Iec60079 1 exd

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Normas NBR IEC para ambientes de Atmosfera Explosiva

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Iec60079 1 exd

  1. 1. © IEC 2007 - © ABNT 2009 NORMA BRASILEIRA ABNT NBR IEC 60079-1 Segunda edição 19.05.2009 Válida a partir de 19.06.2009 Atmosferas explosivas Parte 1: Proteção de equipamento por invólucro à prova de explosão “d” Explosive atmospheres Part 1: Equipment protection by flameproof enclosures “d” Palavras-chave: Atmosfera explosiva. Equipamentos. Tipo de proteção. Invólucro à prova de explosão. Descriptors: Explosive atmosphere. Equipment. Type of protection. Flameproof enclosure. ICS 29.260.20 ISBN 978-85-07-01531-4 Número de referência ABNT NBR IEC 60079-1:2009 69 páginas 
  2. 2. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 ii © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados © IEC 2007 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT, único representante da IEC no território brasileiro. © ABNT 2009 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av.Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br 
  3. 3. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados iii Sumário Página Prefácio Nacional.......................................................................................................................................................vi 1 Escopo............................................................................................................................................................1 2 Referências normativas ................................................................................................................................1 3 Termos e definições......................................................................................................................................2 4 Grupos de equipamentos e classificação de temperatura........................................................................4 5 Juntas à prova de explosão .........................................................................................................................4 5.1 Requisitos gerais...........................................................................................................................................4 5.2 Juntas não roscadas.....................................................................................................................................5 5.2.1 Comprimento das juntas (L).........................................................................................................................5 5.2.2 Interstício (i) ...................................................................................................................................................5 5.2.3 Juntas de encaixe..........................................................................................................................................6 5.2.4 Furos nas superfícies da junta.....................................................................................................................7 5.2.5 Juntas cônicas...............................................................................................................................................9 5.2.6 Juntas com superfícies cilíndricas parciais (não são permitidas para o grupo IIC)..............................9 5.2.7 Requisitos adicionais para juntas de equipamentos elétricos do grupo IIC ..........................................9 5.2.8 Juntas serrilhadas.......................................................................................................................................10 5.3 Juntas roscadas ..........................................................................................................................................13 5.4 Gaxetas (incluindo anéis de vedação do tipo “O-ring”)..........................................................................13 5.5 Equipamentos que utilizam capilares .......................................................................................................15 6 Juntas seladas.............................................................................................................................................15 6.1 Generalidades..............................................................................................................................................15 6.2 Resistência mecânica .................................................................................................................................15 6.3 Comprimento de juntas seladas ................................................................................................................16 7 Eixos de operação.......................................................................................................................................16 8 Requisitos suplementares para eixos e mancais ....................................................................................16 8.1 Juntas de eixos............................................................................................................................................16 8.1.1 Juntas cilíndricas ........................................................................................................................................16 8.1.2 Juntas de labirinto.......................................................................................................................................16 8.1.3 Juntas com buchas flutuantes...................................................................................................................17 8.2 Mancais.........................................................................................................................................................19 8.2.1 Mancais de bucha........................................................................................................................................19 8.2.2 Mancais de rolamentos...............................................................................................................................19 9 Partes transmissoras de luz.......................................................................................................................19 10 Dispositivos de drenos e respiros que formam parte de um invólucro à prova de explosão ............19 10.1 Aberturas para respiros ou drenos ...........................................................................................................20 10.2 Limites de composição...............................................................................................................................20 10.3 Dimensões....................................................................................................................................................20 10.4 Elementos com caminhos mensuráveis ...................................................................................................20 10.5 Elementos com caminhos não mensuráveis............................................................................................20 10.6 Dispositivos removíveis..............................................................................................................................20 10.7 Arranjos de montagem de elementos .......................................................................................................20 10.8 Resistência mecânica .................................................................................................................................21 10.9 Dispositivos de drenagem e respiro quando utilizados como componentes Ex .................................21 10.9.1 Arranjos de montagem de elementos e componentes............................................................................21 10.9.2 Ensaios de tipo para dispositivos de dreno e respiro utilizados como componentes Ex ..................21 10.9.3 Certificados de componentes Ex...............................................................................................................24 11 Dispositivos de fixação, furos associados e bujões ...............................................................................25 
  4. 4. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados iv 12 Materiais e resistência mecânica de invólucros – Materiais internos aos invólucros.........................27 13 Entradas para invólucros à prova de explosão........................................................................................27 13.1 Prensa-cabos ...............................................................................................................................................28 13.2 Dispositivos de selagem de eletrodutos...................................................................................................28 13.3 Plugues, tomadas e dispositivos acopláveis para cabos .......................................................................29 13.4 Buchas..........................................................................................................................................................29 14 Verificações e ensaios ................................................................................................................................29 15 Ensaios de tipo ............................................................................................................................................30 15.1 Ensaio da capacidade do invólucro suportar a pressão.........................................................................31 15.1.1 Generalidades..............................................................................................................................................31 15.1.2 Determinação da pressão de explosão (pressão de referência) ............................................................31 15.1.3 Ensaio de sobrepressão .............................................................................................................................33 15.2 Ensaio de não propagação de uma ignição interna ................................................................................34 15.2.1 Equipamentos elétricos dos grupos I, IIA e IIB ........................................................................................35 15.2.2 Equipamentos elétricos do grupo IIC........................................................................................................36 15.3 (Reservado para utilização futura).............................................................................................................38 15.4 Ensaios de invólucros à prova de explosão com dispositivos de drenagem e respiros ....................38 15.4.1 Ensaio da capacidade do invólucro para suportar pressão ...................................................................38 15.4.2 Ensaios térmicos.........................................................................................................................................38 15.4.3 Ensaio de não propagação de uma ignição interna ................................................................................39 16 Ensaios de rotina.........................................................................................................................................39 17 Conjuntos de manobra para o Grupo I......................................................................................................41 17.1 Meios de isolação........................................................................................................................................41 17.2 Portas ou tampas.........................................................................................................................................41 17.2.1 Portas ou tampas de atuação rápida.........................................................................................................41 17.2.2 Portas ou tampas fixadas por parafusos..................................................................................................41 17.2.3 Portas ou tampas roscadas........................................................................................................................41 18 Porta-lâmpadas e bases de lâmpada.........................................................................................................42 18.1 Dispositivo para evitar que a lâmpada afrouxe em operação.................................................................42 18.2 Suportes e protetores para lâmpadas com protetores cilíndricos ........................................................42 18.3 Suportes para lâmpadas com protetores roscados ................................................................................42 19 Invólucros não metálicos e partes não metálicas de invólucros ...........................................................42 19.1 (Reservada para utilização futura).............................................................................................................42 19.2 Requistos construtivos especiais .............................................................................................................42 19.2.1 Resistência ao trilhamento e distância de escoamento em superfícies internas das paredes do invólucro.......................................................................................................................................................42 19.3 Requisitos suplementares para ensaios de tipo......................................................................................43 19.3.1 Ensaios para verificação das caracteristicas à prova de explosão.......................................................43 19.3.2 Inflamabilidade.............................................................................................................................................43 20 Marcação ......................................................................................................................................................44 20.1 Generalidades..............................................................................................................................................44 20.2 Marcações de advertências........................................................................................................................44 20.3 Marcações informativas..............................................................................................................................44 Anexo A (normativo) Requisitos adicionais para elementos em chapa prensada (colméia) de dispositivos de drenagem e respiro ................................................................................................................................45 Anexo B (normativo) Requisitos adicionais para elementos com caminhos não mensuráveis, de dispositivos de drenagem e respiro..........................................................................................................46 B.1 Elementos de metal sinterizado.................................................................................................................46 B.2 Elementos de telas metálicas prensadas..................................................................................................46 B.3 Elementos de metal poroso........................................................................................................................47 Anexo C (normativo) Requisitos adicionais para dispositivos de entrada à prova de explosão.....................48 C.1 Generalidades..............................................................................................................................................48 C.2 Requisitos construtivos..............................................................................................................................48 C.2.1 Métodos de vedação ...................................................................................................................................48 C.2.2 Roscas ..........................................................................................................................................................49 
