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A HOMENAGEM REVERENCIAL A DEUS PAI
- A ADORAÇÃO A DEUS -
Amados irmãos e irmãs, estudantes do Livro de Urântia, recebam
uma saudação cordial e fraterna. Nessa ocasião apresentaremos
algumas realidades relativas à adoração divina, a adoração a Deus
Pai. Esses são ensinamentos dos Reveladores e Cristo Miguel-
Jesus, que correspondem à Revelação da Verdade que hoje está
nas nossas mãos. Incluiremos também uma composição poética
espiritual, com a intenção de ajudar a melhorar a nossa atitude de
aproximação ao Pai divino e de que nos motive e inspire alegria,
amor, confiança e devoção, ao realizar a nossa prática de
adoração a Deus Pai, na qual contemplamos o espírito divino que
reside na nossa mente humana, o Ajustador do Pensamento, a
presença divina do Pai Universal.
Consideremos algumas realidades e benefícios da
prece que antecede à adoração a Deus, pois a prece
favorece o culto a Deus Pai.
A PRECE, UMA BASE PARA A ADORAÇÃO
GENUÍNA
Os ensinamentos de Jesus, em Jotapata, a respeito da
prece, da ação de graças e da adoração, são para todos
os homens, de hoje e de sempre. 1638.1
Lembremos que, na prece, pedimos a Deus
a abundância das dádivas do espírito e o
que necessitamos no sentido espiritual; na
adoração recebemos de Deus aquilo que
Ele preparou para nós. Lembremos: “Pedi
e vos será dado; buscai e encontrareis.”
1639.5, 1619.1
A prece é parte da experiência religiosa, ela
enriquece a nossa vida, e a adoração
ilumina o nosso destino. Jesus deseja que
utilizemos a prece como um meio de nos
elevar à verdadeira adoração. 1123.5, 1640.4
A prece, e a adoração associada a ela, é uma
técnica espiritual para nos distanciar, por
um tempo, das atividades da vida diária, é
uma via para nos aproximar da
autorrealização espiritualizada e para
alcançar a individualidade intelectual e
religiosa. 1621.4
A prece é o olhar sincero e anelante do
filho, dirigido a Deus; é um processo
psicológico de trocar a nossa vontade
humana pela vontade divina, e para
transformar o que somos, no que
devemos ser. 1621.8
A prece é uma ajuda benéfica para a nossa
alma em crescimento. Quando oramos,
pedimos pelos outros e por nós,
lembramos a nós próprios por meio dos
nossos pensamentos. Na adoração a Deus
esquecemos a nós próprios, porque vamos
além do pensamento, transcendemos o
pensamento, isso é o suprapensamento.
1621.5, 1616.9
A prece é a expressão pessoal e espontânea da
nossa alma para com o nosso espírito divino,
para com Deus. A melhor prece, a prece ideal,
é uma forma de comunhão espiritual que
conduz à adoração inteligente a Deus.
Realizamos uma verdadeira prece quando
sinceramente nos elevamos em direção ao céu
para alcançar os nossos ideais. A prece é em
verdade o impulso da nossa alma e o impulso
da vida do espírito na nossa civilização humana
e material. 1618.6, 1619.1, 1621.6
Aproximamo-nos melhor à zona de
contato o nosso Ajustador do Pensamento
por meio de uma vida em fé viva, da oração
sincera, inteligente e altruísta, e da adoração
sincera a Deus Pai. O nível mais elevado da
nossa mente é a supraconsciência; esse
nível é a zona de contato com o Ajustador
do Pensamento. 1099.4, 5; 1203.3
Jesus nos diz que a prece nos ajuda muito a
expandir a própria capacidade para receber a
presença do espírito divino, isso significa
comungar com Deus e receber as qualidades
divinas. Jesus nos exorta a orar com
sinceridade, de todo o coração, e inteligente,
honesta e constantemente. A prece expande a
capacidade de receptividade espiritual da nossa
alma. 1640.3, 1621.1
Jesus nos ensina que a prece de fé nos
conduz à comunhão da verdadeira
adoração. E que a capacidade da nossa
alma para receber o espírito determinará a
quantidade de bênçãos celestes, ou
qualidades divinas, que podem ser
pessoalmente apropriadas como resposta à
prece. 1621.3
Podemos dizer que, por meio da prece,
recarregamos as baterias espirituais da alma, e
que, por meio da adoração, sintonizamos a
nossa alma para receber ou captar as
transmissões universais do espírito infinito do
Pai Universal. Quando a nossa prece é genuína
e sincera, obtemos crescimento espiritual e,
desse modo, modificamos as nossas atitudes
perante a vida e os nossos semelhantes.
A prece produz uma grande satisfação na nossa
alma e mente, que provém da comunhão com a
nossa divindade interior; é uma manifestação
espontânea da consciência de Deus em nós. O
Senhor enriquece a nossa alma e mente com as
suas bondades divinas, pelo nosso amor sincero
a Ele, pois Ele sabe que desejamos viver uma
vida em retidão, guiados e ensinados por Ele.
1621.7, 1002.2
Quando nos apresentamos perante o Senhor
com fé, sinceridade e amor, para orar e adorar a
Ele, então se abre o terminal humano da
comunicação entre Deus e nós; quando isso
acontece, nós disponibilizamos imediatamente
a corrente sempre fluente do ministério divino
do Pai Eterno para todas as suas criaturas que
evolucionam nos mundos do universo. 1638.4
Na realidade, as palavras da prece são
irrelevantes. O valor das palavras de uma
prece é puramente autossugestivo. Em
verdade, Deus responde à atitude da nossa
alma, e não às nossas palavras. Para Deus é
de maior valor o nosso anseio e intenção
sincera de nos aproximar dele, confiando
Nele com amor, do que mil palavras.
Jesus nos aconselha a não orar ao Pai
apenas quando estivermos em
dificuldades ou doentes, pois essa
prática é imprudente e enganosa. Que
oremos ao Pai mesmo quando tudo vai
bem com a nossa alma. Oramos para
conhecer qual é a vontade do Pai que
está no céu. 1640.1
Por meio das realidades da prece
podemos apreciar a sua importância e
necessidade, por que ela nos ajuda a
elevar o nosso ânimo espiritual e
humano até a experiência genuína da
adoração a Deus, a comunhão real com
o seu espírito divino.
