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 República
Trabalho do Escravo para o
        Imigrante
Semana de Arte
Moderna de 1922
Modernização do Brasil
São Paulo (1924)




           Tarsila do Amaral (1886-
A Cuca (1924)




          Tarsila do Amaral (1886-
Religião Brasileira (1927)




               Tarsila do Amaral (1886-1973)
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                  Lasar Segall (1891-1957)
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            Di Cavalcanti (1897-1976)
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           Di Cavalcanti (1897-1976)
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            Di Cavalcanti (1897-1976)
A Era do Radio
História do Rádio no Brasil
                                      Por Fernando RebouçasEdgard
Roquete Pinto, antropólogo, foi um dos grandes incentivadores do
  rádio no Brasil. Cronologicamente, há registros que comprovam
  que a primeira emissora de rádio brasileira surgiu com a fundação
  da Rádio Clube de Pernambuco, em Recife, no dia 6 de abril de
  1919.
Em 1922, é tida como a primeira irradiação oficial a transmissão feita a
  partir do alto do corcovado, no Rio de Janeiro, nas comemorações
  do Centenário da independência do Brasil. ”O rádio é o
  divertimento do pobre(..), e a informação dos que não sabem
  ler”,sob estas palavras Roquete Pinto enxergou no rádio um
  veículo que pudesse difundir a cultura e história brasileira.
Em 1923, são instalados aparelhos receptores na cidade do Rio de
  Janeiro, idealizada por roquete Pinto. Outras emissoras começaram
  a surgir não somente com uma programação informativa, mas
  planejada em primeiros passos para transmitir a nossa música e
  arte.
                             In.: http://www.infoescola.com/comunicacao/historia-do-radio-no-brasil/
A primeira transmissão
   radiofônica: 7 setembro de
             1922
Rio de Janeiro - Há 90 anos, o dia 7 de setembro de 1922
   marcou a primeira transmissão de rádio no país que ocorreu
  simultaneamente à exposição internacional em comemoração
    ao centenário da Independência do Brasil, inaugurada pelo
   presidente Epitácio Pessoa. O então discurso do presidente,
   em meio ao clima festivo do evento, abriu a programação da
   exposição, tornada possível por meio de um transmissor de
        500 watts, fornecido pela empresa norte-americana
   Westinghouse e instalado no alto do Corcovado. Apenas 80
   receptores espalhados na capital e nas cidades fluminenses
       de Niterói e Petrópolis acompanharam a transmissão
    experimental, que teve ainda música clássica - incluindo a
       ópera O Guarani, de Carlos Gomes - durante toda a
                       abertura da exposição.
Radio Sociedade
À frente da iniciativa estava o cientista e educador, Edgar Roquette
            Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira.
 “Segundo o depoimento do próprio Roquette, praticamente
    ninguém ouviu nada da transmissão, porque o barulho da
                     exposição era muito grande”,
      conta o historiador, Milton Teixeira. “Os alto-falantes eram
       relativamente fracos, mas mesmo assim causou uma certa
  sensação a transmissão do discurso do presidente Epitácio Pessoa
                       e das primeiras músicas”, diz.
A transmissão ocorreu no momento em que as autoridades da época
      investiram em obras e recursos financeiros para a exposição
   comemorativa ao centenário da independência, montada no centro
              do Rio antes ocupada pelo Morro do Castelo.
                     Fonte: http://www.ebc.com.br/radio90anos
Museu do Rádio
O médico, antropólogo e etnólogo, Roquette-Pinto, aos 27 anos, com
 crianças indígenas da tribo Kozarini, em expedição coordenada por
             Cândido Rondon ao Mato Grosso, em 1912
                    (Foto: Arquivo / Rádio MEC)
Cinema no Brasil
   A primeira exibição de cinema no Brasil aconteceu em 8
de julho de 1896, no Rio de Janeiro, por iniciativa do
exibidor itinerante belga Henri Paillie. Naquela noite, numa
sala alugada do Jornal do Commercio, na Rua do Ouvidor,
foram projetados oito filmetes de cerca de um minuto
cada, com interrupções entre eles e retratando apenas
cenas pitorescas do cotidiano de cidades da Europa. Só a
elite carioca participou deste fato histórico para o Brasil,
pois os ingressos não eram baratos. Um ano depois já
existia no Rio uma sala fixa de cinema, o "Salão de
Novidades Paris", de Paschoal Segreto.