  5. 5. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados v C.2.3 Requisitos construtivos para bujões Ex...................................................................................................50 C.2.4 Requisitos construtivos para adaptadores roscados Ex........................................................................50 C.3 Ensaios de tipo ............................................................................................................................................50 C.3.1 Ensaio de vedação ......................................................................................................................................50 C.3.2 Ensaio de resistência mecânica ................................................................................................................52 C.3.3 Ensaio de tipo para bujões Ex ...................................................................................................................52 C.3.4 Ensaio de tipo para adaptadores roscados Ex ........................................................................................53 Anexo D (normativo) Invólucros vazios à prova de explosão como componentes Ex .....................................55 D.1 Generalidades..............................................................................................................................................55 D.2 Observações preliminares..........................................................................................................................55 D.3 Requisitos para invólucro como componentes Ex..................................................................................55 D.4 Conversão de um certificado de componente Ex em um equipamento completamente certificado.57 D.4.1 Procedimento...............................................................................................................................................57 D.4.2 Aplicação da relação de limitações...........................................................................................................57 Anexo E (normativo) Acumuladores e baterias utilizadas em invólucros à prova de explosão “d” ...............58 E.1 Observações preliminares..........................................................................................................................58 E.2 Sistemas eletroquímicos aceitáveis..........................................................................................................58 E.3 Requisitos gerais para acumuladores (ou baterias) no interior de invólucros à prova de explosão 59 E.4 Arranjos de dispositivos de segurança ....................................................................................................60 E.4.1 Prevenção de temperaturas excessivas e danos aos acumuladores....................................................60 E.4.2 Prevenção de reversão de polaridade do acumulador ou carga reversa por outro acumulador na mesma bateria..............................................................................................................................................60 E.4.3 Prevenção de carregamento inadvertido de uma bateria por outras fontes de tensão no invólucro .......................................................................................................................................................................61 E.5 Recarga de acumuladores secundários no interior de invólucros à prova de explosão ....................61 E.6 Faixa de proteção de diodos e garantias dos dispositivos de proteção...............................................62 Anexo F (informativo) Propriedades mecânicas para parafusos e porcas .........................................................63 Anexo G (informativo) Introdução de um método alternativo de avaliação de risco incluindo os níveis de proteção de equipamento (EPL) para equipamentos Ex.........................................................................64 G.0 Introdução ..........................................................................................................................................................64 G.1 Base histórica ..............................................................................................................................................64 G.2 Generalidades..............................................................................................................................................65 G.2.1 Minas de carvão sujeitas a gás metano (Grupo I)....................................................................................65 G.2.2 Gases (Grupo II)...........................................................................................................................................65 G.2.3 Poeiras (grupo III) ........................................................................................................................................66 G.3 Proteção proporcionada contra o risco de ignição .................................................................................66 G.4 Implantação..................................................................................................................................................67 Bibliografia ................................................................................................................................................................69 
  6. 6. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 vi © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados Prefácio Nacional A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidade, laboratório e outros). Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes. A ABNT NBR IEC 60079-1 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), pela Comissão de Estudo de Requisitos Gerais de Equipamentos “Ex”, Equipamentos com Invólucros à Prova de Explosão (Ex “d”), Imersão em Areia (Ex “q”), Imersão em Óleo (Ex “o”), Encapsulamento em Resina (Ex “m”), Equipamentos Elétricos com Nível de Proteção de Equipamentos (EPL) Ga e Luminárias para Capacetes para Minas Sujeitas a Grisu (CE-03:031.02). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital n 03, de 10.03.2009 a 08.04.2009, com o número de Projeto ABNT NBR IEC 60079-1. Esta Norma é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à IEC 60079-1:2007, que foi elaborada pelo Technical Committee Equipment for Explosive Atmospheres (IEC/TC 31), conforme ISO/IEC Guide 21-1:2005. Esta Norma cancela e substitui a ABNT NBR 5363:1998. Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR IEC 60079-1:2007), a qual foi tecnicamente revisada. As principais alterações técnicas introduzidas nesta edição da ABNT NBR IEC 60079-1, com relação à edição anterior são as seguintes: a) revisão da Seção 5, relativa às marcações e condições de utilização segura quando a dimensão de uma junta à prova de explosão for diferente das mínimas e máximas aplicáveis; b) revisão da Tabela 1, relativa ao máximo interstício para juntas flangeadas, cilíndricas ou de encaixe; c) revisão da Tabela 4, relativa aos requisitos para juntas roscadas cônicas; d) revisão da Seção 10, relativa às restrições ao volume e condições de ensaio associadas com dispositivos de drenos e respiros; e) revisão da Seção 11, relativa aos requisitos de acessórios de fixação, furos associados e bujões; f) revisão da Seção 12, relativa às restrições associadas com zinco e ligas de zinco; g) revisão da Tabela 5, relativa às condições para a determinação das temperaturas máximas de superfície; h) revisão da Seção 15, relativa à determinação da pressão de explosão (pressão de referência); i) revisão da Tabela 6, relativa à redução no comprimento de uma junta roscada para ensaios de não propagação; j) revisão da Tabela 7, relativa aos fatores de ensaios para a elevação da pressão ou interstício de ensaio (iE); 
  7. 7. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados vii k) revisão da Tabela 8, relativa à distância mínima de obstruções de aberturas flangeadas; l) revisão da Seção 19, relativa aos ensaios de explosividade; m) revisão da Seção 20, relativa à coleção tabulada de requisitos de marcação; n) revisão do Anexo C, relativa aos requisitos adicionais para dispositivos de entrada a prova de explosão; o) revisão do Anexo D, relativa aos invólucros à prova de explosão vazios como componentes Ex; p) adição de um novo Anexo F, relativo às propriedades mecânicas para parafusos e porcas; e q) adição de um novo Anexo G, relativo aos níveis de proteção para equipamentos Ex. A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos que a instalação e os equipamentos devem satisfazer. Podem ser citadas como exemplos de regulamentos as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego e as Portarias Ministeriais elaboradas pelo Inmetro contendo o Regulamento de Avaliação da Conformidade (RAC) para equipamentos elétricos para atmosferas explosivas, nas condições de gases e vapores inflamáveis e poeiras combustíveis. O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte: Scope This part of ABNT NBR IEC 60079 contains specific requirements for the construction and testing of electrical equipment with the type of protection flameproof enclosure “d”, intended for use in explosive gas atmospheres. This Standard supplements and modifies the general requirements of ABNT NBR IEC 60079-0. Where a requirement of this standard conflicts with a requirement of ABNT NBR IEC 60079-0, the requirement of this standard will take precedence. NOTE Equipment protection by flameproof enclosures “d” provides Equipment Protection Level (EPL) Gb. For further information, see Annex G 
  8. 8. 
  9. 9. NORMA BRASILEIRA ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 1 Atmosferas explosivas Parte 1: Proteção de equipamento por invólucro à prova de explosão “d” 1 Escopo Esta parte da ABNT NBR IEC 60079 contém requisitos específicos para a construção e ensaios de equipamentos elétricos com o tipo de proteção por invólucro à prova de explosão “d”, destinados para utilização em atmosferas explosivas de gás. Esta Norma suplementa e modifica os requisitos gerais da ABNT NBR IEC 60079-0. Quando um requisito desta Norma conflitar com um requisito da ABNT NBR IEC 60079-0, os requisitos desta Norma prevalecem. NOTA O tipo de proteção de equipamento por invólucros à prova de explosão “d” proporciona nível de proteção de equipamento (EPL) Gb. Para informações adicionais, ver Anexo G. 2 Referências normativas Os seguintes documentos referenciados são indispensáveis para a aplicação deste documento. Para referências datadas, somente a edição citada é aplicável. Para referências sem data, a edição mais recente do documento referenciado (incluindo quaisquer emendas) é aplicável. ABNT NBR IEC 60079-0:2006, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Parte 0: Requisitos Gerais ABNT NBR IEC 60079-7, Atmosferas Explosivas – Parte 7: Proteção de equipamentos por segurança aumentada “e” ABNT NBR IEC 60079-11, Atmosferas explosivas – Parte 11: Proteção de equipamentos por segurança intrínseca “i” ABNT NBR IEC 60079-14:2006, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Parte 14: Instalações elétricas para áreas classificadas (exceto minas) ABNT NBR ISO 965-1:2004, Rosca métrica ISO de uso geral – Tolerãncias - Parte 1: Princípios e dados básicos ABNT NBR ISO 965-3:2004, Rosca métrica ISO de uso geral - Tolerâncias – Parte 3: Afastamentos para roscas de construção IEC 60061 (all parts), Lamp caps and holders together with gauges for the control of interchangeability and safety IEC 60079-1-1, Electrical apparatus for explosive gas atmospheres – Part 1-1: Flameproof enclosures “d” – Method of test for ascertainment of maximum experimental safe gap IEC 60086-1:2000, Primary batteries – Part 1: General IEC 60112, Method for the determination of the proof and the comparative tracking indices of solid insulating materials IEC 60127 (all parts), Miniature fuses IEC 60529:1989, Degrees of protection provided by enclausures (IP Code) 
  10. 10. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 2 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados IEC 60623:2001, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Vented nickel- cadmium prismatic rechargeable single cells IEC 60662:1980, High-pressure sodium vapour lamps IEC 60695-11-10, Fire hazard testing – Part 11-10: Test flames – 50 W horizontal and vertical flame test methods IEC 61951-1:2003, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Portable sealed rechargeable single cells – Part 1: Nickel-cadmium IEC 61951-2:2003, Secondary cells and batteries containing alkaline or other non-acid electrolytes – Portable sealed rechargeable single cells – Part 2: Nickel-metal hydride ISO 185:1988, Grey cast iron – Classification ISO 2738:1999, Sintered metal materials, excluding hard metals – Permeable sintered metal materials – Determination of density, oil content and open porosity ISO 3864:1984, Safety colours and safety signs ISO 4003:1977, Permeable sintered metal materials – Determination of bubble test pore size ISO 4022:1987, Permeable sintered metal materials – Determination of fluid permeability ANSI/ASME B1.20.1-1983 (R 2001), Pipe threads, general purpose (inch) 3 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições, adicionalmente àqueles apresentados na ABNT NBR IEC 60079-0. NOTA Definições adicionais aplicáveis a atmosferas explosivas podem ser encontradas na ABNT NBR NM IEC 60050-426. 3.1 invólucro à prova de explosão “d” invólucro no qual as partes que podem causar a ignição de uma atmosfera explosiva de gás são confinadas, e que é capaz de suportar a pressão desenvolvida durante uma explosão interna de uma mistura explosiva, e que impede a transmissão da explosão para a atmosfera explosiva de gás ao redor do invólucro 3.2 volume volume total interno do invólucro. Entretanto, para invólucros cujos conteúdos são essenciais em serviço, o volume a ser considerado é o volume livre remanescente NOTA Para luminárias, o volume é determinado sem as lâmpadas montadas. 3.3 junta à prova de explosão local onde as superfícies correspondentes de duas partes de um invólucro, ou a conjunção de invólucros, se unem, e que impede a transmissão de uma explosão interna para a atmosfera explosiva ao redor do invólucro 3.4 comprimento de junta L menor caminho através de uma junta à prova de explosão do interior para o exterior de um invólucro NOTA Esta definição não se aplica para juntas roscadas. 
