SELETA SOCIEDADE CARITATIVA E HUMANITÁRIA               Beatriz Thomaz Cardoso                Daniela Nunes Ferreira      ...
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SUMÁRIOINTRODUÇÃO............................................................................................................
INTRODUÇÃO       Este trabalho objetiva aprender e informar como a criança é representada na sociedadecontemporânea, que é...
2. A INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA NA INFÂNCIA          Com a globalização, a tecnologia ultrapassou as mais diferentes ciência...
Crianças desde bem pequenas e jovens de todas as idades têm encontrado no uso dosaparelhos eletrônicos um espaço de indepe...
2.3. Malefícios da tecnologia         Apesar de ser, de fato, uma artimanha de grande utilidade nos dias atuais, a tecnolo...
As crianças e os adolescentes, ao realizarem um trabalho, não leem as informaçõesencontradas, simplesmente, copiam, colam ...
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CONCLUSÃO       As ferramentas tecnológicas já são parte da nossa vida, assim, não temos mais comonos desvincular delas. A...
REFERÊNCIASBONA, Viviane de. Tecnologia e infância: ser criança na contemporaneidade / Viviane deBona. – Recife: O Autor, ...
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Sociedade: A infância além da tecnologia (VIII Palestrão da Juventude M8)

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Trabalho de conclusão do curso AUADESC da Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária, apresentado no dia 29 de novembro de 2012, no Salão Social.

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Sociedade: A infância além da tecnologia (VIII Palestrão da Juventude M8)

  1. 1. SELETA SOCIEDADE CARITATIVA E HUMANITÁRIA Beatriz Thomaz Cardoso Daniela Nunes Ferreira Higor Matteus Dantas da Silva Juliene Gonçalves de Almeida Garcia MATUTINO 8SOCIEDADE: A INFÂNCIA ALÉM DA TECNOLOGIA Campo Grande/MS 2012
  2. 2. SELETA SOCIEDADE CARITATIVA E HUMANITÁRIA Beatriz Thomaz Cardoso Daniela Nunes Ferreira Higor Matteus Dantas da Silva Juliene Gonçalves de Almeida Garcia MATUTINO 8SOCIEDADE: A INFÂNCIA ALÉM DA TECNOLOGIA Trabalho apresentado no Palestrão da Juventude da turma Matutino 8, do curso de Auxiliar Administrativo e de Escritório, cujo objetivo é analisar a influência excessiva da tecnologia na infância, suas consequências e benefícios no crescimento das crianças, sob orientação da professora Keyla Yume. Campo Grande/MS 2012
  3. 3. SUMÁRIOINTRODUÇÃO..........................................................................................................................42. A INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA NA INFÂNCIA........................................................5 2.1. O desaparecimento da infância................................................................................5 2.2. Benefícios da tecnologia........................................................................................6 2.3. Malefícios da tecnologia........................................................................................73. CONSEQUÊNCIAS DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO................................................74. INFÂNCIA ANTIGA VS ATUAL.........................................................................................8 4.1. A infância atual (ou comercial?)..............................................................................85. O CARÁTER DAS CRIANÇAS DO SÉCULO XXI............................................................9 5.1. O objetivo das crianças para o futuro.....................................................................10CONCLUSÃO..........................................................................................................................11REFERÊNCIAS........................................................................................................................12
  4. 4. INTRODUÇÃO Este trabalho objetiva aprender e informar como a criança é representada na sociedadecontemporânea, que é caracterizada pela presença massiva das tecnologias em quase todas asações diárias, transformando cada vez mais a vida social e, direta ou indiretamente, o dia a diainfantil. Ao se falar das tecnologias na atualidade, estamos nos referindo principalmente aosprodutos provenientes da eletrônica e das telecomunicações, ou seja, tecnologias digitais dainformação que influenciam as formas de se relacionar e interagir, seja entre pessoas, oumesmo com os objetos. As formas de se relacionar com a criança e o próprio papel dela na sociedade resultamde uma crescente rede de valores e regras predominantes neste meio. Sendo o contexto atualmarcado pelo constante desenvolvimento tecnológico, a utilização dos aparatos tecnológicospoderia estar provocando modificações na forma como a criança é representada e,consequentemente, tratada.
