Aula_Avaliação nutricional do atleta 2014.1

4.496 visualizações

Publicada em

Aula ministrada para o curso de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina, na disciplina de Nutrição do Atleta em maio de 2014. Professora convidada, nutricionista e mestranda em Nutrição Juliana de Abreu Gonçalves.

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
16 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.496
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
9
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
16
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide
  • Periodização é o planejamento geral e detalhado do tempo disponível para o treinamento, de acordo com os objetivos intermediários perfeitamente estabelecidos, respeitando-se os princípios científicos do exercício desportivo (DANTAS, 2003)
    Bompa agrega ao seu modelo à mesma estrutura do modelo clássico, com período preparatório, subdividido em fase geral e específica, e período competitivo, subdividido em fase pré-competitiva e competitiva (Figura 1). No entanto, Bompa adota o termo macrociclo para designar os períodos de quatro a seis semanas (microciclos) que têm como objetivo trabalhar as qualidades físicas básicas e especificas, ou seja, na forma estrutural do modelo de periodização de Bompa, o macrociclo corresponde ao mesociclo do modelo clássico de Matveev.
    http://www.fpjournal.org.br/doi/doi292pt.htm
  • http://dc198.4shared.com/doc/GH6vxmxa/preview.html
  • http://www.portalsaudebrasil.com/artigospsb/esporte020.pdf
  • file:///C:/Users/Juliana%20Gon%C3%A7alves/Desktop/QUEIROGA%20Revista%20Bras%20Cinean%207(1)%2030-34,2005%20-%20Somatotipo%20Futsal.pdf
  • http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21719906
  • Uréia, creatinina, acido úrico e TSH?

    CK – avaliação do dano muscular (avaliação do estresse produzido pelo exercício)
  • Expressão quantificada das características morfológicas de um indivíduo.
    • Dependente do tamanho, gênero, idade, histórico nutricional e de atividade física
  • Aula_Avaliação nutricional do atleta 2014.1

    1. 1. Por Juliana de Abreu Gonçalves Avaliação nutricional do atleta UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO NUTRIÇÃO DO ATLETA (2014.1)
    2. 2. Consumo alimentar Antropometria e composição corporal Exames laboratoriais Exames físicos Avaliação do estado nutricional Determinação das necessidades nutricionais Desenvolvimento e implantação do plano nutricional
    3. 3. Estado nutricional Plano alimentar Desempenho esportivo Periodização * *Divisão do ano de treinamento em vários períodos, com o objetivo específico de se alcançar um alto rendimento através de uma preparação sistemática e evitar o overtraining;
    4. 4. Fatores que afetam a composição corporal e a alimentação do atleta A estrutura e os objetivos dos ciclos (macro, meso e micro) são traçados de acordo com a modalidade. Período de treinamento
    5. 5. Exemplo de periodização retirado de Silva et al (2010)
    6. 6. Modalidade e posição no jogo
    7. 7. Como avaliar?
    8. 8. ANAMNESE  Identificar:  Histórico de utilização de suplementos alimentares e medicamentos  Horários, frequência, intensidade e dias de treinamento/ descanso  Fase e tipo de treinamento  Conhecimento do atleta sobre nutrição (e possíveis mitos que o mesmo tenha internalizado)  Possíveis transtornos alimentares  Hábitos urinários (coloração da urina indica estado de hidratação) Importância do trabalho interdisciplinar
    9. 9. CONSUMO ALIMENTAR  Objetivo:  Conhecer os hábitos alimentares  Analisar a adequação da dieta  Observar o fracionamento da dieta
    10. 10. INQUÉRITOS  Recordatório 24h  Dia Alimentar Usual  Registro Alimentar  Questionário de Frequência Alimentar Vantagens e desvantagens? Treinamento dos entrevistadores
    11. 11. INQUÉRITOS RECORDATÓRIO 24H  Vantagens:  Baixo custo;  Independente do nível de escolaridade ou sócio- econômico;  Aplicação rápida.  Desvantagens:  Depende da memória;  A ingestão prévia das últimas 24 horas pode ter sido atípica;  Dificuldade de estimar tamanho das porções;  Pode-se induzir.
