A HOMENAGEM REVERENCIAL A DEUS PAI - A ADORAÇÃO A DEUS

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Amados irmãos e irmãs, estudantes do Livro de Urântia, recebam uma saudação cordial e fraterna. Nessa ocasião apresentaremos algumas realidades relativas à adoração divina, a adoração a Deus Pai. Esses são ensinamentos dos Reveladores e Cristo Miguel-Jesus, que correspondem à Revelação da Verdade que hoje está nas nossas mãos. Incluiremos também uma composição poética espiritual, com a intenção de ajudar a melhorar a nossa atitude de aproximação ao Pai divino e de que nos motive e inspire alegria, amor, confiança e devoção, ao realizar a nossa prática de adoração a Deus Pai, na qual contemplamos o espírito divino que reside na nossa mente humana, o Ajustador do Pensamento, a presença divina do Pai Universal.

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A HOMENAGEM REVERENCIAL A DEUS PAI - A ADORAÇÃO A DEUS

  1. 1. A HOMENAGEM REVERENCIAL A DEUS PAI - A ADORAÇÃO A DEUS - Amados irmãos e irmãs, estudantes do Livro de Urântia, recebam uma saudação cordial e fraterna. Nessa ocasião apresentaremos algumas realidades relativas à adoração divina, a adoração a Deus Pai. Esses são ensinamentos dos Reveladores e Cristo Miguel- Jesus, que correspondem à Revelação da Verdade que hoje está nas nossas mãos. Incluiremos também uma composição poética espiritual, com a intenção de ajudar a melhorar a nossa atitude de aproximação ao Pai divino e de que nos motive e inspire alegria, amor, confiança e devoção, ao realizar a nossa prática de adoração a Deus Pai, na qual contemplamos o espírito divino que reside na nossa mente humana, o Ajustador do Pensamento, a presença divina do Pai Universal.
  2. 2. Consideremos algumas realidades e benefícios da prece que antecede à adoração a Deus, pois a prece favorece o culto a Deus Pai. A PRECE, UMA BASE PARA A ADORAÇÃO GENUÍNA Os ensinamentos de Jesus, em Jotapata, a respeito da prece, da ação de graças e da adoração, são para todos os homens, de hoje e de sempre. 1638.1
  3. 3. Lembremos que, na prece, pedimos a Deus a abundância das dádivas do espírito e o que necessitamos no sentido espiritual; na adoração recebemos de Deus aquilo que Ele preparou para nós. Lembremos: “Pedi e vos será dado; buscai e encontrareis.” 1639.5, 1619.1
  4. 4. A prece é parte da experiência religiosa, ela enriquece a nossa vida, e a adoração ilumina o nosso destino. Jesus deseja que utilizemos a prece como um meio de nos elevar à verdadeira adoração. 1123.5, 1640.4
  5. 5. A prece, e a adoração associada a ela, é uma técnica espiritual para nos distanciar, por um tempo, das atividades da vida diária, é uma via para nos aproximar da autorrealização espiritualizada e para alcançar a individualidade intelectual e religiosa. 1621.4
  6. 6. A prece é o olhar sincero e anelante do filho, dirigido a Deus; é um processo psicológico de trocar a nossa vontade humana pela vontade divina, e para transformar o que somos, no que devemos ser. 1621.8
  7. 7. A prece é uma ajuda benéfica para a nossa alma em crescimento. Quando oramos, pedimos pelos outros e por nós, lembramos a nós próprios por meio dos nossos pensamentos. Na adoração a Deus esquecemos a nós próprios, porque vamos além do pensamento, transcendemos o pensamento, isso é o suprapensamento. 1621.5, 1616.9
  8. 8. A prece é a expressão pessoal e espontânea da nossa alma para com o nosso espírito divino, para com Deus. A melhor prece, a prece ideal, é uma forma de comunhão espiritual que conduz à adoração inteligente a Deus. Realizamos uma verdadeira prece quando sinceramente nos elevamos em direção ao céu para alcançar os nossos ideais. A prece é em verdade o impulso da nossa alma e o impulso da vida do espírito na nossa civilização humana e material. 1618.6, 1619.1, 1621.6
  9. 9. Aproximamo-nos melhor à zona de contato o nosso Ajustador do Pensamento por meio de uma vida em fé viva, da oração sincera, inteligente e altruísta, e da adoração sincera a Deus Pai. O nível mais elevado da nossa mente é a supraconsciência; esse nível é a zona de contato com o Ajustador do Pensamento. 1099.4, 5; 1203.3
