V.S.C., sexo feminino, 36 anos, parda, solteira, marisqueira, natural e
procedente de Saubara-BA.
Paciente vem com queixa ...
V.S.C., sexo feminino, 36 anos, parda, solteira, marisqueira, natural e
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2 ANOS
• Intolerância a
Atividades
• Perdeu 20 kgs
30 DIAS
• Dor Abd. Em Cólica QID
• Diarreia (7-8/dia)
• Hematoquezia
• ...
MUCOSAS
HIPOCRÔMICAS
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HABITUAIS
FR = 22 ipm
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DIARREIA
PERDEU
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COLÓN ASCENDENTE:
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Fadiga
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DIARREIA
Pode ser definida como a eliminação de fezes amolecidas, de
consistência líquida, fenômeno que geralmente vem aco...
DIARREIA AGUDA OU DIARREIA CRÔNICA?
• Dura menos de 2 semanas (normalmente 72h)
• 90% causa infecciosa.
• Maioria dos caso...
DIARREIA AGUDA
DIARREIA AGUDA
• Quando não infecciosa (10%):
1. Álcool e efeito colateral de medicações
2. Sorbitol
3. Dieta Enteral
4. C...
E O QUE FAZER...?
• NO CASO DAS DIARREIAS AGUDAS:
• A maioria é autolimitada (24-72h) + sem desidratação
aparente.
• INVES...
DIARREIA CRÔNICA
Osmótica
• Acúmulo de
solutos não
absorvidos.
• Em geral, cessa
com o jejum.
• Ex: Laxantes,
Intolerância...
E O QUE FAZER...?
• NO CASO DAS DIARREIAS CRÔNICAS:
Abordagem está sempre indicada!
a) Hemograma e Bioquímica
b) Pesquisa ...
QUAIS EXAMES SOLICITAMOS...?
HEMOGRAMA BIOQUÍMICA
PESQUISA DE
LEUCÓCITOS
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PESQUISA DE
SANGUE OCULTO
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DOENÇAS INFLAMATÓRIAS
INTESTINAIS
Doença de Crohn(DC)
e
Retocolite ulcerativa (RCU)
INTRODUÇÃO
Perturbações crônicas em que o intestino se inflama,
provocando muitas vezes cólicas abdominais recorrentes
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EPIDEMIOLOGIA
Maior incidência: América do Norte, Reino Unido
e Norte da Europa; (Brancos e Judeus)
A DC e a RCU podem oco...
FISIOPATOLOGIA
Gatilho não totalmente conhecido;
Três vias prováveis de ativação:
• Predisposição genética;
• Desregulação...
Tabagismo
• RCU melhor evolução
• DC pior prognóstico
DIFERENÇAS
Critérios de diferenciação entre RCU e DC:
• Clínicos;
• Endoscópicos;
• Histológicos;
Não é possível a diferen...
ANATOMOPATOLOGIA
Retocolite ulcerativa:
• Ulceração contínua (RetoCólon)
3 princípios básicos:
Exclusiva do cólon Mucosa ...
 Restrita a mucosa retal ou atinge o sigmoide (40% a
50%);
Estende-se até a flexura esplênica (30% a 40%);
 Vai além da...
RETOCOLITE ULCERATIVA
Aspecto macroscópico:
NormalDesnudamento;
Nítida demarcação;
Hiperemia, edema, mucosa friável, e...
 Uniforme e contínua;
 Sem áreas de mucosa
normal entremeadas;
ANATOMOPATOLOGIA
Doença de Crohn:
• Ulceração transmural;
• Pode ocorrer em qualquer parte do trato gastrointestinal(boca-...
DOENÇA DE CROHN
Aspecto macroscópico:
Acometimento em diversos locais, separados por trechos normais;
Alterações inflama...
DOENÇA DE CROHN
Início com formação de úlceras aftoides:
-”Pedras de calçamento”;
-Aprofundamentos resultando em Fístulas...