    12. 12. INQUÉRITOS DIA ALIMENTAR USUAL  Vantagens:  Baixo custo;  Independente do nível de escolaridade ou sócio- econômico;  Aplicação rápida.  Desvantagens:  Necessita da memória;  Difícil em alimentações muito variadas;  Dificuldade de estimar tamanho das porções;  Pode-se induzir.
    13. 13. INQUÉRITOS REGISTRO ALIMENTAR  Vantagens:  Informação mais precisa;  Depende menos da memória;  Não demanda tempo no momento da consulta.  Desvantagens:  Dependente do nível de escolaridade;  Depende da motivação do indivíduo;  O ato de registrar pode modificar o consumo  Requer tempo
    14. 14. INQUÉRITOS QUESTIONÁRIO DE FREQUÊNCIA ALIMENTAR  Vantagens:  Baixo custo;  Independente do nível de escolaridade ou sócio- econômico;  Obtém-se o consumo de alimentos específicos  Desvantagens:  Necessita da memória;  Pouca validade para avaliação da maioria dos micronutrientes;  Pode-se induzir;
    15. 15. EXAMES LABORATORIAIS  Hemograma completo;  Glicemia  Perfil lipídico:  Colesterol total e frações  Triglicerídeos  Minerais e vitaminas:  Ferro, ferritina, Ca;  Eletrólitos: Na, K, Mg  Vit E, C ou atividade enzimática  Perfil hepático  ALT, AST, fosfatase alcalina  Marcadores catabólicos:  Creatina quinase (CK)  Lactato desidrogenase (LDH)
    16. 16. AVALIAÇÃO CLÍNICA  Hidratação da pele  Integridade das unhas  Condições do cabelo (quebradiço/fraco)
    17. 17. ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL Tem que treinar!
    18. 18. ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL IMC  Baixo custo  Fácil aplicação  Adequado?
    19. 19.  Não deve ser utilizado para atletas Atletas de diferentes modalidades têm diferentes biotiposNa foto: atletas de elite pelo fotógrafo Howard Schatz Um atleta de sumô da elite japonesa pode chegar a 109kg de massa livre de gordura! Kondo et al. Am J Hum Biol 1996(suppl):423 S ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL IMC
    20. 20.  Dobra Cutânea: Medida da espessura de duas camadas de pele e a gordura subcutânea adjacente;  Recomendações:  Não deve ser aferida após exercício físico (superestima a dobra);  Pedir para o paciente não utilizar cremes ou loções (dificultam o destaque da dobra);  O avaliador deve evitar unhas compridas.  Tipos de erro:  Habilidade do avaliador, tipo de adipômetro, fatores do ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL Dobras Cutâneas
    21. 21. ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL Dobras Cutâneas
    22. 22.  Aferir todas as medidas do lado direito do corpo  Cuidadosamente identificar, medir e marcar o local da DC  Conferir o ponto anatômico utilizado para a elaboração da fórmula adotada  Destacar a dobra, colocando o polegar e o indicador a uma distância de 8 cm, em uma linha perpendicular ao eixo longo da dobra  Segurar firmemente a DC entre o polegar e o ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL Dobras Cutâneas
    23. 23.  Manter a dobra pressionada enquanto a medida é realizada  Colocar as hastes do adipômetro perpendiculares à dobra, aproximadamente 1 cm abaixo do polegar e do indicador, e soltar a pressão das hastes lentamente  Tomar as medições das DC 4 segundos após a pressão ter sido aplicada  Afastar as hastes do adipômetro para removê-lo do local. Fechar as hastes lentamente para prevenir ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL Dobras Cutâneas
