesões múltiplas e acima da cintura
 Sexo masculino
 Faixas etárias mais velhas
 Ocorrem dentro de 10 anos
 2 anos após a cicatrização da lesão de pele
 L. (V.) braziliensis
 Montenegro fortemente positivo
Apresentações Clínicas
 Diagnóstico diferencial
 Diagnóstico Clínico
 Diagnóstico Laboratorial
a) Exames parasitológicos;
b) Histopatológico;
c) Exames imunológicos;
d) Testes moleculares;
e) Teste intradérmico de Montenegro ou da
Leishmania;
f) Caracterização das espécies.
Diagnóstico
 Drogas de primeira escolha no tratamento da LTA: o
antimoniato-N-metil-glucamina (antimoniato de meglumina) e o
estibogluconato de sódio.
- Esquema terapêutico preconizado para as diversas formas clínicas de LTA:
Tratamento
 Drogas de segunda escolha: Anfotericina B (Primeira
escolha para gestantes) e Pentamidina.
 O controle da LTA deve ser abordado, de maneira abrangente, sob os
aspectos da vigilância epidemiológica, medidas de atuação na cadeia de
transmissão, medidas educativas e medidas administrativas
 Nas áreas de maior incidência, as equipes do Programa Saúde da Família
podem ter importante papel na busca ativa de casos e na adoção de
atividades educacionais junto à comunidade.
 Nas áreas de perfil periurbano ou de colonização antiga deve-se buscar a
redução do contato vetorial através de inseticidas de uso residual, do uso
de medidas de proteção individual como mosquiteiros, telas finas nas
janelas e portas (quando possível), repelentes e roupas que protejam as
áreas expostas, e de distanciamento mínimo de 200 a 300 metros das
moradias em relação à mata.
 Outra estratégia de controle seria a abordagem dos focos de transmissão
peridomiciliar, implementando as condições de saneamento evitando o
acúmulo de lixo (matéria orgânica) e de detritos que possam atrair
roedores e pequenos mamíferos, somadas as melhorias das condições
habitacionais.
Prevenção e Controle
LEISHMANIO
SE VISCERAL
Leishmaniose Visceral
 A leishmaniose visceral (LV) ou Calazar, zoonose típica
de regiões tropicais, atualmente é considerada como
uma das endemias prioritárias no mundo;
 É uma doença sistêmica grave que atinge as células do
sistema mononuclear fagocitário do homem e
animais, sendo os órgãos mais afetados o
baço, fígado, linfonodos, medula óssea e pele.
 A leishmaniose visceral vem constituindo um sério e
importante problema de saúde pública devido à
gravidade das manifestações da doença, à sua
incidência e pelo seu alto índice de letalidade quando
não tratada.
Agente etiológico
 Gênero: Leishmania
 Subgênero: Leishmania
 Espécies:
• L. (L.) donavani
• L. (L.) infantun
• L. (L.) chagasi
Leishmaniose Tegumentar
Americana
Forma flagelada ou
promastigota
Forma aflagelada ou
amastigota
 Os agentes etiológicos da leishmaniose visceral são
protozoários tripanosomatídeos do gênero
Leishmania, parasita intracelular obrigatório das células
do sistema fagocítico mononuclear, com uma forma
flagelada e outra aflagelada ou amastigota;
 Leishmania (Leishmania) donovani: presente no
continente asiático;
 Leishmania (Leishmania) infantun: presente na Europa
e África;
 Leishmania (Leishmania) chagasi:responsabilizada
pela doença nas Américas
Agente Etiológico
Vetor
 Gênero: Lutzomyia
 Espécies:
• Lutzomyia longipalpis
• Lutzomyia cruzi
Leishmaniose Tegumentar
Americana
 Os vetores da LTA são insetos denominados
flebotomíneos, pertencentes à ordem Diptera, família
Psychodidae, sub-família Phlebotominae, gênero
Lutzomyia, conhecidos popularmente, dependendo da
localização geográfica, como mosquito
palha, tatuquira, birigui, entre outros.
