Doraci Silva dos Santos     Luís Antônio dos Santos
EXPERIÊNCIAS    DE    FÉ         Doraci Silva dos Santos         Luís Antônio dos Santos
Agradecimentos:- A DeusPor Sua Infinita Misericórdia, e pela Sabedoria doada para escrever estas linhas;- À minha mãeMesmo...
PrefácioEstas simples e poucas linhas foram escritas somente com a intenção de levar o leitor aconhecer um pouco mais daqu...
batismo do Espírito Santo, com evidências de falar em línguas espirituais, em outubro domesmo ano.Seu esposo, Luiz Nunes d...
Palavra do PastorEste livro retrata a história de uma família que Deus salvou e chamou para um propósitoespecial na nossa ...
IntroduçãoSempre fui muito católica, trabalhei como doméstica com uma família natural da Itália (quetambém era muito catól...
Minha conversãoDias depois de nos estabilizarmos (eu e o meu esposo), em uma casa alugada em PortoAlegre, no bairro Passo ...
Saí daquele culto sentindo-me uma nova criatura e nunca mais voltei atrás. Diferentemente,meu esposo não tomou a mesma dec...
O começo com dificuldadesEm junho de 1961 começamos uma nova, dura e prolongada prova. Meu filho Luís Antôniocomeçou a ter...
naqueles dias não ocupava todo o pátio, e a grama que nascia dentro do terreno era cortadapelo então porteiro e saudoso ir...
Em razão de nossas dificuldades econômicas daquele momento, meu esposo haviasolicitado ajuda financeira na empresa onde tr...
ComunhãoDiariamente meu sobrinho Marcos tomava o ônibus às sete horas e quarenta e cinco. Namanhã do dia seguinte, faltand...
Deus, por Sua Misericórdia, deu-me uma nova alegria no dia 17 de abril do ano de 1965.Neste dia nasceu minha primeira e li...
Na semana seguinte recebi o comunicado de que ela havia falecido. Falei para minhacunhada Celita dos pedidos que ela havia...
de trás (que me encurtava o caminho para chegar ao ponto do ônibus), porém, nesse dia esem saber o motivo, fui levada a to...
Minha filha Miriam Rosane, a quem o Senhor havia contemplado com o dom de oraçãointercessória, aos quatro anos e meio de i...
nos em oração no quarto onde estava aquele homem e o sangue estancou no mesmomomento. Antes da cirurgia levaram o homem pa...
Ao falar de Jesus a ela, esta O aceitou como seu Salvador, porém, havia um problema aindanão resolvido em sua vida. Antes ...
amor entre os dois. Dias depois, ela, empolgada, me disse que parecia ter sido a primeiravez que ela o vira e conversara c...
Abriram as portas da sala de espera e entramos. Logo que surgiu uma oportunidade aquelasenhora se aproximou de mim e foi l...
Meus três filhos mais velhos José Ricardo, Luís Antônio e Milton Valmir vendiam balas echocolates nos pontos de táxi, no c...
o acompanhei. Estivemos em seu quarto orando por ele, ocasião em que meu esposo oungiu com óleo santo.      A enfermeira v...
Novas Provas – Novas VitóriasNovamente o Senhor nos provou de uma maneira muito forte.                Meu esposo ficoudese...
da unção, como ordena a Palavra de Deus. Na semana seguinte estava “vencendo” aprimeira data de a minha vizinha apresentar...
Ao final, a filha daquela mulher, que estava com uma menina pequena ao colo, arrematou:- “E tem mais, certa vez minha mãe ...
Naquele dia, depois de minha indagação ao Senhor, a “dona” Nilza, quando chegou emcasa, avistou que sua galinha choca esta...
demissão do emprego onde trabalhava e o casal mudou-se para a cidade de Tapeslocalizada no sul do Rio Grande do Sul.O irmã...
Dias depois, na Escola Bíblica Dominical, o irmão Davi Greff foi usado por Deus e, em suapregação asseverou que em muitas ...
Ao perguntar-lhe sobre o motivo dessa inveja, respondeu-me como que querendo esconderalguma e ao mesmo tempo com vontade d...
em pleno gozo dos céus. Foi uma manifestação tremenda da parte do Senhor, para nossasvidas naquela noite de verão.Na seman...
Cura RadicalAgora voltarei à cura do meu filho Luís Antônio.Este tem sido um dos maiores milagres que Deus operou em meu l...
Quando todos falavam zombeteiramente do seu estilo de pregação procurando desqualificarsuas palavras, procurando demovê-lo...
esses quatro versículos), tornar-se a concretização do sonho de todo fiel cristão, ou seja, serarrebatado, sem provar a mo...
joelhos, logo vem-lhe o bocejar e o sono e sua oração não dura muito mais que cinco ou dezminutos.E o pior – cobrança atrá...
nutria nenhuma atração ou amor), conforme Gênesis 29.20-30, começou a construir, issosim, o seu verdadeiro império, a part...
A sua chamada no meio da sarça ardente e a sua coragem (ainda que primeiramente tenhasido motivado pela curiosidade), deno...
mas, em razão do contato e da comunhão entre os dois (lembre-se Moisés foi chamado de“o amigo de Deus”, conforme Ex 33.11)...
possuía um contato anterior com Deus, e por isso mesmo ofereceu o melhor. Ele nãoofereceu o melhor porque conhecia Deus, p...
compromisso de encontro, de intimidade, pois, se tem alguma coisa que Deus não resiste, éum coração contrito, conforme Sal...
Naquele momento parece que o chão havia saído de onde eu estava. Saí desolada doconsultório. Fui chorando até chegar à min...
travou diálogo. Sem o menor entrave lingüístico o irmão Luiz Nunes contou como foi pararali.Aquele irmão, o conduziu até a...
Tenho para mim que a missão do porteiro, por mais humilde que possa parecer, se revesteda maior importância, por ser, exat...
costas do irmão Luiz Nunes. Quando o anjo se aproximou de seu filho Adãozinho, que eracego, este imediatamente começou a g...
Naquele momento percebi que as lágrimas que eu havia derramado naquela sexta-feiraquando saí desenganada do consultório mé...
de pessoas”, também não escolhe pessoas para curar. Em Atos, capítulo 10, versículo 38,diz: “... o qual andou por toda a p...
Muitas vezes oramos por esta família somente não imaginava o que poderia ocorrer maistarde. Transferimos nossa residência,...
Nisto levantei-me dobrei meus joelhos e comecei a orar. O Espírito Santo, por Sua imensamisericórdia, tomou-me de uma form...
porta, ao lado do motorista. No lado oposto do mesmo veículo, atrás do motorista vi alguémao seu lado que conversava com e...
Ficaram na cidade de Santa Cruz de La Sierra com o pastor Paulo Moreira que fazia umtrabalho muito lindo em Cochabamba. A ...
Havia também duas irmãs que trabalhavam na confecção de acolchoados para posteriordoação em asilos e orfanatos.     Era um...
Saiba que Deus responde tuas orações segundo a medida da tua fé. Peça a ele queacrescente tua fé e verás a resposta das tu...
Eu disse a ele:“Vou orar por você aqui e agora e você vai sair em paz com Deus”.E assim fiz, ali mesmo na frente de minha ...
Livro Experiências de Fé
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Livro de dona Dora e seu Luiz Nunes escrito em forma de testemunho:
"A emocionante história de vidas tocadas pelo Senhor Jesus Cristo"

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  1. 1. Doraci Silva dos Santos Luís Antônio dos Santos
  2. 2. EXPERIÊNCIAS DE FÉ Doraci Silva dos Santos Luís Antônio dos Santos
  3. 3. Agradecimentos:- A DeusPor Sua Infinita Misericórdia, e pela Sabedoria doada para escrever estas linhas;- À minha mãeMesmo em meio ao sofrimento infringido pelo falecimento de meu pai, enquanto escreviaestas linhas, foi a idealizadora deste projeto, corrigindo e colaborando com a fidedignidadedos fatos;Aos meus irmãos e irmãsPela paciênciaÀs pessoas citadas nestas linhasPor emprestarem seus nomes, mesmo que esta obra não tenha fins lucrativos. In Memorian Ao Pastor Agenor (Pastor Jubilado da cidade de Tapes) Ao meu Pai Luiz Nunes dos Santos Incondicional no apoio a este projeto, Infelizmente não teve a oportunidade de vê-lo realizado. 2
  4. 4. PrefácioEstas simples e poucas linhas foram escritas somente com a intenção de levar o leitor aconhecer um pouco mais daquilo que Deus pode fazer na vida de pessoas humildes quepropuseram no seu coração apenas fazer Sua vontade.Sem olhar para sua pequenez em termos eclesiásticos ou mesmo sua sofrível condiçãosocial, não perderam a oportunidade que se abria para anunciar e testemunhar o podertransformador da Palavra de Deus na vida de qualquer pessoa que O aceitasse como Únicoe Suficiente Salvador.As histórias aqui relatadas tiveram lugar, em sua maioria, na zona norte de Porto Alegre,mais precisamente no bairro Sarandi, vila Elizabeth, e arredores, a partir de 1958 e,praticamente, até aos dias de hoje.Longe de querer acumular glória para si, os protagonistas destes escritos quiseramdemonstrar a Misericórdia e a Bondade de Deus, na vida de pessoas que não tiveramqualquer pretensão, ao longo de suas vidas, de quererem destaque ou aproveitamento, sobqualquer aspecto, das situações vivenciadas, o que pode ser comprovado pelo estilohumilde de viver, que em muitas oportunidades, conforme demonstram os relatos,envolveram tão somente questões espirituais e em momento algum, financeiros (no sentidode aproveitamento).Pelo contrário, a vida difícil relatada com a mais fidedigna das realidades demonstrou, emmuitos casos, que eram os partícipes da história que necessitavam de ajuda e, quandomenos esperavam, a Fidelidade e a Providência divina propiciavam o sustento necessário eadequado àquela família.A irmã Doraci Silva dos Santos, mas que atende pelo carinhoso e humilde apelido de “irmãDora”, mãe do concatenador das idéias aqui expostas, reside na vila e bairro acima citados,sendo membro da Igreja Evangélica Assembléia de Deus desde 1960. Ela possui, hoje,com 70 anos de idade, tendo sido consagrada Diaconiza há muitos anos atrás, nacongregação que trás o mesmo nome da vila onde reside. Ela aceitou a Jesus Cristo comoseu Salvador em 24/12/1960 tendo sido batizada nas águas em 03/02/1963, e com o 3
  5. 5. batismo do Espírito Santo, com evidências de falar em línguas espirituais, em outubro domesmo ano.Seu esposo, Luiz Nunes dos Santos, consagrado como Evangelista da mesma Igreja,também há muitos anos, foi Encarregado de diversas congregações pertencentes ao distritoVila Elizabeth, como as congregações de Vila Nova Brasília e Vila União. Ele possuía 74anos de idade até que o Senhor o chamou para o descanso eterno, em 09/06/2010. Aceitoua Jesus como seu Salvador em 22/11/1962, tendo sido batizado nas águas em 02/03/1963,e com o batismo no Espírito Santos, com evidências de falar em línguas espirituais, emoutubro do mesmo ano.Ambos nascidos no município interiorano do Estado do Rio Grande do Sul, chamado SantoAntônio da Patrulha. Conhecido como antigo produtor de cana-de-açúcar, este foi um dosquatro grandes municípios em que era dividido o solo gaúcho.O casal tem sete filhos conforme relatado em diversas ocasiões, tendo o primeiro sidochamado de José Ricardo, o segundo de Luís Antônio, o terceiro de Milton Valmir, abrindo a“série” das meninas nasceu a Miriam Rosane, logo depois dela nasceu o Joel Éverson, e,por fim, as gêmeas Marliese Raquel e Marlise Isabel.A família cresceu e o casal de anciãos teve cinco netos e quatro netas.Os episódios relatados neste ensaio, o foram por minha mãe com total fidelidade e com amaior riqueza de detalhes possível, principalmente aqueles tratados na primeira pessoa doplural. Na segunda metade do livro (a partir de Vida de um epiléptico), o texto passa a serredigido na primeira pessoa do plural, em razão do contexto a que se propõe, e, também,por que os relatos de minha mãe perduraram até aquele capítulo. 4
  6. 6. Palavra do PastorEste livro retrata a história de uma família que Deus salvou e chamou para um propósitoespecial na nossa geração: a Família Nunes. Família esta que representa bem o Salmo 37,verso 23, que diz: “Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, Ele deleita-se no seu caminho”.Referindo-me à Irmã Dora: uma “mãezona”, mulher de fé, pessoa a qual Deus tem usadomuito em Suas mãos, tenho por ela um grande carinho e a amo como se fosse minha mãe,e aos seus filhos, como meus irmãos. Esta família foi a primeira que me acolheu quandocheguei à cidade de Porto Alegre.Referindo-me ao Irmão Luiz Nunes, já de saudosa lembrança: deixou-nos o exemplo de umhomem amoroso, dedicado à família e abençoado na Obra de Deus. Da mesma maneira,considerava-o como um pai, que sempre me dedicou o maior carinho. Sendo eu um obreirode Deus assim como ele, me apoiou e incentivou em meu Ministério.Meu desejo é que Deus continue abençoando sempre esta família e que este livro venhaservir de bênção para que muitas outras famílias sigam o exemplo valoroso da FamíliaNunes. Pastor José Ferreira da Silva 5
