EIXO I 
OFICINA 3: FUNDAMENTOS 
METODOLÓGICOS DO PROGRAMA 
• Elizabeth Matos Ribeiro 
• Márcia Rangel
OBJETIVOS DA OFICINA: 
Apresentar a Estrutura Pedagógica do Curso; 
Apresentar e discutir os Fundamentos 
Metodológicos qu...
Objetivos do Curso 
• Realizar o aperfeiçoamento dos gestores municipais 
que integram as zonas turísticas do estado da Ba...
Estrutura Pedagógica do Curso 
O curso está estruturado em Quatro Eixos de 
Aprendizagem, integrados e articulados entre s...
PERCURSO PEDAGÓGICO DO CURSO: 
Uma reflexão à luz da análise do Diagnóstico 
das Lacunas de Competências Individuais
EIXO DE APRENDIZAGEM I 
SENSIBILIZAÇÃO, COMPROMETIMENTO E PLANEJAMENTO DO 
CURSO 
ATIVIDADES 
Oficina 1 - Sensibilização e...
EIXO DE APRENDIZAGEM II 
TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS DA ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA BRASILEIRA E AS SINGULARIDADES DA GESTÃO 
MUN...
EIXO DE APRENDIZAGEM III 
NOVOS PROCESSOS E INSTRUMENTOS DE GESTÃO PÚBLICA 
ATIVIDADES 
Oficina – 1 - Planejamento Estraté...
EIXO DE APRENDIZAGEM IV 
REDE DE INOVAÇÃO EM GESTÃO DE TURISMO 
ATIVIDADES 
Oficina 1 – Aprendizagem e Inovação como Atrib...
Metodologias Orientadoras da Execução 
do Curso 
• Atividades expositivas – seminários e oficinas presenciais: 
serão util...
Metodologias Orientadoras das 
Atividades do Curso 
• Atividades reflexivas (presenciais e à distância): serão discutidas ...
Metodologias Orientadoras das 
Atividades do Curso 
• Atividades práticas (laboratoriais): serão realizadas 
atividades pr...
Sistemática de Avaliação do Curso 
PARTICIPAÇÃO NAS ATIVIDADES: 
• Frequência mínima de 75% nas aulas presenciais e nas 
a...
DÚVIDAS SOBRE O PROJETO PEDAGÓGICO? 
Solicitar informações adicionais via Portal 
(AVA) ou nos próximos encontros presenci...
FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS DO 
CURSO
Qual a Concepção Metodológica do 
Programa? 
TRABALHO E EDUCAÇÃO COLABORATIVA 
GESTÃO DE REDE (Oficina 4)
EDUCAÇÃO COLABORATIVA 
• O que é EDUCAÇÃO E APRENDIZAGEM 
COLABORATIVA? 
• Quais os objetivos da PEDAGOGIA 
COLABORATIVA?
As Andorinhas, a Aprendizagem e o Verão
As Andorinhas, a Aprendizagem e o Verão 
Andorinha voa veloz 
Voa mais do que minha voz 
Andorinha faz a canção 
Que eu nã...
• As andorinhas costumam voar juntas, em 
grupos de até 200 mil pássaros, em busca de 
calor 
• A andorinha carrega consig...
• O QUE É VER-SE COMO SUJEITO-ANDORINHA? 
• EM QUE MEDIDA A EXPERIÊNCIA DAS 
ANDORINHAS ILUSTRA NOSSA TRAJETÓRIA 
DE APREN...
O QUE É VER-SE COMO SUJEITO-ANDORINHA? 
• Reconhecer que vivemos em grupos, que somos parte de diferentes 
comunidades nas...
O QUE É VER-SE COMO SUJEITO-ANDORINHA? 
• É perceber-se como co-autor de processos de 
mudanças (atitudes); 
• É compreend...
EM QUE MEDIDA A EXPERIÊNCIA DAS 
ANDORINHAS ILUSTRA NOSSA TRAJETÓRIA 
DE APRENDIZAGEM INDIVIDUAL, 
ORGANIZACIONAL E SOCIAL...
COMO SE PROMOVE A APRENDIZAGEM 
COLABORATIVA DAS ANDORINHAS? 
• Não há uma receita. 
• Não é possível definir ingredientes...
COMO SE PROMOVE A APRENDIZAGEM 
COLABORATIVA DAS ANDORINHAS? 
• A aprendizagem vai ganhando autoreferencialidade 
entrópic...
