10 tecnica-de_ligaduras

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10 tecnica-de_ligaduras

  1. 1. INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE TÉCNICA DE EXECUÇÃO DE LIGADURAS Prof. Amadeu 1
  2. 2. SUMÁRIO 2 1. Executar a técnica da ligadura circular ou em espiral 2. Executar a técnica da ligadura em espiga 3. Executar a técnica da ligadura em leque ou voltas em oito 4. Executar a técnica da ligadura do capacete de Hipócrates 5. Executar a técnica da ligadura do coto de amputação 6. Executar a técnica da ligadura do cruzado posterior 7. Executar a técnica da ligadura de Gerdy ou Velpeau 8. Executar a técnica da ligadura de Robert Jones
  3. 3. CONCEITO 3 INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM QUE CONSISTE NA APLICAÇÃO DE UMA LIGADURA CUJA FINALIDADE É A IMOBILIZAÇÃO COMPLETA OU PARCIAL, CONTENÇÃO OU COMPRESSÃO DE UMA ÁREA CORPORAL.
  4. 4. Tipos de ligaduras: 4 Ligaduras de gaze – feitas de tecido de gaze de vários tamanhos (5, 10, 15 e 20 cm). Estas ligaduras permitem manter sempre a mesma tensão e servem essencialmente para suster pensos oclusivos ou de compressão, manter imobilizações das articulações, suster talas gessadas e outros.
  5. 5. Tipos de ligaduras: 5 Ligaduras elásticas – feitas de tecido elástico de nylon, em vários tamanhos (5, 10, 15 e 20 cm). Estas ligaduras permitem alguma margem de compressão e são utilizadas para assegurar a imobilização articular facilitando alguma mobilização embora mínima. São também usadas como ligaduras de contenção nos membros inferiores.
  6. 6. Tipos de ligaduras: 6 Ligaduras de forte componente elástica – feitas de material elástico de forte contenção. São usadas numa segunda fase para a moldagem de cotos. Ligaduras elásticas adesivas – feitas de um tecido elástico, de medidas standardizadas (10 cm), impregnadas de um produto adesivo. São usadas essencialmente na imobilização de articulações pós acidente, permitem alguma mobilidade e funcionam basicamente como tratamento antiálgico..
  7. 7. Tipos de ligaduras: 7 Ligaduras de algodão – feitas de algodão ou material sintético, de vários tamanhos (5, 10, 15 e 20 cm). São usadas principalmente para almofadamento e proteção das proeminências ósseas antes da colocação de aparelhos gessados para imobilização de fraturas. É também usada como proteção e almofadamento em várias imobilizações (como no caso da ligadura tipo Robert Jonnes).
  8. 8. Princípios gerais na execução de ligaduras: 8  As ligaduras devem ser colocadas em local de fácil acesso de preferência o mais junto possível do doente, antes de se iniciar a sua colocação;  Deve fazer sempre a limpeza da área a tratar, assim como realizar os pensos necessários antes de iniciar a imobilização;
  9. 9. Princípios gerais na execução de ligaduras: 9  Segurar o rolo com a mão dominante e a extremidade inicial com a mão não dominante;  • Iniciar e terminar a ligadura sempre com duas circulares sobrepostas;  Aplicar a ligadura de modo regular exercendo pressão uniforme;  Se for necessário acrescentar outra ligadura, sobrepor totalmente a última volta.
  10. 10. Princípios gerais na execução de ligaduras: 10   A ligadura inicia-se sempre da extremidade distal para a proximal. Nos membros inicia-se a partir da raiz (base) dos dedos, se possível de forma, a permitir a sua mobilização ativa e despiste de sinais de alerta. Nos cotos, inicia-se cerca de um palmo acima do extremo do coto em forma de “V”, podendo ser necessário efetuar algumas circulares à volta da cintura ou do tronco, consoante o caso, para dar maior apoio e segurança;
  11. 11. Classificação das ligaduras: 11  1. Ligaduras simples • Circular ou espiral • Espiga • Leque ou voltas em oito  2. Ligaduras recorrentes • Capacete • Coto  3. Ligaduras de imobilização não funcionais • Cruzado posterior • Gerdy ou Velpeau • Robert Jones
  12. 12. 1. Executar a técnica da ligadura circular ou em espiral 12 Estas ligaduras utilizam-se em pequenos segmentos para a contenção, a imobilização ou a sustentação da região a tratar. A sua forma de execução assemelha-se a uma espiral, cada volta sobrepõe-se parcialmente à anterior, verificando-se que as extremidades iniciais e terminais ficam com a mesma localização.