SOBRE A ADORAÇÃO
Um Aperfeiçoador da Sabedoria nos diz
que a adoração é o privilégio mais elevado e
o dever primordial de todas as inteligências
criadas. A adoração é o ato de
reconhecimento e admissão da verdade e do
fato das relações íntimas e pessoais dos
Criadores com as suas criaturas. 303.5.
Sendo filhos do Pai Universal, adorá-lo é o
nosso dever principal.
Sempre e durante todas as épocas, a
verdadeira adoração de qualquer ser
humano (no que concerne ao seu
progresso espiritual individual) é
reconhecida pelo Ajustador residente
como uma homenagem feita ao Pai no
céu. (Jesus) 1598.9
A adoração implica a mobilização de
todos os poderes da nossa
personalidade, sob o domínio da alma
e sujeita à condução do Ajustador do
Pensamento.
Um Censor Universal proveniente de
Uversa diz: Nós adoramos a Deus,
primeiro porque Ele É, depois porque
ELE É EM NÓS e, finalmente, porque
NÓS SOMOS NELE. 196.10
A experiência da adoração consiste no
esforço sublime do nosso Ajustador
prometido, para comunicar ao Pai
celeste os anelos e as aspirações da
nossa alma. 66.4
A prece incorpora um interesse pessoal da
nossa parte, essa é a diferença entre a
adoração e a prece, pois a verdadeira adoração
não contém nenhum pedido para nós, não há
nenhum interesse pessoal; nós adoramos o
Pai divino pelo que compreendemos que Ele
É. Na adoração nada pedimos e nada
esperamos para nós, os adoradores.
Nós não adoramos o Pai esperando poder
obter alguma coisa de tal veneração ou culto à
sua Pessoa. Prestamos essa devoção e nos
dedicamos a adorar a Deus como uma reação
espontânea e natural ao reconhecer a sua
personalidade incomparável, a sua natureza
amável e os seus atributos admiráveis. No
momento em que o elemento do interesse
próprio (algum pedido) se introduz na
adoração, a devoção passa da adoração para a
prece. 65.5, 6
A adoração é o ato de consentimento da nossa
mente ao anelo da nossa alma, que está em
crescimento, de comunicar-se com Deus Pai sob a
guia do Espírito Ajustador associado, como filhos
do Pai Universal pela fé. Em outras palavras: a
mente consente em adorar; a alma almeja e inicia a
adoração, e a centelha divina, o Ajustador, conduz a
adoração em nome da mente e da alma. A
verdadeira adoração é uma experiência realizada em
quatro níveis: o intelectual, o moroncial, o espiritual
e o pessoal, isto é, a consciência da mente, da alma,
do espírito, e a sua unificação na nossa
personalidade, quando realizamos esse culto a Deus.
66.4
As religiões modernas esqueceram, em grande
parte, a comunhão de adoração, que é a fase mais
essencial da experiência religiosa, a fase que é
divinamente criativa. O revelador nos ensina que os
poderes reflexivos da nossa mente são
aprofundados e ampliados pela adoração a Deus.
Por meio da comunhão com Deus, a nossa alma e
mente vão refletindo, com toda a certeza, as
qualidades divinas recebidas, a Verdade, a Beleza e a
Bondade de Deus, valores que refletimos para a
humanidade no serviço altruísta, no amor divino, na
bondade, na compreensão, na tolerância, etc. 1123.5
A adoração é o âmbito da experiência religiosa
pessoal, da experiência espiritual com Deus.
Essa experiência religiosa pessoal consiste em
duas fases de manifestação. Na primeira fase
descobrimos o Ajustador do Pensamento na
nossa mente, e na segunda fase o Ajustador do
Pensamento se revela em nós, deixando uma
marca indelével na nossa alma. 192.4, 2095.1
A religião, na nossa experiência pessoal, revela-
nos um Pai que é AMOR, um Deus a ser
AMADO e ADORADO. Um Deus de adoração
que exige fidelidade total ou nada. A nossa
relação de fé com o nosso Pai Criador é uma
experiência viva e dinâmica que não está sujeita a
uma definição precisa. A nossa fé genuína em
Deus Pai transformará a nossa ideia de Deus em
um Deus ideal e verdadeiro, na nossa experiência
espiritual religiosa.
Tornamo-nos realmente cônscios de Deus
unicamente por meio da fé, por meio da nossa
experiência pessoal com Ele. Devemos ter fé em
nós próprios, em que podemos realizar essa
experiência com o nosso Pai. Na verdade, comungar
com Deus na intimidade, por meio da prece e da
adoração, é algo simples, fácil, distendido e
prazeroso, que nos proporciona paz, felicidade e
satisfação para a nossa alma e mente, as quais se
vivificam e iluminam. 1124.2, 3, 5, 6, 7
Com o uso da nossa mente podemos pensar em Deus,
falar dele e da sua existência, mas quando a nossa mente
e alma se unem por meio de uma fé viva em Deus, e
adoramos a Deus por meio das realidades da
experiência religiosa pessoal, então podemos conhecer
Deus, pois nosso Pai se revela infalivelmente a todos os
seus filhos pela fé, aos sinceros, aos que o amam e
acreditam nele, que o buscam e adoram de todo o
coração. Por meio da realidade da experiência religiosa
pessoal, contatamos realmente ao nosso Deus interior
em um estado superior de consciência que está além do
estado de consciência de vigília, um estado de
consciência que está além da nossa simples consciência
intelectual: a supraconsciência. 1856.2
O Ajustador comunica-se conosco, indiretamente e sem
ser reconhecido por nós, durante as experiências
sublimes do contato adorador da nossa mente com o
espírito, na supraconsciência. Realizamos contato com
Deus por meio da experiência de conhecê-lo, adorá-lo e
compreender que somos seus filhos. Não devemos
considerar a verdadeira adoração religiosa a Deus como
um monólogo fútil de autoenganação, por que a
adoração é uma comunhão pessoal com o que é
divinamente real, com aquilo que é a origem mesma da
realidade universal: DEUS, o Altíssimo Pai que reside
no Paraíso e na mente de cada um de nós. Por
intermédio da adoração, aspiramos a ser melhores, e por
meio dela finalmente alcançamos o melhor, a realidade
divina que é DEUS. 1203:3; 2095: 5,6
Deus não faz contato conosco por meio
dos nossos sentimentos ou emoções, mas
sim no âmbito do pensamento mais
elevado e mais espiritualizado. São os
nossos pensamentos que nos conduzem a
Deus. A religião progride em nós por meio
da fé e do discernimento. 1104.6. 1105.1
A adoração vem depois da prece, e a
realizamos dirigindo ou colocando a atenção da
nossa mente em Deus, na centelha divina,
fechando os olhos, sem realizar nenhum
esforço, isto é, venerando serenamente a
Presença de Deus, sem gerar pensamentos. Isso
produz um verdadeiro repouso para a nossa
alma e mente, uma forma de exercício espiritual
repousante.
