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PSICOLOGIA 2º PERÍODO
KARL MARX – O CAPITAL
CRASH – NO LIMITE
Manaus - AM
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PSICOLOGIA 2º PERÍODO
KARL MARX – O CAPITAL
CRASH – NO LIMITE
Manaus - AM
04 de Novembro de 2013
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SUMÁRIO
Introdução.........................................................................................................
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INTRODUÇÃO
O filme Crash não possui uma única história central. Várias histórias,
ambientadas em Los Angeles, servem com...
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O filme mostra várias demonstrações de agressividade e intransigência em suas
cenas. Trata-se de um filme forte, polêmic...
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necessidade externa. Por isso, o trabalho deixa de ser a “satisfação de uma
necessidade, mas apenas um meio para satisfa...
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CRASH – NO LIMITE
Crash é subdividido em tramas independentes que se unem no desenrolar do filme
como um quebra-cabeça. ...
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O policial que aborda o casal demonstra outra face apresentada no filme: a
relação entre o preconceito e a ética individ...
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CONCLUSÃO
Filme "Crash - No Limite" - O carro de uma mulher rica é roubado. A partir
desse momento, uma série de incide...
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BIBLIOGRAFIA
Filme: Crash – No limite
Especificações Técnicas: Mídia: DVD, Ano de produção: 2004, Duração: 113 min.,
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  1. 1. 1 PSICOLOGIA 2º PERÍODO KARL MARX – O CAPITAL CRASH – NO LIMITE Manaus - AM 2013
  2. 2. 2 PSICOLOGIA 2º PERÍODO KARL MARX – O CAPITAL CRASH – NO LIMITE Manaus - AM 04 de Novembro de 2013 Trabalho apresentado como requisito parcial à obtenção de menção na disciplina de FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA E PSICOLOGIA , sob a orientação do Profº, 2º período de Psicologia do Centro Universitário do Norte, Uninorte.
  3. 3. 3 SUMÁRIO Introdução..........................................................................................................................4 Karl Marx – O Capital ......................................................................................................5 CRASH – NO LIMITE......................................................................................................6 Anexos...............................................................................................................................9 Conclusão........................................................................................................................10 Bibliografia......................................................................................................................11
  4. 4. 4 INTRODUÇÃO O filme Crash não possui uma única história central. Várias histórias, ambientadas em Los Angeles, servem como um condutor para o desenvolvimento de um enredo dramático, que, ao articular essas diferentes histórias, expõe de forma verdadeira, as fragilidades e dificuldades das relações sociais. Unindo os fundamentos dos conteúdos “Cultura e Indústria Cultural” e “Direitos, cidadania e movimentos sociais”, permite discutir: etnocentrismo; construção da identidade social e da auto identidade; diversidade cultural; diversidade religiosa; diversidade racial e étnica; relações raciais; preconceito racial; preconceito religioso; preconceito de gênero; fundamentalismo religioso; conflitos urbanos; violência urbana; violação dos direitos humanos; construção da cidadania; migrações e história e cultura afro-americanas. O filme fala de preconceito em vários segmentos, trata-se de questões raciais e sociais em Los Angeles. Mostra vários personagens que acabam se aproximando por: acidentes de carro, tiroteio, roubo de carros; a maioria dos personagens retratados nesse filme são de alguma maneira, prejudicados por sua etnia e acabam envolvidos em conflitos, o filme retrata várias histórias paralelas que acabam se cruzando. O filme Crash está inserido no contexto americano pós-atentado de 11 de setembro, contexto esse marcado pela insegurança e também pela perda da credibilidade no governo Bush. Esses ingredientes geram na população uma enorme desconfiança, que se materializa sob a forma agressiva de preconceito, xenofobia ( medo irracional, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros) e segregacionismo (Política que consiste em dar tratamentos diferentes a indivíduos pertencentes a outras origens, porém, que vivem em um mesmo país.). No referido filme, o grupo étnico que define os padrões de nobreza social continua sendo o branco; protótipo que, sem dúvida alguma, ocasiona em alguns elementos - que não se enquadram aos padrões genéricos impostos, uma sensação de frustração por se verem excluídos desse modelo social. O sentimento de insegurança é perfeitamente percebido nessa sociedade de excelência branca, quando surge a necessidade de contratação de mão-de-obra e de serviço de outros grupos étnicos, é nesse momento que surgem as maiores expressões de tensão, medo, intolerância e racismo.
