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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA
CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO
CAMPO
NOME: JÉSICA RIBEIRO PENS LAZZARI
POLO: SOBRADINHO
ESTUDOS INTEGRADORES
MEU PORTIFÓLIO DIDITAL
História da alfabetização através dos métodos
ATIVIDADES
Escrever as memórias de sua alfabetização
MINHA ALFBETIZAÇÃO
A minha alfabetização ocorreu na Escola de Ensino Fundamental
Nossa Senhora da Consolação da localidade de Caçador interior do
município de Lagoão, a professora que me alfabetizou se chamava Sirlei. O
processo da minha alfabetização, ocorreu de maneira simples, eu já tinha
conhecimento das letras, mas não sabia o que elas representavam
realmente, chegando em sala de aula eu tive o primeiro contato de maneira
mais direta com as letras, silabas e palavras que foi através de cartazes que
estavam colocados nas paredes da sala de aula e no quadro, ou seja
conhecemos em um primeiro momento as letras, seus nomes e sons, a
diferença entre as vogais e as consoantes, posteriormente formávamos as
silabas e aprendíamos os sons de cada uma delas.
A professora utilizava livros também, de onde ela retirava os
conteúdos que nos ensinava, sobre as cartilhas que ela usava, não me
lembro de nenhuma especificamente. Em momento seguinte formávamos as
palavras mais simples, como nomes de animais exemplo gato, cachorro,
pato, etc. Nome de objetos mais simples e conhecidos de nosso dia a dia,
como prato, colher, garfo, etc. Para aprendermos estas palavras e seus
significados, ela desenhava em uma folha o animal ou o objeto e escrevia
em baixo o nome. Com o passar dos dias e a medida que íamos
aprendendo a escrever as letras e sílabas, também a professora nos
ensinava a pronunciar as sílabas e as palavras formadas, ou seja nós
aprendíamos a ler através da soletração das palavras. Aprendemos também
a separar as sílabas mais adiante, com estes processos relativamente
simples a professora Sirlei nos ensinava a escrever e ler e mais tarde
passamos então depois formarmos pequenas frases, todas pequenas e
relacionadas as situações conhecidas das crianças, o que sem dúvida
facilitava a compreensão e posterior aprendizagem.
Com relação aos livros que a professora utilizava para nos ensinar eu
posso dizer apenas que eram mais do que um, mas por fazer já muito tempo
que isso ocorreu e somado a isso o fato dela ter ido morar em outra cidade
impossibilitando assim um questionamento a ela sobre os livros e métodos
que ela usava para nos alfabetizar, eu não consigo me lembrar dos livros
que ela retirava os conteúdos para nos ensinar. Mas pela maneira com que
ela nos ensinava eu acredito que ela não seguia uma linha específica de
alfabetização e letramento, mas eu acredito que ela usava mais de um
método, ou seja uma junção de práticas que representam diferentes
conceitos.
Pelo pouco tempo que trabalho em sala de aula e o fato de não dar
aula para as séries onde se desenvolve a alfabetização, eu creio que seja
utilizados os métodos sintéticos, ou seja que ensinam as silabas e as fonias
em um primeiro momento e posteriormente também se utilize algumas
práticas dos métodos analíticos, que buscam padronizar a aprendizagem da
leitura e da escrita, analisando as palavras. Eu acho importante salientar que
já faz algum tempo que eu passei pelo processo de alfabetização, e durante
este período já ocorreram algumas mudanças na maneira com que os
professores realizam o processo da aprendizagem de ler e escrever, ou seja,
a alfabetização das crianças.
Nos processos de alfabetização devemos sempre trabalhar com os
alunos diferentes tipos de texto, e com estes diferentes gêneros de textos
poderemos preparar os estudantes além do antiga forma onde nós éramos
submetidos a práticas que nos ensinavam através de exercícios onde se
copiava muito e decorava as letras e depois se formava as palavras, muitas
vezes sem se ter ideia do significado, ou seja devemos ultrapassar as
simples e limitadas práticas da codificação e decodificação das palavras, o
que muitas vezes resultava em pessoas letradas, mas que não estavam
plenamente alfabetizadas, pois escreviam e liam mas não conseguiam
interpretar os diferentes gêneros de textos.
