SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 9
Baixar para ler offline
Universidade Estadual de Maringá
                                                       08 e 09 de Junho de 2009




UMA PROPOSTA CONSTRUCIONISTA PARA O USO DA INTERNET NA
EDUCAÇÃO
                                           BALADELI, Ana Paula Domingos (UEM)
                                                  ALTOÉ, Anair (Orientadora/UEM)




Introdução


A produção, o processamento e a divulgação da informação a partir do advento da
Internet (rede mundial de computadores) têm proporcionado às pessoas o acesso
ilimitado à informação. Além de constituir-se em uma ferramenta versátil para
realização de diferentes tarefas em vários setores da atividade humana, com a web
surgem novos espaços para a comunicação, interação e colaboração entre as pessoas. A
comunicação em tempo real (síncrona) é um exemplo das potencialidades apresentadas
pela Internet como uma ferramenta comunicacional capaz de encurtar distâncias físicas
e possibilitar o acesso remoto a um volume cada vez maior de informação em diferentes
bancos de dados.


O desenvolvimento constante de tecnologias e a ampliação do uso da Internet provocam
o repensar sobre os paradigmas para formação para o trabalho e sobre a concepção de
educação. Segundo (KENSKI, 2003), as novas tecnologias da informação e
comunicação alteram nossa forma de pensar, sentir e agir. Nesse contexto a educação
escolar disputa a atenção dos alunos com outros espaços sociais mais atraentes e
dinâmicos que as práticas vivenciadas em sala de aula. É nesse momento que o papel do
professor é questionado a fim de que desenvolva alternativas metodológicas que
permitam a construção do conhecimento e o desenvolvimento da autonomia do aprendiz
(ALTOÉ, 2003).


No processo de ensino e aprendizagem de línguas, o uso de ferramentas como o
computador e a Internet são pensados como alternativas para tornar o processo de
aprendizagem mais atraente, interessante e significativo. Isso porque, “com a rede,

                                                                                      1
Universidade Estadual de Maringá
                                                        08 e 09 de Junho de 2009




abrem-se imensas fronteiras que ainda necessitam ser exploradas e compreendidas pelos
professores e educandos num trabalho compartilhado” (BRITO, PURIFICAÇÃO, 2008,
p.69).


Sendo assim, muitos são os estudos que buscam além de compreender as
potencialidades da ferramenta Internet no processo de ensino e aprendizagem de línguas
desenvolver alternativas metodológicas para uso dessa tecnologia por uma perspectiva
crítica e inovadora. Acredita-se que a perspectiva construcionista para o uso da
informática na educação apresenta-se adequada para os propósitos de um ensino de
línguas que oportunize ao aprendiz condições de aprender conforme o seu interesse e
ritmo de aprendizagem.


Os pressupostos da perspectiva construcionista


A fundamentação teórica da perspectiva construcionista elaborada por Seymour Papert
(1984) toma como base os estudos realizados por Jean Piaget sobre a construção do
conhecimento nas crianças. Seymour Papert encontra-se entre os mais importantes
pesquisadores sobre Inteligência Artificial e o uso de tecnologias na educação. Suas
pesquisas tomaram como ponto de partida a teoria construtivista de Piaget e assim
desenvolveu a linguagem de programação LOGO. Para Papert, o aprendiz ao programar
o computador constrói conhecimento a medida em que aciona seus esquemas mentais
para resolver problemas que encontra durante a sua atuação com o computador.


Valente (1993) o uso da informática na educação pode tomar como base duas
perspectivas quais sejam; a primeira muito comum quando o computador é concebido
como um recurso a ser utilizado para transmitir conhecimento ao aprendiz, já na
segunda o computador é concebido como uma ferramenta capaz de potencializar a
aprendizagem de um dado conteúdo curricular. Por se tratar de uma ferramenta, o
aprendiz desempenha papel central nesse processo uma vez que é ele quem descreve o
que o computador deve executar. Ainda segundo o autor, a construção de conhecimento



                                                                                       2
Universidade Estadual de Maringá
                                                        08 e 09 de Junho de 2009




com     o    uso    do     computador     ocorre     quando     o     ciclo   reflexivo
descrição>execução>reflexão>depuração>descrição se realiza.