Cinema no Brasil
   Os primeiros filmes brasileiros foram rodados entre
1897-1898. Uma "Vista da baia da Guanabara" teria sido
filmado pelo cinegrafista italiano Afonso Segreto (irmão de
Paschoal) em 19 de junho de 1898, ao chegar da Europa
a bordo do navio Brèsil - mas este filme, se realmente
existiu, nunca chegou a ser exibido. Ainda assim, desde
os anos 1970, 19 de junho é considerado o Dia do Cinema
Brasileiro. Hoje em dia, os pesquisadores consideram que
os primeiros filmes realizados no Brasil são "Ancoradouro
de Pescadores na Baía de Guanabara" , "Chegada do
trem em Petrópolis“ , "Bailado de Crianças no Colégio, no
Andaraí" e "Uma artista trabalhando no trapézio do
Politeama”.
Empreza Paschoal Segreto

             Afonso Segreto, junto
                   aos primeiros
                   projetores da
               Empreza Paschoal
               Segreto: os irmãos
                italianos foram os
                  precursores do
                cinema no Brasil.
Primeiros filmes "posados" e
   "cantados": 1906-1908
    Os primeiros filmes "posados" (isto é, de ficção) feitos no Brasil eram
em geral realizados por pequenos proprietários de salas de cinema do Rio
e São Paulo, sendo frequentemente reconstituições de crimes já
explorados pela imprensa: o média "Os Estranguladores", de Francisco
Marzullo (1906), o primeiro sucesso, com mais de 800 exibições no Rio; "O
Crime da mala", de Francisco Serrador (São Paulo, 1908) e "Noivado de
Sangue", de Antonnio Leal (Rio, 1909). Mas há também comédias, como o
curta "Nhô Anastácio chegou de viagem", de Marc Ferrez (1908).
    Em 1909 surgem os filmes "cantados", com os atores dublando-
se ao vivo, por trás da tela . O sucesso do sistema resulta na
filmagem de revistas musicais ("Paz e amor", 1910, com sátira ao
presidente Nilo Peçanha) e trechos de óperas ("O Guarany", 1911). Há
forte concorrência entre as produções do Cinematógrafo Rio Branco (de
Alberto Moreira) e da Rede Serrador, que se instala no Rio e produz o
drama histórico "A República portuguesa" (1911), outro sucesso. Hoje não
existem sequer fragmentos desses filmes.
Adaptações literárias: 1911-
            1926
A partir de 1911, chegam a São Paulo imigrantes italianos
       que acabariam tomando conta do mercado nos
  próximos 30 anos: Gilberto Rossi, João Stamato, Arturo
   Carrari. O ator italiano Vittorio Capellaro associa-se ao
   cinegrafista Antônio Campos e juntos filmam os longas
  "Inocência" (1915), a partir do romance de Taunay, e "O
   Guarani" (1916), baseado em José de Alencar. No Rio,
    Luiz de Barros, que viria a realizar mais de 60 longas-
  metragens até os anos 70, também começa por José de
      Alencar: "A Viuvinha" (1915), "Iracema" (1918) e
   "Ubirajara" (1919). Mais tarde, uma nova versão de "O
      Guarani" (1926), de Capellaro, será exceção na
          década: um filme brasileiro de sucesso.
Surgimento do som:
          1930
O primeiro filme sonoro brasileiro é a comédia "Acabaram-se os
    otários" (1929), de Luiz de Barros. "Coisas nossas" (1931), de
     Wallace Downey, é um musical cantado em português, com
   cantores brasileiros, e de grande sucesso. Na contra-mão, Mário
    Peixoto realiza "Limite" (1930), filme mudo de pouca aceitação
 popular, mas hoje considerado um marco do cinema experimental.
