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Normas NBR IEC para ambientes de Atmosfera Explosiva

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  1. 1. © IEC 2006 - © ABNT 2008 NORMA BRASILEIRA ABNT NBR IEC 60079-7 Primeira edição 11.02.2008 Válida a partir de 11.03.2008 Versão Corrigida 16.04.2010 Atmosferas explosivas – Parte 7: Proteção de equipamentos por segurança aumentada “e” Explosive atmospheres – Part 7: Equipment protection by increased safety Palavras-chave: Atmosfera explosiva. Tipo de proteção “e”. Segurança aumentada. Descriptors: Explosive atmosphere. Type of protection “e”. Increased safety. ICS 29.260.20 ISBN 978-85-07-01349-5 Número de referência ABNT NBR IEC 60079-7:2008 73 páginas Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  2. 2. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 ii © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados © IEC 2006 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito pela ABNT, único representante da IEC no território brasileiro. © ABNT 2008 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito pela ABNT. ABNT Av.Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 2220-1762 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br Impresso no Brasil Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  3. 3. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados iii Sumário Página Prefácio Nacional........................................................................................................................................................v 1 Escopo............................................................................................................................................................1 2 Referências normativas ................................................................................................................................1 3 Termos e definições......................................................................................................................................3 4 Requisitos construtivos para todos os equipamentos elétricos .............................................................6 4.1 Generalidades................................................................................................................................................6 4.2 Conexões elétricas........................................................................................................................................6 4.3 Distância de isolação ....................................................................................................................................9 4.4 Distâncias de escoamento .........................................................................................................................14 4.5 Materiais elétricos isolantes sólidos.........................................................................................................15 4.6 Enrolamentos...............................................................................................................................................15 4.7 Limitações de temperatura.........................................................................................................................16 4.8 Fiações internas ao equipamento..............................................................................................................18 4.9 Grau de proteção provido pelos invólucros.............................................................................................18 4.10 Dispositivos de fixação...............................................................................................................................18 5 Requisitos suplementares para equipamentos elétricos especiais ......................................................19 5.1 Generalidades..............................................................................................................................................19 5.2 Máquinas elétricas girantes .......................................................................................................................19 5.3 Luminárias....................................................................................................................................................24 5.4 Capacetes com luminárias e luminárias de mão .....................................................................................28 5.5 Instrumentos de medição e transformadores para instrumentos..........................................................29 5.6 Outros transformadores que não para instrumentos de medição.........................................................29 5.7 Baterias.........................................................................................................................................................30 5.8 Caixas de ligação e de junção para utilização geral................................................................................35 5.9 Aquecedores resistivos (exceto traceamento resistivo).........................................................................35 5.10 Outros equipamentos elétricos..................................................................................................................37 6 Verificações de tipo e ensaios de tipo ......................................................................................................38 6.1 Rigidez dielétrica .........................................................................................................................................38 6.2 Máquinas elétricas girantes .......................................................................................................................38 6.3 Luminárias projetadas para alimentação direta da rede.........................................................................40 6.4 Instrumentos de medição e transformadores para instrumentos..........................................................42 6.5 Outros transformadores que não para instrumentos de medição.........................................................43 6.6 Baterias secundárias...................................................................................................................................43 6.7 Caixas de ligação e de junção para utilização geral................................................................................46 6.8 Elementos aquecedores resistivos e unidades de aquecimento resistivo...........................................46 6.9 Ensaios do material de isolação dos terminais .......................................................................................47 7 Verificações de rotina e ensaios de rotina................................................................................................48 7.1 Ensaios dielétricos......................................................................................................................................48 7.2 Ensaios dielétricos para baterias ..............................................................................................................49 7.3 Ensaios de sobretensão entre espiras......................................................................................................49 8 Certificados de componentes Ex...............................................................................................................49 8.1 Generalidades..............................................................................................................................................49 8.2 Terminais......................................................................................................................................................49 9 Marcação e instruções................................................................................................................................49 9.1 Marcação geral.............................................................................................................................................49 9.2 Instruções para utilização ..........................................................................................................................51 9.3 Marcações de advertência..........................................................................................................................52 Anexo A (normativo) Motores do tipo gaiola – Métodos de ensaio e de cálculo...............................................53 Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  4. 4. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados iv Anexo B (normativo) Ensaios de tipo para formas construtivas particulares de elementos de aquecimento resistivo ou dispositivos de aquecimento resistivo (exceto traceamento resistivo)...........................55 B.1 Dispositivos de aquecimento resistivos sujeitos a esforços mecânicos .............................................55 B.2 Dispositivos ou elementos de aquecimento resistivos adequados para imersão...............................55 B.3 Dispositivos ou elementos de aquecimento resistivos com material isolante higroscópico.............55 B.4 Verificação da temperatura-limite de dispositivos de aquecimento resistivos (exceto traceamento resistivo).......................................................................................................................................................55 B.4.2Dispositivos de aquecimento resistivo protegidos por um dispositivo de proteção de acordo com 5.9.12.............................................................................................................................................................55 Anexo C (informativo) Motores do tipo gaiola – Proteção térmica em operação...............................................57 Anexo D (informativo) Dispositivos e elementos de aquecimento resistivo – Proteção elétrica adicional ....58 Anexo E (informativo) Combinações de terminais e condutores e caixas de junção para utilização geral....59 Anexo F (informativo) Dimensões de condutores de cobre .................................................................................61 Anexo G (informativo) Avaliação de risco de descarga potencial de enrolamento de estator – Fatores de risco de ignição ...........................................................................................................................................62 Anexo H (normativo) Procedimento de ensaio para lâmpadas T8, T10 e T12....................................................63 H.1 Ensaio de pulso assimétrico......................................................................................................................63 H.2 Ensaio de potência assimétrica.................................................................................................................65 Anexo I (informativo) Introdução de um método alternativo de avaliação de risco incluindo os ‘Níveis de Proteção de Equipamento’ (EPL) para equipamentos Ex .......................................................................68 Bibliografia ................................................................................................................................................................73 Figura 1 — Determinação das distâncias de isolação e de escoamento ...........................................................14 Figura 2 — Valores mínimos de tempo tE de motores em função da relação da corrente de partida IA/IN .....22 Figura 3 — Arranjo para ensaio de vibração de luminárias.................................................................................42 Figura A.1 — Diagrama ilustrando