  11. 11. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 3 3.5 distância l menor caminho através de uma junta à prova de explosão, onde o comprimento de junta L é interrompido por furos destinados a passagem de dispositivos de fixação para montagem de partes do invólucro à prova de explosão 3.6 interstício de junta à prova de explosão i distância entre as superfícies correspondentes de uma junta à prova de explosão quando o invólucro do equipamento elétrico está montado NOTA Para superfícies cilíndricas, formando juntas cilíndricas, o interstício é a diferença entre os diâmetros do furo e o componente cilíndrico. 3.7 máximo interstício experimental seguro (para uma mistura explosiva) MESG – Maximum Experimental Safe Gap máximo interstício de uma junta de 25 mm de comprimento que impede qualquer transmissão de uma explosão durante 10 ensaios feitos sob condições especificadas na IEC 60079-1-1 3.8 eixo parte da seção transversal circular utilizado para a transmissão de movimento rotativo 3.9 eixo de operação componente utilizado para transmissão dos movimentos de controle, os quais podem ser rotativos ou lineares, ou uma combinação dos dois 3.10 pré-compressão resultados de uma ignição, em um compartimento ou subdivisão de um invólucro, de uma mistura gasosa pré-comprimida, por exemplo, devido a uma ignição primária em outro compartimento ou subdivisão 3.11 porta ou tampa de ação rápida porta ou tampa provida com um dispositivo que permita a abertura ou fechamento por uma operação simples, tal como o movimento de uma alavanca ou pela rotação de um volante. O dispositivo é montado de tal forma que a operação tenha dois estágios: um para travar ou para destravar, outro para abertura ou fechamento 3.12 porta ou tampa fechada por fixadores roscados porta ou tampa, cuja abertura ou fechamento requer a manipulação de um ou mais dispositivos de fixação roscados (parafusos, prisioneiros ou porcas) 3.13 porta ou tampa roscada porta ou tampa que é montada em um invólucro à prova de explosão por meio de uma junta roscada à prova de explosão 
  12. 12. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 4 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 3.14 dispositivo com respiro dispositivo que permite uma troca entre a atmosfera no interior de um invólucro e a atmosfera externa circunvizinha, e que mantém a integridade do tipo de proteção 3.15 dispositivo de dreno dispositivo que permite que líquidos fluam para o exterior de um invólucro e que mantém a integridade do tipo de proteção 3.16 bujão Ex bujão roscado ensaiado separadamente de um invólucro, mas que possui certificado e que se destina a ser montado no invólucro de um equipamento, sem considerações adicionais NOTA 1 Isto não exclui que o bujão seja certificado como componente de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Exemplos de bujões como mostrado na Figura 22. NOTA 2 Bujões não roscados não são considerados equipamentos. 3.17 adaptador roscado Ex adaptador roscado ensaiado separadamente do invólucro, mas que possui certificado e que é destinado a ser montado no invólucro de um equipamento sem considerações adicionais NOTA Isto não exclui um componente certificado para adaptadores roscados de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0. Exemplos de adaptadores roscados são mostrados na Figura C.2. 3.18 invólucro como componente Ex invólucro à prova de explosão vazio, fornecido com um certificado de componente Ex, sem que os equipamentos internos estejam definidos, de forma a permitir que o invólucro vazio esteja apto para a incorporação de componentes para um um equipamento certificado, sem a necessidade de repetição de ensaios de tipo 4 Grupos de equipamentos e classificação de temperatura Os grupos de equipamentos e classificação de temperaturas definidas na ABNT NBR IEC 60079-0, para a utilização de equipamentos elétricos em atmosferas explosivas de gás, são aplicáveis aos invólucros à prova de explosão. As subdivisões A, B e C para equipamentos elétricos do Grupo II também são aplicáveis. 5 Juntas à prova de explosão 5.1 Requisitos gerais Todas as juntas à prova de explosão do invólucro, se permanentemente fechadas ou projetadas para serem abertas eventualmente, devem atender, na ausência de pressão, aos requisitos aplicáveis da Seção 5. O projeto das juntas deve ser apropriado aos esforços mecânicos nelas aplicados. As dimensões dadas em 5.2 a 5.5 inclusive, especificam os valores mínimos ou máximos que podem ser aplicados aos parâmetros essenciais do caminho da chama. Nas distâncias onde a dimensão de uma junta à prova de explosão é diferente do máximo ou mínimo aplicável (por exemplo, para atender ao ensaio de não-transmissão de uma ignição interna), o equipamento deve ser marcado com “X”, de acordo com 29.2 item i da ABNT NBR IEC 60079-0, e as condições específicas de uso no certificado devem estar de acordo com um dos itens seguintes: a) as dimensões das juntas à prova de explosão devem ser detalhadas; ou 
  13. 13. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 5 b) os desenhos de referência específicos que detalhem as dimensões da junta à prova de explosão; ou c) orientação específica para contatar o fabricante original para informação sobre as dimensões das juntas á prova de explosão. A superfície da junta pode ser protegida contra corrosão. Revestimento com pintura não é permitido. Outros materiais de revestimento podem ser utilizados se o material e procedimento de aplicação tiverem mostrado não afetar adversamente as propriedades à prova de explosão da junta. Uma graxa para inibir a corrosão pode ser aplicada nas superfícies da junta antes da montagem. A graxa, se aplicada, deve ser de um tipo que não endureça com o tempo, não contenha solvente que evapore e não cause corrosão da superfície da junta. A verificação da adequabilidade deve estar de acordo com as especificações do fabricante da graxa. As superfícies das juntas podem ser protegidas por eletrodeposição. O metal de eletrodeposição, se aplicado, não pode ter espessura maior do que 0,008 mm. 5.2 Juntas não roscadas 5.2.1 Comprimento das juntas (L) O comprimento das juntas não deve ser menor do que os valores mínimos especificados nas Tabelas 1 e 2. O comprimento das juntas para partes metálicas cilíndricas encaixadas sob pressão nas paredes de um invólucro metálico à prova de explosão de volume não maior do que 2 000 cm 3 pode ser reduzido para 5 mm, se o projeto não considerar apenas uma montagem por interferência para evitar que a parte se movimente durante os ensaios de tipo da Seção 15, e a montagem atender ao requisito do ensaio de impacto especificado na ABNT NBR IEC 60079-0, levando em consideração o pior caso das tolerâncias da montagem por interferência, e o diâmetro externo da parte montada sob pressão, onde o comprimento da junta é medido, não exceder 60 mm. 5.2.2 Interstício (i) O interstício, se existir um, entre as superfícies de uma junta em nenhum lugar deve exceder os valores máximos dados nas Tabelas 1 e 2. As superficies da junta devem ser tal que a rugosidade média Ra (proveniente da ISO 468) não exceda 6,3 m. Para juntas flangeadas, não deve existir nenhum interstício intencional entre as superfícies, exceto para portas ou tampas de ação rápida. Para equipamento elétrico do grupo I, deve ser possível verificar, direta ou indiretamente, os intertícios das juntas flangeadas das tampas e portas projetadas para serem abertas eventualmente. A Figura 1 mostra um exemplo de construção para verificação indireta de uma junta à prova de explosão. 
  14. 14. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 6 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados L A superficie do pino-guia deve estar alinhada à superfície da tampa Tampa Comprimento de junta Pino cilíndrico pressionado no furo Invólucro à prova de explosão Figura 1 – Exemplo de construção para verificação indireta de uma junta flangeada à prova de explosão do Grupo I 5.2.3 Juntas de encaixe Para a determinação do comprimento L de uma junta de encaixe, um dos seguintes casos deve ser considerado: a parte cilíndrica e a parte plana (ver Figura 2a). Neste caso, o interstício não deve em nenhum lugar exceder os valores máximos dados nas Tabelas 1 e 2; somente a parte cilíndrica (ver Figura 2b). Neste caso, a parte plana não precisa estar de acordo com os requisitos das Tabelas 1 e 2. NOTA Para gaxetas, ver também 5.4. 1 c f 1 Figura 2a – Parte cilíndrica e parte plana Figura 2b – Somente parte cilíndrica Legenda L = c + d (I, IIA, IIB, IIC) c 6,0 mm (IIC) 3,0 mm (I, IIA, IIB) d 0,50 L (IIC) f 1,0 mm (I, IIA, IIB, IIC) 1 interior do invólucro Figura 2 – Juntas de encaixe L 
  15. 15. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 7 5.2.4 Furos nas superfícies da junta Onde uma junta plana ou a parte plana ou superfície parcialmente cilíndrica (ver 5.2.6) de uma junta é interrompida por furos para a passagem de fixações roscadas para montagem de partes de um invólucro à prova de explosão, a distância l para a extremidade do furo deve ser igual ou maior que 6 mm quando o comprimento de junta L for menor do que 12,5 mm, 8 mm quando o comprimento de junta L for igual ou maior do que 12,5 mm, mas menor do que 25 mm, 9 mm quando o comprimento de junta L for igual ou maior do que 25 mm. NOTA Os requisitos para folga dos furos das fixações são especificados na ABNT NBR IEC 60079-0. A distância I é determinada como segue. 5.2.4.1 Juntas flangeadas com furos externos ao invólucro (ver Figuras 3 e 5) A distância l é medida entre cada furo e a parte interna do invólucro. 5.2.4.2 Juntas flangeadas com furos internos ao invólucro (ver Figura 4) A distância l é medida entre cada furo e a parte externa do invólucro. 5.2.4.3 Juntas de encaixe onde, para as extremidades dos furos, a junta consiste em uma parte cilíndrica e uma parte plana (ver Figura 6) A distância l é definida como segue: a soma do comprimento a da parte cilíndrica e o comprimento b da parte plana, se f for menor ou igual a 1 mm e se o interstício da parte cilíndrica for menor ou igual a 0,2 mm para equipamentos elétricos dos grupos I e IIA, 0,15 mm para equipamentos elétricos do grupo IIB, ou 0,1 mm para equipamentos elétricos do grupo IIC (interstício reduzido); ou somente o comprimento b da parte plana, se qualquer uma das condições acima mencionadas não for atendida. 
