Memorial descritivo transolimpica

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Memorial descritivo transolimpica

  1. 1. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASCONCESSÃO PARA IMPLANTAÇÃO, OPERAÇÃO, MANUTENÇÃO,MONITORAÇÃO, CONSERVAÇÃO E REALIZAÇÃO DE MELHORIAS DALIGAÇÃO TRANSOLÍMPICA MEMORIAL DESCRITIVO1 Estudos de EngenhariaEsta rodovia interligará as áreas de planejamento AP4 e AP5 da cidade do Rio de Janeiro,desde a Avenida Brasil até a Avenida Salvador Allende, passando pelos bairros deDeodoro, Magalhães Bastos, Vila Militar, Jardim Sulacap, Taquara, Curicica eJacarepaguá.1.1 Estudos de TraçadoO traçado apresentado neste estudo traz como principais diretrizes evitar a segregaçãode regiões habitadas, atender aos mais rigorosos padrões de respeito ao meio ambiente,promover a conexão entre os complexos Olímpicos da Barra da Tijuca e de Deodoro eproporcionar condições para a implantação futura de um sistema de transporte coletivorápido e eficiente.1.1.1 Malha ExistenteA análise da malha viária existente evidencia a falta de meios rápidos de ligação entre asáreas de planejamento AP4 e AP5 da Cidade do Rio de Janeiro, ambas localizadas naZona Oeste da cidade. A estruturação da malha viária do Rio de Janeiro é dificultada pelaconfiguração geográfica de seu território, intercalando três grandes maciços litorâneos(Tijuca/Carioca, Gericinó/Mendanha e Pedra Branca) e planícies limitadas pela linha dacosta, exigindo frequentemente pesados investimentos em túneis e obras de arteespeciais.1.1.2 Traçado do ProjetoO traçado revisado do projeto da Transolímpicainicia-se na sua interseção com aAvenida Brasil, em Magalhães Bastos, situada logo após as instalações de tiro ao alvoconstruídas para os Jogos Panamericanos, na Vila Militar.
  2. 2. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASEsta interseção, em forma de trombeta, tem o ramo semidirecional para o fluxo Centro-Barra de Tijuca.A Avenida Brasil é atravessada por um viaduto com superestrutura em concretoprotendido pré-moldado com cerca de 105 metros de extensão atravessando também oRio Acari que, na região, corre paralelamente à Avenida Brasil.Os ramos da interseção Barra da Tijuca-Centro e Santa Cruz-Barra da Tijuca cruzam oRio Acari em pontes de concreto protendido com vigas pré-moldadas.Logo após a interseção situa-se a ponte sobre o Rio Piraquara.A seguir cruza o traçado, em uma estrutura única, a Estrada São Pedro de Alcântara e alinha da SuperVia (Ramal de Santa Cruz).A linha prossegue cruzando as Ruas General Canrobert Pereira da Costa e da Concórdia.No cruzamento com a Rua da Concórdia será implantado um acesso para o tráfego geralem direção à Barra e uma saída dessa direção para Magalhães Bastos, que seráalcançada pela Rua da Concórdia.A partir deste ponto, o traçado se desenvolve paralelamente e a oeste da Rua SalustianoSilva, que será preservada até o CIEP, tendo seu término na travessia do Rio Caldeireiro.Neste ponto se dará também acesso às instalações do Exército.Após a travessia do Rio Caldeireiro o traçado corre ainda paralelamente à RuaSalustiano Silva, mais à leste da mesma.A seguir, o traçado inflete para a esquerda e é atravessado o Morro dos Afonsos, em umagarganta escavada anteriormente em ambas vertentes por pedreiras, alcançando dolado norte terrenos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.O traçado cruza então a Avenida Marechal Fontenelle, atravessando a Avenida CarlosPontes. Neste ponto será implantada uma rua lateral permitindo o acesso ao cemitérioJardim da Saudade.Neste ponto estão previstos ramos de entrada e saída em direção a Jacarepaguá.O traçado prossegue margeando os terrenos do cemitério até alcançar a Estrada doCatonho, passando neste ponto a abrir-se para a praça de pedágio, que ficará situada aoeste da Estrada do Catonho.O túnel do Engenho Velho atravessa a Serra do Engenho Velho, iniciando-se logo após opedágio, tendo seu emboque sul numa sela situada entre a Estrada do Curumaú e a RuaAdalgisa Neri. Após um trecho de cerca de 200 metros a céu aberto, inicia-se o túnel daBoiúna, também com cerca de 200 metros de extensão.
  3. 3. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASO emboque sul do túnel da Boiúna situa-se cerca de sete metros acima da cota daEstrada da Boiúna, de tal modo que logo após o emboque se situa viaduto sobre essaestrada. A via atravessa o vale do Rio Grande em cota elevada para cruzar a Estrada doRio Grande em viaduto.Partindo e chegando à Avenida dos Mananciais situam-se rampas, que vêm e seguem emdireção a Jacarepaguá. Após cruzar a Estrada do Rio Grande, o traçado prosseguemargeando a Estrada da Ligação, cruza em viaduto a Rua Ipadú e, em seguida, o Morrodo Outeiro Santo, passando por baixo da Estrada do Outeiro Santo. A Estrada RodriguesCaldas é cruzada por viaduto.A partir da Estrada Rodrigues Caldas, o traçado atravessa regiões planas, situadas emcotas extremamente baixas, atravessando a Baixada de Jacarepaguá. Depois do viadutosobre a Estrada Rodrigues Caldas, o traçado segue ao nível do terreno pelo limiteexterno da Colônia Juliano Moreira, cruzando duas vezes o Rio Guerenguê, infletindo aseguir em direção sul para cruzar a Avenida N. S. de Fátima e prosseguir ao longo daEstrada do Guerenguê, a oeste da mesma.Será implantada uma saída em direção a Curicica, na Avenida N.S. de Fátima, e umacesso em direção à Avenida Brasil, a partir da Estrada do Guerenguê. Antes de alcançara estrada de Curicica, a via inflete à esquerda, cruza a Rua André Rocha, a Estrada deCuricica e a Rua da Ventura, prosseguindo o traçado entre a estrada de Curicica e a Ruada Ventura, até alcançar a Estrada do Calmette.A via se desenvolve a seguir no eixo da Estrada do Calmette, implantando-se vias lateraispara acesso aos terrenos lindeiros. A Estrada dos Bandeirantes é cruzada em viaduto,situando-se ao final do viaduto o final do trecho Avenida Brasil-Avenida SalvadorAllende da Transolímpica, objeto do presente projeto.Antes de se alcançar a Estrada do Calmette, haverá uma saída do tráfego proveniente daAvenida Brasil em direção à estrada de Curicica, pela qual poderá ser acessada, atravésda via lateral da Estrada do Calmette, a Estrada dos Bandeirantes.O tráfego da Estrada dos Bandeirantes em direção à Avenida Brasil alcançará aTransolímpica através da via lateral da Estrada do Calmette e da Rua da Ventura, ondese situará um acesso.Observe-se que, nesse trecho, a Estrada de Curicica e a Rua da Ventura formam umbinário de tráfego em sentido à Estrada dos Bandeirantes e no sentido inverso,respectivamente.A Figura 1, a seguir, apresenta o mapa de localização da Ligação Transolímpica.