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Retocolite ulcerativa:
• Início insidioso;
Diarreia sanguinolenta
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MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Processo confinado ao retossigmoide:
• Fezes normais ou endurecidas;
• Pode haver constipação;
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MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Doença de Crohn:
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Dor
abdominal
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MANIFESTAÇÕES EXTRAINTESTINAIS
Manifestações articulares: (25%)
• Artralgias até artrites agudas;
• Artrite não deformant...
MANIFESTAÇÕES EXTRAINTESTINAIS
Manifestações hepáticas e biliares:
• Hepatite focal;
• Cirrose biliar;
• Pericolangite;
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DIAGNÓSTICO
Laboratorial:
• Hemograma, proteína C reativa (PCR) e velocidade de
hemossedimentação (VSH);
• Albumina plasmá...
DIAGNÓSTICO
Exames de imagem:
• RCU
-Retossigmoidoscopia com biópsia;
-Colonoscopia com biópsia (contraindicada na suspeit...
DIAGNÓSTICO
• DC:
-Ileocolonoscopia com biópsia;
Comprometimento salteado;
Úlceras aftosas;
Estenose;
Fissuras;
DIAGNÓSTICO
Exames radiológicos:
• Clister opaco;
• Trânsito Intestinal;
• Radiografia simples do abdome;
Ulcerações supe...
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
Diarreias infecciosas;
-Vírus: Duram pouco e não são inflamatórias;
-Bactéria: Autolimitadas e ...
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
Síndrome do cólon irritável:
-Não apresenta característica inflamatória;
-Clister opaco e a sig...
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
CA de cólon:
-DII como fator de risco;
-Sintomas semelhantes aos sintomas da própria DII;
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TRATAMENTO
RCU:
• Tratamento da fase aguda
-Aminossalicilato;
-Corticóides(Prednisona-40mg/dia);
-Imunomoduladores;
• Tra...
TRATAMENTO
DC:
• Fase aguda
-Corticoides;
-Antibióticos (Metronidazol);
-Imunomoduladores(Azatioprina);
-Aminossalicilato...
RCU X DC
RCU X DC
REFERÊNCIAS
• MEDCURSO 2010, Caderno Gastroenterologia; Vol 2
• MEDCURSO 2014, Caderno Gastroenterologia; Vol 2
• ROBBINS;...
Aula 31- Doenças inflamatórias intestinais
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  • 1,2 pra 1 (mulher-homem)
  • Cronh->NOD2/CARD15
    As duas->Receptor-4 da familia TLR
  • Quando o diagnóstico é mudado, costuma ser de RCU para DC(o oposto quase nunca ocorre)
  • Começando no reto e limitada ao cólon.
  • Pseudopolipos: 15 a 30% doas casos
  • Uma pequena procentagem(5%) tem comprometimento predominante na cavidade oral(ulceras aftoides) ou mucosa gastroduodenal(dor tipo ulcerosa ou sindrome de obstrução pilórica) e uma porcentagem ainda menor tem lesoes em esofago(odinofagia e disfagia) e intestino delgado proximal(sindrome de má absorção)
  • Final da pag 36 medcurso
  • Doença anal: fistula, fissuras e abcessos
  • Olhar 6 e 7 do mescurso pag 41
  • Hemograma costuma demonstrar uma redução na contagem de glóbulos vermelhos
    proteína C reativa (PCR) e a medida da velocidade de hemossedimentação (VSH) costumam mostrar as maiores alterações,
    Albumina plasmática, não só por ser um índice para análise do estado nutricional, como também da atividade inflamatória, em razão da exsudação protéica, que ocorre nesses casos, pelas áreas inflamadas.
    Ferro e ferritina séricos, em geral reduzidos, são outros índices que corroboram a presença de inflamação e a perda fecal de sangue nesses doentes.
    O pANCA (auto-anticorpo anti-citoplasma de neutrófilos peri-nuclear)
    ASCA (anticorpo anti-Saccharomyces cerevisiae)
  • Histopatológico: granulomas não caseosos

    O clister opaco é um tipo de exame de diagnóstico que consiste em colocar através de uma sonda, um pouco de contraste (geralmente de bário) no intestino do indivíduo e em seguida realizar um raio-x abdominal.