  5. 5. 2. A INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA NA INFÂNCIA Com a globalização, a tecnologia ultrapassou as mais diferentes ciências, tornando-seimportante tanto para as nações quanto para os indivíduos. É uma das responsáveis pelasgrandes transformações econômicas, políticas, sociais e, principalmente, culturais. Porém, o avanço dessa tecnologia transforma cada vez mais o dia a dia das crianças.Bolas e bonecas hoje disputam lado a lado com os jogos eletrônicos e demais mídias digitais ointeresse das crianças. Este ritmo, imposto pelo desenvolvimento tecnológico, possibilita aelas facilidade para realizar diversas atividades ao mesmo tempo. Permitindo pensar, agir einterpretar o ambiente no qual está inserida, de uma forma mais dinâmica. Tal adaptação nosleva a questionar qual caminho será traçado pela nova geração: serão adultos “descolados”que sabem lidar com todas as tecnologias e mais informados ou serão crianças que perdem ointeresse pelas brincadeiras simples e amadurecem antes do tempo, perdendo a essência dainfância, que é a imaginação?2.1. O desaparecimento da infância Em 1984, no livro “O desaparecimento da infância”, Neil Postman apresenta apolêmica hipótese do fim da infância. A argumentação central repousa na ideia de que astecnologias têm desenhado e redesenhado as faces do mundo e da vida ao longo da história,sendo a infância uma de suas invenções. Desenvolvendo a hipótese de que os mundos social e simbólico estão subordinados àstecnologias, e delas emergem as formas de viver e estar no mundo, Postman procurademonstrar que a tecnologia estaria excluindo as fronteiras tão bem demarcadas entre adultose crianças. A televisão, que só requer habilidades simples como atenção e entendimento dafala, em geral adquiridos já no primeiro ano de vida, seria a principal tecnologia a produzir talefeito. Postman desenvolveu suas hipóteses nos EUA dos anos oitenta, e que os vinte anosque nos separam de seu trabalho inicial parecem ter sido suficientes para mostrar a todos nósevidências comprovadoras de seu pensamento. Parece que habitamos um tempo de criançasadultas e de adultos infantis, e a mídia tem sido bem-sucedida em nos mostrar isso. Mães quese vestem como as filhas, executivos e intelectuais fanáticos pelos heróis da mídia infantil domomento, idosos que saltam de paraquedas e garotas que circulam sozinhas nas madrugadasdas grandes metrópoles, crianças que ensinam seus pais a operarem complexos equipamentoseletrônicos e adultos incapazes de administrar suas vidas são apenas alguns exemplosmostrados pelos programas de televisão, pelas propagandas, pelas notícias, etc.
  6. 6. Crianças desde bem pequenas e jovens de todas as idades têm encontrado no uso dosaparelhos eletrônicos um espaço de independência do mundo adulto bem como seus caminhosem direção à tão esperada maioridade. A grande maioria das crianças de todas as classessociais portam aparatos tecnológicos, dos mais simples aos mais avançados. Embora ajustificativa mais difundida para possuí-los seja a do contato entre pais e filhos, esta é afinalidade mais banal de sua utilização. A maior parte das crianças declara que não podedispensá-los porque são a melhor forma de ter e manter amigos, com os quais trocam ideias,aconselham-se, desabafam e vivem seu cotidiano. Uma grande parte delas também declarouusá-los para informar-se, jogar, assistir vídeos e ouvir suas bandas favoritas, completamentelivres de qualquer interferência (ou influência!) dos adultos. A partir dos seis anos, osmeninos já usam os meios de comunicação para abordar temas picantes, aumentando suasinformações relacionadas ao mundo íntimo dos adultos, o da sexualidade. Portanto, por mais controversas que sejam, parece que as hipóteses de Postman seconfirmam, e a tecnologia tem sido central na reconfiguração da vida e dos sentimentos nestanova era. A infância como a fase da inocência, da dependência, da insegurança e daignorância dos segredos do mundo e da vida parece que está desaparecendo. Tudo isso mereceser refletido por todas as pessoas que veem, cada vez mais, as tecnologias embutidas em suasvidas.2.2. Benefícios da tecnologia A tecnologia trouxe ao homem um universo único e diferente de tudo que ahumanidade já havia conhecido. Comunicar-se com pessoas de outros países e continentes, teracesso a informações em momento real e possuir tamanha praticidade para escrever e arquivardocumentos são alguns dos “sonhos” realizados pela tecnologia. Para as crianças, a tecnologia tem sido fundamental. É, quase que totalmente, o únicomeio utilizado para realizar trabalhos, pesquisas e tarefas. Isso faz com que as crianças destageração possuam uma capacidade maior de raciocínio e maior capacidade de pensamento;conseguem digerir e manusear muitas informações ao mesmo tempo, acessam redes sociaisenquanto escutam música, assistem à televisão e, ainda, fazem um trabalho escolar. Assim, as crianças crescem já dominando o mundo moderno, enquanto que os maisantigos necessitam fazer cursos de informática para entenderem – pelo menos um pouco –esse universo tão vasto e rápido da tecnologia, conhecimento essencial para o mercado detrabalho e para uma boa profissionalização.