  7. 7. IntroduçãoSempre fui muito católica, trabalhei como doméstica com uma família natural da Itália (quetambém era muito católica) local onde me fizeram uma verdadeira lavagem cerebral. Saídesta casa dia 29 de agosto de 1958 casando-me no dia seguinte.Nascida e criada em família pobre, típica de cidade interiorana, sem ter contato com asfacilidades da capital. Meus pais sempre foram agricultores e tinham como únicocompromisso aos domingos, participar da missa que se realizava a cerca de doisquilômetros de distância de onde morávamos. 8
  8. 8. Minha conversãoDias depois de nos estabilizarmos (eu e o meu esposo), em uma casa alugada em PortoAlegre, no bairro Passo das Pedras, dois dos meus cunhados solteiros (Mário e Valdemar)foram morar conosco. Ambos já haviam aceitado a Jesus como Salvador de sua alma e apartir daí começaram a testificar de Jesus pra mim e logo em seguida se batizaram naságuas em datas diferentes. Convidaram-nos para o batismo, meu esposo mesmo nãoquerendo ir disse-me que se eu quisesse, poderia ir, entretanto, ele não. Mas Deus tem osSeus planos, porém eu não os entendia.Em 24 de dezembro de 1960, na programação de Natal, como é de costume nas igrejasAssembléias de Deus, fomos à programação festiva, depois do convite insistente dos meuscunhados.Eu e meu esposo acompanhamos os dois jovens e chegando à frente da congregação naAvenida Baltazar de Oliveira Garcia, na entrada do Bairro Passo das Pedras (naquela épocanão havia a linda e acolhedora congregação Passo das Pedras que tem hoje), lá estavamalgumas pessoas ensaiando os últimos detalhes da peça que seria apresentada na reuniãodaquela noite. A peça que foi apresentada se chamava “A samaritana no poço de Jacó”.Ficamos parados ali na frente daquela casa humilde, quando aconteceu o primeiro dosmistérios que caracterizariam e acompanhariam minha vida de fé, no Todo-Poderoso.Na frente da igreja senti uma sensação tão estranha e, antes que pudesse me olhar, mesenti completamente nua. Ao me sentir nesse estado indaguei ao meu esposo:– “Por que é que tu me deixaste sair assim? Por que não me falaste nada? O que é que osoutros vão falar de mim?”No instante seguinte ele puxou o meu vestido, como que me mostrando minha roupa, foiquando pude perceber que estava vestida. Naquele momento Jesus veio ao encontro deminha alma e comecei a chorar a tal ponto que pensei que não pararia mais. Meu pranto foitanto que um dos meus cunhados (que estava interpretando um personagem na peça, aover-me naquele estado, pediu a um amigo que descesse do palco e fosse me perguntar oque estava acontecendo e se eu estava me sentindo bem). 9
  9. 9. Saí daquele culto sentindo-me uma nova criatura e nunca mais voltei atrás. Diferentemente,meu esposo não tomou a mesma decisão naquele dia.Tínhamos, naquela época, dois filhos. O primeiro chamado José Ricardo e o segundochamado Luís Antônio, que contava naquele dia, exatamente, três meses e dezenove dias. 10
  10. 10. O começo com dificuldadesEm junho de 1961 começamos uma nova, dura e prolongada prova. Meu filho Luís Antôniocomeçou a ter crises epiléticas. A luta foi tremenda, mas pretendo falar desse episódio,especificamente, mais tarde.Eu estava grávida do terceiro filho, antes, porém, de o Milton Valmir nascer, passei muitomal e fui parar na maternidade de um hospital. Fiquei internada por uma noite, com muitasdores. Meu esposo voltou àquela maternidade pela manhã quando os médicos disseram aele que me levasse urgentemente para a Santa Casa (Hospital Santa Casa de Misericórdiade Porto Alegre), pois o bebê estava morto. Não me disseram nada. Passamos pela“Sandu” (atual SAMU) e ali também diagnosticaram (para o meu esposo) que o bebê estavamorto e que ele precisava me levar urgentemente para a Santa Casa, e que se isso nãoacontecesse, estaria colocando minha vida sob risco de morte.Logo em seguida meu esposo me revelou o que os médicos haviam dito a ele, então eudisse que preferia morrer em casa, pois naqueles dias se ouvia muitas histórias sinistras daSanta Casa.Instantes depois, estávamos nos dirigindo para nossa casa. Chamamos a parteira que mehavia assistido no parto do Luís Antônio. Quando ela chegou, disse a ela o que haviasucedido ao que ela me respondeu que eu estava com uma infecção e que o nenê nãoestava morto, pelo contrário, estava bem.Pela bondade e misericórdia de Deus, na semana seguinte meu filhinho ao qual demos onome de Milton Valmir, nasceu. Lindo e perfeito, hoje é um homem de Deus, usado emSuas mãos para pregar a Palavra. NostalgiaDia 19 de outubro de 1962, nos mudamos para a vila Elizabeth. Os cultos naquelalocalidade haviam iniciado não fazia muito. Os cultos eram ministrados no mesmo lugar emque são ministrados hoje, porém, era uma casinha humilde, “quatro águas” como se diz,sem repartições, pintada de cor laranja por fora e azul por dentro, toda em madeira. A igreja 11
  11. 11. naqueles dias não ocupava todo o pátio, e a grama que nascia dentro do terreno era cortadapelo então porteiro e saudoso irmão José Minho, esposo da também saudosa e amável irmãDoralina.Este, mesmo ao carpir a grama, não se desfazia da indumentária típica do gaúcho, comobombacha, bota de couro, chapéu e o exemplar de uma faca e guaiaca na cintura.Hoje, no mesmo local, existe um belo templo, sede do distrito número 01, localizado na RuaFigueiredo de Mascarenhas, esquina com a Avenida 21 de abril.Lembro-me com carinho quando, nos cultos das irmãs, nas tardes de quarta-feira, enquantoorávamos e cantávamos, o irmão José Minho continuava firme na sua lida.No dia 22 de novembro do ano de 1962, meu esposo deu seu primeiro passo de féaceitando a Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador.Em 03 de fevereiro de 1963 fui batizada nas águas e meu esposo tomou a mesma profissãode fé, em 02 de março do mesmo ano. ProvasIniciaram-se pra nós novos tempos de provas. Naqueles dias ainda não haviam sidoconstruídas obras de contenção das águas (diques) e com as chuvas dos invernos que seseguiram sofremos com cinco enchentes na vila Elizabeth. Morávamos naqueles dias naantiga Rua 10, nas proximidades do que onde existe construído hoje um grande centrocomunitário da vila do mesmo nome.Na última enchente perdemos tudo do pouco que tínhamos conseguido adquirir com muitadificuldade. Estávamos morando temporariamente na casa do meu cunhado Mário já fazia08 meses, no Passo das Pedras, próximo à Avenida Baltazar de Oliveira Garcia. Meuesposo saía de casa às 4h45min para o seu trabalho em uma cutelaria de grande renomenaqueles dias. A partir do momento em que fechava a porta após sua saída, dobrava meusjoelhos e orava até os filhos acordarem. 12
  12. 12. Em razão de nossas dificuldades econômicas daquele momento, meu esposo haviasolicitado ajuda financeira na empresa onde trabalhava. Certa manhã enquanto eu oravative uma visão que me atormentou muito: eu via um acompanhamento fúnebre de grandeextensão – comecei a chorar copiosamente pedindo a Deus que me revelasse o quesignificava aquela visão enquanto perguntava a Ele quem dos meus, Jesus iria levar.Insistia com Deus dizendo nas minhas palavras:- “Meu Deus não chega o sofrimento pelo qual estamos atravessando e tu ainda vais levaralguém da minha família? Neste momento, meu Senhor, eu quero saber o que mais nossobrevirá ainda, não é possível Senhor que vamos passar por mais um sofrimento desses”.Estando ainda em meio às minhas palavras eu vi o teto se abrir – Glórias a Deus – naquelemesmo instante ouvi uma voz que me dizia:- “Minha serva, as tuas lutas estão sendo sepultadas”.Fiquei intrigada com aquela visão, porém confiando no Senhor e no que Ele havia merevelado. Dois dias depois recebi a visita de uma moça desconhecida pra mim. Ela seapresentou como assistente social da empresa onde meu esposo trabalhava. O objetivo desua visita era saber do que exatamente estávamos precisando para voltar à nossa casa.Antes de voltarmos a residir em nossa casa, ainda no mês de outubro de 1963, (a firmaonde meu esposo trabalhava havia providenciado tudo o que precisávamos para tornar acasa habitável), nos reunimos na casa de minha cunhada Ivete para cultuarmos a Deus emações de graça, num culto doméstico. Nesta ocasião Jesus, por Sua imensa misericórdia,batizou a mim e ao meu esposo, e mais sete (07) pessoas com o batismo do Espírito Santocom evidências de falar em línguas estranhas. Glórias a Deus por isso.Neste culto doméstico estivemos reunidos com mais três dos irmãos de meu esposo. Meucunhado mais velho, por nome Antoninho, tinha três meninos sendo que o mais velho deles,Marcos, era muito usado nas mãos de Deus. Na noite daquele dia não quis voltar prá casa,pois já se fazia tarde. Pernoitou conosco. 13
  13. 13. ComunhãoDiariamente meu sobrinho Marcos tomava o ônibus às sete horas e quarenta e cinco. Namanhã do dia seguinte, faltando vinte minutos para as oito horas ele me convidou:- “Tia, vamos orar? Só por cinco minutinhos antes de o ônibus chegar?”Qual não foi nossa surpresa que, ao começarmos a orar, o Espírito de Deus inundou onosso ser, de uma maneira tão profunda e gloriosa que nossa oração, que seria de apenascinco minutos, prolongou-se até as 14 horas, sem nos importarmos para seu horário deescola, ou mesmo de almoço.Chegando em casa, mais tarde, meu esposo nos contou que estava no trabalho, em meio àbarulheira normal de um expediente de cutelaria, e, por um momento, aquele barulhopeculiar deu lugar a um profundo silêncio idêntico aos momentos de falta de energia quandoouviu uma voz intensa e poderosa dizendo:- “Eis que batizei tua esposa com o Espírito Santo com evidências de línguas estranhas”.Glórias a Deus.Na hora normal de chegar em casa, como de costume, eu estava esperando por ele noportão. Ao avistá-lo bem próximo de mim, ainda na rua, percebi que ele chorava. Aoperguntar, preocupada, pelo motivo de seu choro, ele me respondeu:- “Eu já sei de tudo”.Ele deu dois passos para dentro do pátio de nossa casa e Jesus o batizou, também, alinaquele lugar, com o Espírito Santo, começando logo em seguida a falar em línguasestranhas.E a alegria não parou por aí. Ao todo, naquele dia, em nossa casa, Jesus batizou nove (09),isso mesmo, nove pessoas com o Espírito Santo. Nova Alegria – Novos Mistérios 14
  14. 14. Deus, por Sua Misericórdia, deu-me uma nova alegria no dia 17 de abril do ano de 1965.Neste dia nasceu minha primeira e linda filha a qual demos o nome de Miriam Rosane.Neste período presenciamos alguns novos mistérios que acompanham a salvação de almas.Poucos dias depois do nascimento da minha filha, o Espírito de Deus me moveu para ir atéa cidade de Cachoeirinha (região metropolitana de Porto Alegre), precisamente, na casa deminha cunhada de nome Celita.Chegando à casa dela, deparei-me com sua mãe chamada Alzira que era espírita. Como decostume, andava sempre acompanhada de minha Bíblia, e comecei a falar de Jesus a ela eao ler alguns versículos ela me disse:- “Dora, a tua bíblia é diferente da que eles lêem lá nas reuniões aonde eu vou. Se eutivesse dinheiro te daria para comprar uma dessas pra mim”.Eu não titubeei, no mesmo instante alcancei minha Bíblia a ela dizendo:- “Esta é para a senhora, pode ficar com ela”.Viemos embora. Três meses depois recebi uma visita da minha irmã Geneci, que moraperto da Celita e, no meio de nossa conversa, perguntou-me:- “Dora, tu sabes quem se batizou na tua igreja?”. E, antes mesmo que pudesse esboçaralguma resposta ela mesma foi me respondendo: – “a dona Alzira, a mãe da Celita”.Depois disso, ela viveu por mais quarenta anos, aproximadamente, e eu a tenho como umamulher consagrada na presença do Senhor, pois nesse tempo ela viveu em constanteoração e gostava muito de jejuar. Quando vinha à minha casa sempre jejuava. Costumavajejuar de quatro a cinco dias. A última vez que me visitou, apesar da idade, mas com muitasaúde, antes de ir embora pediu-me algo estranho:- “Quero que cantem o hino 202 da Harpa Cristã, no meu velório” (cujo título é: Junto aoTrono de Deus), e me deixou uma outra recomendação: - “A Bíblia nova que eu comprei voudeixar pra ti”. 15