  10. 10. Jesus nos diz que a prece nos ajuda muito a expandir a própria capacidade para receber a presença do espírito divino, isso significa comungar com Deus e receber as qualidades divinas. Jesus nos exorta a orar com sinceridade, de todo o coração, e inteligente, honesta e constantemente. A prece expande a capacidade de receptividade espiritual da nossa alma. 1640.3, 1621.1
  11. 11. Jesus nos ensina que a prece de fé nos conduz à comunhão da verdadeira adoração. E que a capacidade da nossa alma para receber o espírito determinará a quantidade de bênçãos celestes, ou qualidades divinas, que podem ser pessoalmente apropriadas como resposta à prece. 1621.3
  12. 12. Podemos dizer que, por meio da prece, recarregamos as baterias espirituais da alma, e que, por meio da adoração, sintonizamos a nossa alma para receber ou captar as transmissões universais do espírito infinito do Pai Universal. Quando a nossa prece é genuína e sincera, obtemos crescimento espiritual e, desse modo, modificamos as nossas atitudes perante a vida e os nossos semelhantes.
  13. 13. A prece produz uma grande satisfação na nossa alma e mente, que provém da comunhão com a nossa divindade interior; é uma manifestação espontânea da consciência de Deus em nós. O Senhor enriquece a nossa alma e mente com as suas bondades divinas, pelo nosso amor sincero a Ele, pois Ele sabe que desejamos viver uma vida em retidão, guiados e ensinados por Ele. 1621.7, 1002.2
  14. 14. Quando nos apresentamos perante o Senhor com fé, sinceridade e amor, para orar e adorar a Ele, então se abre o terminal humano da comunicação entre Deus e nós; quando isso acontece, nós disponibilizamos imediatamente a corrente sempre fluente do ministério divino do Pai Eterno para todas as suas criaturas que evolucionam nos mundos do universo. 1638.4
  15. 15. Na realidade, as palavras da prece são irrelevantes. O valor das palavras de uma prece é puramente autossugestivo. Em verdade, Deus responde à atitude da nossa alma, e não às nossas palavras. Para Deus é de maior valor o nosso anseio e intenção sincera de nos aproximar dele, confiando Nele com amor, do que mil palavras.
  16. 16. Jesus nos aconselha a não orar ao Pai apenas quando estivermos em dificuldades ou doentes, pois essa prática é imprudente e enganosa. Que oremos ao Pai mesmo quando tudo vai bem com a nossa alma. Oramos para conhecer qual é a vontade do Pai que está no céu. 1640.1
  17. 17. Por meio das realidades da prece podemos apreciar a sua importância e necessidade, por que ela nos ajuda a elevar o nosso ânimo espiritual e humano até a experiência genuína da adoração a Deus, a comunhão real com o seu espírito divino.
  18. 18. SOBRE A ADORAÇÃO Um Aperfeiçoador da Sabedoria nos diz que a adoração é o privilégio mais elevado e o dever primordial de todas as inteligências criadas. A adoração é o ato de reconhecimento e admissão da verdade e do fato das relações íntimas e pessoais dos Criadores com as suas criaturas. 303.5. Sendo filhos do Pai Universal, adorá-lo é o nosso dever principal.
  19. 19. Sempre e durante todas as épocas, a verdadeira adoração de qualquer ser humano (no que concerne ao seu progresso espiritual individual) é reconhecida pelo Ajustador residente como uma homenagem feita ao Pai no céu. (Jesus) 1598.9
  20. 20. A adoração implica a mobilização de todos os poderes da nossa personalidade, sob o domínio da alma e sujeita à condução do Ajustador do Pensamento.
  21. 21. Um Censor Universal proveniente de Uversa diz: Nós adoramos a Deus, primeiro porque Ele É, depois porque ELE É EM NÓS e, finalmente, porque NÓS SOMOS NELE. 196.10
  22. 22. A experiência da adoração consiste no esforço sublime do nosso Ajustador prometido, para comunicar ao Pai celeste os anelos e as aspirações da nossa alma. 66.4
  23. 23. A prece incorpora um interesse pessoal da nossa parte, essa é a diferença entre a adoração e a prece, pois a verdadeira adoração não contém nenhum pedido para nós, não há nenhum interesse pessoal; nós adoramos o Pai divino pelo que compreendemos que Ele É. Na adoração nada pedimos e nada esperamos para nós, os adoradores.