  7. 7. 2.3. Malefícios da tecnologia Apesar de ser, de fato, uma artimanha de grande utilidade nos dias atuais, a tecnologiatrouxe muitos e graves problemas para a saúde do homem. A dependência excessiva de seuuso pode ocasionar a exclusão social de um indivíduo, pois este passa a maior quantidade detempo possível ocupado em utilizar aparelhos eletrônicos, perdendo, assim, o contato realcom a família e com os amigos. Em relação às crianças, a pedofilia é o principal motivo de preocupação do usoindevido da tecnologia. Por causa da inocência dos pequenos, muitas vezes são enganados porpessoas más intencionadas, que perguntam o máximo possível sobre suas vidas e rotinas eacabam sequestrando, estuprando ou, até mesmo, assassinando as vítimas, cenas que já vimoscentenas de vezes na mídia. Quanto à saúde, os malefícios que a tecnologia pode trazer são diversos. Osedentarismo, causado por várias horas de uso do computador, por exemplo, e pelaalimentação incorreta do usuário, leva muitas pessoas à obesidade, pois a rotina passa a ser:comer e dormir na frente do computador. Problemas de visão também podem ser ocasionadospor extensas horas de uso do computador. É importante ressaltar que estes malefícios são, quase sempre, causados pelo usoincorreto e excessivo de aparelhos tecnológicos. Assim, o uso destes não deve ser entendidocomo um risco ou um erro, somente é preciso ter limite e utilizar a tecnologia como umauxílio, e não, como uma fonte de problemas.3. CONSEQUÊNCIAS DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO A internet está, de forma quase direta, incorporada à educação. Vivemos sob oimpacto das novas descobertas tecnológicas que provocam mudanças na sociedade, nasrelações pessoais e principalmente na educação. As crianças e adolescentes têm acesso àsmesmas informações que um professor, através da internet, nas bibliotecas virtuais e sites debusca. A diferença entre o professor e o aluno não está na quantidade de informação, mas nomodo de utilizar essa informação. A inclusão de computadores e outros aparelhos eletrônicosna sala de aula não são suficientes para que o aluno veja o acesso às informações como umaliado. Os professores necessitam serem capacitados para lidar com as novas tecnologias e,assim, incentivarem o uso para fins escolares da internet.
  8. 8. As crianças e os adolescentes, ao realizarem um trabalho, não leem as informaçõesencontradas, simplesmente, copiam, colam e imprimem, sem sequer saber o conteúdoabordado. Através do computador, as crianças conseguem fazer o dever de casa, conversar comoutras pessoas, ouvir música, ler uma revista. O nível de concentração delas aumentadiariamente e isso, na maioria das vezes, pode ser visto como algo positivo. Mas, paracontrariar esse benefício, existem os variados problemas de visão e de coluna causados pelouso constante e excessivo dos aparelhos eletrônicos.4. INFÂNCIA ANTIGA VS ATUAL Há pouco tempo atrás, quando as crianças saíam para brincar, elas praticavambrincadeiras saudáveis que incentivavam a prática de exercícios e a imaginação das crianças.As principais brincadeiras antigas eram: esconde-esconde, amarelinha, pega-pega, passa anel,jogo da velha, cobra-cega, ciranda, roda-roda, salada mista, bolinha de gude, queimada, pulacorda, policia e ladrão, peteca, pula corda de elástico, andar de carrinho de rolimã, soltar pipa,batata quente, estátua, entre outras. Se pararmos para comparar o brincar do passado com o brincar atual, percebemos que,a cada dia, as crianças estão se tornando cada vez mais escravizadas, sedentárias e obesas,pontos negativos para a saúde, pois a tecnologia trouxe brinquedos que não exigemcriatividade das crianças, pois se encontra tudo pronto, além disso, limita o movimentocorporal que prejudica também no gasto calórico, podendo trazer várias doenças crônicas. Ultimamente, as crianças vêm sendo escravizadas com as tecnologias e, assim, têmmenos contato com outras, brincam menos com os pais, passam muitas horas na frente docomputador, da televisão e jogos eletrônicos, ficam ocupadas em passar fases, vencerobstáculos, disputar corridas alucinantes, tudo isso sem sair do lugar, ficando assim a cadadia, mais sedentárias e obesas. É raro encontrar uma turma de crianças se divertindo com asbrincadeiras antigas.4.1. A infância atual (ou comercial?) Computadores e videogames substituíram, quase que completamente, os jogos queeram tão conhecidos e praticados, principalmente na década de 80. Amarelinha, pular corda,queimada, corrida… Uma infinidade de atividades que foram substituídas pela frieza e solidãodo mundo virtual da internet, computadores e jogos eletrônicos. Uma pena, pois os jogos