  13. 13. 1. Executar a técnica da ligadura circular ou em espiral 13
  14. 14. 2. Executar a técnica da ligadura em espiga 14 Estas ligaduras utilizam-se em regiões onde é pretendido aumentar a compressão e sustentabilidade. A sua forma de execução inicia-se seguindo uma posição oblíqua e uma orientação em “8”, sempre com uma distância de sobreposição igual em cerca de metade da passagem anterior. O aspeto final assemelha-se a uma espiga.
  15. 15. 2. Executar a técnica da ligadura em espiga 15
  16. 16. 3. Executar a técnica da ligadura em leque ou voltas em oito 16 Estas ligaduras utilizam-se para imobilizar articulações e para dar continuidade à execução de uma ligadura (passar de um segmento para outro). Inicia-se no centro da articulação e cada volta cruza a anterior, formando um leque..
  17. 17. 2. Executar a técnica da ligadura em espiga 17
  18. 18. Ligaduras recorrentes 18 As ligaduras recorrentes utilizam-se para contenção de pensos no couro cabeludo e imobilização de áreas arredondadas, como cotos de amputação.
  19. 19. Ligaduras recorrentes – Capacete de Hipocrates 19 1. Reunir o material • Ligadura elástica 10 cm 2. Ensinar a Pessoa 3. Posicionar a Pessoa • Sentado 4. Lavar as mãos 5. Colocar a ligadura de forma a efetuar duas circulares sobrepostas e de seguida, na região frontal, dobrar de forma a fazer uma perpendicular entre a região frontal e a occipital. 6. Efetuar as restantes passagens em forma de “V” sobrepondo sempre a primeira, pelo menos em metade da passagem anterior. Pode ser necessário efetuar uma circular. 7. Finalizar com duas circulares e prender com adesivo.
  20. 20. Ligaduras recorrentes: técnica da ligadura do capacete de Hipócrates 20
  21. 21. Ligaduras recorrentes – coto de amputação 21 1. Reunir o material. • Numa primeira fase de tratamento as ligaduras selecionadas para o coto de amputação devem ser de algodão e elasticas; • Numa segunda fase de tratamento as ligaduras devem ser de forte componente elástica. 2. Ensinar a pessoa 3. Posicionar a Pessoa • Sentado (no caso de amputação do membro superior) • Decúbito dorsal (no caso de amputação no membro inferior) 4. Observar a pessoa 5. Lavar as mãos 6. A ligadura deve iniciar-se com uma perpendicular central e de seguida uma obreposição em “V”.
  22. 22. Ligaduras recorrentes – coto de amputação 22 7. De seguida inicia-se a sobreposição de circulares, em posição oblíqua, acima dos bordos do coto, de modo a que a segunda passagem sobreponha sempre pelo menos metade da passagem anterior em forma de “8”, procurando tapar o coto por completo. O coto irá adquirir uma forma cónica. 8. Finalizar com duas circulares e prender com adesivo. 9. No caso da amputação acima do joelho ou acima do cotovelo pode ser necessario passar duas circulares pela região torácica ou dorsal. 10. Ensinar a pessoa sobre: • Diminuição da sensibilidade; • Edemas.
  23. 23. Ligaduras recorrentes: técnica da ligadura do Coto de amputação 23
  24. 24. Técnica da ligadura do cruzado posterior 24 Esta técnica é usada para estabilizar uma fratura ou luxação da clavícula como tratamento conservador. Funciona também como tratamento antiálgico. 1. Reunir o material: • Para higiene da pele • Ligaduras de algodão de 10 cm (uma); • Ligadura de gaze 10 cm (uma a duas); • Adesivo largo. 2. Ensinar a pessoa 3. Posicionar a Pessoa • Sentado com as mãos na cintura, de forma a ficar com os braços abertos em arco.
  25. 25. Técnica da ligadura do cruzado posterior 25 4. Calçar luvas (não estéreis) 5. Limpar/desodorizar as axilas 6. Lavar as mãos 7. Iniciar-se a aplicação da ligadura de algodão, em forma de oito invertido, que se cruza nas costas, mais ou menos 10 cm abaixo da região occipital. 8. De seguida deve aplicar-se a ligadura de gaze. Deixa-se a extremidade inicial solta e aplicase a ligadura em cima da de algodão, em forma de oito invertido cruzando nas costas. 9. Para terminar dá-se um nó com as duas extremidades da ligadura (a inicial e a final) exatamente no ponto de cruzamento das ligaduras na região interescapular. 10. Rematar com um pouco de adesivo. Ensinar/ Instruir a pessoa sobre: • Dor; • Formigueiro.