  24. 24. Nós não adoramos o Pai esperando poder obter alguma coisa de tal veneração ou culto à sua Pessoa. Prestamos essa devoção e nos dedicamos a adorar a Deus como uma reação espontânea e natural ao reconhecer a sua personalidade incomparável, a sua natureza amável e os seus atributos admiráveis. No momento em que o elemento do interesse próprio (algum pedido) se introduz na adoração, a devoção passa da adoração para a prece. 65.5, 6
  25. 25. A adoração é o ato de consentimento da nossa mente ao anelo da nossa alma, que está em crescimento, de comunicar-se com Deus Pai sob a guia do Espírito Ajustador associado, como filhos do Pai Universal pela fé. Em outras palavras: a mente consente em adorar; a alma almeja e inicia a adoração, e a centelha divina, o Ajustador, conduz a adoração em nome da mente e da alma. A verdadeira adoração é uma experiência realizada em quatro níveis: o intelectual, o moroncial, o espiritual e o pessoal, isto é, a consciência da mente, da alma, do espírito, e a sua unificação na nossa personalidade, quando realizamos esse culto a Deus. 66.4
  26. 26. As religiões modernas esqueceram, em grande parte, a comunhão de adoração, que é a fase mais essencial da experiência religiosa, a fase que é divinamente criativa. O revelador nos ensina que os poderes reflexivos da nossa mente são aprofundados e ampliados pela adoração a Deus. Por meio da comunhão com Deus, a nossa alma e mente vão refletindo, com toda a certeza, as qualidades divinas recebidas, a Verdade, a Beleza e a Bondade de Deus, valores que refletimos para a humanidade no serviço altruísta, no amor divino, na bondade, na compreensão, na tolerância, etc. 1123.5
  27. 27. A adoração é o âmbito da experiência religiosa pessoal, da experiência espiritual com Deus. Essa experiência religiosa pessoal consiste em duas fases de manifestação. Na primeira fase descobrimos o Ajustador do Pensamento na nossa mente, e na segunda fase o Ajustador do Pensamento se revela em nós, deixando uma marca indelével na nossa alma. 192.4, 2095.1
  28. 28. A religião, na nossa experiência pessoal, revela- nos um Pai que é AMOR, um Deus a ser AMADO e ADORADO. Um Deus de adoração que exige fidelidade total ou nada. A nossa relação de fé com o nosso Pai Criador é uma experiência viva e dinâmica que não está sujeita a uma definição precisa. A nossa fé genuína em Deus Pai transformará a nossa ideia de Deus em um Deus ideal e verdadeiro, na nossa experiência espiritual religiosa.
  29. 29. Tornamo-nos realmente cônscios de Deus unicamente por meio da fé, por meio da nossa experiência pessoal com Ele. Devemos ter fé em nós próprios, em que podemos realizar essa experiência com o nosso Pai. Na verdade, comungar com Deus na intimidade, por meio da prece e da adoração, é algo simples, fácil, distendido e prazeroso, que nos proporciona paz, felicidade e satisfação para a nossa alma e mente, as quais se vivificam e iluminam. 1124.2, 3, 5, 6, 7
  30. 30. Com o uso da nossa mente podemos pensar em Deus, falar dele e da sua existência, mas quando a nossa mente e alma se unem por meio de uma fé viva em Deus, e adoramos a Deus por meio das realidades da experiência religiosa pessoal, então podemos conhecer Deus, pois nosso Pai se revela infalivelmente a todos os seus filhos pela fé, aos sinceros, aos que o amam e acreditam nele, que o buscam e adoram de todo o coração. Por meio da realidade da experiência religiosa pessoal, contatamos realmente ao nosso Deus interior em um estado superior de consciência que está além do estado de consciência de vigília, um estado de consciência que está além da nossa simples consciência intelectual: a supraconsciência. 1856.2
  31. 31. O Ajustador comunica-se conosco, indiretamente e sem ser reconhecido por nós, durante as experiências sublimes do contato adorador da nossa mente com o espírito, na supraconsciência. Realizamos contato com Deus por meio da experiência de conhecê-lo, adorá-lo e compreender que somos seus filhos. Não devemos considerar a verdadeira adoração religiosa a Deus como um monólogo fútil de autoenganação, por que a adoração é uma comunhão pessoal com o que é divinamente real, com aquilo que é a origem mesma da realidade universal: DEUS, o Altíssimo Pai que reside no Paraíso e na mente de cada um de nós. Por intermédio da adoração, aspiramos a ser melhores, e por meio dela finalmente alcançamos o melhor, a realidade divina que é DEUS. 1203:3; 2095: 5,6
