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CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I – APLICAÇÕES DE DERIVADAS
1. MÁXIMOS E MÍNIMOS
Definições
Seja f uma função definida em um intervalo S pertencente aos reais.
Seja c um número pertencente ao intervalo S.
Mas uma função pode ter vários pontos com comportamento de máximo ou mínimo.
Nestes casos é delimitado o intervalo a ser verificado.
- Em cxax == , temos mínimos relativos;
- Em dxbx == , temos máximos relativos;
Professora Simone Leal Schwertl
1
(i) A imagem de c, f(c), é o valor
mínimo de f em S, se para todo .
(ii) A imagem de c, f(c), é o valor
máximo de f em S, se para todo .
f(c)
a c b
f(c)
a c b
f(a)
f(b)
f(c)
f(d)
f(e)
f(f)
a b c d e f
- Em ex = temos o mínimo absoluto, em [a, f];
- Em fx = temos o máximo absoluto, em [a, f];
Existem funções que possuem apenas um ponto de máximo ou um ponto de
mínimo, ou ainda funções que não possuem nem ponto de máximo e nem ponto de mínimo.
Observamos que os pontos de máximo e mínimo a reta tangente a curva dada é
paralela ao eixo x, e portanto seu coeficiente angular a, calculado pela derivada da função,
será zero. Desta forma, podemos colocar que se em x = c temos um ponto de máximo ou de
mínimo de uma função, então f’(c) = 0. O ponto da função onde x = c será chamado de
ponto crítico.
Aplicação
1. Determine o vértice das parábolas usando a derivada primeira.
(a) 3x6x3y 2
−+= (b) 7x4xy 2
+−−=
2. Verificar se a função 4x27xy 3
+−= tem pontos de máximo e ou de mínimo.
1.1 COMO CLASSIFICAR UM PONTO CRÍTICO DE UMA FUNÇÃO EM PONTO
DE MÁXIMO OU MÍNIMO
Professora Simone Leal Schwertl
2
(i) Tem ponto de
máximo ou mínimo.
(i) Não tem ponto de
máximo nem mínimo.
y = a.x
y
x x
y
y = a.x + b
x
y
x
y
cbxaxy 2
+++= cbxaxy 2
++−=
Conceitos Básicos
Seja f uma função definida em um intervalo I, e sejam x1 e x2 números pertencentes
ao intervalo I.
(vi) A função f é dita constante em I se ( ) ( )21 xfxf = para Ixex 21 ∈∀
Professora Simone Leal Schwertl
3
f(x1
)
f(x2
)
x1 x2
f(x1
)
f(x2
)
x1 x2
(iii) A função f é dita crescente em I
se quando para .
(iv) A função f é dita decrescente
em I se quando para .
( ) ( )21 xfxf =
x1 x2
1.2 CRITÉRIOS PARA DETERMINAR PONTOS DE MÁXIMO E MÍNIMO
1. CRITÉRIO DA PRIMEIRA DERIVADA
Seja um ponto crítico ou seja f’(c) = 0.
Exemplos:
1. Dadas as funções abaixo, determine:
- os pontos críticos das funções dadas;
- o intervalo de crescimento e ou de decrescimento;
- classifique os pontos críticos em máximo ou mínimo.
a) 4x27xy 3
+−=
b) 1x9x6xy 23
++−=
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4
(i) Se f’(x) > 0 para x > c e
f’(x) < 0 para x < c, então em c temos
um ponto de mínimo.
(i) Se f’(x) < 0 para x > c e
f’(x) > 0 para x < c, então em c temos
um ponto de máximo.
-
f’(x1
) < 0
+
f’(x2
) > 0
x1
x2
c
decresce cresce
+
f’(x1
) > 0
-
f’(x2
) < 0
x1
x2
c
cresce decresce
2. CRITÉRIO DA SEGUNDA DERIVADA
Seja f uma função derivável num intervalo (a, b) e c um ponto crítico, ou seja,
f’(c) = 0, neste intervalo com a < c < b. Se f admite segunda derivada (f’’) em (a, b) então
temos:
- f’’(c) < 0 → a função f tem um ponto de máximo relativo em c;
- f’’(c) > 0 → a função f tem um ponto de mínimo relativo em c;
Exemplo:
4x27xy 3
+−=
Exemplos – Problemas de maximização e minimização
1. O Departamento de Estradas de determinada cidade planeja construir uma área
de recreação para motoristas junto a uma de suas principais estradas. A área deverá
ser retangular, com 5000 2
m , e cercada nos três lados não adjacentes à estrada.