No começo dos anos 30, o cinema brasileiro passa por uma rápida
  fase otimista, já que os "talkies" (filmes falados) de Hollywood têm
   dificuldades de entrar no mercado brasileiro, por deficiência das
   salas e pelo problema da língua. Em 1930-1931 são produzidos
 quase 30 longas de ficção, mas, em função dos custos, a produção
   volta a se concentrar no Rio e em São Paulo. Surgem no Rio as
 produtoras Cinédia, de Adhemar Gonzaga, e Brasil Vita Filmes, de
     Carmen Santos. Humberto Mauro, já o maior diretor de
     cinema do país, realiza para a Cinédia sua obra-prima
    "Ganga bruta" (1933) e para a Brasil Vita Filmes o sucesso
                   "Favela dos meus amores" (1935).
"Acabaram-se os otários" de 1929
Pixinguinha

   Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha (Rio de
   Janeiro, 23 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1973), foi
            um flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro.
 Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular
   brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma
                                  musical definitiva.
Era filho do músico Alfredo da Rocha Viana, funcionário dos correios, flautista
        e que possuía uma grande coleção de partituras de choros antigos.
    Pixinguinha aprendeu música em casa, fazendo parte de uma família com
      vários irmãos músicos, entre eles o China (Otávio Viana). Foi ele quem
    obteve o primeiro emprego para o garoto, que começou a atuar em 1912
     em cabarés da Lapa e depois substituiu o flautista titular na orquestra da
        sala de projeção do Cine Rio Branco. Nos anos seguintes continuou
   atuando em salas de cinema, ranchos carnavalescos, casas noturnas e no
                                  teatro de revista.
Pixinguinha
   Quando compôs "Carinhoso", entre 1916 e 1917 e
 "Lamentos" em 1928, que são considerados alguns dos
                 choros mais famosos,
     Pixinguinha foi criticado e essas composições
   foram consideradas como tendo uma inaceitável
                   influência do jazz,
       enquanto hoje em dia podem ser vistas como
avançadas demais para a época. Além disso, "Carinhoso"
  na época não foi considerado choro, e sim uma polca.
 Outras composições, entre centenas, são "Rosa", "Vou
vivendo", "Lamentos", "1 x 0", "Naquele tempo" e "Sofres
                     porque Queres".
Pixinguinha
Carinhoso – 1916/1917
Meu coração não sei por que        Ah se tu soubesses como eu sou
    Bate feliz Quando te vê...        Tão carinhoso e muito, muito
     E os meus olhos ficam              Que te quero... E como é
             sorrindo                            sincero
 E pelas ruas vão te seguindo...      Meu amor... Eu sei que tu não
  Mas mesmo assim, foges de             Fugirias... Mais de mim...
               mim...                      Vem... Vem... Vem...
                                               Veeeem...
Meu coração não sei por que           Vem sentir o calor dos lábios
   Bate feliz Quando te vê...          Meus a procura dos teus...
    E os meus olhos ficam               Vem matar essa paixão...
            sorrindo                   Que me devora o coração...
E pelas ruas vão te seguindo...        Só assim então serei feliz...
 Mas mesmo assim, foges de                    Bem... Feliz...
              mim...
“Com que roupa?” - 1929
      Agora vou mudar minha conduta                Eu já corri de vento em popa
Eu vou pra luta pois eu quero me aprumar         Mas agora com que roupa?
    Vou tratar você com a força bruta            Com que roupa que eu vou
         Pra poder me reabilitar
                                             Pro samba que você me convidou?
        Pois esta vida não está sopa
                                                 Com que roupa que eu vou
     E eu pergunto: com que roupa?
       Com que roupa que eu vou              Pro samba que você me convidou?
   Pro samba que você me convidou?              Eu hoje estou pulando como sapo
       Com que roupa que eu vou            Pra ver se escapo desta praga de urubu
   Pro samba que você me convidou?               Já estou coberto de farrapo
      Agora eu não ando mais fagueiro             Eu vou acabar ficando nu
  Pois o dinheiro não é fácil de ganhar
 Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro                 Meu terno já virou estopa
     Não consigo ter nem pra gastar           E eu nem sei mais com que roupa
                                                 Com que roupa que eu vou
                                             Pro samba que você me convidou?