a determinação do tempo tE .........................................................................54 Figura E.1 — Exemplo de tabela de arranjo definido de terminal/condutor ......................................................60 Figura H.1 — Circuito de ensaio de pulso assimétrico ........................................................................................64 Figura H.2 — Circuito de detecção de potência assimétrica...............................................................................66 Figura H.3 — Fluxograma – Ensaio de potência assimétrica ..............................................................................67 Tabela 1 — Distâncias de isolação e de escoamento...........................................................................................10 Tabela 2 — Índice comparativo de resistência superficial de materiais isolantes............................................14 Tabela 3 — Limites de temperatura para enrolamentos isolados.......................................................................17 Tabela 4 — Fatores de risco na avaliação do risco potencial de centelhamento no entreferro do rotor tipo gaiola ...........................................................................................................................................21 Tabela 5 — Distância mínima entre a lâmpada e a tampa de proteção ..............................................................25 Tabela 6 — Distâncias de escoamento e isolação para bases de lâmpadas roscadas....................................25 Tabela 7 — Resistência ao efeito de correntes de curto-circuito........................................................................29 Tabela 8 — Misturas para ensaio de explosão......................................................................................................39 Tabela 9 — Torque de inserção e torque mínimo de remoção............................................................................40 Tabela 10 — Valores para ensaios de tração.........................................................................................................48 Tabela 11 — Distâncias de isolação e de escoamento para bases de lâmpadas roscadas.............................52 Tabela 12 — Texto de advertência das marcações...............................................................................................52 Tabela F.1 — Seções transversais nominais normalizadas de condutores de cobre ......................................61 Tabela G.1 — Fatores de risco na avaliação do risco potencial de descarga no enrolamento do estator...............................................................................................................................62 Tabela I.1 — Relação tradicional entre EPL para Zonas (sem avaliação adicional de risco)...........................70 Tabela I.2 — Descrição da proteção proporcionada contra o risco de ignição.................................................71 Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  5. 5. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 v © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados Prefácio Nacional A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidade, laboratório e outros). Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes. A ABNT NBR IEC 60079-7 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), pela Comissão de Estudo de Equipamentos para atmosferas explosivas com tipo de proteção segurança aumentada (Ex “e”), não acendível (Ex “n”), requisitos para sistemas de traceamento elétrico resistivo e detectores e medidores de gases inflamáveis (CE-03:031.03). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 09, de 21.08.2007 a 20.09.2007, com o número de Projeto 03:031.03-004. Esta Norma é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à IEC 60079-7:2006, que foi elaborada pelo Technical Committee Equipment for Explosive Atmospheres (IEC/TC 31), conforme ISO/IEC Guide 21-1:2005. Esta Norma cancela e substitui a ABNT NBR 9883:1995. Na Seção 2, Referências normativas da IEC 60079-7:2006, são feitas referências a normas IEC, as quais são tecnicamente equivalentes a Normas Brasileiras, conforme a seguir: Norma IEC Norma Brasileira equivalente IEC 60050-426 ABNT NBR NM IEC 60050-426 IEC 60079-0:2004 ABNT NBR IEC 60079-0:2006 IEC 60079-1 ABNT NBR IEC 60079-1 IEC 60112 ABNT NBR IEC 60112 IEC 60432-1 ABNT NBR IEC 60432-1 IEC 60529 ABNT NBR IEC 60529 IEC 60947-1 ABNT NBR IEC 60947-1 IEC 60947-7-1 ABNT NBR IEC 60947-7-1 IEC 60947-7-2 ABNT NBR IEC 60947-7-2 IEC 62086-1 ABNT NBR IEC 62086-1 A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos que os equipamentos, os serviços e as instalações devem satisfazer. Podem ser citadas como exemplos de regulamentos de órgãos públicos as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego e as Portarias Ministeriais elaboradas pelo Inmetro contendo o Regulamento de Avaliação de Conformidade (RAC) para equipamentos elétricos para atmosferas explosivas, nas condições de gases e vapores inflamáveis e poeiras combustíveis. Esta versão corrigida da ABNT NBR 14373:2006 incorpora a Errata 1 de 16.04.2010. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  6. 6. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  7. 7. NORMA BRASILEIRA ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 1 Atmosferas explosivas – Parte 7: Proteção de equipamentos por segurança aumentada “e” 1 Escopo Esta parte da ABNT NBR IEC 60079 especifica os requisitos para projeto, construção, ensaios e marcação de equipamentos elétricos com tipo de proteção de segurança aumentada “e” destinados para utilização em atmosferas explosivas. Esta norma se aplica a equipamentos elétricos com tensão nominal que não exceda 11 kV eficaz c.a. ou c.c. Medidas adicionais são aplicadas para assegurar que o equipamento não produza arcos, centelhas ou temperaturas excessivas em operação normal e sob condições anormais especificadas. Esta Norma suplementa e modifica os requisitos gerais da ABNT NBR IEC 60079-0. Quando um requisito desta norma conflita com um requisito da ABNT NBR IEC 60079-0, o requisito desta norma é precedente. NOTA A segurança aumentada “e” pode prover um nível de proteção de equipamento (EPL) Mb ou Gb. Para informações adicionais sobre EPL, ver Anexo I. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). IEC 60034-1, Rotating electrical machines – Part 1: Rating and performance IEC 60034-5, Rotating electrical machines – Part 5: Degrees of protection provided by the internal design of rotating electrical machines (IP code) – Classification IEC 60044-6, Instrument transformers – Part 6: Requirements for protective current transformers for transient performance ABNT NBR NM IEC 60050-426 1) , Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Terminologia IEC 60061-1, Lamp caps and holders together with gauges for the control of interchangeability and safety – Part 1: Lamp caps IEC 60061-2, Lamp caps and holders together with gauges for the control of interchangeability and safety – Part 2: Lampholders IEC 60064, Tungsten filament lamps for domestic and similar general lighting purposes – Performance requirements IEC 60068-2-6, Environmental testing – Part 2: Tests – Test Fc: Vibration (sinusoidal) 1) Nota da tradução: Ver comentários no Prefácio Nacional. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  8. 8. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 2 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados IEC 60068-2-27:1987, Environmental testing – Part 2: Tests – Test Ea and guidance: Shock IEC 60068-2-42, Environmental testing – Part 2-42: Tests – Test Kc: Sulphur dioxide test for contacts and connections ABNT NBR IEC 60079-0:2006 2) , Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Parte 0: Requisitos gerais ABNT NBR IEC 60079-1 1) , Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Parte 1: invólucros a prova de explosão "d" IEC 60079-11 – Electrical Apparatus for Explosive Gas Atmospheres – Part 11: Intrinsic Safety "i" IEC 60085, Electrical insulation – Thermal classification ABNT NBR IEC 60112 1) , Método para a determinação dos índices de resistência e de comparação ao trilhamento dos materiais isolantes sólidos IEC 60228, Conductors of insulated cables IEC 60238, Edison screw lampholders IEC 60317-3:2004, Specifications for particular types of winding wires – Part 3: Polyester enamelled round copper wires, class 155 IEC 60317-7:1990, Specifications for particular types of winding wires – Part 7: Polyimide enamelled round copper wire, class 220 IEC 60317-8:1990 1) , Specifications for particular types of winding wires – Part 8: Polyesterimide enamelled round copper wire, class 180 IEC 60317-13:1990 1) , Specifications for particular types of winding wires – Part 13: Polyester or polyesterimide overcoated with polyamide-imide enamelled round copper wire, class 200 IEC 60364-3, Electrical installations of buildings – Part 5-55: Selection and erection of electrical equipment – Other equipment IEC 60400, Lampholders for tubular fluorescent lamps and starterholders ABNT NBR IEC 60432-1 1) , Especificações de segurança para lâmpadas incandescentes - Parte 1: Lâmpadas com filamento de tungstênio para uso doméstico e iluminação geral similar ABNT NBR IEC 60529 1) , Graus de proteção providos por invólucros (Código IP) IEC 60664-1:1992, Insulation coordination for equipment within low-voltage systems – Part 1: Principles, requirements, and tests ABNT NBR IEC 60947-1 1) , Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão – Parte 1: Regras gerais 2) Nota da tradução: Ver comentários no Prefácio Nacional. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  9. 9. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 3 ABNT NBR IEC 60947-7-1 1) , Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 7: Dispositivos auxiliares - Seção 1: Conectores elétricos para condutores elétricos de cobre ABNT NBR IEC 60947-7-2 1) , Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 7: Dispositivos auxiliares - Seção 2: Conectores elétricos para condutores de proteção em cobre IEC 60999-1, Connecting devices – Electrical copper conductors – Safety requirements for screw-type and screwless-type clamping units – Part 1: General requirements and particular requirements for clamping units for conductors from 0,2 mm2 up to 35 mm2 (included) IEC 60999-2, Connecting devices – Electrical copper conductors – Safety requirements for screw-type and screwless-type clamping units – Part 2: Particular requirements for clamping units for conductors above 35 mm2 up to 300 mm2 (included) IEC 61195:1999, Double-capped fluorescent lamps – Safety specifications IEC 61347-2-3:2000, Lamp controlgear – Part 2-3: Particular requirements for a.c. supplied electronic ballasts for fluorescent lamps. Amendment 1(2004), Amendment 2 (2006) ABNT NBR IEC 62086-1 3) , Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Traceamento elétrico resistivo – Parte 1: Requisitos gerais ISO 2859-1, Sampling procedures for inspection by attributes – Part 1: Sampling schemes indexed by acceptance quality limit (AQL) for lot-by-lot inspection 3 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR IEC 60079-0 e os seguintes. Para as definições de quaisquer outros termos, particularmente aqueles de maior natureza geral, recomenda-se que a referência seja feita à ABNT NBR NM IEC 60050(426) ou outras partes apropriadas do IEV (International Electrotechnical Vocabulary). 