  4. 4. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS Av. Brasil Mal. Hermes Deodoro Vila Militar Madureira Campo dos Magalhães Afonsos Bastos Padre Realengo Miguel Jd. Sulacap Vila Valqueire Praça Seca TRANSOLÍMPICA Taquara Tanque Linha Amarela Pechincha Cidade Freguesia de Curicica de Deus Jacarepaguá Gardênia Azul Jacarepaguá Av. Emb. Abelardo Bueno Camorim Av. Ayrton Senna Vargem Pequena Av. das Américas Barra da TijucaRecreio dosBandeirantes Figura 1 - Mapa de Localização da Transolímpica
  5. 5. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS1.2 Estudos para o Projeto básicoPara embasar o projeto básico da Transolímpica, foram realizados estudos detopografia, geológicos, geotécnicos, hidrológicos e de identificação de interferências comredes enterradas e de potenciais jazidas e bota-foras.1.2.1 Dados TopográficosOs elementos topográficos e cadastrais que serviram de base para desenvolvimento dosestudos de atualização do traçado, bem como do Projeto Geométrico, constaram de umarestituição aerofotogramétrica digitalizada, em escala original 1:2000, emitida peloInstituto Pereira Passos – IPP, no ano 2000, e por imagens do satélite Ikonos, obtidasnas passagens de 08/maio e 15/agosto/2008.A restituição, elaborada com base em fotografias aéreas de 1996, tem como referências:Datum Horizontal – SAD-69 e Datum Vertical Marégrafo de Imbituba/SC.Como os elementos planialtimétricos constantes nos arquivos da referida restituiçãoforam considerados suficientes para a elaboração do projeto básico da Transolímpica,não houve necessidade de realizar levantamentos topográficos de campo.1.2.2 Estudos Geológico-GeotécnicosOs estudos geológico-geotécnicos consistiram da coleta das informações na literaturacientífica e documentos disponíveis relativos à área de interesse, visitas técnicas decampo, fotointerpretação geológico-geotécnica preliminar e mapeamentos geológico-geotécnicos detalhados e, ainda, avaliação de resultados existentes das investigaçõesgeotécnicas do projeto original de 1999.Os dados obtidos permitiram estimar a classificação geomecânica dos maciços, tantopara os locais de implantação dos túneis, como para os projetos das escavações e obrasde contenção, bem como o conhecimento das características das fundações dos aterros eobras de arte especiais, permitindo a definição dos processos construtivos e dassoluções de projeto mais adequadas aos materiais encontrados.1.2.2.1 Caracterização Geomorfológica da Região do ProjetoAs diversas formas de relevo que cobrem a área em questão resultam, principalmente,da sua história geológica, da litologia e de fatores paleoclimáticos. Os eventos geológicoscausadores de amplos arranjos estruturais e de expressivas ocorrências litológicasgeraram grandes conjuntos de forma de relevo, que constituem, na taxonomia adotadaaqui, os Domínios Morfoestruturais.
  6. 6. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASEstes Domínios, por sua vez, compartimentam-se regionalmente, em função não mais decausas geológicas, mas sim de fatores de ordem essencialmente climáticos, sejam elesatuais ou passados, e de determinadas condições fitoecológicas e pedológicas. Taiscompartimentos compreendem as Regiões Geomorfológicas, que, em decorrência deprocessos morfogenéticos mais localizados, relacionados principalmente àscaracterísticas da rede de drenagem, subdividem-se em Unidades Geomorfológicas.São dois os domínios Morfoestruturais que ocorrem na Região: Depósitos Sedimentarese Faixa de Dobramentos Remobilizados. Os primeiros localizam-se na faixa litorânea,estendendo-se desde o oceano até as vertentes das Colinas e Maciços Costeiros.Os Depósitos Sedimentares que ocorrem na região têm origem a partir do TerciárioSuperior, estando relacionados a epirogênese positiva que, aliada às condiçõespaleoclimáticas, proporcionou a deposição de sedimentos através da ação das águascontinentais – rios e enxurradas transportando grandes quantidades de aluviões e dasvagas marinhas – redistribuindo o material.A região geomorfológica das Planícies Costeiras compreende superfícies planas e debaixas altitudes. Estendem-se desde a linha de costa até as encostas das Colinas eMaciços, além de acompanhar os talvegues que penetram alguns quilômetros para ointerior dos corpos maciços costeiros, sendo constituídas por sedimentos quaternáriosvariados, sendo eles: sedimentos coluviais e aluviais; fluviomarinhos e fluviolacustres.Identificam-se com diversas formas de modelado, tais como: cordões litorâneos, brejos,lagunas, vales fluviais e dunas.O Domínio Geomorfológico das Faixas de Dobramentos Remobilizados localiza-se após oDomínio das Planícies Costeiras, compreendendo tipos de modelados diversos, mas comuma origem comum – terrenos cristalinos que remontam ao Arqueozóico eProterozóico, períodos caracterizados por ciclos orogênicos responsáveis pordobramentos e falhamentos de grande amplitude, que, após a ação dos agentes erosivosatuando ao longo das eras geológicas que se seguiram, foram, no período terciário,novamente submetidos a eventos tectônicos, resultando em extensas linhas de falha,escarpas de grande altitude e relevos alinhados em função dos antigos dobramentos efalhamentos mais recentes. Tais características respondem pela preponderância docontrole estrutural sobre outros fatores, como o climático, por exemplo, na evolução dasformas de relevo.As Colinas e Maciços Costeiros localizam-se, em uma análise simplificada, entre asPlanícies Costeiras, de um lado, e os terrenos correspondentes a Serra do Mar, de outro.Comumente intercalam-se com as Planícies, chegando por vezes, a atingir a costa. Ascolinas têm forma arredondada, como meias-laranjas, e possuem altitudes muitosinferiores às dos Maciços. Estão concentradas nas bordas interiores do arco formadopelas linhas de cristas dos maciços costeiros. Os Maciços Costeiros chegam a atingir1.000 metros e constituem-se de blocos falhados e ligeiramente basculhados para onorte. Destacam-se o Pico da Pedra Branca (1024 m de altitude) e o Pico da Tijuca (1021m de altitude).
  7. 7. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS1.2.2.2 Caracterização Geológica da RegiãoA região em estudo está inserida no Escudo Atlântico da Plataforma Sul-Americana e éconstituída, fundamentalmente, por rochas pré-cambrianas granito-gnáissicas, rochasintrusivas alcalinas e básicas mesozóicas, além de sedimentos coluviais, marinhos efluviais de idade cenozóica.Ao norte da Baixada de Jacarepaguá e nos flancos da Alta Bacia do Rio Meriti aparecemos contrafortes dos maciços costeiros, relacionados ao Cinturão Móvel Atlântico. Trata-se do compartimento que emoldura as Baixadas. Suas rochas, em geral gnaissesbandados e migmatitos, remontam ao Arqueozóico, tendo sido submetidas, tanto nestaera quando no Proterozóico, a metamorfismos diversos, em função de sucessivos ciclosorogênicos e, talvez, de colisão de placas continentais.Tais eventos, além de produzirem a intrusão de novos corpos graníticos e ametamorfização de rochas preexistentes, foram responsáveis por falhamentos edobramentos, gerando unidades geológicas diferenciadas. Os dobramentos, ocorridostanto em litologias do embasamento quanto em rochas supracrustais, colocaram lado alado rochas de idades diversas, gerando um grande paralelismo entre elas e tornando,muitas vezes, impossível diferenciá-las, o que dificulta a determinação radiométrica dasmesmas.O Cinturão Móvel Atlântico subdivide-se, estruturalmente, em setores distintos,identificando-se áreas graníticas com feições diversas e apresentando estruturasorientadas na direção NE-SO.Falhas de grande extensão e de alto ângulo ocorrem por todo este compartimento.Nestes setores fortemente tectonizados, ocorrem basculamentos e rebaixamentos deblocos falhados. Desta forma, pode-se observar a formação de pequenos “horsts” e“grabens” na região, isto é, contrafortes associados e vales estreitos e encaixados.As rochas ígneas intrusivas ocorrem na forma de veios ou diques de dimensões variadase são representadas principalmente por sienitos e fonolitos. Esses diques seguemdireções preferenciais N/E e N/NW possivelmente associados a lineamentos pré-cambrianos, reativados durante o cenozóico.Decorrentes dos processos de degradação do relevo, enormes massas de rochas granitoe gnaisses afloram em toda a área de maciços, tanto sob a forma de imensos monólitosesculpidos pelos agentes de intemperismo, como sob forma de patamares escarpados eisolados pelos padrões de fraturamento locais. Os afloramentos rochosos concentram-seprincipalmente nas cotas mais altas dos maciços que envolvem a baixada pelos flancosleste, norte e oeste.Os granitos afloram a oeste da área em estudo, constituindo a grande intrusão do Maciçoda Pedra Branca e corpos de formas irregulares em discordância com os gnaisses. As