  9. 9. ensinam as crianças como lidar com a frustração de uma derrota, elas aprendem como secomportar socialmente e desenvolvem formas sadias de lidar com a competitividade. Não apenas os jogos mudaram, mas, também, as músicas e as roupas. Hoje em dia,não existem mais crianças e, sim, pequenos adultos. As antigas canções de roda cantadas porgênios da música brasileira como Toquinho e sua inesquecível canção “Aquarela” foramsubstituídas pelas músicas carregadas de erotismo e duplos sentidos do Bonde do Tigrão ouda cantora Tati Quebra Barraco. As roupas também foram modificadas, é comum ver criançasde cinco anos vestindo-se como adultos, gravatas, minissaias, sapatos de bico fino e saltos-altos. A questão principal – e a base do problema – é que não existe espaço para criançasserem apenas crianças na sociedade moderna. Desde pequenas são introduzidas no mundovirtual da internet, conhecendo apenas nomes ou figuras em uma tela de computador. Acompetitividade é estimulada de forma muitas vezes cruel, buscando a destruição doadversário, e, não a união de forças ou mesmo a vitória sadia. O velho ditado popular “Oimportante não é vencer…” caiu em desuso rapidamente e foi substituído quase quetotalmente por outro que diz “Se não vencer, você não é ninguém!”. O resultado de gerações de crianças que foram criadas para serem individualistas éassustador. É importante que as crianças sejam educadas dentro do mundo globalizado ealtamente tecnológico dos dias atuais, mas também é necessário treinar os educadores paracontinuar introduzindo valores éticos e morais para que essas crianças não se percam entre otrabalho de quase 24 horas dos pais e a negligência das escolas. É algo a se trabalhar muito,principalmente para os psicólogos e pedagogos. As crianças não conseguem mais,simplesmente, serem crianças e isso, em um curto intervalo de tempo, é desastroso.5. O CARÁTER DAS CRIANÇAS DO SÉCULO XXI Os valores que a geração deste século está recebendo são vazios de limite eresponsabilidade. As crianças permanecem no computador até altas horas, assistindo vídeosadultos, participando de jogos violentos e conversando com qualquer pessoa de diversaspartes do mundo. O acesso a vídeos que incentivam a falta de respeito e a arrogância faz comque as crianças pensem que são sábias demais e que seus pais são simplesmente ignorantesquanto a tudo que diz respeito à tecnologia. O valor exorbitante fornecido ao dinheiro e ao lucro ensina as crianças desta geração aserem extremamente ambiciosas e orgulhosas. Visam ao dinheiro e sempre preferem o que é
  10. 10. caro. Deixando de lado, assim, a humildade e a solidariedade, valores raros que engrandeceme diferenciam um cidadão na sociedade contemporânea. O individualismo e a teimosia são outras características que as crianças adquirem aoserem fortemente influenciadas pelas atuais tecnologias. Crescem sem dividir coisa alguma efornecem escândalos quando têm algum pedido negado. Enfim, tornam-se adultosirresponsáveis e repletos de regalias.5.1. O objetivo das crianças para o futuro A maioria das crianças do século XXI possui um grande pensamento para o futuro,porém, deixam ser atrapalhadas pelo uso das redes sociais e esquecem-se de se concentrar nosobjetivos mais importantes: os estudos, a formação, a carreira e, até mesmo, o currículo. Elaspossuem um pensamento generalizado de obtenção de dinheiro e nada mais, desvalorizando oconhecimento, sem perceber que, sem ele, a realização de seus sonhos e de seus desejos nãoserá possível. Almejam um trabalho que não exija compromisso, responsabilidade e,principalmente, que seja livre de sacrifício. Ou seja, desejam receber tudo de mão beijada. A tecnologia afasta as crianças cada vez mais dos livros e da aprendizagem. Nãopronunciam corretamente a língua portuguesa e cometem erros drásticos na escrita,consequências causadas pela abreviação de palavras e pela utilização de gírias nasconversações ocorridas na internet.