Qual será a menor quantidade de cerca necessária para cercar a área conforme o
projeto? R:
2. Um fabricante de caixas de papelão deseja fazer caixas sem tampa de pedaços
de quadrados de papelão com 30 cm de lado, cortando quadrados iguais dos quatro
cantos virando para cima os lados.
a) Se x cm é o comprimento do lado do quadrado a ser cortado, expresse o
número de centímetros cúbicos do volume da caixa como função de x.
b) Ache o comprimento do lado do quadrado a ser cortado, para se obter uma
caixa com o maior volume. R: 2.
c) Determine o máximo volume. R:
3. Um terreno retangular às margens de um rio deve ser cercado por todos os lados,
menos ao longo do rio. O material para a cerca custa $ 12,00 por metro no lado
paralelo ao rio e $ 8,00 por metro nos outros dois lados; $ 3.600,00 devem ser
gastos para fazer a cerca.
a) Se x m é o comprimento de um lado não paralelo ao rio, expresse como
função de x o número de metros da área do terreno.
b) Ache as dimensões do terreno de maior área que pode ser cercado com $
3.600,00. R:
4. Um galpão deve ser construído tendo uma área retangular de 12.100 2
m . A
prefeitura exige que exista um espaço livre de 25 m na frente, 20 m atrás e 12 m em
cada lado. Encontre as dimensões do lote que tenha a área mínima na qual possa ser
construído o galpão. R:
Professora Simone Leal Schwertl
5
5. Uma rede de água potável ligará uma centra de abastecimento situada a margem
de um rio de 500 metros de largura a um conjunto habitacional situado na outra
margem do rio, 2000 metros abaixo da central. O custo da mão de obra através do
rio é de 64 reais por metro enquanto em terra custa 32 reais por metro. Qual é a
forma mais econômica de se instalar a rede de água potável. (ver figura na pagina
seguinte)
2. DIFERENCIAL E ACRÉSCIMO
2.1 Acréscimo
Seja y = f(x) uma função
- Acréscimo de x: é a variação da variável x, chamada de x∆ .
12 xxx −=∆
- Acréscimo de y: se existe uma variação de x, é fácil observar que haverá uma
variação de y, chamada de acréscimo de y, y∆ .
( ) ( )
( ) ( )11
12
12
xfxxfy
xfxfy
yyy
−∆+=∆
−=∆
−=∆
Exemplos:
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6
x1
x2
f(x1
)
f(x2
)
x
y
RIO
central de
abastecimento
500 m
2000 m
2000 - x x
Conj. Res.
1. Qual a variação na área de um quadrado quando o seu lado passa de 2 para 4
cm?
2. Calcular o acréscimo y∆ , para x = 3 e 010y ,=∆ na função 5x6x2y 2
+−= .
2.2 Diferencial
Seja y = f(x) uma função derivável e x∆ um acréscimo da variável x:
- A diferencial de x é dx e xdx ∆= ;
- A diferencial de y é dy e ( ) xxfdy ∆⋅= ' .
Como dxx =∆ , então:
( )
( )
dx
dy
xf
dxxfdy
=
⋅=
'
'
(quociente entre dois diferenciais)
Interpretação Geométrica
( ) ( ) ===α= a
CA
CO
tgxf ' coeficiente angular
( )
dx
RM
x
RM
xf ⇒
∆
='
( ) dxxfRM ⋅= ' e como ( ) dxxfdy ⋅= ' , então:
RMdy =
Observamos que quanto menor é x∆ , mais próximos ficam os valores de y∆ e dy.
