Campus Académico de Silves
Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Algarve
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GANGRENA DE FOURNIER
Autores:
Debora Alexandra Mateus
João Paulo Fino Chouriço
João Pedro das Neves Grade
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1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................
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1. INTRODUÇÃO
Este trabalho foi desenvolvido no âmbito da disciplina de Patologia Geral do 2º
semestre do 1º ano da lice...
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A gangrena é um grave processo de degeneração dos tecidos, geralmente
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5. BIBLIOGRAFIA
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Roteiro de Imagens
Figura 1 – Necrose do Hemiscroto Direito
Figura 2 – Lesão eritematosa escrotal com tumefacção
Figura 3 – Desbridamento cirúrgico num doente com gangrena de fournier
Figura 4 – Aspecto da reconstrução da zona genital ...
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GANGRENA DE FOURNIER

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GANGRENA DE FOURNIER

  1. 1. Campus Académico de Silves Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Algarve Decreto nº 36/2002 de 06 de Novembro Licenciatura em Enfermagem GANGRENA DE FOURNIER Debora Alexandra Mateus João Paulo Fino Chouriço João Pedro das Neves Grade Micaela Abdreia Mariano dos Santos Rebeca Estanislau Vieira Matos Lopes Silves, Junho de 2011.
  2. 2. 1 GANGRENA DE FOURNIER Autores: Debora Alexandra Mateus João Paulo Fino Chouriço João Pedro das Neves Grade Micaela Andreia Mariano dos Santos Rebeca Estanislau Vieira Matos Lopes Docente: Professora Doutora Ana Couto Silves, Junho de 2011.
  3. 3. 2
  4. 4. 3 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 4 2. GANGRENA ...................................................................................................... 5 3. GANGRENA DE FOURNIER............................................................................. 6 3.1. Epidemiologia .......................................................................................................... 6 3.2. Etiologia.................................................................................................................... 6 3.3. Fisiopatologia.......................................................................................................... 7 3.4. Evolução clínica...................................................................................................... 7 3.5. Abordagem............................................................................................................... 8 3.6. Tratamento ............................................................................................................... 8 4. CONCLUSÃO .................................................................................................... 9 5. BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 10 ROTEIRO DE IMAGENS ..................................................................................... 11
  5. 5. 4 1. INTRODUÇÃO Este trabalho foi desenvolvido no âmbito da disciplina de Patologia Geral do 2º semestre do 1º ano da licenciatura em Enfermagem. Foram abordadas varias patologias durante o ensino e proposto o desenvolvimento num trabalho escrito de uma das patologia abordadas, das varias patologias para desenvolvimento escolhemos a gangrena. Sendo os tecidos do nosso corpo muito importantes para vitalidade do organismo torna-se pertinente abordar e estudar as patologias associadas a este. A gangrena é uma das patologias que afecta a integridade dos tecidos levando a sua morte (necrose). Dentro desta patologia surgem inúmeras causas e vários tipos de gangrenas, tornou-se pertinente neste trabalho o desenvolvimento de um tipo de gangrena, a gangrena de fournier, uma das mais letais ate hoje estudada. A gangrena de fournier ou fascite necrosante é conhecida desde a antiguidade, foi descrita por fournier em 1983 como uma gangrena idiopática que funcionalmente destrói rapidamente a genitália. Recebe o nome de síndrome de fournier quando o processo infeccioso acomete a região perineal, porém é também conhecida como fascite necrosante do períneo, gangrena escrotal, celulite necrosante sinérgica, gangrena sinérgica, gangrena idiopática, gangrena fulminante. Esta afecção que se localiza na região perienal e adjacências com presença de dor, febre edema e que evolui para necrose sendo um quadro dramático ate mesmo para os profissionais de saúde.
