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SumárioIntrodução ...........................................................................................................
Introdução      Com o objetivo de visitar espaços de memória que remontam aepisódios históricos que interferiram na constr...
normalmente de outros estados ou outros países. A dinâmica populacionalsofre, portanto, influência dessas movimentações po...
aperfeiçoadas com o tempo e sob sua visão diferenciada de ser e estar-no-mundo.      Em sua produção artística, a mestre-a...
ativos de embranquecimento, empoderando traços difundidos pela ideologiadominante.      Em dados demográficos, a população...
União dos Palmares       Tombado como patrimônio histórico e cultural desde 1985, este espaçoque abrigou, nos tempos de ou...
AnexosComplexo Industrial Portuário de SuapeFigura 1 Visão do Complexo Industrial Portuário de Suape.
Figura 2 Barreira de corais formada naturalmente através do processo de sedimentação calcária.
Figura 3 Visão de algumas indústrias do Complexo Industrial Portuário de Suape.
Povoado de MuquémFigura 4 Casas destinadas aos desabrigados da enchente de 2010.
Figura 5 Rio que beira o povoado de Muquém (segundo relatos, utilizar-se dessas águas podemresultar em patologias)
Figura 6 Imagens que remetem à visão de elementos da natureza, em especial à anatomia da figurahumana.
Figura 7 Esculturas de Dona Irinéia: a percepção e a importância da representação da cabeça,remetida à visão africana onde...
Figura 8 A líder comunitária do povoado de Muquém, Dona Albertina.
Figura 9 Devido à enchente ocorrida em 2010, 25 casas tiveram danos estruturais que podemcomprometer a segurança dos habit...
Figura 10 Escultura em argila demonstrando o episódio ocorrido durante a enchente de 2010representando o salvamento de alg...
Figura 11 Imagem da frente da oficina de cerâmica de Dona Irinéia.
Figura 12 A mestra-artesã Dona Irinéia.
Figura 13 Forno utilizado para o cozimento das peças em cerâmica.
Figura 14 Vista do povoado de Muquém.
União dos PalmaresFigura 15 Vista privilegiada da Serra da Barriga permitia prever ataques surpresas.
Figura 16 Posto de observação.
Figura 17 Teto em palha de coqueiro. À esquerda está localizada a escada que leva aoobservatório. Detalhe para a obra com ...
Figura 18 Vista da parte superior de um dos espaços do quilombo.
Figura 19 Espaço utilizado em reuniões e algumas festividades na comunidade.Figura 20 Local onde se processava a secagem d...
Figura 21 Instrumento de moagem da mandioca para preparo da farinha.
Figura 22 Moenda rudimentar de cana.
Figura 23 Local sagrado de adoração aos orixás e demais rituais.
Figura 24 Gameleira branca exercendo o papel de divindade em consonância com o orixá Yrokoadorado na África.
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Relatório da viagem feita à União dos Palmares em 2011 em que análises sócio-econômicas foram efetuadas para dar maior ênfase à pesquisa de campo.

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  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO (UFRPE) CLAUDIANE CAROLINE ALVES WANDERLEY1 JONATHAN REGINNIE DE SENA LIMA2 NATÁLIA DA SILVA DUQUE3 Relatório de Campo Recife 20111 Graduanda em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal Rural dePernambuco (UFRPE).2 Graduando em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal Rural dePernambuco (UFRPE) e Bacharelando em Direito pela Faculdade Metropolitana da GrandeRecife (FMGR).3 Graduanda em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal Rural dePernambuco (UFRPE).