ATIVIDADES
Conceituar alfabetização e letramento
Conceito de Alfabetização
A alfabetização pode ser realizada de maneira simples e direta, onde
o estudante é submetido aos conhecimentos do professor, sem que sejam
considerados os conhecimentos do mundo que ele já possua, desta forma o
educando é passivamente submetido a uma aprendizagem de repetições,
onde simplesmente se decora as sílabas e as palavras. Esta concepção de
alfabetização é a muito tempo utilizada e por isso se define como tradicional,
esta concepção de alfabetização é também conhecida como bancária, ou
seja onde o educando somente recebe os conhecimentos que o professor
possui e a ele transmite, este educando é tratado como um simples arquivo
que esta vazio e deve receber conteúdos.
Conceito de Letramento
O Letramento pode ser iniciado antes mesmo de a criança ser
alfabetizada, uma vez que ela absorva conhecimentos do seu cotidiano
diário, este letramento nada mais é do que a pessoa fazer uma leitura do
mundo, posteriormente com a aquisição da alfabetização este horizonte de
conhecimentos ultrapassara barreiras sociais, que no letramento mais
tradicional pressupõe que pessoas socialmente menos favorecidas não
poderiam adquirir um conhecimento e consequente letramento. Nas
concepções Freireanas, a alfabetização e o letramento devem estar
diretamente associados na educação, de maneira moderna, rompendo com
suas concepções tradicionais e assim tornando-se ferramentas importantes
na transformação do ser humano e seu cotidiano e consequentemente,
transformações na sociedade.
Alfabetização e Letramento
ATIVIDADES
Escrever uma síntese do texto indicado;
Síntese sobre Letramento e Alfabetização: as muitas facetas
Os conceitos de Letramento e Alfabetização começaram a ser
discutidos relevantemente em países como França e Estados Unidos, no fim
dos anos de 1970 e no Brasil mais tardiamente no início dos anos 80. Esta
discussão surgiu a partir da constatação que muitos cidadãos tidos como
alfabetizados não eram capazes de ler e escrever de maneira que pudessem
realizar funções socialmente relevantes. Nos países desenvolvidos a
discussão dos conceitos de letramento e alfabetização, foram tratados com
muita seriedade, de maneira independente um do outro, valorizando as
especificidades existentes nos dois conceitos, mostrando a importância de
se realizar uma profunda avaliação e realizar modificações no
desenvolvimento desses processos que já faziam parte da escolarização da
população, desta forma buscaram aperfeiçoar esses conceitos, mas sem
abandonar essas práticas mais tradicionais.
No Brasil ocorreu inicialmente ênfase na alfabetização, valorizando
suas especificidades, mas erroneamente confundiram esta forma de
desenvolvimento de aprendizagem nas séries iniciais, como motivo do
fracasso que ocorria quando se verificava muito o fenômeno da repetência
dos alunos nas séries iniciais. Os conceitos de letramento por sua vez são
vistos de maneira errada, como uma alternativa em detrimento dos conceitos
e práticas da alfabetização. Na contramão do que ocorreu nos países
desenvolvidos como França e Estados Unidos, no Brasil não se buscaram
aprofundar estudos que melhorassem o desenvolvimento do processo de
alfabetização com suas especificidades importantes e necessárias, como
forma de alcançar bons resultados, ao contrário se desvalorizou este
fundamental processo para aquisição de conhecimento da língua escrita nas
escolas do Brasil, esta defasagem é verificada principalmente nas últimas
décadas.
