Memorial do convento

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Trabalho que teve nota 19 (João Pedro Rodrigues)
Excelente conteúdo, fala de todos os aspectos importantes da Obra Memorial do convento 12ºAno
óptimo para estudar;
Analise dos capítulos I a V

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Memorial do convento

  1. 1. Escola Profissional do Nordeste Fundação Padre José Lucindo da Graça e Sousa Curso Técnico de Eletrónica e Telecomunicações Ano letivo 2014/2015 Elaborado por: • Alexandre Raposo; • Anabela Medeiros; • João Rego; • Paulo Melo; • Rodrigo Furtado; Formadora: Cristina Fernandes Modulo 12
  2. 2. Introdução • Este trabalho foi proposto pela formadora de Português com o objetivo de aprofundar a obra Memorial do Convento. • Vamos falar sobre a Vida e Obra de José Saramago e, a importância da sua obra mais conhecida, digna de um prémio Nobel da Literatura Portuguesa, o Memorial do Convento. • Apresentaremos a estrutura externa da obra, o tipo de narrador, o espaço e a sua classificação enquanto Romance. • De seguida apresentaremos a Contextualização Política, Social e Económica e, faremos um breve resumo da obra que esta dividida em ação principal e secundária e, em quatro linhas de Ação.
  3. 3. • Vamos falar um pouco sobre o Convento de Mafra, apresentar a Vida e Obras de D. João V e D. Maria Ana Josefa e, as características de cada um presentes na obra. • Faremos um breve resumo sobre os cinco primeiros capítulos da obra em texto e em tópicos, embora não nos tivesse sido proposto mas, achamos importante para a compreensão dos Capítulos IV e V fazer uma breve caracterização de Baltasar Sete-Sois e Blimunda Sete-Luas. • Para finalizar, iremos responder ao questionário da página 185 do manual.
  4. 4. Biografia de José Saramago - José Saramago foi um escritor português, nasceu a 16 de Novembro de 1922 em Portugal e, faleceu em 18 de Junho de 2010 nas Canárias. - Filho de pais camponeses que, não lhe puderam dar os estudos, a sua vida é passada em grande parte em Lisboa, para onde a família se muda em 1924 , quando tinha apenas dois anos de idade. - Dificuldades económicas impedem-no de entrar na universidade. Demonstra desde cedo interesse pelos estudos e pela cultura, formou-se numa escola técnica. - O seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico. Fascinado pelos livros, visitava, à noite, com grande frequência, a Biblioteca Municipal.
  5. 5. • Embora sem estudos, foi Escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista, ensaísta e poeta. • As suas obras mais conhecidas foram O Evangelho segundo Jesus Cristo , Ensaio sobre a Cegueira mas, a que lhe valeu um Prémio Nobel da Literatura Portuguesa foi o Memorial do Convento. • José Saramago foi conhecido por utilizar um estilo oral, próprio dos contos de tradição oral populares em que, a vivacidade da comunicação é mais importante do que a correção ortográfica de uma linguagem escrita.
  6. 6. O convento de Mafra
  7. 7. • Em termos arquitetónicos é uma obra de arte, historicamente um símbolo de poder. • Do ponto de vista literário é o epicentro de um dos mais singulares romances da língua portuguesa, o Memorial do Convento. • Construção em estilo barroco Joanino, iniciada em 1717 por promessa D. João V de Portugal. • É símbolo do esforço e trabalho dos homens que, cederam aos caprichos do rei. Na obra José Saramago imortaliza os construtores, enumerando vários nomes triviais como os de hoje. • Classificado como Monumento Nacional em 1910, foi um dos finalistas para uma das Sete Maravilhas de Portugal a 7 de Julho de 2007.