  15. 15. Na semana seguinte recebi o comunicado de que ela havia falecido. Falei para minhacunhada Celita dos pedidos que ela havia me feito. No seu velório cantamos o hino 202 e aBíblia que me foi passada, dei à minha cunhada Celita (sua filha) que, posteriormente, arepassou para o seu filho (neto da irmã Alzira) de nome João Luiz, que algum tempo depoisse converteu e continua fazendo uso da Bíblia da avó.Em 21 de outubro de 2007, minha cunhada Celita desceu as águas batismais em uma igrejaevangélica em Gravataí, no bairro chamado Mira Flores.Meu genro Valmir, nos levou até sua casa nos levando também, logo depois à igreja. Lá osqueridos irmãos Roni e Rosangela nos levaram até o local do batismo onde, somentenaquela tarde, mais de 80 (oitenta) novos convertidos deixaram o velho Adão. Estava muitolindo.Para mim foi uma grande vitória.No livro de Eclesiastes, capítulo 11, versículo 1, diz: “Lança teu pão sobre as águas, porquedepois de muitos dias o acharás”.Há quarenta e dois anos (42) anos anunciei o Evangelho do Nosso Senhor e Salvador JesusCristo à irmã Alzira, arrancando-a das garras do diabo, para os braços de Jesus, e, hoje, suafilha a Celita, seu neto João Luiz e sua bisneta Paula Roberta estão decididos por Jesus.Estou muito feliz por isso – Glórias sejam dadas ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Escutando a voz do Espírito SantoEm onze de abril de 1969, Deus me deu mais um filho, o quinto (sendo o quarto filhohomem), a quem demos o nome de Joel Éverson. Dias antes de dar à luz ao Joelzinho,enquanto fazia o pré-natal fui tomada pelo Espírito Santo ao sair do consultório médico.O consultório era localizado nas proximidades de onde hoje está localizado o estádio doClube São José e, invariavelmente, quando saía dessas consultas fazia o contorno pela rua 16
  16. 16. de trás (que me encurtava o caminho para chegar ao ponto do ônibus), porém, nesse dia esem saber o motivo, fui levada a tomar o rumo da rua da frente do consultório.Chegando ao ponto do ônibus vi um senhor contando a uma senhora que sua esposa seencontrava no Hospital Lazarotto (localizado nas redondezas) acometida de câncer.Contava para aquela senhora que era procedente da cidade de Erechim, cidade localizadano noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Por este motivo ele se hospedara na casa deum amigo, na cidade de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, cujo nome eraAntônio Trindade.Entrei na conversa e não desperdicei a oportunidade de falar de Jesus a ele. Embarquei noônibus com direção à minha casa, não sem antes aquele senhor pedir-me para que euvisitasse sua esposa.Já no coletivo, ao passar defronte a uma loja de construção famosa da Avenida Assis Brasil,zona norte da capital, ouvi uma voz clara e muito especial falando comigo:- “Desce deste ônibus e volta ao hospital”. Eu respondi ao Senhor: “Eu vou em casa avisarminha família e volto logo em seguida”.E assim fiz. Ao chegar ao quarto onde estava baixada aquela senhora, seu marido meolhou com um certo espanto e me disse:- “Não é que ela voltou mesmo?”Ele já havia falado aos seus parentes e amigos sobre nosso contato anterior. Para a glóriado nosso Senhor e Salvador e Jesus Cristo, dias depois, a esposa daquele senhor recebeualta daquele hospital. Alegrias de quem ouve a voz do SenhorQuando o Joel completou nove meses de vida, o irmão Antônio Trindade voltou à PortoAlegre batizado nas águas e com o poder e unção do Espírito Santo. 17
  17. 17. Minha filha Miriam Rosane, a quem o Senhor havia contemplado com o dom de oraçãointercessória, aos quatro anos e meio de idade foi batizada pelo Espírito Santo comevidência do dom de línguas estranhas e sempre que eu ia ao tanque para lavar roupas,porque naquela época não possuía máquina de lavar, ela pegava no meu vestido e medizia:- “Mãezinha querida, vamos orar só um pouquinho”. Só que o pouquinho dela eraconstituído, aproximadamente, de 90 a 120 minutos. Nunca era menos que isso.Aproveitando que toquei no nome do Joel, quero relatar mais uma benção extraordinária queo Senhor me deu através da vida dele.Eu havia tomado uma vacina muito forte no período de sua amamentação. Em razão dissoo efeito passou a ele através do leite e, como efeito colateral, teve muita febre acompanhadade uma forte indisposição intestinal, chegando a levá-lo mesmo a uma consulta com ummédico particular, pois tudo que comia lhe fazia mal.Não havia nada que fizesse cessar aqueles efeitos indo de mal a pior. Numa daquelasmanhãs de sofrimento dobrei os joelhos e comecei a orar. Depois de algum tempo e de umprofundo encontro com o Senhor ouvi claramente uma voz que me dizia:- “Dê farinha de milho torrada ao menino”.Quero deixar claro que, em minha experiência como mãe, até então nunca havia ouvidofalar que alguém tivesse dado farinha de milho torrada a um filho, como remédio ou mesmopara fazer cessar diarréia, nem mesmo ouvido essa receita (transmissão de conhecimento?)de avó, mãe ou médicos.Torrei a farinha, fiz um mingau e dei a ele. Desnecessário dizer que o mal logo em seguidafoi embora. O Joel Éverson tornou-se um adepto do mingau de farinha torrada, tomandoesta bebida na mamadeira até aos cinco anos.Naqueles mesmos dias, um irmão por nome Edi me levou ao Hospital Moinhos de Ventopara orar por um irmão seu. Este havia sido acometido de uma úlcera que havia estouradofazendo-o perder muito sangue. A cirurgia estava marcada para o dia seguinte. Reunimo- 18
  18. 18. nos em oração no quarto onde estava aquele homem e o sangue estancou no mesmomomento. Antes da cirurgia levaram o homem para um exame de raios-X, quando foicomprovada a desnecessidade do procedimento cirúrgico. O exame mostrou que o homemnão tinha mais nada.Em razão de residir no interior, ao receber alta, voltou a sua cidade de origem, com anecessidade de retornar três meses depois para nova reavaliação. Passado este tempodeterminado, depois de passar na casa de seu irmão, nos trouxe uma tainha assada. Dirigiu-se ao hospital, repetiu os exames que nos quais foram diagnosticados laudos negativos paraa úlcera.Por tudo isso, louvamos ao Senhor. Ele não faz serviço pela metade e Sua Palavra nãoretorna vazia. Provas e vitóriasNaquela época passamos por duras provas. Num final de mês, dia de pagamento desalário, não tínhamos nada em casa. O Milton Valmir, meu terceiro filho, como de costume,foi levar a Miriam Rosane na escola. No retorno, chegando perto de casa, em uma rua queera só lama, encima de um galho de árvore, estava um pão de meio quilo, que pelo quecontou, na posição em que estava, parece que havia uma mão segurando o pão para quenão caísse no lodo.Em outro dia, logo depois, o Milton encontrou, no portão de casa, uma caixa de papelãocontendo vinte e quatro (24) latas de sardinha.Também naqueles dias, eu costurava para uma senhora que me pagava os serviçosrealizados em mantimentos. Se ela fosse me pagar o devido, em dinheiro, não compraria ametade da quantidade de alimentos que deixava em minha casa.Quando o Joel Éverson tinha dois anos (ano de 1971), fui trabalhar em uma famosaindústria de confecções da época, localizada próxima ao centro da capital. Lá fiz amizadecom uma colega muito tímida chamada Marisa. 19
  19. 19. Ao falar de Jesus a ela, esta O aceitou como seu Salvador, porém, havia um problema aindanão resolvido em sua vida. Antes de casar-se, seu marido (cujo nome era Rui) possuía umrelacionamento conjugal com outra mulher e, no dia de seu casamento, esta mulher estavaem um hospital, dando a luz a um filho seu.A nubente da Marisa não sabia disso. Depois do nascimento dessa criança (e docasamento da Marisa), essa mulher passou a incomodar muito minha colega. Meses depoisde casar, a Marisa engravidou, porém, antes do nascimento de sua filha, separou-se de seumarido Rui.O Rui não chegou a conhecer a filha antes que ela completasse quatro anos de idade. AMarisa nunca mais o havia avistado. Eles não haviam se divorciado oficial e legalmente, epor isso, ela odiava o dia de sexta-feira, pois nesses dias a indústria onde trabalhávamos,pagava suas funcionárias e, a Marisa devia assinar o recebimento de seu salário com osobrenome de seu ex-marido (utilizar o nome do marido é uma tradição que aos poucos vaiperdendo força, infelizmente).Certo dia, não muito depois disso, em uma sexta-feira, estávamos almoçando juntas quandofui tomada pelo poder do Espírito Santo e quando me dei por conta já estava falando:- “Tu não te admiras se fores procurada pelo Rui no dia de hoje”.Ela nunca fazia hora-extra, sobretudo em uma sexta-feira, entretanto, nesse dia ela resolveutrabalhar mais duas horas. Ao chegar em sua casa, sua mãe lhe perguntou:- “Tu sabes quem esteve te procurando neste dia?”, ao que ela respondeu: - “Eu sei. Hoje aomeio-dia, estávamos almoçando quando Deus usou a irmã Dora, e ela profetizou dizendoque eu não me admirasse se o Rui me procurasse hoje”.Por aqueles dias, o Rui já possuía mais três filhos com a mulher com quem havia se unidoconjugalmente depois de sua separação com a Marisa.Passados mais alguns dias o Rui a esperou na porta da empresa onde trabalhávamos(Confecções Jack), ocasião em que a convidou para tomarem juntos um refrigerante numalancheria próxima ao nosso trabalho. Naquele instante recomeçava uma linda história de 20
  20. 20. amor entre os dois. Dias depois, ela, empolgada, me disse que parecia ter sido a primeiravez que ela o vira e conversara com ele.Logo em seguida marcaram uma data para voltarem a se unir, alugaram uma casa e pareciaque eram dois adolescentes enamorados até o dia em que foram morar juntos.Posteriormente, o Rui aceitou a Jesus como seu Salvador e a vida do casal foi abençoada.Tiveram mais dois filhos juntos até que a morte dele os separou. Bênçãos dobradasQuando o meu filho Joel Éverson completou sete anos, um mês e onze dias de idade, Deuscompletou minha alegria e me deu mais dois tesouros – dia 22 de maio de 1976, nasceramminhas filhas Marliese Raquel e Marlise Isabel – nasceram de oito meses. Passei por durasprovas no parto. Elas nasceram muito fraquinhas e com desidratação. Elas chegaram aestar internadas em três hospitais. O meu sofrimento foi tremendo, mas graças a Deus,tudo passou. Hoje tenho duas lindas jovens, fiéis a Deus, de oração, de forma que possodizer que são bênçãos nas mãos do Senhor.Quando elas nasceram aconteceu um fato interessante. Recebi em minha casa, umavizinha com seu pequeno netinho que estava com crises convulsivas. Como sabia que euera evangélica, ao bater em minha porta pediu que orasse pelo menino, o que fizimediatamente. Para a glória de Deus, com o poder da oração e da fé, a criança voltou aonormal. Pouco tempo depois nos mudamos para outro endereço.Passados alguns anos e num determinado dia estava no consultório do doutor Eliseu Santos(médico muito conceituado e que chegou a ser vice-prefeito da cidade de Porto Alegre), e euera a primeira da fila para ser atendida.Nos últimos lugares da fila, das pessoas que conseguiram senha para o atendimentonaquele dia, havia uma senhora que me olhava insistentemente. De tal forma que eu meperguntava:- “Por que será que aquela senhora olha tanto pra mim?” 21
  21. 21. Abriram as portas da sala de espera e entramos. Logo que surgiu uma oportunidade aquelasenhora se aproximou de mim e foi logo me perguntando:- “A senhora não morou na vila Ramos (pertencente ao mesmo bairro Sarandi) no ano de1976?”Respondi que sim.- “E quando morou lá ficou grávida de duas meninas gêmeas?”Respondi que sim.- “E o seu nome não é Dora?”Respondi que sim.Depois de todos esses “sim”, aquela senhora me disse:- “Então foi a senhora que orou pelo meu neto que estava com crises convulsivas deepilepsia. Quero lhe dizer que naquele mesmo instante em que senhora orou pelo meuneto, o Senhor Jesus o curou e nunca mais teve aquelas crises que me deixavam doida.Hoje ele está com 19 anos cumprindo o serviço militar no quartel da Base Aérea deCanoas”.Prá dizer a verdade, eu nem me lembrava mais daquela bênção de libertação. Foi muitolindo e restaurador para a minha alma saber que o Senhor pela Sua infinita misericórdia meusou naquele dia para trazer uma bênção para aquela senhora e sua família. Novas ProvasSer cristão não é só um mar de rosas. Passamos pelas mais diversas provas. 22