3.1 distância de isolação menor distância no ar entre duas partes condutoras 3.2 conexões (de fábrica) terminações destinadas a conexões durante o processo de fabricação sob condições controladas 3.3 conexões (fiação de campo) terminações destinadas a conexões pelo usuário, no campo 3.4 distância de escoamento menor distância entre duas partes condutoras ao longo da superfície de um material isolante 3) Nota da tradução: Ver comentários no Prefácio Nacional. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  10. 10. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 4 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 3.5 segurança aumentada "e" tipo de proteção aplicado a equipamentos elétricos nos quais medidas adicionais são aplicadas de forma a proporcionar segurança aumentada contra a possibilidade de temperaturas excessivas e a ocorrência de arcos e centelhas em serviço normal ou sob condições anormais especificadas NOTA 1 Este tipo de proteção é representada por um “e”. As “medidas adicionais” são aquelas requeridas para a conformidade com esta norma. NOTA 2 Equipamentos que produzam arcos ou centelhas em serviço normal são excluídos por esta definição de segurança aumentada. 3.6 corrente inicial de partida IA valor eficaz mais elevado da corrente absorvida por um motor de c.a. quando em repouso ou por um eletroímã de c.a. com sua armadura travada na posição de maior entreferro, quando alimentado pela tensão e freqüência nominais NOTA Fenômenos transitórios são ignorados. 3.7 temperatura-limite temperatura máxima admitida para equipamento ou partes do equipamento, igual à menor das duas temperaturas determinadas por a) risco de ignição da atmosfera explosiva, b) estabilidade térmica do material utilizado. NOTA Esta temperatura pode ser a temperatura máxima de superfície (ver 3.18 e Seção 5 da ABNT NBR IEC 60079-0) ou um valor menor (ver 4.7). 3.8 serviço normal, motores operação contínua no valor nominal da placa de dados (ou conjunto de valores nominais), incluindo condições de partida 3.9 corrente dinâmica nominal Idyn valor de pico da corrente, cujo efeito dinâmico o equipamento elétrico pode sustentar sem se danificar 3.10 corrente térmica nominal Ith valor eficaz da corrente requerido para aquecer um condutor dentro de 1 s a partir da temperatura alcançada pela condição de serviço, na temperatura ambiente máxima, para alcançar a temperatura que não exceda a temperatura-limite 3.11 tensão nominal valor da tensão declarado pelo fabricante para um componente, dispositivo ou equipamento e para o qual as características de operação e desempenho são referidas Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  11. 11. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 5 3.12 elemento de aquecimento e equipamento de aquecimento resistivo 3.12.1 elemento de aquecimento resistivo parte de um equipamento de aquecimento resistivo, compreendendo um ou mais resistores de aquecimento, tipicamente constituídos por condutores metálicos ou por um material eletricamente condutivo, adequadamente isolado e protegido 3.12.2 equipamento de aquecimento resistivo equipamento compreendendo uma montagem de um ou mais elementos de aquecimento resistivo associados com quaisquer dispositivos necessários para assegurar que a temperatura-limite não seja excedida NOTA Não é requerido que os dispositivos necessários para assegurar que a temperatura-limite seja excedida devam possuir tipo de proteção “e”, ou qualquer tipo de proteção quando eles são instalados fora da área classificada. 3.12.3 objeto a ser aquecido objeto ao qual o elemento ou equipamento de aquecimento resistivo é aplicado 3.12.4 característica de autolimitação de temperatura característica segundo a qual a saída térmica de um elemento de aquecimento resistivo, na sua tensão nominal, decresce à medida que a temperatura de seu meio ambiente aumenta, até que o elemento alcance a temperatura na qual sua saída térmica é reduzida para um valor no qual a temperatura não mais aumente NOTA Nesta condição, a temperatura da superfície do elemento é então aquela de seu meio ambiente. 3.12.5 projeto estabilizado conceito onde a temperatura de um elemento ou equipamento de aquecimento resistivo, por projeto ou utilização, estabilizará a sua temperatura abaixo da temperatura-limite, sob as condições mais desfavoráveis, sem a necessidade de um dispositivo de segurança para limitar a temperatura 3.13 corrente de curto-circuito Isc máximo valor eficaz da corrente de curto-circuito que o equipamento pode ser submetido em serviço NOTA Este valor máximo é registrado na documentação de acordo com a Seção 24 da ABNT NBR IEC 60079-0. 3.14 relação da corrente de partida IA/IN relação entre a corrente de partida inicial IA e a corrente nominal IN 3.15 tempo tE tempo, em segundos, necessário para o enrolamento do rotor ou de um estator alimentado em c.a., com sua corrente de partida inicial IA , atingir a temperatura-limite a partir da temperatura alcançada em serviço nominal, na temperatura ambiente máxima (ver Figura A.1) 3.16 traceamento elétrico dispositivo projetado com a finalidade de produzir calor pelo princípio da resistência elétrica e tipicamente composto por um ou mais condutores metálicos ou um material eletricamente condutivo, adequadamente isolado eletricamente e protegido Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  12. 12. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 6 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 3.17 tensão de trabalho maior valor eficaz da tensão c.a. ou c.c. que pode ocorrer através de qualquer isolamento quando o equipamento é alimentado à tensão nominal NOTA 1 Transientes são desprezados. NOTA 2 São levadas em consideração tanto as condições de circuito aberto como as condições normais de operação. 4 Requisitos construtivos para todos os equipamentos elétricos 4.1 Generalidades Os requisitos construtivos desta Seção aplicam-se, salvo indicação em contrário na Seção 5, a todos os equipamentos elétricos com o tipo de proteção “e” e são complementados para determinados equipamentos elétricos pelos requisitos suplementares da Seção 5. 4.2 Conexões elétricas 4.2.1 Generalidades Conexões elétricas são subdivididas naquelas para fiações para conexões externas e internas e em tipos permanentes e tipos reconectáveis/religáveis, de forma a facilitar o detalhamento dos requisitos apropriados. Cada tipo deve, conforme aplicável: a) ser construído de forma que os condutores não possam deslizar de suas posições destinadas durante o aperto de um parafuso ou após a sua inserção; b) proporcionar meios de evitar o afrouxamento da conexão em serviço; c) ser de tal forma que o contato seja assegurado sem danos aos condutores que possam prejudicar a capacidade do condutor em atender à sua função, mesmo se condutores encordoados forem utilizados em conexões destinadas para conexão direta de um condutor singelo; d) proporcionar uma força de compressão para assegurar pressão de contato em serviço; e) ser construído de forma que o contato proporcionado não seja sensivelmente prejudicado por variações de temperatura que ocorram em serviço normal; f) fornecer pressão de contato que não seja aplicada através de materiais isolantes, exceto quando permitido pelo ensaio de continuidade de terra apresentado na ABNT NBR IEC 60079-0; g) ser especificado para não acomodar mais do que um condutor individual em um ponto de conexão, a menos que especificamente projetado e avaliado para isto; h) se destinado para condutores encordoados, utilizar um meio de proteger os condutores e distribuir a pressão de contato uniformemente. O método de aplicação da pressão de contato deve ser capaz, na instalação, de modelar confiavelmente o condutor encordoado em uma forma efetivamente sólida que subseqüentemente não se altere em serviço. Alternativamente, o método de aplicação da pressão de contato deve ser projetado de tal maneira que acomode qualquer assentamento dos fios de encordoamento em serviço; i) possuir um valor de torque especificado para conexões roscadas; Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  13. 13. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 7 j) para conexões sem rosca destinadas a condutores com encordoamento fino classe 5 e/ou classe 6, de acordo com a IEC 60228, o fio com encordoamento fino deve ser equipado com uma trava ou a terminação deve possuir um método de abertura do mecanismo de pressão, de forma que os condutores não sejam danificados durante a instalação do condutor. NOTA 1 A utilização de fios de alumínio pode causar dificuldades pelo comprometimento das distâncias críticas de isolação e escoamento, quando materiais antioxidantes são aplicados. A conexão de fios de alumínio a terminais pode ser realizada pela utilização de dispositivos adequados de conexão bimetálicos que forneçam uma conexão de cobre ao terminal. NOTA 2 Precauções especiais contra vibração e impactos mecânicos podem ser requeridas. NOTA 3 Precauções especiais contra corrosão eletrolítica devem ser consideradas. NOTA 4 Precauções especiais contra corrosão devem ser consideradas quando materiais ferrosos forem utilizados. NOTA 5 A temperatura-limite da isolação do bloco terminal e acessórios é usualmente baseada na temperatura-limite da isolação, de acordo com o item a) de 4.7.2, porém a temperatura-limite especificada para o terminal, quando utilizado em equipamentos, também depende da classe de temperatura máxima da isolação do cabo ao qual é conectado. 4.2.2 Conexões externas ao equipamento 4.2.2.1 Generalidades Os terminais para conexões de fiação de campo devem ser adequadamente dimensionados para permitir a conexão efetiva de condutores com seção igual a pelo menos aquela correspondente à corrente nominal do equipamento. As conexões devem ser localizadas em uma posição tal que, se for requerida inspeção em serviço, elas estejam razoavelmente acessíveis. A quantidade e a seção transversal dos condutores que possam ser seguramente conectados devem estar especificados na documentação descritiva, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. 4.2.2.2 Conexões executadas utilizando terminais de acordo com as IEC 60947-7-1, IEC 60947-7-2, IEC 60999-1 ou IEC 60999-2 Estes terminais são destinados para a conexão de condutores de cobre com a isolação localmente removida e sem a colocação de outras partes intermediárias além daquelas que garantam a forma de um condutor nu, tal como um terminal de fios. Os terminais devem ser submetidos aos ensaios de isolação do material dos terminais de 6.9. Os terminais devem possibilitar a fixação em seus locais de montagem. A elevação de temperatura da barra do condutor não deve exceder 45 K com corrente de ensaio de 110 % da corrente nominal, de acordo com o método do ensaio de elevação de temperatura da IEC 60947-7-1. NOTA 1 Este ensaio está relacionado a corrente absoluta máxima permitida para o terminal, quando ensaiado sem invólucro. Para finalidades práticas, quando múltiplos terminais são utilizados no interior de invólucros, será necessário estabelecer correntes reduzidas de acordo com as circunstâncias particulares. Ver 5.8, 6.7 e Anexo E. Os terminais para conexão de condutores de seção transversal nominal que não excedam 4 mm2 (12 AWG) devem também ser adequados para conexão efetiva de condutores no mínimo de duas seções de fio menores, conforme ISO, se não forem especificados de outra forma no certificado. Ver Anexo F. NOTA 2 A Subseção 4.2.2.2 é destinada a fornecer requisitos para terminais como componentes. Quando montados em equipamento, quaisquer limitações subseqüentes fornecidas nesta norma são aplicáveis. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  14. 14. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 8 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 4.2.2.3 Dispositivos integrais para conexões de fiação externas para componentes ou equipamentos “e” Os terminais devem atender aos requisitos de 4.2.2.2, quando aplicável. As temperaturas para a verificação da estabilidade térmica de materiais devem ser determinadas utilizando uma amostra para ensaio configurada para representar um equipamento completo, do ponto de vista de aquecimento, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. 4.2.2.4 Conexões projetadas para serem utilizadas com terminal tipo olhal e dispositivos similares Estas conexões devem ser fixadas nos seus suportes. Um meio de fixar o cabo para impedir rotação ou movimento deve ser provido para evitar tanto o afrouxamento quanto o comprometimento das distâncias de isolação ou de escoamento. Alternativamente, deve ser demonstrado que uma rotação ou movimento como descrito acima não é previsível em condições razoáveis. 4.2.2.5 Conexões utilizando arranjos permanentes Estas conexões são tipicamente rabichos com facilidades de crimpagem ou solda com estanho que são destinadas a serem conectadas durante a instalação, utilizando métodos apropriados de conexão. Um meio de fixação das conexões completadas a um local adequado deve ser previsto ou então as conexões completadas devem ser previstas com meios confiáveis que garantam a isolação de acordo com os requisitos desta norma. Se o método de conexão for por solda com estanho, um apoio mecânico da conexão completada deve ser previsto. A segurança da junção não deve ser baseada somente na solda por estanho. 4.2.3 Conexões de fabricação 4.2.3.1 Generalidades Conexões executadas durante a fabricação do equipamento devem ser fixadas em um local específico ou ser previstas com meios de atender aos requisitos de distância de isolação e escoamento desta norma. 4.2.3.2 Métodos para conexões externas utilizados em conexões de fabricação Qualquer dos métodos de conexão adequados para utilização para conexão externa podem ser utilizados para as conexões executadas durante a fabricação; os ensaios de isolação do material do terminal de acordo com 6.9 não necessitam ser realizados neste caso. 4.2.3.3 Conexões permanentes Conexões permanentes devem ser realizadas somente por a) crimpagem, b) brasagem, c) soldagem, d) solda com estanho, desde que os condutores não sejam suportados somente pela conexão soldada com estanho. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  15. 15. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 9 4.2.3.4 Conexões com plugue Estas conexões são projetadas para serem rapidamente conectadas ou desconectadas durante a montagem, manutenção ou reparo. NOTA Exemplos típicos são os componentes para encaixe e conectores em bordas de cartões eletrônicos. Conexões com plugue devem prever o seguinte: a) cada conexão deve utilizar no mínimo dois conjuntos de contatos onde a efetividade de cada contato é substancialmente independente da outra; b) cada conexão ou grupo de conexões deve possuir um dispositivo de retenção mecânica, o qual, excluindo a fricção interna, apresente uma força contra a separação de no mínimo 30 N. Quando um grupo de conexões individuais for mecanicamente ligado e o componente separável pesar mais que 0.25 kg ou carregar mais do que 10 cabos, considerações especiais devem ser dadas à segurança da conexão; c) para uma conexão com componente de peso leve que dependa da fricção para permanecer no lugar e não fixado de qualquer outra forma além do ponto de conexão, a força de separação em Newton deve ser maior que 200 vezes o peso do componente e, neste caso, um dispositivo de retenção mecânico não é necessário. A força deve ser aplicada gradualmente próxima ao centro do componente; d) se as conexões de fabricação puderem permanecer energizadas quando separadas, elas devem possuir um intertravamento para evitar a separação quando energizadas ou devem ser marcadas de acordo com o item b) da Tabela 12. Para componentes pequenos, uma marcação adjacente pode ser prevista. 4.2.3.5 Conexões para terminais do tipo ponte Estas conexões são projetadas para serem executadas somente uma vez e não conectadas ou desconectadas durante a manutenção ou reparo. Uma conexão para terminais do tipo ponte deve possuir uma força de separação, em newtons, que seja maior que 200 vezes o peso do componente. A força deve ser aplicada gradualmente próxima ao centro do componente. 4.3 Distância de isolação As distâncias de isolação entre partes condutivas nuas com potenciais diferentes devem ser de acordo com a Tabela 1, com um valor mínimo de 3 mm para conexões externas. Espaçamentos nos terminais de fiações devem ser avaliados com a seção transversal do condutor que produza a menor distância de isolação. NOTA Para requisitos para porta-lâmpadas roscadas, ver 5.3.3.1. As distâncias de isolação devem ser determinadas como uma função da tensão de trabalho. Quando o equipamento for destinado para mais do que uma tensão nominal ou para um faixa de tensões nominais, o valor da tensão de trabalho a ser utilizada deve ser baseado no valor mais elevado de tensão nominal. Na determinação das distâncias de isolação, os exemplos 1 a 11 (inclusive) na Figura 1 ilustram as características a serem levadas em consideração e as distâncias de isolação apropriadas. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  16. 16. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 10 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados Tabela 1 — Distâncias de isolação e de escoamento Distância de escoamento mínima mm Grupo do material Tensão (ver Nota 1) Ueficaz c.a. ou c.c. V I II IIIa Distância de isolação mínima mm 10 (ver Nota 3) 1,6 1,6 1,6 1,6 12,5 1,6 1,6 1,6 1,6 16 1,6 1,6 1,6 1,6 20 1,6 1,6 1,6 1,6 25 1,7 1,7 1,7 1,7 32 1,8 1,8 1,8 1,8 40 1,9 2,4 3,0 1,9 50 2,1 2,6 3,4 2,1 63 2,1 2,6 3,4 2,1 80 2,2 2,8 3,6 2,2 100 2,4 3,0 3,8 2,4 125 2,5 3,2 4,0 2,5 160 3,2 4,0 5,0 3,2 200 4,0 5,0 6,3 4,0 250 5,0 6,3 8,0 5,0 320 6,3 8,0 10,0 6,0 400 8,0 10,0 12,5 6,0 500 10 12,5 16 8,0 630 12 16 20 10 800 16 20 25 12 1 000 20 25 32 14 1 250 22 26 32 18 1 600 23 27 32 20 2 000 25 28 32 23 2 500 32 36 40 29 3 200 40 45 50 36 4 000 50 56 63 44 5 000 63 71 80 50 6 300 80 90 100 60 8 000 100 110 125 80 10 000 125 140 160 100 NOTA 1 As tensões apresentadas são extraídas da IEC 60664-1 e são baseadas na racionalização das tensões de alimentação apresentadas na Tabela 3b da IEC 60664-1. Quando da determinação dos valores requeridos para distâncias de isolação e de escoamento, o valor da tensão pode ser aumentado por um fator de 1,1, de forma a reconhecer a faixa de tensões nominais de utilização comum. NOTA 2 Os valores das distâncias de isolação e de escoamento apresentados são baseados em uma variação máxima de tensão de ± 10 %. NOTA 3 Para tensões de 10 V e abaixo, o valor de ICRS não é relevante e os materiais que não atendem ao requisito do grupo de material IIIa podem ser aceitos. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  17. 17. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 11 NOTA Estes exemplos são idênticos àqueles apresentados na IEC 60664-1. Exemplo 1 Condição: O caminho sob consideração inclui uma reentrância delados paralelos ou convergentes, de qualquer profundi dade e de largura inferior a X mm. Regra: As distâncias de escoamento e de isolação são medidas em linha reta, acima da reentrância, como indicadas nesta Figura. Exemplo 2 Condição: O caminho sob consideração inclui uma reentrância de lados paralelos, de profundidade d qualquer e de largura igual ou superior a X mm. Regra: A distância de isolação é a distância em linha reta. O caminho da distância de escoamento segue o contorno da reentrância. Exemplo 3 Condição: O caminho sob consideração inclui uma reentrância em forma de V, cuja largura é superior a X mm. Regra: A distância de isolação é a distância em linha reta. O caminho das distâncias de escoamento segue o contorno da reentrância, mas “curto-circuita” o fundo da reentrância por um elo de X mm. Exemplo 4 Condição: O caminho sob consideração inclui um ressalto. Regra: A distância de isolação é o menor caminho no ar, acima do vértice do ressalto. O caminho da distância de escoamento segue o contorno do ressalto. 1 2 1 Distância de isolação 2 Distância de escoamento Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  18. 18. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 12 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados Exemplo 5 Condição: O caminho sob consideração inclui duas partes não coladas, com reentrâncias de largura inferior a X mm de cada lado. Regra: O caminho das distâncias de isolação e de escoamento é a distância em linha reta indicada nesta Figura. Exemplo 6 Condição: O caminho sob consideração inclui duas partes não coladas, com reentrâncias de largura igual ou superior a X mm de cada lado. Regra: A distância de isolação é a distância em linha reta. A distância de escoamento segue o contorno das reentrâncias. Exemplo 7 Condição: O caminho sob consideração inclui duas partes não coladas, tendo, de um lado, uma reentrância de largura inferior a X mm e, de outro lado, uma reentrância de largura igual ou superior a X mm. Regra: Os caminhos das distâncias de isolação e escoamento estão indicados nesta Figura. Exemplo 8 Condição: A distância de escoamento através de duas partes não coladas é inferior à distância de escoamento acima do obstáculo. Regra: A distância de isolação é o menor caminho no ar, acima do vértice do obstáculo. 1 2 1 Distância de isolação 2 Distância de escoamento Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  19. 19. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 13 Exemplo 9 tX tX A distância entre a cabeça do parafuso e a parede da reentrância deve ser suficiente para ser levada em conta. Exemplo 10 =X =X A distância entre a cabeça do parafuso e a parede da reentrância é muito pequena para ser levada em conta. A medição da distância de escoamento é efetuada do parafuso à parede, quando a distância for igual a X mm. 1 2 1 Distância de isolação 2 Distância de escoamento Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  20. 20. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 14 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados Exemplo 11 tX tX A distância de isolação é d + D A distância de escoamento também é d + D C’ parte condutora interposta no caminho do material isolante entre os condutores 1 2 1 Distância de isolação 2 Distância de escoamento Figura 1 — Determinação das distâncias de isolação e de escoamento 4.4 Distâncias de escoamento 4.4.1 Os valores requeridos das distâncias de escoamento dependem da tensão de trabalho, da resistência ao trilhamento do material elétrico isolante e do perfil de sua superfície. A Tabela 2 apresenta o grupo dos materiais elétricos isolantes de acordo com o índice comparativo de resistência superficial (ICRS)4 , determinado de acordo com a IEC 60112. Materiais elétricos isolantes inorgânicos, por exemplo, vidro e cerâmicas, não apresentam trilhamento e desta forma não necessitam ser submetidos à determinação do ICRS. Estes materiais isolantes são convencionalmente classificados no grupo de material I. O agrupamento apresentado na Tabela 2 é aplicado a partes isolantes sem ressaltos ou reentrâncias. Se existirem ressaltos ou reentrâncias de acordo com 4.4.3, as distâncias mínimas permissíveis de escoamento para tensões de trabalho acima de 1 100 V devem ser baseadas no próximo grupo de material mais elevado, por exemplo, material do grupo I ao invés de material do grupo II. NOTA 1 Os grupos dos materiais são idênticos aos da IEC 60664-1. NOTA 2 Sobretensões transientes são ignoradas, uma vez que elas normalmente não influenciam o fenômeno do trilhamento. Entretanto, pode ser necessário considerar sobretensões temporárias e funcionais, dependendo de suas durações e freqüências (ver IEC 60664-1 para informações adicionais). Tabela 2 — Índice comparativo de resistência superficial de materiais isolantes Grupo de material Índice comparativo de resistência superficial (ICRS) 2) I 600 d ICRS II 400 d ICRS 600 IIIa 175 d ICRS 400 2)4Nota da tradução: A sigla em inglês CTI (Comparative Tracking Index) utilizada na IEC 60079-7 foi traduzida pela sigla ICRS (Índice Comparativo de Resistência Superficial). Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  21. 21. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 15 4.4.2 As distâncias de escoamento entre partes condutivas nuas com potenciais diferentes devem ser de acordo com a Tabela 1, com um valor mínimo de 3 mm para conexões externas, e devem ser determinadas em função da tensão de trabalho especificada pelo fabricante do equipamento. NOTA Para requisitos para porta-lâmpadas roscadas, ver 5.3.3.1. 4.4.3 Na determinação da distância de escoamento, a Figura 1 ilustra as características a serem levadas em consideração e as distâncias de escoamento apropriadas. O valor da dimensão “X” é 2,5 mm. Os efeitos de ressaltos e reentrâncias na superfície do material podem ser levados em consideração, desde que a) os ressaltos na superfície tenham no mínimo 2,5 mm de altura e uma espessura apropriada para a rigidez mecânica do material, com um valor mínimo de 1 mm; b) as reentrâncias na superfície tenham no mínimo 2,5 mm de profundidade e 2,5 mm de largura. Se a respectiva distância de isolação associada for menor que 3 mm, a largura mínima da reentrância pode ser reduzida para 1,5 mm. NOTA 1 As projeções acima e as depressões abaixo da superfície são consideradas ressaltos ou reentrâncias, independentemente de suas formas geométricas. NOTA 2 Construções coladas (ver ABNT NBR IEC 60079-0) são consideradas partes sólidas. 4.5 Materiais elétricos isolantes sólidos 4.5.1 O termo “materiais elétricos isolantes sólidos” descreve a forma final e não necessariamente a forma na qual eles são inicialmente aplicados, por exemplo, vernizes isolantes quando curados são considerados materiais elétricos isolantes sólidos. 4.5.2 As características mecânicas dos materiais que afetam seu comportamento funcional, por exemplo, força e rigidez, devem ser satisfatórias se a) a uma temperatura no mínimo 20 K acima da temperatura máxima atingida em regime nominal, com mínimo de 80 ºC, ou b) para enrolamentos isolados (ver 4.7.3 e Tabela 3), para fiação interna (ver 4.8) e para cabos permanentemente conectados ao equipamento elétrico, até a temperatura máxima atingida em regime nominal. 4.5.3 As partes isolantes feitas em plástico ou material laminado, cuja película superficial é removida durante a fabricação, devem receber uma camada de verniz isolante com no mínimo o mesmo ICRS da superfície original. Este requisito não é aplicável a materiais cujo ICRS não é afetado por estas ações ou quando a distância de escoamento especificada é atendida por outras partes não sujeitas a estas ações. 4.6 Enrolamentos 4.6.1 Os condutores isolados devem atender aos requisitos de 4.6.1.1 ou 4.6.1.2. 4.6.1.1 Os condutores devem ter pelo menos duas camadas de material isolante, podendo ser somente uma camada de esmalte. 4.6.1.2 Os fios esmaltados de seção transversal circular devem atender ao: a) grau 1 das IEC 60317-3, IEC 60317-7, IEC 60317-8 ou IEC 60317-13, desde que: - quando ensaiados de acordo com a Seção 13 das IEC 60317-3, IEC 60317-7, IEC 60317-8 ou IEC 60317-13, não haja falha com os valores mínimos de tensão de ruptura prescrita para o grau 2; e Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  22. 22. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 16 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados - quando ensaiados de acordo com a Seção 14 das IEC 60317-3, IEC 60317-7, IEC 60317-8 ou IEC 60317-13, não haja mais que seis falhas por 30 m de comprimento de fio, independentemente do diâmetro; ou b) grau 2 das IEC 60317-3, IEC 60317-7, IEC 60317-8, ou IEC 60317-13; ou c) grau 3 das IEC 60317-3, IEC 60317-7, IEC 60317-8, ou IEC 60317-13. 4.6.2 Os enrolamentos, após sua montagem ou amarração, devem ser submetidos à secagem, a fim de retirar a umidade antes da impregnação com material adequado. Exceto pelas restrições de 5.2.5, é aceitável impregnação por meio de imersão, gotejamento ou método a vácuo. Pintura ou nebulização não são reconhecidas como impregnação. A impregnação deve ser realizada de acordo com as instruções do fabricante do material de impregnação utilizado, de modo que os espaços entre os condutores sejam preenchidos da forma mais completa possível e seja obtida boa coesão entre os condutores. Isto não se aplica às bobinas totalmente isoladas, nem aos condutores de enrolamento se, antes da sua colocação no equipamento elétrico, as partes destinadas às ranhuras e às extremidades dos enrolamentos destas bobinas e condutores tiverem sido impregnadas e providas de material de enchimento, ou isoladas de modo equivalente, e se, após a montagem, elas não forem mais acessíveis ao procedimento de isolação. Se forem utilizados materiais de impregnação contendo solventes, os processos de impregnação e secagem devem ser realizados pelo menos duas vezes. 4.6.3 A dimensão nominal mínima do condutor de fios utilizados para enrolamentos deve ser de 0,25 mm. NOTA 1 A dimensão mínima é o diâmetro de um condutor circular ou a menor dimensão de um condutor retangular. NOTA 2 Enrolamentos feitos com fios possuindo uma dimensão nominal mínima de condutor menor que 0,25 mm podem ser protegidos por um dos outros tipos de proteção listados na ABNT NBR IEC 60079-0. 4.6.4 Os sensores resistivos de temperatura (RTD) não se enquadram como enrolamento, mas, quando aplicados no enrolamento das máquinas elétricas girantes, eles devem ser impregnados ou selados junto com o enrolamento da máquina pelo fabricante. NOTA Quando RTD são aplicados fora das ranhuras de máquinas de alta-tensão, recomenda-se que os RTD sejam localizados em uma área aterrada. 4.7 Limitações de temperatura 4.7.1 Generalidades Nenhuma parte de um equipamento elétrico deve atingir uma temperatura superior à determinada para a estabilidade térmica dos materiais utilizados. Além disso, nenhuma superfície de uma parte qualquer de um equipamento elétrico, incluindo a superfície das partes internas nas quais a atmosfera potencialmente explosiva pode acessar, deve atingir uma temperatura superior à temperatura máxima de superfície, prescrita na ABNT NBR IEC 60079-0, exceto para as lâmpadas no interior de luminárias para as quais os requisitos são dados em 5.3.4. Para máquinas elétricas, a determinação da temperatura máxima de superfície pode alternativamente ser realizada no ensaio de tensão no pior caso dentro da “zona A” de acordo com a IEC 60034-1. Neste caso, o equipamento deve ser marcado com o símbolo “X” de acordo com o item i) de 29.2 da ABNT NBR IEC 60079-0 e a condição especial de uso deve incluir a informação que a determinação da temperatura de superfície foi baseada na operação dentro da Zona A (IEC 60034-1), tipicamente ± 5 % da tensão nominal. NOTA Existem duas condições a serem respeitadas, ambas podem ser o fator limitante para um equipamento específico ou parte de um equipamento. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  23. 23. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 17 4.7.2 Condutores A temperatura admissível para os condutores e outras partes metálicas é também limitada em função de a) redução de sua resistência mecânica, b) inaceitáveis esforços mecânicos devido a expansões térmicas, c) danos às partes isolantes próximas. Na determinação da temperatura dos condutores, deve ser levado em consideração o efeito do seu auto- aquecimento e também o efeito do aquecimento pelas partes próximas. 4.7.3 Enrolamentos isolados A temperatura-limite dos enrolamentos isolados não deve ser superior aos valores da Tabela 3 que consideram a resistência térmica dos materiais elétricos isolantes, desde que o equipamento elétrico esteja conforme os requisitos de 4.7.1. Tabela 3 — Limites de temperatura para enrolamentos isolados Classificação térmica do material isolante conforme a IEC 60085 (ver Nota 2) Método de medição da temperatura (ver Nota 1) 105 (A) 120 (E) 130 (B) 155 (F) 180 (H) 1 Temperatura-limite em regime nominal: a) enrolamentos isolados com uma única camada Variação da resistência ou termométrico °C 95 °C 110 °C 120 °C 130 °C 155 Variação da resistência 90 105 110 130 155 b) outros enrolamentos isolados Termométrico 80 95 100 115 135 2 Temperatura-limite ao fim do tempo tE (ver Nota 3) Variação da resistência 160 175 185 210 235 NOTA 1 A medição por termômetro só é permitida quando a medição pela variação da resistência não é possível. O significado da palavra termômetro é o mesmo da IEC 60034-1 (por exemplo, um termômetro de bulbo, ou um termoelemento não inserido, ou termômetros de resistência (RTD) aplicados nos pontos acessíveis comuns para um termômetro de bulbo). NOTA 2 Para medições intermediárias até que se tenham os valores prescritos, as classes térmicas mais elevadas dos materiais isolantes designados pelos valores da IEC 60085 são consideradas sujeitas as temperaturas-limite dadas para a classe 180 (H). NOTA 3 Estes valores resultam da temperatura ambiente, da elevação de temperatura do enrolamento em regime nominal e do aumento de temperatura durante o tempo tE. 4.7.4 Proteção de enrolamentos Os enrolamentos devem ser protegidos por dispositivos adequados, a fim de assegurar que a temperatura-limite (ver 4.7.1, 4.7.2 e 4.7.3) não seja ultrapassada em serviço. Estes dispositivos são dispensados quando a temperatura dos enrolamentos não ultrapassa a temperatura-limite em regime nominal em 4.7.3, mesmo quando os enrolamentos são submetidos à sobrecarga contínua ou quando não há possibilidade de sobrecarga dos enrolamentos. NOTA 1 O dispositivo de proteção (sensor) pode ficar dentro e/ou fora do equipamento elétrico. NOTA 2 Falhas elétricas em enrolamentos isolados não são consideradas condição de serviço. Os requisitos de 4.6 e 4.7 destinam-se a reduzir a possibilidade destas falhas. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  24. 24. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 18 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 4.8 Fiações internas ao equipamento A fiação que pode entrar em contato com partes condutoras deve ser protegida mecanicamente, fixada ou acomodada, de modo a evitar danos à isolação. 4.9 Grau de proteção provido pelos invólucros 4.9.1 Os graus de proteção, definidos nas IEC 60034-5 e ABNT NBR IEC 60529, devem ser como prescritos em a) ou b), salvo especificação em contrário em 4.9.2, 4.9.3 ou Seção 5. a) Os invólucros contendo partes condutoras nuas sob tensão devem ser protegidos no mínimo com grau de proteção IP54. b) Os invólucros contendo somente partes condutoras isoladas, como em 4.5, devem ser protegidos no mínimo com grau de proteção IP44. 4.9.2 O invólucro de um equipamento elétrico pode possuir furos para drenagem ou aberturas para ventilação, a fim de evitar o acúmulo de condensação. Os requisitos dependem do grupo do equipamento, como a seguir. a) Equipamentos do grupo I – é requerida a conformidade com 4.9.1; b) Equipamentos do grupo II – a inclusão dos furos para drenagem ou aberturas para ventilação podem reduzir o grau de proteção proporcionado pelo invólucro de acordo com 4.9.1, mas não devem estar abaixo de IP44, no caso de 4.9.1 a), ou abaixo de IP44, no caso de 4.9.1 b). Quando a existência dos furos para drenagem ou aberturas para ventilação reduzem o grau de proteção abaixo do requerido em 4.9.1, os detalhes dos furos para drenagem ou das aberturas, incluindo posição e dimensões, devem ser estabelecidos pelo fabricante e incluídos na documentação descritiva de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. A marcação dos equipamentos com furos para drenagem ou aberturas para ventilação que reduzem o grau de proteção deve incluir o símbolo “X”, conforme alínea i) de 29.2 da ABNT NBR IEC 60079-0, e o(s) grau(s) de proteção reduzido(s) proporcionado pelo invólucro deve(m) estar apresentado(s) no certificado. 