  16. 16. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 8 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados L l 1 L l 1 Figura 3 Figura 4 L l 1 i 1 b f L l i 0,20 mm (I,IIA) i 0,15 mm (IIB) i 0,10 mm (IIC) Figura 5 Figura 6 1 l L l 1 L Figura 7 Figura 8 Legenda 1 interior do invólucro Figuras 3, 4, 5 – Furos nas superfícies das juntas flangeadas Figuras 6, 7, 8 – Furos nas superfícies das juntas de encaixe 
  17. 17. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 9 5.2.4.4 Juntas de encaixe onde, para a borda dos furos, a junta consiste somente na parte plana (ver Figuras 7 e 8), desde que as juntas flangeadas sejam permitidas (ver 5.2.7) A distância l é o comprimento da parte plana entre o interior do invólucro e um furo, onde o furo é externo ao invólucro (ver Figura 7) ou entre um furo e o exterior do invólucro onde o furo é interno ao invólucro (ver Figura 8). 5.2.5 Juntas cônicas Onde as juntas incluem superfícies cônicas, o comprimento da junta e o interstício normal para superfícies das juntas devem atender aos valores relevantes das Tabelas 1 e 2. O interstício deve ser uniforme ao longo da parte cônica. Para equipamentos elétricos do grupo IIC, o ângulo de conicidade não deve exceder 5º. NOTA O ângulo de conicidade é considerado entre o eixo vertical e a superfície do cone. 5.2.6 Juntas com superfícies cilíndricas parciais (não são permitidas para o grupo IIC) Não deve existir interstício intencional entre as duas partes (ver Figura 9a). O comprimento da junta deve atender aos requisitos da Tabela 1. Os diâmetros das superfícies cilíndricas de duas partes que formam uma junta à prova de explosão e suas tolerâncias devem atender aos requisitos relevantes para interstício de uma junta cilíndrica, dados na Tabela 1. Figura 9a – Exemplo de uma junta com superfície cilíndrica parcial 5.2.7 Requisitos adicionais para juntas de equipamentos elétricos do grupo IIC Juntas flangeadas somente são permitidas para equipamentos elétricos do grupo IIC destinados ao uso em atmosferas explosivas contendo acetileno e considerando todas as condições encontradas como segue: a) interstício i 0,04 mm; b) comprimento L 9,5 mm; e c) volume 500 cm3. 
  18. 18. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 10 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 5.2.8 Juntas serrilhadas Juntas serrilhadas não precisam atender aos requisitos das Tabelas 1 e 2, mas devem ter a) no mínimo cinco filetes completamente acoplados, b) um passo maior ou igual a 1,25 mm, e c) um ângulo de inclinação de 60º ( 5º). Juntas serrilhadas não devem ser utilizadas para partes móveis. Juntas serrilhadas devem satisfazer os ensaios requeridos em 15.2, com um interstício de ensaio, iE, entre dentes acoplados, como especificado em 15.2, com base no interstício de fabricação máximo, iC. Se o interstício de fabricação máximo for diferente daquele apresentado nas Tabelas 1 ou 2 para uma junta flangeada de mesmo comprimento (determinado pela multiplicação do passo pelo numero de filetes), as “condições de uso” requeridas de 5.1 são aplicadas. Ver Figura 9b. X X T Y Y 5T Test length = Y 1,5 T 1,25 mm = 60° (±5°) Figura 9b – Exemplo de junta serrilhada Y 5T Comprimento para ensaio = 5,1 Y T 1,25 mm a = 60° (±5°) 
  19. 19. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 11 Tabela 1 – Comprimentos mínimos de juntas e interstícios máximos para invólucros dos grupos I, IIA e IIB Interstício máximo mm Para um volume cm3 V 100 Para um volume cm3 100 < V 500 Para um volume cm3 500 < V 2 000 Para um volume cm3 V > 2 000 Tipo de junta Compri- mento minimo da junta L mm I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB I IIA IIB 6 0,30 0,30 0,20 – – – – – – – – – 9,5 0,35 0,30 0,20 0,35 0,30 0,20 0,08 0,08 0,08 – – – 12,5 0,40 0,30 0,20 0,40 0,30 0,20 0,40 0,30 0,20 0,40 0,20 0,15 Juntas flangeadas, cilíndricas ou de encaixe 25 0,50 0,40 0,20 0,50 0,40 0,20 0,50 0,40 0,20 0,50 0,40 0,20 6 0,30 0,30 0,20 – – – – – – – – – 9,5 0,35 0,30 0,20 0,35 0,30 0,20 – – – – – – 12,5 0,40 0,35 0,25 0,40 0,30 0,20 0,40 0,30 0,20 0,40 0,20 – 25 0,50 0,40 0,30 0,50 0,40 0,25 0,50 0,40 0,25 0,50 0,40 0,20 Mancais de bucha 40 0,60 0,50 0,40 0,60 0,50 0,30 0,60 0,50 0,30 0,60 0,50 0,25 6 0,45 0,45 0,30 – – – – – – – – – 9,5 0,50 0,45 0,35 0,50 0,40 0,25 – – – – – – 12,5 0,60 0,50 0,40 0,60 0,45 0,30 0,60 0,45 0,30 0,60 0,30 0,20 25 0,75 0,60 0,45 0,75 0,60 0,40 0,75 0,60 0,40 0,75 0,60 0,30 Juntas cilíndricas para eixos de máquinas elétricas girantes com: Mancais de rolamentos 40 0,80 0,75 0,60 0,80 0,75 0,45 0,80 0,75 0,45 0,80 0,75 0,40 NOTA Recomenda-se que os valores de fabricação arredondados de acordo com a ABNT NBR ISO 31-0 sejam considerados quando for determinado o interstício máximo. 
  20. 20. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 12 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados Tabela 2 – Comprimento mínimo da junta e interstício máximo para invólucros do grupo IIC Interstício máximo mm Tipo de junta Compri- mento mínimo da junta L mm Para um volume cm3 V 100 Para um volume cm3 100 < V 500 Para um volume cm3 500 < V 2 000 Para um volume cm3 V >2 000 6 0,10 – – – 9,5 0,10 0,10 – – 15,8 0,10 0,10 0,04 – Juntas flangeadasa 25 0,10 0,10 0,04 0,04 c 6 mm 12,5 0,15 0,15 0,15 – d 0,5 L 25 0,18b 0,18b 0,18b 0,18b L = c + d 40 0,20c 0,20c 0,20c 0,20c Juntas de encaixe (Figure 2a) f 1 mm 6 0,10 – – – 9,5 0,10 0,10 – – 12,5 0,15 0,15 0,15 – 25 0,15 0,15 0,15 0,15 Juntas cilindricas Juntas de encaixe (Figura 2b) 40 0,20 0,20 0,20 0,20 6 0,15 – – – 9,5 0,15 0,15 – – 12,5 0,25 0,25 0,25 – 25 0,25 0,25 0,25 0,25 Juntas cilindricas para eixos de máquinas elétricas com mancais de rolamento 40 0,30 0,30 0,30 0,30 a Juntas flangeadas são permitidas somente para misturas explosivas de acetileno e ar de acordo com 5.2.7. b O interstício máximo da parte cilíndrica deve ser aumentado para 0,20 mm, se f < 0,5 mm. c O interstício máximo da parte cilíndrica deve ser aumentado para 0,25 mm, se f < 0,5 mm. NOTA Recomenda-se que os valores de fabricação arredondados de acordo com a ABNT NBR ISO 31-0 sejam considerados quando for determinado o interstício máximo. 
  21. 21. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 13 5.3 Juntas roscadas As juntas roscadas devem atender aos requisitos da Tabela 3 ou 4. Tabela 3 – Juntas cilíndricas roscadas Passo 0,7 mma Qualidade dos filetes e tipo de rosca Qualidade da tolerância fina ou média, conforme ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3b Filetes acoplados 5 Profundidade do acoplamento Volume 100 cm3 Volume > 100 cm3 5 mm 8 mm a Onde o passo exceder 2 mm, precauções especiais de fabricação podem ser necessárias (por exemplo, maior número de filetes acoplados) para assegurar que o equipamento elétrico possa atender ao ensaio de não propagação conforme 15.2. b Juntas cilíndricas que não estejam conforme com a ABNT NBR ISO 965-3 em relação à qualidade dos filetes e tipo de rosca são permitidas, se o ensaio de não propagação conforme 15.2 tiver sido atendido quando o comprimento da junta roscada especificada pelo fabricante é reduzida pelo fator especificado na Tabela 6. Tabela 4 – Juntas roscadasa Filetes em cada parte 5b a Roscas interna e externa devem ser do mesmo tamanho nominal. b Roscas NPT devem ser conforme ANSI/ASME B1.20.1 e devem ser acopladas firmemente com ferramenta As roscas macho com trecho não roscado devem ser projetadas com: 1) um comprimento efetivo de rosca não menor do que a dimensão “L2”; e 2) um comprimento não menor do que a dimensão “L4” entre a face sem rosca e o ultimo filete de rosca Rosca fêmea devem ser calibradas “nivelando” de “duas voltas” utlizando um calibre L1 5.4 Gaxetas (incluindo anéis de vedação do tipo “O-ring”) Se uma gaxeta de material compressível ou elástico for utilizada, por exemplo, para proteger contra a penetração de umidade ou poeira ou contra vazamento de um líquido, esta deve ser aplicada como um suplemento; isto quer dizer que nem o material compressível nem o material elástico devem ser considerados na determinação do comprimento de junta à prova de explosão nem interrompê-la. A gaxeta deve ser montada de modo que: o interstício permissível e o comprimento da junta flangeada ou parte plana de uma junta de encaixe sejam mantidos, o comprimento mínimo de junta, de uma junta cilíndrica ou da parte cilíndrica de uma junta de encaixe seja mantido antes e depois da compressão. Estes requisitos não se aplicam aos prensa-cabos (ver 13.1) ou às juntas que contenham uma gaxeta de selagem de metal ou de material compressível não inflamável com um revestimento metálico. Tal gaxeta de selagem contribui para a proteção de explosão, e neste caso o interstício entre cada superfície da parte plana deve ser medido após a compressão. O comprimento mínimo da parte cilíndrica deve ser mantido antes e após a compressão. 