  8. 8. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASintrusões graníticas apresentam-se também sob a forma de pegmatitos, com grandeconcentração de quartzo e feldspato, e em alguns casos concentrações de biotita,indicando uma fase de intrusão posterior.Os maciços são representados por afloramentos de rochas, localizados normalmente nascotas mais altas, conforme dito anteriormente, e por solos residuais (oriundos dadecomposição das rochas granito-gnaíssicas) e solos transportados (depósitos de táluse/ou colúvio). Os solos residuais de gnaisses são mais desenvolvidos do que os degranito, em especial aqueles que mostram variações texturais e mineralógicasacentuadas, tais como texturas migmatíticas e gnaisses com intercalações de quartzitos.Por este motivo, esses solos apresentam-se mais heterogêneos e com mantos deintemperismo mais espessos.Os depósitos de tálus e colúvios são amplamente distribuídos nas vertentes dos maciços,formando concentrações contínuas de material rochoso e/ou terroso, na base ou nameia encosta. Esses depósitos são distinguíveis pela presença de blocos de dimensõesvariáveis nos primeiros e pela forma de capeamentos provenientes da mobilização etransporte, a curtas distâncias, de solos preexistentes sobre os mantos de intemperismonos segundos.Os depósitos coluviais encontram-se, normalmente, mais próximos às encostas,resultados dos transportes de materiais de alteração dessas vertentes, em períodos maissecos, quando a distribuição da cobertura vegetal era menos densa e a ocorrência dechuvas torrenciais mais efetiva. A estes depósitos seguem-se os de origem marinha,principalmente nas partes mais baixas da topografia.Os modelados de origem fluviomarinha estão relacionados ao retrabalhamento dedepósitos de origem marinha, fluvial ou mesmo coluvial anteriormente localizados nosfundos das enseadas que ocorriam na área. Os sedimentos e fluviomarinhos maisrecentes correspondem às praias atuais e as áreas sob influência das marés.Os sedimentos quaternários aluvionares são constituídos por cascalhos, areias, siltes eargilas inconsolidados, compreendendo depósitos fluviais, fluviomarinhos efluviolacustres. Os sedimentos coluviais, marinhos e fluviomarinhos ocorrem muitasvezes superpostos em consequência das diversas etapas climáticas e eustáticas, queatingiram o litoral fluminense a partir do Pleistoceno. São formados basicamente porareias litoquartzosas, de cores esbranquiçadas e amareladas, de granulação fina egrossa, moderadamente a mal selecionadas. Seus grãos são subangulares arredondados,sendo presentes grãos de feldspatos e minerais máficos, principalmente biotita e, maisraramente, minerais pesados.Os sedimentos quaternários marinhos são representados predominantemente porareias quartzosas, encontradas ao longo da Baixada de Jacarepaguá, onde formam
  9. 9. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASpraias, cordões litorâneos e até mesmo dunas, que podem ser observadas em algunslocais.Há uma variabilidade nas distribuições granulométricas dos solos aluviais da baixadaaos maciços. Estes solos possuem aspectos arenosos em superfície, passando a areno-siltosos ou areno-argilosos a poucos centímetros de profundidade, sendo que, em algunscasos, podem ser encontradas camadas tipicamente siltosas ou argilosas. Essaheterogeneidade nas características granulométricas devem ser resultados de variaçõesdo regime de fluxo transportador, no caso a água de escoamento superficial e os rios quedrenam as regiões mais altas, às diversas épocas em que se processa a remoção demateriais, como também das próprias características dos locais de recepção eacumulação desses materiais.Os solos orgânicos apresentam-se como camadas argilo-siltosas e silto-argilosas deespessuras variáveis, muito compressíveis, intercaladas com camadas ou lentes de areia.Este material localiza-se nas antigas lagunas da enseada de Jacarepaguá ou nos atuaismangues nas margens da Lagoa da Tijuca.1.2.2.3 Caracterização MorfológicaOs domínios Morfoestruturais são grandes conjuntos de forma de relevo gerados poreventos geológicos causadores de amplos arranjos estruturais e de expressivasocorrências litológicas. No trecho que compreende o traçado da Transolímpica podemosdefinir dois grandes domínios Morfoestruturais, sendo eles: depósitos sedimentares efaixa de dobramentos remobilizados. Os primeiros localizam-se na faixa litorânea,estendendo-se desde o oceano até as vertentes das Colinas e Maciços Costeiros, e osdepósitos sedimentares estão relacionados à epirogênese positiva, que, aliada àscondições paleoclimáticas, proporcionou a deposição de sedimentos através da ação daságuas continentais – rios e enxurradas transportando grandes quantidades de aluviões edas vagas marinhas – redistribuindo o material.1.2.3 Estudos HidrológicosOs estudos hidrológicos consistiram da coleta, da análise das informações e dosdocumentos disponíveis e da elaboração de estudos complementares, objetivandodeterminar as vazões a serem consideradas para o dimensionamento dos dispositivosde drenagem e obras de arte (correntes e especiais) projetadas.Com este objetivo, foram definidas as características climáticas, hidrográficas epluviométricas da região de interesse e, em seguida, foram determinadas as vazões deprojeto. Para os talvegues, determinantes para o dimensionamento das pontes e bueiros,foram tomadas como referência as cartas na escala 1:50.000 e restituiçõesaerofotogramétricas na escala 1:10.000. Para os dispositivos de drenagem superficial,foram consideradas as áreas de contribuição a montante dos talvegues e/ou daplataforma, utilizando o Método Racional para determinação das vazões afluentes.
  10. 10. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS1.2.3.1 Condições ClimáticasO clima regional, segundo classificações de uso consagrado, caracteriza-se comotropical, quente superúmido, com subseca. Segundo Wladimir Köppen, o clima da regiãose enquadra na classificação Aw, ou seja, clima tropical chuvoso de savana.Esta via foi dividida em dois segmentos considerados homogêneos, segundo acaracterização da região. O primeiro entre o km 0 (zero) e o km 5+500, próximo aoTúnel Engenho Velho, e o segundo entre o km 5+500 e ponto final do trecho, na AvenidaSalvador Allende.Na Tabela 1, a seguir, são apresentadas as principais características climáticas na regiãode interesse do projeto.Tabela 1 - Características Climáticas da Região Segmentos Diferenciados Segundo as CaracterísticasCaracterísticas Pesquisadas Km 0 (zero) – km 7+500 Km 7+500 – km 22+000Temperatura média anual 23,9ºC 25,0ºCTemperatura máxima média anual 30,1ºC 29,5ºCTemperatura mínima média anual 20,1ºC 20,0ºCTrimestre mais seco junho/julho/agosto junho/julho/agostoTrimestre mais chuvoso dezembro/janeiro/fevereiro dezembro/janeiro/fevereiroInsolação média anual 2.174,5h 1.400,0hUmidade relativa média anual 75% 80%Precipitação total média anual 1.241,0mm 1.206,6mmNº de dias de chuva médio anual 128 dias 123 dias1.2.3.2 Caracterização HidrográficaA via Transolímpica se desenvolve interceptando cursos d’água que integram as baciasdo Rio Acari e do complexo lacustre Tijuca-Camorim-Jacarepaguá.Para o Rio Acari, contribuem as bacias situadas entre a Avenida Brasil e a Serra doEngenho Velho. Para o complexo lacustre Tijuca-Camorim-Jacarepaguá, se dirigem ostalvegues situados entre aquela serra e o ponto final da Transolímpica.Os cursos d’água de maior destaque do sistema do Rio Acari são: Rio Acari, cujas nascentes situam-se no morro São Bento, no bairro de Bangu, tem como principal afluente o Rio Catarino, que nasce nas regiões medianas da Serra de Bangu e cujo deságue se dá na margem direita do rio principal;