  11. 11. CONCLUSÃO As ferramentas tecnológicas já são parte da nossa vida, assim, não temos mais comonos desvincular delas. As crianças precisam, sim, ter acesso às possibilidades oferecidas pelatecnologia, mas de uma forma organizada e orientada para que possa levar a um efetivoaprendizado. O uso descontrolado da tecnologia, tanto no ambiente escolar, como em casa, àsvezes atrapalha o aprendizado da criança. Tudo em excesso faz mal. A tecnologia não podesubstituir as relações pessoais, como o convívio com os colegas de sala de aula e familiares,isso faz parte do aprendizado e não pode ser esquecido. Ao observar essas questões, atecnologia é, sem sombra de dúvida, uma grande ferramenta pedagógica, pois coloca àdisposição do aluno um universo de possibilidades impossíveis com o tradicional giz equadro-negro. Não há uma idade pré-estabelecida para o início do contado com a tecnologia.Atualmente, já se nasce imerso numa sociedade que não vive sem tecnologia. O que deveexistir é a atenção dos pais com relação ao "como" as crianças estão usando essesequipamentos tecnológicos, deixando de lado outros tipos de brincadeiras sadias, que sãonecessárias ao seu desenvolvimento. A nova geração precisa ter um crescimento intelectual efísico combinados, não é possível substituir todos os tipos de diversão pelo videogame ou ocomputador. Não existem "regras" para o uso das tecnologias. Entretanto, é importante seguirmosalgumas orientações que contribuem para o seu uso. O bom senso é imperativo, nesse caso.Portanto, não deixar o computador no quarto das crianças é um bom artifício para afastá-lasda obsessão, estipular um horário para que a criança fique na frente do computador também éum bom mecanismo. Mostrar para as crianças outras possibilidades que a internet pode oferecer comopesquisas, visitas a museus, bibliotecas e outros pode fazer com que elas descubram umuniverso novo e inexplorado da rede. E, assim, reconheçam seus benefícios e malefícios eaprendam a maneira correta que devem utilizar a tecnologia.
  12. 12. REFERÊNCIASBONA, Viviane de. Tecnologia e infância: ser criança na contemporaneidade / Viviane deBona. – Recife: O Autor, 2010. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal dePernambuco, CE. Educação, 2010.CHAVES, Thyago. Brincadeiras antigas x brincadeiras atuais sedentárias e obesas.Disponível em <http://efbr.com.br/10/04/2012/biblioteca/ponto-vista/brincadeiras-antigas-x-brincadeiras-atuais-sedentarias-e-obesas/> Acesso em: 6 de novembro de 2012.NOGUEIRA, Vanessa. Tecnologia para crianças. Disponível em<http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/tecnologia-para-criancas.htm> Acessoem: 6 de novembro de 2012.PALLAS, Raquel. Infância e tecnologia: Saber ou perigo? Disponível em<http://jornalfatoeversao.blogspot.com.br/2008/06/infncia-e-tecnologia-saber-ou-perigo.html> Acesso em: 1º de novembro de 2012.POSTMAN, Neil. Tecnopólio: a rendição da cultura à tecnologia. / Tradução de ReinaldoGuarany. São Paulo: Nobel, 1994.POSTMAN, Neil. O desaparecimento da infância. / Tradução de Susana Carvalho e José deMelo. Rio de Janeiro: Graphia, 1999.ROSADO, J. R. História do jogo e o game na aprendizagem. 2006. Disponível em<http://comunidadesvirtuais.pro.br/seminario2/trabalhos/janaina.pdf> Acesso em: 1º denovembro de 2012.http://www.dicasgratisbrasil.com/a-diferenca-entre-as-brincadeiras-antigas-e-as-atuais/Acesso em: 6 de novembro de 2012.

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