Os conceitos de Alfabetização e Letramento há muito tempo
caminham juntos no processo de aprendizagem dos estudantes, mas muitos
profissionais da educação não identificam corretamente esta relação, nas
práticas pedagógicas das nossas escolas. Este desvio grave ocorre quando
se abandona por inteiro as especificidades da alfabetização com suas
práticas vistas como ultrapassadas, quando se passa a pensar a
aprendizagem pela ideia da valorização psicológica e se abandona a parte
linguística e fonológica da aprendizagem. Quando se buscou uma ruptura
com as práticas tidas como tradicionais e obsoletas, se abandonou de
maneira errada os métodos pelos quais se alcançava bons resultados,

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  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO NOME: JÉSICA RIBEIRO PENS LAZZARI POLO: SOBRADINHO ESTUDOS INTEGRADORES MEU PORTIFÓLIO DIDITAL
  • 2. História da alfabetização através dos métodos ATIVIDADES Escrever as memórias de sua alfabetização MINHA ALFBETIZAÇÃO A minha alfabetização ocorreu na Escola de Ensino Fundamental Nossa Senhora da Consolação da localidade de Caçador interior do município de Lagoão, a professora que me alfabetizou se chamava Sirlei. O processo da minha alfabetização, ocorreu de maneira simples, eu já tinha conhecimento das letras, mas não sabia o que elas representavam realmente, chegando em sala de aula eu tive o primeiro contato de maneira mais direta com as letras, silabas e palavras que foi através de cartazes que estavam colocados nas paredes da sala de aula e no quadro, ou seja
  • 3. conhecemos em um primeiro momento as letras, seus nomes e sons, a diferença entre as vogais e as consoantes, posteriormente formávamos as silabas e aprendíamos os sons de cada uma delas. A professora utilizava livros também, de onde ela retirava os conteúdos que nos ensinava, sobre as cartilhas que ela usava, não me lembro de nenhuma especificamente. Em momento seguinte formávamos as palavras mais simples, como nomes de animais exemplo gato, cachorro, pato, etc. Nome de objetos mais simples e conhecidos de nosso dia a dia, como prato, colher, garfo, etc. Para aprendermos estas palavras e seus significados, ela desenhava em uma folha o animal ou o objeto e escrevia em baixo o nome. Com o passar dos dias e a medida que íamos aprendendo a escrever as letras e sílabas, também a professora nos ensinava a pronunciar as sílabas e as palavras formadas, ou seja nós aprendíamos a ler através da soletração das palavras. Aprendemos também a separar as sílabas mais adiante, com estes processos relativamente simples a professora Sirlei nos ensinava a escrever e ler e mais tarde passamos então depois formarmos pequenas frases, todas pequenas e relacionadas as situações conhecidas das crianças, o que sem dúvida facilitava a compreensão e posterior aprendizagem. Com relação aos livros que a professora utilizava para nos ensinar eu posso dizer apenas que eram mais do que um, mas por fazer já muito tempo que isso ocorreu e somado a isso o fato dela ter ido morar em outra cidade impossibilitando assim um questionamento a ela sobre os livros e métodos que ela usava para nos alfabetizar, eu não consigo me lembrar dos livros que ela retirava os conteúdos para nos ensinar. Mas pela maneira com que ela nos ensinava eu acredito que ela não seguia uma linha específica de alfabetização e letramento, mas eu acredito que ela usava mais de um método, ou seja uma junção de práticas que representam diferentes conceitos. Pelo pouco tempo que trabalho em sala de aula e o fato de não dar aula para as séries onde se desenvolve a alfabetização, eu creio que seja utilizados os métodos sintéticos, ou seja que ensinam as silabas e as fonias
  • 4. em um primeiro momento e posteriormente também se utilize algumas práticas dos métodos analíticos, que buscam padronizar a aprendizagem da leitura e da escrita, analisando as palavras. Eu acho importante salientar que já faz algum tempo que eu passei pelo processo de alfabetização, e durante este período já ocorreram algumas mudanças na maneira com que os professores realizam o processo da aprendizagem de ler e escrever, ou seja, a alfabetização das crianças. Nos processos de alfabetização devemos sempre trabalhar com os alunos diferentes tipos de texto, e com estes diferentes gêneros de textos poderemos preparar os estudantes além do antiga forma onde nós éramos submetidos a práticas que nos