                                                 Com que roupa que eu vou
                                             Pro samba que você me convidou?

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1 República Semana de 1922

  • 1. Cultura na 1 a República
  • 2.
  • 3.
  • 4. Trabalho do Escravo para o Imigrante
  • 5. Semana de Arte Moderna de 1922 Modernização do Brasil
  • 6.
  • 7. São Paulo (1924) Tarsila do Amaral (1886-
  • 8. A Cuca (1924) Tarsila do Amaral (1886-
  • 9. Religião Brasileira (1927) Tarsila do Amaral (1886-1973)
  • 10. Operários (1933) Tarsila do Amaral (1886-1973)
  • 11. Paisagem Brasileira (1925) Lasar Segall (1891-1957)
  • 12. Favela I (1954-55) Lasar Segall (1891-1957)
  • 13. Favela (1925) Di Cavalcanti (1897-1976)
  • 14. Samba (1928) Di Cavalcanti (1897-1976)
  • 15. Café (1935) Portinari (1903-1962)
  • 16. Mulheres Protestando (1941) Di Cavalcanti (1897-1976)
  • 17. Bumba-Meu-Boi (1943) Portinari (1903-1962)
  • 18. Operário Portinari (1903-1962)
  • 19. Tempos Modernos Di Cavalcanti (1897-1976)
  • 20. A Era do Radio
  • 21. História do Rádio no Brasil Por Fernando RebouçasEdgard Roquete Pinto, antropólogo, foi um dos grandes incentivadores do rádio no Brasil. Cronologicamente, há registros que comprovam que a primeira emissora de rádio brasileira surgiu com a fundação da Rádio Clube de Pernambuco, em Recife, no dia 6 de abril de 1919. Em 1922, é tida como a primeira irradiação oficial a transmissão feita a partir do alto do corcovado, no Rio de Janeiro, nas comemorações do Centenário da independência do Brasil. ”O rádio é o divertimento do pobre(..), e a informação dos que não sabem ler”,sob estas palavras Roquete Pinto enxergou no rádio um veículo que pudesse difundir a cultura e história brasileira. Em 1923, são instalados aparelhos receptores na cidade do Rio de Janeiro, idealizada por roquete Pinto. Outras emissoras começaram a surgir não somente com uma programação informativa, mas planejada em primeiros passos para transmitir a nossa música e arte. In.: http://www.infoescola.com/comunicacao/historia-do-radio-no-brasil/
  • 22.
  • 23. A primeira transmissão radiofônica: 7 setembro de 1922 Rio de Janeiro - Há 90 anos, o dia 7 de setembro de 1922 marcou a primeira transmissão de rádio no país que ocorreu simultaneamente à exposição internacional em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, inaugurada pelo presidente Epitácio Pessoa. O então discurso do presidente, em meio ao clima festivo do evento, abriu a programação da exposição, tornada possível por meio de um transmissor de 500 watts, fornecido pela empresa norte-americana Westinghouse e instalado no alto do Corcovado. Apenas 80 receptores espalhados na capital e nas cidades fluminenses de Niterói e Petrópolis acompanharam a transmissão experimental, que teve ainda música clássica - incluindo a ópera O Guarani, de Carlos Gomes - durante toda a abertura da exposição.