  11. 11. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS Rio Piraquara, o qual tem suas nascentes localizadas na Serra do Barata; Rio Caldereiro, que também tem suas nascentes localizadas na Serra do Barata; e Rio dos Afonsos, cujas cabeceiras encontram-se na Serra do Engenho Velho.Dentre os cursos d’água que contribuem para o sistema lacustre Tijuca-Camorim-Jacarepaguá, destacam-se os seguintes cursos interferentes: Rio Grande, cujas nascentes estão situadas na Reserva Florestal da Serra da Pedra Branca e tem como principal afluente o Rio Pequeno. O Rio Grande, juntamente com outros rios que nascem na Serra dos Pretos Forros, formam o Arroio Fundo, cujo deságue se dá na Lagoa do Camorim; Rio Guerenguê, com suas nascentes localizadas num contraforte do Morro do Pau da Fome; Rio Engenho Novo, com sua cabeceira na Serra do Nogueira e seu deságue localizado na margem esquerda do Rio Guerenguê.Os cursos d’água da bacia lacustre caracterizam-se por apresentar declividades elevadasem seus segmentos iniciais, atravessando, nestas regiões, áreas ainda com vegetaçãooriginal preservada. Em seus segmentos mais baixos, cruzam os bairros de Curicica,Jacarepaguá e Taquara.1.2.3.3 Caracterização PluviométricaPara caracterização das chuvas intensas representativas da região em estudo, forampesquisados os estudos recentes de elaboração de equações de intensidade-duração-frequência. Uma lista dessas equações e os estudos de onde foram extraídas foramfornecidos pela Subsecretaria de Gestão das Bacias Hidrográficas (Rio-Águas). Essesestudos levaram em conta todas as estações pluviométricas em operação.1.2.3.4 Determinação das Descargas de ProjetoAs vazões de projeto utilizadas, sempre que existentes, foram retiradas dos estudosfornecidos pela Rio-Águas, que apresentam vazões de projeto de 20 e 50 anos derecorrência.Para os estudos de vazões em talvegues que não constituem rios, não se obtiveramestudos hidrológicos e hidráulicos pré-existentes. Portanto, foi necessária a elaboraçãode cálculo de vazões, com metodologia de acordo com o tamanho da bacia contribuinte,com o seguinte critério:
  12. 12. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASTabela 2 - Critério de Determinação de Metodologia Tamanho da Bacia Metodologia 2 Até 1 km Método Racional 2 Entre 1 e 10,0 km Método Racional Modificado 2 Maiores que 10,0 km Método do Hidrograma Unitário SCS1.2.3.5 Vazões AdotadasA seguir é apresentada a Tabela 3, com o resumo das vazões de projeto adotadas para oscursos d´água já citados, que possuem suas bacias hidrográficas interceptadas pelaTransolímpica.Tabela 3 - Vazões adotadas Q - 20 Anos Q - 50 AnosCorpo Hídrico (m³/s) (m³/s)Rio Piraquara 107,3 135,5Rio Caldereiro 24,7 28,3Rio Grande 99,0 125,9Córrego Engenho Novo 44,1 56,2Rio Guerenguê 19,0 23,6Rio Pavuninha (na altura da Estrada dos Bandeirantes) 20,6 25,31.3 Elementos de Projeto BásicoA seguir estão descritos a metodologia e os principais elementos do Projeto Básico daLigação Transolímpica, separadamente para cada disciplina envolvida.1.3.1 Anteprojeto GeométricoO Projeto Geométrico Transolímpica foi desenvolvido na escala de 1:2.000 na horizontale 1:200 na vertical, a partir das diretrizes definidas nos estudos de traçado e com basenos elementos planialtimétricos constantes das plantas de restituiçãoaerofotogramétricas digitalizadas, que foram fornecidas pela PCRJ.
  13. 13. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASA Via Transolímpica terá entre a Avenida Brasil e o Viaduto da Concórdia, duas pista detráfego, uma para cada sentido, constituídas de duas faixas para tráfego de veículosleves; entre o Viaduto da Concórdia e a Estrada dos Bandeirantes, com duas pistas detráfego, uma para cada sentido, constituídas de três faixas de tráfego, sendo a faixacentral exclusiva para o Sistema BRT (Bus Rapid Transit).Os túneis terão três faixas de rolamento, sem acostamento contínuo, havendo doistúneis de interligação e, em cada túnel, três nichos de refúgios para veículosdesabilitados e estacionamento de veículos destinados ao atendimento de ocorrências.Nas áreas reservadas às estações de BRT, a barreira central da via se abrirá paracomportar as estações, prevendo-se uma faixa adicional nas estações para permitir aultrapassagem dos ônibus de linhas expressas quando um ônibus de linha paradorestiver operando na estação.O projeto das estações não está incluído neste projeto básico, assim com a faixaadicional das pistas nas estações.As seções transversais tipo foram definidas considerando-se as características daspistas, conforme relacionado a seguir: 2 faixas de tráfego de 3,5 m cada para o tráfego geral; 1 faixa de tráfego de 3,5 m para o BRT; Faixa de segurança de 0,60 no bordo externo e interno; Refúgio interno e externo de 2,50 m nos locais de túneis.Os ramos das Interseções tiveram as larguras das pistas definidas em função dageometria de seus eixos e dos estudos de tráfego.Nos trechos em tangente, a declividade transversal das pistas e do acostamento foiconsiderada com 2% e, nos trechos em curva, a declividade foi definida em função dosraios de curva, considerando a superelevação máxima de 8%.Por se tratar de via desenvolvendo-se em região urbana, para a qual não existe normanacional de características geométricas a adotar – e considerando ainda que um longotrecho se desenvolve na travessia do Maciço da Pedra Branca, portanto, em regiãomontanhosa, e os demais trechos estão sujeitos a fortes restrições de caráter urbanístico– foi considerada a velocidade diretriz de 80 km/h.1.3.1.1 Características Geométricas PrincipaisA seguir estão relacionadas as características geométricas principais da Transolímpica: Relevo .............................................................................................plano/montanhoso/plano Velocidade-diretriz .....................................................................................................80 km/h
  14. 14. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS Curvatura horizontal  Raio mínimo de curva horizontal ...........................................................210,00 m  Taxa máxima de superelevação ...................................................................... 8%  Número de pistas ................................................................................................2 Curvas verticais  K mínimo em curvas convexas .......................................................................30,3  K mínimo em curvas côncavas .......................................................................27,1 Número de faixas de rolamento por pista .............................................................................2 Rampa máxima ...............................................................................................................5,00% Gabarito vertical mínimo nas obras de arte e passarelas ..............................................4,8 m Gabarito vertical mínimo nas vias locais atravessadas ...................................................4,8 m Gabarito vertical mínimo sobre a Av. Brasil ....................................................................5,5 m Largura das faixas de rolamento  Faixas para tráfego geral .............................................................................3,5 m  Largura das faixas de segurança...................................................................0,6 m1.3.1.2 Extensões Extensão total ...........................................................................................................13.100 m Extensão em tangente ................................................................................................5.459 m Extensão em curva horizontal .....................................................................................7.541 m Extensão em túnel (ambas as pistas)...........................................................................3.050 m Extensão em obras de arte especiais .........................................................................1.390 m1.3.1.3 Extensões dos Ramos de Interseções e AcessosEm seus 13,1 km, a Transolímpica passa por seis pontos de interseção com a malhaviária existente. A extensão total dos ramos desses acessos e interseções é de cerca de5,25 km.