  8. 8. Barroco Joanino (interior do convento de Mafra) Enfermaria Sala Elíptica Sala dos Atos Literários Escadaria La Lys Refeitório
  9. 9. Estrutura Externa • A obra tem 25 capítulos e 3 planos: Plano da História: -Portugal no século XVIII; -Reinado de D. João V; -Construção do Convento de Mafra; -Inquisição, autos de fé, casamento dos Infantes; Plano Da Ficção: -O narrador molda as personagens Históricas; Plano do Fantástico: -Construção da Passarola Voadora; - Dom de Blimunda Sete-Luas;
  10. 10. O narrador • Heterodiegético, isto é, um narrador de 3ª pessoa que relata a história, que estrutura os factos, mas que, embora não participando na narrativa, consegue organizá-la e manipulá-la. • Homodiegético, incluindo-se a si próprio e ao narratário no fio narrativo, como acontece na apresentação de Baltasar ou na referência à passagem dos condenados no auto de fé. • Omnisciente, o que lhe permite conhecer todos os factos. Este conhecimento da História, possibilita-lhe a apropriação do passado e do futuro.
  11. 11. Espaço • Os espaços físicos privilegiados pela ação são Mafra e Lisboa, sendo também espaços sociais. • Lisboa – “Esta cidade mais que todas, é uma boca que mastiga de sobejo para um lado e de escasso para o outro” • Mafra – Encontramos constantes referências a que dava trabalho para muita gente, mas socialmente destruiu famílias e criou marginalização. • Alentejo – surge igualmente como um espaço social importante, na medida em que permite conhecer-se a miséria que o povo passava.
  12. 12. Classificação da Obra • Pode ser considerada um Romance Histórico pois contém uma descrição minuciosa da Sociedade Portuguesa da época mas, o ponto de vista do Narrador altera o ponto de vista Histórico. Como tal a sua classificação enquanto Romance Histórico não é consentida. • Romance Social pois preocupa-se com a realidade social Portuguesa da época. • Romance de Intervenção pois visa denunciar a história repressiva vivida em Portugal. • Romance de Espaço pois traduz vários quadros sociais que permitem um melhor conhecimento do ser Humano
  13. 13. Contextualização Politica, Social e Económica • Memorial do Convento evoca o período da história portuguesa respeitante ao reinado de D. João V, no século XVIII, procurando uma ponte com as situações políticas de meados do século XX. Reescreve essa época de luxo e de grandeza da Corte de Portugal, que procura imitar o esplendor da Corte francesa do Rei-Sol, Luís XIV. O poder absoluto e o iluminismo que configuram este século das luzes vão marcar os seus gostos estéticos e as mentalidades de uma forma decisiva. Em Portugal, D. João V deixa-se influenciar pelos diplomatas que o cercam e pela riqueza vinda do Brasil.
  14. 14. Absolutismo de D. João V • O Absolutismo de D. João V baseou-se no modelo de Luís XIV de França, governou Portugal criando o seu próprio Modelo o Absolutismo Joanino. • O Absolutismo consiste na concentração de todos os poderes nas mãos do monarca, ou seja, o monarca concentra em si o poder legislativo, judicial e executivo
  15. 15. O Iluminismo • Movimento cultural e intelectual, na Europa dos séculos XVII e XVIII, o iluminismo pretendeu dar à razão a capacidade de iluminar ou explicar racionalmente os fenómenos naturais, sociais e religiosos. Em Portugal, este movimento tem a sua primeira fase com D. João V.
  16. 16. Tribunal da Santa Inquisição Criado no Fim da Idade Média e, estendeu-se pela Europa durante o Renascimento. Quem exercia esta função eram os membros mais ricos do Clero. A sua principal função era torturar e perseguir os hereges que, eram acusados por feitiçarias, e conspirar contra Deus ou, por serem de outras religiões.
  17. 17. Contextualização social
  18. 18. Espaço Social Quadros Personagens/Classes Sociais Tema ou Aspetos Entrudo/ Quaresma Todas as Classes Sociais; -A religião como pretexto para a prática de excessos; -Sensualidade/Misticismo * Histórias de Milagres e Crimes -Clero e Povo; -O Frade ladrão; -Libertinagem; Superficialidade Autos-de-fé -Todas as Classes Sociais -Repressão religiosa e política; -Fanatismo; Batizados e funerais régios Rei e Rainha/ Nobreza e Clero (povo assiste) -luxo e ostentação; -A Vida e a Morte como espetáculos; *Misticismo é a busca da comunhão com uma derradeira realidade, divindade, verdade espiritual ou Deus através da experiência direta ou intuitiva.