No exemplo 1, temos:
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7
x
y
f(x2
)
f(x1
)
x1
x2
Q
R
M
P α
α
x∆
y∆ Por definição
2
xA = 21 =x 224 =−=∆x
42 =x
( ) ( )
( ) ( ) 12416222
22
2
1
2
1
=−=−+=∆
−∆+=∆
A
xxxA
por acréscimo
( )
82.2.22
'
==∆⋅=
⋅=
xxdy
dxxfdy
por diferencial
Vemos que 2=∆x e ydy ∆≠
Se fizermos a variação de área quando x varia de 2 para 2,1, teremos:
1,021,2 =−=∆x
por acréscimo: ( ) ( ) ( ) ( ) =−+=−∆+=∆ 222
1
2
1 21,02xfxxfA
( ) ( ) =− 41,2
2

áreadavariação
41,0441,4 A∆==−
por diferencial: ( ) dxxfdy ⋅= '
dAxxdy 4,0
10
4
10
1
.41,0.41,0.2.22 =====∆⋅=
Concluímos que y∆ e dy calculam uma variação na função, quando x (variável
independente) varia de x1 para x2. E que quando essa variação de x chamada de x∆ é muito
pequena, dyy ≅∆ .
Exemplo:
3. Dado 134 2
+−= xxy , calcular y∆ e dy.
(a) para qualquer valor de x e de x∆ ;
(b) para x = 2 e x∆ = 0,1;
(c) para x = 2 e x∆ = 0,01;
(d) para x = 2 e x∆ = 0,001;
(a) ( ) ( )xfxxfy −∆+=∆
( ) ( )
( )348348
134133484
1341.3.4
2
222
22
−∆+∆=∆−∆+∆=∆
−+−+∆−−∆+∆+=∆
−+−+∆+−∆+=∆
xxxxxxxy
xxxxxxxxy
xxxxxxy
acréscimo: ( )348 −∆+∆=∆ xxxy
como xdx ∆=
diferencial:
( )
( )


∆−=
=
xxdy
dxxfdy
38
.'
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8
x ∆x ∆y dy
2 0,1 1,34 1,3
2 0,01 0,1304 0,13
2 0,001 0,013004 0,013
Observamos que quando menor o ∆x, dyy ≅∆ .
Exemplos (aplicações):
1. Obter o volume de uma fina coroa cilíndrica de altura 12 m,
raio interior 7 m e espessura 0,05 m.
2. A medida da aresta de um cubo é encontrado como sendo 15
cm, com uma possibilidade de erro de 0,01 cm. Usando diferenciais, encontre o erro
aproximado, usando esta medida no cálculo de:
(a) Volume;
(b) Área de uma das faces.
3. VELOCIDADE E ACELERAÇÃO
velocidade e aceleração são conceitos que todos nós conhecemos. Quando dirigimos
um carro, podemos medir a distância percorrida num certo intervalo de tempo. O
velocímetro marca, a cada instante, a velocidade. Se pisamos no acelerador ou no freio,
percebemos que a velocidade muda. Sentimos a aceleração.
Mostraremos que podemos calcular a velocidade e a aceleração através de
derivadas.
3.1 Velocidade
Suponhamos que um corpo se move em linha reta e que s = s(t) represente o espaço
percorrido pelo móvel até o instante t. Então, no intervalo de tempo entre t e tt ∆+ ,
o corpo sofre um deslocamento
( ) ( )tsttss −∆+=∆ .
Definimos a velocidade média nesse intervalo de tempo como o quociente
( ) ( )
t
tstts
vm
∆
−∆+
=
isto é, a velocidade média é o quociente do espaço percorrido pelo tempo gasto em
percorrê-lo.
De forma geral, a velocidade média nada nos diz sobre a velocidade do corpo no
instante t. Para obtermos a velocidade instantânea do corpo no instante t, calculamos sua
Professora Simone Leal Schwertl
9
velocidade média em instantes de tempo t∆ cada vez menores. A velocidade instantânea,
ou velocidade no instante t é o limite das velocidades médias quando t∆ se aproxima de
zero, isto é,
( ) ( ) ( )
t
tstts
t
s
tv
tt ∆
−∆+
=
∆
∆
=
→∆→∆ 00
limlim
Como já vimos no capítulo anterior, esse limite é a derivada da função s = s(t) em
relação a t. Por tanto:
( ) ( )
dt
ds
tstv == '
3.2 Aceleração
O conceito de aceleração é introduzido de maneira análoga ao de velocidade.