  22. 22. Meus três filhos mais velhos José Ricardo, Luís Antônio e Milton Valmir vendiam balas echocolates nos pontos de táxi, no centro de Porto Alegre, para ajudar na renda familiar.Certa vez, quando estavam retornando de mais um dia de trabalho aconteceu um episódiototalmente inusitado para nós.Quando o coletivo passava defronte uma delegacia (na época localizada na Rua Xavier deCarvalho), uma passageira ordenou ao motorista que freiasse o veículo, pois queria chamarum policial para denunciar o Luís Antônio por furto de um relógio. Com o ônibus parado evendo aquele tumulto entre os passageiros, o José Ricardo desembarcou e em desabaladacarreira se pôs a caminho de casa (que estava há mais de dois quilômetros). Ao chegar emcasa comentou o ocorrido ao que o meu esposo apanhou a nota fiscal daquele relógio esaíram apressadamente para a delegacia com o intuito de resolver aquela situação.Ao chegarem naquele órgão policial apresentaram a nota fiscal de compra do relógio àquelaautoridade ali constituída. Ao averiguar o documento o delegado liberou o Luís Antônio, nãosem antes exigir que aquela senhora acusadora solicitasse desculpas ao Luís Antônio pelomal-entendido.Meu esposo com vontade de agradar os filhos, poucos dias antes, havia passado em umaloja do centro da cidade, e comprado um relógio, presente inédito, para cada filho,guardando as respectivas notas fiscais em um lugar organizadamente preparado, como decostume.Graças a Deus, em mais esse triste episódio, Ele nos concedeu vitória, como disse osalmista – Deus Tu és o meu Senhor, Deus Tu és meu Salvador, Só a Ti, só a Ti recorrerei. Pesar e bênçãosVamos falar de coisas alegres. Congregava na mesma igreja que nós, a irmã por nome AnaFernandes. Essa irmã passou por uma luta muito intensa com seu filho que estava entre avida e a morte no Hospital Santo Antônio. Meu esposo foi convidado a orar por ele e então 23
  23. 23. o acompanhei. Estivemos em seu quarto orando por ele, ocasião em que meu esposo oungiu com óleo santo. A enfermeira vendo aquilo pegou um pedaço de algodão e,cuidadosamente, ainda antes que nos retirássemos do quarto, passou o algodão por cimada parte ungida, retirando todo o óleo. Poucas vezes havia visto o Luiz chorando com tantosentimento, com tanto pesar. Seu choro era em razão de ter visto a enfermeira ter retirado oóleo ungido da testa do menino.Quando saímos do quarto ele chorava muito. Procurei acalmá-lo dizendo a ele:- “Tu fizeste a tua parte. O resto é com Deus”.Quando oramos pelo menino, respirava por aparelhos. Dois dias depois disso, o meninorecebeu alta. Louvado seja o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo por todas essasmaravilhas.O irmão dessa mesma irmã Ana, por nome Francisco Odair, tinha constantes crisesepiléticas, mas antes de orarmos por ele, ela não havia comentado isso conosco, somentehavia dito que seu irmão era acometido de fortes dores de cabeça. Em um culto domésticofeito por iniciativa dessa querida irmã, em oração, impomos as mãos e seu irmão ficoucurado daquela noite em diante não tendo nem mesmo, qualquer sinal ou vestígio daquelasconvulsões.Por bondade e misericórdia do Senhor Jesus Cristo, em nossa experiência de fé oramos pordiversas pessoas acometidas desse espírito de enfermidade e o Senhor tem confirmado oSeu poder libertando radicalmente todas elas. 24
  24. 24. Novas Provas – Novas VitóriasNovamente o Senhor nos provou de uma maneira muito forte. Meu esposo ficoudesempregado. Além de meus sete (07) filhos, eu havia assumido o compromisso de cuidarde três crianças pequenas que haviam ficado órfãs de mãe, sendo que uma delas erarecém-nascida (cuidar aqui significa responsabilizar-me integralmente pelas crianças, sem aexpectativa de receber qualquer ajuda ou salário). Em um daqueles dias o Senhor usou umirmão de nossa congregação, chamado Hipólito Batista (este querido irmão sempre foiusado pelo Espírito do Senhor para pregar e ensinar com muita graça e sabedoria tendoministrado diversos cursos na congregação da vila Elizabeth), a trazer em seu carro aténossa casa, uma quantidade tão grande de mantimentos, que encheu todo o sofá ondehavíamos começado a colocar aqueles alimentos. A quantidade foi tão grande quedemoramos mais de um mês para consumir toda a doação deste irmão.Para conseguir um novo emprego, meu esposo começou a jejuar e propôs no seu coraçãojejuar por 30 horas. Momentos antes de entregar o seu jejum, bateu em nossa porta o irmãoSimão Nascimento, hoje Evangelista da igreja, perguntando se meu esposo ainda estavadesempregado. Ao responder afirmativamente aquele irmão nos disse:- “Está desempregado somente se quiser. Amanhã mesmo já pode trabalhar”.E assim foi. Na manhã seguinte meu esposo conseguiu emprego na famosa loja dedepartamentos de nossa cidade, chamada Lojas Riachuelo. Trabalhou naqueleestabelecimento por aproximadamente um ano e meio.Por aqueles dias, uma vizinha minha, que tinha um filho que nascera em 1999, cujo nomeera Lucas, descobriu, por meio de exames médicos, que esse seu filho havia nascido comuma falha congênita no coração que, segundo informação dos médicos, cabia um dedonaquela falha. Os médicos estavam resistentes em dar alta ao menino, porém depois demuita insistência por parte dos pais, decidiram por liberá-lo, não sem antes ver assumido porestes, o compromisso de apresentar o menino aos médicos, para exames, a cada vinte dias.Com muito esforço, convencemos minha vizinha a levar o menino à igreja. Chegando lácoube ao meu esposo a oração pelos enfermos naquele culto ungindo o menino com o óleo 25
  25. 25. da unção, como ordena a Palavra de Deus. Na semana seguinte estava “vencendo” aprimeira data de a minha vizinha apresentar o menino aos médicos conforme havia secomprometido.Chegando à presença dos médicos e, depois dos exames de rotina, foi surpreendida pelareação daqueles especialistas que, estarrecidos, perguntaram a ela o que havia acontecido.Depois de contar aos médicos tudo em detalhes, estes a parabenizaram por sua fé. Hoje omenino corre por todos os lados e brinca como se nada tivesse acorrido. Este é mais umdos motivos de louvarmos o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.No mês de outubro de 2006, fui ao posto de saúde mais próximo de minha casa, com afinalidade de marcar consulta regular com um dos médicos que tratam da minha pressãoalta. Logo em seguida sentou-se ao meu lado uma senhora idosa e, depois de algunsinstantes começamos a conversar, e, ela me disse que havia sido minha vizinha e meconfessou que sempre admirou o modo como eu tratava meus filhos. Logo no início denossa conversa não me lembrei quem era aquela senhora. Na nossa frente sentada emoutro banco havia outra senhora, mais nova, com uma menina em seu colo, que meperguntou:- “E de mim a senhora lembra?”.Falei imediatamente que também não me lembrava dela. Foi então que as duas me falaramque foram minhas vizinhas há alguns anos atrás. Reconheci logo que me conheciamporque uma delas perguntou por um dos meus filhos e falou tão alto que foi impossível queas pessoas que estavam naquele momento no corredor não ouvissem suas palavras. Nasua explanação para as outras pessoas que ali estavam, falou:- “Esta mulher, muitas vezes matou nossa fome. Levava de tudo para meus filhos comerem,inclusive carne”.Confesso que, mesmo tocada pelas palavras daquela mulher, chorei de vergonha,entretanto, não perdi mais uma oportunidade de testemunhar de Jesus Cristo, quando citei apalavra descrita pelo sábio Salomão, em Provérbios capítulo 3, versículo 2, que alerta para aquestão do “tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de ceifar o quese plantou”. 26
  26. 26. Ao final, a filha daquela mulher, que estava com uma menina pequena ao colo, arrematou:- “E tem mais, certa vez minha mãe estava quase morta e, a meu pedido, ela (se referindo amim), chamou um Pastor que orou por minha mãe e hoje ela está aqui cheia de vida esaúde, como vocês podem ver”.Somos muitíssimos agradecidos ao Senhor por todas estas bênçãos. Salvação por causa de uma galinhaNaquela mesma época morava perto de minha casa uma vizinha muito tímida. Em razão deestar empregada chegava em sua casa por volta das 16 horas. Ao vê-la passar diariamentena frente de minha casa naquele horário pré-determinado, o Espírito Santo começou acobrar-me uma atitude de falar-lhe de Jesus.O nome desta vizinha é Nilza.Aproximando-se a hora em que ela, costumeiramente, passava defronte da minha casa,providenciava uma desculpa para pegar na vassoura e varrer na frente de casa, naesperança de chamar-lhe a atenção e começar a conversar com ela. (Confesso que tevedias em que varria até mesmo no meio da rua, com a clara finalidade de chamar-lhe aatenção).Diversas tentativas foram frustradas, pois ela, propositalmente, passava cabisbaixa e eu nãolograva êxito no meu intento.Como o Espírito Santo insistisse e, em virtude de meus fracassos, me aborrecia facilmente,até o dia em que fiz isso pela última vez (pensava eu). Nessa oportunidade entrei em casachorando e disse ao Senhor:- “Senhor, que queres com essa mulher, pois eu não consigo falar com ela?” 27
  27. 27. Naquele dia, depois de minha indagação ao Senhor, a “dona” Nilza, quando chegou emcasa, avistou que sua galinha choca estava morta em cima dos ovos e estes ainda estavamquentes. Na expectativa de conseguir uma galinha choca para substituir a sua que haviamorrido, esteve em casa de quase todas as vizinhas, com a intenção de conseguir umagalinha choca substituta para a ninhada de sua “falecida”.Morávamos em um loteamento novo e praticamente todas as donas de casa, naquelaépoca, criavam galinhas.Por fim bateu em minha porta. Ela me contou que possuía uma galinha “no choco” haviadois dias e que ao chegar em casa notou que sua galinha choca havia morrido.Casualmente possuía uma galinha que estava choca, mas não tinha ovos para chocar(percebam como Deus tem o seu tempo de trabalhar, independente da vontade humana).Aproveitei a oportunidade e falei de Jesus a ela convidando-a para ir ao culto naquelamesma noite.Cumpriu sua palavra, assistiu à pregação da Palavra de Deus e, naquela mesma noitetomou a maior decisão de sua vida, a de aceitar a Jesus Cristo como seu único e suficienteSalvador.Ela não podia ter filhos, mas fez uma linda amizade com minha filha Miriam Rosane.Poucos meses depois nos mudamos e a Miriam Rosane chorava muito sentindo a falta, daagora irmã Nilza.Com a finalidade de preencher esta falta, minha filha começou a dedicar-se à oraçãoquando foi agraciada por Deus com o dom da intercessão. FrutosDepois de uma enchente muito grande ocorrida naqueles dias a irmã Nilza veio para minhacasa, juntamente com o seu marido por nome Agenor. Eu e o meu esposo falamos deJesus a ele, ocasião em que aceitou a Jesus como seu Salvador. O irmão Agenor começoua ser utilizado como uma benção nas mãos do Senhor. Logo em seguida ele pediu 28
  28. 28. demissão do emprego onde trabalhava e o casal mudou-se para a cidade de Tapeslocalizada no sul do Rio Grande do Sul.O irmão Agenor foi pastor por muitos anos naquela localidade tendo o casal sido umaverdadeira benção a serviço do reino de Deus.Obs.: o Pastor Agenor faleceu enquanto este livro estava sendo editado. O sonho do chequeQuando meu esposo esteve desempregado propus no meu coração jejuar por sete diasconsecutivos marcando em uma agenda os dias programados para tal fim.Minha cunhada, por nome Terezinha, que mora em Chicago desde 1971, contou-me quecerta noite, quando dormia, sonhou comigo.Em seu sonho eu entrava em sua casa e pedia ajuda financeira a ela. Segundo ela, osonho foi tão real que ao acordar-se procurou por mim por toda sua casa julgando que euestivesse escondida nela.Mais tarde, no mesmo dia enquanto fazia um lanche, o Espírito Santo falou com elaperguntando-lhe:“Tu não vais ajudar a Dora?”Mesmo ainda estando na lancheria ela preencheu um cheque com a finalidade de enviá-lopara mim.Recebi o tal cheque pelas mãos do meu cunhado Valdemar (a Terezinha havia endereçadoo papel representativo de valor ao endereço dele) cerca de um mês depois da data do envio,entretanto, eu mesma havia esquecido dos sete dias de jejum. 29