  32. 32. Deus não faz contato conosco por meio dos nossos sentimentos ou emoções, mas sim no âmbito do pensamento mais elevado e mais espiritualizado. São os nossos pensamentos que nos conduzem a Deus. A religião progride em nós por meio da fé e do discernimento. 1104.6. 1105.1
  33. 33. A adoração vem depois da prece, e a realizamos dirigindo ou colocando a atenção da nossa mente em Deus, na centelha divina, fechando os olhos, sem realizar nenhum esforço, isto é, venerando serenamente a Presença de Deus, sem gerar pensamentos. Isso produz um verdadeiro repouso para a nossa alma e mente, uma forma de exercício espiritual repousante.
  34. 34. Observação: se surgirem pensamentos, não nos preocupamos, não os alimentamos, deixamos que desapareçam e continuamos centrando a atenção devota em Deus. Com a prática diária alcançaremos uma maior paz mental, teremos menos pensamentos. Tudo isso é normal no começo, mas com o passar do tempo conseguiremos disciplinar a mente e centrar mais a nossa atenção em Deus. Ao realizar a prática da adoração com fé, amor e devoção a Deus entraremos em contato com Deus, apesar da falta de prática da nossa mente.
  35. 35. O Pai sabe que somos inexperientes, que estamos aprendendo a arte de adorar. Ele nos compreende e nos recebe de bom grado, por que nos ama infinitamente, apreciando a nossa atenção e esforço. Não devemos temer nada, confiemos em Deus, com Ele estamos seguros. Na prática da adoração transcendemos o pensamento, surge a plenitude e aparece a felicidade. Na medida do avanço da adoração a Deus, e com ele, a ação da adoração torna-se crescentemente todo-abrangente, até que, finalmente, atinge a glória do deleite experiencial mais elevado e do prazer mais excelso conhecido pelos filhos de Deus. A prática leva à perfeição. 1616: 5, 9; 303:5.
  36. 36. Jesus ensinou aos seus seguidores, e a nós, que, após fazermos as nossas preces, deveríamos permanecer durante um tempo em receptividade silenciosa (adoração- ausência de pensamentos) para dar ao nosso Ajustador interior a melhor oportunidade de falar à alma nossa atenta. O espírito do Pai fala melhor a nós quando a nossa mente está em uma atitude de verdadeira adoração.
  37. 37. Nós adoramos a Deus com a ajuda do Ajustador do Pensamento e pela iluminação da nossa mente, por meio do ministério do Espírito da Verdade. A adoração, ensina-nos Jesus, torna-nos cada vez mais semelhantes ao ser que estamos adorando; isto é, assemelhamo-nos a Deus, pois é a Ele que adoramos. A adoração é uma experiência interior que nos transforma espiritualmente de um modo gradual, e desse modo aqueles que adoramos a Deus aproximamo-nos gradualmente a Ele, e finalmente o alcançamos. 1641.1
  38. 38. Observação: A religião do espírito deve trabalhar sob uma necessidade paradoxal: a necessidade de fazer uso efetivo do pensamento, para a sua compreensão e discernimento, ao mesmo tempo em que descarta a utilidade espiritual de todo pensamento, durante a adoração a Deus ou receptividade silenciosa, na qual nada pedimos a Deus e nada esperamos receber. Aprendamos a exercitar a presença de Deus (adoração) com fé, devoção, amor e paciência. Assim Ele se revelará na nossa alma, iluminando cada vez mais a nossa mente. Esse é o caminho para a autorrealização espiritual da nossa personalidade. 1121.3
  39. 39. A contemplação (veneração) do espiritual, a nossa adoração a Deus, deve alternar-se com o nosso serviço à sociedade, que representa o nosso contato com a realidade material na qual vivemos. Cristo Miguel-Jesus aconselha-nos que as tensões da vida diária deveriam ser relaxadas pelo repouso da adoração. Que as sensações de insegurança que advêm do medo do isolamento da nossa personalidade no universo, deveriam receber o antídoto da contemplação do Pai, pela fé viva, como a fé de uma criança pequena que crê e confia no seu Pai. 1616.5
  40. 40. A verdadeira religião surge ao decidir que a nossa alma estabeleça uma relação consciente, íntima, voluntária e pessoal com a nossa centelha divina, vinculando- nos voluntariamente, pela fé, com o nosso Ajustador divino que reside na nossa mente e alma. Essa experiência pessoal vai além do puramente intelectual. 1616.4
  41. 41. A religião da experiência pessoal leva-nos a descobrir, na nossa intimidade com Deus, ideais novos e superiores que vão além das normas éticas e morais conhecidas, obtendo sabedoria e verdadeiras realizações espirituais. Na busca interna de Deus, ele nos dá as realidades divinas. Assim, na intimidade com o nosso Pai, descobrimos novos valores e significados divinos, que permanecem como uma riqueza viva na nossa alma e mente.