  6. 6. 5 2. GANGRENA A gangrena é um grave processo de degeneração dos tecidos, geralmente associado a um menor fornecimento de sangue à zona afectada, causando em alguns casos infecção, muitas vezes associado aos clostrídios e outras bactérias, que termina em necrose desses tecidos. A gangrena surge como consequência da acção de vários factores como contusões, fracturas, queimaduras devido ao frio, arteriopatias, que comprometem gravemente a integridade dos tecidos em algumas zonas do corpo, em alguns casos pode surgir devido a lesões dos troncos nervosos, sendo esta mais rara que a as anteriores. Sendo assim consideram-se como causas das gangrenas todas as situações patológicas que causem uma interrupção ou uma redução acentuada do fluxo arterial em determinada zona do corpo (tromboses ou embolias, oclusões ou rupturas traumáticas de troncos artérias) ou ainda uma profunda alteração da realização das funções vitais das células como resultado de uma regulação nervosa incongruente (nevrites, radiculites, doenças prolongadas da medula espinal). A gangrena pode também desenvolver-se a partir de uma ferida cirúrgica, particularmente quando a quantidade de sangue que chega à zona afectada é insuficiente para as necessidades dos tecidos. Desta forma a gangrena é um fenómeno final da alteração progressiva dos tecidos, que pode surgir em órgãos internos, quer frequentemente na pele (principalmente nos membros), que segundo a situação clínica e o estado da infecção pode assumir diferentes aspectos, distinguindo-se assim vários tipos de gangrenas: a seca, a húmida e a gasosa, detectáveis a olho nu quando esta se localiza na parte externa do corpo. A gangrena seca e húmida, está relacionada com a humidade presente no ar, que permite que uma maior ou menor evaporação da serosidade produzida, mas também com a quantidade de liquido intersticial, dependente da circulação local. A gangrena gasosa surge na presença de germes anaeróbios, como o clostrídio que só se desenvolve na ausência de oxigénio, que produzem gases que são detectáveis à palpação porque evidenciam uma crepitação característica. Sem duvida que esta patologia, é uma situação grave em que é necessário agir rapidamente e de uma forma rigorosa, na maioria das vezes mediante a extirpação cirúrgica da parte lesada e com terapêutica antibiótica controlada com o fim de limitar e circunscrever a acção bacteriana à região já irrecuperável.
  7. 7. 6 3. GANGRENA DE FOURNIER 3.1. Epidemiologia Cerca de uma em 7500 pessoas é afectada, atingindo mais homens do que mulheres, numa proporção de 10:1, ocorrendo geralmente por volta dos quarenta anos em média. 3.2. Etiologia A gangrena de fournier (GF) caracteriza-se por ser uma infecção microbiana, necrotizante de inicio agudo afectando a fáscia superficial e a fáscia profunda da região genital e perineal, causando graves mutilações e apresentada uma elevada taxa de mortalidade, esta patologia aparece com a presença de dor, febre e edema que evolui para necrose. Esta gangrena é descrita como idiopática, apresentando uma causa identificável em cerca de 95% dos casos. O processo necrotizante é usualmente causado por uma infecção no tracto urogenital, anorectal, lesões da pele da região perineal ou estados de imunodepressão, nestes temos como factor desencadeador leucemias e HIV. Nas infecções do tracto urogenital incluem-se infecções de glândulas bulbo-uretrais, fimose, infecção do tracto urinário baixo e doença de Crohn. Já nas infecções anorectais apresentam-se infecções de glândulas perianais, complicações de tumores colorretais, diverticulite colónica, apendicite. As lesões da pele da região perineal podem ser causadas por hidradenite supurativa, úlcera de pressão da bolsa escrotal e ainda por trauma intencional como é o caso dos piercings. Patologias que comprometem o sistema imunológico têm sido implicadas como factores necessários para o desenvolvimento da Gangrena de Fournier. Os factores mais comuns são a diabetes mellitus, a obesidade mórbida, cirrose, doença vascular da pelve, comportamentos de alto risco, como, por exemplo, alcoolismo, abuso de drogas por via intravenosa e ainda imunossupressão devido a doença sistémica ou administração de esteroídes. A Gangrena de Founier é uma doença de etiologia microbiana, aeróbios Gram negativo (Escherichia Coli, Pseudomonas Aeruginosa, Proteus Mirabilis, Klebsiella Pneumoniae, Providencia Stuartii), aeróbios gram positivo (Enterococus, Estafilococus Aureus, Estafilococus Epidermidis), anaeróbios (Bacteroides Fragilis, Bacteroides