  22. 22. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 14 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 1 2 L 1 2 L Figura 10 Figura 11 1 3 L 1 3 L Figura 12 Figura 13 1 2 L 1 L 3 Figura 14 Figura 15 
  23. 23. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 15 1 4 Figura 16 Legenda 1 interior do invólucro 2 Anel de vedação “O-ring” 3 gaxeta 4 gaxeta metálica ou revestida de material metálico Figuras 10 a 16 – Ilustrações dos requisitos relativos às gaxetas 5.5 Equipamentos que utilizam capilares Os capilares devem estar de acordo com as dimensões de interstício dadas na Tabela 1 ou Tabela 2, para juntas cilíndricas utilizando 0 como diâmetro da parte interna ou, quando os capilares não atenderem aos valores de interstícios dados nestas tabelas, o equipamento deve ser avaliado de acordo com o ensaio de não propagação de uma ignição interna conforme 15.2. 6 Juntas seladas 6.1 Generalidades Partes de um invólucro à prova de explosão podem ser seladas diretamente na parede do invólucro, de tal forma que constitua uma montagem inseparável, ou em uma moldura metálica tal que a montagem possa ser substituída como uma unidade sem danificar a selagem. Se uma junta selada não atender aos requisitos da Seção 5 na ausência do material de selagem, este deve ser submetido ao ensaio de resistência térmica ao calor e ao frio, conforme ABNT NBR IEC 60079-0. 6.2 Resistência mecânica Juntas seladas somente são permitidas para garantir a vedação de invólucros à prova de explosão do qual elas fazem parte. Arranjos devem ser feitos na construção tal que a resistência mecânica do conjunto não dependa somente da adesão da selagem. Juntas seladas devem atender aos ensaios com os valores relevantes de sobrepressão dados em 15.1.3 e baseados nos critérios decritos em C.3.1.1. 
  24. 24. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 16 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 6.3 Comprimento de juntas seladas O menor caminho através da junta selada do interior para o exterior de um invólucro à prova de explosão de volume V deve ser: 3 mm, se V 10 cm3 6 mm, se 10 cm3 < V 100 cm3 10 mm, se V > 100 cm3 7 Eixos de operação Onde um eixo de operação passar através da parede de um invólucro à prova de explosão, os seguintes requisitos devem ser atendidos. 7.1 Se o diâmetro do eixo de operação exceder o comprimento mínimo da junta especificada nas Tabelas 1 e 2, o comprimento da junta deve ser pelo menos igual a este diâmetro, mas, entretanto, sem exceder 25 mm. 7.2 Se a folga diametral aumentar como resultado do uso em serviço normal, arranjos apropriados devem ser feitos para facilitar o retorno ao estado original, por exemplo, por meio de uma bucha substituível. Alternativamente, o aumento do interstício devido ao desgaste pode ser evitado, utilizando-se mancais de acordo com a Seção 8. 8 Requisitos suplementares para eixos e mancais 8.1 Juntas de eixos Juntas à prova de explosão de eixos de máquinas elétricas girantes devem ser projetadas de tal maneira que não estejam sujeitas ao desgaste sob condições normais de operação. As juntas à prova de explosão podem ser uma junta cilíndrica (ver Figura 17), ou uma junta de labirinto (ver Figura 18), ou uma junta com bucha flutuante (ver Figura 19). 8.1.1 Juntas cilíndricas Onde uma junta cilíndrica possuir ranhuras para retenção de graxa, a região contendo as ranhuras não deve ser levada em consideração na determinação do comprimento da junta à prova de explosão nem interrompê-la (ver Figura 17). A folga radial mínima k (ver Figura 20) dos eixos de máquinas elétricas girantes não deve ser menor do que 0,05 mm. 8.1.2 Juntas de labirinto As juntas de labirinto que não atendem aos requisitos das Tabelas 1 e 2 podem, entretanto, ser consideradas em conformidade com os requisitos desta Norma, se os ensaios nas Seções 14 a 16 forem atendidos. A folga radial mínima k (ver Figura 20) dos eixos de máquinas elétricas girantes não deve ser menor do que 0,05 mm. 
  25. 25. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 17 8.1.3 Juntas com buchas flutuantes A determinação do máximo grau de flutuação da bucha deve levar em consideração a folga do mancal e o desgaste permitido do mancal conforme especificado pelo fabricante. A bucha pode mover-se livremente no sentido radial junto com o eixo e axialmente no eixo, mas deve permanecer concêntrica com este. Um dispositivo deve prevenir a rotação da bucha (ver Figura 19). Buchas flutuantes não são permitidas para equipamentos elétricos do grupo IIC. Figura 17 – Exemplo de junta cilíndrica para eixo de máquina elétrica girante Figura 18 – Exemplo de junta com labirinto para eixo de máquina elétrica girante 
  26. 26. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 18 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 1 2 1 L Legenda 1 Interstício 2 Trava para evitar a rotação da bucha Figura 19 – Exemplo de junta com bucha flutuante para eixo de máquina elétrica girante mdk D Legenda k Folga radial mínima permissível sem fricção m Folga radial máxima considerando k D-d Folga diametral Figura 20 – Junta de eixo de máquinas elétricas girantes 
  27. 27. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 19 8.2 Mancais 8.2.1 Mancais de bucha Uma junta à prova de explosão de um eixo associado com um mancal de bucha deve ser fornecida adicionalmente à junta do próprio mancal de bucha, e deve ter um comprimento de junta pelo menos igual ao diâmetro do eixo, mas não excedendo 25 mm. Se uma junta cilíndrica ou de labirinto à prova de explosão for usada em uma máquina elétrica girante com um mancal de bucha, pelo menos uma face da junta deve ser de metal não centelhante (por exemplo, latão com chumbo) sempre que o entreferro entre o estator e o rotor for maior do que a folga radial mínima k (ver Figura 20) especificada pelo fabricante. A espessura mínima do metal não centelhante deve ser maior que o entreferro. Mancais de bucha não são permitidos para máquinas elétricas girantes do grupo IIC. 8.2.2 Mancais de rolamentos Em eixos equipados com mancais de rolamento, a máxima folga radial m (ver Figura 20) não deve exceder dois terços do interstício máximo permitido para tais mancais, conforme Tabelas 1 e 2. NOTA 1 É reconhecido que, montadas, todas as partes não existirão nas suas piores dimensões simultaneamente. Um tratamento estatístico das tolerâncias, tal como “RMS – Root Mean Square”, pode ser requerido para a verificação de m e k. NOTA 2 Não é um requisito desta Norma que os cálculos de m e k pelo fabricante sejam verificados. Também não é um requisito desta Norma que m e k sejam verificados por medição. 9 Partes transmissoras de luz Para outras partes transmissoras de luz que não vidro, aplicam-se os requisitos da Seção 19 desta Norma. NOTA Precauções devem ser tomadas de modo que a montagem das partes transmissoras de luz de qualquer material não produza esforços mecânicos interno nestas partes. 10 Dispositivos de drenos e respiros que formam parte de um invólucro à prova de explosão Dispositivos de drenos e respiros devem incorporar elementos permeáveis que possam suportar a pressão criada por uma explosão interna no invólucro no qual estão montados e devem evitar a propagação da explosão para uma atmosfera explosiva ao redor do invólucro. Estes dispositivos devem também suportar os efeitos dinâmicos das explosões dentro do invólucro à prova de explosão sem danos ou deformações permanentes que prejudiquem suas propriedades extintoras de chama. Estes dispositivos não são projetados para suportar queima contínua em sua superfície. Estes requisitos aplicam-se igualmente aos dispositivos transmissores de som, mas não abrangem dispositivos para: alivío de pressão na ocorrência de explosão interna, ou utilização com linhas pressurizadas que contenham gás capaz de formar uma mistura explosiva com o ar e a uma pressão maior que 1,1 vez a pressão atmosférica. 
  28. 28. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 20 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 10.1 Aberturas para respiros ou drenos As aberturas para drenos ou respiros não devem ser obtidas pelo aumento deliberado de interstícios de juntas flangeadas. NOTA Se, por razões técnicas, dispositivos de dreno ou respiro forem necessários, estes devem ser construídos de tal forma que eles não se tornem inoperantes em serviço (por exemplo, devido ao acúmulo de poeira ou tinta). 10.2 Limites de composição Os limites de composição dos materiais utilizados nos acessórios devem ser especificados diretamente ou por referência a uma especificação aplicável existente. Os dispositivos de dreno ou respiro para uso em uma atmosfera explosiva de gás contendo acetileno não devem conter mais que 60 % de cobre por unidade de massa, para limitar a formação de acetilídio. 10.3 Dimensões As dimensões dos dispositivos de dreno e respiro e seus componentes devem ser especificadas. 10.4 Elementos com caminhos mensuráveis Interstícios e comprimentos dos caminhos mensuráveis não necessitam estar de acordo com os valores especificados nas Tabelas 1 e 2, desde que os elementos sejam aprovados nos ensaios das Seções 14 a 16. Requisitos adicionais para elementos com chapas prensadas (colméias) são especificados no Anexo A. 10.5 Elementos com caminhos não mensuráveis Quando os caminhos através dos elementos não forem mensuráveis (por exemplo, elementos de metal sinterizado), o elemento deve atender aos requisitos relevantes do Anexo B. Os elementos são classificados de acordo com suas densidades, assim como o tamanho dos poros de acordo com um método padrão para o material em particular e o metodo de fabricação (ver Anexo B). NOTA Por razões funcionais pode também ser necessário declarar a permeabilidade a fluidos e a porosidade especificada de acordo com o método padrão para o material em particular e o metodo de fabricação (ver Anexo B). 10.6 Dispositivos removíveis Se um dispositivo puder ser desmontado, este deve ser projetado para evitar a redução ou o aumento das aberturas durante a remontagem. 10.7 Arranjos de montagem de elementos Os elementos de drenagem e respiro devem ser sinterizados ou fixados por outros métodos apropriados: diretamente no invólucro para fazer parte integrante deste, ou em um componente apropriado de montagem, o qual é roscado ou preso ao invólucro de forma a ser substituível como uma unidade. Alternativamente, o elemento pode ser montado, por exemplo, por interferência de acordo com 5.2.1, formando uma junta à prova de explosão. Neste caso, os requisitos da Seção 5 devem ser aplicados, com exceção da rugosidade da superfície do elemento, que não necessita atender a 5.2.2 se o elemento montado for aprovado nos ensaios de tipo das Seções 14 a 16. 