    O exame é utilizado para investigar possíveis doenças ou alterações no intestino. Muitas vezes o clister opaco é substituído pela colonoscopia.

    Trânsito Intestinal é um procedimento que avalia todos os segmentos do intestino delgado até o início do grosso. Pode ser realizada para avaliar a morfologia do intestinto e a sua funcionalidade que podem estar alteradas em casos de diarréia, constipação, dores abdominais recorrentes ou vômitos.

    O exame é realizado através do uso de fluoroscopia e um agente de contraste (bário) tomada pela boca.

    Radiografia simples do abdome:
    perfurações de alças: pneumoperitôneo,
    suboclusões: distensão de alças com níveis hidroaéreos,
    megacólon tóxico: distensão do cólon direito.
  • As suas propriedades são semelhantes às dos AINEs (grupo da aspirina) mas não causam hemorragias gástricas nem são absorvidos para o sangue (têm acção tópica).

    O ácido 5-aminosalicílico inibe as enzimas ciclooxigenases COX-1 e COX-2 a sintese de prostanóides inflamatórios. Inibe também a produção de citocinas, ao bloquear o NF-KB, o seu factor de transcrição génica nuclear. Diminuição da inflamação nessas doenças. Remissão da doença, retardo da progressão, diminuição da probabilidade de episódio agudo.
  • Aula 31- Doenças inflamatórias intestinais

    1. 1. V.S.C., sexo feminino, 36 anos, parda, solteira, marisqueira, natural e procedente de Saubara-BA. Paciente vem com queixa de dor abdominal do tipo cólica (5/10) em quadrante inferior direito e diarreia, com 7-8 evacuações diárias, iniciados há 30 dias. Refere episódios de hematoquezia e febre não mensurada associados ao quadro. Relata que há dois anos vem se sentindo muito cansada, com intolerância à realização das atividades habituais e perdeu cerca de 20kgs nesse período. Nega DM, HAS, doenças prévias, internações, alergias. Exame físico: Bom estado geral, consciente; emagrecida; mucosas hipocrômicas 3+/4+; FC=110bpm, FR=22ipm, PA=90x60mmHg; dor à palpação em quadrante inferior direito, sem sinais de irritação peritoneal.
    2. 2. V.S.C., sexo feminino, 36 anos, parda, solteira, marisqueira, natural e procedente de Saubara-BA. Paciente vem com queixa de dor abdominal do tipo cólica (5/10) em quadrante inferior direito e diarreia, com 7-8 evacuações diárias, iniciados há 30 dias. Refere episódios de hematoquezia e febre não mensurada associados ao quadro. Relata que há dois anos vem se sentindo muito cansada, com intolerância à realização das atividades habituais e perdeu cerca de 20kgs nesse período. Nega DM, HAS, doenças prévias, internações, alergias. Exame físico: Bom estado geral, consciente; emagrecida; mucosas hipocrômicas 3+/4+; FC=110bpm, FR=22ipm, PA=90x60mmHg; dor à palpação em quadrante inferior direito, sem sinais de irritação peritoneal.
    3. 3. 2 ANOS • Intolerância a Atividades • Perdeu 20 kgs 30 DIAS • Dor Abd. Em Cólica QID • Diarreia (7-8/dia) • Hematoquezia • Febre HOJE • Mucosas Hipocrômicas • FC = 110bpm • FR = 22ipm • Dor à palpação de QID
    4. 4. MUCOSAS HIPOCRÔMICAS INTOLERÂNCIA À ATIVIDADES HABITUAIS FR = 22 ipm FC = 110 bpm SÍNDROME ANÊMICA 2 ANOS • Intolerância a Atividades • Perdeu 20 kgs 30 DIAS • Dor Abd. Em Cólica QID • Diarreia (7-8/dia) • Hematoquezia • Febre HOJE • Mucosas Hipocrômicas • FC = 110bpm • FR = 22ipm • Dor à palpação de QID
    5. 5. DIARREIA PERDEU 20KGS DOR À PALPAÇÃO DE QID DOR ABDOMINAL EM CÓLICA HEMATOQUEZIA FEBRE SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL?CA DE CÓLON? DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS? SINAIS E SINTOMAS X SUSPEITAS DIAGNÓSTICAS ANEMIA DIARREIA INFECCIOSA?