ensinavam através de exercícios onde se copiava muito e decorava as letras e depois se formava as palavras, muitas vezes sem se ter ideia do significado, ou seja devemos ultrapassar as simples e limitadas práticas da codificação e decodificação das palavras, o que muitas vezes resultava em pessoas letradas, mas que não estavam plenamente alfabetizadas, pois escreviam e liam mas não conseguiam interpretar os diferentes gêneros de textos. ATIVIDADES Conceituar alfabetização e letramento Conceito de Alfabetização A alfabetização pode ser realizada de maneira simples e direta, onde o estudante é submetido aos conhecimentos do professor, sem que sejam considerados os conhecimentos do mundo que ele já possua, desta forma o educando é passivamente submetido a uma aprendizagem de repetições, onde simplesmente se decora as sílabas e as palavras. Esta concepção de alfabetização é a muito tempo utilizada e por isso se define como tradicional, esta concepção de alfabetização é também conhecida como bancária, ou seja onde o educando somente recebe os conhecimentos que o professor
  • 5. possui e a ele transmite, este educando é tratado como um simples arquivo que esta vazio e deve receber conteúdos. Conceito de Letramento O Letramento pode ser iniciado antes mesmo de a criança ser alfabetizada, uma vez que ela absorva conhecimentos do seu cotidiano diário, este letramento nada mais é do que a pessoa fazer uma leitura do mundo, posteriormente com a aquisição da alfabetização este horizonte de conhecimentos ultrapassara barreiras sociais, que no letramento mais tradicional pressupõe que pessoas socialmente menos favorecidas não poderiam adquirir um conhecimento e consequente letramento. Nas concepções Freireanas, a alfabetização e o letramento devem estar diretamente associados na educação, de maneira moderna, rompendo com suas concepções tradicionais e assim tornando-se ferramentas importantes na transformação do ser humano e seu cotidiano e consequentemente, transformações na sociedade. Alfabetização e Letramento ATIVIDADES Escrever uma síntese do texto indicado; Síntese sobre Letramento e Alfabetização: as muitas facetas Os conceitos de Letramento e Alfabetização começaram a ser discutidos relevantemente em países como França e Estados Unidos, no fim dos anos de 1970 e no Brasil mais tardiamente no início dos anos 80. Esta discussão surgiu a partir da constatação que muitos cidadãos tidos como alfabetizados não eram capazes de ler e escrever de maneira que pudessem
  • 6. realizar funções socialmente relevantes. Nos países desenvolvidos a discussão dos conceitos de letramento e alfabetização, foram tratados com muita seriedade, de maneira independente um do outro, valorizando as especificidades existentes nos dois conceitos, mostrando a importância de se realizar uma profunda avaliação e realizar modificações no desenvolvimento desses processos que já faziam parte da escolarização da população, desta forma buscaram aperfeiçoar esses conceitos, mas sem abandonar essas práticas mais tradicionais. No Brasil ocorreu inicialmente ênfase na alfabetização, valorizando suas especificidades, mas erroneamente confundiram esta forma de desenvolvimento de aprendizagem nas séries iniciais, como motivo do fracasso que ocorria quando se verificava muito o fenômeno da repetência dos alunos nas séries iniciais. Os conceitos de letramento por sua vez são vistos de maneira errada, como uma alternativa em detrimento dos conceitos e práticas da alfabetização. Na contramão do que ocorreu nos países desenvolvidos como França e Estados Unidos, no Brasil não se buscaram aprofundar estudos que melhorassem o desenvolvimento do processo de alfabetização com suas especificidades importantes e necessárias, como forma de alcançar bons resultados, ao contrário se desvalorizou este fundamental processo para aquisição de conhecimento da língua escrita nas escolas do Brasil, esta defasagem é verificada principalmente nas últimas décadas. Os conceitos de Alfabetização e Letramento há muito tempo caminham juntos no processo de aprendizagem dos estudantes, mas muitos profissionais da educação não identificam corretamente esta relação, nas práticas pedagógicas das nossas escolas. Este desvio grave ocorre quando se abandona por inteiro as especificidades da alfabetização com suas práticas vistas como ultrapassadas, quando se passa a pensar a aprendizagem pela ideia da valorização psicológica e se abandona a parte linguística e fonológica da aprendizagem. Quando se buscou uma ruptura com as práticas tidas como tradicionais e obsoletas, se abandonou de maneira errada os métodos pelos quais se alcançava bons resultados,