  19. 19. Quadros Personagens/ Classes Sociais Tema ou Aspetos A elevação a Cardeal do inquisidor D. Nuno da Cunha Nobreza e Clero (povo assiste); -Luxo e Ostentação; Vida conventual -frades e freiras; -Nobreza; -Desrespeito pelas normas religiosas, libertinagem; Tourada -Todas as Classes Sociais; - O Sangue e a Morte como espetáculo; Procissão do Corpo de Deus -Todas as Classes Sociais D. João V; - Luxo e Ostentação, sobreposição do profano ao sagrado; - A libertinagem do rei; Cortejo do casamento -Casa Real, infantes/ Nobreza e Clero; (Povo assiste) - O Casamento na realeza, a vida das mulheres; - Luxo e ostentação desmedidas; - Contraste com a Miséria do Povo;
  20. 20. Contextualização da Obra • A Ação principal da Obra é a construção do Convento de Mafra que, foi um desejo e uma promessa de D. João V. • Ação secundária é a história de amor entre Blimunda Sete-Luas e Baltasar Sete-Sóis; a construção da passarola (sonho de Bartolomeu de Gusmão).
  21. 21. • Na ação principal encaixam-se outras ações, constituindo diferentes linhas de ação que se articulam com a primeira. • 1ª Linha da Ação( D. João V): Abrange todas as personagens da família real e relaciona-se com a segunda linha de ação, uma vez que a promessa do rei é que vai possibilitar a construção do convento. Esta linha tem como espaço principal a corte e, depois, o convento, na altura da sua inauguração, no dia do aniversário do rei. • 2ª Linha da Ação( A construção do Convento): Esta é a linha da ação principal da história, a par da quarta – a que respeita à construção da passarola. Esta segunda linha de ação vai ganhando relevo e une a primeira à terceira: se o convento é obra e promessa do rei, é ao sacrifício dos homens, aqui representados por Baltasar e Blimunda, que ela se deve. Glorificam-se aqui os homens que se sacrificam, passam por dificuldades, mas que também as vencem.
  22. 22. • 3º linha de ação (A de Baltasar e Blimunda)- Nesta linha relata-se uma história de amor e o modo de vida dos portugueses. Baltasar e Blimunda são os construtores da passarola; Baltasar é também, depois, construtor do convento. • 4ª linha de ação (A de Bartolomeu Lourenço)- Relaciona-se com o sonho e o desejo de construir uma máquina voadora. Articula-se com a primeira e segunda linhas de ação, porque o padre é mediador entre a corte e o povo. Também se enquadra na terceira linha, dado que a construção da passarola resulta da força das vontades que Blimunda tem de recolher para que a passarola voe.
  23. 23. • Verifica-se a existência de um plano ficcional que se cruza com a História, uma vez que a construção da passarola, evento a que a História se refere, acaba por ser ficcionada quando se afirma que se moverá pela força das “vontades” que Blimunda recolhe. • A construção da passarola é o fio condutor de toda a narrativa pois consegue-se observar quase todos os passos, e até partilhar do entusiasmo das personagens, enquanto que da construção do convento só se sabe as fases da construção.
  24. 24. Quem foi D. João V? • D. João V foi o vigésimo-quarto rei de Portugal, o seu reinado foi o mais rico da História de Portugal. • D. João V foi um grande edificador, e dotou principalmente a capital portuguesa de numerosas construções. Fomentou o estudo da história e da língua portuguesa; gastou a maior parte da sua riqueza nos edifícios que construiu e, uma das maiores obras de arte que construi foi o Convento na Vila de Mafra. • Casou com D. Maria Ana Josefa de Áustria e, o seu sucessor foi o seu filho D. José.