    6. 6. DIARREIA PERDEU 20KGS DOR À PALPAÇÃO DE QID DOR ABDOMINAL EM CÓLICA HEMATOQUEZIA 2 ANOS • Intolerância a Atividades • Perdeu 20 kgs 30 DIAS • Dor Abd. Em Cólica QID • Diarreia (7-8/dia) • Hematoquezia • Febre HOJE • Mucosas Hipocrômicas • FC = 110bpm • FR = 22ipm • Dor à palpação de QID FEBRE ANEMIA DIARRÉIA INFECCIOSA?
    7. 7. DIARREIA PERDEU 20KGS DOR À PALPAÇÃO DE QID DOR ABDOMINAL EM CÓLICA HEMATOQUEZIA 2 ANOS • Intolerância a Atividades • Perdeu 20 kgs 30 DIAS • Dor Abd. Em Cólica QID • Diarreia (7-8/dia) • Hematoquezia • Febre HOJE • Mucosas Hipocrômicas • FC = 110bpm • FR = 22ipm • Dor à palpação de QID FEBRE ANEMIA SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL? FALTOU NA HISTÓRIA: - Alteração na dieta como fator de piora? - Ciclo Menstrual? - Fatores Psicossociais? - Obstipação? Gases? RGE? Náuseas? Vômitos? SINAIS DE ALERTA QUE SUGEREM DOENÇA ORGÂNICA • Hematoquezia • Anemia • Perda Ponderal • História Familiar de CA • Febre Recorrente • Diarreia Crônica Intensa
    8. 8. DIARREIA PERDEU 20KGS DOR À PALPAÇÃO DE QID DOR ABDOMINAL EM CÓLICA HEMATOQUEZIA 2 ANOS • Intolerância a Atividades • Perdeu 20 kgs 30 DIAS • Dor Abd. Em Cólica QID • Diarreia (7-8/dia) • Hematoquezia • Febre HOJE • Mucosas Hipocrômicas • FC = 110bpm • FR = 22ipm • Dor à palpação de QID FEBRE CA DE CÓLON? ANEMIA FALTOU NA HISTÓRIA: - História Familiar Positiva? - Dieta? - Fuma? - Ritmo Intestinal? - Colonoscopia prévia? - Palpação?
    9. 9. CA DE CÓLON? COLÓN ASCENDENTE: Sangramento oculto Fadiga Palpitação Anemia Angina de Peito RETOSSIGMOIDE: Hematoquezia Tenesmo Diminuição do calibre das fezes Febre? Perda de 20kgs? SÍNDROME CONSUPTIVA COLÓN TRANSVERSO E DESCENDENTE: Cólicas Abdominais Sangramento Oculto Alteração de Ritmo Intestinal O que vamos pedir? COLONOSCOPIA C/ BIÓPSIA!
    10. 10. DIARREIA PERDEU 20KGS DOR À PALPAÇÃO DE QID DOR ABDOMINAL EM CÓLICA HEMATOQUEZIA CA DE CÓLON? FEBRE ANEMIA SANGRAMENTO RETAL / ALTERAÇÃO DOS HÁBITOS INTESTINAIS TOQUE RETAL PROCTOSSIGMOIDOSCOPIA
    11. 11. DIARREIA PERDEU 20KGS DOR À PALPAÇÃO DE QID DOR ABDOMINAL EM CÓLICA HEMATOQUEZIA 2 ANOS • Intolerância a Atividades • Perdeu 20 kgs 30 DIAS • Dor Abd. Em Cólica QID • Diarreia (7-8/dia) • Hematoquezia • Febre HOJE • Mucosas Hipocrômicas • FC = 110bpm • FR = 22ipm • Dor à palpação de QID FEBRE ANEMIA DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS? FALTOU NA HISTÓRIA: - História Familiar Positiva? - Fuma? - Ciclo Menstrual? - Intolerante a Lactose? - Fatores Psicossociais? - Ritmo Intestinal? - Palpação? O que vamos pedir? Parasitológico de fezes Coprocultura Biópsia RCU: Retossigmoidoscopia c/ biópsia. DC: Ileocolonoscopia c/ biópsia. Colonoscopia RCU ou DC?