O QUE É APRENDIZAGEM? COMO COMPREENDER O 
SIGNIFICADO DA APRENDIZAGEM NO PROCESSO DE 
CAPACITAÇÃO DOS GESTORES DE TURISMO?...
Tecendo a Manhã 
Um galo sozinho não tece uma manhã: 
ele precisará sempre de outros galos. 
De um que apanhe esse grito q...
“Ninguém educa ninguém, ninguém 
educa a si mesmo, os homens educam-se 
entre si, mediados pelo mundo” 
(FREIRE, 1987: 52)...
COMO IMPLICAR (COMPROMETER) O GESTOR 
PÚBLICO NO SISTEMA DE EDUCAÇÃO 
COLABORATIVA? 
• É na apropriação de habilidades e c...
COMO IMPLICAR O GESTOR PÚBLICO NO 
SISTEMA DE EDUCAÇÃO COLABORATIVA? 
• Só quando o ser humano interage com o outro é que ...
Quais as Diretrizes da Capacitação 
Colaborativa? 
• Valorizar as experiências dos Aprendizes; 
• Respeitar as diferenças ...
Síntese do Processo de Aprendizagem 
Colaborativa 
POTENCIALIDADE GRUPO 
POTENCIALIDADE INDIVIDUAL
O que aprendemos hoje?
Aprendemos que: 
1. A educação colaborativa é uma atividade de aprendizagem em 
grupo, organizada de tal maneira que o apr...
4. A aprendizagem colaborativa é uma atividade coordenada, 
sincronizada, resultado de um esforço continuado de construir ...
Se a nota dissesse: 
“Não é uma nota que faz uma música”, 
... não haveria sinfonia. 
Se a palavra dissesse: 
“Não é uma p...
Se o grão de trigo dissesse: 
“Não é um grão de trigo que pode semear um campo”, 
... não haveria colheita. 
Se o homem di...
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  1. 1. EIXO I OFICINA 3: FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS DO PROGRAMA • Elizabeth Matos Ribeiro • Márcia Rangel
  2. 2. OBJETIVOS DA OFICINA: Apresentar a Estrutura Pedagógica do Curso; Apresentar e discutir os Fundamentos Metodológicos que orientarão o Programa e o Curso.
  3. 3. Objetivos do Curso • Realizar o aperfeiçoamento dos gestores municipais que integram as zonas turísticas do estado da Bahia com base na concepção de trabalho e educação colaborativa; • Desenvolver competências individuais e organizacionais nas áreas de planejamento, elaboração, gestão, monitoramento e avaliação de projetos, controle, captação de recursos, contratos e convênios e prestação de contas com ênfase em turismo.
  4. 4. Estrutura Pedagógica do Curso O curso está estruturado em Quatro Eixos de Aprendizagem, integrados e articulados entre si. Essa estrutura pedagógica tem por objetivo possibilitar aos Secretários e Gestores municipais de turismo uma formação socioprofissional reflexiva que os permita estabelecer uma afinidade positiva e proativa entre teoria-prática-teoria-prática (Schon, 1995).