Observação: se surgirem pensamentos, não nos
preocupamos, não os alimentamos, deixamos que
desapareçam e continuamos centrando a atenção
devota em Deus. Com a prática diária alcançaremos
uma maior paz mental, teremos menos
pensamentos. Tudo isso é normal no começo, mas
com o passar do tempo conseguiremos disciplinar a
mente e centrar mais a nossa atenção em Deus. Ao
realizar a prática da adoração com fé, amor e
devoção a Deus entraremos em contato com Deus,
apesar da falta de prática da nossa mente.
O Pai sabe que somos inexperientes, que estamos
aprendendo a arte de adorar. Ele nos compreende e
nos recebe de bom grado, por que nos ama
infinitamente, apreciando a nossa atenção e esforço.
Não devemos temer nada, confiemos em Deus,
com Ele estamos seguros. Na prática da adoração
transcendemos o pensamento, surge a plenitude e
aparece a felicidade. Na medida do avanço da
adoração a Deus, e com ele, a ação da adoração
torna-se crescentemente todo-abrangente, até que,
finalmente, atinge a glória do deleite experiencial
mais elevado e do prazer mais excelso conhecido
pelos filhos de Deus. A prática leva à perfeição.
1616: 5, 9; 303:5.
Jesus ensinou aos seus seguidores, e a nós,
que, após fazermos as nossas preces,
deveríamos permanecer durante um tempo
em receptividade silenciosa (adoração-
ausência de pensamentos) para dar ao nosso
Ajustador interior a melhor oportunidade de
falar à alma nossa atenta. O espírito do Pai
fala melhor a nós quando a nossa mente está
em uma atitude de verdadeira adoração.
Nós adoramos a Deus com a ajuda do Ajustador
do Pensamento e pela iluminação da nossa mente,
por meio do ministério do Espírito da Verdade. A
adoração, ensina-nos Jesus, torna-nos cada vez
mais semelhantes ao ser que estamos adorando;
isto é, assemelhamo-nos a Deus, pois é a Ele que
adoramos. A adoração é uma experiência interior
que nos transforma espiritualmente de um modo
gradual, e desse modo aqueles que adoramos a
Deus aproximamo-nos gradualmente a Ele, e
finalmente o alcançamos. 1641.1
Observação: A religião do espírito deve trabalhar
sob uma necessidade paradoxal: a necessidade de
fazer uso efetivo do pensamento, para a sua
compreensão e discernimento, ao mesmo tempo
em que descarta a utilidade espiritual de todo
pensamento, durante a adoração a Deus ou
receptividade silenciosa, na qual nada pedimos a
Deus e nada esperamos receber. Aprendamos a
exercitar a presença de Deus (adoração) com fé,
devoção, amor e paciência. Assim Ele se revelará
na nossa alma, iluminando cada vez mais a nossa
mente. Esse é o caminho para a autorrealização
espiritual da nossa personalidade. 1121.3
A contemplação (veneração) do espiritual, a nossa
adoração a Deus, deve alternar-se com o nosso
serviço à sociedade, que representa o nosso
contato com a realidade material na qual vivemos.
Cristo Miguel-Jesus aconselha-nos que as tensões
da vida diária deveriam ser relaxadas pelo repouso
da adoração. Que as sensações de insegurança que
advêm do medo do isolamento da nossa
personalidade no universo, deveriam receber o
antídoto da contemplação do Pai, pela fé viva,
como a fé de uma criança pequena que crê e
confia no seu Pai. 1616.5
A verdadeira religião surge ao decidir que a
nossa alma estabeleça uma relação
consciente, íntima, voluntária e pessoal
com a nossa centelha divina, vinculando-
nos voluntariamente, pela fé, com o nosso
Ajustador divino que reside na nossa mente
e alma. Essa experiência pessoal vai além
do puramente intelectual. 1616.4
A religião da experiência pessoal leva-nos a
descobrir, na nossa intimidade com Deus,
ideais novos e superiores que vão além das
normas éticas e morais conhecidas, obtendo
sabedoria e verdadeiras realizações espirituais.
Na busca interna de Deus, ele nos dá as
realidades divinas. Assim, na intimidade com o
nosso Pai, descobrimos novos valores e
significados divinos, que permanecem como
uma riqueza viva na nossa alma e mente.
A religião consiste em experienciar o espírito
ou a divindade na nossa própria consciência
moral evolucionária. Podemos experienciar ou
vivenciar realmente a presença de Deus na
nossa própria consciência nessa vida, decidindo
realizar um esforço consciente para alcançar
esse objetivo, dedicando a cada dia um tempo
para o nosso Senhor, para amá-lo, adorá-lo e
agradecer as suas bênçãos.
Disse Jesus em Jotapata: Entregai o vosso
caminho ao Senhor, confiai nele, e Ele
agirá. Pois o Senhor ouve o clamor do
necessitado, e Ele considerará a prece do
desamparado. 1639.4
O nosso amado Pai Criador Cristo Miguel-
Jesus nos diz que a adoração ao Pai eterno é o
ato de uma parte identificando-se com o Todo;
o que é finito com o que é Infinito; o filho
humano com o seu Pai divino; o tempo no ato
de dar um passo com o que é eterno. A
adoração é o ato da comunhão pessoal do filho
humano com o seu Pai divino, a assunção de
atitudes reanimadoras, criativas, fraternais e
românticas, por parte da alma humana e do
espírito divino. 1616.10
Amados irmãos e irmãs, quando no Livro
de Urântia os reveladores e Cristo Miguel-
Jesus falam de adoração - contemplação do
espiritual - prestar culto a Deus-
receptividade silenciosa – veneração -
relaxamento da adoração -, devemos
compreender que eles estão se referindo ao
mesmo conceito ou atividade: A adoração
ao Pai Divino, a adoração a Deus.