  29. 29. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 21 Se necessário, um anel de fixação ou similar pode ser utilizado para manter a integridade do invólucro. O elemento de drenagem ou respiro pode ser montado por dentro, e neste caso a acessibilidade dos parafusos ou anel de fixação deve ser possível somente pelo lado interno, ou pelo lado externo do invólucro; neste caso os fechos devem atender à Seção 11. 10.8 Resistência mecânica O dispositivo e sua proteção, se existirem, devem, quando montados normalmente, ser aprovados no ensaio de resistência ao impacto da ABNT NBR IEC 60079-0. 10.9 Dispositivos de drenagem e respiro quando utilizados como componentes Ex Em adição às Seções 10 até 10.6, inclusive, os seguintes requisitos devem ser aplicados aos dispositivos de drenagem e respiro que são avaliados como componentes Ex. 10.9.1 Arranjos de montagem de elementos e componentes Os elementos de drenagem e respiro devem ser sinterizados ou selados de acordo com a Seção 6, ou fixados por outros métodos em uma montagem adequada para formar a montagem do componente. A montagem do componente é assegurada por fixadores ou por fechos ou parafusados no invólucro como uma unidade substituível de acordo com os requisitos relevantes das Seções 5 e 6 e, onde apropriado, da Seção 11. 10.9.2 Ensaios de tipo para dispositivos de dreno e respiro utilizados como componentes Ex A união da amostra do dispositivo sob ensaio deve ser feita no final do invólucro de ensaio, montado da mesma maneira que este possa normalmente ser montado no invólucro à prova de explosão. O ensaio é realizado na mesma amostra após o ensaio de impacto de 10.8 e de acordo com 10.9.2.1 até 10.9.2.3. NOTA O ensaio de impacto pode ser realizado na amostra, separada do ensaio do invólucro, quando esta é montada em uma placa que forma a parte final do invólucro de ensaio montado. Para dispositivos com caminhos não mensuráveis, o tamanho máximo do poro da amostra de ensaio de bolha não deve ser menor do que 85 % do tamanho máximo especificado do poro do ensaio de bolha. Ver B.1.2. 10.9.2.1 Ensaio da capacidade do dispositivo de dreno ou respiro de suportar pressão 10.9.2.1.1 Procedimento de ensaio As pressões de ensaio de referência para cada grupo de gás são: Grupo I 1 200 kPa Grupo IIA 1 350 kPa Grupo IIB 2 500 kPa Grupo IIC 4 000 kPa Para fim de ensaio, uma fina membrana flexível é ajustada por cima das superfícies internas dos dispositivos de drenagem e respiro. A pressão de referência é uma das pressões relevantes dadas acima para o grupo de gás para o qual o componente é projetado. 
  30. 30. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 22 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados Um dos seguintes ensaios de sobrepressão deve ser aplicado: 1,5 vez a pressão de referência, por um período de pelo menos 10 s. Então cada componente deve ser submetido ao ensaio de rotina, ou 4 vezes a pressão de referência, por um período de pelo menos 10 s. Se o ensaio for satisfatório, não é solicitado ao fabricante aplicar o ensaio de rotina em todos os componentes a serem produzidos do tipo ensaiado. 10.9.2.1.2 Critério de aceitação Após os ensaios de sobrepressão, o dispositivo não deve apresentar deformação permanente ou danos que afetem o tipo de proteção. Esta amostra deve ser utilizada para todos os ensaios de tipo subseqüentes. 10.9.2.2 Ensaios térmicos Dispositivos de drenagem e respiro como componentes Ex devem ser submetidos aos ensaios térmicos baseados no volume máximo projetado do invólucro à prova de explosão, mas não menos que o volume do ensaio conforme Figura 21. NOTA Quando for utilizado o ensaio da Figura 21, o volume máximo pode ser calculado para ser aproximadamente 2,5 L. Dispositivos de drenagem e respiro projetados para uso múltiplo em qualquer invólucro à prova de explosão único devem ser ensaiados adicionalmente com o invólucro. 10.9.2.2.1 Procedimento de ensaio Para invólucros com volume menor ou igual a 2,5 L, a montagem do dispositivo de ensaio com todas as quatro seções, como mostrado na Figura 21, deve ser utilizada e o procedimento de ensaio deve ser conduzido como segue: a posição da fonte de ignição deve estar na entrada do invólucro e a 50 mm do lado interno do final da placa de alojamento do dispositivo e os resultados observados; as misturas de ensaio devem ser conforme 15.4.2.1, como apropriado; a temperatura externa de superfície do dispositivo deve ser monitorada durante os ensaios; qualquer dispositivo deve ser operado como especificado na documentação do fabricante. Após cada cinco ensaios, a mistura explosiva deve ser mantida externamente ao dispositivo por um tempo suficiente para permitir que qualquer queima contínua na face do dispositivo se torne evidente, por pelo menos 10 min, para aumentar a temperatura da superfície externa do dispositivo ou para fazer a transferência de temperatura para a face externa possível; os ensaios devem ser realizados cinco vezes para cada mistura de gás, para o grupo de gás para o qual o dispositivo for projetado. 
  31. 31. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 23 Legenda TS Posição da amostra em ensaio I Entrada Exh. Saída de exaustão IG Fonte de ignição PT Transdutor de pressão Figura 21 – Ensaio de componentes para drenos e respiros Para invólucros com volume maior que 2,5 L, um invólucro representativo do volume projetado deve ser utilizado e o procedimento de ensaio deve ser conduzido como segue: as misturas de ensaio devem ser conforme 15.4.2.1, como apropriado; a temperatura da superfície externa do dispositivo deve ser monitorada durante os ensaios; qualquer dispositivo deve ser operado como especificado na documentação do fabricante. Após cada cinco ensaios, a mistura explosiva deve ser mantida externamente ao dispositivo por um tempo suficiente para permitir que qualquer queima contínua na face do dispositivo se torne evidente, por pelo menos 10 min, para aumentar a temperatura da superfície externa do dispositivo ou para fazer a transferência de temperatura para a face externa possível; os ensaios devem ser realizados cinco vezes para cada mistura de gás, para o grupo de gás para o qual o dispositivo for projetado. 10.9.2.2.2 Critério de aceitação Durante os ensaios térmicos, não deve ocorrer propagação da chama e não deve ser observada queima contínua. O dispositivo não deve apresentar evidência de dano térmico ou mecânico ou deformação que possa afetar as propriedades extintoras de chama. A elevação da temperatura medida na superfície externa do dispositivo deve ser multiplicada por um fator de segurança de 1,2 para a determinação da classe de temperatura do equipamento elétrico. NOTA Dispositivos de drenagem e respiro com alguma falha no ensaio de 10.9 são excluídos da avaliação como componente, porém estes podem ser utilizados como parte integrante de um invólucro à prova de explosão, desde que sejam ensaiados com o invólucro específico de acordo com 15.4. 10.9.2.3 Ensaio de não propagação de uma ignição interna Este ensaio deve ser realizado em um dispositivo de ensaio padrão, como ilustrado na Figura 21, e realizado de acordo com 15.4.3, com os seguintes acréscimos e modificações. 
  32. 32. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 24 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 10.9.2.3.1 Procedimento de ensaio A posição da fonte de ignição deve ser conforme mostrado na Figura 21: na extremidade da entrada, e a 50 mm do lado interno do final da placa do alojamento do dispositivo. Para as finalidades do ensaio, o dispositivo deve ser montado para cada grupo de gás, de acordo com a Figura 21, e deve possuir os seguintes números de seções. grupo I e grupo IIA: uma seção montada do dispositivo de ensaio; grupo IIB e grupo IIC: quatro seções montadas do dispositivo de ensaio. A mistura de gás dentro do invólucro montado para ensaio deve sofrer ignição e os ensaios devem ser realizados cinco vezes em cada ponto de ignição. Para dispositivos de drenagem e respiro dos grupos I, IIA e IIB possuindo caminhos tanto mensuráveis como não mensuráveis, o ensaio de não propagação de 15.2.1 deve ser aplicado. Para dispositivos de drenagem e respiro do grupo IIC com caminhos mensuráveis, o ensaio de não propagação de 15.2.2 e o de 15.4.3.2.1 ou 15.4.3.2.2 devem ser aplicados. Para dispositivos de drenagem ou respiro do grupo IIC com caminhos não mensuráveis, o descrito em 15.4.3.2.1 (método A) ou 15.4.3.2.2 (método B) deve ser aplicado. 10.9.2.3.2 Critério de aceitação Durante o ensaio, nenhuma ignição deve ser propagada para a câmara de ensaio circunvizinha. 10.9.3 Certificados de componentes Ex O certificado do componente Ex deve registrar todos os detalhes necessários para especificar adequadamente o dispositivo de drenagem ou respiro para conexão ao tipo de invólucro à prova de explosão ensaiada. O certificado do componente Ex deve indicar a) o nome do fabricante e identificar desenhos e especificações; b) a pressão de referência limite; NOTA A determinação do dispositivo utilizado como um componente é realizada de tal forma que a pressão de referência limite do dispositivo não seja menor que a pressão de referência do invólucro à prova de explosão (ensaiado com as entradas dos dispositivos de drenagem e respiro bujonadas) ao qual os dispositivos devam ser conectados. c) a temperatura máxima de superfície registrada obtida durante o ensaio de tipo corrigido para 40 ºC, ou para a mais alta temperatura ambiente marcada; d) o grupo, isto é, I, IIA, IIB ou IIC; e) o volume máximo permitido do invólucro (baseado no ensaio térmico), se maior que 2,5 L. Adicionalmente, o certificado do componente Ex deve requerer que cada componente Ex ou conjunto de componentes Ex seja acompanhado por uma cópia do certificado, juntamente com a declaração do fabricante atestando conformidade com as condições do certificado; confirmação do material, máxima dimensão de poro do ensaio de bolha e mínima densidade, quando aplicável; instruções especiais de montagem, se houver. 