  5. 5. PERCURSO PEDAGÓGICO DO CURSO: Uma reflexão à luz da análise do Diagnóstico das Lacunas de Competências Individuais
  6. 6. EIXO DE APRENDIZAGEM I SENSIBILIZAÇÃO, COMPROMETIMENTO E PLANEJAMENTO DO CURSO ATIVIDADES Oficina 1 - Sensibilização e mobilização dos participantes Seminário de Abertura - Turismo Sustentável Oficina 2 - Fundamentos Metodológicos do Programa Oficina 3 – Metodologia de Governança de Redes de Cooperação Oficina 4 - Metodologia de Mapeamento de Competências Individual e Organizacional
  7. 7. EIXO DE APRENDIZAGEM II TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA E AS SINGULARIDADES DA GESTÃO MUNICIPAL COM ENFASE NO TURISMO ATIVIDADES Seminário 2 - Cenários e Desafios da Administração Pública Brasileira e Baiana com Ênfase na Gestão do Turismo Oficina 1- Conceitos Fundamentais do Turismo Oficina -2 - Lei Geral do Turismo e Lei Estadual do Turismo – com ênfase nos princípios e diretrizes para a consolidação da gestão descentralizada do turismo
  8. 8. EIXO DE APRENDIZAGEM III NOVOS PROCESSOS E INSTRUMENTOS DE GESTÃO PÚBLICA ATIVIDADES Oficina – 1 - Planejamento Estratégico, Planejamento Governamental e Orçamentação Oficina - 2- Monitoramento e Avaliação de Políticas na área de turismo Oficina - 3- Elaboração e Gestão de Projetos Oficina 4 - Convênios e Contratos: celebração, execução e prestação de contas com ênfase em captação de recursos (SICONV)
  9. 9. EIXO DE APRENDIZAGEM IV REDE DE INOVAÇÃO EM GESTÃO DE TURISMO ATIVIDADES Oficina 1 – Aprendizagem e Inovação como Atributos Essenciais para a Modernização da Gestão Publica Municipal Oficina 2 - Estudos de Boas Práticas em Gestão do Turismo Oficina 3 – Orientação para o desenvolvimento dos Projetos/Planos de Gestão de Turismo-PGTs Seminário 3 – Apresentação dos Projetos/Planos de Gestão de Turismo-PGTs (Encerramento do curso) Será publicado Livro com os resultados dos PGTs
  10. 10. Metodologias Orientadoras da Execução do Curso • Atividades expositivas – seminários e oficinas presenciais: serão utilizadas para contextualizar os conteúdos do curso, de modo a mobilizar as estruturas mentais dos alunos-gestores para que estes operem (a gestão pública do turismo) com base nos conceitos apresentados e discutidos durante o curso; • Atividades práticas – oficinas presenciais: serão aplicados exercícios práticos para oportunizar aos alunos-gestores identificar nos processos de trabalho da gestão pública os conhecimentos prévios que podem mediar uma compreensão crítica e contextualizada de suas práticas profissionais, através do domínio de conceitos e métodos administrativos;
  11. 11. Metodologias Orientadoras das Atividades do Curso • Atividades reflexivas (presenciais e à distância): serão discutidas situações concretas (com base em estudos de casos e boas práticas de gestão do turismo) com o objetivo de consolidar os conhecimentos adquiridos e as habilidades desenvolvidas no incremento de conteúdos, praticas profissionais e novas metodologias de aprendizagem em gestão pública; • Atividades com base em metodologias de análise e resolução de problemas: serão desenvolvidas/adaptadas metodologias que ajudem os alunos-gestores a desenvolver competências para a análise e resolução de problemas (reais), mobilizando-os para a busca de soluções utilizando os conceitos estudados e as práticas realizadas durante o curso;
  12. 12. Metodologias Orientadoras das Atividades do Curso • Atividades práticas (laboratoriais): serão realizadas atividades práticas com ênfase no SICONV – sistema de convênios do Governo Federal.
  13. 13. Sistemática de Avaliação do Curso PARTICIPAÇÃO NAS ATIVIDADES: • Frequência mínima de 75% nas aulas presenciais e nas atividades a Distância (AVA). AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM: • A avaliação de aprendizagem dos alunos-gestores nas seguintes atividades: participação nas atividades indicadas no AVA (fóruns) e elaboração dos PGTs (trabalho final do curso).
  14. 14. DÚVIDAS SOBRE O PROJETO PEDAGÓGICO? Solicitar informações adicionais via Portal (AVA) ou nos próximos encontros presenciais
  15. 15. FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS DO CURSO
  16. 16. Qual a Concepção Metodológica do Programa? TRABALHO E EDUCAÇÃO COLABORATIVA GESTÃO DE REDE (Oficina 4)
  17. 17. EDUCAÇÃO COLABORATIVA • O que é EDUCAÇÃO E APRENDIZAGEM COLABORATIVA? • Quais os objetivos da PEDAGOGIA COLABORATIVA?