A aceleração média no intervalo de tempo de t até tt ∆+ é dada por
( ) ( )
t
tvttv
am
∆
−∆+
=
Observamos que ela mede a variação da velocidade do corpo por unidade de tempo
no intervalo de tempo t∆ . Para obtermos a aceleração do corpo no instante t, tomamos sua
aceleração média em intervalos de tempo t∆ cada vez menores. A aceleração instantânea
o limite
( ) ( ) ( ) ( )tv
t
tvttv
ta
t
'lim
0
=
∆
−∆+
=
→∆
Logo, a derivada da velocidade nos dá a aceleração. Como v(t) = s’(t) , temos a(t) =
v’(t) = s’’(t).
3.3 Exemplos
1) No instante t = 0 um corpo inicia um movimento em linha reta. Sua posição no
instante t é dada por ( ) 2
16 ttts −= . Determinar:
(a) a velocidade média do corpo no intervalo de tempo [2, 4];
(b) a velocidade do corpo no instante t = 2;
(c) a aceleração média no intervalo [0, 4];
(d) a aceleração no instante t = 4.
4. TAXA DE VARIAÇÃO
No capítulo anterior vimos que quando um corpo se move em linha reta de acordo
com a equação do movimento s = s(t), a sua velocidade é dada por v = s’(t).
Professora Simone Leal Schwertl
10
Sabemos que a velocidade representa a razão de variação do deslocamento por
unidade de variação do tempo. Assim, a derivada s’(t) é a taxa de variação da função s(t)
por unidade de variação t.
O mesmo ocorre com a aceleração que é dada por a(t) = v’(t). Ela representa a razão
de variação da velocidade v(t) por unidade de variação do tempo t.
Toda derivada pode ser interpretada como uma taxa de variação. Dada uma função
y = f(x), quando a variável independente varia de x a xx ∆+ , a correspondente variação de
y será ( ) ( )xfxxfy −∆+=∆ . O quociente
( ) ( )
x
xfxxf
x
y
∆
−∆+
=
∆
∆
representa a
taxa média de variação de y em relação a x.
A derivada ( ) ( ) ( )
x
xfxxf
xf
t ∆
−∆+
=
→∆ 0
lim é a
taxa instantânea de variação ou simplesmente taxa de variação de y em relação a x.
A interpretação da derivada como uma razão de variação tem aplicações práticas nas
mais diversas ciências. Vejamos alguns exemplos.
Exemplos
1. Uma cidade X é atingida por uma
moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número de pessoas atingidas
pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia da
epidemia) é, aproximadamente, dado por ( )
3
64
3
t
ttf −= .
(a) Qual a taxa de variação média da expansão da epidemia do terceiro para o quinto
dia ?
(b) Qual a taxa de variação da expansão da epidemia no tempo t = 4 ?
(c) Qual a taxa de variação da expansão da epidemia no tempo t = 8 ?
(d) Qual o número de pessoas atingidas pela epidemia após o primeiro dia ?
2 . Um reservatório está sendo esvaziado para limpeza. A quantidade de água no
reservatório, em litros, t horas após o escoamento ter começado é dada por V = 50(80-t)2
.
Determinar:
a) A taxa de variação média do volume de água no reservatório durante as 10
primeiras horas de escoamento.
b) A taxa de variação do volume de água no reservatório após 8 horas de
escoamento.
c) A quantidade de água que sai do reservatório nas 5 primeiras horas de
escoamento.
5. REGRA DA CADEIA
Suponha que y seja uma função derivável de u e u uma função derivável de x .
Então y é uma função composta de x e
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11
dx
dy
dx
dy
dx
dy
.=
Isto é, a derivada de y em relação a x é a derivada de y em relação a u vezes a
derivada de u em relação a x.
Exemplos:
1. O raio de uma circunferência cresce à razão de 21cm/s. Qual a taxa de crescimento do
comprimento da circunferência em relação ao tempo?
2. Acumula-se areia em um monte com a
forma de um cone onde a altura é igual ao raio da base. Se o volume de areia cresce a
uma taxa de 10 m3
/h, a que razão aumenta a área da base quando a altura do monte é de
4 m?