 Ele é muito pequeno, mede de 2 a 3 mm de
comprimento.
 A atividade dos flebotomíneos é crepuscular e noturna.
No intra e peridomicílio, a L. longipalpis é
encontrada, principalmente, próximas a uma fonte de
alimento. Durante o dia, estes insetos ficam em
repouso, em lugares sombreados e úmidos, protegidos
do vento e de predadores naturais.
Vetores
Epidemiologia
Esta zoonose encontra-se amplamente distribuída em 65
países, no qual a cada ano são notificados cerca de
500.000 novos casos, destes, estão concentrados na
Índia, Nepal, Sudão, Bangladesh e Brasil, sendo que este
último representa 90% dos casos nas. No Brasil, a região
mais acometida pela leishmaniose visceral é o
nordeste, chegando a 77% dos registros de casos.
 O aparecimento de casos humanos normalmente é
precedido por casos caninos e a infecção em cães tem
sido mais prevalente do que no homem.
 A doença é mais freqüente em crianças menores de 10
anos (54,4%), sendo 41% dos casos registrados em
menores de 5 anos. O sexo masculino é
Epidemiologia
Figura 1. Distribuição dos casos de LTA entre 1980 e
2007 no Brasil.
Figura 2. Casos de LV no Brasil por Regiões (1980-
2007)
Epidemiologia
Reservatórios
Silvestres
 Raposas e marsupiais
 Domésticos
 A transmissão se dá pela picada das fêmeas de insetos
flebotomíneos das espécies Lutzomyia longipalpis ou Lutzomyia
cruzi infectados pela Leishmania chagasi.
 Alguns autores admitem a hipótese da transmissão entre a
população canina através da ingestão de carrapatos infectados e
mesmo através de mordeduras, cópula, ingestão de vísceras
contaminadas;
 Não ocorre transmissão direta da LV de pessoa a pessoa ou de
animal para animal.
 Conforme as características de transmissão ela pode ser
considerada como:
 - Leishmaniose Zoonótica com transmissão animal - vetor -
homem, ocorre em regiões da L.chagasi/infantum.
 - Leishmaniose Antroponótica onde a transmissão é homem - vetor
Transmissão
Figura 5: Ciclo
biológico do
vetor
Imunopatogênese
Ciclo biológico
HOMEM
Mosquito
inocula na
derme
FORMAS
PROMASTIGO
TAS
Atração dos
macrófagos (4 a
8 h fagocitose
induzida)
Transformação
em FORMAS
AMASTÍGOTA
S
Resistem ação
dos lisossomas
 divisão
binária
Rompe
membrana
macrófago
Libera
AMASTÍGOTA
S no tecido
Fagocitadas 
iniciando uma
reação inflamatória no
local
Imunopatogênese
 Vários autores, em seus estudos relataram que as características
clínicas mais freqüentes nos pacientes são
febre, emagrecimento, esplenomegalia, aumento de volume
abdominal e hepatomegalia com diferentes percentuais entre
adultos e crianças, sendo também, em cada estudo percentuais
variáveis entre os achados clínicos;
 Inicia o desenvolvimento dos primeiros sinais clínicos no período de
10 dias a 24 meses após a infecção, pode-se considerar em média
de 2 a 6 meses. As manifestações da doença são amplamente
variáveis em cada paciente, mas na maioria das vezes, é
caracterizada pela febre de longa duração, astenia, adinamia e
anemia, perda de peso, entre outros sinais;
 Os sintomas da LV se assemelham em alguns aspectos com a
sintomatologia de outras parasitoses como, doença de
Chagas, malária, toxoplasmose, esquistossomose, febre
Apresentações Clínicas
Apresentações Clínicas
Sinais clínicos nos animais:
 Classicamente os cães se apresentam com lesões
cutâneas, descamação e eczemas, em particular no
espelho nasal e orelhas. Nos estágios mais
avançados os cães podem apresentar
onicogrifose, esplenomegalia, linfoadenopatia, alop
ecia, dermatites, ceratoconjuntivite, coriza, apatia, d
iarréia, hemorragia intestinal, edemas de patas e
vômitos.