  29. 29. Dias depois, na Escola Bíblica Dominical, o irmão Davi Greff foi usado por Deus e, em suapregação asseverou que em muitas vezes oramos e jejuamos, Deus responde nossasorações e esquecemos de dar graças a Deus.Terminou a reunião voltei apressada à minha casa peguei o envelope que envolveu ocheque desde os Estados Unidos e, ao olhar a data de postagem confirmei que foi remetidoexatamente na data em que encerrei o jejum, ou seja, Deus respondeu minhas oraçõesantes mesmo que houvesse encerrado meu propósito.Por isso, creio firmemente que, para Deus não existem barreiras como está escrito emLucas 1.37 – “porque para Deus nada será impossível”. Ele é o Deus do impossível além deonisciente, onipresente e onipotente.Somos muitíssimos agradecidos ao Senhor por todas estas bênçãos. Manifestação diabólica, vitória e saudadesEm seu trabalho, meu esposo fez amizade com um membro da Igreja Pentecostal o Brasilpara Cristo, que mais tarde passamos a tratá-lo como “irmão Dário”. Esse irmão era esposoda irmã Evinha. Este casal morava perto de nossa casa e seguidamente nos visitávamos.Nossas visitas recíprocas tinham por objetivo a oração e, invariavelmente, quando nosencontrávamos para nossas reuniões eu e ela nos abraçávamos por longo tempo, ocasiõesem que ela chorava muito.Um dia reuni toda a coragem que possuía e perguntei a ela:Irmã Evinha, por que a irmã chora tanto quando nos vemos e nos abraçamos?Com um sorriso entre lágrimas e com um olhar sorrateiro (como que envergonhada poralguma coisa), ela me respondeu:Eu tenho inveja da senhora, diminuindo logo em seguida o ímpeto da resposta. 30
  30. 30. Ao perguntar-lhe sobre o motivo dessa inveja, respondeu-me como que querendo esconderalguma e ao mesmo tempo com vontade de compartilhar um sentimento profundo, dizendoque:A senhora tem quatro filhos e eu não tenho nenhum. Sou casada há nove anos e tenho oútero infantil e os médicos até já me disseram para adotar um bebê.Logo em seguida propus a ela começarmos a orar por uma semana, de segunda a sexta-feira, com o objetivo de que o Senhor abrisse sua madre e ela pudesse engravidar.Semana seguinte nos dispomos a orar. Oramos de segunda a quinta-feira sem nenhumanovidade e, na sexta-feira, à noite, no horário de costume, antes de a irmã Evinha chegarem minha casa e dobrarmos nossos joelhos em oração, ouvi nitidamente uma voz que vinhada rua como se fosse a voz de uma vizinha minha, me chamando pelo nome:Dona Dora?Olhei para a penumbra da rua vislumbrada pela luz anêmica do lado de casa nãoenxergando ninguém. Logo em seguida ouvi uma gargalhada muito forte e seguida de outrapergunta:Estás lavando a casa?Ao perceber que não era minha vizinha que me chamava respondi imediatamente:Estou sim Satanás porque vamos orar e buscar a face do Senhor.Ao acabar de dizer estas palavras, a irmã Evinha dobrou pelo canto de minha casa, chegouà minha porta, em prantos dizendo:O inimigo fez de tudo para eu não vir orar aqui hoje.Foi só o tempo de dobrarmos os joelhos em oração e Jesus a batizou com o Espírito Santo.A unção foi tão grande que a irmã Evinha, cantava na língua dos anjos, profetizava e pulava 31
  31. 31. em pleno gozo dos céus. Foi uma manifestação tremenda da parte do Senhor, para nossasvidas naquela noite de verão.Na semana seguinte, recebi a visita da irmã Evinha. Seria uma visita de costume se nãofosse a novidade que, desta vez, a trazia até minha casa. Não se contendo de alegria, foilogo me dizendo:Irmã Dora, minha menstruação não veio.Respondendo disse-lhe:Não te preocupa, daqui a nove meses vai nascer o teu bebê.Dito e feito. Deus cumpriu sua promessa e ao fim de nove meses, para Sua honra e glória,a irmã Evinha foi abençoada com o nascimento do Marcos Rogério, o qual chamávamoscarinhosamente de Marquinhos.Devido a outras circunstâncias, tempos depois nos mudamos para outro ponto da cidadenão avistando mais este querido casal. Soubemos depois que eles também transferiram seudomicílio para a zona sul da cidade de Porto Alegre. Somente nos reencontramos em umdos batismos de aniversário da Igreja Evangélica Assembléia de Deus programado para apraia do Guarujá no estuário Guaíba.Para minha surpresa a irmã Evinha estava com cinco (05), isso mesmo, cinco filhinhos, cadaum mais lindinho que o outro, ocasião em que eu disse a ela:Agora quem vai chorar vai ser eu. Os meus filhos estão todos grandes e os teus aindapequenos.Ela me respondeu brincando:Quase procurei a senhora para orar por mim prá parar de ganhar filhos.Nunca mais avistei esta família. Tenho muitas saudades dela. 32
  32. 32. Cura RadicalAgora voltarei à cura do meu filho Luís Antônio.Este tem sido um dos maiores milagres que Deus operou em meu lar, modificando erestaurando para sempre não somente a vida e a saúde físico-clínica do meu segundo filhobem como sua saúde espiritual e a de todos nós enquanto família.Através do milagre da cura realizado por Deus na vida do meu filho Luís Antônio, minhavisão, minha comunhão com Deus e minhas experiências sobre a fé modificaramconsideravelmente. Posso dizer sem as mínimas chances de errar que a cura em sua vidafoi um divisor de águas.Estou me referindo à fé verdadeira – não a fé positiva como alguns apregoam, nem a fécognitiva como outros alegam, mas daquela fé que emana do Trono da Graça do Senhor,vindo diretamente ao nosso coração, e que é movida e inspirada pelo Espírito Santo.Permita-me, caro leitor, abrir um pequeno espaço e apropriar-me desta ocasião para fazeruma breve reflexão sobre a fé verdadeira.Estou falando daquela fé que “remove montanhas” como diz a Santa Bíblia (escrita porhomens santos de Deus inspirados pelo Espírito Santo) daquela fé que se transformou emcombustível para Abraão (nosso pai na fé) sair do meio de sua parentela e ir para uma terraque Deus ainda haveria de lhe mostrar. Sem pestanejar por um minuto que fosse, organizouseus pertences, familiares, criados, gado, e foi-se guiado e resguardado pelas divinaspromessas, sabendo, pela confiança que depositara em seu Deus – em razão de seurelacionamento (Deus não é homem para que minta), que o Eterno não poderia tornar ascoisas piores para ele, conforme o descrito em Gênesis, capítulo 12, versículos 1 a 9.A fé verdadeira também pode ser caracterizada pela perseverança de Noé em realizar apregação mais extensa – 120 anos (e por que não dizer a mais vigorosa?) de que se temconhecimento, pregando a um povo que vivia despreocupadamente, a seu bel prazer,quando ainda não havia histórico de chuvas sobre a terra conforme Gênesis, capítulo 6(versículos 1 a 22). 33
  33. 33. Quando todos falavam zombeteiramente do seu estilo de pregação procurando desqualificarsuas palavras, procurando demovê-lo de sua perseverança no Altíssimo, desestimulando-ocom palavras daqueles dias que, comparando com as que ouvimos hoje, se traduzem emdesprezo pelas coisas que se referem a Deus, ironia com as coisas santas e sagradas,provocação aos preceitos ordenados por Deus, pretensa ridicularização aos objetos e àspessoas que procuram viver uma vida separada, casta, justa.Em outro particular, neste texto, a Bíblia comenta o estado miserável de homens e mulheresque casavam-se e davam-se em casamento, o que remete a uma clara conexão entre oritmo e a proliferação de pecado daquela geração e a de nossos dias.Ora, não podemos ser ingênuos a ponto de dizer que o pecado atinge mais esta ou aquelageração. O pecado atingiu e atingirá todas as gerações com a mesma forma e intensidade,até o momento em que o Senhor Deus alardear o Seu “basta”, como o descrito em IITessalonicenses, capítulo 4, versículo 16, que diz: “Porque o mesmo Senhor descerá do céucom alarido, e com voz de arcanjo, e com a voz de trombeta de Deus; e os que morreramem Cristo ressuscitarão primeiro”.O pecado está afeto a cada geração como a morte está atrelada à alma que pecar. Aquestão não é o pecado de cada geração, em si, mas o fato de que a partir do pecadooriginal, no jardim do Éden, todo homem nasce com a predisposição de pecar, como diz aBíblia: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte,assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”, conformeRomanos 5.12, ou ainda conforme o descrito em I Coríntios 15.21, que diz: “Porque, assimcomo por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos”.Retornando ao assunto proposto anteriormente, gostaria de incursar nos modelos de férepresentados na vida de Enoque, de Abel, de Jacó – neste último exemplo demonstradoprimeiramente pela obediência – e insistência – a Deus e, depois, também, pelo amor aRaquel.Enoque – Sua história na Bíblia é composta de apenas quatro versículos, conforme Gênesis5.21 a 24, entretanto, este pequeno relato não deixa dúvidas sobre seu relacionamento comDeus, a ponto de o final de sua minúscula biografia (se é que podemos considerar assim 34
  34. 34. esses quatro versículos), tornar-se a concretização do sonho de todo fiel cristão, ou seja, serarrebatado, sem provar a morte. Precisamos considerar que Deus não poderia tomar para sialguém que não Lhe devia devoção, louvor e obediência, o que supõe, vida reta e santa naSua presença, porque “no céu não entra pecado”.A Bíblia precisou somente de quatro versículos para definir sua comunhão com Deus. Enesses versículos contou todo o seu histórico (e sua vida) desde sua genealogia até seuencontro com o Altíssimo. Note mais uma vez, o resultado de uma comunhão contínua,absoluta com Deus. Quando alguém anda com Deus, vive com Deus, ama a Deus, procuraandar com Ele e na Sua presença, Deus (além de demonstrar Sua misericórdia com essapessoa), ainda demonstra um “ciúme” com esse alguém, e o recolhe a ponto de ninguémencontrá-lo. É o compromisso (e uma recompensa) sem igual, do amor (Ágape)demonstrado para com a raça humana.Abel – Já ouvi alguém expor esta passagem condoendo-se por Caim, e de certa forma atéinjustiçando a Deus pelo fato dEle não ter aceitado a oferta deste, provocando sua ira doirmão mais velho para com Abel.Ora, a Palavra de Deus, foi para este prezado, completamente distorcida, ou este irmãoencontra-se desalinhado, desconectado com o ensino que Deus procurou transmitir aohomem por meio desta mensagem.Precisamos entender que Abel não teve, deliberadamente, vontade de ofertar a Deus asprimícias de seu trabalho. Abel procurou ofertar o melhor porque conhecia a Deus, fruto deum conhecimento ou relacionamento anterior.Por certo, com base neste relacionamento ele aprendeu que Deus gostava que Lhe fosseofertado o melhor que se pode oferecer. Este aprendizado com os sacrifícios apresentadospor Abel e Caim, trás um reflexo dos relacionamentos daqueles dias, tal e qual estamosacostumados a presenciar em nossos dias.Determinadas vezes pensa o homem que pode enganar a Deus, surrupiando-Lhe o melhorde suas ofertas, devolvendo o seu dízimo como “coice de porco”, ou mesmo sonegando-Lheo seu tempo. Muitas vezes passa muitas horas à frente de um televisor, mas ao dobrar seus 35
