12 graus-de_dependencia

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12 graus-de_dependencia

  1. 1. Graus de dependência Avaliação/Classificação Prof. Amadeu 1
  2. 2. Conceitos Envolvidos Ter controle urinário e esfincteriano Tomar medicamentos Pagar contas em bancos INDEPENDÊNCIA Pegar trans porte Fazer compras AUTONOMIA DEPENDÊNCIA Andar Vestir-se Tomar banho Alimentar-se Cuidar da aparência Prof. Amadeu Ir ao banheiro 2 Sair da cama
  3. 3. Doente e Graus de Dependência Autonomia Segundo a OMS, Autonomia consiste na capacidade para controlar, superar, fazer escolhas e tomar decisões Mesmo quando se esteja dependente para os actos da vida diária Prof. Amadeu 3
  4. 4. • Quanto à dependência e independência, são conceitos complexos operacionalizar, dado e o difíceis seu grau de de subjectividade e dificuldade em torná-los mensuráveis. Prof. Amadeu 4
  5. 5. Independência • Significa alcançar um nível aceitável de satisfação das suas necessidades, através de acções realizadas pelo indivíduo, sem auxílio de outra pessoa. • O nível aceitável de satisfação é um nível que permite a presença de um equilíbrio fisiológico e psicológico que se manifesta por um estado satisfatório de bem-estar. Prof. Amadeu 5
  6. 6. Dependência • Situação em que se encontra a pessoa que, por falta ou perda de autonomia física, psíquica ou intelectual, resultante ou agravada por doença crónica, demência orgânica, sequelas pós- traumáticas, deficiência, doença severa e ou incurável em fase avançada, ausência ou escassez de apoio familiar ou de outra natureza, não consegue, por si só, realizar as Actividades da Vida Diária e ou Actividades Instrumentais de Vida Diária Prof. Amadeu 6
  7. 7. Dependência • Incapacidade que um indivíduo tem para adoptar comportamentos ou realizar por si mesmo, sem a ajuda de outros, acções que lhe permitam alcançar um nível aceitável de satisfação das suas necessidades. Uma pessoa dependente é aquela que necessita de transferir para terceiros as actividades tendentes à satisfação das “necessidades humanas básicas”, no contexto de uma doença crónica, incapacidade ou deficiência, (Vilão, 1995). Prof. Amadeu 7
  8. 8. Dependência • O utente necessita de ajuda para adquirir ou readquirir a sua independência e autonomia, para que haja um equilíbrio fisiológico e emocional. É fundamental fazer-se a avaliação das necessidades em que o indivíduo necessita de ajuda, respeitando e incentivando a sua autonomia e independência. Prof. Amadeu 8
  9. 9. Doente e Graus de Dependência Dependência Funcional «Dependência funcional» é o termo que define a perda de autonomia de um indivíduo para desempenhar sozinho actividades da vida diária, requerendo o auxílio de outrem para, por exemplo, subir escadas, cuidar da sua higiene pessoal, vestir-se ou alimentar-se. Prof. Amadeu 9
  10. 10. Doente e Graus de Dependência Dependência Funcional Em situação de dependência funcional podemos encontrar pessoas nas mais diversas condições: • Acamados; • Em cadeiras de rodas • Tetraplégicos; • Amputados • Doentes de Alzheimer ou Parkinson em estado avançado; • Invisuais. Prof. Amadeu 10
  11. 11. Graus de dependência em cuidados • Doente independente • Doente semi-dependente • Doente dependente Auto-suficiente nas suas actividades de vida diária Necessita de auxílio para satisfazer algumas actividades de vida diária Necessita de auxílio intensivo para satisfazer actividades de vida diária Prof. Amadeu 11
  12. 12. As actividades de vida diária (AVDs) subdividem-se em: a) Actividades Básicas de Vida Diária (ABVDs) – que envolvem as relacionadas ao autocuidado como alimentar-se, banhar-se, vestir-se, arrumar-se, mobilizar-se, manter controle sobre suas eliminações; b) Actividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs) – que indicam a capacidade do indivíduo levar uma vida independente dentro da comunidade onde vive e inclui a capacidade para preparar refeições, realizar compras, utilizar transporte, cuidar da casa, utilizar telefone, administrar as próprias finanças, tomar seus medicamentos. Prof. Amadeu 12
  13. 13. Actividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) Actividades de vida diária nas vertentes de funcionamento cognitivo e social, as quais incluem: • • • • compras, cozinhar, efectuar as tarefas de casa, gerir o dinheiro, • tomar medicamentos e utilizar o telefone. Prof. Amadeu 13