  42. 42. A religião consiste em experienciar o espírito ou a divindade na nossa própria consciência moral evolucionária. Podemos experienciar ou vivenciar realmente a presença de Deus na nossa própria consciência nessa vida, decidindo realizar um esforço consciente para alcançar esse objetivo, dedicando a cada dia um tempo para o nosso Senhor, para amá-lo, adorá-lo e agradecer as suas bênçãos.
  43. 43. Disse Jesus em Jotapata: Entregai o vosso caminho ao Senhor, confiai nele, e Ele agirá. Pois o Senhor ouve o clamor do necessitado, e Ele considerará a prece do desamparado. 1639.4
  44. 44. O nosso amado Pai Criador Cristo Miguel- Jesus nos diz que a adoração ao Pai eterno é o ato de uma parte identificando-se com o Todo; o que é finito com o que é Infinito; o filho humano com o seu Pai divino; o tempo no ato de dar um passo com o que é eterno. A adoração é o ato da comunhão pessoal do filho humano com o seu Pai divino, a assunção de atitudes reanimadoras, criativas, fraternais e românticas, por parte da alma humana e do espírito divino. 1616.10
  45. 45. Amados irmãos e irmãs, quando no Livro de Urântia os reveladores e Cristo Miguel- Jesus falam de adoração - contemplação do espiritual - prestar culto a Deus- receptividade silenciosa – veneração - relaxamento da adoração -, devemos compreender que eles estão se referindo ao mesmo conceito ou atividade: A adoração ao Pai Divino, a adoração a Deus.
  46. 46. UMA RECOMENDAÇÃO: Realizemos a prática da meditação espiritual (oração-adoração a Deus) antes de comer ou três horas depois de comer. Meditar com o estômago vazio é o melhor para sentirmos cómodos, por que durante a meditação diminui o fluxo sanguíneo, afetando a digestão. É importante considerarmos essa recomendação para estar cômodos e em paz durante a nossa prática espiritual com Deus.
  47. 47. Amados irmãos e irmãs, considerando e aplicando os ensinamentos revelados: A Religião do Espírito, o Evangelho do Reino, a Verdadeira Adoração, a Realidade da Experiência Religiosa, permiti-me realizar, com profundo respeito por Deus Pai, por Cristo Miguel-Jesus e por todos vocês, uma composição poética espiritual na qual imaginariamente nosso Pai divino nos fala e guia amorosamente para a realização da adoração, com o desejo de que essas palavras nos ofereçam inspiração, devoção, alegria, força e confiança para realizar a nossa prática da comunhão adoradora, na qual nos inclinamos perante Deus Pai com respeito, amor, devoção e gratidão. Essa composição espiritual está baseada nas realidades da verdade revelada no Livro de Urântia. Com o desejo de ajudar, com amor e respeito entrego essa composição poética ao nosso Pai divino, a Cristo Miguel-Jesus e a todos vocês, meus amados irmãos e irmãs.