  35. 35. joelhos, logo vem-lhe o bocejar e o sono e sua oração não dura muito mais que cinco ou dezminutos.E o pior – cobrança atrás de cobranças, culpando a Deus pelos seus fracassos, desacertos,e desilusões, como se Deus e o mundo todo estivesse contra ele.Tem a seu favor apenas parte do versículo da oração ensinada por Jesus: “venha a nós oVosso reino”, ou ainda, “Deus é grande, Ele tem a obrigação de me ajudar”.Distorcem completamente o que diz em Isaías, capítulo 64, versículo 4, que diz: “Porquedesde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos seviu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nEle espera”. A diferença é abissal.Quem confia, é porque crê, quem crê é porque tem um relacionamento com Ele, quem temum relacionamento com Ele, é porque sabe que Ele é galardoador. Se o homem reconheceessa habilidade/característica de Deus, a maneira como O encara (se podemos utilizaradequadamente este termo), é de submissão, agradecimento e louvor, e nunca comocobrador das bênçãos de Deus.Aliás, dificilmente o homem conseguirá alguma coisa cobrando Deus por algo – e mesmoassim quando questionado, como no caso singular e histórico de Jó, Deus se predispõe arespondê-lo, tirando de letra os questionamentos (até que bem elaborados e inteligentes) dopatriarca.Jacó – história pessoal carregada de um misto de curiosidade e de uma infinidade deperformances que nos leva a meditar como uma pessoa consegue, através de seurelacionamento com Deus, a construção de sua família que, por conseqüência, setransformou, primeiramente num povo, depois, numa grande nação. Conceitualmente,nação, no verdadeiro sentido da palavra, somente existe com a união de pessoas, ideais eum território.Jacó iniciou sua história trabalhando sete anos para seu tio (que virou sogro), no afã deconseguir autorização para desposar uma das filhas de Labão, entretanto, o fato de ter deservir ao seu sogro por mais sete anos (além dos sete que já havia trabalhado), o quepoderia servir de desânimo (pois foi-lhe dado por esposa, uma moçoila pela qual Jacó não 36
  36. 36. nutria nenhuma atração ou amor), conforme Gênesis 29.20-30, começou a construir, issosim, o seu verdadeiro império, a partir do momento em que começou a prosperar e tornar-semais rico que seu patrão (Gn 30.27-43).Sua prosperidade e riqueza estavam alicerçadas na confiança – não humanas, mas no Deusde seus avô e pai, que o ensinaram como confiar integralmente no Deus que pode todas ascoisas.Ao longo da história de sua vida, nutriu um efetivo relacionamento com Deus. Mesmo nosmomentos mais difíceis, como quando recebeu a notícia (fantasiosa) da morte de seu filhoquerido José, embora tenha chorado amargamente, como diz a Bíblia, quando tudo pareciaestar contra ele, Jacó tirava forças (algo peculiar de quem crê em Deus), e superava aquelasituação (Gn 37.34-36).A decisão de partir de sua terra para deslocar-se ao Egito, por exemplo (em razão da fomeonde habitava), foi outra decisão amarga para o patriarca, entretanto, aqui vemos, além domomento de superação (embora abatido pela situação), possuía confiança suficiente parasaber que sua vida estava regida pelos altos desígnios de Deus, confiança essademonstrada pelo fato de não ter sido anotado nenhum sinal de fraqueza ou vacilo de suaparte, conforme o relato de Gênesis 46.1-27.Gostaria de refletir, também, um pouquinho sobre as diversas demonstrações de fé da vidade Moisés que serviu ao Senhor Deus com inteireza de coração e plena confiança de queestava sendo guiado pelo Todo-Poderoso.Sua vida, conforme a narrativa da Santa Palavra, em riqueza de detalhes, recheada deexemplos de fé e confiança inabalável em Deus, começou pela demonstração de fé de seuspais, mesmo quando o deixaram em um cesto de vime, não somente a mercê dascorrentezas do Nilo, mas também de quem quer que o pegasse, inclusive de uma fera.Aprouve Deus (já direcionando sua vida para o futuro) que a filha de Faraó, o tomasse e seencarregasse de instruí-lo em toda a ciência do mundo daquela época.Ao iniciar seu ministério de liderança aos oitenta anos demonstrou que a pessoa,independente da idade, a partir do momento em que se coloca ao dispor da vontade deDeus, realiza obras inimagináveis. 37
  37. 37. A sua chamada no meio da sarça ardente e a sua coragem (ainda que primeiramente tenhasido motivado pela curiosidade), denotam que dali para frente sua vida tomaria um rumoabsolutamente diferente.O primeiro recuo de Moisés, que é relatado na Bíblia em Êxodo 4.10-14, foi no momento emque Deus o comissionava para ser o líder do povo de Israel ocasião em que,inoportunamente, Moisés fez o seu primeiro questionamento quando colocou diante de Deusa sua gagueira – “homem duro de língua”, e tentar jogar sobre os ombros de Arão, seuirmão, a responsabilidade que o Senhor colocara sobre si.Talvez, o próprio diabo tenha soprado nos seus ouvidos, quando do assassinato do egípcio,dizendo:- “Moisés, acabou – desta vez tu puseste tudo a perder”. Mas, como sabemos que o diabo éo pai da mentira, ao ler a Bíblia, logo descobrimos que, mais uma vez, colocou suasartimanhas em ação, ou seja, mentiu. Quando parecia que tudo havia acabado (antesmesmo de começar), foi aí que Deus, utilizando sua onisciência, demonstrou ao diabo, maisuma vez, que Ele usa aqueles a quem quer.Quando os braços de Moisés, cansados em razão da idade, em meio à guerra contra osamalequitas conforme Êxodo capítulo 17, versículos 7 a 16, se abaixavam, não eramsomente seus braços que desciam vencidos pelo cansaço. Na verdade, quando seusbraços desciam, Deus estava dizendo ao Seu povo, enquanto vocês não perseverarem, nãoterão vitória, e, quando os ajudantes de Moisés (Arão e Hur) levantavam seus braços, era aesperança do povo sendo erguida em direção à vitória, sob o comando de Josué. Isso sóaconteceu em razão da confiança de Moisés em Deus, ou seja, sua fé depositada noSenhor. Deus permitiu que isso fosse escrito e relatado para certificar a todos os que seachegam a Ele de que se você tiver fé e comunhão com Ele, Deus honrará sua confiança aponto de deixar subentendido que Ele age através de suas ações. E suas ações tiveramlugar em razão de sua confiança e fé nEle. É como se fosse uma troca, uma compensaçãopela sua comunhão, uma simbiose.Quando Moisés feriu a rocha (Nm 20.11), ao invés de somente falar como havia sidoordenado (Nm 20.8), mesmo que Deus tenha ficado contrariado, poderia retirar Sua graça, 38
  38. 38. mas, em razão do contato e da comunhão entre os dois (lembre-se Moisés foi chamado de“o amigo de Deus”, conforme Ex 33.11), embora o Altíssimo tenha lhe perdoado, criou umalimitação para Moisés – e talvez este tenha sido o motivo da oração de Moisés em pedir aDeus que o deixasse pisar na terra prometida, o que Deus reprovou dizendo: “Sobe aomonte e somente com os teus olhos contemplarás, mas com os teus pés não pisarás” (Dt34.4).Naquele ato, a rocha representava o próprio Deus, como o relatado em diversasoportunidades que Ele “é a Rocha da nossa salvação”. (II Sm 22.47, Sl 62.6, etc).Mesmo assim, pelo muito que o amava, Deus recolheu o corpo de Moisés, para que nãofosse encontrado por ninguém, ainda que o povo o tenha procurado e pranteado por trintadias (Dt 34.8).A limitação a que nos referimos anteriormente, diz respeito à conseqüência de todo pecadoque nos afasta de Deus. Ele, por Sua grande e infinita misericórdia, concede-nos o perdão,pois além de ser um Deus de amor, é o próprio Amor, conforme I João, capítulo 4, versículo18, entretanto, não nos livra de sofrermos as conseqüências de nosso deliberadoafastamento dEle.No caso de Abel, regredindo um pouco nas Escrituras, podemos perceber novamente esseinteresse de Deus por quem Ele ama. Ao presenciar o ataque (e o conseqüenteassassinato) de Caim a Abel, Deus interfere na história perguntando a Caim:“Caim onde está o teu irmão?”Caim responde cinicamente (e vejo como que num ato de desespero – comum a todo quesabe que cometeu um dano irreparável):“Sou eu, por acaso, guardador do meu irmão?” (Gn 4.9).Conforme Gênesis, capítulo 4, versículos 8 a 26, nota-se que não foi simplesmente aaceitação da oferta dos gêneros alimentícios, por parte de Abel, que despertara a aceitaçãodo Senhor, mas sim e, principalmente, a condição de ofertar o melhor ao Senhor. Abel nãoapenas ofertou o melhor ao Senhor, conforme o episódio relatado nas Escrituras. Ele já 39
  39. 39. possuía um contato anterior com Deus, e por isso mesmo ofereceu o melhor. Ele nãoofereceu o melhor porque conhecia Deus, pelo contrário, ele conhecia Deus e por issooferece-Lhe o melhor, por isso mesmo se explica o ato advocatício (de acusação), de Deussobre Caim.Quando você decide servir a Deus e honrá-Lo com o seu melhor (em função de seu contatoíntimo anterior com Deus), Ele assume sua causa e o defende. Cada dia que você abremão desse contato, cada dia que deixa de aproximar-se dEle, é uma oportunidade perdida euma chance de descobrir algo interessante da parte de Deus.Alguém já disse que quando damos um passo em direção a Deus, Ele dá dois passos emnossa direção e o salmista disse no Salmo número 68, verso 17: “Uma coisa disse aoSenhor e Ele ouviu duas vezes”, com certeza, está aí demonstrada (e registrada), mais umavez, a boa vontade de Deus para com o homem.Enfim, em todos esses exemplos mencionados (evidentemente você sabe que poderíamoscitar inúmeros outros, talvez os relatos ocorridos com Josué, Gideão, Sansão, Davi, Daniel eIsaias, igualmente importantes e cheios de provas da experiência e confiança em Deus,adquiridas por meio da fé, mas também, igualmente, demonstraríamos (ou comprovaríamos)que Deus age somente naquelas pessoas e naqueles momentos em que demonstramosnossa capacidade de confiar no Seu agir), entendemos que Deus tem o maior prazer emrevelar-se a nós (e aos que estão ao nosso redor) seja para nos ajudar a superardeterminados momentos de opressão, dificuldade ou doença, ou mesmo para fazer–nosalcançar saídas espetaculares ou sobrenaturais da Sua vontade, que Ele mesmo implantaem nosso ser.Qual a lição ou significado que podemos tirar para nossa vida de todas essas oportunidadesde aprendizado? É simples – quanto mais confiamos em Deus, mais Ele tem prazer emrevelar-se a nós por meio de Sua infinita bondade e misericórdia.O que dizer desses exemplos?Quero dizer é que Deus nunca desiste de você. Se você aplicar a fé genuína em seucoração em tudo o que fizer na Sua presença, ou como disse o escritor aos Hebreus,“chegando-se a Ele com inteireza de coração”, Deus assume a responsabilidade por esse 40
  40. 40. compromisso de encontro, de intimidade, pois, se tem alguma coisa que Deus não resiste, éum coração contrito, conforme Salmo número 51, versos 10 e 11.É assim que Deus age. Deus quer o seu coração fervilhando de fé, Deus quer ver o seucoração inundado de confiança, de intrepidez. Olhe o que disse o Apóstolo João, emApocalipse, capítulo 21, versículo 8: - “Mas, quanto aos tímidos (ou medrosos, dependendoda tradução), ... a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segundamorte”.Retomando ao assunto proposto neste capítulo, estávamos em nossa cidade natal (local domeu nascimento e do meu esposo), Santo Antônio da Patrulha, no Estado do Rio Grande doSul, cerca de 90km de Porto Alegre, em férias. O Luís Antônio tinha naquela ocasião quatroanos e nove meses.Estávamos na casa de meus sogros em uma manhã de quinta-feira, quando meu filho foiacometido de uma terrível crise de epilepsia. Meu esposo ficou deveras preocupado, poisaté aquela data ainda não havia presenciado crises como aquela em razão de que, todas asvezes em os sintomas convulsivos se avolumavam, encontrava-se trabalhando.Deixei o menino com ele e me afastei indo para o quarto orar fazendo como determina aBíblia, no livro de Mateus, capítulo 6, versículo 6, que diz: “Mas tu, quando orares, entras noteu aposento e, fechando a porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vêo que está oculto, te recompensará”.Uma vizinha de minha sogra que se encontrava em sua casa naquela ocasião se admirouda minha atitude em deixar o menino naquela situação com o pai e ir orar.Em razão do ocorrido arrumamos as malas e voltamos no dia seguinte pela manhã. À tardeda mesma sexta-feira levei o Luís Antônio ao médico que tratava dele. O especialista mefez diversas perguntas e depois de um prolongado silêncio levantou-se, pôs a mão no meuombro e, em meio a um suspiro, comentou:“Mãezinha, não existe cura em parte nenhuma do mundo para o seu filho. É epilepsiadeclarada”. 41