  15. 15. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS1.3.2 Anteprojeto de TerraplenagemO Projeto Básico de Terraplenagem da Transolímpica foi desenvolvido de acordo com asNormas, Especificações e Instruções de Serviços, atualmente em vigor no DNIT e na PCRJpara trabalhos desta natureza.No desenvolvimento do projeto foram abordados os seguintes tópicos: Análise do perfil geotécnico longitudinal proveniente das investigações realizadas; Definição expedita dos horizontes de solo e rocha para classificação adequada das escavações; Definição das seções transversais típicas de terraplenagem para cada situação de projeto geométrico; Definição do contorno de escavação dos túneis; e Determinação dos volumes de terraplenagem (cubação) para cada categoria de material a ser escavado, subdividindo-se em 1ª/2ªcategorias e 3ª categoria (rocha).1.3.2.1 Seções Transversais Típicas de TerraplenagemBasicamente, a seção típica foi considerada com duas pistas de tráfego com duas faixasseparadas por defensa rígida ou com duas partes de tráfego com três faixas separadaspor defensa rígida. Nos bordos externos também serão instaladas defensas rígidas comrebaixo de aproximadamente 50 centímetros para futura instalação de banco de dutospara CFTV.1.3.3 Dispositivos de Drenagem e Obras de Arte CorrentesO Projeto de Drenagem e Obras de Arte Correntes referentes à Ligação Transolímpica foidesenvolvido de acordo com as prescrições das normas, especificações e instruções deserviço atualmente em vigor na Secretaria Especial de Transportes e Fundação RioÁguas para trabalhos desta natureza. No desenvolvimento deste Projeto foramabordadas intervenções referentes a: Obras de drenagem superficial; e Obras de arte especiais.1.3.4 Dispositivos de Drenagem SuperficialO sistema de drenagem superficial será constituído pelos seguintes dispositivos: Valeta de proteção;
  16. 16. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS Canal trapezoidal em colchão VSL com talude 1/1,5; Canaleta retangular de drenagem em túneis; Sarjeta de banqueta; Sarjeta do canteiro central; Meio-fio de sarjeta; Descida d’água; Caixa coletora; Caixa de ralo; Poço de visita; e Galerias.Após avaliação hidráulica destes dispositivos em relação às várias situações em que osmesmos encontram-se inseridos, foram elaborados os projetos tipos a serem utilizadosao longo desta ligação rodoviária.As principais características destes dispositivos são as seguintes: Valeta de ProteçãoAs valetas indicadas possuem forma trapezoidal, sendo seu revestimento em concreto eos taludes 1:1. O quadro a seguir apresenta os tipos e dimensões destes dispositivos.Tabela 4 - Tipo de Dimensões de Valetas de Proteção Tipo Base Menor (m) Altura (m) VP – 1 0,60 0,30 VP – 2 1,00 0,30 VP – 3 2,00 0,50 Canal TrapezoidalOs canais indicados no projeto possuem forma trapezoidal, sendo seu revestimento emcolchão VSL, com taludes 1 vertical: 1,5 horizontal. Como o dimensionamento édependente das variadas bacias de contribuição interceptadas pelo traçado, asdimensões variam a cada caso. A dimensão mínima considerada foi de 1,00 metro debase por 1,50 metro de altura.
  17. 17. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS Canaleta Retangular de Drenagem em TúneisDentro dos túneis, embora não ocorra contribuição pluvial direta, deverão serimplantadas canaletas retangulares para drenar as contribuições dos acessos e deinfiltrações na rocha. Foram previstos somente canaletas de duas dimensões: 0,50m debase por 0,50m de altura ou 0,80m de base por 0,80m de altura. Sarjeta de BanquetaO projeto tipo adotado tem seção triangular, diferenciando as suas dimensões para cadauma das situações, ou seja, corte ou aterro, já que os taludes junto à parte final da sarjetasão diferentes. No corte o dispositivo adotado foi o SC – 1, que também foi adotado comouma das sarjetas de corte, e que apresenta largura total de 1,50 m e altura de 0,30 m. Odispositivo previsto na banqueta de aterro tem largura total de 1,50 m e altura de 0,20m. Em ambos os casos, o revestimento previsto é em concreto simples. As sarjetas debanqueta desaguarão em caixas de captação, que direcionarão a contribuição dos cortespara descidas de água em degraus. Meio-Fio SarjetaEste dispositivo foi previsto para quase toda a extensão da via, onde a seção transversaltipo indica o uso de calçadas. O dispositivo será em concreto simples, apresentandolargura de 0,50m e altura de 0,30m. Descida d’ÁguaAs descidas d’água previstas são em degraus, sendo o revestimento em concreto simplese armado. Essas descidas deverão ter dimensões de acordo com o tamanho do taludeque deverão transpor. Os taludes transpostos por descidas de água em degraus dividem-se em taludes de corte e taludes de aterro, que receberão a contribuição debueiros/galerias de pista. Caixa ColetoraAs caixas coletoras previstas destinam-se a coletar as águas provenientes de valetas, decanteiro e de banquetas. Essas caixas deverão ser constituídas de concreto simples comtampa em grelha. Caixa de RaloAs caixas de ralo adotadas neste projeto, destinadas a drenar a plataforma por meio deinterligação ao meio-fio de sarjeta, são de alvenaria de tijolo maciço, obedecendo apadrão adotado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, sendo que as mesmasdeverão ter em seu topo uma grelha.Estas obras deverão ser assentessobre uma base em concreto armado com 0,10m deespessura.
  18. 18. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS  Poço de Visita Tais obras foram previstas para permitir a mudança do diâmetro e/ou de direção dos bueiros. Os mesmos poderão ser executados em concreto ou alvenaria de bloco de concreto. Em seu topo está previsto um tampão, de tal forma que seja possível a execução da conservação adequada para bueiros longitudinais.  Galerias Para conduzir as águas provenientes de caixas de ralo ou caixas coletoras previu-se o uso de tubos com diâmetro variando desde o mínimo de 0,60m até o máximo de 1,00m, sendo todos em concreto armado. 1.3.4.1 Obras de Arte Especiais Como descrito nos estudos hidrológicos, as vazões de projeto utilizadas, sempre que existentes, foram retiradas dos estudos fornecidos pela Rio-Águas, que apresentam vazões de projeto de 20 e 50 anos de recorrência. Também, procurou-se manter as características hidráulicas das seções dos rios estudados, embora tenha sido necessário efetuar mudanças no alinhamento de pequenos trechos dessas canalizações, de acordo com a geometria da via. Os pequenos canais e talvegues existentes, constantes do cadastro aerofotogramétrico, que sofriam interferência da via, tiveram sua contribuição incluída no sistema de drenagem da via. A Tabela 5 abaixo lista todas as pontes que atravessam a Ligação Transolímpica, assim como as características hidráulicas de suas seções transversais. Tabela 5 - Resumo das travessias em ponte Seção Sob a Via Q - 50 Anos Cota EstimadaCorpo Hídrico (m³/s) NA 50 Anos (m) Largura Mínima Altura Mínima (m) (m)Rio Piraquara 135,52 22,50 25,0 4,0Rio Caldereiro 28,31 26,80 15,0 3,0Córrego Engenho Novo 56,2 5,30 12,0 4,8Rio Guerenguê 23,6 3,00 3,6 4,8Rio Grande 125,9 23,4 23,0 4,0Rio Pavuninha (Jusante da Junção com o Rio 20,6 3,6 6,0 3,0Passarinho)