  48. 48. A HOMENAGEM AO PAI NO CÉU A ADORAÇÃO Amado filho, amada filha: Ao fechar os teus olhos para vir a Mim, Para dar teu amor e homenagem a Mim, Dá a atenção da tua mente a Mim, Deposita toda a tua fé em Mim
  49. 49. Dá toda a tua sinceridade a Mim, Dá toda a tua devoção a Mim, Dá tudo isso a Mim, Confiando sempre em Mim.
  50. 50. Perseverando pacientemente em Mim, A tua fé e vontade te conduzirão a Mim, A tua adoração será por amor de Mim, Na qual a tua alma ouve a Mim.
  51. 51. Assim, a tua mente repousará por amor de Mim, Adoração e comunhão será, por teu amor e o Meu. Tudo quanto me deres, Eu te devolverei aumentado.
  52. 52. Se depositares a tua fé a cada dia em Mim, Se perseverares em Mim, sempre me encontrarás, Sempre estarei contigo e tu em Mim, Dualidade e unidade pelo teu amor por Mim, E pelo meu amor por ti.
  53. 53. Pela tua adoração a Mim, Com a tua devoção dedicada a Mim, Caminharei ao teu lado Com todo o meu amor por ti, Abençoando-te eternamente, Amado filho, amada filha.
  54. 54. COMENTÁRIO FINAL Essas são as realidades que os reveladores e Cristo Miguel-Jesus nos revelaram para nos ajudar a ascender até o Paraíso, a morada do Pai Universal. Como crentes no Evangelho do Reino de Jesus, deveríamos nos esforçar para tomar consciência dessas realidades espirituais e nos tornarmos praticantes da religião do espírito, além de continuarmos estudando a revelação de Urântia.
  55. 55. Muito amados irmãos e irmãs, eu penso que deveríamos aprender a fazer a vontade de Deus, aprender a manter o silêncio interior, a ouvir a Deus e a recebê-lo no descanso adorador, para que a nossa alma cresça em espírito e em verdade e se assemelhe ao espírito divino. É a comunhão com Deus que provê a semelhança divina para a nossa alma. Deveríamos procurar, como crentes, que isso aconteça durante a nossa vida humana, com propósitos de sobrevivência. Deus Pai nos deu alma e personalidade, mas estas ainda não são nossas, ainda não nos pertencem; devemos decidir sobreviver e obter realizações espirituais verdadeiras para que a alma e a personalidade sejam nossas por toda a eternidade.
  56. 56. Quando adoramos a Deus de todo o coração, realizamos o mínimo esforço por meio do descanso adorador, e esse ato produz o maior ganho espiritual para a nossa alma e consciência. Quando fazemos o mínimo conseguimos o máximo, isto é, recebemos bênçãos reais de Deus, em abundância. Por meio da adoração ao Pai divino vamos alcançando, passo a passo, o domínio de nós próprios, por que algo maravilhoso acontece quando nos apresentamos perante Ele com a atitude adequada, a de uma criança pequena que tem fé e confiança no seu Pai.
  57. 57. Quando realizamos a adoração ou contemplação ao nosso Pai divino, devemos lembrar que estamos perante a sua Presença espiritual, que é a Centelha Divina, mas há mais uma coisa muito importante, a presença do Espírito da Verdade e a presença do Espírito Santo se encontram junto de nós, em unidade com a nossa Centelha Divina, e é assim que o nosso espírito interior e o Espírito da Verdade nos conduzem ao conhecimento da Verdade divina, ao mesmo tempo que o Espírito Santo ilumina e santifica a nossa mente humana. Quando adoramos a Deus, realmente nunca estamos sozinhos.
  58. 58. Quando Cristo Miguel-Jesus falou sobre o domínio de nós próprios, ele nos ensinou que, por meio desse novo caminho espiritual, primeiro somos transformados pelo Espírito da Verdade, fortalecendo-se assim a nossa alma pela constante renovação espiritual da nossa mente, e então ficamos dotados do poder de realizar, com segurança e alegria, a misericordiosa, aceitável e perfeita vontade de Deus.
  59. 59. Muito amados irmãos e irmãs, agradeço a atenção dispensada a essa apresentação. Que o Pai divino nos fortaleça e ilumine. Recebam todos um grande abraço fraterno na Luz do Pai Amor. Sinceramente, seu irmão Jaime. FONTE: O LIVRO DE URÂNTIA. www.urantia.org/pt

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