  25. 25. Caracterização de D. João V na Obra • Em Memorial do Convento, José Saramago caracteriza-o como megalómano (caracteriza a obsessão de realizar feitos e atos grandiosos), infantil, devasso, libertino e ignorante, que não hesita em utilizar o povo, o dinheiro e a posição social para satisfazer os seus caprichos. Poderoso e rico, D. João V anda preocupado com a falta de descendente, apesar de possuir bastardos. Promete "levantar um convento em Mafra" se tiver filhos da rainha Maria Ana Josefa, com quem tem relações para cumprimento do dever, em encontros frios e programados. A sua pretensão vai realizar-se com o nascimento da princesa Maria Bárbara e, apesar da deceção por não ser um menino, mantém a promessa de que "Haveremos convento." (Cap. VII).
  26. 26. Quem foi D. Maria Ana Josefa? • Maria Ana Josefa, arquiduquesa de Áustria, era filha do imperador Leopoldo I e da sua terceira mulher, a condessa Leonor Madalena. • Foi rainha de Portugal de 1708 a 1750, enquanto mulher do Rei D. João V de Portugal. Três dos seus filhos sentaram-se no trono: D. José, Rei de Portugal, D. Pedro e D. Maria Bárbara, Rainha de Espanha pelo casamento. • Muito culta, conhecia e falava alemão, francês, italiano, espanhol, latim e português, além de perceber inglês.
  27. 27. Caracterização de D. Maria Ana Josefa na Obra • De origem austríaca, a rainha, surge como uma mulher cuja única missão é dar herdeiros ao rei para glória do reino e alegria de todos. É símbolo do papel da mulher da época: passiva, insatisfeita, submissa, simples procriadora, objeto da vontade masculina. Vive um casamento baseado na aparência, na sexualidade reprimida e num falso código ético, moral e religioso. • Só através do sonho se liberta e assume a sua feminilidade.
  28. 28. Capítulo I • O começo da obra tem algo de paródico, começa com a ida do rei ao quarto da rainha para tentar mais uma vez fecunda-la ”D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher(…) para dar infantes à coroa portuguesa e até hoje ainda não emprenhou”. Nem a persistência do rei nem a paciência e humildade da rainha a fizeram engravidar. • Num tempo onde o poder temporal e espiritual andam de mãos dadas iria aparecer uma solução. • Um dia enquanto o rei se preparava para realizar o seu dever real, aparece o Bispo inquisidor D. Nuno da Cunha, acompanhado de um franciscano.
  29. 29. • Este, afirma que o franciscano sonhou com Deus e, Deus disse-lhe que o rei teria sucessão, se mandasse levantar em Mafra um convento de Franciscanos. Enquanto isso a rainha conversa e reza com a marquesa de Unhão. • Apos a saída do Bispo e do frei, o rei anuncia-se e, consumado o ato sexual, na presença da corte e, agora D. Maria tem que «guardar o choco», a conselho de um médico, e murmura orações, pedindo ao menos um filho. • Ela dorme descansada e sonha com o infante D. Francisco, D. João também sonha mas, com o filho que poderá advir da promessa de construir o convento de Franciscanos em Mafra.
  30. 30. Síntese do Capítulo I • Anúncio da ida de D. João V ao quarto da rainha. • Desejo de D. Maria Ana: satisfazer o desejo do rei de ter um herdeiro para o reino. • Passatempo do rei: construção, em miniatura, da Basílica de S. Pedro de Roma. • Premonição de um franciscano: o rei terá um filho se erguer um convento franciscano em Mafra. • Promessa do rei: mandar construir um convento se a rainha lhe der um filho no prazo de um ano. • Chegada do Rei ao quarto da rainha, decidido a ver cumprida a promessa feita a Frei António de S. José.