  41. 41. Naquele momento parece que o chão havia saído de onde eu estava. Saí desolada doconsultório. Fui chorando até chegar à minha casa.No domingo à tarde estava visitando a igreja onde freqüentávamos, o Missionário LuizNunes (mesmo nome do meu esposo), oriundo da cidade de Taquarimbó, da RepúblicaOriental do Uruguai.Durante a pregação contou seu testemunho, de todas as maravilhas que Deus haviarealizado em sua vida.Ele havia residido em São Paulo, foi tuberculoso e tinha um filho (ao qual ele chamavacarinhosamente de Adãozinho) na época com 11 anos de idade. Contou em seutestemunho que o Adãozinho nasceu cego e era acometido de convulsões epilépticas.Quando as crises se acirravam, sua esposa (e mãe do menino) desmaiava de pavor enervosismo. Confessou que foi tentado a dar cabo de sua própria vida.Ainda não havia aceitado a Jesus Cristo como seu Salvador e, portanto, não conhecia oCristo Vivo, que é Poderoso para fazer milagres na vida daquele que o aceitar.Depois de tomar esta decisão em sua vida, por alguma circunstância resolveu vir a PortoAlegre – chegando aqui deixou sua esposa e filhos na estação rodoviária e saiu paracomprar alguma coisa para comer, pois não conhecia ninguém por aqui.Perdeu-se ao caminhar pelas ruas próximas à estação rodoviária desviando-se bastantepara retornar. Ao vê-lo perambular pelas ruas de Porto Alegre, casualmente um irmão quefreqüentava os cultos no templo central, o encontrou e indagou ao Missionário Luiz Nunes oque fazia na cidade, ao que ele prontamente respondeu que estava chegando à PortoAlegre e que havia deixado sua família na rodoviária, porém, não achava mais o caminho devolta.Trabalhava como Porteiro, no culto daquele dia, no templo sede, um irmão de origenscastelhanas e, ao ver aquele transeunte castelhano sendo trazido por outro irmão logo 42
  42. 42. travou diálogo. Sem o menor entrave lingüístico o irmão Luiz Nunes contou como foi pararali.Aquele irmão, o conduziu até a estação rodoviária (ainda hoje fica a apenas algumasquadras do templo central) e com a sua família (que já estava preocupada com a suademora) logo em seguida este irmão que o encontrou, o convenceu a se deslocarem até otemplo sede e se dispuseram a caminhar em direção a esse templo, da Igreja EvangélicaAssembléia de Deus, localizado no número 384 da Rua General Neto, no bairro Floresta.Ao chegarem ao templo central, aquele irmão Porteiro, pediu-lhe que adentrasse,apresentou o tal visitante com sua família aos pastores, que providenciaram acomodaçõespara o repouso daquela família pelo período que fosse necessário (naqueles dias o subsolodo templo central era ocupado por alojamentos de irmãos que se deslocavam do interior,para participarem de reuniões ou cultos no templo sede).Providenciou o Senhor, que estivesse sendo realizada naquela semana, uma grandecampanha estando o templo praticamente lotado.Para quem estava perdido sendo, de uma hora para outra, convidado a assentar-seconfortavelmente em um templo, com a promessa do resgate da família, acolhida e pouso ànoite, por si só, era bom demais.A família novamente reunida assistiu ao culto e depois das refeições oferecidas pela igrejarepousaram no interior do prédio em alojamentos dispostos para tal fim.Convidados para assistirem o culto da noite seguinte, o casal não se fez de rogadoaceitando de imediato o convite. Nem ao menos desconfiavam da grande e agradávelsurpresa que lhes aguardava.À pessoa desprovida de entendimento espiritual ao deparar-se com fatos como este poderádizer que tudo não passou de mero acaso ou coincidência, desprezando toda a arquiteturade um plano superior que, como diz a Bíblia, na primeira carta do apóstolo São Paulo àTimóteo 2:4: “Importa que todos os homens cheguem ao conhecimento da verdade”. Estaafirmativa, foi confirmada, neste ato, por alguém que estava no lugar exato e disposto aatender à ordem missionária de alcançar a mão a quem estivesse precisando. 43
  43. 43. Tenho para mim que a missão do porteiro, por mais humilde que possa parecer, se revesteda maior importância, por ser, exatamente, o início de muitas histórias de conversões e, ofato precursor de muitas vidas utilizadas com vigor, ousadia e unção nas mãos do Senhor.A pessoa investida na função de porteiro deve ser tão inspirada quanto o preletor. De nadaadiantaria o pregador estar focado em atender ao chamado de Deus e falar aquilo que oEspírito Santo está lhe incumbindo se, ao chegar à porta da igreja, o ainda incrédulodeparar-se com uma pessoa totalmente desprovida da graça de Deus, e sem o mínimotrejeito de relacionamento humano, fazer com que o amigo ouvinte perca a oportunidade deentrar no templo para ouvir a Palavra de Deus (a fé é produzida no coração pelo ouvir aPalavra de Deus). É necessário que o ouvinte dê lugar para o Redentor entrar em sua vidapromovendo a mudança que Ele deseja.O casal ouviu a mensagem vinda do Senhor transmitida pelo pregador e, ao ouvirem oconvite, aceitaram a Jesus Cristo como seu Único e Suficiente Salvador, numa expressãopública de fé como todos nós fizemos um dia, como apregoou o apóstolo Paulo em suacarta aos Romanos, capítulo 10, versículos 9 e 10. Acompanhado dos filhos, passou à frentee após a afirmativa de aceitarem a Jesus receberam a oração da benção da salvação.Um irmão que estava assentado próximo à porta teve uma visão (outro mistério tanto paraos que crêem tanto para os incrédulos). Por que digo isso? Explico.Mistério para os crentes, pois sabem muito bem que o Senhor mostra visões a quem Elequiser, quando quiser, e do que Ele quiser, não cabendo a quem quer que seja questionar avontade, os motivos ou a ocasião do Senhor para isso.Mistério para os incrédulos porque, ao não admitirem a interferência divina acusam logo dedelírio ou de transe (como preferem os intelectuais, ou aqueles que têm acesso à mídia),não entendendo absolutamente nada da vontade do Senhor e que Ele utilizou aquelemétodo exatamente para demonstrar e comprovar Seu Poder, Sua Vontade e SuaOnisciência.Na visão, o irmão viu quando um anjo entrou no templo trazendo em suas mãos umabandeja de ouro e sobre essa bandeja dois pulmões. Os dois pulmões foram colocados nas 44
  44. 44. costas do irmão Luiz Nunes. Quando o anjo se aproximou de seu filho Adãozinho, que eracego, este imediatamente começou a gritar, saltitando de alegria e perguntando ao seu pai:- “Pai, por que tu não me disseste que estas coisas são tão lindas assim?”. Como já disse, omenino tinha nesta ocasião, 11 anos e não conhecia, ao menos, a luz do sol. Daquelemomento em diante, ficou vendo, foi curado completa e radicalmente das convulsõesepilépticas, nem sua mãe jamais teve motivos para voltar a desmaiar.Deus operou milagres poderosamente em toda a família – a obra foi completa. Não há Deuscomo o nosso Deus.Ao tomar o púlpito naquela casa humilde naquela tarde de domingo, na singela igrejalocalizada na Avenida 21 de Abril, na Vila Elizabeth, o Missionário uruguaio Luiz Nunes foipoderosamente usado nas mãos do Senhor. Eu tinha quatro filhos à época. O Luís Antônioera o segundo e eu estava com ele no colo. A Miriam Rosane, ainda pequena, estava nosbraços do pai, o José Ricardo e o Milton Valmir ao nosso lado.Dirigindo-se a mim em um espanhol que eu mal compreendia, o irmão Luiz Nunes disse:“Hermana que está con su hijo en sus brazos, el mismo Jesús que sanó a mi hijo Adãozinhose curará a su hijo aquí y ahora”.Ao ser convidada para passar à frente demorei-me um pouco, pois estava sentada no últimobanco da casa (a igreja era uma casa de 5m50cm por 5m50cm sem divisões internas), haviamuita gente ouvindo a pregação e, além disso, porque o menino era pesado. Minha vontadenaquele momento era falar com ele, o que não foi possível.Ao encerrar o culto, como estava próximo à saída, pude interceptá-lo. Ao conversar com elecontei a história do meu filho ao tempo que pedi que orasse pelo Luís Antônio para queDeus o curasse. Em resposta, ouvi ele me dizer:“Cuando se fue al frente y recibió la oración de fe, Jesús sanó a su hijo. Lo sentí”.Graças a Deus, daquele momento em diante o Luís Antônio nunca mais foi o mesmo. Nossacasa igualmente, daquela noite em diante, nunca mais foi a mesma. 45
  45. 45. Naquele momento percebi que as lágrimas que eu havia derramado naquela sexta-feiraquando saí desenganada do consultório médico, haviam terminado.O médico mesmo havia dito que neste mundo não havia remédio nem solução, porém,naquela tarde inesquecível de domingo pude presenciar o gosto da felicidade. Meu choroagora era de alegria ao saber que a cura do meu filho realmente não veio deste mundo, veiodiretamente de parte de Deus para a minha vida e a de meu filho. Glórias a Deus por maisesta grande vitória.Não cabia em mim mesma de tanta alegria. Talvez você que está lendo estas linhas estejacom um problema tão ou mais sério ou difícil que o mesmo que passei, talvez seja você paiou mãe com o coração partido em razão da doença ou da limitação de seu filho (a), querolhe dizer com toda a firmeza da fé que Deus colocou em meu coração, que Deus está prontopra te ajudar, e ainda ouso dizer mais, Ele tem grande interesse em te ajudar e dar um fimno problema por qual estás passando.Quero ainda te dizer que de maneira alguma me sinto melhor que alguém. Sinto-meprivilegiada sim, por ter alcançado tamanha graça (favor imerecido) da parte de Deus, mas,com a mesma convicção que tenho em meu Deus, digo-te em O Nome do Senhor JesusCristo, que Ele cura de gripe a tuberculose, de resfriado a qualquer doença degenerativa.(Utilizo a expressão “qualquer” não subestimando a profundidade e a complexidade dasdoenças – em absoluto – mas em razão de conhecer um pouquinho do grande poder que omeu Deus tem para curar todas as enfermidades).O Deus em quem eu confio “é o mesmo ontem, hoje e eternamente” e “não é homem paraque minta” e “vela pela Sua Palavra para a cumprir”, por isso, ainda que me seja impossívelfazer isso – depende única e exclusivamente de Sua vontade – gostaria de colocar em seuintelecto, que Deus ama você com todo o amor que Ele dispensou à raça humana e que Elequer acabar hoje mesmo com a dificuldade que estás atravessando. Assim com Ele salva atodos, igualmente está disposto a curar a todos. Esta é a salvação completa que Ele,liberalmente, coloca à disposição de toda a humanidade.Esta é a mensagem que temos de Deus, assim como Ele não escolhe pessoas para salvar,conforme Romanos, capítulo 2, versículo 11, que diz: “Pois para com Deus não há acepção 46
  46. 46. de pessoas”, também não escolhe pessoas para curar. Em Atos, capítulo 10, versículo 38,diz: “... o qual andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos dodiabo, porque Deus era com Ele”. Por isso posso afirmar, com plena convicção que, todosque tiverem fé, para crer que Deus é poderoso para curá-lo, com certeza alcançarão doSenhor a cura que precisam para o seu corpo.Em Isaías 53.5 diz: “...o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e, pelas Suas pisadurasfomos sarados”. Por Deus, não há limites para que Ele possa operar em seu ser, a únicalimitação quem poderá impor é você por sua fé (ou a ausência dela). ReencontroAproximadamente dez (10) anos mais tarde estávamos num culto no mesmo templo centralquando, em determinado momento, uma irmã levantou-se e pediu oração por seu pai queestava internado no hospital Cristo Redentor (em Porto Alegre). Não me contive e fui falarcom ela. Disse-me seu nome – Eva – filha do irmão Luiz Nunes. No dia seguinte, na horada visita, fui a primeira a entrar no quarto dele. Identifiquei-me comentei com ele o querelatei acima e pude perceber em seus olhos a emoção se desfazendo em lágrimas. Depoisdesse reencontro fizemos uma linda amizade. Recebeu alta e veio para minha casa. Anosdepois tive o privilégio de visitá-lo em sua casa (em Rivera, no Uruguai).O irmão Luiz Nunes, bem como sua família, esteve várias vezes em minha casa. Ouvindo o “ide” de JesusVou contar agora, algo que aconteceu quando a Miriam e o Joel ainda eram pequenos.Morava perto de minha casa uma senhora por nome Andradina, que aceitou a Jesus comoseu Salvador logo depois que nos conhecemos. A Andradina fazia, também, limpeza nacasa de uma outra vizinha nossa, que costumeiramente chamávamos de “Dona Inácia”.Certo dia Andradina ao chegar para limpeza pediu-me para, antes de iniciar sua faxina,orarmos por Dona Inácia e seu esposo José Vinoca, pois estavam passando por momentosdifíceis. 47