4.9.3 Na existência de circuitos ou sistemas ou partes destes com o tipo de proteção “i”, conforme a IEC 60079-11 no interior do invólucro, a) as coberturas do invólucro que permitem o acesso aos circuitos energizados sem proteção intrínseca têm uma etiqueta de acordo com item a) da Tabela 12; ou b) todas as partes vivas não protegidas pelo tipo de proteção “i” têm uma cobertura interna separada, provendo no mínimo o grau de proteção IP30 quando o invólucro do equipamento for aberto. Adicionalmente, a cobertura interna deve ter uma etiqueta de acordo com o item b) da Tabela 12 ou outra frase que de outra forma seja requerida pela ABNT NBR IEC 60079-0 para estar na cobertura do invólucro do equipamento. A cobertura do invólucro do equipamento deve conter uma etiqueta de acordo com o item c) da Tabela 12. NOTA A finalidade da cobertura interna, quando instalada, é fornecer um grau de proteção mínimo aceitável contra o acesso aos circuitos energizados não intrinsecamente seguros, quando o invólucro for aberto por um breve período para permitir manutenção de circuitos intrinsecamente seguros energizados. A cobertura não é destinada para apresentar proteção contra choques elétricos. 4.10 Dispositivos de fixação Para equipamentos do grupo I contendo partes vivas nuas, devem ser utilizados dispositivos de fixação especiais, como previsto na ABNT NBR IEC 60079-0. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  25. 25. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 19 5 Requisitos suplementares para equipamentos elétricos especiais 5.1 Generalidades Estes requisitos suplementam aqueles apresentados na Seção 4 desta norma, que também são aplicáveis, a menos que de outra forma estabelecido, para os equipamentos elétricos específicos considerados em 5.2 a 5.9 e também para outros equipamentos elétricos considerados em 5.10. 5.2 Máquinas elétricas girantes 5.2.1 Graus de proteção providos pelos invólucros das máquinas Como exceção aos requisitos de 4.9 para grau de proteção contra o ingresso de corpos sólidos e água, os seguintes graus de proteção são aplicados para invólucros de máquinas elétricas girantes (exceto para caixas de ligação e partes condutoras nuas) instalados em ambientes limpos e regularmente supervisionados por pessoal treinado:  IP23, para equipamentos do grupo I;  IP20, para equipamentos do grupo II. A queda vertical de corpos sólidos estranhos, através das aberturas de ventilação dos invólucros de máquinas, deve ser evitada. A marcação das máquinas elétricas girantes construídas para utilização somente em ambientes limpos deve incluir o símbolo “X”, conforme alínea i) de 29.2 da ABNT NBR IEC 60079-0, e o grau de proteção proporcionado pelo invólucro deve estar apresentado no certificado. 5.2.2 Ventiladores internos Os ventiladores internos devem atender aos requisitos para distâncias e materiais especificados para os ventiladores externos, conforme ABNT NBR IEC 60079-0. 5.2.3 Entreferro radial mínimo O entreferro radial mínimo entre o rotor e o estator (na área ativa do núcleo), quando a máquina elétrica girante estiver em repouso, não pode ser inferior ao valor determinado pela seguinte equação: Entreferro radial mínimo, em milímetros: rb nD » ¼ º « ¬ ª ¸ ¹ · ¨ © § 0001 75,0 25,0 780 50 15,0 onde D é o diâmetro do rotor, em milímetros, que na equação varia entre 75 mm e 750 mm; n é a velocidade nominal máxima, em rotações por minuto, com o valor mínimo de 1 000; r é dado pela seguinte equação, com o valor mínimo de 1,0: ; ,rotordodiâmetro1,75 núcleodoocompriment D r u em milímetros b tem o valor de 1,0 para máquinas com mancais de rolamento ou 1,5 para máquinas com mancais de bucha. NOTA O entreferro radial mínimo não é diretamente proporcional à freqüência ou ao número de pólos, como pode ser visto no exemplo a seguir de um motor de 2 pólos ou 4 pólos, com mancais de rolamento projetado para 50 Hz/60 Hz, e tendo um rotor com um diâmetro de 60 mm e um núcleo de 80 mm de comprimento. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  26. 26. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 20 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados D é, então, tomado igual ao valor mínimo de 75; n é igual ao valor máximo de 3 600; b é igual a 1,0; r = 80/(1,75 x 60), isto é, aproximadamente 0,76 e, por isto, tomado como 1,0; quando o entreferro radial mínimo se torna: ,011,0 0001 60030,75 +0,25 780 50-75 +0,15 u » » ¼ º « « ¬ ª ¸¸ ¹ · ¨¨ © § u ou aproximadamente 0.25 mm. 5.2.4 Máquinas com rotores do tipo gaiola 5.2.4.1 Os requisitos desta Seção aplicam-se, em adição aos de 5.2.1, 5.2.2 e 5.2.3, às máquinas com rotor tipo gaiola, incluindo máquinas síncronas com partida por rotor tipo gaiola ou com enrolamentos amortecedores. 5.2.4.2 As barras dos rotores tipo gaiola devem ser montadas firmemente nas ranhuras e devem ser fixadas aos anéis de curto-circuito por brasagem ou soldagem elétrica, a menos que as barras e os anéis da gaiola sejam fabricados como uma peça única. NOTA As barras e o anel de rotores tipo gaiola não são considerados partes condutivas na aplicação de 4.3, 4.4, 4.9 e 5.2.1. 5.2.4.3 A forma construtiva do rotor deve ser avaliada quanto à possibilidade de centelhamento no entreferro radial. Se a soma total dos fatores determinada pela Tabela 4 for maior do que 6, a máquina ou uma amostra representativa deve ser ensaiada de acordo com 6.2.3.2, ou a máquina dever ser projetada com meios especiais que garantam que seu invólucro, no momento da partida, não contenha atmosfera explosiva. A marcação da máquina deve incluir o símbolo “X”, conforme alínea i) de 29.2 da ABNT NBR IEC 60079-0 e as condições especiais de uso especificadas no certificado devem incluir detalhes para permitir medidas apropriadas de seleção. NOTA 1 Meios especiais que podem ser aplicados incluem ventilação ou purga do invólucro da máquina antes da partida ou aplicação de sensores de gás fixos no interior deste invólucro. NOTA 2 Para motores que acionam cargas com alta inércia ou previstos para terem repartida automática, estes ensaios são somente representativos das condições de operação diferentes daquelas de ressonância torcional do conjunto completo de acionamento e quando a repartida automática fora de fase pode ser excluída. Estas aplicações especiais necessitam ser cuidadosamente coordenadas entre o fabricante e o usuário. Alternativamente, quando a corrente de partida da máquina for limitada a 300 % da corrente nominal IN, a avaliação da possibilidade de centelhamento do entreferro não é requerida. Quando a utilização de partida com tensão reduzida for requerida para reduzir a máxima corrente de partida a 300 % da corrente nominal IN, a marcação deve incluir o símbolo “X”, de acordo com a alínea i) de 29.2 da ABNT NBR IEC 60079-0, e as condições especiais de uso devem incluir que o motor é adequado somente para partida com tensão reduzida que limita a corrente de partida a 300 % da corrente nominal. NOTA 3 A utilização de conversor para limitar a corrente de partida é geralmente uma solução aceitável. Para outros métodos de partida com tensão reduzida, o motor e o dispositivo de partida com tensão reduzida necessitam ser cuidadosamente coordenados. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  27. 27. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 21 Tabela 4 — Fatores de risco na avaliação do risco potencial de centelhamento no entreferro do rotor tipo gaiola Característica Valor Fator Rotor tipo gaiola fabricado com barras não isoladas 3 Forma construtiva do rotor Rotor de alumínio fundido t 200 kW por pólo 2 Rotor de alumínio fundido 200 kW por pólo 1 Rotor de alumínio fundido integral de ranhura fechada 0 Rotor tipo gaiola fabricado com barras isoladas 0 2 pólos 2 Número de pólos 4 a 8 pólos 1 8 pólos 0 500 kW por pólo 2 Potência nominal 200 kW a 500 kW por pólo 1 d 200 kW por pólo 0 Sim: L 200 mm (ver Nota 1) 2 Dutos de resfriamento radial no rotor Sim: L t 200 mm (ver Nota 1) 1 Não 0 Sim: 200 kW por pólo 2 Inclinação do estator ou do rotor Sim: d 200 kW por pólo 0 Não 0 Não conforme (ver Nota 2) 2 Partes salientes no rotor Conforme (ver Nota 2) 0 200 °C 2 Temperatura-limite 135 °C T ” 200 °C 1 ” 135 °C 0 NOTA 1 L é o comprimento entre as extremidades do pacote do núcleo. Ensaios experimentais têm mostrado que ocorre centelhamento predominantemente em dutos próximos às extremidades do núcleo. NOTA 2 Partes salientes do rotor podem ser projetadas para eliminar contatos intermitentes e para operar dentro da classificação de temperatura. Uma conformidade com este critério resulta em um fator de 0; caso contrário, o fator é 2. 5.2.4.4 A temperatura-limite do rotor não deve ser excedida mesmo durante a partida. A temperatura-limite é a menor entre 300 °C ou o valor especificado em 4.7. NOTA Partes no caminho magnético do fluxo de dispersão podem precisar ser de materiais não magnéticos ou isolantes, senão suas temperaturas podem exceder aquelas das barras do rotor sob condição de partida. Exemplos de tais partes podem incluir anéis de retenção, discos de balanceamento, anéis de centralização, ventiladores e defletores de ar. 5.2.4.4.1 Quando destinado para utilização com um dispositivo dependente de corrente para proteção contra a ultrapassagem da temperatura-limite, a relação da corrente de partida IA/IN e o tempo tE deve ser determinada e marcada de acordo com 9.1. A duração do tempo tE deve ser tal que, quando o rotor estiver bloqueado, o motor possa ser desligado através de um dispositivo de proteção dependente de corrente, antes que o tempo tE tenha transcorrido. Em geral, isto é possível se os valores mínimos do tempo tE dados na Figura 2, em função da razão da corrente de partida IA/IN, forem excedidos. Valores do tempo tE, inferiores aos valores da Figura 2, só são permitidos quando um dispositivo de proteção contra sobrecarga adequado é utilizado e demonstra ser efetivo através de ensaio. Este dispositivo deve ser identificado por uma marcação adicional na máquina de acordo com a alínea g) de 9.1. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  28. 28. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 22 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados Figura 2 — Valores mínimos de tempo tE de motores em função da relação da corrente de partida IA/IN Em nenhum caso  o valor do tempo tE deve ser inferior a 5 s, quando se utilizar um dispositivo de proteção dependente de corrente,  a relação da corrente de partida IA/IN deve ser maior que 10. 5.2.4.4.2 Quando for prevista a utilização de sensores de temperatura do enrolamento associados a dispositivos de proteção contra a ocorrência de temperaturas acima dos limites de temperatura permitidos, a relação da corrente de partida IA/IN deve ser determinada e marcada de acordo com 9.1. Não são requeridas a determinação e a marcação do tempo tE. Sensores de temperatura do enrolamento associados a dispositivos de proteção devem ser considerados adequados para proteção térmica da máquina se os requisitos de 4.7.4 forem atendidos, mesmo com o rotor bloqueado. Os dispositivos de proteção associados devem ser identificados na marcação da máquina de acordo com a alínea g) de 9.1. Em nenhum caso o valor da relação da corrente de partida IA/IN deve ser maior do que 10. NOTA Grandes máquinas são frequentemente limitadas pelo rotor e geralmente não é prático limitar a temperatura do rotor pela utilização de sensores de temperatura nos enrolamentos do estator. 