Apresentações Clínicas
 Diagnóstico diferencial
 Diagnóstico Clínico
 Diagnóstico Laboratorial
a) Exames parasitológicos;
b) Histopatológico;
c) Exames imunológicos;
d) Testes moleculares;
e) Caracterização das espécies.
Diagnóstico
 Drogas de primeira escolha no tratamento da LV: o
antimoniato-N-metil-glucamina (antimoniato de meglumina) e o
estibogluconato de sódio.
 Drogas de segunda escolha: Anfotericina B (Primeira escolha
para gestantes) e Pentamidina.
Tratamento
 Diagnóstico e tratamento precoce dos casos humanos.
 Atividades de educação em saúde inseridas em todos os ser
viços que desenvolvem as ações de controle da
LV, requerendo o envolvimento efetivo de equipes
multiprofissionais e multiinstitucionais com vistas ao trabalho
articulado nas diferentes unidades de prestação de serviços.
 Controle vetorial recomendado no âmbito da proteção
coletiva, por meio da utilização de inseticidas de ação
residual, dirigida apenas para o inseto adulto e do
saneamento ambiental com limpeza e retirada de materiais
orgânicos em decomposição.
 Controle dos reservatórios, diagnóstico e eliminação de cães
infectados e medidas para evitar a contaminação de cães
sadios.
Prevenção e Controle
 Brasil. Ministério da Saúde. Atlas de leishmaniose tegumentar
americana. Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de
Vigilancia Epidemiológica – Brasília: Editora do Ministério da
Saúde, 2006.
 BRASIL, Ministério da Saúde – Manual de vigilância da leishmaniose
Tegumentar Americana. Brasília, Ministério da Saúde, 2007.
 BASANO S. A. e CAMARGO L. M. A. - Leishmaniose tegumentar
americana: histórico, epidemiologia e perspectivas de controle. Rev.
Bras. Epidemiol. (3):328-337, 2004.
 BRASIL, Ministério da Saúde – Manual de vigilância e controle da
leishmaniose visceral. Brasília, Ministério da Saúde, 2006.
 BRASIL. Ministério da Saúde. . Secretaria de Vigilância em Saúde.
Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e
parasitárias: guia de bolso. 8 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
 Gontijo CMF, Melo MN. Leishmaniose visceral no Brasil: quadro
atual, desafios e perspectivas. Rev Bras de Epidemiologia, 2004;
7:338-349.