6 . REGRA DE ..L’HOSPITAL
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CALCULANDO MÁXIMOS E MÍNIMOS COM DERIVADAS

  • 1. CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I – APLICAÇÕES DE DERIVADAS 1. MÁXIMOS E MÍNIMOS Definições Seja f uma função definida em um intervalo S pertencente aos reais. Seja c um número pertencente ao intervalo S. Mas uma função pode ter vários pontos com comportamento de máximo ou mínimo. Nestes casos é delimitado o intervalo a ser verificado. - Em cxax == , temos mínimos relativos; - Em dxbx == , temos máximos relativos; Professora Simone Leal Schwertl 1 (i) A imagem de c, f(c), é o valor mínimo de f em S, se para todo . (ii) A imagem de c, f(c), é o valor máximo de f em S, se para todo . f(c) a c b f(c) a c b f(a) f(b) f(c) f(d) f(e) f(f) a b c d e f
  • 2. - Em ex = temos o mínimo absoluto, em [a, f]; - Em fx = temos o máximo absoluto, em [a, f]; Existem funções que possuem apenas um ponto de máximo ou um ponto de mínimo, ou ainda funções que não possuem nem ponto de máximo e nem ponto de mínimo. Observamos que os pontos de máximo e mínimo a reta tangente a curva dada é paralela ao eixo x, e portanto seu coeficiente angular a, calculado pela derivada da função, será zero. Desta forma, podemos colocar que se em x = c temos um ponto de máximo ou de mínimo de uma função, então f’(c) = 0. O ponto da função onde x = c será chamado de ponto crítico. Aplicação 1. Determine o vértice das parábolas usando a derivada primeira. (a) 3x6x3y 2 −+= (b) 7x4xy 2 +−−= 2. Verificar se a função 4x27xy 3 +−= tem pontos de máximo e ou de mínimo. 1.1 COMO CLASSIFICAR UM PONTO CRÍTICO DE UMA FUNÇÃO EM PONTO DE MÁXIMO OU MÍNIMO Professora Simone Leal Schwertl 2 (i) Tem ponto de máximo ou mínimo. (i) Não tem ponto de máximo nem mínimo. y = a.x y x x y y = a.x + b x y x y cbxaxy 2 +++= cbxaxy 2 ++−=
  • 3. Conceitos Básicos Seja f uma função definida em um intervalo I, e sejam x1 e x2 números pertencentes ao intervalo I. (vi) A função f é dita constante em I se ( ) ( )21 xfxf = para Ixex 21 ∈∀ Professora Simone Leal Schwertl 3 f(x1 ) f(x2 ) x1 x2 f(x1 ) f(x2 ) x1 x2 (iii) A função f é dita crescente em I se quando para . (iv) A função f é dita decrescente em I se quando para . ( ) ( )21 xfxf = x1 x2
  • 4. 1.2 CRITÉRIOS PARA DETERMINAR PONTOS DE MÁXIMO E MÍNIMO 1. CRITÉRIO DA PRIMEIRA DERIVADA Seja um ponto crítico ou seja f’(c) = 0. Exemplos: 1. Dadas as funções abaixo, determine: - os pontos críticos das funções dadas; - o intervalo de crescimento e ou de decrescimento; - classifique os pontos críticos em máximo ou mínimo. a) 4x27xy 3 +−= b) 1x9x6xy 23 ++−= Professora Simone Leal Schwertl 4 (i) Se f’(x) > 0 para x > c e f’(x) < 0 para x < c, então em c temos um ponto de mínimo. (i) Se f’(x) < 0 para x > c e f’(x) > 0 para x < c, então em c temos um ponto de máximo. - f’(x1 ) < 0 + f’(x2 ) > 0 x1 x2 c decresce cresce + f’(x1 ) > 0 - f’(x2 ) < 0 x1 x2 c cresce decresce