  8. 8. 7 Melaninogenicus, Estreptococus) e fungos podem estar implicados no desenvolvimento da patologia. 3.3. Fisiopatologia A infecção causada representa um desequilíbrio entre a imunidade do hospedeiro que frequentemente é comprometida por um ou mais factores e a virulência dos microrganismos desencadeadores da doença. Os factores etiológicos permitem a existência de uma porta de entrada para os microrganismos no períneo, a imunidade comprometida proporciona um ambiente favorável para iniciar a infecção, a virulência do microrganismo promove a rápida disseminação da doença. A virulência dos microrganismos resulta da produção de toxinas ou enzimas que criam um ambiente favorável a uma rápida multiplicação bacteriana. A maioria das investigadores acredita que a natureza microbiana da gangrena de fournier é necessária para criar a cooperação enzimática que promove a rápida multiplicação e disseminação da infecção. Por exemplo, um microrganismo pode produzir as enzimas necessárias para a coagulação dos vasos, podendo ocorrer uma trombose desses mesmos vasos, se acontecer, a irrigação sanguínea local, assim, a tensão de oxigénio nos tecidos diminui. A hipoxia tecidual resultante permite o crescimento de bactérias anaeróbias facultativas e organismos microaerofilicos. Estes últimos, por sua vez, podem produzir enzimas, que levam à digestão das barreiras fascial, promovendo a rápida extensão da infecção. 3.4. Evolução clínica Sintomas de febre e astenia (2 a 7 dias) Dor genital intensa com edema local Surgimento de eritema Escurecimento e crepitação subcutânea Gangrena da genitália e drenagem purulenta Efeitos sistémicos (septicemia)
  9. 9. 8 3.5. Abordagem Devesse realizar a anamnese, um exame físico com especial atenção à palpação da genitália, do períneo e toque rectal, exames laboratoriais que possam mostrar a presença de distúrbio electrolítico, desidratação, intolerância à glicose, contagem glóbulos brancos, perfil de coagulação, sendo por vezes necessário recorrer também a exames como RX para a detecção de colecções gasosas nos tecidos constituindo indicação cirúrgica inquestionável, Ecografias sendo mais sensível que o RX pode detectar também a presença de gases e corpos estranhos, TAC e RMN também com o mesmo objectivo. 3.6. Tratamento O tratamento da gangrena de fournier é constituído por antibioterapia de largo espectro, esta antibioterapia deve abranger Staphylococci, Streptococci, família dos enterobacteriaceae e anaeróbios. Deve ser realizado um desbridamento cirúrgico precoce e amplo da pele e tecido celular subcutâneo da área afectada, este desbridamento deve ser feito com electrocautério e deve-se reintervir cirurgicamente perante suspeitas de uma excisão anterior incompleta. A oxigénioterapia hiperbárica representa um tratamento adjuvante extremamente eficaz contribuindo para uma melhoria das condições locais de hipoxia, destruição bacteriana e recuperação tecidual. As principais complicações associadas à doença de Fournier são a sépsis, muitas vezes causadas por o não reconhecimento da causa da infecção ou a extensão do processo necrotizante fora da ferida. Complicações de doença aguda, como endocardite bacteriana, pneumonia e a multiplicação das patologias (enfarte agudo do miocárdio, insuficiência respiratória, úlceras de pressão) Face ao carácter explosivo da doença a abordagem pode desencadear numa situação muitas vezes fatal. O risco da mortalidade pode ser directamente proporcional à idade do paciente e ao grau de toxicidade sistémica, bem como a extensão do envolvimento do tecido local.
  10. 10. 9 4. CONCLUSÃO Ao realização deste trabalho permitu-nos desenvolver e adquirir um conhecimento mais aprofundado da patologia abordada, vimos que esta patologia apresenta um grau de risco elevado podendo ser letal se não for tratado em tempo utilir e nas devidas condições. Este trabalho vem ajudar ao desenvolviento da nossa carreira profissional para poderemos estar preparados para agir cabalmente e com a excelencia de um enfermeiro, que faz parte que vastas equipas de trabalho, que desenvolvem o seu trabalho em torno do utente/doente, podendo dar uma resposta segura e rapida, respondendo aos anseios que os doentes e familiares depositam na nossa classe profissional.
  11. 11. 10 5. BIBLIOGRAFIA Wang K, Shi C0. Necrotizing fascitis of the extremities. J Trauma 1992; Smith GL, Bunker CB, Dinneen MD. Fournier's gangrene. Br J Urol. Mar 1998 Clayton MD, Fowler JE Jr, Sharifi R, Pearl RK. Causes, presentation and survival of fifty- seven patients with necrotizing fasciitis of the male genitalia. Surg GynecolObstet. Jan 1990 Mergenhagen SE, Thonard JC, Scherp HW. Studies on synergistic infections. I.Experimental infections with anaerobic streptococci. J Infect Dis. Korhonen K, Hirn M, Niinikoski J. Hyperbaric oxygen in the treatment of Fournier's gangrene. Eur J Surg. Apr 1998 Hollabaugh RS Jr, Dmochowski RR, Hickerson WL, Cox CE. Fournier's gangrene: therapeutic impact of hyperbaric oxygen KS Norton, LW Johnson, Perry T, et al. Gestão da gangrena de Fournier: uma análise retrospectiva de onze anos do reconhecimento precoce, diagnóstico e tratamento Surg. Am. Agosto 2002
  12. 12. Roteiro de Imagens
  13. 13. Figura 1 – Necrose do Hemiscroto Direito Figura 2 – Lesão eritematosa escrotal com tumefacção
  14. 14. Figura 3 – Desbridamento cirúrgico num doente com gangrena de fournier Figura 4 – Aspecto da reconstrução da zona genital após desbridamento cirúrgico.

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