  19. 19. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS 1.3.5 Anteprojeto de Obras de Arte Especiais As obras de arte especiais integrantes da Transolímpica envolvem um total de 26 pontes e viadutos, projetados para realizar os cruzamentos com outras vias de tráfego e cursos d’água existentes ao longo desse trecho da rodovia. Dois viadutos de eixo horizontal curvo de raio reduzido tiveram a superestrutura projetada com tabuleiro em caixão unicelular. A superestrutura das outras obras de arte especiais foi projetada em vigas pré-moldadas de concreto protendido e laje do tabuleiro em concreto armado moldado no local. Para evitar a presença de juntas de dilatação na pista de rolamento destas obras de arte especiais, o tabuleiro das mesmas foi projetado com lajes de continuidade que cobrem as juntas transversais existentes entre as vigas pré-moldadas. Todos estes viadutos e pontes em vigas pré-moldadas são formados de vãos simples ou múltiplos com comprimentos de até 40 m. Todas as obras de arte especiais foram projetadas com os aterros de acesso em terra armada, o que possibilitou a redução dos comprimentos totais dessas obras. Pelas características do solo da região atravessada, foram projetadas fundações profundas em estacas do tipo raiz, com diâmetro de 410 mm. A Tabela 6a seguir apresenta um resumo das principais características das obras de arte especiais projetadas. Tabela 6 - Relação de Obras de Arte Largura (m) ExtensãoNº Estrutura Pista Pista (m) Direita Esquerda01 Ponte sobre a Av. Brasil e Rio Acari – km 0+040 9,0m 9,0m 105m02 Ponte sobre o Rio Acari - Acesso à Av. Brasil 10,0m 50m03 Ponte sobre o Rio Acari - Acesso da Av. Brasil 10,0m 60m04 Ponte sobre o Rio Piraquara – km 0+340 12,5m 12,5m 35m05 Viaduto sobre Estr. Pedro de Alcântara e Ferrovia Fluminense – km 0+600 9,0m 9,0m 80m06 Viaduto sobre a Estrada Gen. Canrobert da Costa – km 0+870 9,0m 9,0m 30m07 Viaduto sobre Rua da Concordia – km 0+990 9,0m 9,0m 20m08 Ponte sobre o Rio Caldeireiro – km 1+450 12,5m 12,5m 30m Ponte sobre o Rio Caldeireiro 10,0m 30,0m Ponte sobre o Rio Caldeireiro 10,0m 30,0m09 Viaduto Academia da Polícia Militar – km 2+900 12,5m 12,5m 10m10 Viaduto sobre a Av. Marechal Fontenelle – km 3+230 12,5m 12,5m 65m
  20. 20. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS11 Viaduto sobre a Estrada da Boiuna – km 6+540 12,5m 12,5m 30m12 Ponte Rio Grande, Av. dos Mananciais e Estr. do Rio Grande - km 6+880 12,5m 12,5m 220m13 Ponte sobre o Rio Grande (Ramo da Av. dos Mananciais) 10,0m 30m14 Ponte sobre o Rio Grande (Ramo para Av. dos Mananciais) 10,0m 30m15 Viaduto sobre a Rua Ipadu - km 7+730 12,5m 12,5m 30m16 Ponte sobre Córrego - km 8+010 12,5m 12,5m 20m17 Viaduto sobre a Ligação C – km 8+165 - na Estrada do Outeiro Santo 10,0m 60m18 Viaduto sobre a Av. Rodrigues Caldas – km 8+450 12,5m 12,5m 30m19 Ponte sobre o Rio Guerenguê – km 9+000 12,5m 12,5m 30m20 Ponte sobre o Rio Guerenguê – km 9+520 12,5m 12,5m 30m21 Ponte sobre o Rio Guerenguê (Ramo para Av. N. Sra. De Fátima) 10,0m 30m22 Viaduto sobre a Av. Nossa Senhora de Fátima - km 9+570 12,5m 12,5m 25m23 Ponte sobre o Córrego do Engenho Novo - km 9+700 12,5m 12,5m 30m24 Viaduto sobre a Estrada da Curicica - km 10+930 12,5m 12,5m 60m25 Ponte sobre a Rua Ventura e Canal Pavuninha – km 11+200 12,5m 12,5m 80m26 Viaduto sobre a Av. Bandeirantes 12,5m 12,5m 85m 1.3.6 Anteprojeto de Túneis O Projeto Básico da Transolímpica prevê a execução de dois túneis, totalizando uma extensão de 3.050 metros. A Tabela 7apresenta um resumo dos dois túneis projetados, com a localização dos emboques, referida aos eixos auxiliares do projeto, e respectivas extensões. Tabela 7 - Extensões dos Túneis Pista da Esquerda Pista da Direita Túnel Emboque Localização* Extensão Localização* Extensão Emboque Norte 4+775,00 4+735,00 Engenho Velho 1.300,00 1.337,00 Emboque Sul 6+075,00 6+072,00 Emboque Norte 6+281,76 6+283,24 Boiúna 209,73 202,78 Emboque Sul 6+491,49 6+486,02 Total (ambas as pistas) 3.049,51  Característica de cada túnel nos trechos sem refúgios:  Altura mínima livre nas faixas de rolamento: 4,80 m;  Número de faixas: 3 de 3,50 m cada;
  21. 21. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS  Afastamento lateral em cada lado da pista: 0,60 m;  Barreira rígida tipo New Jersey em cada lado da pista: 0,40 m  Área interna em maciço classe I a IV: 104 m2. Característica das galerias no trecho com nichos de refúgio (somente Engenho Velho, a cada 250 m aproximadamente)  Número de faixas: 3 de 3,50 m cada;  Afastamento lateral em cada lado da pista: 0,60 m;  Barreira rígida tipo New Jersey em cada lado da pista: 0,40 m;  Largura do refúgio que está localizado do lado direito do tráfego: 2,5 m. Galeria de interligação para veículos, a cada 500 m, aproximadamente, no Túnel Engenho Velho.  Área útil mínima: 45 m2;  Largura de pista com altura livre mínima de 4,80 m: 3,50 m;  Afastamento lateral em cada lado da pista: 0,60 m;  Barreira rígida tipo New Jersey em cada lado da pista: 0,40 m;A classificação geomecânica dos maciços rochosos de implantação dos túneis foi feitacom o auxílio dos dados dos mapeamentos geológicos de superfície e das investigaçõesgeológico-geotécnicas. Adotou-se para a classificação geomecânica a classificação RMRde Bieniawski (1979), a ser comparada com a classificação de Maciços para Projeto deSuporte de Túneis de Barton et al. (1974). Ver relatório geológico e geofísico em anexo.Os dados obtidos permitiram a classificação geomecânica dos maciços para os locais dosquatro túneis que existem ao longo do traçado, como também para os projetos dasescavações e obras de contenção, e o conhecimento das características das fundaçõesdos aterros e obras de arte especiais, permitindo a definição dos processos construtivose as soluções de projeto mais adequadas aos materiais encontrados.1.3.6.1 Túnel Engenho VelhoO túnel do Engenho Velho é o de maior extensão, projetado para a Transolímpica.Encontra-se abrangendo a Serra do Engenho Velho, parte integrante do maciço da PedraBranca, com alinhamento geral NE. O ponto mais alto na Serra do Engenho-Velho no eixodo túnel está na cota 260 metros.
  22. 22. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASO recobrimento máximo do túnel é da ordem de 190 metros, sendo constituído porrochas migmatíticas, por biotita-gnaisses e por intrusões de diques de rocha básica. Omanto de intemperismo nas áreas dos emboques apresenta grande espessura.O eixo do túnel se desenvolve em curvas, com o trecho do emboque norte na direçãoaproximada N 12º W e emboque sul na direção aproximada N 5º W.As estruturas geológicas regionais orientam-se preferencialmente segundo a direçãogeral NNE-SSW, a qual condiciona e acompanha a formação das escarpas e do relevogeral. Esta direção estrutural forma um ângulo forte com a orientação média dasgalerias do túnel, constituindo um condicionante favorável à escavação das mesmas.1.3.6.2 Túnel da BoiúnaO túnel da Boiúna encontra-se também abrangendo a Serra do Engenho Velho, parteintegrante do maciço da Pedra Branca, com alinhamento geral NO. O ponto mais alto naSerra do Engenho Velho no eixo do túnel está na cota 97 metros.O recobrimento máximo do túnel é da ordem de 45 metros, sendo constituído porrochas migmatíticas. As áreas dos emboques apresentam rocha aflorante.O eixo do túnel se desenvolve em curva constante, com o trecho do emboque norte nadireção aproximada N 9º W e emboque sul na direção aproximada N 19º W.1.3.7 Anteprojeto de ContençõesSão apresentadas a seguir as considerações/premissas adotadas para avaliação quantoaos tipos e localizações das obras de contenção a serem executadas ao longo do traçadoda Transolímpica.Os estudos e avaliações geológico-geotécnicas basearam-se em inspeções locais, análisede fotos aéreas, configuração topográfica do terreno natural e investigações de campo elaboratório.As soluções típicas tiveram sua geometria detalhada e os respectivos quantitativosestimados. A seguir serão discutidas as soluções de contenção recomendadas, seuposicionamento ao longo do traçado, suas dimensões características e quantitativosrelevantes.1.3.7.1 Soluções TípicasO Projeto Básico de contenções considerou intervenções basicamente nos encontros depontes e viadutos, em algumas regiões de corte potencialmente instáveis e nosemboques dos túneis.Para os aterros de encontro de pontes e viadutos, empregou-se a solução conhecidacomo Terra-Armada, onde o maciço é reforçado por armadura de aço e/ou geogrelha