  • 25. À frente da iniciativa estava o cientista e educador, Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira. “Segundo o depoimento do próprio Roquette, praticamente ninguém ouviu nada da transmissão, porque o barulho da exposição era muito grande”, conta o historiador, Milton Teixeira. “Os alto-falantes eram relativamente fracos, mas mesmo assim causou uma certa sensação a transmissão do discurso do presidente Epitácio Pessoa e das primeiras músicas”, diz. A transmissão ocorreu no momento em que as autoridades da época investiram em obras e recursos financeiros para a exposição comemorativa ao centenário da independência, montada no centro do Rio antes ocupada pelo Morro do Castelo. Fonte: http://www.ebc.com.br/radio90anos
  • 27. O médico, antropólogo e etnólogo, Roquette-Pinto, aos 27 anos, com crianças indígenas da tribo Kozarini, em expedição coordenada por Cândido Rondon ao Mato Grosso, em 1912 (Foto: Arquivo / Rádio MEC)
  • 28. Cinema no Brasil A primeira exibição de cinema no Brasil aconteceu em 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro, por iniciativa do exibidor itinerante belga Henri Paillie. Naquela noite, numa sala alugada do Jornal do Commercio, na Rua do Ouvidor, foram projetados oito filmetes de cerca de um minuto cada, com interrupções entre eles e retratando apenas cenas pitorescas do cotidiano de cidades da Europa. Só a elite carioca participou deste fato histórico para o Brasil, pois os ingressos não eram baratos. Um ano depois já existia no Rio uma sala fixa de cinema, o "Salão de Novidades Paris", de Paschoal Segreto.
  • 29. Cinema no Brasil Os primeiros filmes brasileiros foram rodados entre 1897-1898. Uma "Vista da baia da Guanabara" teria sido filmado pelo cinegrafista italiano Afonso Segreto (irmão de Paschoal) em 19 de junho de 1898, ao chegar da Europa a bordo do navio Brèsil - mas este filme, se realmente existiu, nunca chegou a ser exibido. Ainda assim, desde os anos 1970, 19 de junho é considerado o Dia do Cinema Brasileiro. Hoje em dia, os pesquisadores consideram que os primeiros filmes realizados no Brasil são "Ancoradouro de Pescadores na Baía de Guanabara" , "Chegada do trem em Petrópolis“ , "Bailado de Crianças no Colégio, no Andaraí" e "Uma artista trabalhando no trapézio do Politeama”.
  • 30. Empreza Paschoal Segreto Afonso Segreto, junto aos primeiros projetores da Empreza Paschoal Segreto: os irmãos italianos foram os precursores do cinema no Brasil.
  • 31. Primeiros filmes "posados" e "cantados": 1906-1908 Os primeiros filmes "posados" (isto é, de ficção) feitos no Brasil eram em geral realizados por pequenos proprietários de salas de cinema do Rio e São Paulo, sendo frequentemente reconstituições de crimes já explorados pela imprensa: o média "Os Estranguladores", de Francisco Marzullo (1906), o primeiro sucesso, com mais de 800 exibições no Rio; "O Crime da mala", de Francisco Serrador (São Paulo, 1908) e "Noivado de Sangue", de Antonnio Leal (Rio, 1909). Mas há também comédias, como o curta "Nhô Anastácio chegou de viagem", de Marc Ferrez (1908). Em 1909 surgem os filmes "cantados", com os atores dublando- se ao vivo, por trás da tela . O sucesso do sistema resulta na filmagem de revistas musicais ("Paz e amor", 1910, com sátira ao presidente Nilo Peçanha) e trechos de óperas ("O Guarany", 1911). Há forte concorrência entre as produções do Cinematógrafo Rio Branco (de Alberto Moreira) e da Rede Serrador, que se instala no Rio e produz o drama histórico "A República portuguesa" (1911), outro sucesso. Hoje não existem sequer fragmentos desses filmes.
  • 32. Adaptações literárias: 1911- 1926 A partir de 1911, chegam a São Paulo imigrantes italianos que acabariam tomando conta do mercado nos próximos 30 anos: Gilberto Rossi, João Stamato, Arturo Carrari. O ator italiano Vittorio Capellaro associa-se ao cinegrafista Antônio Campos e juntos filmam os longas "Inocência" (1915), a partir do romance de Taunay, e "O Guarani" (1916), baseado em José de Alencar. No Rio, Luiz de Barros, que viria a realizar mais de 60 longas- metragens até os anos 70, também começa por José de Alencar: "A Viuvinha" (1915), "Iracema" (1918) e "Ubirajara" (1919). Mais tarde, uma nova versão de "O Guarani" (1926), de Capellaro, será exceção na década: um filme brasileiro de sucesso.