    24. 24. ATENÇÃO: Local anatômico pode variar conforme a fórmula ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL Dobras Cutâneas
    25. 25. HOMENS (18-55 anos):  Jackson & Pollock (1978)  DC = 1,109380 – 0,0008267* (∑3Doc) + 0,0000016*(∑3Doc)2 – 0,0002574* (idade)  Onde: DC = densidade corporal e  ∑3Doc = (peitoral + abdominal + coxa média)  % G: usar equação de Siri (1961)  %G = [(4,95 / Dc) – 4,50] x 100 CORPORAL Dobras Cutâneas – Equações de Predição
    26. 26. MULHERES (18 – 55 anos):  Jackson et al. (1980)  DC = 1,0994921 – 0,0009929* (∑3Doc) + 0,0000023*(∑ 3Doc)2 – 0,0001392* (idade)  Onde: DC = densidade corporal e  ∑ 3Doc = (tríceps + supra-ilíaca anterior + coxa média)  % G usar equação de Siri (1961)  %G = [(4,95 / Dc) – 4,50] x 100 CORPORAL Dobras Cutâneas – Equações de Predição
    27. 27. HOMENS (≥ 18 anos)  Petroski (1985)  DC = 1,10726863 – 0,00081201* (∑4Doc) + 0,00000212*(∑ 4Doc)2 – 0,00041761* (idade)  Onde: DC = densidade corporal e  ∑ 4Doc = (subescápula + tríceps + supra-ilíaca + panturrilha medial)  % G usar equação de Siri (1961)  %G = [(4,95 / Dc) – 4,50] x 100 CORPORAL Dobras Cutâneas – Equações de Predição
    28. 28. MULHERES (≥ 18 anos)  Petroski (1995)  DC = 1,19547130 – 0,07513507*Log10 (∑ 4Doc)  - 0,00041072* (idade)  Onde: Dc = densidade corporal e  ∑ 4Doc = (Axilar média + supra-ilíaca + coxa média + panturrilha medial)  % G = usar equação de Siri (1961)  %G = [(4,95 / Dc) – 4,50] x 100 CORPORAL Dobras Cutâneas – Equações de Predição
    29. 29. CORPORAL Dobras Cutâneas – Equações de Predição HOMENS (17 – 27 anos)  Guedes (1985)  DC = 1,17136 – 0,06706*Log10 (∑ 3Doc)  Onde: Dc = densidade corporal e  ∑ 3Doc = (tríceps + supra-ilíaca + abdominal)  % G = usar equação de Siri (1961)  %G = [(4,95 / Dc) – 4,50] x 100
    30. 30. CORPORAL Dobras Cutâneas – Equações de Predição MULHERES (17 – 27 anos)  Guedes (1985)  DC = 1,16650 – 0,07063*Log10 (∑3Doc)  Onde: Dc = densidade corporal e  ∑ 3Doc = (subescapular + supra-ilíaca + coxa)  % G = usar equação de Siri (1961)  %G = [(4,95 / DC) – 4,50] x 100
    31. 31. MULHERES ATLETAS  Jackson et al. (1980)  Dc = 1,096095 - 0,0006952 (∑ 4Doc) + 0,0000011 (∑ 4Doc)2 - 0,0000714 (Idade)  Onde: Dc = densidade corporal e  ∑4Doc (tríceps + supra-ilíaca anterior + abdômen + coxa média)  % G = usar equação de Siri (1961)  %G = [(4,95 / Dc) – 4,50] x 100 CORPORAL Dobras Cutâneas – Equações de Predição
    32. 32. HOMENS ATLETAS  Jackson & Pollock (1978)  Dc = 1,112 - 0,00043499 (∑ 7Doc) + 0,00000055 (∑ 7Doc)2 - 0,00028826 (Idade)  Onde: Dc = densidade corporal e  ∑7Doc (peitoral + axilar + tríceps + subescapular + supra-ilíaca anterior + abdômen + coxa média)  % G = usar equação de Siri (1961)  %G = [(4,95 / Dc) – 4,50] x 100 CORPORAL Dobras Cutâneas – Equações de Predição
    33. 33. ANTROPOMETRIA E COMPOSIÇÃO CORPORAL Dobras Cutâneas
    34. 34. Dobra cutânea triciptal  Ponto anatômico:  Determinar com o braço flexionado, formando ângulo de 90º;  Estabelecer o ponto médio entre o acrômio e olecrânio.