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Leishmaniose tegumentar e visceral

  • 2. Leishmanioses Leishmanioses representam um conjunto de enfermidades diferentes entre si, que podem comprometer pele, mucosas e vísceras, dependendo da espécie do parasita e da resposta imune do hospedeiro. São produzidas por diferentes espécies de protozoário pertencente ao gênero Leishmania, parasitas com ciclo de vida heteroxênico, vivendo alternadamente em hospedeiros vertebrados (mamíferos) e
  • 4. Leishmaniose Tegumentar Americana  A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoário do gênero Leishmania, de transmissão vetorial, que acomete pele e mucosas;  É um protozoário pertencente a família Trypanosomatídae com duas formas principais: uma flagelada ou promastigota, e outra aflagelada ou amastigota;  A leishmaniose tegumentar americana (LTA), inclui a leishmaniose cutânea (LC) e leishmaniose mucosa(LM).  É primariamente uma infecção zoonótica que afeta outros animais que não o homem, o qual pode ser
  • 5. Agente etiológico  Gênero: Leishmania  Subgênero: Vianniae Leishmania  Espécies dermotrópicas em humanos: • L. (V.) braziliensis • L. (V.) guyanensis • L. (L.) amazonensis • L. (V.) lainsoni • L. (V.) naiffi • L. (V.) lindenberg • L. (V.) shawi Leishmaniose Tegumentar Americana
  • 6.  No Brasil, foram identificadas 7 espécies, sendo 6 do subgênero Viannia e 1 do subgênero Leishmania. As 3 principais espécies são:  Leishmania (Viannia) braziliensis: é a espécie mais prevalente no homem e pode causar lesões cutâneas e mucosas.  Leishmania (V.) guyanensis: causa sobretudo lesões cutâneas.  Leishmania (Leishmania) amazonensis: agente etiológico de LTA, incluindo a forma anérgica ou leishmaniose cutânea difusa. Agente Etiológico
  • 7. Vetor  Gênero: Lutzomyia  Espécies: • L. intermedia • L. whitmani • L. migonei • L. flaviscutellata • L. complexa • L. fischeri • L. ayrozai Leishmaniose Tegumentar Americana
  • 8.  Os vetores da LTA são insetos denominados flebotomíneos, pertencentes à ordem Diptera, família Psychodidae, sub-família Phlebotominae, gênero Lutzomyia, conhecidos popularmente, dependendo da localização geográfica, como mosquito palha, tatuquira, birigui, entre outros. Vetores  Ele é muito pequeno, mede de 2 a 3 mm de comprimento.  Durante o dia ele fica escondido em locais úmidos e escuros, como quintais com vegetação, bananeiras, galinheiros, matas, etc.  O macho se alimenta de seiva e sucos
  • 9.  Requisitos para uma espécie de flebotomíneo ser vetora: - Deve ser antrofílica e zoofilíca; - Deve estar parasitado; - Deve estar parasitado com a mesma espécie de parasito que a do homem; - Deve ter distribuição geográfica igual ao do parasito; - Deve transmitir o protozoário pela picada; - Deve ser abundante na natureza; Vetores
  • 10. Epidemiologia A LTA tem sido descrita em quase todos os países americanos, do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina, com exceção do Uruguai e do Chile. No Brasil, a doença apresenta ampla distribuição por todas as regiões geográficas; No Brasil, a LTA apresenta três padrões epidemiológicos característicos:  Silvestre;  Ocupacional e Lazer;  Rural e periurbano em áreas de colonização  O ciclo silvestre representa o padrão normal da LTA, por isso, a proximidade da mata é imperativa no
  • 11. Epidemiologia Figura 1. Evolução dos casos de LTA entre 1980 e 2007 no Brasil.
  • 12. Reservatórios Silvestres  Roedores, marsupiais, desdentados e canídeos silvestres  Domésticos
  • 13.  Com raras exceções, as leishmanioses constituem zoonoses de animais silvestres, incluindo marsupiais, desdentados, carnívoros e mesmo primatas e mais raramente animais domésticos. O homem representa hospedeiro acidental e parece não ter um papel importante na manutenção dos parasitas na natureza.  Condições necessárias para um vertebrado ser considerado Verdadeiro Reservatório:  Deve ser abundante na natureza e ter a mesma distribuição geográfica que a doença;  Poder de atração ao vetor e contato estreito com o vetor;  Deve ter longo tempo de vida;  Proporção grande de indivíduos infectados;  Deve ter grande concentração do parasito na pele ou no sangue;  O parasito não deve ser patogênico para o reservatório;  Parasito deve ser isolado e caracterizado e deve ser o mesmo que parasita o homem. Reservatórios