  5. 5. 5 O filme mostra várias demonstrações de agressividade e intransigência em suas cenas. Trata-se de um filme forte, polêmico, enérgico e, sobretudo, realista e reflexivo. Um filme que mostra como atitudes isoladas se entrelaçam e tendem a se refletir, afetando, por conseguinte, a toda coletividade. KARL MARX – O CAPITAL De acordo com Marx, capital e trabalho apresentam um movimento constituído de três momentos fundamentais: 1. Primeiro, “a unidade imediata e mediata de ambos”; significa que num primeiro momento estão unidos, separam-se depois e tornam-se estranhos um ao outro, mas sustentando-se reciprocamente e promovendo-se um ao outro como condições positivas; 2. Em segundo lugar, “a oposição de ambos”, já que se excluem reciprocamente e o operário conhece o capitalista como a negação da sua existência e vice-versa; 3. Em terceiro e último lugar, “a oposição de cada um contra si mesmo”, já que o capital é simultaneamente ele próprio e o seu oposto contraditório, sendo trabalho (acumulado); e o trabalho, por sua vez, é ele próprio e o seu oposto contraditório, sendo mercadoria, isto é, capital. Já a alienação ou estranhamento é descrita por Marx sob quatro aspectos: 1. O trabalhador é estranho ao produto de sua atividade, que pertence a outro. Isto tem como consequência que o produto se consolida, perante o trabalhador, como um “poder independente”, e que, “quanto mais o operário se esgota no trabalho, tanto mais poderoso se torna o mundo estranho, objetivo, que ele cria perante si, mais ele se torna pobre e menos o mundo interior lhe pertence”; 2. A alienação do trabalhador relativamente ao produto da sua atividade surge, ao mesmo tempo, vista do lado da atividade do trabalhador, como alienação da atividade produtiva. Esta deixa de ser uma manifestação essencial do homem, para ser um “trabalho forçado”, não voluntário, mas determinado pela
  6. 6. 6 necessidade externa. Por isso, o trabalho deixa de ser a “satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer necessidades externas a ele”. O trabalho não é uma feliz confirmação de si e desenvolvimento de uma livre energia física e espiritual, mas antes sacrifício de si e mortificação. A consequência é uma profunda degeneração dos modos do comportamento humano; 3. 3. Com a alienação da atividade produtiva, o trabalhador aliena-se também do gênero humano. A perversão que separa as funções animais do resto da atividade humana e faz delas a finalidade da vida, implica a perda completa da humanidade. A livre atividade consciente é o caráter específico do homem; a vida produtiva é vida “genérica”. Mas a própria vida surge no trabalho alienado apenas como meio de vida. Além disso, a vantagem do homem sobre o animal – isto é, o fato de o homem poder fazer de toda natureza extra-humana o seu “corpo inorgânico” – transforma-se, devido a esta alienação, numa desvantagem, uma vez que escapa cada vez mais ao homem, ao operário, o seu “corpo inorgânico”, quer como alimento do trabalho, quer como alimento imediato, físico; 4. 4. A consequência imediata desta alienação do trabalhador da vida genérica, da humanidade, é a alienação do homem pelo homem. “Em geral, a proposição de que o homem se tornou estranho ao seu ser, enquanto pertencente a um gênero, significa que um homem permaneceu estranho a outro homem e que, igualmente, cada um deles se tornou estranho ao ser do homem”. Esta alienação recíproca dos homens tem a manifestação mais tangível na relação operário- capitalista. É dessa forma, portanto, que se relacionam capital, trabalho e alienação, promovendo a coisificação ou reificação do mundo, isto é, tornando-o objetivo, sendo que suas regras devem ser seguidas passivamente pelos seus componentes. A tomada de consciência de classe e a revolução são as únicas formas para a transformação social.
  7. 7. 7 CRASH – NO LIMITE Crash é subdividido em tramas independentes que se unem no desenrolar do filme como um quebra-cabeça. Nesses termos, para melhor esclarecimento do que foi dito, é imprescindível a lembrança da cena em que um diretor, negro, de cinema e sua esposa - que também é negra, são abordados por policiais brancos em uma operação de revista realizada em uma via pública. Nessa operação, um dos agentes, agindo completamente fora dos padrões éticos e morais exigidos para o cargo, molesta a esposa do diretor de cinema – que acompanha furioso tal procedimento, mas nada pode fazer contra a atitude do policial. Após a chegada do casal em sua casa, a mulher, muito nervosa, questiona o marido sobre sua apatia diante do ocorrido, pois ela queria que ele a defendesse dos abusos do agente de polícia. Após algumas cenas, esse mesmo policial, que molestara a esposa do diretor, a salva de um acidente automobilístico – acidente que fora ocasionado pelo abalo emocional que a mulher estava sofrendo. Indispensável, ainda, o retorno à cena da abordagem policial ao casal negro (diretor de cinema e sua esposa), para trazermos à tona a perplexidade do parceiro de serviço do policial agressor – que condena a atitude do colega; mas que infelizmente, logo em seguida, comete um assassinato motivado por racismo. O filme “Crash – No Limite” mostra a sociedade estadunidense dominada pelo racismo, de modo que a sua moral determina que todos devem se respeitar. Porém, sua ética coletiva dita que nem sempre isso precisar ser seguido e é sujeito à punição. A ética individual mostra como cada um age em relação a esse contexto. O filme mostra um país em que as leis não oferecem mais segregação social e determinam igualdade. Porém, passado esse momento histórico, suas consequências sociais se perpetuaram, seja no modo de agir, no preconceito, nas diferenças econômicas ou na cultura. A classe média tem preconceito contra os negros, associando-os automaticamente ao crime por estes em geral serem mais pobres. Os negros reagem ao preconceito e ao senso comum muitas vezes com revolta e com o próprio crime, acabando em confirmar o que sua etnia é acusada por muitas vezes injustamente. O casal abordado pela polícia e o chefe policial, por sua vez, mostram a figura do negro que sobe de renda e se iguala ao branco, muitas vezes assimilando a cultura destes e esquecendo a sua de origem.