  14. 14. Actividades de Vida Diária (AVD) Actividades básicas necessárias à vida, as quais Incluem:  higiene,  alimentação,  eliminação  mobilização. Existem vários instrumentos para a sua avaliação que permitem determinar a capacidade de realização dessas actividades de forma independente. Prof. Amadeu 14
  15. 15. Escalas de avaliação funcional A avaliação funcional deve ser efectuada com um instrumento apropriado, fiável e válido (Botelho, 2000). São amplamente utilizadas em estudos ... • Escala de Actividade de Vida Diária de Katz (1963) • Escala de Actividades Instrumentais de Vida Diárias de • Lawton & Brody (1969) Prof. Amadeu 15
  16. 16. Índice de Barthel • Um dos instrumentos mais vulgarmente utilizado na investigação e na prática clínica, para avaliar a capacidade funcional para a realização de actividades de vida essenciais, é o IB Prof. Amadeu 16
  17. 17. O índice de Barthel É um instrumento que avalia o nível de independência do sujeito para a realização de dez actividades básicas de vida: • comer, higiene pessoal, • uso dos sanitários, tomar banho, • vestir e despir, • controlo de esfíncteres, • deambular, transferência • da cadeira para a cama, subir e descer escadas (Mahoney e Barthel, 1965). Prof. Amadeu 17
  18. 18. O índice de Barthel • Na versão original a pontuação da escala varia de 0-100 (com intervalos de 5 pontos). A pontuação mínima de zero corresponde a máxima dependência para todas as actividades de vida diárias (AVD) avaliadas, e a máxima de 100 equivale a independência total para as mesmas AVD avaliadas… Prof. Amadeu 18
  19. 19. Escala Barthel ALIMENTAÇÃO (10) INDEPENDENTE. Capaz de utilkizar qualquer talher. Come em tempo razoável. (5) AJUDA. Necessita de ajuda para cortar, passar manteiga, etc (0) DEPENDENTE. BANHO (10) INDEPENDENTE. Lava-se por completo em ducha ou banho de imersão, ou usa a esponja por todo o corpo. Entra e sai da banheira. Pode fazer tudo sem ajuda de outra pessoa. (0) DEPENDENTE. VESTUÁRIO (10) INDEPENDENTE. Veste-se, despe-se e arruma a roupa. Amarra os cordões dos sapatos. Coloca cinta para hérnia ou o corpete, se necessário (5) AJUDA. Necessita de ajuda, mas realiza pelo menos metade das tarefas em tempo razoável. (0) DEPENDENTE. HIGIENE PESSOAL (10) INDEPENDENTE. Lava o rosto, as mãos, escova os dentes, etc. Barbeia-se e utiliza sem problemas a tomada, no caso de aparelho eletrico (0) DEPENDENTE. DEJEÇÕES (10) CONTINENTE. Não apresenta episódios de incontinência. Se são necessários enemas ou supositórios, coloca-os por si só. (5) INCONTINENTE OCASIONAL. Apresenta episódios ocasionais de incontinência ou necessita de ajuda para o uso de sondas ou outro dispositivo. (0) INCONTINENTE MICÇÃO (10) CONTINENTE. Não apresenta episódios de incontinência. Quando faz uso de sonda ou outro dispositivo, toma suas própria providências. (5) INCONTINENTE OCASIONAL. Apresenta episódios ocasionais de incontinência ou necessita de ajuda para o uso de sonda ou outro dispositivo. (0) INCONTINENTE USO DO VASO SANITÁRIO (10) INDEPENDENTE. Usa o vaso sanitário ou urinol. Senta-se e levanta-se sem ajuda (embora use barras de apoio). Limpa-se e veste-se sem ajuda (5) AJUDA. Necessita de ajuda para manter o equilíbrio, limpar-se e vestir a roupa. (0) DEPENDENTE. PASSAGEM CADEIRA-CAMA (15) INDEPENDENTE. Não necessita de qualquer ajuda, se utiliza cadeira de rodas, faz isso independentemente. (10) AJUDA MÏNIMA.Necessita de ajuda ou supervisão mínimas (05) GRANDE AJUDA . É capaz de sentar-se mas necessita de assistência total para a passagem (0) DEPENDENTE. DEAMBULAÇÃO (15) INDEPENDENTE. Pode cominhar sem ajuda por até 50 metros, embora utilize bengalas, muletas, proteses ou andador. (10) AJUDA. Pode caminhar até 50 metros, mas necessita de ajuda ou supervisão (5) INDEPENDENTE EM CADEIRA DE RODAS. Movimenta-se na cadeira de rodas, por pelo menos 50 metros. (0) DEPENDENTE. ESCADAS (10) INDEPENDENTE. É capaz de subir ou descer escadas sem ajuda ou supervisão, embora necessite de dispositivos como muletas ou bengala ou se apoie Prof. Amadeu 19 no corrimão (5) AJUDA. Necessita de ajuda física ou supervisão (0) DEPENDENTE.
