17623312 -a-cartilha-de-lili

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  1. 1. Cartilha: “O Livro de Lili” Autora:Anita Fonseca
  2. 2. <ul><li>Muitas crianças nos anos </li></ul><ul><li>50 foram alfabetizadas </li></ul><ul><li>por este livro... </li></ul><ul><li>de reconhecer cada frase, </li></ul><ul><li>reconhecer cada palavra.... </li></ul><ul><li>era assim o método. </li></ul><ul><li>A primeira página </li></ul><ul><li>do livro era essa.... </li></ul>
  3. 3. Resgatando a história... <ul><li>A autora Anita Fonseca </li></ul><ul><li>Foi uma das alunas da primeira turma da Escola de </li></ul><ul><li>Aperfeiçoamento em Belo Horizonte e aluna de Lúcia Casasanta. </li></ul>
  4. 4. Resgatando a história... <ul><li>A reforma Francisco Campos: </li></ul><ul><li>Em Minas Gerais, no ano de 1927, ocorreu a reforma que ficou conhecida como a Reforma Francisco Campos – nome do então secretário do interior e também responsável pela educação. </li></ul><ul><li>Esta reforma enfatizava as inovações metodológicas, decretando assim, o uso oficial aos métodos analíticos e a consolidação do ideário republicano de educação no estado de Minas Gerais. </li></ul>
  5. 5. Resgatando a história... <ul><li>O método global </li></ul><ul><li>Parte do todo para as partes e procuram romper com o princípio da decifração. </li></ul><ul><li>Tem que ser compreendida, reconhecida globalmente, para depois ser analisada em componentes como letras e sílabas. </li></ul><ul><li>O método global de contos e historietas </li></ul><ul><li>Segundo Casasanta (1956), a aprendizagem da leitura pelo método global de contos e historietas envolve cinco fases: fase do conto; fase de sentenciação; fase das porções de sentido; fase da palavração e a fase de silabação ou dos elementos fônicos. </li></ul>
  6. 6. Resgatando a história... <ul><li>As dificuldades encontradas </li></ul><ul><li>pelos professores: </li></ul><ul><li>Despreparo dos professores. </li></ul><ul><li>Falta de material adequado. </li></ul><ul><li>Falta de tempo para estudar e se atualizar. </li></ul><ul><li>Frankstein pedagógico. </li></ul>
  7. 7. Resgatando a história... <ul><li>Trabalho da professora </li></ul><ul><li>Lúcia Casasanta: </li></ul><ul><li>Promoveu um concurso para produção de um pré-livro. </li></ul><ul><li>Maior destaque para “ O Livro de Lili” de Anita Fonseca. </li></ul>
  8. 8. Os pré-livros e as cartilhas ... <ul><li>O que diferenciava o </li></ul><ul><li>pré-livro da cartilha? </li></ul><ul><li>O pré-livro de acordo com Lúcia Casasanta iria iniciar a criança no aprendizado da leitura. </li></ul><ul><li>O pré-livro vai sendo construído pelos alunos. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>“ O Livro de Lili ” era uma cartilha análitica e </li></ul><ul><li>seguia o método global pelo processo de </li></ul><ul><li>contos e historietas. </li></ul><ul><li>As lições ou historietas possuíam histórias </li></ul><ul><li>com sentido completo e as temáticas eram </li></ul><ul><li>enriquecidas com as ilustrações. </li></ul><ul><li>Foi inicialmente testado nos anos 30 nas </li></ul><ul><li>classes de demonstração da escola de </li></ul><ul><li>aperfeiçoamento. </li></ul><ul><li>. </li></ul>Protótipo de “O livro de Lili”...
  10. 10. Edições de “O Livro de Lili”... <ul><li>Foi editado oficialmente pela primeira vez no ano de 1940, pela Livraria Francisco Alves. </li></ul><ul><li>A partir dos anos 50 pela Editora do Brasil S/A. </li></ul><ul><li>1958/1961 – 54 edições </li></ul><ul><li>1961/1964 – 49 edições </li></ul>
  11. 11. EDIÇÃO: 20. ed EDITORA: Livraria Francisco Alves ANO PUBLICAÇÃO: [195-] PÁGINAS: 87 p. EDIÇÃO: 8. ed EDITORA: Editora do Brasil ANO PUBLICAÇÃO: 1956 PÁGINAS: 127 p.  EDIÇÃO: 63. ed. EDITORA: Editora do Brasil ANO PUBLICAÇÃO: 1961 PÁGINAS: 144 p.
  12. 12. <ul><li>Manual do professor </li></ul><ul><li>Livro do aluno </li></ul><ul><li>Cartaz </li></ul><ul><li>Caderno com fichas </li></ul>Cartaz “As meias de Lili” 7ª lição do pré-livro “Lili” Material didático da cartilha...