    35. 35. Dobra cutânea triciptal  Aferição:  Mensurar a DCT na parte posterior do braço (com o braço relaxado e estendido)
    36. 36. Dobra cutânea biceptal  Ponto anatômico: ponto médio entre acrômio e olécrano;  Aferição:  Medida no sentido do eixo longitudinal do braço, na sua face anterior, com o braço relaxado e estendido.
    37. 37. Dobra cutânea subescapular  Ponto anatômico:  Pedir para o paciente dobrar o braço atrás do corpo;  Obtida obliquamente ao eixo longitudinal, localizada a 2 cm abaixo do ângulo inferior da escápula.
    38. 38. Dobra cutânea subescapular  Aferição:  Indivíduo deve estar com braços e ombros relaxados.
    39. 39. Dobra cutânea peitoral  Medida oblíqua em relação ao eixo longitudinal  Homens: na metade da distância entre a linha axilar anterior e o mamilo.  Mulheres: a um terço da distância da linha axilar anterior.
    40. 40. Dobra cutânea axilar média  Ponto anatômico:  Localizada no ponto de intersecção entre a linha axilar média e uma linha imaginária transversal na altura do processo xifóide do esterno.
    41. 41. Dobra cutânea axilar média  Aferição:  Realizada obliquamente ao eixo longitudinal, segundo Petroski (1995);  Transversalmente segundo Jackson & Pollock (1978);  O paciente deve manter o braço deslocado para trás, a fim de facilitar a obtenção da medida.
    42. 42. Dobra cutânea suprailíaca  Ponto anatômico:  Na metade da distância entre o último arco costal e a crista ilíaca, sobre a linha axilar média.
    43. 43. Dobra cutânea suprailíaca  Aferição:  É obtida obliquamente,  É necessário que o avaliado afaste o braço para trás para permitir a execução da medida. Não confundir com a DC Supra-Espinal
    44. 44. Dobra cutânea supra-espinal  Ponto anatômico:  Dobra 5 a 7 cm acima da espinha ilíaca anterior, sobre uma linha que vai da borda axilar anterior para baixo e para a região medial a 45 graus.
    45. 45. Dobra cutânea abdominal  Ponto anatômico:  Aproximadamente a dois centímetros à direita da cicatriz umbilical  Aferição:  Paralelamente ao eixo longitudinal;  Lohman et al. (1988) realiza a medida transversalmente.
    46. 46. Dobra cutânea da Coxa  Ponto anatômico:  Sobre o músculo reto femoral, a um terço da distância entre o ligamento inguinal e a borda superior da patela (Guedes, 1985), ou na metade dessa distância (Jackson & Pollock, 1978);
    47. 47. Dobra cutânea da Coxa  Aferição:  Medida paralelamente ao eixo longitudinal;  Para facilitar o pinçamento dessa dobra, o avaliado deverá deslocar o membro inferior direito à frente, com uma semiflexão do joelho, e manter o peso do corpo no membro inferior esquerdo.
    48. 48. Dobra cutânea da Panturrilha Medial  Ou Dobra Cutânea da Perna Medial  Ponto anatômico:  A dobra é pinçada no ponto de maior perímetro da perna, com o polegar da mão esquerda apoiado na borda medial da tíbia.  Aferição:  O avaliado deve estar sentado com a articulação do joelho em flexão de 90º, o tornozelo em posição anatômica e o pé sem apoio.
