21.4 SemináRio Artigo Eja

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21.4 SemináRio Artigo Eja

  1. 1. UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS P.A.: As Séries Iniciais e a Educação de Jovens e Adultos Profª.: Márcia Amaral Corrêa de Moraes CURRÍCULO, HETEROGENEIDADE E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Julia Tomedi Poletto 2007/2
  2. 2. PROBLEMA: Que metodologias são utilizadas pelo professor da EJA na sua prática pedagógica para lidar com alunos que retornam à escola com expectativas tão diferentes?
  3. 3. OBJETIVOS: <ul><li>Investigar as diferentes razões pelas quais os alunos da </li></ul><ul><li>EJA encontram-se em sala de aula. </li></ul><ul><li>Observar a prática pedagógica do professor, identificando o </li></ul><ul><li>interesse dos alunos pelas atividades propostas. </li></ul><ul><li>Perceber como a relação educador-educando se estabelece </li></ul><ul><li>dentro da sala de aula. </li></ul>
  4. 4. “ [...] não podemos nos colocar na posição do ser superior que ensina um grupo de ignorantes, mas sim na posição humilde daquele de comunica um saber relativo a outros que possuem outro saber relativo. (É preciso saber reconhecer quando os educandos sabem mais e fazer com que eles também saibam com humildade).” (FREIRE, 1997, p.29).
  5. 5. Reformas, renovações, mudanças, adaptações e variações no currículo parecem constituir, hoje em dia, um símbolo discursivo com a pretensão de salvaguardar todas as transformações pedagógicas. A utilização desse símbolo discursivo está permeando muitas das discussões educativas, e determina uma orientação política específica para a qual tendem quase todos os projetos de educação moderna. “ Dar qualidade”, “melhorar os conteúdos”, “horizontalizar e/ou transversalizar as disciplinas do conhecimento”, “seriar ou desenvolver em ciclos as matérias do currículo”, etc., são as discussões que ocupam praticamente todo o cenário das mudanças pedagógicas na atualidade. O currículo é, desse modo, um símbolo superficial e um “ fetiche” das necessidades de transformação educativa. (SKLIAR; LUNARDI, 2000, p.12).
  6. 6. Pensar um modelo único de proposta de currículo junto à EJA é, no mínimo, contraditório ao, anteriormente apresentado, quadro de diversidade que integra esse setor educacional. Para que isso não ocorra, é importante que sejam fixados princípios gerais, que sirvam como referências na construção de propostas adequadas ao público para a qual são direcionadas. (JUNIOR, 2006, p.102).
  7. 7. “ Considerar a diversidade implica em realizar intervenções pedagógicas diferenciadas. As situações de aprendizagem, objetivos e os conteúdos são os mesmos para o grupo de educandos, o que se diferencia é a intervenção do educador, considerando as características individuais para que todos os educandos cheguem ao objetivo proposto.” (DURANTE, 1998, p.76).
  8. 8. METODOLOGIA DE PESQUISA : Estudo exploratório e pesquisa qualitativa.
  9. 9. IDENTIFICAÇÃO: Pesquisa realizada em uma escola estadual do município de Bento Gonçalves –RS. A instituição trabalha com a filosofia de Paulo Freire, sendo que o tema gerador é a metodologia utilizada na prática pedagógica. Está localizada em um bairro de classe média-baixa. A maioria dos alunos são trabalhadores e residem no bairro onde a escola está localizada e/ou em lugares próximos. A turma observada é multiseriada, abrangendo da 1ª a 4ª série. A faixa etária desses alunos contempla dos 20 até os 50 anos.
  10. 10. Mudar de setor na empresa masculino H Exemplo aos filhos masculino G Carteira de Motorista feminino F Recuperação da memória - acidente feminino E Ir para faculdade masculino D (aluno com deficiência mental) Busca por emprego masculino C Exigência da empresa feminino B CRECI feminino A EXPECTATIVA PARA RETORNAR À ESCOLA SEXO ALUNO Intencionalidades – alunos da totalidade 1 (1ª a 4ª série )
  11. 11. A relação entre professora e alunos na turma observada é bastante dialógica. Os alunos consideram a educadora, acima de tudo, uma grande amiga. O respeito às diferenças é visível e o grupo é muito acolhedor. A professora traz textos e reportagens atualizadas, facilitando e qualificando o trabalho pedagógico.
  12. 12. Para eles, freqüentar a escola pressupõe fazer cópias e contas, ter cartilhas e aprender as letras. Aprender a expor suas opiniões, ouvir as opiniões dos colegas, ouvir contos, escrever, mesmo que não seja do modo convencional (correto), ler, mesmo que seja só um título de um texto, ler problemas e resolve-los, manusear o jornal, ler notícias e comentá-las, etc., não são características do modelo de escola que conhecem. (DURANTE, 1998, p.48).
  13. 13. ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS: Por ser uma turma multiseriada, as atividades são direcionadas de maneiras diferentes, porém o tema e o objetivo inicial se mantêm durante toda a realização do exercício. Cada aluno tem seu tempo específico e isto é salientado pela educadora no início de todas as aulas e respeitado pelos demais colegas. Todos os conhecimentos e entendimentos trazidos pelos alunos são valorizados, tornando a aula em um constante momento de troca e de aprendizado.
  14. 14. CONSIDERAÇÃO FINAL : Por tudo isso, acredito ser imprescindível um currículo que tem como foco o aluno. Aluno que se apresenta de diferentes formas, com características e potencialidades particulares. Não um único e específico aluno, mas todos esses que se encontram nas escolas. São por estes alunos que lutamos e levantamos nossa bandeira da heterogeneidade. Afinal, somos todos igualmente diferentes!
  15. 15. Referências Bibliográficas: DURANTE, Marta. Alfabetização de adultos: leitura e produção de textos . Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. FREIRE, Paulo. Educação e Mudança . 21 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. JUNIOR, Raul Rebello Vital. A interdisciplinaridade na educação de jovens e adultos. In.: Ciências-letras. Porto Alegre: FAPA, 2006. LUNARDI, Márcia Lise e SKLIAR, Carlos Bernardo. Estudos Surdos e Estudos Culturais em Educação. In.: LACERDA, Cristina e GÓES, Mª Cecília (orgªs). Surdez, Processos Educativos e Subjetividade. São Paulo: Lovise, 2000. p. 11-28.

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