  • 14. Figura 4: Ciclo de transmissão das leishmanioses Transmissão
  • 15. Mecanismo de Transmissão  A transmissão se dá através da picada de insetos transmissores infectados. Não há transmissão de pessoa a pessoa ou animal a animal. Período de Incubação  Tempo entre a picada inseto e aparecimento da lesão inicial – 2 semanas a 3 meses  hospedeiro mamífero reservatório natural do parasito raramente produz doença;  Apenas a fêmea do mosquito transmite a doença. Transmissão
  • 16. Figura 5: Ciclo biológico do vetor Imunopatogênese
  • 17. HOMEM Mosquito inocula na derme FORMAS PROMASTIGO TAS Atração dos macrófagos (4 a 8 h fagocitose induzida) Transformação em FORMAS AMASTÍGOTA S Resistem ação dos lisossomas  divisão binária Rompe membrana macrófago Libera AMASTÍGOTA S no tecido Fagocitadas  iniciando uma reação inflamatória no local Imunopatogênese
  • 18. Classicamente, a doença se manifesta sob duas formas: leishmaniose cutânea e leishmaniose mucosa, essa última também conhecida como mucocutânea, que podem apresentar diferentes manifestações clínicas.  Infecção Inaparente;  Leishmaniose linfonodal;  Leishmaniose cutânea (LC);  Leishmaniose mucosa ou mucocutânea  Sinais clínicos nos animais: Semelhante a encontrada em humanos Apresentações Clínicas
  • 19.  Leishmaniose cutânea (LC) Forma cutânea localizada Forma cutânea disseminada Estágio inicial –placa infiltrativa Estágio inicial – ulceração Apresentações Clínicas  Placa infiltrativa  Bordas crostosas  Áreas satélites (nódulos) Sintomas sistêmicos: - Febre - Mal-estar - Dores musculares - Emagrecimento - Anorexia
  • 20.  Leishmaniose mucosa ou mucocutânea  3 –5% dos casos  Secundária a lesão cutânea  Surgimento após a cura clínica  Evolução crônica e sem tratamento adequado  Lesões múltiplas e acima da cintura  Sexo masculino  Faixas etárias mais velhas  Ocorrem dentro de 10 anos  2 anos após a cicatrização da lesão de pele  L. (V.) braziliensis  Montenegro fortemente positivo Apresentações Clínicas
  • 21.  Diagnóstico diferencial  Diagnóstico Clínico  Diagnóstico Laboratorial a) Exames parasitológicos; b) Histopatológico; c) Exames imunológicos; d) Testes moleculares; e) Teste intradérmico de Montenegro ou da Leishmania; f) Caracterização das espécies. Diagnóstico
  • 22.  Drogas de primeira escolha no tratamento da LTA: o antimoniato-N-metil-glucamina (antimoniato de meglumina) e o estibogluconato de sódio. - Esquema terapêutico preconizado para as diversas formas clínicas de LTA: Tratamento  Drogas de segunda escolha: Anfotericina B (Primeira escolha para gestantes) e Pentamidina.
  • 23.  O controle da LTA deve ser abordado, de maneira abrangente, sob os aspectos da vigilância epidemiológica, medidas de atuação na cadeia de transmissão, medidas educativas e medidas administrativas  Nas áreas de maior incidência, as equipes do Programa Saúde da Família podem ter importante papel na busca ativa de casos e na adoção de atividades educacionais junto à comunidade.  Nas áreas de perfil periurbano ou de colonização antiga deve-se buscar a redução do contato vetorial através de inseticidas de uso residual, do uso de medidas de proteção individual como mosquiteiros, telas finas nas janelas e portas (quando possível), repelentes e roupas que protejam as áreas expostas, e de distanciamento mínimo de 200 a 300 metros das moradias em relação à mata.  Outra estratégia de controle seria a abordagem dos focos de transmissão peridomiciliar, implementando as condições de saneamento evitando o acúmulo de lixo (matéria orgânica) e de detritos que possam atrair roedores e pequenos mamíferos, somadas as melhorias das condições habitacionais. Prevenção e Controle
  • 25. Leishmaniose Visceral  A leishmaniose visceral (LV) ou Calazar, zoonose típica de regiões tropicais, atualmente é considerada como uma das endemias prioritárias no mundo;  É uma doença sistêmica grave que atinge as células do sistema mononuclear fagocitário do homem e animais, sendo os órgãos mais afetados o baço, fígado, linfonodos, medula óssea e pele.  A leishmaniose visceral vem constituindo um sério e importante problema de saúde pública devido à gravidade das manifestações da doença, à sua incidência e pelo seu alto índice de letalidade quando não tratada.
