Aula red 06 02-2014 redação e textualidade

1.779 visualizações

Publicada em

0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.779
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
878
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
16
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula red 06 02-2014 redação e textualidade

  1. 1. REDAÇÃO E TEXTUALIDADE Professora Mariana Gambine
  2. 2. O que é texto?  Texto é um conjunto de palavras e frases encadeadas que permitem interpretação e transmitem uma mensagem.  Um texto é uma unidade linguística de extensão superior à frase. Pode ser escrito ou oral.  A segunda propriedade básica do texto é o fato de ele constituir uma unidade semântica. Uma ocorrência linguística, para ser texto, precisa ser percebida pelo receptor como um todo significativo, ou seja, precisa ter coerência e coesão.
  3. 3. O que é textualidade?  Conjunto de características que fazem com que um texto se torne um texto e não apenas um conjunto de frases.  Exemplo:  João saiu. Maria chegou.  João saiu assim que Maria chegou.  João saiu, porque Maria chegou.
  4. 4. Fatores de textualidade  Existem sete fatores responsáveis pela textualidade de um discurso:  Coesão;  Coerência;  Intencionalidade do discurso;  Informatividade;  Aceitabilidade;  Situacionalidade;  Intertextualidade.
  5. 5. A DOR QUE DÓI MAIS Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
  6. 6. Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido às aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
  7. 7. Intertextualidade  Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto: pintura, filme, novela, etc. Assim sendo, toda vez que uma obra alude a uma outra, ocorre a intertextualidade.
  8. 8. Paródia  Paródia é uma imitação, na maioria das vezes cômica, de uma composição literária (também existem paródias de filmes e músicas), sendo, portanto, uma imitação que geralmente possui efeito cômico, utilizando a ironia e o deboche. Ela geralmente é parecida com a obra de origem e quase sempre tem sentidos diferentes. Na literatura, a paródia é um processo de intertextualização, com a finalidade de desconstruir ou reconstruir um texto.
  9. 9. Olha a bomba Vou te pegar Essa é a ordem lá da facção Se ligue agora nessa nova onda Sou incendiário queimando seu busão ô ô ô! Vou enfrentar Soldado, tenente ou capitão Jogar pacote na cabine da galera Chama o esquadrão Que é pura emoção OLHA A BOMBA! Bomba, bomba, olha a bomba! Bomba, bomba, olha a bomba! Bomba, bomba, olha a bomba! Bomba, bomba, olha a bomba! Link: http://www.vagalume.com.br/parodias /olha-a-bomba.html#ixzz2t9xCXSuI
  10. 10. Paráfrase  Paráfrase é uma reescritura do texto original com novas palavras sem que o sentido do mesmo seja modificado. Consiste, portanto, na reprodução da ideia do autor, utilizando-se de sinônimos, inversões de períodos, etc.  São exigências de uma boa paráfrase:  ►Utilizar a mesma ordem de ideias que aparece no texto original.  ►Não omitir nenhuma informação essencial.  ►Utilizar construções que não sejam uma simples repetição daquelas que estão no original e, sempre que possível, um vocabulário também diferente.
  11. 11.  Quando há a tentativa exagerada (ou intencionalmente humorística) de se transpor expressões coloquiais para a norma padrão formal (preciosismo linguístico), encontramos algumas “paráfrases” cômicas:  ● Prosopopeia flácida para acalentar bovinos. →Conversa mole pra boi dormir.  ● Romper a face. → Quebrar a cara.  ● Creditar o primata. →Pagar o mico.  ● Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira. →Nem a pau.  ● Sequer considerar a possibilidade de a fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais. →Nem que a vaca tussa.  ● Retirar o filhote de equino da perturbação pluviométrica. →Tirar o cavalinho da chuva.
  12. 12.  AGORA É A SUA VEZ…  Deixe uma paródia (de sua autoria)  OU  parafraseie uma das citações abaixo:   1) “É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é tolo, do que falar e acabar com a dúvida.” (Abraham Lincoln)  2) “A melhor maneira de se esquecer do tempo é usá-lo.” (Baudelaire)  3) “Para o triunfo do mal basta que os bons fiquem de braços cruzados.” (Charles Chaplin)  4) “Tempo difícil esse em que estamos, onde é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito.” (Albert Einstein)

×