  • 33. Surgimento do som: 1930 O primeiro filme sonoro brasileiro é a comédia "Acabaram-se os otários" (1929), de Luiz de Barros. "Coisas nossas" (1931), de Wallace Downey, é um musical cantado em português, com cantores brasileiros, e de grande sucesso. Na contra-mão, Mário Peixoto realiza "Limite" (1930), filme mudo de pouca aceitação popular, mas hoje considerado um marco do cinema experimental. No começo dos anos 30, o cinema brasileiro passa por uma rápida fase otimista, já que os "talkies" (filmes falados) de Hollywood têm dificuldades de entrar no mercado brasileiro, por deficiência das salas e pelo problema da língua. Em 1930-1931 são produzidos quase 30 longas de ficção, mas, em função dos custos, a produção volta a se concentrar no Rio e em São Paulo. Surgem no Rio as produtoras Cinédia, de Adhemar Gonzaga, e Brasil Vita Filmes, de Carmen Santos. Humberto Mauro, já o maior diretor de cinema do país, realiza para a Cinédia sua obra-prima "Ganga bruta" (1933) e para a Brasil Vita Filmes o sucesso "Favela dos meus amores" (1935).
  • 35. Pixinguinha Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1973), foi um flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro. Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva. Era filho do músico Alfredo da Rocha Viana, funcionário dos correios, flautista e que possuía uma grande coleção de partituras de choros antigos. Pixinguinha aprendeu música em casa, fazendo parte de uma família com vários irmãos músicos, entre eles o China (Otávio Viana). Foi ele quem obteve o primeiro emprego para o garoto, que começou a atuar em 1912 em cabarés da Lapa e depois substituiu o flautista titular na orquestra da sala de projeção do Cine Rio Branco. Nos anos seguintes continuou atuando em salas de cinema, ranchos carnavalescos, casas noturnas e no teatro de revista.
  • 36. Pixinguinha Quando compôs "Carinhoso", entre 1916 e 1917 e "Lamentos" em 1928, que são considerados alguns dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz, enquanto hoje em dia podem ser vistas como avançadas demais para a época. Além disso, "Carinhoso" na época não foi considerado choro, e sim uma polca. Outras composições, entre centenas, são "Rosa", "Vou vivendo", "Lamentos", "1 x 0", "Naquele tempo" e "Sofres porque Queres".
  • 38. Carinhoso – 1916/1917 Meu coração não sei por que Ah se tu soubesses como eu sou Bate feliz Quando te vê... Tão carinhoso e muito, muito E os meus olhos ficam Que te quero... E como é sorrindo sincero E pelas ruas vão te seguindo... Meu amor... Eu sei que tu não Mas mesmo assim, foges de Fugirias... Mais de mim... mim... Vem... Vem... Vem... Veeeem... Meu coração não sei por que Vem sentir o calor dos lábios Bate feliz Quando te vê... Meus a procura dos teus... E os meus olhos ficam Vem matar essa paixão... sorrindo Que me devora o coração... E pelas ruas vão te seguindo... Só assim então serei feliz... Mas mesmo assim, foges de Bem... Feliz... mim...
  • 39. “Com que roupa?” - 1929 Agora vou mudar minha conduta Eu já corri de vento em popa Eu vou pra luta pois eu quero me aprumar Mas agora com que roupa? Vou tratar você com a força bruta Com que roupa que eu vou Pra poder me reabilitar Pro samba que você me convidou? Pois esta vida não está sopa Com que roupa que eu vou E eu pergunto: com que roupa? Com que roupa que eu vou Pro samba que você me convidou? Pro samba que você me convidou? Eu hoje estou pulando como sapo Com que roupa que eu vou Pra ver se escapo desta praga de urubu Pro samba que você me convidou? Já estou coberto de farrapo Agora eu não ando mais fagueiro Eu vou acabar ficando nu Pois o dinheiro não é fácil de ganhar Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro Meu terno já virou estopa Não consigo ter nem pra gastar E eu nem sei mais com que roupa Com que roupa que eu vou Pro samba que você me convidou? Com que roupa que eu vou Pro samba que você me convidou?