  20. 20. A Escala de Avaliação de Actividades de Vida Diária, ou índice de Katz, é constituído por seis itens (banho, vestir-se, usar a casa de banho, mobilidade, continência e alimentação). Prof. Amadeu 20
  21. 21. Prof. Amadeu 21
  22. 22. Escalas de Avaliação Funcional Atividades Básicas de Vida Diária - Katz ATIVIDADE INDEPENDENTE 1. Banho Não recebe ajuda ou somente recebe ajuda para 01 parte do corpo 2. Vestir-se Pega as roupas e se veste sem qualquer ajuda, exceto para amarrar os sapatos 3. Higiene pessoal Vai ao banheiro, usa o banheiro, veste-se e retorna sem qualquer ajuda (pode usar andador ou bengala) 4. Transferência Consegue deitar na cama, sentar na cadeira e levantar sem ajuda (pode usar andador ou bengala) 5. Continência Controla completamente urina e fezes 6. Alimentação SIM NÃO Come sem ajuda (exceto para cortar carne ou passar manteiga no pão) Escore: 6 pontos (independência para AVD); 4 pontos (dependência parcial); 02 pontos (dependência importante) Modificado de Katz et al. Gerontologist, 1970; 10:20-30
  23. 23. • As Actividades Instrumentais de Vida Diárias (AIVD) exploram um nível mais complexo de funcionalidade. • Descrevem as actividades necessárias para a adaptação ao ambiente, dando ênfase às actividades comunitárias, sendo mais influenciadas cognitivamente. Prof. Amadeu 23
  24. 24. Lawton CAPACIDADE PARA USAR O TELEFONE (1) Usa o telefone por iniciativa própria. (1) É capaz de anotar bem alguns números familiares. (1) É capaz de atender uma chamada, mas não anotar (0) Não utiliza o telefone. COMPRAS (1) Realiza todas as compras necessárias independentemente. (0) Realiza independentemente pequenas compras. (0) Necessita de ir acompanhado para realizar qualquer compra (0) Totalmente incapaz de fazer compras. PREPARAR AS REFEIÇÕES (1) Organiza prepara e serve , por si só, adequadamente. (0) Prepara adequadamente as refeições, se lhe são oferecidos os ingredientes (0) Necessita que lhe preparem e sircvam as refeições. TAREFAS DOMÉSTICAS (1) Mantém a casa sozinho ou com ajuda ocasional (para trabalhos pesados). (1) Realiza tarefas ligeiras, como lavar a louça ou fazer as camas. (1) Realiza tarefas ligeiras, mas não pode manter um nível de limpeza adequado. (1) Necessita de ajuda nas tarefas domésticas. (0) Não participa em nenhuma tarefa doméstica LAVAGEM DE ROUPA (1) Lava toda a sua roupa. (1) Lava apenas peças pequenas. (0) A lavagem de toda a roupa esta a cargo de outra pessoa USO DE MEIOS DE TRANSPORTE (1) Viaja sozinho em transporte público ou em seu próprio carro. (1) É capaz de pegar um taxi, mas não usa outro meio de transporte. (1) Viaja em transporte público, quando acompanhado. (0) Utiliza taxi ou automóvel somente co ajuda de outros. (0) Não viaja de jeito nenhum. RESPONSABILIDADE EM RELAÇÃO A SUA MEDICAÇÃO (1) É capaz de tomar a medicação na hora e doses corretas. (0) Toma a medicação se lhe prepararem as doses previamente. (0) Não é capaz de tomar medicação. GESTÃO DOS SEUS ASSUNTOS ECONÔMICOS (1) Toma a seu cargo os seus assuntos econômicos. (1)Necessita as compras de cada dia, mas necessita de ajuda nas compras grandes. (0)Incapaz de lidar com dinheiro. Prof. Amadeu 24
  25. 25. Prof. Amadeu 25
  26. 26. Prof. Amadeu 26