UMA RECOMENDAÇÃO:
Realizemos a prática da meditação espiritual
(oração-adoração a Deus) antes de comer ou
três horas depois de comer. Meditar com o
estômago vazio é o melhor para sentirmos
cómodos, por que durante a meditação diminui
o fluxo sanguíneo, afetando a digestão. É
importante considerarmos essa recomendação
para estar cômodos e em paz durante a nossa
prática espiritual com Deus.
Amados irmãos e irmãs, considerando e aplicando os
ensinamentos revelados: A Religião do Espírito, o Evangelho
do Reino, a Verdadeira Adoração, a Realidade da Experiência
Religiosa, permiti-me realizar, com profundo respeito por
Deus Pai, por Cristo Miguel-Jesus e por todos vocês, uma
composição poética espiritual na qual imaginariamente nosso
Pai divino nos fala e guia amorosamente para a realização da
adoração, com o desejo de que essas palavras nos ofereçam
inspiração, devoção, alegria, força e confiança para realizar a
nossa prática da comunhão adoradora, na qual nos inclinamos
perante Deus Pai com respeito, amor, devoção e gratidão. Essa
composição espiritual está baseada nas realidades da verdade
revelada no Livro de Urântia. Com o desejo de ajudar, com
amor e respeito entrego essa composição poética ao nosso Pai
divino, a Cristo Miguel-Jesus e a todos vocês, meus amados
irmãos e irmãs.
A HOMENAGEM AO PAI NO CÉU
A ADORAÇÃO
Amado filho, amada filha:
Ao fechar os teus olhos para vir a Mim,
Para dar teu amor e homenagem a Mim,
Dá a atenção da tua mente a Mim,
Deposita toda a tua fé em Mim
Dá toda a tua sinceridade a Mim,
Dá toda a tua devoção a Mim,
Dá tudo isso a Mim,
Confiando sempre em Mim.
Perseverando pacientemente em Mim,
A tua fé e vontade te conduzirão a
Mim,
A tua adoração será por amor de Mim,
Na qual a tua alma ouve a Mim.
Assim, a tua mente repousará por amor de Mim,
Adoração e comunhão será, por teu amor e o Meu.
Tudo quanto me deres, Eu te devolverei aumentado.
Se depositares a tua fé a cada dia em Mim,
Se perseverares em Mim, sempre me encontrarás,
Sempre estarei contigo e tu em Mim,
Dualidade e unidade pelo teu amor por Mim,
E pelo meu amor por ti.
Pela tua adoração a Mim,
Com a tua devoção dedicada a Mim,
Caminharei ao teu lado
Com todo o meu amor por ti,
Abençoando-te eternamente,
Amado filho, amada filha.
COMENTÁRIO FINAL
Essas são as realidades que os reveladores e
Cristo Miguel-Jesus nos revelaram para nos
ajudar a ascender até o Paraíso, a morada do Pai
Universal. Como crentes no Evangelho do
Reino de Jesus, deveríamos nos esforçar para
tomar consciência dessas realidades espirituais e
nos tornarmos praticantes da religião do
espírito, além de continuarmos estudando a
revelação de Urântia.
Muito amados irmãos e irmãs, eu penso que deveríamos
aprender a fazer a vontade de Deus, aprender a manter o
silêncio interior, a ouvir a Deus e a recebê-lo no
descanso adorador, para que a nossa alma cresça em
espírito e em verdade e se assemelhe ao espírito divino. É
a comunhão com Deus que provê a semelhança divina
para a nossa alma. Deveríamos procurar, como crentes,
que isso aconteça durante a nossa vida humana, com
propósitos de sobrevivência. Deus Pai nos deu alma e
personalidade, mas estas ainda não são nossas, ainda não
nos pertencem; devemos decidir sobreviver e obter
realizações espirituais verdadeiras para que a alma e a
personalidade sejam nossas por toda a eternidade.
Quando adoramos a Deus de todo o coração,
realizamos o mínimo esforço por meio do
descanso adorador, e esse ato produz o maior
ganho espiritual para a nossa alma e consciência.
Quando fazemos o mínimo conseguimos o
máximo, isto é, recebemos bênçãos reais de Deus,
em abundância. Por meio da adoração ao Pai
divino vamos alcançando, passo a passo, o domínio
de nós próprios, por que algo maravilhoso
acontece quando nos apresentamos perante Ele
com a atitude adequada, a de uma criança pequena
que tem fé e confiança no seu Pai.
Quando realizamos a adoração ou contemplação ao
nosso Pai divino, devemos lembrar que estamos
perante a sua Presença espiritual, que é a Centelha
Divina, mas há mais uma coisa muito importante, a
presença do Espírito da Verdade e a presença do
Espírito Santo se encontram junto de nós, em
unidade com a nossa Centelha Divina, e é assim
que o nosso espírito interior e o Espírito da
Verdade nos conduzem ao conhecimento da
Verdade divina, ao mesmo tempo que o Espírito
Santo ilumina e santifica a nossa mente humana.
Quando adoramos a Deus, realmente nunca
estamos sozinhos.
Quando Cristo Miguel-Jesus falou sobre o
domínio de nós próprios, ele nos ensinou que,
por meio desse novo caminho espiritual,
primeiro somos transformados pelo Espírito da
Verdade, fortalecendo-se assim a nossa alma
pela constante renovação espiritual da nossa
mente, e então ficamos dotados do poder de
realizar, com segurança e alegria, a
misericordiosa, aceitável e perfeita vontade de
Deus.
Muito amados irmãos e irmãs, agradeço a
atenção dispensada a essa apresentação. Que o
Pai divino nos fortaleça e ilumine. Recebam
todos um grande abraço fraterno na Luz do Pai
Amor. Sinceramente, seu irmão Jaime.