    12. 12. RELEMBRANDO DIARREIA...
    13. 13. DIARREIA Pode ser definida como a eliminação de fezes amolecidas, de consistência líquida, fenômeno que geralmente vem acompanhado de: a) Aumento no número de evacuações diárias b) Aumento da massa fecal diária (acima de 200mg/dia) Ocorre quando o balanço entre absorção e secreção de fluidos pelos intestinos está prejudicada, por redução da absorção e/ou aumento de secreção.
    14. 14. DIARREIA AGUDA OU DIARREIA CRÔNICA? • Dura menos de 2 semanas (normalmente 72h) • 90% causa infecciosa. • Maioria dos casos apresenta de 3 – 7 evacuações/dia DIARREIA AGUDA • Dura entre 2 e 4 semanas DIARREIA PERSISTENTE • Dura mais que 4 semanas • Não tem uma casa mais comum. DIARREIA CRÔNICA
    15. 15. DIARREIA AGUDA
    16. 16. DIARREIA AGUDA • Quando não infecciosa (10%): 1. Álcool e efeito colateral de medicações 2. Sorbitol 3. Dieta Enteral 4. Colite Isquêmica 5. Alergia alimentar...
    17. 17. E O QUE FAZER...? • NO CASO DAS DIARREIAS AGUDAS: • A maioria é autolimitada (24-72h) + sem desidratação aparente. • INVESTIGAÇÃO: a) Hemograma e Bioquímica b) Exame de fezes (EAF) + pesquisa de Leucócitos Fecais/lactoferrina fecal SE POSITIVO:COPROCULTURA! c) Parasitológico de Fezes EXAMES: NADA! * Elementos Anormais nas Fezes
    18. 18. DIARREIA CRÔNICA Osmótica • Acúmulo de solutos não absorvidos. • Em geral, cessa com o jejum. • Ex: Laxantes, Intolerância a Lactose, Grandes quantidades de sorbitol. Secretória • Estimulação de secreção de cloreto para luz intestinal. • Fezes aquosas e de grande volume, que persistem no jejum. • Ex: Ingestão Crônica de Álcool, Tumores produtores de hormônios, Infecções bacterianas. Disabsortiva • Má absorção de carboidratos e ác. graxos. • Esteatorreia • Ex: Doença Celíaca, DC, Insuf. Pancreática exócrina, Colestase. Inflamatória • Doenças infecciosas que inibem a absorção e estimulam a secreção. • Febre, muco e sangue nas fezes, perda ponderal e dor abdominal. • Ex: Amebíase, DII, Colite colágenosa.
    19. 19. E O QUE FAZER...? • NO CASO DAS DIARREIAS CRÔNICAS: Abordagem está sempre indicada! a) Hemograma e Bioquímica b) Pesquisa de Leucócitos Fecais + Pesquisa de Sangue Oculto + Pesquisa de Gordura Fecal c) Parasitológico de fezes (3 amostras) d) Dosagem de eletrólitos fecais e) pH fecal f) PACIENTES IMUNODEPRIMIDOS: Pesquisar agentes oportunistas.