  47. 47. Muitas vezes oramos por esta família somente não imaginava o que poderia ocorrer maistarde. Transferimos nossa residência, tempos depois, para endereço bem próximo destafamília.A Miriam Rosane naquela época dava aulas para várias crianças inclusive para um dosfilhos de Dona Inácia. Este, aceitou a Jesus como seu Salvador e, logo depois começarama namorar. Ele, por nome Valmir, é esposo da minha primeira filha.Dona Inácia passou por aquela fase de lutas conservando-se sempre serva fiel ao Senhor efeliz com seu esposo.Quando a Miriam Rosane estava para completar quinze anos de idade, em janeiro de 1980,foi a um culto em Canoas, cidade da região metropolitana de Porto Alegre. Pastoreava aigreja naquela cidade, naquela época, o Pastor Edgar Machado.Naquele culto Deus falou muito forte com ela sobre Missões. Ao chegar do culto ela não mefalou nada. Depois daquela reunião colocava o relógio para despertar sempre às três horasda manhã e orava até às quatro horas durante um mês inteiro. Escutava sua oração emtodas aquelas manhãs, mas percebia que era uma oração diferente daquelas que estavaacostumada a ouvir de seus lábios.Sua cama ficava ao lado da minha (dormia no quarto onde estava minha cama porque osmeninos dormiam juntos no quarto restante da casa), mas não fiquei sabendo sobre qual opropósito que ela orava, porém, imaginava que estivesse orando por alguém que estivessegostando.No domingo à noite, do dia 24 de fevereiro, daquele mesmo ano, nos deitamos e o EspíritoSanto inquietou-me não me deixando dormir. Eu sentia como se fosse uma tocha a mequeimar nas costas e a terceira pessoa da Santíssima Trindade me impulsionava a orar, atéque não resisti e chamei meu esposo. Ele dormia profundamente. Chamei pela segundavez. Na terceira vez em que o chamei ele virou-se para o canto (de costas para mim). Aover esse gesto pensei:“Amanhã é segunda-feira, todos trabalham fora, só eu que não”. 48
  48. 48. Nisto levantei-me dobrei meus joelhos e comecei a orar. O Espírito Santo, por Sua imensamisericórdia, tomou-me de uma forma especial e eu comecei a falar uma palavra que nuncahavia ouvido falar antes:“Cochabamba”.Só pronunciava esta palavra. Quando me dei por conta estava toda minha família ao meuredor, em volta da cama orando a Deus. O Espírito Santo tomou conta do Luís Antônio eem palavra de profecia Deus o usou para falar com a Miriam Rosane, dizendo o seguinte:“Vou te levar para Cochabamba. É lá que tu vais fazer a Minha obra”.Em oração a Miriam respondeu querendo descartar esta possibilidade:“Nunca pousei longe de casa, como vou para um lugar desses que eu nem sei onde fica?”Ao que o Espírito respondeu por meio do Luís Antônio:“Tenho algo muito especial para ti. Lá o povo é indígena, andam todos nus, e se alimentamde folhas de árvores”.Naqueles dias estava morando em minha casa o Nilsinho, um menino cuja mãe haviafalecido e este estava muito doentinho.Em continuação o Espírito Santo usando o Luís Antônio disse:"Como prova de que Sou Eu que falo contigo, eis que curo este menino neste momento”.(Referindo-se ao Nilsinho o qual o Luís Antônio havia tomado em seus braços).E realmente aconteceu assim.Quando o Luís Antônio começou a falar, eu tive uma visão. Nessa visão eu vi a MiriamRosane em uma rodoviária. Ela entrou em um ônibus, no banco que fica logo atrás da 49
  49. 49. porta, ao lado do motorista. No lado oposto do mesmo veículo, atrás do motorista vi alguémao seu lado que conversava com ela, porém não conseguia identificar quem era.Aquele ônibus percorreu uma longa viagem até que parou próximo a uma árvore muitofrondosa não conseguindo ver mais nada depois disso. A visão acabou ali.Anos depois o Valmir, um dos filhos do José Vinoca, aceitou a Jesus como seu Salvador,vindo a se apaixonar pela Miriam Rosane. Este tinha em seu coração uma chamadamissionária. Missão e CasamentoAntes do casamento dos dois (cuja cerimônia teve lugar no dia vinte e oito de novembro de1992) eu me encontrava na congregação da Vila União ao lado da irmã Maria do Carmo eorava ao Senhor pedindo a Ele que soprasse um vento oriental e enviasse codornizes parao casamento da minha filha.A nossa parentela é muito grande e estávamos preocupados com a quantidade de pessoasconvidadas. Convidamos muitas pessoas amigas. A festa foi linda. Todos se regozijaram ecomeram à vontade. Sobrou muita comida e nossa preocupação se desfez. Graças aDeus.No domingo seguinte a irmã Maria do Carmo me disse:“Irmã Dora, Deus realmente ouviu e respondeu a sua oração. Eu nunca havia participado deum casamento com tanta fartura”.Agradeci a Deus mais uma vez por isso.No mês de agosto de 1993 acompanhamos o casal até a estação rodoviária de Porto Alegrequando despediram-se de nós embarcando em direção à Bolívia. Sabem em qual banco doônibus sentaram? Justamente no assento atrás da porta, ao lado do motorista, onde Deushavia me mostrado na visão em fevereiro de 1980. 50
  50. 50. Ficaram na cidade de Santa Cruz de La Sierra com o pastor Paulo Moreira que fazia umtrabalho muito lindo em Cochabamba. A cada três meses entravam em um barco e sedirigiam àquela localidade levando comida, roupas e medicamentos para os índios queandavam nus.Fazia já um ano que o Valmir e a Miriam Rosane estavam na Bolívia quando ela engravidou.Pedimos a ela que voltasse para ter seu bebê em Porto Alegre o que acabou acontecendo.Ambos, também se envolveram na obra de Deus, em Porto Alegre.Em dezembro de 2006 voltaram à Bolívia, em passeio, para rever velhos amigos. O início dos cultos na Vila UniãoEm novembro de 1978 meu esposo trabalhava à noite o que me impedia de assistir aoscultos. Por este motivo os irmãos resolveram fazer cultos na minha casa. Os irmãos sereuniam nas sextas-feiras à noite e nos domingos à tarde. Essas reuniões perduraram doisanos.No dia dois de novembro do ano de 1980 houve a invasão da área verde (próxima a minhacasa) a qual tomou o nome de Vila União.Logo em seguida e, como forma de motivar as pessoas que trabalhavam na construção desuas próprias casas, nos dedicamos à confecção de sopa. Também logo depoiscomeçamos a erigir cultos debaixo de uma lona. Era o início do que se chamaria mais tardede congregação da Vila União.Atuei como encarregada da sopa durante quinze anos ininterruptos de segundas a sextas-feiras. Cada dia havia, invariavelmente, dois irmãos que auxiliavam no transporte de lenhaspara os fogões ou arrecadando (pedindo mesmo) alimentos no Ceasa para “engrossar” asopa, sendo o responsável pelo transporte desses ingredientes da sopa, o incansável irmãoDiofanto, com sua camioneta Veraneio. Este querido irmão congregava na igreja da VilaMeneghetti. 51
  51. 51. Havia também duas irmãs que trabalhavam na confecção de acolchoados para posteriordoação em asilos e orfanatos. Era um trabalho muito lindo e que requeria dedicação,abnegação e, sobretudo, vontade de fazer os outros felizes, não obstante os poucosrecursos com os quais todos nós estávamos tão acostumados.Lembro que certo dia daqueles em que estávamos, invariavelmente, envolvidos com aquelaatividade, meu esposo cortava lenha para pôr no fogão, no pátio (que depois viria a serconstruída a igreja) deu um mau jeito na coluna lombar que, como se diz popularmente, acoluna virou em um “S”.Consultando com um médico ortopedista, chamado Eliseu Santos (que mais tarde viria a sero vice-prefeito de Porto Alegre, por uma gestão), este disse-lhe que ”a coisa estava feia”, ouseja, teria que ser feito um tratamento prolongado, dolorido e caro para que a colunavoltasse ao lugar habitual.Dias depois, com a coluna ainda naquele estado, quando dava comida a uns pintinhos queeu tinha, em um horário quando o sol estava a pino, meu esposo apavorou-se ao olhar parasua própria sombra. Largou imediatamente o que fazia, entrou em casa e, no quarto,prostrado de joelhos orou ao Senhor dizendo:“Senhor eterno, Tu não me fizeste assim, por isso não aceito que minha coluna continuetorta do jeito que está. Em nome de Jesus determino que minha coluna volte para o lugarem que sempre esteve”.Quando se levantou do lugar onde se encontrava, sua coluna estava em perfeito estado.Glória ao nome do Senhor por mais esta vitória e oração respondida.Você que está lendo estas linhas creia que todas as palavras e histórias aqui descritastiveram lugar no tempo e no espaço, tendo todas elas sido fruto de experiências com Deus,portanto reais, desprovidas, por isso, de qualquer imaginação. Todas elas foram verídicas.Se por acaso, você está passando por alguma provação ou luta, sugiro que você se coloquenas mãos do Senhor, ore sem cessar, busque a resposta e a providência do Senhor Deuspara sua vida. 52
  52. 52. Saiba que Deus responde tuas orações segundo a medida da tua fé. Peça a ele queacrescente tua fé e verás a resposta das tuas orações. Procure ter mais intimidade com aBíblia, procure também decorar e ter em mente alguns versículos da Bíblia para poderresistir e responder ao inimigo nos momentos de prova.Para a glória de Deus posso te dizer que já li a Bíblia várias vezes de capa a capa, como sediz, e Deus sempre coloca em minha mente pelo menos um versículo para obter vitória nosmomentos de maior aflição. Bênçãos vindas da ParaíbaLembrei de um fato que aconteceu há trinta anos. Veio morar perto de minha casa umafamília oriunda do Estado da Paraíba. Fomos as primeiras pessoas cristãs do Rio Grande doSul com quem travaram amizade. Foi uma amizade muito linda. Naquela família havia doisjovens, um chamado João Nilton e o outro chamado José Silva. Freqüentemente vinham àminha casa para orarmos juntos. Comentava sobre eles com meu esposo dizendo que “elessoltam fogo de tão cheios do Espírito”.Certo dia, ao encerrarmos nossa costumeira reunião de oração em minha casa, nosdeparamos com um grupo de homens, contratado pela prefeitura municipal, limpando acalçada próximo a um caminhão basculante no qual depositavam os detritos que retiravamda rua.Ao acompanhar os dois irmãos paraibanos que se preparavam para saírem no portão, omotorista do caminhão me chamou e eu fui ver o que ele queria. Ao chegar perto delepercebi que aquele senhor chorava compulsivamente quando perguntei a ele:“O que está acontecendo aqui?”, ao que ele me respondeu, em meio aos prantos:“Não conheço vocês, mas ouvi que vocês oravam e quando olhei para o telhado de suacasa vi uma tocha de fogo muito grande, mas a casa não queimava. Confesso à senhoraque deixei os caminhos do Senhor há vários anos, porém, hoje, depois de ver o sinal aqui nasua casa vou procurar uma igreja e me reconciliar com Deus”. 53
  53. 53. Eu disse a ele:“Vou orar por você aqui e agora e você vai sair em paz com Deus”.E assim fiz, ali mesmo na frente de minha casa e na presença dos colegas dele. Ele choravamuito, mas de regozijo e alegria em seu coração. Acredito que o Senhor teve um encontromaravilhoso com ele naquele momento.Dias depois ele me presenteou com uma carga de terra, no caminhão com o qualtrabalhava, para aterrar o terreno de minha casa.Damos glórias a Deus por isso. Hoje, o irmão José Silva (que vinha à minha casaacompanhando o irmão João Nilton), é um pastor e, casualmente foi, por muito tempo, oencarregado da congregação da Vila União, igreja que freqüentamos. É um grande homemde Deus. A visita de um anjoEm vinte e quatro de julho de 1988 meu esposo foi convidado a assumir a congregaçãodenominada Brasília II. Como tinha o hábito de, ao assumir qualquer trabalho, convocar acongregação para uma campanha de oração por quarenta dias, desta feita não foi diferente.Colocou a congregação em oração. (Esses momentos de oração eram divididos pelasmanhãs – para os irmãos que não podiam assistir às reuniões à noite, e também à noite).Esta campanha tinha a finalidade de evitar que tomasse qualquer decisão de sua própriavontade ou prejudicar alguém, bem como estar sempre na direção do Altíssimo.Nessa época ele trabalhava por turno e, em uma semana seu horário era pela manhã e naoutra seu expediente iniciava na tarde e estendia-se até a meia-noite.Isto quer dizer que ele podia comparecer aos cultos somente em semanas intercaladas, emrazão de seu trabalho, mas eu procurava dar assistência em todos os cultos nessascampanhas. Quando ele não podia comparecer, eu ia aos cultos acompanhada de minhasfilhas, já que a congregação fica um pouco longe de nossa casa. 54

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