    49. 49. BIOIMPEDÂNCIA  Não invasivo  Seguro  Fácil  Rápido  Necessita de condições padronizadas:  Posição do indivíduo  Estado de hidratação  Ingestão prévia de alimentos e bebidas  Temperatura da pele  Atividade física recente
    50. 50. BIOIMPEDÂNCIA  Pouca sensibilidade para detectar pequenas modificações na composição corporal.  Desidratação por perda de suor  Reservas de glicogênio reduzidas (e perda associada de água ligada ao glicogênio) Superestima a gordura corporal
    51. 51. Avaliação do percentual de gordura corporal (adultos)
    52. 52. Avaliação do percentual de gordura corporal (adultos)
    53. 53. Avaliação do percentual de gordura corporal (crianças e adolescentes)  Williams et al (1992)  risco metabólicos para valores de gordura corporal iguais ou acima de 25% para meninos e 30% para meninas com idades de cinco a 18anos  Dwyer & Blizzard (1996)  associações entre %GC e fatores de risco para meninos e meninas de 9 a 15 anos de idade  pontos de corte de 20% e 30% da gordura corporal, respectivamente.
    54. 54. CIRCUNFERÊNCIAS Juntamente com o %G, permitem analisar os padrões de distribuição da gordura corporal e as modificações nessa distribuição ao longo do tempo. Circunferência abdominal ≠ circunferência da cintura?
    55. 55. CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA  Local anatômico:  Ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca.  Avaliação: Risco elevado Risco muito elevado Homens > 94 cm > 102 cm Mulheres >80 cm >88 cm Fonte: WHO, 1995
    56. 56. DIAMETROS ÓSSEOS  As medidas de diâmetros ósseos são executadas identificando-se os pontos anatômicos ósseos de referência da medida e colocando sobre eles as pontas do paquímetro, com pressão suficiente para comprimir a pele e o tecido adiposo adjacente, quando necessário.
    57. 57. DIAMETROS ÓSSEOS  Bi-epicôndilo umeral  A medida é realizada com o avaliado em pé ou sentado, com as articulações do ombro e cotovelo em flexão de 90 graus, no plano sagital. As hastes do paquímetro devem ser introduzidas obliquamente, num ângulo de 45 graus em relação à articulação do cotovelo, tocando as bordas externas dos epicôndilos medial e lateral do úmero direito.
    58. 58. DIAMETROS ÓSSEOS  Bi-côndilo femural  A medida é realizada com o avaliado sentado, com a articulação do joelho flexionado a 90 graus e os pés sem tocar o solo. As hastes do paquímetro sevem ser introduzidas a 45 graus em relação à articulação do joelho, tocando as bordas externas dos côndilos medial e lateral do fêmur direito
    59. 59. DIAMETROS ÓSSEOS  Bi-estilóide rádio-ulnar  Distância entre os processos estilóides do rádio e da ulna;  O cotovelo do avaliado é estendido em supinação com o punho em flexão dorsal.