    20. 20. QUAIS EXAMES SOLICITAMOS...? HEMOGRAMA BIOQUÍMICA PESQUISA DE LEUCÓCITOS FECAIS PESQUISA DE SANGUE OCULTO PESQUISA DE GORDURA FECAL PARASITOLÓGICO DE FEZES COPROCULTURA COLONOSCOPIA C/ BIÓPSIA ASCA e Anti- OmpC
    21. 21. DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS Doença de Crohn(DC) e Retocolite ulcerativa (RCU)
    22. 22. INTRODUÇÃO Perturbações crônicas em que o intestino se inflama, provocando muitas vezes cólicas abdominais recorrentes e diarreia; Refere-se a dois distúrbios inflamatórios: Retocolite ulcerativa; Doença de Crohn;
    23. 23. EPIDEMIOLOGIA Maior incidência: América do Norte, Reino Unido e Norte da Europa; (Brancos e Judeus) A DC e a RCU podem ocorrer em qualquer idade; Doença de Crohn -Pico de incidência: 1º)15-30 anos 2º)60-70anos -Mulher>Homem Retocolite ulcerativa -Pico de incidência: 1º)20-40anos 2º)60-70anos -Mulher=Homem
    24. 24. FISIOPATOLOGIA Gatilho não totalmente conhecido; Três vias prováveis de ativação: • Predisposição genética; • Desregulação imunológica; • Antígeno ambiental;
    25. 25. Tabagismo • RCU melhor evolução • DC pior prognóstico
    26. 26. DIFERENÇAS Critérios de diferenciação entre RCU e DC: • Clínicos; • Endoscópicos; • Histológicos; Não é possível a diferenciação em 20% dos casos(colite indeterminada);
    27. 27. ANATOMOPATOLOGIA Retocolite ulcerativa: • Ulceração contínua (RetoCólon) 3 princípios básicos: Exclusiva do cólon Mucosa e Submucosa Tipicamente ascendente e uniforme
    28. 28.  Restrita a mucosa retal ou atinge o sigmoide (40% a 50%); Estende-se até a flexura esplênica (30% a 40%);  Vai além da flexura esplênica (20% a 30%);
    29. 29. RETOCOLITE ULCERATIVA Aspecto macroscópico: NormalDesnudamento; Nítida demarcação; Hiperemia, edema, mucosa friável, erosões, ulcerações e exsudação de muco, pus ou sangue; Formação de pseudopólipos; Mucosa pálida, atrófica;
    30. 30.  Uniforme e contínua;  Sem áreas de mucosa normal entremeadas;
    31. 31. ANATOMOPATOLOGIA Doença de Crohn: • Ulceração transmural; • Pode ocorrer em qualquer parte do trato gastrointestinal(boca-ânus); • Acometimento não homogênio; • Descontínuo; Doença do íleo e ceco (40%) Restrita ao intestino delgado(30%) Restrita ao cólon(25%)
    32. 32. DOENÇA DE CROHN Aspecto macroscópico: Acometimento em diversos locais, separados por trechos normais; Alterações inflamatórias transmurais: -Espessamento da parede intestinal; -Estreitamento do lúmen(estenose); -Fístulas;
    33. 33. DOENÇA DE CROHN Início com formação de úlceras aftoides: -”Pedras de calçamento”; -Aprofundamentos resultando em Fístulas; Granulomas não caseosos(30%); Colite de Crohn(20%); Reto preservado(50%) Ileíte de Crohn(20%)
    34. 34. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Retocolite ulcerativa: • Início insidioso; Diarreia sanguinolenta -Variação na intensidade e duração; -Períodos assintomáticos intercalados -Pequeno volume Exame retal : dor e sangue na luva Dor abdominal Febre
    35. 35. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Processo confinado ao retossigmoide: • Fezes normais ou endurecidas; • Pode haver constipação; • Sintomas sistêmicos leves ou ausentes; Diarreia intensa: • Distúrbios eletrolíticos (hipopotassemia);