  31. 31. Capítulo II • Se a conceção da rainha ocorresse, seria vista como mais um entre os vários milagres tradicionalmente relacionados com a ordem de São Francisco. • No caso de Santo António, ele diz que é o guarda e vigiava uma igreja franciscana, deslocava-se até a janela e, quando os ladrões tentavam entrar, a imagem de Santo António pregava-lhes um susto. Um dia a Imagem caiu ao chão mas, foi socorrida pelos fieis. • Um frade, exaltado pelo zelo, culpou Santo António por ter deixado ali passar alguém, se que nada lhe tirasse, e ia roubar o altar-mor. O frade tirou o Menino ao santo e tomou-o como fiador, até que o santo lhe devolvesse as lâmpadas e, outras situações milagrosas se passaram. • O narrador volta ao caso do frei António de S. José, e faz-nos de novo desconfiar de que o freire, através do confessor de D. Maria Ana Josefa, tinha sabido da gravidez da rainha muito antes do Rei.
  32. 32. Síntese do Capítulo II • Referência a milagres franciscanos que auguram a promessa real: história de Frei Miguel da Anunciação (o corpo que não corrompia e os milagres); história de Sto. António (seus milagres e castigos); os precedentes franciscanos. • Visão crítica do narrador face às promessas e milagres dos franciscanos: o mundo marcado por excesso de riqueza e extrema pobreza. • O Frei António de S. José e faz-nos de novo desconfiar de que o freire, através do confessor de D. Maria Ana Josefa, tinha sabido da gravidez da rainha muito antes do Rei.
  33. 33. Capítulo III • Passado o «Entrudo», como de costume durante a Quaresma as ruas enchem-se de gente que faziam as suas penitências. A Quaresma era a única época em que as mulheres podiam percorrer as igrejas sozinhas e assim gozar de uma rara liberdade, que lhes permitia até mesmo encontrarem-se com os seus amantes secretos. • Porém, D. Maria Ana não podia gozar desta liberdade pois, era rainha de Portugal e estava grávida. Assim tendo ido para a cama cedo, consolou-se a sonhar mais uma vez com D. Francisco seu cunhado. • Quando acabava a Quaresma, todas as mulheres retornavam para a reclusão das suas casas.
  34. 34. Síntese do Capítulo III • Reflexões sobre Lisboa: condições de vida; visão abjeta da cidade no Entrudo; crítica a hábitos religiosos, à procissão da penitência, à Quaresma. • O estado de gravidez da rainha (da condição de mulher comum à sua infinita religiosidade). • O sonho da rainha com o cunhado (tópico da traição).
  35. 35. Baltasar Sete-Sois • Baltasar Mateus é um dos membros do casal protagonista da narrativa. De alcunha Sete-Sóis, deixa o exército depois de ter ficado maneta, perdendo a mão esquerda, na Guerra da Sucessão de Espanha (1704-1712), passando a encarnar a crítica do narrador à desumanidade da guerra. • Conhece Blimunda em Lisboa e com ela partilha a vida e os sonhos. De ex-soldado passa a açougueiro em Lisboa; depois, a construtor da passarola; e, posteriormente, integra o contingente de operários das obras do convento. A sua tarefa máxima vai ser a construção da passarola, quando o padre Bartolomeu desaparece em Espanha.
  36. 36. Capítulo IV • Baltasar regressa a Lisboa, vindo da guerra, onde perdeu a mão esquerda numa batalha contra Espanha. Ao voltar a Lisboa trás consigo os ferros que mandara fazer para substituir a mão que perdeu na guerra. • Não sabia se ficava em Lisboa ou se voltaria a Mafra onde estavam os seus pais, enquanto isso vagueia nas ruas de Lisboa e, conhece João Elvas, que També fora soldado, com quem passa a noite junto de outros mendigos. • Antes de dormirem estes contavam as suas experiencias da guerra, o tipo de mortes que assistiam em Lisboa etc…
  37. 37. Síntese do Capítulo IV • Apresentação de Baltasar Mateus: Sete-Sóis, 26 anos, natural de Mafra, maneta à esquerda, na sequência da Batalha de Jerez de los Caballeros (Espanha). • Estada em Évora, onde pede esmola para pagar um gancho de ferro e poder substituir a mão • Percurso até Lisboa, onde vive muitas dificuldades. • Indecisão de Baltasar: regressar a Mafra ou dirigir-se ao Terreiro do Paço (Lisboa) e pedir dinheiro pela mutilação na guerra. • Encontro de Baltasar Sete-Sóis com um amigo, antigo soldado: João Elvas. • Referências ao crime na cidade lisboeta.