FONTE: O LIVRO DE URÂNTIA.
www.urantia.org/pt

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A HOMENAGEM REVERENCIAL A DEUS PAI - A ADORAÇÃO A DEUS

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  • 3. A HOMENAGEM REVERENCIAL A DEUS PAI - A ADORAÇÃO A DEUS - Amados irmãos e irmãs, estudantes do Livro de Urântia, recebam uma saudação cordial e fraterna. Nessa ocasião apresentaremos algumas realidades relativas à adoração divina, a adoração a Deus Pai. Esses são ensinamentos dos Reveladores e Cristo Miguel- Jesus, que correspondem à Revelação da Verdade que hoje está nas nossas mãos. Incluiremos também uma composição poética espiritual, com a intenção de ajudar a melhorar a nossa atitude de aproximação ao Pai divino e de que nos motive e inspire alegria, amor, confiança e devoção, ao realizar a nossa prática de adoração a Deus Pai, na qual contemplamos o espírito divino que reside na nossa mente humana, o Ajustador do Pensamento, a presença divina do Pai Universal.
  • 4. Consideremos algumas realidades e benefícios da prece que antecede à adoração a Deus, pois a prece favorece o culto a Deus Pai. A PRECE, UMA BASE PARA A ADORAÇÃO GENUÍNA Os ensinamentos de Jesus, em Jotapata, a respeito da prece, da ação de graças e da adoração, são para todos os homens, de hoje e de sempre. 1638.1
  • 5. Lembremos que, na prece, pedimos a Deus a abundância das dádivas do espírito e o que necessitamos no sentido espiritual; na adoração recebemos de Deus aquilo que Ele preparou para nós. Lembremos: “Pedi e vos será dado; buscai e encontrareis.” 1639.5, 1619.1
  • 6. A prece é parte da experiência religiosa, ela enriquece a nossa vida, e a adoração ilumina o nosso destino. Jesus deseja que utilizemos a prece como um meio de nos elevar à verdadeira adoração. 1123.5, 1640.4
  • 7. A prece, e a adoração associada a ela, é uma técnica espiritual para nos distanciar, por um tempo, das atividades da vida diária, é uma via para nos aproximar da autorrealização espiritualizada e para alcançar a individualidade intelectual e religiosa. 1621.4
  • 8. A prece é o olhar sincero e anelante do filho, dirigido a Deus; é um processo psicológico de trocar a nossa vontade humana pela vontade divina, e para transformar o que somos, no que devemos ser. 1621.8
  • 9. A prece é uma ajuda benéfica para a nossa alma em crescimento. Quando oramos, pedimos pelos outros e por nós, lembramos a nós próprios por meio dos nossos pensamentos. Na adoração a Deus esquecemos a nós próprios, porque vamos além do pensamento, transcendemos o pensamento, isso é o suprapensamento. 1621.5, 1616.9
  • 10. A prece é a expressão pessoal e espontânea da nossa alma para com o nosso espírito divino, para com Deus. A melhor prece, a prece ideal, é uma forma de comunhão espiritual que conduz à adoração inteligente a Deus. Realizamos uma verdadeira prece quando sinceramente nos elevamos em direção ao céu para alcançar os nossos ideais. A prece é em verdade o impulso da nossa alma e o impulso da vida do espírito na nossa civilização humana e material. 1618.6, 1619.1, 1621.6
  • 11. Aproximamo-nos melhor à zona de contato o nosso Ajustador do Pensamento por meio de uma vida em fé viva, da oração sincera, inteligente e altruísta, e da adoração sincera a Deus Pai. O nível mais elevado da nossa mente é a supraconsciência; esse nível é a zona de contato com o Ajustador do Pensamento. 1099.4, 5; 1203.3
  • 12. Jesus nos diz que a prece nos ajuda muito a expandir a própria capacidade para receber a presença do espírito divino, isso significa comungar com Deus e receber as qualidades divinas. Jesus nos exorta a orar com sinceridade, de todo o coração, e inteligente, honesta e constantemente. A prece expande a capacidade de receptividade espiritual da nossa alma. 1640.3, 1621.1
  • 13. Jesus nos ensina que a prece de fé nos conduz à comunhão da verdadeira adoração. E que a capacidade da nossa alma para receber o espírito determinará a quantidade de bênçãos celestes, ou qualidades divinas, que podem ser pessoalmente apropriadas como resposta à prece. 1621.3
  • 14. Podemos dizer que, por meio da prece, recarregamos as baterias espirituais da alma, e que, por meio da adoração, sintonizamos a nossa alma para receber ou captar as transmissões universais do espírito infinito do Pai Universal. Quando a nossa prece é genuína e sincera, obtemos crescimento espiritual e, desse modo, modificamos as nossas atitudes perante a vida e os nossos semelhantes.
  • 15. A prece produz uma grande satisfação na nossa alma e mente, que provém da comunhão com a nossa divindade interior; é uma manifestação espontânea da consciência de Deus em nós. O Senhor enriquece a nossa alma e mente com as suas bondades divinas, pelo nosso amor sincero a Ele, pois Ele sabe que desejamos viver uma vida em retidão, guiados e ensinados por Ele. 1621.7, 1002.2
  • 16. Quando nos apresentamos perante o Senhor com fé, sinceridade e amor, para orar e adorar a Ele, então se abre o terminal humano da comunicação entre Deus e nós; quando isso acontece, nós disponibilizamos imediatamente a corrente sempre fluente do ministério divino do Pai Eterno para todas as suas criaturas que evolucionam nos mundos do universo. 1638.4
  • 17. Na realidade, as palavras da prece são irrelevantes. O valor das palavras de uma prece é puramente autossugestivo. Em verdade, Deus responde à atitude da nossa alma, e não às nossas palavras. Para Deus é de maior valor o nosso anseio e intenção sincera de nos aproximar dele, confiando Nele com amor, do que mil palavras.