  • 7. apresentaram então muitas teorias e nenhum método pelo qual se possa alcançar resultados da mesma proporção. As discussões que ocorrem no Brasil, são identificadas em outros países como França e Estados Unidos, estas mudanças foram identificadas como necessárias para se alcançar melhores resultados na educação por inteiro. A necessária restruturação que foi identificada pode ser descrita como a reinvenção da alfabetização. Não se deve abandonar os avanços alcançados nas ultimas décadas pela implantação de novos conceitos no desenvolvimento educacional, mas sim se deve corrigir erros que foram cometidos ao tentar romper paradigmas tidos como tradicionais e com isso se desconsiderar as práticas pelas quais se alcançava bons resultados na aprendizagem da língua escrita nas séries iniciais. Através desses novos rumos que estão sendo traçados, também se corrigirá uma visão destorcida onde se desconsiderava os conceitos de alfabetização e suas especificidades tidos como tradicionais e ultrapassados, para então promover os conceitos de letramento como uma alternativa mais moderna. Com esta correção então mostraremos que ambos devem fazer parte do mesmo desenvolvimento, um em decorrência do outro, e com estas práticas alcançaremos os melhores resultados na educação, preparando eficazmente os cidadãos para os desafios da vida social. Reinventando a alfabetização ATIVIDADE Realizar o teste dos níveis da escrita com uma criança;
  • 8. - Escrever um texto reflexivo sobre a tarefa dos níveis da escrita;
  • 9. Texto Reflexivo sobre os testes dos níveis da escrita Para realizar a pesquisa sobre a aquisição da escrita e conseguir determinar o nível de conhecimento já adquirido no processo de alfabetização, eu realizei o teste da Psicogênese, com o aluno Iago que estuda no primeiro ano da Escola de Ensino Fundamental Nossa Senhora da Consolação, que esta localizada na localidade de Caçador, zona rural do município de Lagoão. Eu iniciei solicitando a ele que escrevesse seu nome e depois eu disse a ele o nome de quatro animais e pedi que ele escrevesse as quatro palavras que eram respectivamente, Rã (monossílaba), Tatu(dissílaba), Abelha(trissílaba), e Hipopótamo(polissílaba), eu falei lentamente cada uma das palavras para que ele entendesse e ele escreveu desta forma: IAGO, RSOA, TATU, ABELHA, IOPO, depois eu ditei a seguinte frase para que ele escrevesse, o tatu é feio, ele pensou e escreveu desta forma: O TATU ÊU FEIO. Em seguida eu ditei para ele o nome de quatro frutas que eram Maçã, Abacaxi, Figo, Tomate, ele escreveu EATO, ABACAXI, FIEO, TOMATE, e depois eu ditei lentamente a frase, O tomate é bonito, e ele pensou e escreveu: O TETÊ BONITO. Nos testes que realizei com o aluno Iago, observei que ele tem bastante facilidade nos exercícios de escrita, ele prestava muita atenção quando eu ditava a palavra, então pensava bastante tempo depois ele soletrava e ia escrevendo quase sempre certo, nas minhas observações eu conclui que o aluno se destacou bastante apresentando um bom conhecimento, pois a professora que da aula para Iago, falou que ele inda não aprendeu todas as letras do alfabeto, isso indica que ele apresenta um desenvolvimento além das expectativas que se espera para uma criança do primeiro ano. Quando solicitei a ele que fizesse a leitura das palavras, eu pedi a ele que indicasse com o dedo a sílaba que ele estivesse soletrando enquanto ele realizasse a leitura da palavra, com isso observei que onde ele tinha escrito errado ele soletrava exatamente as letras que ele havia escrito, e então ele me explicava que tinha escrito a palavra de maneira errada. Com as observações que pude realizar enquanto fazia o teste eu conclui que o aluno Iago esta entre o nível Silábico-Alfabético, ou seja, onde a criança esta usando o conhecimento já adquirido com as letras e a formação de silabas e associa os fonemas formados para concluir as palavras que correspondem aos objetos citados, e o nível Alfabético, onde a criança já consegue formar as palavras sem muita dificuldade, pois consegue definir que a junção das letras formara as sílabas que corresponderam juntas a palavra, a partir desse momento eles terão alguma dificuldade inicialmente na ortografia.