  23. 23. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASdisposta em seu interior e arrimado frontalmente/lateralmente por painéis (“escamas”)de concreto. A definição da geometria de cada contenção em terra armada consideroupreponderantemente a limitação física da solução em taludes, tendo em vista aexistência de vias laterais, edificações a serem preservadas etc.Tendo em vista as alturas dos aterros em terra armada junto às obras de arte especiais ea avaliação das investigações geotécnicas, podem vir a ser necessárias substituiçõespontuais de solos de fundação.Para as regiões de corte potencialmente instáveis, foi previsto o emprego de cortinasatirantadas, concreto projetado e/ou tela metálica (regiões com presença de materiaissusceptíveis a processos erosivos), tirantes e/ou chumbadores associados ou não àaplicação de concreto, drenos horizontais profundos (DHP’s) ou barbacãs (estabilizaçãode cunhas e planos favoráveis de fraturamento do maciço). Para a atual fase de ProjetoBásico, apenas foi indicado o local onde o emprego de tais soluções será necessário.Especificamente para os emboques dos túneis, também foi previsto o emprego decortinas atirantadas com maior grau de detalhe, indicando-se as dimensões equantidades/disposição dos tirantes previstos (capacidade de 35 tf).Nas situações de corte onde é possível a aplicação da solução em retaludamento, ostaludes deverão ser adotados em função dos materiais escavados, conformediscriminado a seguir: Corte em colúvio ou material transportado – 1,5H : 1V revestidos com grama ou cobertura vegetal equivalente; Corte em solo residual ou rocha alterada – 1H : 1V, ver projeto de contenções; e Corte em rocha sã – 1H : 4V , ver projeto de contenções.Os taludes definidos acima são típicos e, como o projeto de contenções em seu todo,deverão ser avaliados caso a caso no Projeto Executivo, a partir de investigaçõesgeotécnicas detalhadas do local e análises de estabilidade, considerando parâmetrosobtidos em ensaios de laboratório efetuados em amostras indeformadas, coletadas eminvestigações complementares.Será previsto para os cortes um sistema de drenagem adequado, com canaletas nasbermas e escadas de descida para evitar a erosão dos taludes, além de revestimento dosmesmos com grama ou cobertura vegetal equivalente.No caso da estabilização de blocos potencialmente instáveis, poderão ser necessáriosdrenos profundos para reduzir o efeito instabilizante da água.1.3.7.2 Avaliação da Necessidade de Obras de ContençãoA definição da necessidade de obras de contenção baseou-se nos seguintes dados ecritérios:
  24. 24. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS Espessura de solo a ser cortado (em alguns casos estimada a partir da declividade do terreno natural); Topografia do terreno natural; Inspeções locais; Avaliações de fotos aéreas; Investigações geológico-geotécnicas de campo e laboratório; Preservação de edificações e vias existentes; Proteção dos aterros da via contra a ação das águas quando na margem de cursos d’água; e Dificuldades de manutenção e riscos para a operação da via.Nos emboques dos túneis, com presença de camada de solo coluvionar/residual, foramprevistas cortinas atirantadas, minimizando a interferência nas encostas naturais e navegetação existente, bem como para atingir solos mais competentes, reduzindo o custode escavação.
  25. 25. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS ESTIMATIVA DE CONTENÇÕES ALT. ÁREA LOCAL LADO TALUDE ESTACA COMP ÁREA PLANA % DE INCL. TIPO MEDIA INCLINADA L X H EMBOQUES FACHADA DOS EMBOQUES BOIUNA NORTE 0 X 1 65,00 15,27 992,55 0% 992,55 CORTINA0X1 FACHADA DOS EMBOQUES BOIUNA SUL 0 X 1 65,00 15,27 992,55 0% 992,55 CORTINA0X1 GRAMPOS (TALUDE 1 / 1) MB. BOIUNA NORTE 1 X 1 70,00 15,00 1.050,00 41% 1.484,92 ROCHA1X1 GRAMPOS (TALUDE 1 / 1) MB. BOIUNA SUL 1 X 1 70,00 15,00 1.050,00 41% 1.484,92 ROCHA1X1 EMBOQUES ENGENHO VELHO 1ª PARTE NORTE 0 X 1 139,38 14,65 2.041,92 0% 2.041,92 CORTINA0X1 EMBOQUES ENGENHO VELHO 1ª PARTE SUL 0 X 1 92,99 14,73 1.369,74 0% 1.369,74 CORTINA0X1 EMBOQUES ENGENHO VELHO 2ª PARTE NORTE 0 X 1 70,00 15,00 1.050,00 0% 1.050,00 CORTINA0X1 EMBOQUES ENGENHO VELHO 2ª PARTE SUL 0 X 1 70,00 15,00 1.050,00 0% 1.050,00 CORTINA0X1 PISTAS LATERAIS - CONTENÇÕES EM TALUDES DE CORTE E ATERRO TERRA ARMADA 0 X 1 910,00 3,76 3.419,00 3.419,00 T.ARMADA GRAMA EM TALUDE DE ATERRO ATERRO 1 X 1,5 29.186,95 GRAMA1X1,5 ACESSO (CENTRO-RECREIO) AV. BRASIL 1 X 4 A 120,00 3,50 420,02 3% 432,95 ROCHA1X4 ACESSO (CENTRO-RECREIO) AV. BRASIL 1 X 4 A 80,00 5,08 406,20 3% 418,70 ROCHA1X4 ACESSO (RECREIO-STA CRUZ) AV. BRASIL 1 X 4 A 133,00 6,00 798,00 3% 822,56 ROCHA1X4 ACESSO (RECREIO-CENTRO) AV. BRASIL 0 X 1 A 90,86 3,50 318,01 0% 318,01 CORTINA0X1 ACESSO (STA CRUZ-RECREIO) AV. BRASIL 0 X 1 A 87,70 3,50 306,95 0% 306,95 CORTINA0X1 ACESSO (RECREIO-D. CAXIAS) AV. D. CAXIAS 0 X 1 A 120,00 4,00 480,00 0% 480,00 CORTINA0X1 ACESSO (D.CAXIAS-RECREIO) AV. D. CAXIAS 0 X 1 A 180,00 4,00 720,00 0% 720,00 CORTINA0X1 ACESSO (RECREIO-D. CAXIAS) AV. D. CAXIAS 0 X 1 A 40,00 4,00 160,00 0% 160,00 MURO "L"0X1 ACESSO (D.CAXIAS-RECREIO) AV. D. CAXIAS 0 X 1 A 80,00 4,00 320,00 0% 320,00 MURO "L"0X1 PISTAS CENTRAIS - CONTENÇÕES EM TALUDES DE CORTE E ATERRO TERRA ARMADA 0 X 1 GERAL 6.810,92 6,07 41.316,05 0% 41.316,05 T.ARMADA GRAMA EM TALUDE DE ATERRO ATERRO 1 X 1,5 GERAL 68.332,54 GRAMA1X1,5 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 1 X 1 1680 A 1870 190,00 2,41 457,89 41% 647,55 ROCHA1X1 PISTA PRINCIPAL DIREITO 1 X 1 1660 A 1840 180,00 1,56 281,62 41% 398,27 ROCHA1X1 PISTA PRINCIPAL DIREITO 1 X 1 2400 A 2540 140,00 1,19 166,19 41% 235,03 ROCHA1X1 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 1 X 4 2620 A 2660 40,00 12,11 484,36 3% 499,27 ROCHA1X4 PISTA PRINCIPAL DIREITO 1 X 4 2620 A 2660 40,00 12,11 484,36 3% 499,27 ROCHA1X4 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 1 X 4 2710 A 2750 40,00 0,85 33,93 3% 34,97 ROCHA1X4 PISTA PRINCIPAL DIREITO 1 X 4 2720 A 2800 80,00 5,52 441,20 3% 454,78 ROCHA1X4 PISTA PRINCIPAL DIREITO 1 X 4 4120 A 4360 240,00 5,00 1.200,00 3% 1.236,93 ROCHA1X4 PISTA PRINCIPAL DIREITO 0 X 1 4450 A 4680 230,00 19,00 4.370,00 0% 4.370,00 CORTINA0X1 PISTA PRINCIPAL DIREITO 1 X 4 4680 A 4710 30,00 12,67 380,10 3% 391,80 ROCHA1X4 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 1 X 4 4660 A 4760 100,00 2,93 293,40 3% 302,43 ROCHA1X4 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 0 X 1 6090 A 6250 160,00 9,11 1.457,60 0% 1.457,60 CORTINA0X1 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 