    36. 36. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Doença de Crohn: Diarreia Dor abdominal FebrePerda de peso Massa palpável (QID) Doença perianal Acometimento extenso e crônico do delgado: • Sindrome disabsortiva grave(desnutrição e debilidade crônica); -Alça intestinal edemaciada -Abcesso intra-abdominal
    37. 37. MANIFESTAÇÕES EXTRAINTESTINAIS Manifestações articulares: (25%) • Artralgias até artrites agudas; • Artrite não deformante e migratória; Cutâneo-mucosas(15%) • Eritema nodoso; • Pioderma gangrenoso; • Lesões labiais e ulceras aftosas orais;
    38. 38. MANIFESTAÇÕES EXTRAINTESTINAIS Manifestações hepáticas e biliares: • Hepatite focal; • Cirrose biliar; • Pericolangite; Manifestações renais: • Cálculos renais de oxalacetato de cálcio e ácido úrico;
    39. 39. DIAGNÓSTICO Laboratorial: • Hemograma, proteína C reativa (PCR) e velocidade de hemossedimentação (VSH); • Albumina plasmática; • Ferro e ferritina sérica; • Parasitológico de fezes e coprocultura; • Marcadores sorológicos: p-ANCA (60-70% RCU); ASCA(60-70% DC);
    40. 40. DIAGNÓSTICO Exames de imagem: • RCU -Retossigmoidoscopia com biópsia; -Colonoscopia com biópsia (contraindicada na suspeita de megacólon); Lesão inflamatória do reto e cólon sigmóide; Uniforme e contínuo; Ulcerações; Friabilidade;
    41. 41. DIAGNÓSTICO • DC: -Ileocolonoscopia com biópsia; Comprometimento salteado; Úlceras aftosas; Estenose; Fissuras;
    42. 42. DIAGNÓSTICO Exames radiológicos: • Clister opaco; • Trânsito Intestinal; • Radiografia simples do abdome; Ulcerações superficiais; Pseudopólipos; Fístulas;
    43. 43. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS Diarreias infecciosas; -Vírus: Duram pouco e não são inflamatórias; -Bactéria: Autolimitadas e minoria inflamatória; OBS: Salmonella, Shigella Detecção de toxina nas fezes;
    44. 44. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS Síndrome do cólon irritável: -Não apresenta característica inflamatória; -Clister opaco e a sigmoideoscopia normais; -Dor abdominal crônica recorrente + Alteração do hábito intestinal + Ausência de alterações macro ou microscópicas; - Associação com dor crônica em outros locais e depressão; - Melhora com a defecação;
    45. 45. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS CA de cólon: -DII como fator de risco; -Sintomas semelhantes aos sintomas da própria DII; -Geralmente começa com o desenvolvimento de pólipos benignos (crescimentos de tecido); -Colonoscopia com biópsia; -Retirada e analise dos pólipos;
    46. 46. TRATAMENTO RCU: • Tratamento da fase aguda -Aminossalicilato; -Corticóides(Prednisona-40mg/dia); -Imunomoduladores; • Tratamento de manutenção: -Aminossalicilatos(Sulfassalazina); -Dieta (reposição de ferro, ácido fólico); • Cirurgia(colectomia);
    47. 47. TRATAMENTO DC: • Fase aguda -Corticoides; -Antibióticos (Metronidazol); -Imunomoduladores(Azatioprina); -Aminossalicilato; • Manutenção -Dieta(suplementação de ferro, cálcio, vitamina, exclusão de lactose e gordura); -Imunomoduladores; • Cirurgia;
    48. 48. RCU X DC
    49. 49. RCU X DC
    50. 50. REFERÊNCIAS • MEDCURSO 2010, Caderno Gastroenterologia; Vol 2 • MEDCURSO 2014, Caderno Gastroenterologia; Vol 2 • ROBBINS; COTRAN. PATOLOGIA: BASES PATOLÓGICAS DAS DOENÇAS; 8ª EDIÇÃO • GOLDMAN; AUSIELLO. CECIL MEDICINA INTERNA; 23ª EDIÇÃO • KASPER, JAMESON. HARRISON – Medicina Interna - 2 Volume; 18ª edição. • http://www.medicinaatual.com.br/doencas/doenca-inflamatoria-intestinal.html

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