  38. 38. Blimunda Sete-Luas • Mulher sensual e inteligente, Blimunda de Jesus é "batizada" de Sete-Luas pelo padre Bartolomeu de Gusmão ("Tu és Sete-Sóis porque vês às claras, (...)). • Baltasar quer partilhar a sua vida, numa existência de amor pleno, de liberdade, sem compromissos e sem culpa. O amor puro e verdadeiro que os une foge às convenções, subvertendo a moral tradicional e entrando no domínio do maravilhoso.
  39. 39. Capítulo V • D. Maria Ana Josefa está de luto pela morte do seu irmão José, imperador da Áustria. Apesar do rei ter declarado luto, a cidade está alegre, pois vai haver um Auto-de-Fé. • É domingo e os moradores gostam de ver as torturas impostas aos condenados pela Santa Inquisição. A família real não participa na festa, mas jantará na sede da Inquisição. • Na rua o povo grita insultos aos condenados. Entre a multidão encontrava-se a mãe de Blimunda que está a ser condenada ao degredo, em Angola.
  40. 40. • Blimunda acompanhada pelo Padre Bartolomeu Lourenço fica a saber que atras de si um homem poderá ser o seu companheiro, a quem se dirige para lhe perguntar o seu nome. • Voltando para a sua casa, Blimunda leva consigo o padre e deixa a porta aberta que o recém conhecido iria entrar. Jantam e, antes de sair o padre deu a bênção a tudo o que cercava o casal. Blimunda convida Baltasar para que fique morando na sua humilde casa, pelo menos até que ele tivesse de voltar a Mafra. Deitaram se e Blimunda era virgem e integra-se a ele. Com o sangue da virgindade desenhou uma crus no peito de Baltasar. • No dia seguinte, ao acordar, Blimunda, sem abrir os olhos, como um pedaço de pão e promete a Baltasar que nunca o olharia por dentro, pois ela tem o dom de ver o interior das pessoas em jejum.
  41. 41. Síntese do Capítulo V • Fragilidade de D. Maria Ana, com a gravidez e com a morte do seu irmão José (imperador da Áustria). • Apresentação de Sebastiana Maria de Jesus, mãe de Blimunda (Sete Luas) - condenada ao degredo (Angola), por ter visões e revelações. • Espetáculo do auto de fé assistido por Blimunda, na companhia do padre Bartolomeu Lourenço. • Proximidade de Baltasar Mateus (Sete-Sóis), que trava conhecimento com Blimunda assim que esta lhe pergunta o nome. • Paixão de Baltasar pelos olhos de Blimunda.
  42. 42. • União de Bartolomeu Lourenço, Blimunda e Baltasar, após o auto de fé, tendo o ex-soldado acompanhado o padre e Blimunda a casa desta, onde comeram uma sopa. • Apresentação de Blimunda como vidente (quando está em jejum vê as pessoas “por dentro”). • Consumação do amor de Baltasar e Blimunda (19 anos, virgem), com esta a prometer que nunca o olhará por dentro.