  18. 18. As Andorinhas, a Aprendizagem e o Verão
  19. 19. As Andorinhas, a Aprendizagem e o Verão Andorinha voa veloz Voa mais do que minha voz Andorinha faz a canção Que eu não fiz Andorinha voa feliz Tem mais força que minha mão Mas sozinha não faz verão... A andorinha voou, voou Fez um ninho no meu chapéu E um buraco bem no meio do céu E lá vou eu como passarinho Sem destino nem sensatez Sem dinheiro nem pra um pastel chinês. A andorinha voou, voou, Fez um ninho na minha mão E um buraco bem no meu coração E lá vou eu como um passarinho Como um bicho que sai do ninho Sem vacilo nem dor na minha vez (Voa Bicho, de Milton Nascimento)
  20. 20. • As andorinhas costumam voar juntas, em grupos de até 200 mil pássaros, em busca de calor • A andorinha carrega consigo forte correlação com o conceito de: • Grupo (como ícone/imagem) • Mudança (como índice/indicação) • Migração (como símbolo/sinal/idéia) • As práticas e conhecimentos, as experiências e seus significados durante a viagem são compartilhados pelo grupo, contribuindo para a construção da identidade de: • Cada andorinha • Identidade do grupo
  21. 21. • O QUE É VER-SE COMO SUJEITO-ANDORINHA? • EM QUE MEDIDA A EXPERIÊNCIA DAS ANDORINHAS ILUSTRA NOSSA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM INDIVIDUAL, ORGANIZACIONAL E SOCIAL? • COMO SE PROMOVE A APRENDIZAGEM COLABORATIVA DAS ANDORINHAS? • PODEMOS NOS CONSIDERAR, ENTÃO, COMO SUJEITOS-ANDORINHAS?
  22. 22. O QUE É VER-SE COMO SUJEITO-ANDORINHA? • Reconhecer que vivemos em grupos, que somos parte de diferentes comunidades nas quais interagimos, compartilhamos práticas e conhecimentos, que vivemos experiências e emoções, que vamos construindo nossa identidade enquanto indivíduos e em relação a das comunidades das quais participamos; • Que somos sujeitos-andorinhas que se envolvem e experienciam diferentes percursos, simultaneamente e com dinâmica e tempos próprios, em diferentes grupos sociais ou comunidades; • Que os processos de migração (transnacionais que fazem as andorinhas todos os anos) quase sempre assincrônicos podem desencadear inovação profissional, organizacional e social
  23. 23. O QUE É VER-SE COMO SUJEITO-ANDORINHA? • É perceber-se como co-autor de processos de mudanças (atitudes); • É compreender-se em processos migratórios, em transição, em transformação permanente; • É ver-se como produto perenemente inacabado de conhecimento e do conhecimento.
  24. 24. EM QUE MEDIDA A EXPERIÊNCIA DAS ANDORINHAS ILUSTRA NOSSA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM INDIVIDUAL, ORGANIZACIONAL E SOCIAL? Como aves migratórias, ao viajarem, as andorinhas levam consigo o que viveram no lugar de onde partiram, vivem ao viajar, encontram outro lugar, outras vivências. Vão em grupo, enfrentam juntas os desafios da viagem, chegam juntas ao novo contexto. Ao chegarem, influenciam esse novo contexto e são influenciadas por ele. Sinalizam a chegada do verão, inspiram outros sujeitos a voar, a sair do ninho, a abrir-se para a nova estação.
  25. 25. COMO SE PROMOVE A APRENDIZAGEM COLABORATIVA DAS ANDORINHAS? • Não há uma receita. • Não é possível definir ingredientes mínimos. • Acontece como um turbilhão que vai ganhando força e alcança uma “significatividade retrospectiva” (olhando o passado enquanto se lança ao futuro, como na imagem reproduzida no ‘Anjo de Baudelaire”). • O processo de desencadeamento da aprendizagem não é previsível, não é fruto de planejamento, envolve micro-fenômenos comportamentais e cognitivos. • A aprendizagem acontece em um tempo-espaço que lhe confere significado á medida que se desenvolve.
  26. 26. COMO SE PROMOVE A APRENDIZAGEM COLABORATIVA DAS ANDORINHAS? • A aprendizagem vai ganhando autoreferencialidade entrópica que é necessária no momento da concatenação dos micro-fenômenos. • Quais os desafios a superar no processo de aprendizagem? • Equilibrar momentos de entropia necessária (discordância/negação) • Com momentos de abertura necessária (concordância/aceitação) • Esse equilíbrio desencadeia processos de aprendizagem significativa e significada, ancorada na realidade mas não restrita a ela.
  27. 27. O QUE É APRENDIZAGEM? COMO COMPREENDER O SIGNIFICADO DA APRENDIZAGEM NO PROCESSO DE CAPACITAÇÃO DOS GESTORES DE TURISMO? • A aprendizagem tem caráter prático e social. • A aprendizagem é um processo continuo (embora não cumulativo e não linear). • Não se trata, pois, de somar experiências, justapor e armazenar conhecimento; trata-se de APRENDER, ESQUECER, ATRIBUIR e REDEFINIR SIGNIFICADOS E SENTIDOS as coisas e fatos. • Aprendemos todo o tempo, construímos novos saberes enquanto esquecemos outros. (DE HOLAN: PHILIPS, 2006)
  28. 28. Tecendo a Manhã Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito de um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão. João Cabral de Melo Neto
  29. 29. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens educam-se entre si, mediados pelo mundo” (FREIRE, 1987: 52).