  • 26. Agente etiológico  Gênero: Leishmania  Subgênero: Leishmania  Espécies: • L. (L.) donavani • L. (L.) infantun • L. (L.) chagasi Leishmaniose Tegumentar Americana Forma flagelada ou promastigota Forma aflagelada ou amastigota
  • 27.  Os agentes etiológicos da leishmaniose visceral são protozoários tripanosomatídeos do gênero Leishmania, parasita intracelular obrigatório das células do sistema fagocítico mononuclear, com uma forma flagelada e outra aflagelada ou amastigota;  Leishmania (Leishmania) donovani: presente no continente asiático;  Leishmania (Leishmania) infantun: presente na Europa e África;  Leishmania (Leishmania) chagasi:responsabilizada pela doença nas Américas Agente Etiológico
  • 28. Vetor  Gênero: Lutzomyia  Espécies: • Lutzomyia longipalpis • Lutzomyia cruzi Leishmaniose Tegumentar Americana
  • 29.  Os vetores da LTA são insetos denominados flebotomíneos, pertencentes à ordem Diptera, família Psychodidae, sub-família Phlebotominae, gênero Lutzomyia, conhecidos popularmente, dependendo da localização geográfica, como mosquito palha, tatuquira, birigui, entre outros.  Ele é muito pequeno, mede de 2 a 3 mm de comprimento.  A atividade dos flebotomíneos é crepuscular e noturna. No intra e peridomicílio, a L. longipalpis é encontrada, principalmente, próximas a uma fonte de alimento. Durante o dia, estes insetos ficam em repouso, em lugares sombreados e úmidos, protegidos do vento e de predadores naturais. Vetores
  • 30. Epidemiologia Esta zoonose encontra-se amplamente distribuída em 65 países, no qual a cada ano são notificados cerca de 500.000 novos casos, destes, estão concentrados na Índia, Nepal, Sudão, Bangladesh e Brasil, sendo que este último representa 90% dos casos nas. No Brasil, a região mais acometida pela leishmaniose visceral é o nordeste, chegando a 77% dos registros de casos.  O aparecimento de casos humanos normalmente é precedido por casos caninos e a infecção em cães tem sido mais prevalente do que no homem.  A doença é mais freqüente em crianças menores de 10 anos (54,4%), sendo 41% dos casos registrados em menores de 5 anos. O sexo masculino é
  • 31. Epidemiologia Figura 1. Distribuição dos casos de LTA entre 1980 e 2007 no Brasil.