  43. 43. Resolução da Página 186 Compreender
  44. 44. 1.1 – Seleciona as expressões que conferem ao tratamento do problema da infertilidade com um tom depreciativo e irónico. • Algumas expressões que conferem ao tratamento do problema da infertilidade com um tom depreciativo e irónico são, por exemplo, “(…) para dar infantes a coroa portuguesa e até hoje ainda não emprenhou.”; “(…) tem a madre seca(…)”; “(…) primeiro porque a esterilidade não é mal dos homens, das mulheres sim(…)”; “A primeira razão é que um rei, e ainda mais se de Portugal (…);
  45. 45. 1.2 – Prova que a responsabilidade da falta de sucessão é atribuída inteiramente à Rainha. • A responsabilidade da falta de sucessão é atribuída totalmente à rainha pois, a culpa não pode ser atribuída ao rei de Portugal “(…) Que caiba a culpa ao rei, nem pensar, primeiro porque a esterilidade não é mal dos homens´, das mulheres sim(…)”, logo no inicio é referido que D. Maria Ana Joséfa chegou a Portugal há mais de dois anos e ainda não deu infantes ao reino “(…) que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa e até hoje não emprenhou.”, os boatos que circulam no reino de que a rinha é estéril “(…)provavelmente tem a madre seca(…)”
  46. 46. 1.3 - Explicita a mentalidade da época, expressa pelo narrador em relação ao papel da mulher na relação conjugal. • O narrador quer demonstrar a mentalidade do século XVIII, relativamente ao papel da mulher na relação conjugal. • Maria Ana Joséfa simboliza o papel da mulher, insatisfeita, submissa, simples procriadora, objeto da vontade do homem. • Exemplos da obra “(…) para dar infantes à coroa portuguesa” “(…) nem a paciência e humildade da rainha que,(…) se sacrifica a uma imobilidade total (…)”
  47. 47. 1.4 – Indica as passagens que demonstram que o poder regulador da Igreja se estende à intimidade do casal. • Algumas passagens que demonstram que o poder regulador da igreja se estende à intimidade do casal são, “(…) promessa que fez a Deus por intermédio e bons ofícios de frei António de S. José(…)”, (…) dobrando a fé com que ao mesmo Deu impetra sucessão.”.
  48. 48. 1.5 – Salienta os factos que comprovam que este encontro conjugal está rodeado de um ambiente pouco propício à intimidade do casal. Os factos que comprovam que este encontro conjugal está rodeado de um ambiente pouco propício à intimidade do casal são, a presença de uma assembleia no quarto, as vénias que são abundantes durante toda a função e, as relações frias dos reis (linhas 27,28,29).
  49. 49. 1.6 – Caracteriza, a partir dos elementos textuais, a relação entre o rei e a rainha. • A relação entre D. João V e D. Maria Ana Joséfa era fria, distante e, ausente de sentimentos. • Exemplos da Obra: “(…) e el-rei, que já cumpriu o seu dever real(…)”, “(…)nem a paciência e humildade da rainha que,(…) se sacrifica a uma imobilidade total (…)”
  50. 50. 1.7 – Comenta, oralmente, as referências bíblicas, presentes nos dois últimos parágrafos. • Saramago refere-se a ave-maria “(…) adormece no meio duma ave- maria cheia de graça, ao menos com essa foi tudo mais fácil, bendito seja o fruto do vosso ventre(…) ao menos um filho, Senhor, ao menos um filho(…)”
  51. 51. Conclusão • Com a realização deste trabalho podemos concluir que José Saramago foi um Grande escritor português que combateu a falta de liberdade de expressão na época em que viveu(Salazarismo). • Para além disso exploramos a estrutura externa da obra, os Planos que estão presentes na obra, o tipo de Narrador, o Espaço e a Classificação da obra enquanto romance histórico, social, espaço e intervenção. • Também ficamos a conhecer melhor duas personalidades importantes da história do nosso pais, nomeadamente D. João V e D. Maria Ana Josefa e a sua caracterização fictícia presente na obra Memorial do Convento. • Fizemos uma breve contextualização da obra e, divisão em planos e, abordamos o conceito de Tribunal da Santa Inquisição.
  52. 52. • Falamos sobre a contextualização politica, social e económica vidada no século XVIII. • Resumimos os cinco primeiros capítulos da obra o que no nosso ponto de vista foi muito produtivo para perceber a obra. • Embora não nos fosse proposto, achamos que era necessário fazer uma caracterização breve de Baltasar Sete-Sois e Blimunda Sete-Luas pois, são personagens que têm importância para a compreensão do Capítulo IV e Capítulo V. • Para finalizar, respondemos ao questionário da página 185 do manual. • Gostamos de realizar este trabalho pois a obra Memorial do Convento é um Obra-Prima que teve como prestígio um Prémio Nobel da Literatura Portuguesa e todos nós temos de dar valor a uma obra desta magnitude.

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