Fluxo de Caixa1

2.197 visualizações

Publicada em

Projeto o DiA - O Diferencial é Aprender

Publicada em: Economia e finanças
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.197
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
182
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
109
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Fluxo de Caixa1

  1. 1. FLUXO DE CAIXA CONCEITO “A Demonstração dos Fluxos de Caixa reporta as entradas de caixa, os pagamentos e o resultado líquido de caixa das atividades de investimento e de financiamento da empresa durante um período, num formato que reconcilia o saldo de caixa inicial e final registrado no balanço patrimonial” Kieso (1998:1274)
  2. 2. FLUXO DE CAIXA CONCEITO “A intitulação DFC não é a mais correta, uma vez que englobamos as contas de caixa e banco. Desta forma, seria mais adequado denominá-lo Demonstração do Fluxo de Disponível.” Marion (1998:381)
  3. 3. FLUXO DE CAIXA RELEVÂNCIA A gestão financeira, para ser eficaz, precisa estar sustentada e orientada por um planejamento de suas disponibilidades. Para isso o gestor precisa de instrumentos confiáveis que o auxiliem a otimizar os rendimentos dos excessos de caixa ou a estimar as necessidades futuras de financiamentos, para que possa tomar decisões certas e oportunas.
  4. 4. FLUXO DE CAIXA GESTÃO “O fluxo de caixa é o instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros de sua entidade para um determinado período”. NEVES (1998:19)
  5. 5. FLUXO DE CAIXA DIMENSÕES TEMPORAIS 1. Planejamento a longo prazo => ocorrência de fluxos corresponde a projetos de investimento ou resultado de longo prazo (geralmente cinco anos) 2. Planejamento a curto prazo => ocorrência de fluxos está enquadrada no plano anual de resultados 3. Planejamento operacional => entradas e saídas de caixa são projetadas para o mês, a semana ou o dia seguinte
  6. 6. FLUXO DE CAIXA O fluxo de caixa é o produto final da integração do Contas a Receber e a Pagar. Caixa Fluxo de Caixa Bancos Aplicações Contas a Receber Contas a Pagar
  7. 7. FLUXO DE CAIXA Fluxo de caixa realizado  Demonstrar o comportamento das entradas e das saídas (passado);  Propiciar análise de tendências;  Servir de base para o planejamento do fluxo projetado;  Identificar os motivos das variações ocorridas (real vs projetado);  Analisar das variações ocorridas;  Gerar informações para o processo decisório e para o planejamento financeiro futuro.
  8. 8. FLUXO DE CAIXA Fluxo de caixa projetado  Informar como se comportará o fluxo de entradas e saídas de recursos financeiros em determinado período (Curto ou a Longo Prazos);  Identificar os excessos de caixa ou a escassez de recursos dentro do período projetado;  Traçar uma adequada política financeira;  Verificar a capacidade da entidade de gerar os recursos necessários para custear suas operações;  Determinar o capital em giro no período;  Determinar o grau de dependência de capitais de terceiros da entidade; etc.
  9. 9. FLUXO DE CAIXA FINALIDADES A DFC permite aos investidores, credores e outros usuários  a capacidade da empresa de gerar fluxos líquidos positivos de caixa, de honrar seus compromissos, pagar dividendos e retornar empréstimos obtidos;  liquidez, solvência e flexibilidade financeira da empresa;  o grau de precisão das estimativas passadas de fluxos futuros de caixa;  os efeitos, sobre a posição financeira da empresa, das transações de investimento e de financiamento.
  10. 10. FLUXO DE CAIXA REQUISITOS  evidenciar o efeito periódico das transações de caixa segregadas por:  atividades operacionais;  atividades de investimento e;  atividades de financiamento, nesta ordem.  evidenciar, em Notas Explicativas, as transações de investimento e financiamento que afetam a posição patrimonial da empresa;  reconciliar o resultado líquido (lucro / prejuízo) com o caixa líquido gerado ou consumido nas atividades operacionais.
  11. 11. FLUXO DE CAIXA DISPONIBILIDADES As disponibilidades compreendem dinheiro em espécie (à mão ou em conta corrente) e as aplicações em equivalentes a caixa, ou seja, as aplicações de sobras de caixa em investimentos de curto prazo para livrá-las das perdas a que estariam sujeitas se expostas em contas não remuneradas.
  12. 12. FLUXO DE CAIXA Equivalentes a Caixa: • Saldo em conta corrente • Numerário em trânsito • Aplicações de liquidez imediata Principais Transações que afetam o Caixa • Integralização do Capital Social • Empréstimos e Financiamentos • Venda de itens do Permanente • Venda a vista e recebimento de duplicatas • Outras entradas (juros recebidos etc)
  13. 13. FLUXO DE CAIXA APRESENTAÇÃO Classificação das movimentações de caixa por atividade: => Atividades Operacionais=> Atividades Operacionais => Atividades de Investimentos=> Atividades de Investimentos => Atividades de Financiamentos=> Atividades de Financiamentos