  • 5. 2. CRITÉRIO DA SEGUNDA DERIVADA Seja f uma função derivável num intervalo (a, b) e c um ponto crítico, ou seja, f’(c) = 0, neste intervalo com a < c < b. Se f admite segunda derivada (f’’) em (a, b) então temos: - f’’(c) < 0 → a função f tem um ponto de máximo relativo em c; - f’’(c) > 0 → a função f tem um ponto de mínimo relativo em c; Exemplo: 4x27xy 3 +−= Exemplos – Problemas de maximização e minimização 1. O Departamento de Estradas de determinada cidade planeja construir uma área de recreação para motoristas junto a uma de suas principais estradas. A área deverá ser retangular, com 5000 2 m , e cercada nos três lados não adjacentes à estrada. Qual será a menor quantidade de cerca necessária para cercar a área conforme o projeto? R: 2. Um fabricante de caixas de papelão deseja fazer caixas sem tampa de pedaços de quadrados de papelão com 30 cm de lado, cortando quadrados iguais dos quatro cantos virando para cima os lados. a) Se x cm é o comprimento do lado do quadrado a ser cortado, expresse o número de centímetros cúbicos do volume da caixa como função de x. b) Ache o comprimento do lado do quadrado a ser cortado, para se obter uma caixa com o maior volume. R: 2. c) Determine o máximo volume. R: 3. Um terreno retangular às margens de um rio deve ser cercado por todos os lados, menos ao longo do rio. O material para a cerca custa $ 12,00 por metro no lado paralelo ao rio e $ 8,00 por metro nos outros dois lados; $ 3.600,00 devem ser gastos para fazer a cerca. a) Se x m é o comprimento de um lado não paralelo ao rio, expresse como função de x o número de metros da área do terreno. b) Ache as dimensões do terreno de maior área que pode ser cercado com $ 3.600,00. R: 4. Um galpão deve ser construído tendo uma área retangular de 12.100 2 m . A prefeitura exige que exista um espaço livre de 25 m na frente, 20 m atrás e 12 m em cada lado. Encontre as dimensões do lote que tenha a área mínima na qual possa ser construído o galpão. R: Professora Simone Leal Schwertl 5
  • 6. 5. Uma rede de água potável ligará uma centra de abastecimento situada a margem de um rio de 500 metros de largura a um conjunto habitacional situado na outra margem do rio, 2000 metros abaixo da central. O custo da mão de obra através do rio é de 64 reais por metro enquanto em terra custa 32 reais por metro. Qual é a forma mais econômica de se instalar a rede de água potável. (ver figura na pagina seguinte) 2. DIFERENCIAL E ACRÉSCIMO 2.1 Acréscimo Seja y = f(x) uma função - Acréscimo de x: é a variação da variável x, chamada de x∆ . 12 xxx −=∆ - Acréscimo de y: se existe uma variação de x, é fácil observar que haverá uma variação de y, chamada de acréscimo de y, y∆ . ( ) ( ) ( ) ( )11 12 12 xfxxfy xfxfy yyy −∆+=∆ −=∆ −=∆ Exemplos: Professora Simone Leal Schwertl 6 x1 x2 f(x1 ) f(x2 ) x y RIO central de abastecimento 500 m 2000 m 2000 - x x Conj. Res.