  30. 30. COMO IMPLICAR (COMPROMETER) O GESTOR PÚBLICO NO SISTEMA DE EDUCAÇÃO COLABORATIVA? • É na apropriação de habilidades e conhecimentos socialmente disponíveis que as funções psicológicas do homem são construídas, ou seja, o homem se faz somente na interação com os outros ; • As pessoas são capazes de aprender coisas novas, quando ajudadas por outros, entretanto, não conseguem êxito nessa tarefa quando dispõem apenas dos seus próprios meios;
  31. 31. COMO IMPLICAR O GESTOR PÚBLICO NO SISTEMA DE EDUCAÇÃO COLABORATIVA? • Só quando o ser humano interage com o outro é que os seus processos internos são despertados. • Nessa noção fundamenta-se, pois, a ênfase que será dada no curso ao conceito e práticas de educação colaborativo; o que implica dizer que o processo de aprendizagem proposto está na riqueza da descoberta e na necessidade da mediação;
  32. 32. Quais as Diretrizes da Capacitação Colaborativa? • Valorizar as experiências dos Aprendizes; • Respeitar as diferenças de ritmo e estilo de aprendizagem dos estudantes e do grupo, considerando suas características individuais e contexto sócio-cultural; • Criar situações de aprendizagem com caráter vivencial, lúdico e problematizador; • Organizar as condições de ensino articulando todos os componentes curriculares; • Criar situações que ajudem a identificar os pontos críticos em que cada profissional, organização e conjunto de organizações (Zonas Turísticas) precisam investir nas competências individuais, profissionais e organizacionais.
  33. 33. Síntese do Processo de Aprendizagem Colaborativa POTENCIALIDADE GRUPO POTENCIALIDADE INDIVIDUAL
  34. 34. O que aprendemos hoje?
  35. 35. Aprendemos que: 1. A educação colaborativa é uma atividade de aprendizagem em grupo, organizada de tal maneira que o aprender seja dependente da troca de informações socialmente estruturada entre os aprendizes em grupos e, na qual, cada aluno é responsável por sua própria aprendizagem e é motivado a contribuir com a aprendizagem dos outros. (Olsen e Kagan, 1997); 2. O trabalho colaborativo depende, pois, da cooperação entre os membros da equipe; por conseguinte uma subordinação da colaboração à cooperação (Cord, 2000) 3. A aprendizagem colaborativa é baseada em conceitos mais profundos que englobam “questões teóricas, políticas e filosóficas tais como a natureza do conhecimento como uma construção social” (Mattheus et. alli., 2004)
  36. 36. 4. A aprendizagem colaborativa é uma atividade coordenada, sincronizada, resultado de um esforço continuado de construir e manter uma concepção compartilhada de um problema (Dillenbourg, 1996); 5. Na colaboração todos trabalham em conjunto, sem distinções hierárquicas , em um esforço coordenado, a fim de alcançarem o objetivo ao qual se propuseram (Larocque e Faucon, 1997)
  37. 37. Se a nota dissesse: “Não é uma nota que faz uma música”, ... não haveria sinfonia. Se a palavra dissesse: “Não é uma palavra que pode fazer uma página”, ... não haveria livro. Se a pedra dissesse: “Não é uma pedra que pode montar uma parede”, .. não haveria casa. Se a gota dissesse: “Não é uma gota d´água que pode fazer um rio”, ... não haveria oceano.
  38. 38. Se o grão de trigo dissesse: “Não é um grão de trigo que pode semear um campo”, ... não haveria colheita. Se o homem dissesse: “Não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade, jamais haveria justiça e paz, dignidade e felicidade na terra dos homens”. Como a sinfonia precisa de cada nota, como o livro precisa de cada palavra, como a casa precisa de cada pedra, como o oceano precisa de cada gota d´água, como a colheita precisa de cada grão de trigo, a humanidade inteira precisa de você. Onde estiver, você é único, portanto, insubstituível! O que está esperando para se comprometer?

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