  27. 27. Escalas de Avaliação Funcional Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) de Lawton 1. Consegue usar o telefone? 2. Consegue ir a locais distantes, usando algum transporte, sem necessidade de planejamentos especiais? 3. Consegue fazer compras? 4. Consegue preparar suas próprias refeições? 5. Consegue arrumar a casa? 6. Consegue fazer os trabalhos manuais domésticos, como pequenos reparos? 7. Consegue lavar e passar sua roupa? 8. Consegue tomar seus remédios na dose certa e horário correto? 9. Consegue cuidar de suas finanças? Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue Sem ajuda Com ajuda parcial Não consegue 3 2 1 3 2 1 3 2 1 3 2 1 3 2 1 3 2 1 3 2 1 3 2 1 3 2 1
  28. 28. Escalas de Avaliação Funcional Escala de Avaliação do Equilíbrio e da Marcha de Tinetti EQUILÍBRIO a) Sentado 0 - escorrega f) Teste em 3 tempos (esterno) 0 - começa a cair 1 - equilibrado b) Levantado 0 - usa os braços 1 - sem os braços c) Tentando levantar 1 - agarra ou balança (braços) 2 - equilíbrio g) Olhos fechados 0 - desequilíbrio 1 - equilíbrio 0 - incapaz 1 - 1 ou + tentativas 2 - única tentativa d) Assim que levanta 0 - desequilibrado 1 - com suporte 2 - sem suporte e) Em pé 0 - desequilibrado 1 - com suporte/base de sustentação>9cm 2 - sem suporte/base de sustentação pequena h) Girando 360 graus 0 - passos descontínuos 1 - passos contínuos 2 - equilíbrio i) Sentando 0 - inseguro/cai da cadeira 1 - usa os braços 2 – seguro Total equilíbrio: ____/16 1/3 dos idosos acima de 65 anos sofre quedas todos os anos
  29. 29. Escalas de Avaliação Funcional Escala de Avaliação do Equilíbrio e da Marcha de Tinetti MARCHA a) Início e) Direção 0 - hesita/tentativas 0 - marcado desvio 1 - não hesita 1 - desvio leve/moderado/com apoio b) Comprimento/altura 2 - sem apoio Pé direito f)Tronco 0 - não passa da posição 0 - oscila/com apoio 1 - passa da posição 1 - flexão de joelhos ou costas/abertura de braços 0 - não encosta no chão 2 - sem oscilação/flexão ou abertura 1 - encosta no chão g) No andar Pé esquerdo 0 - tornozelos separados 0 - não passa da posição 1 - tornlozelos quase se tocam 1 - passa da posição 0 - não encosta no chão 1 - encosta no chão c) Simetria do passo 0 - comprimento diferente 1 - comprimento igual Total da marcha _____/12 d) Continuidade do passo 0 - não 1 - sim Total do equilíbrio e marcha _____/28 Adaptado de: Tinetti, M. E. JAGS 1986;34:119-126. Escore < que 19 indica risco 5 vezes maior de quedas
  30. 30. Escalas de Avaliação de Saúde Mental Mini-exame do Estado Mental (Folstein, Folstein & McHugh, 1975) Orientação Temporal: Que dia é hoje ( semana,dia do mês, mês, ano, estação ) 5 Orientação Espacial: Onde estamos: estado, cidade, país, endereço, andar? 5 Memória Imediata: Repetir: copo, mala e carro 3 Atenção e Cálculo: 100 - 7 sucessivos (93-86-79-72-65) ou soletrar a 5 palavra “mundo” de trás para frente Evocação: Lembrar os três objetos (copo, mala e carro) 3 Linguagem: Pedir para nomear lápis e relógio 2 Repetir:"nem aqui, nem ali, nem lá” 1 Obedecer a ordem:"pegue o papel com a mão direita, dobre-o ao meio e 3 coloque-o no chão” Ler e obedecer:"feche os olhos” 1 Escrita: Pedir para escrever uma frase 1 Desenho: Copiar este desenho 1 Escore Máximo = 30 pontos < 24 = deficiência cognitiva * Nível de escolaridade
  31. 31. Escalas de Avaliação de Saúde Mental Prova do Relógio de Acordo com Sunderland et al., 1989 • Dar ao paciente uma folha de papel contendo um círculo de 12 cm de diâmetro • Solicitar que sejam colocados os numerais indicativos das horas com os ponteiros indicando 11:10 h – Normal: ordem, intervalo, ponteiros e hora corretos – Medianamente alterado: erros em até 2 categorias – Muito alterado: erros em 3 ou mais categorias Prof. Amadeu 31

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