  33. 33. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 25 11 Dispositivos de fixação, furos associados e bujões 11.1 Os dispositivos de fixação acessíveis pela parte externa, necessários para a montagem das partes de um invólucro à prova de explosão, devem para o grupo I, ser dispositivos de fixação especiais, atendendo aos requisitos da ABNT NBR IEC 60079-0, com as cabeças encobertas ou fornecidas com furos rebaixados ou inerentemente protegidos pela construção do equipamento, para o grupo II, ser dispositivos de fixação especiais, atentendo aos requisitos da ABNT NBR IEC 60079-0. NOTA Para aplicações para o grupo I, a intenção do requisito de encobrir as cabeças ou rebaixar o alojamento é fornecer alguma proteção básica contra impactos. 11.2 Não é permitida a utilização de dispositivos de fixação de materiais plásticos ou ligas leves. 11.3 Na realização dos ensaios especificados na Seção 15, as porcas e parafusos especificados pelo fabricante devem ser utilizados. A classe do parafuso ou porca, ou limite de resistência e tipo do parafuso ou porca, utilizados durante os ensaios deve ser a) marcada sobre o equipamento, de acordo com 20.2(a), Tabela 9, ou b) especificada no certificado aplicável. NOTA Ver Anexo F para detalhes informativos adicionais sobre propriedades mecânicas para parafusos e porcas. 11.4 Os parafusos prisioneiros devem estar de acordo com 11.3 e ser seguramente fixados, isto é, devem estar soldados ou rebitados ou permanentemente fixados ao invólucro por algum outro método igualmente eficaz. 11.5 Os dispositivos de fixação não devem atravessar as paredes de um invólucro à prova de explosão, a menos que estes formem uma junta à prova de explosão com a parede e não sejam destacáveis do invólucro, por exemplo, através de solda, rebite ou um método igualmente eficaz. 11.6 No caso de furos para parafusos ou parafusos prisioneiros que não atravessem as paredes dos invólucros à prova de explosão, a espessura restante da parede do invólucro à prova de explosão deve ser de pelo menos um terço do diâmetro nominal do parafuso ou prisioneiro, com um mínimo de 3 mm. 11.7 Quando os parafusos estiverem totalmente apertados nos furos cegos do invólucro, sem a montagem de arruelas, pelo menos um filete inteiro da rosca tem que permanecer livre na base do furo. 11.8 Se, para facilidade de fabricação, a parede de um invólucro à prova de explosão necessitar ter um furo passante, o furo resultante deve ser posteriormente fechado por um dispositivo de forma que as propriedades à prova de explosão do invólucro sejam mantidas. Este dispositivo deve ser fixado de forma segura de acordo com os requisitos de 11.4 para parafusos prisioneiros. 11.9 Se um invólucro à prova de explosão possuir entradas roscadas (por exemplo, para prensa-cabo ou entrada de eletroduto) e estas não forem utilizadas, estas aberturas devem ser fechadas por dispositivos de fechamento (bujões) de forma que as características à prova de explosão do invólucro sejam mantidas (ver Figura 22 para exemplos). Os dispositivos de fechamento devem estar de acordo com o Anexo C. O dispositivo de fechamento tem que ser construído de forma que possa ser colocado ou retirado pela parte interna ou externa da parede do invólucro à prova de explosão. 
  34. 34. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 26 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados Elementos de fechamento com trava mecânica ou por fricção devem estar de acordo com um ou mais dos requisitos de 11.9.1 a 11.9.3. 11.9.1 Se o dispositivo de fechamento for removível pela parte externa, esta remoção somente deve ser possível após a desconexão do dispositivo de retenção na parte interna do invólucro (ver Figura 22a). 11.9.2 Pode ser projetado para ser colocado ou removido somente com a utilização de uma ferramenta (ver Figura 22b). 11.9.3 Se for feito de uma construção especial na qual a inserção é realizada por um método diferente daquele utilzado para a remoção. A remoção somente deve ser realizada através de um dos métodos especificados em 11.9.1 ou 11.9.2, ou através de uma técnica especial (ver Figura 22c). 11.9.4 Um dispositivo de fechamento não deve ser utilizado com um adaptador. 11.10 Portas e tampas roscadas devem ser adicionalmente fixadas por meio de conjuntos de parafusos com cabeça sextavada, ou um método igualmente eficaz. Figura 22a Figura 22b Figura 22c Figura 22 – Exemplos de bujões para aberturas não utilizadas 
  35. 35. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 27 12 Materiais e resistência mecânica de invólucros – Materiais internos aos invólucros 12.1 Invólucros à prova de explosão devem suportar os ensaios descritos nas Seções 14 a 16. 12.2 Quando diversos invólucros à prova de explosão são montados em conjunto, os requisitos desta Norma aplicam-se individualmente a cada um deles e, em particular, a cada componente da interligação que os separa, incluindo todas as buchas e eixos de operação ou hastes que passam através das partes. 12.3 Quando um invólucro contém diversos compartimentos que se comunicam ou quando é subdividido devido à disposição dos componentes internos, pode ocorrer um aumento da pressão, ou da taxa de elevação da pressão acima do normal. Tal fenômeno deve ser evitado, tanto quanto possível, pela construção do equipamento. Se for impossível evitar este fenômeno, o resultado da maior elevação de pressão deve ser considerado na construção do invólucro. 12.4 Quando for utilizado ferro fundido, o material não deve ser de qualidade inferior a 150 (ISO 185). 12.5 Líquidos não devem ser utilizados em invólucros à prova de explosão quando houver risco de produção de oxigênio, ou uma mistura explosiva mais perigosa que aquela para qual o invólucro foi projetado, pela decomposição desses líquidos. Eles podem, no entanto, ser utilizados se o invólucro for aprovado nos ensaios especificados nas Seções 14 a 16 para o tipo de mistura explosiva produzida; entretanto, a atmosfera explosiva circundante deve ser apropriada para o grupo para o qual o equipamento elétrico for construído. 12.6 Nos invólucros à prova de explosão do Grupo I, os materiais isolantes sujeitos a falhas de isolação elétrica, capazes de causar arcos no ar que causem uma corrente nominal superior a 16 A (em equipamentos de seccionamento, tais como disjuntores, contatores, interruptores), devem ter um índice de resistência superficial maior ou igual que o CTI 400 M, de acordo com a IEC 60112. Entretanto, se os materiais isolantes acima mencionados não forem aprovados neste ensaio, eles podem ser utilizados se seu volume for limitado a 1 % do volume total do invólucro vazio ou ainda se um dispositivo de detecção adequado na fonte de alimentação para possibilitar a desconexão do fornecimento de energia para o invólucro, antes de uma possível decomposição do material isolante, e resultar em uma condição de perigo. A presença e a eficiência de tal dispositivo devem ser verificadas. 12.7 Invólucros à prova de explosão não devem ser feitos de zinco ou liga que contenha 80 % ou mais de zinco. NOTA Zinco ou ligas de zinco tendem a se deteriorar rapidamente (particularmente esforços de tensão), especialmente em ar aquecido e úmido. Este metal e ligas são também considerados mais reativos do que a maioria dos outros metais. Desta forma, as restrições acima indicadas foram implantadas. 13 Entradas para invólucros à prova de explosão As propriedades do invólucro à prova de explosão não são alteradas se todas as entradas estiverem de acordo com os requisitos aplicáveis desta seção. Adicionalmente, furos roscados métricos no invólucro devem possuir uma classe de tolerância de 6H ou melhor, de acordo com as ABNT NBR ISO 965-1 e ABNT NBR ISO 965-3 e se qualquer chanfro ou saída estiverem limitados a uma profundidade máxima de 2 mm a partir da parede externa do invólucro. Furos roscados em invólucros para facilitar a entrada de prensa-cabos ou eletrodutos devem ter o tipo e o tamanho da rosca identificados, por exemplo, M25 ou ½ NPT. Isto pode ser atendido por marcação do tipo específico e tamanho de rosca próximo ao furo, de acordo com 20.3(a), Tabela 10, ou marcação do tipo específico e tamanho de rosca na placa de identificação, de acordo com 20.3(a), Tabela 10, ou 
  36. 36. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 28 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados identificação do tipo e tamanho específico da rosca como parte do documento de instruções de instalação, com uma marcação de referência na plaqueta de identificação (através de texto ou símbolo ISO B.3.1 da ISO 3864), de acordo com 20.3(b), Tabela 10. O fabricante deve declarar as seguintes informações na documentação que define o equipamento elétrico: a) os locais onde as entradas podem ser instaladas; e b) o número máximo permitido destas entradas. Cada entrada não deve possuir mais do que um adaptador roscado quando um adaptador for utilizado. Um elemento de fechamento não deve ser utilizado com um adaptador. 13.1 Prensa-cabos Os prensa-cabos do tipo integrado ou separado devem estar de acordo com os requisitos desta Norma e com os requisitos aplicáveis do Anexo C, e devem criar, no invólucro, os comprimentos das juntas e interstícios prescritos na Seção 5. Onde prensa-cabos são parte integrantes do invólucro ou específicos para o invólucro, estes devem ser ensaiados como parte integrante do invólucro avaliado. Quando os prensa-cabos são separados: prensa-cabos roscados Ex podem ser avaliados como um equipamento. Tais prensa-cabos não devem ser submetidos aos ensaios de 15.1 nem aos ensaios de rotina da Seção 16; outros prensa-cabos somente podem ser avaliados como um componente Ex. 13.2 Dispositivos de selagem de eletrodutos Dispositivos de selagem de eletrodutos do tipo integrado ou separado devem atender aos requisitos desta Norma e aos requisitos de C.2.1.2 e C.3.1.2 com “dispositivos de selagem de eletrodutos” substituídos por “prensa-cabos” e devem criar, no invólucro, os comprimentos de juntas e interstícios prescritos na Seção 5. NOTA Como tais construções impossibilitam a reutilização, onde o requisito de C.2.1.2, em que um dispositivo de selagem de eletroduto for capaz de ser instalado e removido sem danificar o composto de selagem após o período de cura especifico do composto, a reutilização destes dispositivos de selagem nem sempre é aplicável. Quando dispositivos de selagem de eletrodutos são integrais com o invólucro ou específico ao invólucro, estes devem ser ensaiados como parte do invólucro ensaiado. Quando dispositivos de selagem de eletrodutos são separados: dispositivos de selagem Ex de eletrodutos roscados podem ser avaliados como um equipamento. Tais dispositivos de selagem de eletrodutos não devem ser submetidos aos ensaios de 15.1 nem aos ensaios de rotina da Seção 16; outros dispositivos de selagem de eletrodutos somente podem ser avaliados como um componente Ex. 13.2.1 Entradas por eletrodutos são permitidas somente para equipamentos elétricos do grupo II. 13.2.2 Um dispositivo de selagem como uma unidade seladora com a aplicação do selante por cura deve ser instalado, tanto como parte do invólucro à prova de explosão ou imediatamente na entrada deste invólucro. Isto deve satisfazer o ensaio de tipo de selagem prescrito no Anexo C. Um dispositivo de selagem aprovado pode ser aplicado pelo instalador ou usuário do equipamento de acordo com as instruções fornecidas pelo fabricante do equipamento. 