  • 10. O nível de alfabetização que pude verificar ao desenvolver o teste da psicogênese, apesar do estágio muito inicial que é relativo ao pouco tempo de aprendizagem do aluno, deixa muito evidente que o processo de alfabetização não pode se desenvolver de forma dissociada do letramento, apesar de ambos os processos apresentarem particularidades específicas que os diferenciam. Ao estimular o aluno Iago do primeiro ano a realizar os exercícios do teste, observei que todas as palavras que ele escreveu já eram conhecidas verbalmente, então o processo de representação gráfica, onde o objeto conhecido passa da forma verbal para a escrita, caracteriza o desenvolvimento paralelo do processo de alfabetização ao letramento, caracterizando assim uma aprendizagem ampla e necessária para preparar adequadamente o estudante, ao exercício de funções socialmente relevantes na sociedade. Foto de minha autoria Esses são os testes realizados com o aluno Iago de 6 anos, o da esquerda e relacionado as frutas e o da direita e relacionado aos animais. Níveis da escrita e materiais para o ensino da leitura e da escrita
  • 11. Fórum de interação/comentários sobre o texto: 1º fórum O texto da professora Janaína Lapuente, nos fala, através do relato de sua experiência, a maneira mais correta de nos comportarmos como professores, para alcançarmos bons resultados na aprendizagem, que proporcionamos aos nossos alunos. A algum tempo algumas práticas tradicionalmente usadas nas escolas, estão se mostrando ferramentas incapazes de se alcançar resultados satisfatórios. Nós como educadores, devemos estar preparados para exercer o nosso trabalho de maneira dinâmica, usando novas ferramentas de ensino, tendo novas ideias e novas iniciativas, e com isso estaremos acompanhando as mudanças que constantemente ocorrem no mundo. É importante salientar, que para evoluir não devemos romper totalmente com práticas adotadas que se mostram eficientes, mas sim avançar com responsabilidade de quem esta preparando pessoas para enfrentar os desafios mais diversos que a vida oferece. Pensando sobre os níveis e atividades de alfabetização na sala de aula Participação no fórum O texto estudado na aula presencial, nos proporcionou uma importante reflexão sobre as práticas pedagógicas, que são empregadas no nosso dia a dia em sala de aula, nos apresentou muitas possibilidades para
  • 12. desenvolver os conteúdos relacionados ao processo de Alfabetização. Como foi mencionado pela professora Daiana, é importante o planejamento prévio das ações, que realizaremos em sala de aula, mas os nossos conteúdos estudados, nos mostram que é ainda mais importante um dinamismo, para proporcionarmos um bom nível de aprendizagem aos nossos alunos. ATIVIDADE Planejamento de uma aula (atividade em grupo na aula presencial). Plano de Aula Período __30___ / ___10____ / __2015_____. Cidade: Sobradinho – RS Acadêmicas: Alene Gonçalves e Jésica Ribeiro Escola: Adolpho Sebastiany Ano/Série: _3º Série Conteúdo: Histórias; Interpretação; Narrativa; Habilidade de leitura Objetivos Gerais: Identificar os diferentes tipos de histórias; Ampliação de conhecimento e letramento; Desenvolver o gosto pela leitura; Leitura Oral e Escrita. Objetivos Específicos: Incentivar a leitura e a escrita; Incentivar a compreensão, participação e imaginação do educando; Proporcionar situações de compartilhamento e trabalhos em grupo. Procedimentos Metodológicos: Roda de conversa; Leitura da História pela professora do Conto: O ratinho do Campo e o Ratinho da Cidade. Após o conto da história, questionamento aos alunos o que eles mudariam na história qual seria o final da história na versão deles e por quê? Após o parecer de cada um deles, formação de grupos para que eles do seu jeito reescrevessem a história e ao mesmo tempo a representasse em forma de teatro. Recursos: Biblioteca;
  • 13. Livros de Histórias infantis; Sala de aula ou um diretório para o teatro. Anexos: Site:http://historiasinfantilparacriancas.blogspot.com.br/2012/06/o-ratinho- da-cidade-e-o-ratinhodo.html data: 14/05/2015 hora: 21:30 Site:http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formador-criancas-pequenas- 422947.shtml FROEBEL, Friedrich o formador das crianças pequenas Publicado em Especial Grandes Pensadores, OUTUBRO 2008. Acesso data:14/05/2015 Observações: No final serão avaliadas suas participações, desenvoltura, envolvimento e preparo. Citação: Segundo a teoria de Froebel, as brincadeiras são o primeiro recurso no caminho da aprendizagem. Não é apenas, diversão, mas um modo de criar representação do mundo concreto com a finalidade de entendê-lo. Atividade presencial ATIVIDADE Avaliação presencial no polo *Como os conceitos de alfabetização e letramento desenvolvidos ao logo do eixo contribuíram para o meu entendimento da tarefa de alfabetizar crianças? Os professores alfabetizadores tem um grande desafio que é alfabetizar crianças sabendo que se fracassarem nessa primeira etapa escolar podem ter um processo educacional comprometido, o que pode também tornar futuramente estas crianças leitores escritores com mais dificuldades de escrever e ler. No entanto para alfabetizar uma criança temos que ter o cuidado desde o primeiro contato dela com a escrita, fazendo com que ela entenda que