  13. 13. Analogia de “O Livro de Lili”... Surgem, então, os pré-livros para atender essa nova demanda da escola. Na prática, o pré-livro tinha o mesmo objetivo da cartilha, porém a concepção metodológica e editorial, a qual lhe estava subjacente era diferente do livro usado até aquele momento. Isto porque as ilustrações ganharam destaque, já que as histórias eram integralmente narradas através das ilustrações para que as crianças pudessem memorizá-las e recontá-las a partir das interpretações que eram feitas deste recurso visual. O material não era colorido justamente para que a criança fizesse o colorido das figuras a partir dos cartazes. Todo esse material era acrescido de jogos, leituras suplementares e intermediárias. As lições ou historietas possuíam histórias com sentido completo e as temáticas eram enriquecidas com as ilustrações Surgem, então, os pré-livros para atender essa nova demanda da escola. Na prática, o pré-livro tinha o mesmo objetivo da cartilha, porém a concepção metodológica e editorial, a qual lhe estava subjacente era diferente do livro usado até aquele momento. Isto porque as ilustrações ganharam destaque, já que as histórias eram integralmente narradas através das ilustrações para que as crianças pudessem memorizá-las e recontá-las a partir das interpretações que eram feitas deste recurso visual. O material não era colorido justamente para que a criança fizesse o colorido das figuras a partir dos cartazes. Todo esse material era acrescido de jogos, leituras suplementares e intermediárias. As lições ou historietas possuíam histórias com sentido completo e as temáticas eram enriquecidas com as ilustrações <ul><li>Imagem de Lili </li></ul><ul><li>Era uma Lili muito bonita em seu vestidinho azul com um </li></ul><ul><li>barrado de tiras bordadas. Com mangas bufantes. </li></ul><ul><li>Lili tinha os cabelos loiros presos por três </li></ul><ul><li>laços de fitas. </li></ul><ul><li>Inicialmente Menina de perfil europeu. </li></ul><ul><li>Mudança para uma Lili mais latina. </li></ul><ul><li>As roupas se ajustam ao clima tropical. </li></ul>Page 7 Page 7
  14. 14. Analogia do “Livro de Lili”... <ul><li>Ideais de uma sociedade </li></ul><ul><li>Separação e padrões adequados de cada sexo. </li></ul><ul><li>Eu me chamo Joãozinho. </li></ul><ul><li>Este automóvel é meu. </li></ul><ul><li>Meu automóvel faz assim: fon-fon! </li></ul><ul><li>Totó passeia comigo. Totó É o meu cahorrinho </li></ul><ul><li>Você quer passear no meu automóvel, Lili? </li></ul><ul><li>Legitimidade de uma organização social. </li></ul><ul><li>Lili em seu piano. </li></ul><ul><li>Lili toca piano </li></ul><ul><li>Lili toca assim </li></ul><ul><li>dó, ré, mi, fá... </li></ul><ul><li>Suzete é a cachorrinha. </li></ul><ul><li>Toca Lili, toca dó ré mi, fá... </li></ul>Eu vou calçar as minhas meias As minhas meias são azuis. Que pena! A minha meia, tão Bonita, está furada. Eu não sei coser... Como há de ser? Eu me chamo Joãozinho. Este automóvel é meu. Meu automóvel faz assim: fon-fon! Totó passeia comigo. Totó é o meu cahorrinho Você quer passear no meu automóvel, Lili?
  15. 15. <ul><li>Modelo familiar patriarcal </li></ul><ul><li>As bonecas de Lili: </li></ul><ul><li>Lalá, Bebê, Clarinha. </li></ul><ul><li>Lili dizia dorme assim nã nã nã. </li></ul><ul><li>Eu também vou dormir. </li></ul><ul><li>Religiosidade </li></ul><ul><li>Presente nas lições “As bonecas de Lili” e “Suzete”, </li></ul><ul><li>o crucifixo compõe o quarto de Lili. </li></ul>Analogia do “Livro de Lili”... Olhem a cozinheira! A cozinheira é a Lili. Lili gosta de doce. Ela faz doce de abacaxi. Joãozinho você quer doce? Você gosta de doce de abacaxi?
  16. 16. Comentários... <ul><li>“ O livro de Lili ” pode ser considerado um dos best-sellers da história da alfabetização de Minas. </li></ul><ul><li>Existem depoimentos de alguns professores que “O livro de Lili” só deixou de ser editado somente no final da década de 60 . </li></ul><ul><li>Indagações: </li></ul><ul><li>Como explicar essa enorme aceitabilidade entre o professorado mineiro? </li></ul><ul><li>E o saudosismo aos alunos que foram alfabetizados com “ O Livro de Lili” ? </li></ul>
  17. 17. Considerações finais ... <ul><li>Propomos a reflexão sobre o processo que envolveu a história desta cartilha para que o professor tenha a possibilidade de situar as discussões metodológicas e compreender as mudanças ocorridas no processo de alfabetização e como estas interferem e alteram os modos de alfabetizar. </li></ul><ul><li>A ação educativa deve ser pensada de forma evolutiva, buscando sempre a compreensão da totalidade, a compreensão do homem, nesta sociedade que evolui a cada . momento. </li></ul>

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