  • 18. Jesus nos aconselha a não orar ao Pai apenas quando estivermos em dificuldades ou doentes, pois essa prática é imprudente e enganosa. Que oremos ao Pai mesmo quando tudo vai bem com a nossa alma. Oramos para conhecer qual é a vontade do Pai que está no céu. 1640.1
  • 19. Por meio das realidades da prece podemos apreciar a sua importância e necessidade, por que ela nos ajuda a elevar o nosso ânimo espiritual e humano até a experiência genuína da adoração a Deus, a comunhão real com o seu espírito divino.
  • 20. SOBRE A ADORAÇÃO Um Aperfeiçoador da Sabedoria nos diz que a adoração é o privilégio mais elevado e o dever primordial de todas as inteligências criadas. A adoração é o ato de reconhecimento e admissão da verdade e do fato das relações íntimas e pessoais dos Criadores com as suas criaturas. 303.5. Sendo filhos do Pai Universal, adorá-lo é o nosso dever principal.
  • 21. Sempre e durante todas as épocas, a verdadeira adoração de qualquer ser humano (no que concerne ao seu progresso espiritual individual) é reconhecida pelo Ajustador residente como uma homenagem feita ao Pai no céu. (Jesus) 1598.9
  • 22. A adoração implica a mobilização de todos os poderes da nossa personalidade, sob o domínio da alma e sujeita à condução do Ajustador do Pensamento.
  • 23. Um Censor Universal proveniente de Uversa diz: Nós adoramos a Deus, primeiro porque Ele É, depois porque ELE É EM NÓS e, finalmente, porque NÓS SOMOS NELE. 196.10
  • 24. A experiência da adoração consiste no esforço sublime do nosso Ajustador prometido, para comunicar ao Pai celeste os anelos e as aspirações da nossa alma. 66.4
  • 25. A prece incorpora um interesse pessoal da nossa parte, essa é a diferença entre a adoração e a prece, pois a verdadeira adoração não contém nenhum pedido para nós, não há nenhum interesse pessoal; nós adoramos o Pai divino pelo que compreendemos que Ele É. Na adoração nada pedimos e nada esperamos para nós, os adoradores.
  • 26. Nós não adoramos o Pai esperando poder obter alguma coisa de tal veneração ou culto à sua Pessoa. Prestamos essa devoção e nos dedicamos a adorar a Deus como uma reação espontânea e natural ao reconhecer a sua personalidade incomparável, a sua natureza amável e os seus atributos admiráveis. No momento em que o elemento do interesse próprio (algum pedido) se introduz na adoração, a devoção passa da adoração para a prece. 65.5, 6
  • 27. A adoração é o ato de consentimento da nossa mente ao anelo da nossa alma, que está em crescimento, de comunicar-se com Deus Pai sob a guia do Espírito Ajustador associado, como filhos do Pai Universal pela fé. Em outras palavras: a mente consente em adorar; a alma almeja e inicia a adoração, e a centelha divina, o Ajustador, conduz a adoração em nome da mente e da alma. A verdadeira adoração é uma experiência realizada em quatro níveis: o intelectual, o moroncial, o espiritual e o pessoal, isto é, a consciência da mente, da alma, do espírito, e a sua unificação na nossa personalidade, quando realizamos esse culto a Deus. 66.4
  • 28. As religiões modernas esqueceram, em grande parte, a comunhão de adoração, que é a fase mais essencial da experiência religiosa, a fase que é divinamente criativa. O revelador nos ensina que os poderes reflexivos da nossa mente são aprofundados e ampliados pela adoração a Deus. Por meio da comunhão com Deus, a nossa alma e mente vão refletindo, com toda a certeza, as qualidades divinas recebidas, a Verdade, a Beleza e a Bondade de Deus, valores que refletimos para a humanidade no serviço altruísta, no amor divino, na bondade, na compreensão, na tolerância, etc. 1123.5
  • 29. A adoração é o âmbito da experiência religiosa pessoal, da experiência espiritual com Deus. Essa experiência religiosa pessoal consiste em duas fases de manifestação. Na primeira fase descobrimos o Ajustador do Pensamento na nossa mente, e na segunda fase o Ajustador do Pensamento se revela em nós, deixando uma marca indelével na nossa alma. 192.4, 2095.1
  • 30. A religião, na nossa experiência pessoal, revela- nos um Pai que é AMOR, um Deus a ser AMADO e ADORADO. Um Deus de adoração que exige fidelidade total ou nada. A nossa relação de fé com o nosso Pai Criador é uma experiência viva e dinâmica que não está sujeita a uma definição precisa. A nossa fé genuína em Deus Pai transformará a nossa ideia de Deus em um Deus ideal e verdadeiro, na nossa experiência espiritual religiosa.
  • 31. Tornamo-nos realmente cônscios de Deus unicamente por meio da fé, por meio da nossa experiência pessoal com Ele. Devemos ter fé em nós próprios, em que podemos realizar essa experiência com o nosso Pai. Na verdade, comungar com Deus na intimidade, por meio da prece e da adoração, é algo simples, fácil, distendido e prazeroso, que nos proporciona paz, felicidade e satisfação para a nossa alma e mente, as quais se vivificam e iluminam. 1124.2, 3, 5, 6, 7
  • 32. Com o uso da nossa mente podemos pensar em Deus, falar dele e da sua existência, mas quando a nossa mente e alma se unem por meio de uma fé viva em Deus, e adoramos a Deus por meio das realidades da experiência religiosa pessoal, então podemos conhecer Deus, pois nosso Pai se revela infalivelmente a todos os seus filhos pela fé, aos sinceros, aos que o amam e acreditam nele, que o buscam e adoram de todo o coração. Por meio da realidade da experiência religiosa pessoal, contatamos realmente ao nosso Deus interior em um estado superior de consciência que está além do estado de consciência de vigília, um estado de consciência que está além da nossa simples consciência intelectual: a supraconsciência. 1856.2
  • 33. O Ajustador comunica-se conosco, indiretamente e sem ser reconhecido por nós, durante as experiências sublimes do contato adorador da nossa mente com o espírito, na supraconsciência. Realizamos contato com Deus por meio da experiência de conhecê-lo, adorá-lo e compreender que somos seus filhos. Não devemos considerar a verdadeira adoração religiosa a Deus como um monólogo fútil de autoenganação, por que a adoração é uma comunhão pessoal com o que é divinamente real, com aquilo que é a origem mesma da realidade universal: DEUS, o Altíssimo Pai que reside no Paraíso e na mente de cada um de nós. Por intermédio da adoração, aspiramos a ser melhores, e por meio dela finalmente alcançamos o melhor, a realidade divina que é DEUS. 1203:3; 2095: 5,6
  • 34. Deus não faz contato conosco por meio dos nossos sentimentos ou emoções, mas sim no âmbito do pensamento mais elevado e mais espiritualizado. São os nossos pensamentos que nos conduzem a Deus. A religião progride em nós por meio da fé e do discernimento. 1104.6. 1105.1
  • 35. A adoração vem depois da prece, e a realizamos dirigindo ou colocando a atenção da nossa mente em Deus, na centelha divina, fechando os olhos, sem realizar nenhum esforço, isto é, venerando serenamente a Presença de Deus, sem gerar pensamentos. Isso produz um verdadeiro repouso para a nossa alma e mente, uma forma de exercício espiritual repousante.
