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  1. 1. Atenção Básica e Saúde do Trabalhador
  2. 2. Modelo de Atenção – reflete o acúmulo técnico-científico e a correlação das forças sociais, que se expressam em uma dada política de saúde Segundo Merhy, Cecílio e Nogueira (1992), a organização da produção de serviços de saúde se dá a partir do arranjo de saberes da área, bem como das estratégias políticas implementadas por um determinado grupo social. Dessa forma, o “modelo” tem uma dimensão assistencial e tecnológica e se expressa como projeto político, articulado a determinadas forças sociais.
  3. 3. Modelo de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador – uma construção a partir das experiências os CERESTS Para discutir sobre “modelo” de atenção à saúde dos trabalhadores no Sistema Único de Saúde (SUS), devemos partir da experiência da construção da Rede de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) nos serviços de saúde, envolvendo técnicos, trabalhadores e o movimento social organizado.
  4. 4. Problemas Encontrados na Implantação do Modelo de Atenção em Saúde do Trabalhador O SUS ainda não incorporou, de forma efetiva, em suas concepções, paradigmas e ações, o lugar que o “trabalho” ocupa na vida dos indivíduos e suas relações com o espaço sócio-ambiental . Ou seja: o papel do “trabalho” na determinação do processo saúde/doença dos trabalhadores diretamente envolvidos nas atividades produtivas, da população em geral e nos impactos ambientais que essas atividades produzem (Hoefel, Dias & Silva, 2005).
  5. 5. <ul><li>Subnotificação de acidentes e doenças de trabalho </li></ul><ul><li>Em 2005, somente entre trabalhadores celetistas assalariados, </li></ul><ul><li>foram registrados 497.711 acidentes de trabalho e 7 mortes </li></ul><ul><li>por dia. Os dados são do Ministério da Previdência Social. </li></ul><ul><li>Como o Brasil está em relação ao mundo? </li></ul><ul><li>Coeficiente de Mortalidade por Acidentes de Trabalho </li></ul><ul><li>Brasil – 14,84 por 100 mil trabalhadores (2003) </li></ul><ul><li>Finlândia – 2,1 por 100 mil trabalhadores (OIT, 2001) </li></ul><ul><li>França – 4,4 por 100 mil trabalhadores (OIT, 2000) </li></ul><ul><li>Canadá – 7,2 por 100 trabalhadores (OIT, 2002) </li></ul>
  6. 6. Como o Ministério da Saúde atua?
  7. 7. <ul><li>Diretrizes do Ministério da Saúde para a Saúde do Trabalhador </li></ul><ul><ul><li>Atenção integral à Saúde do Trabalhador </li></ul></ul><ul><ul><li>Articulação intra e intersetorial </li></ul></ul><ul><ul><li>Estruturação de rede de informações em Saúde do Trabalhador </li></ul></ul><ul><ul><li>Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos </li></ul></ul><ul><ul><li>5. Participação da comunidade na gestão das ações em Saúde do Trabalhador </li></ul></ul>
  8. 8. Diretrizes do Ministério da Saúde para a Saúde do Trabalhador 1. ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO TRABALHADOR Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador 150 Centros de Referência, responsáveis por executar ações de prevenção, promoção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e vigilância em saúde dos trabalhadores. <ul><li>Rede Sentinela </li></ul><ul><li>500 serviços de média e alta complexidade capazes de atender às vítimas de agravos à saúde relacionados ao trabalho. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Diretrizes do Ministério da Saúde para a Saúde do Trabalhador </li></ul><ul><li>ARTICULAÇÃO INTRA E INTERSETORIAL </li></ul><ul><li>Elaboração da Política Nacional de Segurança e Saúde no </li></ul><ul><li>Trabalho em parceria com os ministérios da Previdência </li></ul><ul><li>Social e do Trabalho e Emprego. </li></ul><ul><li>ESTRUTURAÇÃO DE REDE DE INFORMAÇÕES </li></ul><ul><li>Construir sites institucional do Ministério da Saúde, da Biblioteca Virtual e do Observatório Nacional de Saúde do Trabalhador. </li></ul><ul><li>Implantar o Sistema de Informações de Agravos de Notificação, plataforma que incorpora os agravos à saúde relacionados ao trabalho. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Diretrizes do Ministério da Saúde para a Saúde do Trabalhador </li></ul><ul><li>DESENVOLVIMENTO E CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS </li></ul><ul><li>12 centros colaboradores; </li></ul><ul><li>Cooperação com sete universidades (incluindo UNIMass-Lowell-EUA); </li></ul><ul><li>Convênios com quatro universidades, Fundacentro, </li></ul><ul><li>Fiocruz, CEST/SP, Centros de Referência e INCA; </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de curso de especialização à distância em </li></ul><ul><li>Saúde do Trabalhador para profissionais que atuam na região </li></ul><ul><li>amazônica. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Diretrizes do Ministério da Saúde para a Saúde do Trabalhador </li></ul><ul><li>PARTICIPAÇÃO DA </li></ul><ul><li>COMUNIDADE NA GESTÃO </li></ul><ul><li>DAS AÇÕES EM SAÚDE </li></ul><ul><li>DO TRABALHADOR </li></ul><ul><li>Realização da 3ª </li></ul><ul><li>Conferência Nacional </li></ul><ul><li>em Saúde do Trabalhador em novembro de 2005. </li></ul><ul><li>Ao todo, nas etapas municipal, estadual e nacional, foram </li></ul><ul><li>realizadas 1.241 Conferências de Saúde do Trabalhador, com </li></ul><ul><li>envolvimento direto de mais de cem mil delegados; </li></ul><ul><li>Realização de plenárias de devolução dos resultados da 3ª </li></ul><ul><li>CNST em 20 estados brasileiros, das quais participaram mais </li></ul><ul><li>de 2 mil pessoas. </li></ul>
  12. 12. Desafios 1. Como articular e fortalecer uma rede de gestores e profissionais da saúde que realizam, nos 26 estados brasileiros, mais Distrito Federal, ações de promoção, prevenção e vigilância em Saúde do Trabalhador? 2. Como garantir a participação da sociedade civil organizada (da população em geral e dos comunicadores em particular) no planejamento e execução dessas ações?
  13. 13. Como a comunicação pode contribuir para a superação desses desafios?
  14. 14. Por que comunicar-se é importante?
  15. 15. <ul><li>Sobre a OBORÉ </li></ul><ul><li>Empresa que atua no campo da comunicação popular desde 1978 com a missão de organizar e disseminar conteúdos comunicacionais, culturais e educativos demandados das pautas das políticas públicas, agregando valores éticos e democráticos em prol da transformação social . </li></ul><ul><li>Entre as ações que executa, destacam-se: </li></ul><ul><li>Criação, produção e distribuição de programas de rádio; </li></ul><ul><li>Montagem e gestão de Redes Temáticas de Parceria e Cooperação em rádio </li></ul><ul><li>Agência de Notícias Radiofônicas; </li></ul><ul><li>Cursos de complementação universitária para estudantes de jornalismo; </li></ul><ul><li>Cursos para lideranças comunitárias, associativas e sindicais; </li></ul>
  16. 16. OBORÉ e Ministério da Saúde – parceria em prol da melhoria da qualidade de vida do trabalhador brasileiro A OBORÉ insere a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e as doenças relacionadas ao trabalho periodicamente na pauta do Plantão Saúde - um programa radiofônico com duração de oito minutos e um intervalo para patrocínio local, focado na prevenção e combate aos problemas de saúde pública. O Plantão Saúde é transmitido por 577 emissoras parceiras da Rede de Comunicadores pela Saúde e chega a mais de 5 mil municípios em todo o país, com população estimada em 60 milhões de pessoas. Por ocasião da 3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador (2005) a OBORÉ produziu uma série de programas e spots especiais para esta Rede abordando temas como a importância das conferências de saúde do trabalhador e o papel do controle social na gestão das ações desenvolvidas pelos ministérios da Previdência Social, Saúde e Trabalho e Emprego.
  17. 17. Oboré e Ministério da Saúde – parceria em prol da melhoria da qualidade de vida do trabalhador brasileiro Com foco na orientação dos gestores dos 150 Centros de Referência implantados em todo o país, a Oboré lançou em 2006 o Manual de Gestão e Gerenciamento da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast). Além disso, visando à sensibilização dos profissionais de comunicação para as causas de adoecimento e morte dos trabalhadores no Brasil, a Oboré produziu uma cartilha para radialistas. Integra o material um guia de fontes em Saúde do Trabalhador que auxilia o comunicador na cobertura de temas relacionados a trabalho e adoecimento.
  18. 18. Outras experiências da comunicação popular Em parceria com Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, México, Peru e Venezuela, o Ministério da Saúde do Brasil está estruturando uma rede de formação de líderes sociais para a implementação de políticas de saúde voltadas para o trabalhador. Os grupos de trabalho têm se reunido desde o segundo semestre de 2006 para tratar de temas como informação, formação e comunicação popular. Além disso, em parceria com o Ministério da Cultura, será promovida no segundo semestre a capacitação dos trabalhadores para o conhecimento de novas tecnologias e o registro de seus cotidianos em imagens, áudio e vídeo. Os registros comporão uma exposição sobre as condições em que vivem os trabalhadores no Brasil.
  19. 19. Dúvidas? Sugestões? Obrigada! Maria da Graça Luderitz Hoefel (maria.hoefel@saude.gov.br) Assessoria da Área Técnica de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde

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