  • 32. Figura 2. Casos de LV no Brasil por Regiões (1980- 2007) Epidemiologia
  • 33. Reservatórios Silvestres  Raposas e marsupiais  Domésticos
  • 34.  A transmissão se dá pela picada das fêmeas de insetos flebotomíneos das espécies Lutzomyia longipalpis ou Lutzomyia cruzi infectados pela Leishmania chagasi.  Alguns autores admitem a hipótese da transmissão entre a população canina através da ingestão de carrapatos infectados e mesmo através de mordeduras, cópula, ingestão de vísceras contaminadas;  Não ocorre transmissão direta da LV de pessoa a pessoa ou de animal para animal.  Conforme as características de transmissão ela pode ser considerada como:  - Leishmaniose Zoonótica com transmissão animal - vetor - homem, ocorre em regiões da L.chagasi/infantum.  - Leishmaniose Antroponótica onde a transmissão é homem - vetor Transmissão
  • 35. Figura 5: Ciclo biológico do vetor Imunopatogênese
  • 37. HOMEM Mosquito inocula na derme FORMAS PROMASTIGO TAS Atração dos macrófagos (4 a 8 h fagocitose induzida) Transformação em FORMAS AMASTÍGOTA S Resistem ação dos lisossomas  divisão binária Rompe membrana macrófago Libera AMASTÍGOTA S no tecido Fagocitadas  iniciando uma reação inflamatória no local Imunopatogênese
  • 38.  Vários autores, em seus estudos relataram que as características clínicas mais freqüentes nos pacientes são febre, emagrecimento, esplenomegalia, aumento de volume abdominal e hepatomegalia com diferentes percentuais entre adultos e crianças, sendo também, em cada estudo percentuais variáveis entre os achados clínicos;  Inicia o desenvolvimento dos primeiros sinais clínicos no período de 10 dias a 24 meses após a infecção, pode-se considerar em média de 2 a 6 meses. As manifestações da doença são amplamente variáveis em cada paciente, mas na maioria das vezes, é caracterizada pela febre de longa duração, astenia, adinamia e anemia, perda de peso, entre outros sinais;  Os sintomas da LV se assemelham em alguns aspectos com a sintomatologia de outras parasitoses como, doença de Chagas, malária, toxoplasmose, esquistossomose, febre Apresentações Clínicas
  • 40. Sinais clínicos nos animais:  Classicamente os cães se apresentam com lesões cutâneas, descamação e eczemas, em particular no espelho nasal e orelhas. Nos estágios mais avançados os cães podem apresentar onicogrifose, esplenomegalia, linfoadenopatia, alop ecia, dermatites, ceratoconjuntivite, coriza, apatia, d iarréia, hemorragia intestinal, edemas de patas e vômitos. Apresentações Clínicas
  • 41.  Diagnóstico diferencial  Diagnóstico Clínico  Diagnóstico Laboratorial a) Exames parasitológicos; b) Histopatológico; c) Exames imunológicos; d) Testes moleculares; e) Caracterização das espécies. Diagnóstico
  • 42.  Drogas de primeira escolha no tratamento da LV: o antimoniato-N-metil-glucamina (antimoniato de meglumina) e o estibogluconato de sódio.  Drogas de segunda escolha: Anfotericina B (Primeira escolha para gestantes) e Pentamidina. Tratamento
  • 43.  Diagnóstico e tratamento precoce dos casos humanos.  Atividades de educação em saúde inseridas em todos os ser viços que desenvolvem as ações de controle da LV, requerendo o envolvimento efetivo de equipes multiprofissionais e multiinstitucionais com vistas ao trabalho articulado nas diferentes unidades de prestação de serviços.  Controle vetorial recomendado no âmbito da proteção coletiva, por meio da utilização de inseticidas de ação residual, dirigida apenas para o inseto adulto e do saneamento ambiental com limpeza e retirada de materiais orgânicos em decomposição.  Controle dos reservatórios, diagnóstico e eliminação de cães infectados e medidas para evitar a contaminação de cães sadios. Prevenção e Controle
  • 44.  Brasil. Ministério da Saúde. Atlas de leishmaniose tegumentar americana. Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilancia Epidemiológica – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2006.  BRASIL, Ministério da Saúde – Manual de vigilância da leishmaniose Tegumentar Americana. Brasília, Ministério da Saúde, 2007.  BASANO S. A. e CAMARGO L. M. A. - Leishmaniose tegumentar americana: histórico, epidemiologia e perspectivas de controle. Rev. Bras. Epidemiol. (3):328-337, 2004.  BRASIL, Ministério da Saúde – Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral. Brasília, Ministério da Saúde, 2006.  BRASIL. Ministério da Saúde. . Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.  Gontijo CMF, Melo MN. Leishmaniose visceral no Brasil: quadro atual, desafios e perspectivas. Rev Bras de Epidemiologia, 2004; 7:338-349. Referências