1 X 1 6250 A 6280 30,00 5,90 176,98 41% 250,29 ROCHA1X1 PISTA PRINCIPAL DIREITO 1 X 1 6150 A 6285 135,00 11,24 1.517,10 41% 2.145,50 MISTO1X1 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 1 X 1 6980 A 7140 160,00 3,61 577,18 41% 816,26 MISTO1X1 PISTA PRINCIPAL DIREITO 1 X 1 6980 A 7140 160,00 2,74 437,97 41% 619,38 MISTO1X1 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 1 X 1 7480 A 7640 160,00 6,21 992,80 41% 1.404,03 MISTO1X1 PISTA PRINCIPAL DIREITO 1 X 1 7520 A 7650 130,00 2,88 375,02 41% 530,36 MISTO1X1 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 0 X 1 8130 A 8310 180,00 4,45 800,18 0% 800,18 CORTINA0X1 PISTA PRINCIPAL DIREITO 0 X 1 8130 A 8400 270,00 6,66 1.799,24 0% 1.799,24 CORTINA0X1 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 1 X 1 9400 A 9520 120,00 4,17 500,00 41% 707,11 MISTO1X1 PISTA PRINCIPAL ESQUERDA 1 X 1 9980 A 10100 41% 0,00 SOLO1X1 GRAMA EM TALUDE DE CORTE DIREITO 1 X 1 9980 A 10560 580,00 7,22 4.185,00 41% 5.918,48 GRAMA1X1 RESUMO ALT. ÁREA COMP ÁREA PLANA % DE INCL. TIPO TIPO MEDIA INCLINADA TERRA ARMADA 7.720,92 5,79 44.735,05 0% 44.735,05 T.ARMADA CORTINA/TIRANTE 32MM C/25,0M (2,50X2,0) 1.820,93 9,75 17.748,74 0% 17.748,74 CORTINA0X1 CONC. PROJETADO/GRAMPO 25MM C/ 4,0M (3,0X3,0) 865,00 5,09 4.400,07 41% 6.222,64 MISTO1X1 CONC. PROJETADO/TIRANTE 32MM C/ 25,0M (2,5X2,0) - - 3% - MISTO1X4 CONC. PROJETADO/GRAMPO 25MM C/ 4,0M (3,0X3,0) 680,00 4,68 3.182,68 41% 4.500,99 ROCHA1X1 CONC. PROJETADO/GRAMPO 25MM C/ 6,0M (1,50X1,50) 903,00 5,47 4.941,57 3% 5.093,65 ROCHA1X4 CONC. PROJETADO/GRAMPO 25MM C/ 4,0M (3,0X3,0) - - - SOLO1X1 GRAMA EM TALUDO DE ATERRO - - 97.519,49 GRAMA1X1,5 GRAMA EM TALUDE DE CORTE 580,00 7,22 4.185,00 41% 5.918,48 GRAMA1X1 181.739,04 TOTAL1.3.8 Anteprojeto de Obras ComplementaresO projeto de Obras Complementares refere-se em especial às atividades de proteçãovegetal e de elementos de segurança, compondo-se de barreiras de concreto simples edupla, cercas ou dispositivos que impeçam a travessia de pedestres em pontos críticos(alambrados ou similares).Serão instaladas barreiras de concreto nos pontos considerados críticos, tais comotrechos com canteiros centrais estreitos e cristas de aterro.1.3.9 Remanejamento de Redes de Serviços PúblicosEm consulta às concessionárias e órgãos públicos, foram levantadas as redes einstalações dos mesmos que pudessem interferir com as obras projetadas.Foram contatadas as seguintes concessionárias ou órgãos públicos:
  26. 26. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS Light Serviços de Eletricidade S.A.; Companhia Municipal de Energia e Iluminação – Rio Luz; Oi – Telemar Norte Leste S.A.; Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro – CEG; Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro – CEDAE; NET-RIO; e Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro – CET RIO.Todas as interferências identificadas estão apresentadas em desenhos específicoscomponentes do projeto.1.3.10 Anteprojeto de PavimentaçãoO anteprojeto de pavimentação da Transolímpica teve como parâmetros fundamentais acontagem de tráfego e o ensaio de CBR.O pavimento foi dimensionado pelo Método de Projeto de Pavimentos Flexíveis doDNER ou do “Engenheiro Murilo Lopes de Souza”.De acordo com o estudo pedológico realizado nas jazidas disponíveis na região, adotou-se um CBR médio de 7% para o solo de importação, que será utilizado nas plataformasde aterro.O número de solicitação N do eixo equivalente a 8,2 tf foi definido nos estudos detráfego, sendo 1,57 x 108. Em razão de o tráfego ser intenso e pesado, a camada de basedeverá ser uma Base de Brita Graduada Tratada com Cimento (BGTC), com coeficienteestrutural K= 1,4, e sub-base de material granular, com coeficiente estrutural K= 1,0. Orevestimento, em CBUQ, tem um coeficiente estrutural K= 2,0.1.3.11 Anteprojeto de SinalizaçãoNo anteprojeto de sinalização da Transolímpica foram observadas todas as normas eprocedimentos previstos no Manual de Sinalização Viária do DENATRAN, Parte I –Sinalização Vertical; Parte II – Marcas Viárias; e Parte III – Dispositivos Auxiliares àSinalização e Manual e Especificações de Sinalização da CET-RIO.O anteprojeto ora apresentado consiste em: Sinalização Vertical:Composto por placas de regulamentação, indicativas e educativas, que, em conjunto coma sinalização horizontal, formarão um sistema adequado às condições do local.
  27. 27. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRASPor tratar-se de trecho em pista dupla, o Manual de Sinalização Viária do DENATRANrecomenda que sejam implantadas placas de sinalização em ambos os lados de cada umadas pistas. Sinalização Horizontal:Foi projetada visando proporcionar melhor canalização dos diversos fluxos de tráfego,sendo composto por pintura de faixas, zebrados, setas no pavimento, tachas refletivasmono direcionais nas pistas principais (eixos e bordos) na cor branca, emcorrespondência com a cor das faixas e tachões refletivos mono direcionais na corbranca. As tachas serão implantadas nos eixo das pistas principais em conjuntos dequatro tachas e terão cadência 6,00 x 6,00 m. Também serão implantados tachões, nacor branca, ao longo dos zebrados das pistas principais e alças de interseção. As setas depavimento serão implantadas nas faixas de tráfego para pré-sinalização dos ramos desaída e canalização de fluxos.1.3.12 Anteprojeto de Iluminação PúblicaO anteprojeto de iluminação pública, estudado para esta via, tem o objetivo de garantir aluminosidade e segurança necessária nas pistas de rolamento e nos túneis.Toda as pistas e acessos da Transolímpica serão iluminados através de postes de açoreto com luminárias de alto rendimento, com lâmpada a vapor de sódio (amarelada),própria para este tipo de via, fixadas em núcleos especiais simples e duplo.Os túneis terão uma iluminação moderna e eficaz, através de projetores e luminárias.Em alguns trechos da Transolímpica, as redes de baixa e média tensão serão enterradas,dando melhor visual.1.3.13 Anteprojeto das Praças de Pedágio e Bases de ApoioPara a administração e apoio operacional da futura Transolímpica estão previstas asseguintes edificações: Praça de Pedágio e Prédio Administrativo e Controle Operacional20 pistas sendo 8 manuais bidirecionais, 6 manuais em único sentido, 2 AVI simples, 2AVI mistas e 2 pistas livres sob uma cobertura de 2091,00 m². Um túnel de secçãocontínua de 3,70 m de largura por 2,70 m de altura e 180,00 m de extensão interliga ascabines a um prédio de quatro pavimentos e 3.000,00 m² de área total construída, queabriga as atividades administrativas, de manutenção e operação do empreendimento.
  28. 28. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JAENIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS SUBSECRETARIA DE OBRAS E PROJETOS VIÁRIOS COORDENADORIA GERAL DE OBRAS Serviço de Atendimento ao Usuário – SAUA edificação, em pavimento único de 240.00 m² de área construída, destina-se a abrigaras equipes de resgate e atendimento direto à via, bem como a comercialização eadministração do serviço arrecadação automática (AVI). Estará localizado nasproximidades da Estrada da Ligação. Posto PolicialPequena edificação de 60,00 m² em pavimento único destina-se a dar suporte àsatividades de segurança ao longo da via, em parceria com a Polícia Militar do Estado doRio de Janeiro.

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