  2. 2. UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO (UFRPE) CLAUDIANE CAROLINE ALVES WANDERLEY JONATHAN REGINNIE DE SENA LIMA NATÁLIA DA SILVA DUQUE Este relatório foi requisitado como componente de avaliação parcial requisitada na disciplina Educação Afro-brasileira ministrada pela professora Denise Maria Botelho, no curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Recife 2011
  3. 3. SumárioIntrodução .................................................................................................................................... 4Dados da observação e parâmetros referenciais teóricos................................................... 4 Complexo Industrial Portuário de Suape ............................................................................ 4 Povoado de Muquém ............................................................................................................. 5 União dos Palmares ............................................................................................................... 8Considerações Finais ................................................................................................................ 8Anexos ......................................................................................................................................... 9 Complexo Industrial Portuário de Suape ............................................................................ 9 Povoado de Muquém ........................................................................................................... 12 União dos Palmares ............................................................................................................. 23
  4. 4. Introdução Com o objetivo de visitar espaços de memória que remontam aepisódios históricos que interferiram na construção da identidade socialnacional, visando analisar a influência da cultura negra africana na composiçãodo tronco cultural brasileiro, bem como, a ocupação de determinados espaçosgeográficos cujas principais características são os desafios topográficos enaturais, a saber, a densidade da vegetação nativa (elemento que, embora,dificultaram o acesso, constituía um excelente espaço para a ocupação dosresistentes ao sistema escravista). Esta localidade de difícil acesso fazia comque fosse possível viver com um pouco mais de tranquilidade, com umapossibilidade muito menor de que o senhor de escravos através dos capitães-do-mato, pudesse encontrá-los e conduzi-los novamente às senzalas. Desta forma de organização dos quilombos, cuja formação e ocupaçãotendiam a uma produção econômica de substrato comunal de tal forma que osfrutos percebidos quando da subsistência era de consumo local e o excedenteutilizado como instrumento de troca para suprir, junto a outras comunidades, asnecessidades básicas do espaço. Esta pesquisa de campo se desenvolve no período compreendido entre29 e 30 de outubro de 2011 na região reconhecida como Serra da Barriga noestado de Alagoas (AL).Dados da observação e parâmetros referenciais teóricosComplexo Industrial Portuário de Suape Primeira parada para observação, ocorrida ainda no estado dePernambuco, se deu no Complexo Industrial Portuário de Suape, área dechegada de matéria prima; produção, beneficiamento e escoamento demercadorias. Um fato interessante sobre essa região é que por se tratar deuma zona de forte industrialização relativamente recente (com maiorintensidade há cerca de cinco anos), cujo potencial de expansão mantém-seainda grande, a instalação de indústrias na localidade acaba por modificar adinâmica (social, econômica, ambiental) do lócus inclusive por atrair para pertode si indústrias subsidiárias e profissionais cada vez mais especializados,
  5. 5. normalmente de outros estados ou outros países. A dinâmica populacionalsofre, portanto, influência dessas movimentações populacionais de cunhoocupacional-empregatício, fazendo com que surja a necessidade da expansãomobiliária para comportar esses profissionais. Com relação ao Porto de Suape, um fato de importante relevância é quepelo seu calado, ou seja, pela sua profundidade ser maior que o porto deRecife e outros no Nordeste, essa região permite que navios maiores atraquemsem grandes problemas de natureza logística e de segurança, fazendo comque essa região seja a principal porta de entrada e saída de mercadorias doNordeste. Problemas socioambientais acabaram se desenvolvendo com a criaçãoe expansão do Complexo porque, uma vez localizada em área estuarina,desconsiderou a área natural de procriação dos tubarões, modificando asrelações ecológicas no meio-ambiente marinho na costa de Pernambuco.Povoado de Muquém Encravada na Serra da Barriga, no estado de Alagoas, está localizado opovoado quilombola de Muquém, símbolo subsistente da resistência dasociedade escravista nordestina e ponto escolhido para primeira observação denossa