  • 7. 1. Qual a variação na área de um quadrado quando o seu lado passa de 2 para 4 cm? 2. Calcular o acréscimo y∆ , para x = 3 e 010y ,=∆ na função 5x6x2y 2 +−= . 2.2 Diferencial Seja y = f(x) uma função derivável e x∆ um acréscimo da variável x: - A diferencial de x é dx e xdx ∆= ; - A diferencial de y é dy e ( ) xxfdy ∆⋅= ' . Como dxx =∆ , então: ( ) ( ) dx dy xf dxxfdy = ⋅= ' ' (quociente entre dois diferenciais) Interpretação Geométrica ( ) ( ) ===α= a CA CO tgxf ' coeficiente angular ( ) dx RM x RM xf ⇒ ∆ =' ( ) dxxfRM ⋅= ' e como ( ) dxxfdy ⋅= ' , então: RMdy = Observamos que quanto menor é x∆ , mais próximos ficam os valores de y∆ e dy. No exemplo 1, temos: Professora Simone Leal Schwertl 7 x y f(x2 ) f(x1 ) x1 x2 Q R M P α α x∆ y∆ Por definição
  • 8. 2 xA = 21 =x 224 =−=∆x 42 =x ( ) ( ) ( ) ( ) 12416222 22 2 1 2 1 =−=−+=∆ −∆+=∆ A xxxA por acréscimo ( ) 82.2.22 ' ==∆⋅= ⋅= xxdy dxxfdy por diferencial Vemos que 2=∆x e ydy ∆≠ Se fizermos a variação de área quando x varia de 2 para 2,1, teremos: 1,021,2 =−=∆x por acréscimo: ( ) ( ) ( ) ( ) =−+=−∆+=∆ 222 1 2 1 21,02xfxxfA ( ) ( ) =− 41,2 2  áreadavariação 41,0441,4 A∆==− por diferencial: ( ) dxxfdy ⋅= ' dAxxdy 4,0 10 4 10 1 .41,0.41,0.2.22 =====∆⋅= Concluímos que y∆ e dy calculam uma variação na função, quando x (variável independente) varia de x1 para x2. E que quando essa variação de x chamada de x∆ é muito pequena, dyy ≅∆ . Exemplo: 3. Dado 134 2 +−= xxy , calcular y∆ e dy. (a) para qualquer valor de x e de x∆ ; (b) para x = 2 e x∆ = 0,1; (c) para x = 2 e x∆ = 0,01; (d) para x = 2 e x∆ = 0,001; (a) ( ) ( )xfxxfy −∆+=∆ ( ) ( ) ( )348348 134133484 1341.3.4 2 222 22 −∆+∆=∆−∆+∆=∆ −+−+∆−−∆+∆+=∆ −+−+∆+−∆+=∆ xxxxxxxy xxxxxxxxy xxxxxxy acréscimo: ( )348 −∆+∆=∆ xxxy como xdx ∆= diferencial: ( ) ( )   ∆−= = xxdy dxxfdy 38 .' Professora Simone Leal Schwertl 8
  • 9. x ∆x ∆y dy 2 0,1 1,34 1,3 2 0,01 0,1304 0,13 2 0,001 0,013004 0,013 Observamos que quando menor o ∆x, dyy ≅∆ . Exemplos (aplicações): 1. Obter o volume de uma fina coroa cilíndrica de altura 12 m, raio interior 7 m e espessura 0,05 m. 2. A medida da aresta de um cubo é encontrado como sendo 15 cm, com uma possibilidade de erro de 0,01 cm. Usando diferenciais, encontre o erro aproximado, usando esta medida no cálculo de: (a) Volume; (b) Área de uma das faces. 3. VELOCIDADE E ACELERAÇÃO velocidade e aceleração são conceitos que todos nós conhecemos. Quando dirigimos um carro, podemos medir a distância percorrida num certo intervalo de tempo. O velocímetro marca, a cada instante, a velocidade. Se pisamos no acelerador ou no freio, percebemos que a velocidade muda. Sentimos a aceleração. Mostraremos que podemos calcular a velocidade e a aceleração através de derivadas. 3.1 Velocidade Suponhamos que um corpo se move em linha reta e que s = s(t) represente o espaço percorrido pelo móvel até o instante t. Então, no intervalo de tempo entre t e tt ∆+ , o corpo sofre um deslocamento ( ) ( )tsttss −∆+=∆ . Definimos a velocidade média nesse intervalo de tempo como o quociente ( ) ( ) t tstts vm ∆ −∆+ = isto é, a velocidade média é o quociente do espaço percorrido pelo tempo gasto em percorrê-lo. De forma geral, a velocidade média nada nos diz sobre a velocidade do corpo no instante t. Para obtermos a velocidade instantânea do corpo no instante t, calculamos sua Professora Simone Leal Schwertl 9