  14. 14. FLUXO DE CAIXA ATIVIDADES OPERACIONAIS Todas as atividades relacionadas com a produção e entrega de bens e serviços e os eventos que não sejam definidos como atividades de investimento e financiamento. Entradas: – Recebimentos: pela venda de produtos e serviços (a vista ou a prazo), de juros sobre empréstimos concedidos e sobre aplicações financeiras em outras entidades ou de dividendos pela participação no patrimônio de outras empresas. Saídas: – Pagamentos: a fornecedores, aos governos federal, estadual e municipal, referentes a impostos, multas, alfândega e outros tributos e taxas e de juros (despesas financeiras) dos financiamentos (comerciais e bancários) obtidos.
  15. 15. FLUXO DE CAIXA ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Relacionam-se normalmente com o aumento e diminuição dos ativos de longo prazo que a empresa utiliza para produzir bens e serviços. Entradas: • Recebimento: do principal dos empréstimos concedidos ou da venda desses ativos a outras entidades, exceto ativos financeiros classificados como equivalentes-caixa, pela venda de títulos de investimento a outras entidades, pela venda de participações em outras empresas, pelo resgate de participações pelas entidades investidas e pela venda de imobilizado e de outros ativos fixos utilizados na produção. Saídas: • Pagamento: dos empréstimos concedidos pela empresa e pagamento pela aquisição de títulos de investimento de outras entidades, pela aquisição de títulos patrimoniais de outras empresas e de terreno, edificações, equipamentos ou outros ativos fixos utilizados na produção.
  16. 16. FLUXO DE CAIXA ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Relaciona-se com os empréstimos de credores e investidores à entidade. Entradas: • Venda de ações emitidas, empréstimos obtidos no mercado, via emissão de letras hipotecárias, notas promissórias, títulos de dívida ou outros instrumentos, de curto ou longo prazos e recebimento de contribuições, de caráter permanente ou temporários, que, por expressa determinação dos doadores, têm a finalidade estrita de adquirir, construir ou expandir a planta instalada, aí incluídos equipamentos ou outros ativos de longa duração necessários à produção. Saídas: • Pagamento de dividendos ou outras distribuições aos donos, incluindo o resgate de ações da própria empresa, dos empréstimos obtidos (exceto juros) e do principal referente a imobilizado adquirido a prazo.
  17. 17. FLUXO DE CAIXA Métodos para Gerar os Fluxos de Caixa: 1. MÉTODO DIRETO => com base nos registros da “conta Caixa”, ordenando as operações de acordo com sua natureza e condensando-as, poderíamos extrair todos os dados necessários. 2. MÉTODO INDIRETO => com base nas Demonstrações Financeiras.
  18. 18. FLUXO DE CAIXA METODO DIRETO • Vantagens: – Cria condições para que a classificação dos recebimentos e pagamentos siga critérios técnicos e não fiscais; – Permite que a cultura de administrar pelo caixa seja introduzida mais rapidamente; – As informações de caixa podem estar disponíveis diariamente.
  19. 19. FLUXO DE CAIXA METODO DIRETO • Desvantagens: – O custo adicional para classificar os recebimentos e pagamentos; – A possível falta de experiência dos profissionais das áreas contábil e financeira em usar as partidas dobrada para classificar os recebimentos e pagamentos.
  20. 20. FLUXO DE CAIXA MÉTODO INDIRETO – É estruturado por meio de um procedimento semelhante ao da DOAR podendo mesmo ser considerado como uma ampliação do mesmo; – É o método através do qual ajusta-se o lucro líquido de forma a reconciliá-lo ao fluxo de caixa líquido das atividades operacionais.
  21. 21. FLUXO DE CAIXA MÉTODO INDIRETO • Vantagens: – Baixo custo - basta utilizar o Balanço Patrimonial de dois Períodos a DRE e algumas informações adicionais; – Concilia lucro contábil com fluxo de caixa operacional líquido, mostrando como se compõe a diferença.
  22. 22. FLUXO DE CAIXA MÉTODO INDIRETO • Desvantagens: – O custo adicional para classificar os recebimentos e pagamentos; – A possível falta de experiência dos profissionais das áreas contábil e financeira em usar as partidas dobrada para classificar os recebimentos e pagamentos. – O tempo necessário para se obter dados contábeis pelo regime de competência e só depois convertê-las para o regime de caixa; – Interferência da legislação fiscal na Contabilidade.
  23. 23. FLUXO DE CAIXA MÉTODO DIRETO X MÉTODO INDIRETO • Os dois métodos possuem o mérito de gerar informações de caixa, o importante é ter um bom critério no momento da escolha, levando em conta a atividade empresarial. • O FASB recomenda ás empresas a relatar os fluxos de caixa pelo método direto.
  24. 24. FLUXO DE CAIXA CONSIDERAÇÕES FINAIS • Toda empresa deveria elaborar o fluxo de caixa. • Para Peter Drucker: “Há muito tempo se sabe que uma empresa pode operar sem lucro por muitos anos, desde que tenha um fluxo de caixa adequado. O oposto não é verdade”. • A demonstração dos Fluxos de Caixa apresenta-se em uma linguagem comum e de mais fácil compreensão aos usuários. • Mostra-se como um instrumento mais ágil no momento do planejamento financeiro. • Cremos que um instrumento complementa o outro e é dessa forma que o profissional deve utilizá-los.

×