pesquisa de campo no estado de Alagoas. Surgida da resistência de um casal de escravos fugido do episódiohistórico conhecido como Massacre da Serra da Barriga, que resolveramamuquenhar-se naquela localidade, ou seja, se esconder e fincar moradia(nome que deu origem à localidade) com o objetivo de impor resistência àrealidade escravista da época, fomos ao encontro da mestra-artesã DonaIrinéia, reconhecida como patrimônio vivo por sua influência sócio-histórico-cultural desempenhada no sentido de traduzir os valores da cultura emexpressões artísticas e representações históricas daquela localidade,rememorando a organização e interpretação dos atos e fatos na perspectiva daancestralidade negro-africana. Conta a mestra-artesã que aprendeu as artesmanuais ceramistas com sua mãe que produzia panelas de barro, foi com elaque adquiriu as técnicas necessárias à produção de peças em cerâmica,
  6. 6. aperfeiçoadas com o tempo e sob sua visão diferenciada de ser e estar-no-mundo. Em sua produção artística, a mestre-artesã mantém relação direta comos elementos da natureza e exige uma releitura do espaço geográfico e dasrelações desenvolvidas entre os seres da comunidade, inclusive com aancestralidade, pois, para ela, é através da reconstrução da história que arealidade toma nova forma e os atos e espaços tomam novos significados. Para Dona Irinéia, a juventude, ao afastar-se da história do povo, estariadesvinculando-se dos espaços sociais de influência que, por muito tempovieram sendo requeridos. Diz ela que os jovens e adultos da localidade dãomaior importância em constituir famílias, em estabelecer laços matrimoniaisque em restaurar e reafirmar a identidade social daquele espaço. Um fato interessante a ser observado é a noção que os indivíduosafrodescendentes, agindo nesta qualidade, mantêm diferentes relações com omeio-ambiente, de tal maneira que os próprios “marcos geográficos” escolhidospara orientação dentro do povoado, mantém relação com elementos naturaiscomo rios e árvores, demonstrando outra postura no que concerne àcompreensão da organização espacial e a relação da percepção doselementos constitutivos da esfera natural da região. Segundo relatos da líder política do povoado, Dona Albertina, a metadedas 50 (cinquenta) habitações da região foram avariadas pela enchenteocorrida em 2010. Tal evento climatológico gerou uma série de problemas deorganização do espaço geográfico e das próprias relações sociais, pois, comoalgumas pessoas tiveram que ser relocadas em outros espaços(acampamentos), alheios à comunidade originária e incompatíveis com osparâmetros essenciais no que se refere ao provimento de elementospropiciadores de condições mínimas de subsistência como moradia, saúde,educação dignas e em consonância com a realidade em que estão inseridos,muitos ampliam o fundamento de distanciamento identitário, incorporando umanoção de exclusão da realidade à qual está imerso tendo como produto a perdados resquícios identitários afro-brasileiros e incorporando processos mais
  7. 7. ativos de embranquecimento, empoderando traços difundidos pela ideologiadominante. Em dados demográficos, a população nativa se comporta da seguintemaneira: Distribuídas em 132 famílias, as 547 pessoas, com predominância nafaixa infanto-juvenil, compartilham 50 residências (das quais 25 foramdanificadas estruturalmente pela enchente de 2010). É interessante de seobservar que, nessa comunidade, embora tenha raízes africanas influentes naconstituição da identidade afro-brasileira, a religião que constitui a maioriaabsoluta (quase a unanimidade) é de outro pertencimento religioso (católicos),subsistindo ainda de forma pouco influente as benzedeiras. Com relação a problemas estruturais ligados às condições básicas desobrevivência, elementos como saneamento básico inexistente, ausência deescolas e incentivo à entrada na universidade, precariedade dos programas desaúde, bem como sua ineficácia no que se refere aos recursos humanos (umagente de saúde da família, ausência de ambulância, médicos e outrosprofissionais da área de saúde) e materiais para prestação de serviçosessenciais à manutenção e sobrevivência da população têm constituído umdesafio ao desenvolvimento pleno da gestão participativa reconhecida atravésdas reuniões da comunidade em prol do desenvolvimento de programas quebuscam a melhoria das condições de vida. Segundo a representante política da comunidade, dona Albertina, osprogramas e as melhorias ocorreram com maior ênfase em sua gestão,entretanto, muitos são os desafios a ser superados, pois o déficit estrutural e adesvirtuação de algumas funções que deveriam ser desempenhadas peloEstado, acabam por ser executadas por eles de maneira particular, tendo comoexemplo o processo de escavação do encanamento de água, e o transporte dedoentes que se dá por iniciativa particular, demonstrando o desinteresse doPoder Público para com a comunidade.