  • 14. escrever não é a mesma coisa que desenhar, pode se unir o desenho com a escrita, mas nunca utilizar somente o desenho como uma forma de mostrar isso, faz-se necessário construir com os alunos dinâmicas variadas, materiais pedagógicos também , como cartazes com letras, sílabas, cartazes relacionando a letra com um desenho dentre outros recursos. Vê-se então que para alfabetizar uma criança é preciso propor e dispor a ela que aprenda a ler e a escrever levando a convivência cotidiana como pratica real de leitura e de escrita. Diante disso posso pontuar que pelos conceitos que construí acerca de alfabetização e letramento afirmam que, um método que contribui bastante para a aquisição da leitura e escrita é o fônico, por possibilitar que a criança aprenda com facilidade. Assim numa prática pedagógica onde o educador colocar uma diversidade de material disponível na sala para que os alunos visualizem, interagem, experienciando, memorizando e explorando método fônico com toda certeza levará a criança ao sucesso no processo de aquisição e construção da alfabetização e por fim do letramento. Deste modo podemos conceber o conceito de alfabetização como o que pode ser realizada de maneira simples e direta, onde o estudante é submetido aos conhecimentos do professor, sem que sejam considerados os conhecimentos do mundo que ele já possua, desta forma o educando é passivamente submetido a uma aprendizagem de repetições, onde simplesmente se decora as sílabas e as palavras. Esta concepção de alfabetização é a muito tempo utilizada e por isso se define como tradicional, esta concepção de alfabetização é também conhecida como bancária, ou seja onde o educando somente recebe os conhecimentos que o professor possui e a ele transmite, este educando é tratado como um simples arquivo que esta vazio e deve receber conteúdos. Por outro lado o conceito de letramento pode ser iniciado antes mesmo de a criança ser alfabetizada, uma vez que ela absorva conhecimentos do seu cotidiano diário, este letramento nada mais é do que a pessoa fazer uma leitura do mundo, posteriormente com a aquisição da alfabetização este horizonte de conhecimentos ultrapassara barreiras sociais, que no letramento mais tradicional pressupõe que pessoas socialmente menos favorecidas não poderiam adquirir um conhecimento e consequente letramento. Nas concepções Freireanas, a alfabetização e o letramento devem estar diretamente associados na educação, de maneira moderna, rompendo com suas concepções tradicionais e assim tornando-se ferramentas importantes na transformação do ser humano e seu cotidiano e consequentemente, transformações na sociedade. Portanto diante dos conceitos acima citados fica claro que o processo de alfabetização e letramento possuem conceptualização específicas, porém ambos são indissociáveis, se complementam e através desses novos rumos que estão sendo traçados, também se corrigirá uma visão destorcida onde se desconsiderava os conceitos de alfabetização e suas especificidades tidos como tradicionais e ultrapassados, para então promover os conceitos de letramento como uma alternativa mais moderna. Com esta correção então mostraremos que ambos devem fazer parte do mesmo desenvolvimento, um em decorrência do outro, e com estas práticas
  • 15. alcançaremos os melhores resultados na educação, preparando eficazmente os cidadãos para os desafios da vida social. ATIVIDADE FINAL Fazer um portfólio digital A turma construiu um texto coletivo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS: Esses são link: http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Formacao/Alfabetizacao_letramento_Livro.pdf http://www.editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/Trabalho_Comunicacao_oral_i dinscrito__0721f167b554939018b948ecd8443cdf.pdfv http://www.letramento.iel.unicamp.br/publicacoes/artigos/Letramento_AngelaKleiman.pd f SOARES, Magda. Letramento e Alfabetização: as muitas facetas. Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita LAPUENTE, Maria das Graças. Os níveis de conceitualização da escrita. Emília Ferreiro e Ana Teberosky (1986). SOARES, Magda. A Reinvenção da Alfabetização. Professora emérita da UFMG.