5.2.4.5 Os motores para utilização com conversor devem ser ensaiados e certificados para esta condição de serviço como uma unidade em associação com um conversor, com as especificações detalhadas nos documentos descritivos de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. O ensaio deve ser realizado com o dispositivo de proteção especificado instalado ou ser avaliado conforme 5.2.4.4.7.3)5 NOTA Informações adicionais para aplicação de motores para utilização com conversor podem ser encontradas na IEC 60034-17. As principais preocupações incluem efeitos de sobretemperatura, alta freqüência e sobretensão, bem como corrente nos mancais. Estes efeitos podem ser reduzidos pela utilização de filtros passa-baixa para diminuir a distorção harmônica total da forma de onda de saída do conversor. 3)5Nota da tradução: A IEC 60079-7 não possui a Seção 5.2.4.7. Deve ser utilizada a Seção 5.2.4.4.1. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  29. 29. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 23 5.2.4.6 As informações sobre a proteção térmica em serviço de motores com rotor tipo gaiola por dispositivos de proteção de sobrecarga são apresentadas no Anexo C. 5.2.5 Requisitos para os enrolamentos Para enrolamentos polifásicos com tensão nominal igual ou maior que 200 V, deve ser provida isolação suplementar (em adição ao verniz) entre fases de enrolamentos aleatórios. A mínima distância de isolação entre a parte saliente dos enrolamentos do estator e o invólucro não deve ser menor que 3 mm. Para enrolamentos com tensão nominal 1 000 V, os requisitos para impregnação das bobinas devem ser aqueles de 4.7.2 ou aqueles aplicados para enrolamentos com tensão nominal 1 000 V. Para enrolamentos de tensão nominal 1 000 V, as bobinas devem ser moldadas e impregnadas por um sistema de impregnação por pressão a vácuo ou um sistema de isolação equivalente, baseado em resina. 5.2.6 Terminais dos enrolamentos do estator Os terminais dos enrolamentos do estator não devem exceder o limite de temperatura (ver 4.7), quando submetidos à corrente de partida IA aplicada por um período de tempo igual a tE. 5.2.7 Sistema de isolação dos enrolamentos do estator Se a tensão nominal exceder 1 kV, devem ser realizados ensaios de tipo de acordo com 6.2.3.1, e x a máquina deve ser equipada com aquecedores anticondensação, e x a máquina deve ser construída para permitir que medidas adicionais sejam aplicadas para assegurar que o seu invólucro não contém uma atmosfera explosiva de gás no momento da partida. As instruções da máquina fornecidas, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0 devem incluir informações sobre a utilização, quando requerido, das medidas adicionais. NOTA 1 Medidas que podem ser aplicadas incluem purga na pré-partida ou a instalação de detecção fixa de gás no interior do invólucro da máquina. Outros métodos podem ser aplicados com o acordo entre o fabricante, o laboratório de ensaio e o usuário, conforme apropriado. NOTA 2 A aplicação de purga na pré-partida e a manutenção da máquina são responsabilidades do usuário, que deve consultar as ABNT NBR IEC 60079-14 e ABNT NBR IEC 60079-17 para orientações. Embora estas normas contenham informações suficientes, o Anexo G fornece orientação. 5.2.8 Vedações do mancal e do eixo 5.2.8.1 Vedações tipo labirinto e vedações sem atrito Para elementos de mancais de rolamentos, as mínimas distâncias radial e axial entre as partes rotativas e estacionárias de qualquer selo sem atrito ou selo por labirinto não deve ser menor que 0,05 mm. Para elementos de mancais deslizantes (bucha), esta distância deve ser superior a 0,1 mm. A distância mínima deve ser aplicável para todas as posições possíveis do eixo dentro dos mancais. NOTA O movimento axial em um rolamento de esfera típico é freqüentemente até 10 vezes o movimento radial. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  30. 30. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 24 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 5.2.8.2 Vedações deslizantes Vedações deslizantes devem ser lubrificadas ou feitas de material com baixo coeficiente de atrito, por exemplo, politetrafluoroetileno (PTFE). No primeiro caso, o projeto do mancal deve ser tal que mantenha o fornecimento de lubrificante para que a vedação seja mantida. Mancais com tampas fornecidos pelo fabricante do mancal como parte integrante do mancal (ou seja, “mancais permanentemente selados”) estão isentos deste requisito. Vedações deslizantes devem ser avaliadas de acordo com 4.7. NOTA 1 De forma que não seja gerado excesso de temperatura em serviço, devem ser fornecidas pelo fabricante informações sobre qualquer manutenção requerida, para assegurar contínua conformidade com os requisitos de 5.2.8. NOTA 2 Vedações deslizantes que tenham sua seção transversal reduzida com o envelhecimento (por exemplo, anéis seladores de feltro) são consideradas atendendo aos requisitos quando a temperatura é avaliada para estar dentro dos limites durante a condição quando novo. Selos elásticos que levantam durante a rotação (por exemplo, anéis em “V”) são também considerados atendendo aos requisitos. NOTA 3 Até o momento não existe nenhum ensaio experimental adequado para demonstrar que um dado tipo de mancal tem um baixo risco de falhar em serviço. É com este objetivo que o fabricante se empenha em um bom projeto, construção, lubrificação, refrigeração, monitoramento e/ou procedimentos de manutenção, como uma tentativa de minimizar os riscos de uma fonte de ignição potencial surgir a partir da falha em um mancal de rolamento. 5.3 Luminárias NOTA 1 Esta Seção não estabelece requisitos para lâmpadas de sinalização ou lâmpadas pequenas similares (ver 5.10). NOTA 2 Para limitar o aquecimento do condutor neutro, as correntes de harmônico de terceira ordem drenadas pela luminária devem ser limitadas a 30 % da corrente na freqüência fundamental. 5.3.1 Fonte de luz A fonte de luz deve ser uma das seguintes: a) lâmpadas fluorescentes do tipo partida a frio e base monopino (Fa6), de acordo com a IEC 60061-1; b) lâmpada fluorescente tubular bipino, com base G5 ou G13, de acordo com a IEC 61195. Os pinos devem ser de latão. As bases e os porta-lâmpadas devem estar de acordo com 5.3.3. Tais lâmpadas devem estar conectadas em um circuito que elas partam e operem sem o preaquecimento dos catodos; c) lâmpadas com filamento de tungstênio para serviços de iluminação geral, de acordo com as IEC 60064 e IEC 60432-1; NOTA Outros tipos de fontes de luz podem ser considerados utilizando 5.10. 5.3.2 Distâncias mínimas entre lâmpada e tampa de proteção Para luminárias com lâmpadas fluorescentes, a distância entre a lâmpada e a tampa de proteção não deve ser inferior a 5 mm, a menos que a tampa de proteção seja um tubo externo; neste caso a distância mínima é de 2 mm. Para outras lâmpadas, a distância entre a lâmpada e a tampa de proteção não deve ser inferior aos valores indicados na Tabela 5, de acordo com a potência da lâmpada. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  31. 31. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 25 Tabela 5 — Distância mínima entre a lâmpada e a tampa de proteção Potência da lâmpada, P W Distância mínima mm P d 60 60 P d 100 100 P d 200 200 P d 500 500 P 3 5 10 20 30 5.3.3 Porta-lâmpadas e bases de lâmpadas 5.3.3.1 Porta-lâmpadas e bases de lâmpadas roscadas Porta-lâmpadas roscados em conjunto com as bases apropriadas devem estar de acordo com  os requisitos de ensaio para não propagação de uma ignição interna da ABNT NBR IEC 60079-1 para equipamentos do grupo I ou do grupo IIC, conforme apropriado, quando ambos estão inseridos e no momento do fechamento ou abertura do contato elétrico, ou  contato elétrico entre o porta-lâmpada e a base da lâmpada deve ser tal que, na inserção ou remoção da base da lâmpada, o estabelecimento ou a interrupção da corrente ocorra somente em um invólucro em separado que atende aos requisitos construtivos e ensaios de equipamentos do grupo I ou do grupo IIC da ABNT NBR IEC 60079-1, conforme apropriado. Porta-lâmpadas roscados devem impedir o auto-afrouxamento da lâmpada após a sua inserção. Para base de lâmpadas diferentes de E10, isto deve ser demonstrado através da realização do ensaio mecânico de 6.3.1. NOTA Recomenda-se que a parte roscada do porta-lâmpada seja de material resistente à corrosão sob as condições normais de serviços. No momento da abertura do contato elétrico, durante o desrosqueamento da lâmpada, no mínimo dois fios de rosca devem estar completamente encaixados. Lâmpadas com bases roscadas fornecidas como parte de uma luminária não necessitam atender aos requisitos de 4.3 e 4.4.2, se eles atenderem aos requisitos mínimos para distâncias de escoamento e isolação dados na Tabela 6. O material isolante da base da lâmpada deve atender aos requisitos de material do grupo I dados na Tabela 2. Tabela 6 — Distâncias de escoamento e isolação para bases de lâmpadas roscadas Tensão, U V Distância de isolação e de escoamento mm U d 63 63 U d 250 2 3 NOTA 1 As tensões apresentadas são extraídas da IEC 60664-1 e são baseadas na racionalização das tensões de alimentação apresentadas na Tabela 3b da IEC 60664-1. Quando da determinação dos valores requeridos para distâncias de isolação e de escoamento, o valor da tensão na Tabela pode ser aumentado por um fator de 1,1, de forma a reconhecer a faixa de tensões nominais de utilização comum. NOTA 2 Os valores das distâncias de isolação e de escoamento apresentados são baseados em uma variação máxima de tensão de ± 10 %. NOTA 3 Para tensões de 10 V e abaixo, o valor de ICRS não é relevante e os materiais que não atendem ao requisito do grupo de material I podem ser aceitos. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  32. 32. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 26 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 5.3.3.2 Outros porta-lâmpadas e bases de lâmpadas O invólucro formado pelo porta-lâmpada e a base da lâmpada, quando montados em conjunto e no momento do fechamento ou abertura do contato elétrico, deve atender aos requisitos de ensaio de não propagação de uma ignição interna da ABNT NBR IEC 60079-1 para equipamentos do grupo I ou equipamentos do grupo IIC, como apropriado. NOTA Porta-lâmpadas e bases de lâmpada, que montados em conjunto atendam aos requisitos de um dos tipos de proteção da Seção 1 da ABNT NBR IEC 60079-0, também são permitidos. Porta-lâmpadas para lâmpadas fluorescentes tubulares devem estar de acordo com os requisitos dimensionais da folha de dados Fa6 da IEC 60061-2 ou com G5 ou G13 da IEC 60400. Para outros porta-lâmpadas utilizados com lâmpadas com bases cilíndricas, o comprimento da junta entre o porta- lâmpada e a base deve ser no mínimo de 10 mm, no momento do fechamento ou da abertura do contato. 