  • 10. velocidade média em instantes de tempo t∆ cada vez menores. A velocidade instantânea, ou velocidade no instante t é o limite das velocidades médias quando t∆ se aproxima de zero, isto é, ( ) ( ) ( ) t tstts t s tv tt ∆ −∆+ = ∆ ∆ = →∆→∆ 00 limlim Como já vimos no capítulo anterior, esse limite é a derivada da função s = s(t) em relação a t. Por tanto: ( ) ( ) dt ds tstv == ' 3.2 Aceleração O conceito de aceleração é introduzido de maneira análoga ao de velocidade. A aceleração média no intervalo de tempo de t até tt ∆+ é dada por ( ) ( ) t tvttv am ∆ −∆+ = Observamos que ela mede a variação da velocidade do corpo por unidade de tempo no intervalo de tempo t∆ . Para obtermos a aceleração do corpo no instante t, tomamos sua aceleração média em intervalos de tempo t∆ cada vez menores. A aceleração instantânea o limite ( ) ( ) ( ) ( )tv t tvttv ta t 'lim 0 = ∆ −∆+ = →∆ Logo, a derivada da velocidade nos dá a aceleração. Como v(t) = s’(t) , temos a(t) = v’(t) = s’’(t). 3.3 Exemplos 1) No instante t = 0 um corpo inicia um movimento em linha reta. Sua posição no instante t é dada por ( ) 2 16 ttts −= . Determinar: (a) a velocidade média do corpo no intervalo de tempo [2, 4]; (b) a velocidade do corpo no instante t = 2; (c) a aceleração média no intervalo [0, 4]; (d) a aceleração no instante t = 4. 4. TAXA DE VARIAÇÃO No capítulo anterior vimos que quando um corpo se move em linha reta de acordo com a equação do movimento s = s(t), a sua velocidade é dada por v = s’(t). Professora Simone Leal Schwertl 10
  • 11. Sabemos que a velocidade representa a razão de variação do deslocamento por unidade de variação do tempo. Assim, a derivada s’(t) é a taxa de variação da função s(t) por unidade de variação t. O mesmo ocorre com a aceleração que é dada por a(t) = v’(t). Ela representa a razão de variação da velocidade v(t) por unidade de variação do tempo t. Toda derivada pode ser interpretada como uma taxa de variação. Dada uma função y = f(x), quando a variável independente varia de x a xx ∆+ , a correspondente variação de y será ( ) ( )xfxxfy −∆+=∆ . O quociente ( ) ( ) x xfxxf x y ∆ −∆+ = ∆ ∆ representa a taxa média de variação de y em relação a x. A derivada ( ) ( ) ( ) x xfxxf xf t ∆ −∆+ = →∆ 0 lim é a taxa instantânea de variação ou simplesmente taxa de variação de y em relação a x. A interpretação da derivada como uma razão de variação tem aplicações práticas nas mais diversas ciências. Vejamos alguns exemplos. Exemplos 1. Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número de pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia da epidemia) é, aproximadamente, dado por ( ) 3 64 3 t ttf −= . (a) Qual a taxa de variação média da expansão da epidemia do terceiro para o quinto dia ? (b) Qual a taxa de variação da expansão da epidemia no tempo t = 4 ? (c) Qual a taxa de variação da expansão da epidemia no tempo t = 8 ? (d) Qual o número de pessoas atingidas pela epidemia após o primeiro dia ? 2 . Um reservatório está sendo esvaziado para limpeza. A quantidade de água no reservatório, em litros, t horas após o escoamento ter começado é dada por V = 50(80-t)2 . Determinar: a) A taxa de variação média do volume de água no reservatório durante as 10 primeiras horas de escoamento. b) A taxa de variação do volume de água no reservatório após 8 horas de escoamento. c) A quantidade de água que sai do reservatório nas 5 primeiras horas de escoamento. 5. REGRA DA CADEIA Suponha que y seja uma função derivável de u e u uma função derivável de x . Então y é uma função composta de x e Professora Simone Leal Schwertl 11
  • 12. dx dy dx dy dx dy .= Isto é, a derivada de y em relação a x é a derivada de y em relação a u vezes a derivada de u em relação a x. Exemplos: 1. O raio de uma circunferência cresce à razão de 21cm/s. Qual a taxa de crescimento do comprimento da circunferência em relação ao tempo? 2. Acumula-se areia em um monte com a forma de um cone onde a altura é igual ao raio da base. Se o volume de areia cresce a uma taxa de 10 m3 /h, a que razão aumenta a área da base quando a altura do monte é de 4 m? 6 . REGRA DE ..L’HOSPITAL Professora Simone Leal Schwertl 12