  • 36. Observação: se surgirem pensamentos, não nos preocupamos, não os alimentamos, deixamos que desapareçam e continuamos centrando a atenção devota em Deus. Com a prática diária alcançaremos uma maior paz mental, teremos menos pensamentos. Tudo isso é normal no começo, mas com o passar do tempo conseguiremos disciplinar a mente e centrar mais a nossa atenção em Deus. Ao realizar a prática da adoração com fé, amor e devoção a Deus entraremos em contato com Deus, apesar da falta de prática da nossa mente.
  • 37. O Pai sabe que somos inexperientes, que estamos aprendendo a arte de adorar. Ele nos compreende e nos recebe de bom grado, por que nos ama infinitamente, apreciando a nossa atenção e esforço. Não devemos temer nada, confiemos em Deus, com Ele estamos seguros. Na prática da adoração transcendemos o pensamento, surge a plenitude e aparece a felicidade. Na medida do avanço da adoração a Deus, e com ele, a ação da adoração torna-se crescentemente todo-abrangente, até que, finalmente, atinge a glória do deleite experiencial mais elevado e do prazer mais excelso conhecido pelos filhos de Deus. A prática leva à perfeição. 1616: 5, 9; 303:5.
  • 38. Jesus ensinou aos seus seguidores, e a nós, que, após fazermos as nossas preces, deveríamos permanecer durante um tempo em receptividade silenciosa (adoração- ausência de pensamentos) para dar ao nosso Ajustador interior a melhor oportunidade de falar à alma nossa atenta. O espírito do Pai fala melhor a nós quando a nossa mente está em uma atitude de verdadeira adoração.
  • 39. Nós adoramos a Deus com a ajuda do Ajustador do Pensamento e pela iluminação da nossa mente, por meio do ministério do Espírito da Verdade. A adoração, ensina-nos Jesus, torna-nos cada vez mais semelhantes ao ser que estamos adorando; isto é, assemelhamo-nos a Deus, pois é a Ele que adoramos. A adoração é uma experiência interior que nos transforma espiritualmente de um modo gradual, e desse modo aqueles que adoramos a Deus aproximamo-nos gradualmente a Ele, e finalmente o alcançamos. 1641.1
  • 40. Observação: A religião do espírito deve trabalhar sob uma necessidade paradoxal: a necessidade de fazer uso efetivo do pensamento, para a sua compreensão e discernimento, ao mesmo tempo em que descarta a utilidade espiritual de todo pensamento, durante a adoração a Deus ou receptividade silenciosa, na qual nada pedimos a Deus e nada esperamos receber. Aprendamos a exercitar a presença de Deus (adoração) com fé, devoção, amor e paciência. Assim Ele se revelará na nossa alma, iluminando cada vez mais a nossa mente. Esse é o caminho para a autorrealização espiritual da nossa personalidade. 1121.3
  • 41. A contemplação (veneração) do espiritual, a nossa adoração a Deus, deve alternar-se com o nosso serviço à sociedade, que representa o nosso contato com a realidade material na qual vivemos. Cristo Miguel-Jesus aconselha-nos que as tensões da vida diária deveriam ser relaxadas pelo repouso da adoração. Que as sensações de insegurança que advêm do medo do isolamento da nossa personalidade no universo, deveriam receber o antídoto da contemplação do Pai, pela fé viva, como a fé de uma criança pequena que crê e confia no seu Pai. 1616.5
  • 42. A verdadeira religião surge ao decidir que a nossa alma estabeleça uma relação consciente, íntima, voluntária e pessoal com a nossa centelha divina, vinculando- nos voluntariamente, pela fé, com o nosso Ajustador divino que reside na nossa mente e alma. Essa experiência pessoal vai além do puramente intelectual. 1616.4
  • 43. A religião da experiência pessoal leva-nos a descobrir, na nossa intimidade com Deus, ideais novos e superiores que vão além das normas éticas e morais conhecidas, obtendo sabedoria e verdadeiras realizações espirituais. Na busca interna de Deus, ele nos dá as realidades divinas. Assim, na intimidade com o nosso Pai, descobrimos novos valores e significados divinos, que permanecem como uma riqueza viva na nossa alma e mente.
  • 44. A religião consiste em experienciar o espírito ou a divindade na nossa própria consciência moral evolucionária. Podemos experienciar ou vivenciar realmente a presença de Deus na nossa própria consciência nessa vida, decidindo realizar um esforço consciente para alcançar esse objetivo, dedicando a cada dia um tempo para o nosso Senhor, para amá-lo, adorá-lo e agradecer as suas bênçãos.
  • 45. Disse Jesus em Jotapata: Entregai o vosso caminho ao Senhor, confiai nele, e Ele agirá. Pois o Senhor ouve o clamor do necessitado, e Ele considerará a prece do desamparado. 1639.4
  • 46. O nosso amado Pai Criador Cristo Miguel- Jesus nos diz que a adoração ao Pai eterno é o ato de uma parte identificando-se com o Todo; o que é finito com o que é Infinito; o filho humano com o seu Pai divino; o tempo no ato de dar um passo com o que é eterno. A adoração é o ato da comunhão pessoal do filho humano com o seu Pai divino, a assunção de atitudes reanimadoras, criativas, fraternais e românticas, por parte da alma humana e do espírito divino. 1616.10
  • 47. Amados irmãos e irmãs, quando no Livro de Urântia os reveladores e Cristo Miguel- Jesus falam de adoração - contemplação do espiritual - prestar culto a Deus- receptividade silenciosa – veneração - relaxamento da adoração -, devemos compreender que eles estão se referindo ao mesmo conceito ou atividade: A adoração ao Pai Divino, a adoração a Deus.
