Crossfit

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Trabalho apresentado por Emanuel Paes e Diogo Apolônio para a disciplina de Nutrição da Faculdade Boa Viagem

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Crossfit

  1. 1. CROSSFIT Carlos Emanuel Diogo Apolônio
  2. 2. O QUE É CROSSFIT?  Crossfit é um programa de força e condicionamento, com o objetivo de preparar um condicionamento físico amplo, geral e inclusivo, buscando criar um programa que melhor preparare os praticantes para enfretar qualquer desafio físico. CROSSFIT
  3. 3. O QUE É CROSSFIT?  Segundo o Guia do Treinamento, o crossfit é definido como "movimentos funcionais, constatimente variados e realizados em alta intensidade”.  CrossFit é um programa de treinamento que inclui exercícios de powerlifting, levantamento olímpico, ginástica, pliometria, atletismo, etc. CROSSFIT
  4. 4. METODOLOGIA DO CROSSFIT  CrossFit usa uma variedade de exercícios que podem ser agrupados em três categorias diferentes: 1. Condicionamento metabólico ou "cardio”, 2. Movimentos de ginástica, 3. Levantamento de peso. CROSSFIT
  5. 5. METODOLOGIA DO CROSSFIT  De acordo com o guia de treinamento do Crossfit, condicionamento metabólico refere-se a atividades como ciclismo, corrida, natação, remo, patinação de velocidade (Glassman, 2010). Glassman (2010) afirma que estas atividades devem ser realizadas em diferentes comprimentos e níveis de intensidade (anaeróbio e aeróbio), mas recomenda a predominância de atividades anaeróbicas. CROSSFIT
  6. 6. METODOLOGIA DO CROSSFIT  Por outro lado, ginástica inclui atividades que envolvem o controle do corpo, tais como escalada, yoga, ginástica (barras, flexões, mergulhos, parada de mão e corda de escalada). CROSSFIT
  7. 7. METODOLOGIA DO CROSSFIT  O levantamento de peso refere-se ao esporte olímpico, que inclui os movimentos de clean and jerk, snatch, levantamento terra e agachamento. O levantamento olímpico constrói a força, velocidade, potência e flexibilidade, bem como a coordenação, agilidade, precisão e equilíbrio. CROSSFIT
  8. 8. METODOLOGIA DO CROSSFIT  A estrutura típica de uma sessão de Crossfit é feita por aquecimento, mobilidade, técnica, em seguida, o WOD “workout of the day”. O WOD varia de dia para dia, mas geralmente inclui vários exercícios funcionais realizadas em alta intensidade entre 5 e 20 minutos. Alguns WODs marcam uma tarefa para concluir no menor tempo possível (EMOM) e outros marcam um certo tempo e deve ser realizados o maior número de rounds possíveis (AMRAP). CROSSFIT
  9. 9. PERFIL METABÓLICO DO CROSSFIT  O crossFit procura exercícios que exigem a contribuição das três vias de energia. Os três sistemas de energia não funcionam de forma independente mas todos eles contribuem para as necessidades totais de energia, embora um deles vai predominar, dependendo da intensidade e da duração da atividade (McArdle, et al., 2010). CROSSFIT
  10. 10. CROSSFIT E DIETA  A dieta paleolítica é também conhecida como a dieta do homem das cavernas. Esta dieta consiste de alimentos que deveriam ter sido disponível para os seres humanos antes do estabelecimento da agricultura. Os principais componentes desta dieta são animais e vegetais não cultivadas, tais como carne magra, peixe, legumes, frutas, raízes, ovos e nozes. A dieta exclui alimentos como grãos, legumes, produtos lácteos, sal, açúcar refinado e óleos processados, que não estavam disponíveis antes que os humanos começaram a domesticar animais e cultivar plantas. Esta dieta é descrito como rico em proteínas, fibras, gorduras saudáveis, potássio, vitaminas, minerais, fitonutrientes e antioxidantes (Klonoff D. 2009). CROSSFIT
  11. 11. CROSSFIT E DIETA  Eficácia de dietas ricas em proteínas para o controle de peso a longo prazo. CROSSFIT
  12. 12. CROSSFIT E DIETA  Dieta paleolítica validade e eficácia no desempenho do crossfit. CROSSFIT
  13. 13. CROSSFIT E DIETA  Há evidências de que a dieta paleolítica pode ser benéfica para a perda de peso, saciedade e melhorar o tratamento de várias doenças, tais como a obesidade, diabetes, doença cardíaca, etc (Österdahl et al 2008 ;. Frassetto et al 2009 ;. Jonhson et al., 2006, 2009, 2010, 2013). Apesar da dieta paleolítica ter benefícios quando recomendados para sedentários e pessoas com certas doenças, parece não ser a melhor estratégia para os atletas, neste caso os profissionais Crossfit. CROSSFIT