5.3.3.3 Requisitos para contatos elétricos entre o porta-lâmpada e a base da lâmpada O contato elétrico com a base da lâmpada deve ser efetuado: a) no caso de bases roscadas  com a parte inferior do contato da base da lâmpada através de elementos de contatos resilientes ou mola, com uma força de no mínimo 15 N, e  com a base da lâmpada através de no mínimo dois fios de roscas ou através de um ou mais elementos de mola com uma força de contato total de no mínimo 30 N; b) no caso de bases com pinos cilíndricos, através de elementos de mola com uma força de contato de no mínimo 10 N; c) no caso de bases cilíndricas plug-in, onde o projeto não permita centelhamento elétrico dentro ou fora da junta entre o porta-lâmpada e a base, através de elementos de mola com uma força de contato de no mínimo 10 N; d) no caso de bases onde, na remoção do respectivo porta-lâmpada, o circuito é interrompido em um invólucro separado à prova de explosão (de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-1), de tal maneira que a força de contato exercida pelos elementos de mola sobre as bases não seja menor do que 7,5 N no momento da interrupção do circuito. Os valores mínimos acima, prescritos para força de contato, aplicam-se com a lâmpada montada no porta-lâmpada e pronta para utilização. NOTA Recomenda-se que a força do elemento de contato não seja significantemente afetada pelo aquecimento e outros efeitos que são esperados durante a operação. 5.3.4 Temperatura de superfície das lâmpadas A temperatura máxima de superfície, definida na ABNT NBR IEC 60079-0, pode ser excedida quando a maior temperatura de superfície da lâmpada, dentro da luminária, for pelo menos 50 K abaixo da menor temperatura de ignição da atmosfera explosiva para a qual está prevista a utilização da luminária, determinada em ensaios realizados nas condições mais desfavoráveis de utilização para as quais a luminária está prevista, como determinado por ensaios realizados sob as condições mais desfavoráveis de utilização. Esta exceção é válida somente para as atmosferas explosivas para as quais os ensaios foram realizados com resultados satisfatórios e indicados no certificado. NOTA Medições em luminárias existentes têm demonstrado que as temperaturas em que ocorre ignição dentro das luminárias são consideravelmente maiores que as temperaturas de ignição medidas de acordo com a IEC 60079-4. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  33. 33. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 27 5.3.5 Temperatura das bases da lâmpada A temperatura no ressalto e nos pontos de solda da base da lâmpada não deve exceder a temperatura-limite. A temperatura-limite é a menor entre 195 ºC ou o valor especificado em 4.7. 5.3.6 Temperaturas-limite A temperatura-limite dos reatores, porta-lâmpadas e lâmpadas não deve ser excedida, mesmo no caso de envelhecimento das lâmpadas. A luminária deve ser submetida ao ensaio de tipo de 6.3.2. A temperatura estabilizada do reator, porta-lâmpada e da própria lâmpada deve ser menor do que a temperatura-limite ou um dispositivo de corte deve ser utilizado para desligar a energia antes que a temperatura-limite seja excedida. 5.3.7 Luminárias para lâmpadas fluorescentes tubulares bipino 5.3.7.1 Generalidades Luminárias para lâmpadas fluorescentes tubulares bipino devem adicionalmente atender aos requisitos a seguir. 5.3.7.2 Temperatura ambiente máxima A temperatura ambiente máxima para luminária com lâmpadas fluorescentes tubulares bipino empregando reatores eletrônicos não deve exceder 60 ºC. 5.3.7.3 Classe de temperatura Como a temperatura-limite de uma luminária com lâmpadas fluorescentes tubulares bipino empregando um reator eletrônico excederá as temperaturas apropriadas para as classes de temperatura T5 e T6, estas classes de temperatura não são permitidas. Ver 6.3.2.3. 5.3.7.4 Porta-lâmpadas para lâmpadas bipino, quando montadas na luminária, devem estar de acordo com os seguintes requisitos. x As dimensões mecânicas e as condições de montagem na luminária devem levar em consideração os valores mecânicos e as tolerâncias especificadas para a lâmpada nas IEC 60061-1, IEC 61195 e IEC 60400. x O porta-lâmpada deve estar de acordo com os requisitos de G5 ou G13 da IEC 60400. x Os dois pinos de cada base de lâmpada devem estar conectados em paralelo, tanto dentro do porta-lâmpada ou diretamente adjacente na fiação da luminária. A capacidade de condução de corrente de cada conexão de pino deve ser dimensionada para a corrente total da lâmpada para atingir redundância. x O material de isolação do porta-lâmpada deve estar de acordo com os requisitos para materiais não metálicos da ABNT NBR IEC 60079-0. x O sistema de contato elétrico para cada pino de lâmpada deve ser independente da presença do outro pino. x Os pinos da lâmpada devem ser suportados de forma que minimize a distorção quando eles são sujeitos a pressão de contato lateral. 5.3.7.5 Se um aumento da tensão for utilizado para iniciar a descarga no interior da lâmpada (por exemplo, através de starter/ignitor eletrônico), o valor de pico da tensão dividido por 2 deve ser utilizado para determinar o valor eficaz utilizado na Tabela 1. Deve ser considerado que o anel metálico do tubo da lâmpada esteja no mesmo potencial elétrico dos pinos. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  34. 34. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 28 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados Se um dispositivo no interior do reator eletrônico garantir que o impulso de partida termina após um período máximo de tempo de 5 s e que uma repartida só é possível depois de desligada a fonte de energia da luminária, então o fator 2 pode ser aumentado para 2,3. 5.3.7.6 O valor máximo de torque e/ou força em cada extremidade da lâmpada que ocorre durante a montagem ou remoção das lâmpadas na luminária não deve ser maior do que 50 % do valor-limite para lâmpadas novas que pode ser aplicado aos pinos de uma lâmpada, conforme especificado na Tabela 1 da IEC 61195. 5.3.7.7 O contato elétrico entre cada pino da lâmpada e o porta-lâmpada deve ser efetivo mesmo sob condição de corrosão e vibração. Os ensaios de tipo são dados em 6.3.3 e 6.3.4. 5.3.7.8 Quando uma chave de isolação é fornecida de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0, ela deve desenergizar cada porta-lâmpada quando a tampa da luminária é removida. Quando tal chave de isolação é fornecida: a) a chave deve ser uma seccionadora de acordo com as IEC 60947-1 e IEC 60664-1, categoria de sobretensão III, ou a distância de isolação entre fase e neutro do contato da chave deve ser de no mínimo 2,5 mm, para uma tensão máxima de serviço de 300 V (eficaz ou c.c.) para alcançar a distância de isolação de 2,5 mm; dois contatos com distâncias de isolação de 1,25 mm cada podem ser aplicados em série; b) os contatos devem abrir quando da remoção da tampa de proteção da luminária; c) a chave e sua operação não devem ser capazes de serem prontamente removidas sem a utilização de uma ferramenta; NOTA Uma solução pode ser grau de proteção IP2X de acordo com a ABNT NBR IEC 60529 para a parte operacional da chave. Uma outra solução pode ser que a chave possa somente ser fechada (após operação) por meio de uma ferramenta. d) a chave deve ser protegida pela utilização de um tipo de proteção adequado. Se uma chave isolante não for fornecida, a luminária deve ser marcada de acordo com o item b) da Tabela 12 para indicar que a luminária não deve ser aberta quando energizada. 5.4 Capacetes com luminárias e luminárias de mão NOTA Os requisitos para luminária para capacete para o grupo I estão na IEC 62013-1. A lâmpada deve ser protegida contra danos mecânicos, através de uma tampa de proteção. A distância entre esta proteção e a lâmpada, seguramente inserida em um porta-lâmpada, deve ser no mínimo de 1 mm. Alternativamente, a lâmpada pode ser mantida em contato com um porta-lâmpada com mola por meio da tampa de proteção, neste caso, o curso desta mola deve ser no mínimo de 3 mm. A tampa de proteção deve ser a) protegida por uma grade, ou b) se sua área for menor ou igual a 5 000 mm2 , protegida por um ressalto com altura mínima de 2 mm, ou c) se sua área for superior a 5 000 mm2 , capaz de suportar os ensaios mecânicos especificados para grades e coberturas dos ventiladores, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Os dispositivos de chaveamento no circuito da lâmpada, que produzem centelhas ou arcos em operação normal, incluindo dispositivos tais como relé do tipo reed onde arcos ou centelhas são produzidos em invólucros hermeticamente selados, devem ser mecânica ou eletricamente intertravados, de forma a evitar a abertura dos contatos dentro da área classificada, ou então devem atender aos requisitos de um dos tipos de proteção normalizados, de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS
  35. 35. ABNT NBR IEC 60079-7:2008 © IEC 2006 - ©ABNT 2008 - Todos os direitos reservados 29 5.5 Instrumentos de medição e transformadores para instrumentos 5.5.1 Os instrumentos de medição e os transformadores para instrumentos devem suportar, continuamente, 1,2 vez a sua corrente nominal e/ou a sua tensão nominal, conforme o caso, sem exceder a temperatura-limite especificada em 4.7. 5.5.2 Os transformadores de corrente e os circuitos de corrente de instrumentos de medição (excluindo os circuitos de tensão) devem suportar os efeitos térmicos e dinâmicos resultantes de correntes iguais aos valores constantes na Tabela 7, aplicadas durante os tempos indicados em 6.4, sem redução do seu nível de segurança contra explosões. Tabela 7 — Resistência ao efeito de correntes de curto-circuito Corrente Transformador de corrente e partes condutoras de corrente dos instrumentos de medição Ith Idyn t 1,1 × Isc (ver 3.10 e Nota 2) t 1,25 × 2,5 Isc (ver Notas 1 e 2) NOTA 1 2,5 Isc é o valor máximo de pico da corrente de curto-circuito. NOTA 2 Os fatores 1,1 e 1,25 são fatores de segurança. Eles determinam que o valor eficaz da corrente de curto-circuito admissível em serviço não possa exceder Ith/1,1 e que o seu valor de pico não possa exceder Idyn/1,25. 5.5.3 A temperatura atingida durante a passagem de uma corrente igual à corrente nominal térmica de curta duração Ith não pode ultrapassar o limite de temperatura especificado em 4.7 e em nenhum caso deve exceder 200 ºC. 5.5.4 Quando os circuitos de corrente de instrumentos de medição são alimentados por transformadores de corrente, os valores de Ith e Idyn necessitam somente ser iguais à corrente que circula no enrolamento secundário do transformador de corrente curto-circuitado, quando o enrolamento primário for percorrido pelas respectivas correntes Ith e Idyn aplicáveis a ele. 5.5.5 Os instrumentos de medição com bobinas móveis não são permitidos. 5.5.6 Se o circuito secundário do transformador de corrente estender-se até fora do equipamento, este equipamento deve ser marcado com o símbolo “X”, de acordo com 29.2 i) da ABNT NBR IEC 60079-0 e o certificado deve advertir da necessidade de proteger o circuito secundário para que este não se torne um circuito aberto em serviço. NOTA Se transformadores de corrente forem instalados em condição de secundário aberto, eles podem ser capazes de produzir tensões que são significativamente maiores do que a tensão nominal dos terminais empregados no circuito do transformador de corrente. Dependendo das circunstâncias de uma instalação particular, pode ser necessário tomar precauções para impedir que tensões perigosas de circuito aberto possam ocorrer. Para equipamentos que possuam transformadores de corrente conectados a transformadores em dispositivos de comando e manobra (por exemplo, sistemas de proteção diferencial), recomenda-se que considerações sejam feitas com relação aos efeitos no equipamento de uma possível desconexão de qualquer um dos conjuntos de transformadores. 5.6 Outros transformadores que não para instrumentos de medição Transformadores outros que os de instrumentos de medição, para os quais os requisitos são dados em 5.5, devem ser ensaiados de acordo com 6.5. Exemplarparausoexclusivo-PETROLEOBRASILEIRO-33.000.167/0036-31 Impresso por: PETROBRAS

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