  8. 8. União dos Palmares Tombado como patrimônio histórico e cultural desde 1985, este espaçoque abrigou, nos tempos de outrora, heróis de grande importância para aconstituição do caráter exterior da resistência dos negros daquela região.Berçário da força em prol do reconhecimento nacional, desta força que, emboratenha sido forçada ao silêncio se insurgia em observação aos seus direitos. Aorganização espacial também é importante para entender o movimento deresistência negra.Considerações Finais A necessidade de promover estudos não só para que se produza novosconhecimentos, mas para que novas práticas seja desenvolvidas de maneiramais efetiva. Despertar para as questões sociais e históricas dos negros fazperceber que urge a implantação de políticas no que se refere à necessidadede reorganizar-se e reorganizar a percepção sobre o indivíduo negro e suahistória.
  9. 9. AnexosComplexo Industrial Portuário de SuapeFigura 1 Visão do Complexo Industrial Portuário de Suape.
  10. 10. Figura 2 Barreira de corais formada naturalmente através do processo de sedimentação calcária.
  11. 11. Figura 3 Visão de algumas indústrias do Complexo Industrial Portuário de Suape.
  12. 12. Povoado de MuquémFigura 4 Casas destinadas aos desabrigados da enchente de 2010.
  13. 13. Figura 5 Rio que beira o povoado de Muquém (segundo relatos, utilizar-se dessas águas podemresultar em patologias)
  14. 14. Figura 6 Imagens que remetem à visão de elementos da natureza, em especial à anatomia da figurahumana.
  15. 15. Figura 7 Esculturas de Dona Irinéia: a percepção e a importância da representação da cabeça,remetida à visão africana onde esta região mantém, junto com o coração, a importante função decomandar o corpo.
  16. 16. Figura 8 A líder comunitária do povoado de Muquém, Dona Albertina.
  17. 17. Figura 9 Devido à enchente ocorrida em 2010, 25 casas tiveram danos estruturais que podemcomprometer a segurança dos habitantes.
  18. 18. Figura 10 Escultura em argila demonstrando o episódio ocorrido durante a enchente de 2010representando o salvamento de algumas pessoas em uma árvore.
  19. 19. Figura 11 Imagem da frente da oficina de cerâmica de Dona Irinéia.
  20. 20. Figura 12 A mestra-artesã Dona Irinéia.
  21. 21. Figura 13 Forno utilizado para o cozimento das peças em cerâmica.
  22. 22. Figura 14 Vista do povoado de Muquém.
  23. 23. União dos PalmaresFigura 15 Vista privilegiada da Serra da Barriga permitia prever ataques surpresas.
  24. 24. Figura 16 Posto de observação.
  25. 25. Figura 17 Teto em palha de coqueiro. À esquerda está localizada a escada que leva aoobservatório. Detalhe para a obra com as cabaças que são mais recentes, não datando da epocada ocupação dos quilombolas originais.
  26. 26. Figura 18 Vista da parte superior de um dos espaços do quilombo.
  27. 27. Figura 19 Espaço utilizado em reuniões e algumas festividades na comunidade.Figura 20 Local onde se processava a secagem da farinha.
  28. 28. Figura 21 Instrumento de moagem da mandioca para preparo da farinha.
  29. 29. Figura 22 Moenda rudimentar de cana.
  30. 30. Figura 23 Local sagrado de adoração aos orixás e demais rituais.
  31. 31. Figura 24 Gameleira branca exercendo o papel de divindade em consonância com o orixá Yrokoadorado na África.

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