    60. 60. SOMATOTIPO “É a descrição da conformação morfológica presente, é expresso em uma série de três numerais dispostos sempre na mesma ordem, onde o primeiro componente refere-se à endomorfia, ou gordura relativa, o segundo à mesomorfia , ou desenvolvimento muscular e, o terceiro, ao componente de ectomorfia, ou linearidade específica.” Heath & Carter (1967)
    61. 61. SOMATOTIPO  Calculado a partir de:  Estatura  Peso  Dobra cutânea Triciptal  Dobra cutânea Subescapular  Dobra cutânea Suprailíaca  Dobra cutânea da Perna Medial (Panturrilha Medial)  Diâmetro ósseo do Úmero e do Fêmur  Circunferência do braço e da perna
    62. 62. SOMATOTIPOGRAMA Mais informações em
    63. 63. Modelo de quatro compartimentos  Proposto por Norton e Olds (1996)  Massa corporal total (MC) dividido em quatro compartimentos:  Massa Gorda (MG)  Massa Óssea (MO)  Massa Residual (MR)  Massa Magra (MM) MC = MG + MO + MM + MR
    64. 64. Modelo de quatro compartimentos  MASSA GORDA:  Calculada com base no percentual de gordura corporal: MG = %G x Peso
    65. 65.  CBcorrigida = Circunferência braquial corrigida para a DC Triciptal  CCXcorrigida = Circunferência da coxa corrigida para a DC da coxa medial  CPcorrigida = Circunferência da panturrilha corrigida para a DC da panturrilha Modelo de quatro compartimentos  MASSA MUSCULAR (Lee et al, 2000): Adultos não obesos MM = Alt(0.00744*CBcorrigida² + 0.00088 CCXcorrigida² + 0.00441*CPcorrigida²) + 2.4*sexo - 0.048*idade + raça + 7.8  Sexo = 0 para sexo feminino e 1 para sexo masculino  Raça = 2.0 para asiático, 1.1 para afro-americano, e 0 para branco ou hispânico  Alt = altura em metros Circunferências corrigidas: Ccorrigida = Circunferência – π*Dobra Cutânea
    66. 66. Modelo de quatro compartimentos  MASSA MUSCULAR (Lee et al, 2000): Adultos não obesos MM = 0.244*Peso + 7.80*Alt – 0.098*idade + 6.6*sexo + raça – 3.3  Sexo = 0 para sexo feminino e 1 para sexo masculino,  Raça = 1.2 para asiático, 1.4 para afro-americano e 0 para brancos ou hispânicos.  Peso em kg  Alt = altura em metros
    67. 67. Modelo de quatro compartimentos  MASSA ÓSSEA:  Equação de Van Dobeln, modificada por Rocha (1974): MO (kg) = 3.02 x (ALT2 x DSU x DBCF x 400)0,712  Sendo,  ALT – Altura;  DBCF – Diâmetro Bicôndilo-Femural;  DSU – Diâmetro Estilóide Rádio-Ulnar (se não tiver feito a medida direta use DBCF * 0,521)
    68. 68. Modelo de quatro compartimentos  MASSA RESIDUAL (órgãos, líquidos, etc)  Conforme constantes propostas por Wurch (1974): Masculino: MR (kg) = PESO x 24,1 / 100 Feminino: MR (kg) = PESO x 20,9 / 100
    69. 69. Peso corporal almejado  É a avaliação apropriada da composição corporal, e não o peso corporal, que determina o peso corporal ideal de uma pessoa fisicamente ativa. Para os atletas, esse peso corporal almejado terá que coincidir com a otimização das medidas esporte-específicas da função corporal e da capacidade de exercitar-se.
    70. 70. Peso corporal almejado Peso corporal almejado = massa corporal isenta de gorduras (1,00 - %G desejado) Ex.: Atleta de arremesso de peso. Peso atual = 120kg %G atual = 24% %G almejado = 15%
    71. 71. Peso corporal almejado Gordura corporal atual (kg) = 120 * 0,24 = 28,8kg Massa isenta de gorduras atual (kg) = 120 – 28,8 = 91,2kg Peso corporal almejado = 91,2 / (1,00 – 0,15) = 91,2 / 0,85 = 107,3 kg Perda de gordura desejável = Peso corporal atual – Peso corporal almejado Perda de gordura desejável = 120 – 107,3 = 12,7 kg
    72. 72. Prática: Classificar o indivíduo avaliado durante a aula de acordo com:  IMC  CC  % Gordura  Homens (Petroski): subescápula + tríceps + supra-ilíaca + panturrilha medial  Mulheres (Jackson et al, 1980): tríceps + supra-ilíaca + coxa média Encontrar os valores de:  Peso corporal total  Massa óssea  Massa Gorda  Massa Muscular  Massa Residual  Peso alvo Cada trio deve enviar a atividade por e-mail até o dia 30 de maio.
    73. 73. Vamos praticar! Juliana de Abreu Gonçalves jugoncalves.nutri@gmail.com

    ×