  • 48. UMA RECOMENDAÇÃO: Realizemos a prática da meditação espiritual (oração-adoração a Deus) antes de comer ou três horas depois de comer. Meditar com o estômago vazio é o melhor para sentirmos cómodos, por que durante a meditação diminui o fluxo sanguíneo, afetando a digestão. É importante considerarmos essa recomendação para estar cômodos e em paz durante a nossa prática espiritual com Deus.
  • 49. Amados irmãos e irmãs, considerando e aplicando os ensinamentos revelados: A Religião do Espírito, o Evangelho do Reino, a Verdadeira Adoração, a Realidade da Experiência Religiosa, permiti-me realizar, com profundo respeito por Deus Pai, por Cristo Miguel-Jesus e por todos vocês, uma composição poética espiritual na qual imaginariamente nosso Pai divino nos fala e guia amorosamente para a realização da adoração, com o desejo de que essas palavras nos ofereçam inspiração, devoção, alegria, força e confiança para realizar a nossa prática da comunhão adoradora, na qual nos inclinamos perante Deus Pai com respeito, amor, devoção e gratidão. Essa composição espiritual está baseada nas realidades da verdade revelada no Livro de Urântia. Com o desejo de ajudar, com amor e respeito entrego essa composição poética ao nosso Pai divino, a Cristo Miguel-Jesus e a todos vocês, meus amados irmãos e irmãs.
  • 50. A HOMENAGEM AO PAI NO CÉU A ADORAÇÃO Amado filho, amada filha: Ao fechar os teus olhos para vir a Mim, Para dar teu amor e homenagem a Mim, Dá a atenção da tua mente a Mim, Deposita toda a tua fé em Mim
  • 51. Dá toda a tua sinceridade a Mim, Dá toda a tua devoção a Mim, Dá tudo isso a Mim, Confiando sempre em Mim.
  • 52. Perseverando pacientemente em Mim, A tua fé e vontade te conduzirão a Mim, A tua adoração será por amor de Mim, Na qual a tua alma ouve a Mim.
  • 53. Assim, a tua mente repousará por amor de Mim, Adoração e comunhão será, por teu amor e o Meu. Tudo quanto me deres, Eu te devolverei aumentado.
  • 54. Se depositares a tua fé a cada dia em Mim, Se perseverares em Mim, sempre me encontrarás, Sempre estarei contigo e tu em Mim, Dualidade e unidade pelo teu amor por Mim, E pelo meu amor por ti.
  • 55. Pela tua adoração a Mim, Com a tua devoção dedicada a Mim, Caminharei ao teu lado Com todo o meu amor por ti, Abençoando-te eternamente, Amado filho, amada filha.
  • 56. COMENTÁRIO FINAL Essas são as realidades que os reveladores e Cristo Miguel-Jesus nos revelaram para nos ajudar a ascender até o Paraíso, a morada do Pai Universal. Como crentes no Evangelho do Reino de Jesus, deveríamos nos esforçar para tomar consciência dessas realidades espirituais e nos tornarmos praticantes da religião do espírito, além de continuarmos estudando a revelação de Urântia.
  • 57. Muito amados irmãos e irmãs, eu penso que deveríamos aprender a fazer a vontade de Deus, aprender a manter o silêncio interior, a ouvir a Deus e a recebê-lo no descanso adorador, para que a nossa alma cresça em espírito e em verdade e se assemelhe ao espírito divino. É a comunhão com Deus que provê a semelhança divina para a nossa alma. Deveríamos procurar, como crentes, que isso aconteça durante a nossa vida humana, com propósitos de sobrevivência. Deus Pai nos deu alma e personalidade, mas estas ainda não são nossas, ainda não nos pertencem; devemos decidir sobreviver e obter realizações espirituais verdadeiras para que a alma e a personalidade sejam nossas por toda a eternidade.
  • 58. Quando adoramos a Deus de todo o coração, realizamos o mínimo esforço por meio do descanso adorador, e esse ato produz o maior ganho espiritual para a nossa alma e consciência. Quando fazemos o mínimo conseguimos o máximo, isto é, recebemos bênçãos reais de Deus, em abundância. Por meio da adoração ao Pai divino vamos alcançando, passo a passo, o domínio de nós próprios, por que algo maravilhoso acontece quando nos apresentamos perante Ele com a atitude adequada, a de uma criança pequena que tem fé e confiança no seu Pai.
  • 59. Quando realizamos a adoração ou contemplação ao nosso Pai divino, devemos lembrar que estamos perante a sua Presença espiritual, que é a Centelha Divina, mas há mais uma coisa muito importante, a presença do Espírito da Verdade e a presença do Espírito Santo se encontram junto de nós, em unidade com a nossa Centelha Divina, e é assim que o nosso espírito interior e o Espírito da Verdade nos conduzem ao conhecimento da Verdade divina, ao mesmo tempo que o Espírito Santo ilumina e santifica a nossa mente humana. Quando adoramos a Deus, realmente nunca estamos sozinhos.
  • 60. Quando Cristo Miguel-Jesus falou sobre o domínio de nós próprios, ele nos ensinou que, por meio desse novo caminho espiritual, primeiro somos transformados pelo Espírito da Verdade, fortalecendo-se assim a nossa alma pela constante renovação espiritual da nossa mente, e então ficamos dotados do poder de realizar, com segurança e alegria, a misericordiosa, aceitável e perfeita vontade de Deus.
  • 61. Muito amados irmãos e irmãs, agradeço a atenção dispensada a essa apresentação. Que o Pai divino nos fortaleça e ilumine. Recebam todos um grande abraço fraterno na Luz do Pai Amor. Sinceramente, seu irmão Jaime. FONTE: O LIVRO DE URÂNTIA. www.urantia.org/pt