  8. 8. 8 O policial que aborda o casal demonstra outra face apresentada no filme: a relação entre o preconceito e a ética individual. Se essa ética particular pregava intolerância aos negros, não foi preconceituosa o bastante para fazer com que o oficial não cumprisse seu papel – não só de policial, como de cidadão – e salvar a vida de alguém. Já o oficial que discorda do modo como seus companheiros trata os negros, entretanto, mostra como as circunstâncias de uma situação podem afetar a ética individual. Ao matar em legítima defesa o negro ao qual deu carona, livrou-se do corpo ao invés de assumir o crime, posicionamento moralmente condenável e discordante das atitudes corretas – do ponto de vista da ética coletiva – que teve ao decorrer do longa- metragem. O filme gira em torno de uma grande generalização, em que os personagens atribuem a grupos diferentes características que não são correspondentes a todos esses grupos, mas apenas à parte destes. Um exemplo é quando o dono de loja tem seu estabelecimento destruído, sendo culpado pelo atentado de 11 de Setembro apenas por ser oriental. Uma saída para respeitar a moral e ética coletivas e evitar o preconceito é utilizar o senso crítico no lugar do senso comum. Afinal, todos têm o direito de terem suas diferenças toleradas e respeitadas. Em Crash, não há claramente dominantes nem dominados. Um branco anglo- saxão, o promotor, pode até estar no topo da cadeia alimentar, mas precisa fazer concessões aos negros, precisa do apoio dos negros para se manter onde está. Em outro segmento social, mais abaixo, um policial branco (nesse caso irlandês) perdeu por completo a hegemonia para os negros por conta da política oficial de cotas raciais. Revolta-se, tenta se rebelar, muda de estratégia e tenta se aliar – em vão, é massacrado e discriminado pela assistente social negra, que faz contra ele exatamente o que os brancos faziam com as gerações anteriores. A teoria marxista é, na sua essência, uma crítica radical às sociedades capitalistas.
  9. 9. 9 ANEXO 1 2 1 3 1 4 1
  10. 10. 10 CONCLUSÃO Filme "Crash - No Limite" - O carro de uma mulher rica é roubado. A partir desse momento, uma série de incidentes aproxima personagens de diversas origens étnicas e sociais de Los Angeles. Apesar do enredo do filme ter se desenrolado em Los Angeles, nos EUA, os temas que por ele foram abordados podem ser claramente percebidos em nosso cotidiano, aqui no Brasil. A ausência de ética, a intolerância e a inalteridade têm aumentado o clima de tensão. Movimentos separatistas – que difundem o racismo, a xenofobia e a discórdia; corrupção e/ou abuso de poder por parte da polícia – que deveria servir à sociedade; escândalos envolvendo nossos representantes – que têm a obrigação de zelar pelo povo, acarretam perdas à população e proporcionam um “engessamento” em toda e qualquer política inclusiva, solidária, pluralista, ética e justa. Em nossa sociedade real, assim como no filme, a atitude de um componente pode influenciar a vida de outro, como por exemplo: se parte do dinheiro que é desviado de nossos cofres públicos, por políticos inescrupulosos, fosse empregado de forma correta – em prol da sociedade, não teríamos tantos analfabetos, desabrigados, assassinatos nas ruas e mortos nas filas dos hospitais. Igualmente, se todos aprendessem a lidar com o outro, com o “diferente”, viveríamos em uma sociedade mais igualitária, justa, ética. O exercício da alteridade, da tolerância e do pluralismo proporciona o aprendizado entre os “diferentes”, consubstanciando as relações interpessoais e tornando possível, de forma pacífica e construtiva, o convívio com os díspares. Brancos e negros, homossexuais e heterossexuais; ricos e pobres; homens e mulheres, todos convivendo de forma pacífica e harmoniosa. Como imaginar um Estado Democrático de Direito, sem o devido respeito às diferenças? Como idealizar um governo para o povo, sem que haja pluralismo político? Como cogitar tempos de paz, sem ética nas relações políticas, particulares e sociais? Como sonhar com justiça se não existe tolerância? Portanto, pode-se concluir que a carência de ética produz um vácuo no qual se propaga uma onda de intolerância, corrupção, tensão social e desarmonia. É um filme para pensar e repensar e principalmente,para motivar a revisãode muitos de nossos conceitos e práticas.
  11. 11. 11 BIBLIOGRAFIA Filme: Crash – No limite Especificações Técnicas: Mídia: DVD, Ano de produção: 2004, Duração: 113 min., Estúdio: Bull's Eye Entertainment / DEJ Productions / Bob Yari Productions / Harris Company / Blackfriars Bridge / ApolloProScream GmbH & Co. Filmproduktion KG.

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