Ética na Política?

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Trabalho oral elaborado no âmbito da disciplina de Filosofia.

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Ética na Política?

  1. 1. Joana Parreira Ramiro Morais 11ºD ESDG Deve a ética esperar pela política?
  2. 2. Deve a política acompanhar a ética? Ou…
  3. 3. Primeira posição Deve. Sem ética a política desvirtua-se do seu fim verdadeiro (servir as pessoas). A ética é necessária para nortear os políticos, e esta deve ser a sua base de pensamento para todas as decisões que os governantes tomam. Queremos que quem nos governa sejam pessoas que não ignorem as funções que lhes foram confiadas e as exerçam honradamente. «Em tirania é muito mais fácil agir que pensar» (Hannah Arendt).
  4. 4. Os argumentos de Hannah Arendt para apoiar esta posição Hannah Arendt foi uma filósofa política judia, uma das mais destacadas do século XX. Defendia que as bases do pensamento político não podem ser o egoísmo e as relações de poder. Em vez disso, propõe que o pensamento político se firme num ponto de vista comunitário. Dessa forma, recusa ideias individualistas na educação política de cada um, preferindo que a atenção ao mundo em que habitamos tenha primazia sobre tudo o resto.
  5. 5. Segunda posição A política e a ética são dois campos da vida humana completamente distintos. «Política não tem qualquer relação com a ética» (Nicolau Maquiavel) Os políticos mais persuasivos serão os com as melhores qualidades para liderar e governar a nação. Se colocarmos entraves éticos à acção da política, não serão os melhores políticos a governar, mas sim aqueles que melhor interpretaram as “regras” da ética. Se queremos os melhores governantes devemos suprimir as necessidades éticas que exigimos ao comum cidadão.
  6. 6. Os argumentos de Nicolau Maquiavel para apoiar esta posição Nicolau Maquiavel, diplomata e fundador do pensamento político moderno, considera que o objetivo do verdadeiro político é conservar o seu Estado usando da força e do poder (virtú). Maquiavel desenvolveu assim uma reflexão pessimista da natureza humana, em que o detentor do poder tenta conservar esse poder a todo o custo, fazendo, inclusive, apologia ao uso da violência. Assim, a política era uma arte dependente dos objetivos pessoais do “Príncipe”, e não da ética.
  7. 7. Terceira posição A política não precisa de acompanhar a ética. Estas duas áreas são, apesar de próximas, separáveis. Grandes avanços civilizacionais foram resultado de acções políticas que, para as mentalidades da época, eram pouco ou nada éticas (Votes for Women, despenalização do aborto, casamento homossexual). Dessa forma, a política, em vez de tentar seguir a ética, deve alterá-la tendo em vista o bem e a equidade entre os cidadãos. «A Política sem risco é uma chatice e sem ética uma vergonha» (Francisco Sá- Carneiro).
  8. 8. Considerações pessoais Concordo com a primeira posição exposta, na medida em que considero que todos os governantes têm de se guiar por um estrito padrão de valores. No entanto, não posso ignorar que muitos dos grandes progressos recentes não teriam acontecido se não fosse a política ter ignorado os padrões éticos impostos na sociedade em certas alturas. A ética deve ser respeitada mas não pode ser imutável.
  9. 9. Considerações pessoais Na minha opinião, a ética não pode representar um valor assim tão importante a ter em conta num político. Dá jeito? Em certas situações, sim. Mas se um político não for capaz de, quando necessário, ignorar padrões incorrectos e substituí-los por outros que considere melhores, então é um político com falta de visão. Dessa forma, eu adoptaria uma posição mais moderada, próxima da de Sá-Carneiro. Ética sim, mas nem sempre. BOOM

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