  14. 14. CROSSFIT E HIPERTROFIA  Os dois fatores primários que são postulados para mediar adaptações hipertróficas no treinamento de força são: a tensão mecânica (treinos com maior intensidade) e o estresse metabólico (treinamentos com maior número de repetições realizados até a falha). CROSSFIT
  15. 15. CROSSFIT E HIPERTROFIA  Tensão mecânica: A tensão sobre os músculos inicia um fenômeno chamado de mecanotransdução em que os mecano-receptores do músculo ultrapassam o sarcolema, tais como as integrinas, e convertem a energia mecânica em sinais químicos que medeiam vários processos intracelulares anabólicos e catabólicos de forma a favorecer a síntese sobre a degradação proteica (Hornberger et al., 2006). CROSSFIT
  16. 16. CROSSFIT E HIPERTROFIA  Estresse metabólico: O estresse metabólico oriundo do exercício de força é resultante da produção de energia (ATP) por meio da glicólise anaeróbia, o qual é responsável pelo acúmulo de metabólitos, como por exemplo, o lactato, fosfato inorgânico e íons de hidrogênio (H+)¹³. O estresse metabólico possui papel importante no recrutamento muscular de fibras de contração rápida, a liberação de hormônios anabólicos e o aumento da síntese proteica com ativação das vias associadas à mTOR (Loenneke et al., 2010). CROSSFIT
  17. 17. CROSSFIT E HIPERTROFIA  Nesse aspecto, o treinamento de Crossfit contempla a parte da tensão mecânica (nos treinos de força) e do estresse metabólico (na parte do treino do condicionamento metabólico, caracterizado por altos números de repetições até a falha). CROSSFIT
  18. 18. CROSSFIT E LESÃO CROSSFIT
  19. 19. CROSSFIT E LESÃO  Em relação à incidência de lesões no CrossFit®, Grier et al, analisaram a incidência de lesões em combatentes norte americanos após a implementação do CrossFit® nas rotinas de preparação física antes e após 6 meses. De forma interessante, os pesquisadores concluíram que em ambos (praticantes e não praticantes) houve uma incidência de lesões de ~12%. As principais razões para tais lesões foram a baixa aptidão cardiorrespiratória, sobrepeso/obesidade e ser fumante. Além disso, foi observado que os combatentes praticantes ou não de CrossFit® que já tinham o hábito de praticar treinamento de força possuíam uma menor incidência de lesões. CROSSFIT
  20. 20. CROSSFIT E LESÃO  Não obstante, Hak et al, determinou a taxa de lesões em atletas de crossfit através de um questionário online. Foram observadas uma taxa de lesão de 3,1 por 1000 horas de treinamento, nenhum caso de rabdomiólise foi reportado. Portanto, as taxas de lesões reportadas no Crossfit foram semelhantes ao levantamento olímpico, levantamento básico e ginástica e menor quando comparado a esportes de contato como o Rugby. CROSSFIT
  21. 21. CROSSFIT E LESÃO  Portanto, a realização de programas de condicionamento como o Crossfit pode ocorrer lesões, assim como qualquer modalidade esportiva. No entanto, a incidência parece não ser maior que as modalidades tradicionais e os praticantes com baixa aptidão física estão mais sujeitos a lesões. Por isso a importância de bons profissionais é imprescindível para uma correta prescrição. CROSSFIT
  22. 22. QUEM PODE PRATICAR CROSSFIT? CROSSFIT
  23. 23. “DESCONFIE DE QUEM CONSEGUE COM PALAVRAS, EXPLICAR O QUE É CROSSFIT” POETA DO WOD CROSSFIT
  24. 24. REFERÊNCIA  Frassetto, L. et. al. .Metabolic and Physiologic Improvements from Consuming a Paleolithic, Hunter gatherer Type Diet. European Journal of Clinical Nutrition. 2009; 63, no.8:947–955.  Glassman, G., et al. CrossFit training guide. CrossFit J. 2010; 1-115.  Glassman, G. www.crossfit.com. CrossFit J. 2005; 40, 1-5.  Jönsson, T. et al. A Paleolithic Diet Confers Higher Insulin Sensitivity, Lower C reactive Protein and Lower Blood Pressure Than a Cereal based Diet in Domestic Pigs. Nutrition and Metabolism. 2006; 3  Jönsson T., Granfeldt Y, Lindeberg S, y Hallberg A. Subjective Satiety and Other Experiences of a Paleolithic Diet Compared to a Diabetes Diet in Patients with Type 2 Diabetes. Nutrition Journal. 2013; 12:105.  Klonoff D. The Beneficial Effects of a Paleolithic Diet on Type 2 Diabetes and Other Risk Factors for Cardiovascular Disease. Journal of Diabetes Science and Technology. 2009; 3, no.6: 1229–1232.  Österdahl M., Kocturk T., Koochek A. y Wändell PE. Effects of a short-term intervention with a paleolithic diet in healthy volunteers. European Journal of Clinical Nutrition. 2008; 62, 682–685 CROSSFIT

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