  37. 37. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 29 NOTA Um dispositivo de selagem é considerado como montado imediatamente na entrada do invólucro à prova de explosão quando o dispositivo estiver fixado no invólucro diretamente ou através de um acessório necessário para acoplamento. O(s) composto(s) de selagem e o(s) método(s) de aplicação devem ser especificados no certificado da unidade seladora ou do equipamento completo à prova de explosão. A parte da unidade seladora entre o composto de vedação e o invólucro à prova de explosão deve ser tratada como um invólucro à prova de explosão, isto é, as juntas devem estar de acordo com a Seção 5 e a montagem deve ser submetida aos ensaios de não propagação de 15.2. A distância da face da selagem mais próxima ao invólucro (ou invólucro de utilização final pretendida) e a parede exterior do invólucro (ou invólucro de utilização final pretendida) deve ser tão pequena quanto possível, mas em nenhum caso deve ser maior que o tamanho do eletroduto ou 50 mm, o que for menor. 13.3 Plugues, tomadas e dispositivos acopláveis para cabos 13.3.1 Plugues e tomadas devem ser construídos e montados de forma que não alterem as propriedades à prova de explosão do invólucro no qual são montados, até mesmo quando as duas partes dos plugues e tomadas forem separadas. 13.3.2 Os comprimentos e os interstícios das juntas à prova de explosão (ver Seção 5) dos invólucros à prova de explosão de plugues, tomadas e conectores acopláveis de cabos devem ser determinados pelo volume que existe no momento da separação dos contatos, outros além daqueles utilizados para aterramento ou eqüipotencialização, ou aqueles que são partes de circuitos que estejam de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-11. 13.3.3 Para plugues, tomadas e conectores acopláveis de cabos, as propriedades à prova de explosão do invólucro devem ser mantidas no evento de uma explosão interna, quando plugues e tomadas ou conectores acopláveis de cabos são conectados em conjunto e no momento da separação destes contatos, além daqueles utilizados para aterramento ou equipotencialização, ou aqueles que são partes do circuito que estejam de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-11. 13.3.4 Os requisitos de 13.3.2 e 13.3.3 não se aplicam para plugues e tomadas nem para conectores acopláveis de cabos fixados um ao outro por meio de dispositivos especiais de fixação, em conformidade com 11.1 e os quais utilizam plaqueta com a advertência de acordo com 20.2(b), Tabela 9. 13.4 Buchas Buchas do tipo integral ou separado devem atender aos requisitos desta Norma e aos requisitos aplicáveis do Anexo C, e criar, no invólucro, os comprimentos e interstícios de junta prescritos na Seção 5. Quando as buchas são do tipo integral com os invólucros ou específica para o invólucro, elas devem ser ensaiadas como parte do invóluco envolvido. Quando as buchas são separadas: buchas Ex roscadas podem ser avaliadas como equipamento. Tais buchas não devem ser submetidas aos ensaios de 15.1, nem aos ensaios de rotina da Seção 16; e outras buchas somente devem ser avaliadas como um componente Ex. 14 Verificações e ensaios Os requisitos de ensaios e verificações da ABNT NBR IEC 60079-0 relativos à verificacao e ensaios são, para o tipo de proteção por invólucro à prova de explosão “d”, suplementados pelos seguintes requisitos: A determinação da máxima temperatura de superfície, especificada na ABNT NBR IEC 60079-0 deve ser realizada sob as condições definidas na Tabela 5 desta Norma. 
  38. 38. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 30 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados Tabela 5 – Condições para a determinação da máxima temperatura de superfície Tipo do equipamento elétrico Tensão de ensaio Condições de sobrecarga ou falta Luminárias (sem reator) Un + 10 % Nenhum Reator, tipo eletromagnético Un + 10 % Un + 10 % Efeito do retificador simulado por diodo a Reator, tipo eletrônico Un + 10 % c Motores Un ± 10 % b Nenhum Resistores Un + 10 % Nenhum Eletroímãs Un + 10 % Un e o pior caso de entreferro no ar Outros equipamentos Un ± 10 % Como especificado pelas normas aplicáveis para equipamento industrial NOTA Un é a tensão nominal do equipamento. Para equipamentos envolvendo uma faixa de tensão (em oposição a tensões nominais discretas), o ensaio de tensão deve ser no pior caso de tensão dentro da faixa. a O efeito do retificador é somente para ser simulado em casos de reatores para lâmpadas fluorescentes tubulares. b Alternativamente, a determinação da temperatura máxima de superfiície pode ser realizada a somente Un ± 5 % (de acordo com a IEC 60034-1). Neste caso, esta faixa para utilização deve ser marcada sobre o equipamento e incluída nas instruções do fabricante. c Ensaios adicionais para determinar a temperatura da luminária durante o “fim-de-vida da lâmpada” estão sendo considerados. Orientação adicional pode ser encontrada na ABNT NBR IEC 60079-7. 15 Ensaios de tipo Os ensaios de tipo devem ser realizados na seguinte seqüência em uma das amostras nas quais foram submetidas aos ensaios do invólucro de acordo com a ABNT NBR IEC 60079-0: a) determinação da pressão de explosão (pressão de referência) de acordo com 15.1.2; b) ensaio de sobrepressão de acordo com 15.1.3; c) ensaio de propagação de uma ignição interna de acordo com 15.2. Os ensaios podem ser desviados desta seqüência, o ensaio de sobrepressão estática ou dinâmica pode ser feito após o ensaio de propagação de uma ignição interna ou uma outra amostra que tenha sido submetida a outros ensaios, afetando os esforços mecânicos já aplicados na primeira amostra. Em nenhum caso, após o ensaio de sobrepressão, as juntas do invólucro devem sofrer uma deformação permanente nem devem sofrer qualquer dano afetando o tipo de proteção. O invólucro deve, em geral, ser ensaiado com todo o equipamento montado. Entretanto, isto pode ser substituído por modelos equivalentes. Se o invólucro for projetado para diferentes tipos de equipamentos e componentes, com os arranjos detalhados de montagem declarados pelo fabricante, o invólucro pode ser ensaiado vazio, desde que submetido à mais severa condição de pressão de explosão aplicada e submetido a outros requisitos de segurança da ABNT NBR IEC 60079-0 que possam ser confirmados. Se o invólucro for projetado para que possa ser utilizado na ausência de uma parte do equipamento interno, o ensaio deve ser realizado sob as condições consideradas como a mais severa. Em ambos os casos o certificado deve indicar os tipos de equipamentos internos permitidos e seu arranjo de montagem. Juntas de partes removíveis de invólucros à prova de explosão devem ser ensaiadas nas piores condições de montagem. 
  39. 39. ABNT NBR IEC 60079-1:2009 © IEC 2007 - © ABNT 2009 - Todos os direitos reservados 31 15.1 Ensaio da capacidade do invólucro suportar a pressão 15.1.1 Generalidades O objetivo destes ensaios é verificar se o invólucro pode suportar a pressão de uma explosão interna. O invólucro deve ser submetido aos ensaios de acordo com 15.1.2 e 15.1.3. Os ensaios são considerados satisfatórios se o invólucro não sofrer deformação permanente ou dano que comprometa o tipo de proteção. Adicionalmente, as juntas não podem em nenhuma parte ter sido permanentemente aumentadas. 15.1.2 Determinação da pressão de explosão (pressão de referência) A pressão de referência é o maior valor da máxima pressão regular relativa à pressão atmosférica, observada durante este ensaio. Para regularização, um filtro passa-baixa com um ponto 3 dB de 5 kHz 10 % deve ser utilizado. Para equipamentos elétricos destinados para utilização a uma temperatura ambiente abaixo de – 20 °C, a pressão de referência deve ser determinada através de um dos seguintes métodos: Para todos os equipamentos elétricos a pressão de referência deve ser determinada a uma temperatura não maior do que a mínima temperatura ambiente. Para todo equipamento elétrico a pressão de referência deve ser determinada a uma temperatura ambiente normal, utilizando misturas de ensaios definidas, mas com um aumento de pressão. A pressão absoluta de uma mistura de ensaio (P), em kPa, deve ser calculada pela seguinte fórmula, utilizando Ta, min em °C: P = [293 / (Ta, min + 273)] kPa Para equipamentos elétricos outros que máquinas elétricas girantes (tais como motores elétricos, geradores e tacômetros) que envolvam geometria interna simples (ver Anexo D) com o volume do invólucro não excedendo 3 L, quando vazio, tal que a pré-compressão não é considerada provável, a pressão de referência deve ser determinada à temperatura ambiente normal utilizando a(s) mistura(s) de ensaio definida, mas com um aumento de pressão pelos fatores dados na tabela abaixo. Para equipamentos elétricos outros que máquinas elétricas girantes (tais como motores elétricos, geradores e tacômetros) que envolvam geometria interna simples (ver Anexo D) com o volume do invólucro não excedendo 10 L, quando vazio, tal que a pré-compressão não seja considerada provável, a pressão de referência deve ser determinada à temperatura ambiente normal utilizando a(s) mistura(s) de ensaio definida(s), mas com um aumento de pressão pelos fatores dados na tabela abaixo. Para esta alternativa o ensaio de pressão para o ensaio de tipo de sobrepressão de acordo com 15.1.3.1 deve ser 4 vezes maior que a pressão de referência. O ensaio de rotina não é permitido para 1,5 vez. Mínima temperatura ambiente °C Fator de ensaio – 20 (ver Nota) 1,0 – 30 1,37 – 40 1,45 – 50 1,53 – 60 1,62 NOTA Isto cobre equipamentos projetados para a faixa de temperatura ambiente padrão especificada na ABNT NBR IEC 60079-0. 

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