  26. 26. Técnica da ligadura do cruzado posterior 26
  27. 27. Executar a técnica da ligadura de Gerdy ou Velpeau 27 Estas técnicas são usadas no tratamento conservador de fraturas do colo do úmero, de fraturas do 1/3 proximal do úmero e de luxações do ombro. Nestes casos funciona também como tratamento antiálgico. O tempo de tratamento com este tipo de ligaduras é habitualmente de quatro semanas, no entanto, por razões diversas, tanto nos jovens como nos idosos, este período pode ser variável. As imobilizações de Gerdy e Velpeau são basicamente iguais, tanto na forma de se executarem como nos objetivos a atingir. Diferem sobretudo no posicionamento e na imobilidade do antebraço. Nos últimos anos, a técnica e também os materiais usados na realização destas imobilizações têm vindo lentamente a modificar-se, dando origem a uma técnica única.
  28. 28. Técnica da ligadura de Gerdy ou Velpeau 28 1. Reunir o material. • Para higiene da pele; • Compressas; • Ligaduras elásticas de 10 ou 15 cm (uma); • Ligaduras de gaze de 10 ou 15 cm (uma a duas); • Ligadura elástica adesiva 10 cm • Adesivo largo. 2. Ensinar a pessoa 3. Posicionar a Pessoa • Em pé. (Se tiver muita dificuldade em manter-se de pé pode ficar sentado). 4. Calçar luvas (não estéreis)
  29. 29. Técnica da ligadura de Gerdy ou Velpeau 29 5. Lavar e limpar as axilas Nas mulheres – axilas e região inframamária Reunir o material. 6. Lavar as mãos 7. Colocar uma compressa grande/ligadura de algodão ao longo do tórax desde a axila. Nas mulheres – Colocar uma compressa grande na região infra e outra na intermamária. 8. Inicia-se com ligadura de gaze (15 cm) em circulares que sobem da cintura até à região mamilar. 9. Colocar o membro na posição pretendida, junto ao tórax.
  30. 30. Técnica da ligadura de Gerdy ou Velpeau 30 10. Continuar com as circulares envolvendo o braço e o antebraço, cruzando as ligaduras no ombro, sob o braço contrário do doente, uniformemente, de forma a conseguir um bom ajustamento sem demasiado aperto do braço ao tórax. Fazer o envolvimento total de todo o membro, desde o ombro até ao punho, deixando a mão livre. 11. Iniciar o mesmo trabalho com ligadura elástica adesiva (tipo Tensoplast) 12. Ensinar /Instruir a pessoa sobre: • Edema; • Cianose; • Palidez; • Formigueiro.
  31. 31. Técnica da ligadura de Gerdy ou Velpeau 31
  32. 32. Executar a técnica da ligadura de Robert Jones 32 Esta técnica é usada no tratamento com imobilização de uma articulação traumatizada, principalmente a dos joelhos (derrame pós-traumático). Pode funcionar também, e só, como tratamento antiálgico. 1. Reunir o material. • Ligaduras de algodão de 10 ou 15 cm (4-6); • Ligaduras de gaze de 10 ou 15 cm (4-6); • Ligadura elástica adesiva 10 cm (4-6); • Adesivo (5 cm). 2. Ensinar a Pessoa 3. Posicionar a Pessoa (Decubito dorsal) 4. Lavar as mãos
  33. 33. Executar a técnica da ligadura de Robert Jones 33 5. Inicia-se a imobilização com a ligadura de algodão, ligeiramente acima dos maléolos, de forma que a segunda passagem recubra metade da primeira, em espiral, atá à raiz da coxa. 6. Da mesma forma aplica-se a ligadura de gaze, por cima da de algodão, fazendo uma segunda camada. 7. Segue-se a aplicação de nova camada de ligadura de algodão novamente dos maléolos até a raiz da coxa. 8. Aplica-se uma quarta camada de ligadura de gaze, por cima da de algodão. 9. Para finalizar pode aplicar-se uma quinta camada de ligadura elástica adesiva (tipo Tensoplast) ou adesivo de modo a produzir a imobilidade completa. 10. Ensinar/ Instruir a pessoa sobre: • Edema; • Diminuição da sensibilidade.
  34. 34. Executar a técnica da ligadura de Robert Jones 34
  35. 35. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 35  BOLANDER, Verolyn Barnes – Sorensen & Luckmann Enfermagem Fundamental: Abordagem psicofisiológica, Lisboa: Lusodidacta, 1998;

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