No construcionismo, o computador consiste em uma ferramenta a ser programada pelo
aprendiz e não o contrário conforme a perspectiva tecnicista. “O computador no
paradigma construcionista deve ser usado como uma ferramenta que facilita a descrição,
a reflexão e a depuração de ideias” (VALENTE, 1993, p. 42).


Para Piaget (1972), a inteligência é um instrumento de adaptação do sujeito ao meio já
que ele mesmo constrói suas ações e interage com o meio. Segundo (COLL, 1996)
torna-se fundamental conhecer teorias que nos permitam analisar e refletir sobre o
processo de ensino e de aprendizagem, isso porque só de posse desse conhecimento o
professor terá condições de modificar a sua prática pedagógica buscando soluções e
explicações para situações que ocorrem na dinâmica de sala de aula.


Em uma educação tecnicista os conteúdos e as ações humanas são relegados no
processo de ensino e aprendizagem a um segundo plano já que a eficiência das técnicas
e dos métodos de ensino é enfatizada. “O computador em si não está, necessariamente,
vinculado à pedagogia tecnicista. No entanto, o modo de utilizá-lo e as escolhas que o
professor precisa fazer expressam claramente, uma determinada concepção de
educação” (PRADO, 1996, p. 20).


Em uma proposta de educação construcionista o computador dever ser utilizado como
ferramenta capaz de potencializar os conteúdos e as tarefas de diferentes áreas do
conhecimento. Essa construção ocorre quando o aprendiz utiliza-se do computador com
autonomia assumindo o controle sobre o seu processo formativo. “A maior contribuição
do computador como meio educacional advém do fato do seu uso ter provocado o
questionamento dos métodos e processos de ensino utilizados” (VALENTE, 1993, p.
20).


Língua Inglesa na Internet

                                                                                       3
Universidade Estadual de Maringá
                                                              08 e 09 de Junho de 2009




A Língua Inglesa sem dúvida representa a língua da Internet. Segundo Crystal (2003) a
Língua Inglesa é considerada uma língua global não por suas características gramaticais,
fonológicas ou fonéticas, ela é considerada global por conta da representatividade de
sua economia bem como pelo poder político e militar dos países que a falam. Assim,
compreender a Língua Inglesa significa fazer parte de uma comunidade global que tem
acesso a produção cultural e ideológica produzida e divulgada nesse idioma.


Segundo Paiva (2001) o uso da Internet no ensino de LI configura-se como um espaço
propício de aprendizagem uma vez que a partir do acesso à variedade de conteúdos
produzidos em inglês o que colabora para a sua compreensão sobre a língua como
prática social. Além da interação promovida pela Internet entre o aluno e o uso efetivo
da língua que está estudando, a web como fonte de pesquisa também se apresenta como
um recurso versátil e dinâmico para o acesso a materiais diversos. A questão que
emerge de tal contexto é qual a postura adequada do professor no uso dessa ferramenta?
A partir do referencial teórico adotado para elaboração da pesquisa e conseqüentemente
deste curso de extensão, acreditamos que a perspectiva construcionista seja a mais
adequada aos objetivos aqui apresentados.


Contudo, nas escolas públicas brasileiras o ensino de Língua Inglesa ou de qualquer
outra língua estrangeira encontra entraves como a falta de recursos adequados para
desenvolvimento das habilidades necessárias à aprendizagem do idioma, salas de aula
com grande número de alunos. Dado que dificulta a realização de atividades interativas,
sobretudo as que se relacionam com as habilidades de fala e compreensão auditiva. Não
é raro nas conversações com professores que atuam na rede pública a falta de motivação
para realizar atividades diferentes e mais interativas.


Em uma atividade de pesquisa na Internet, por exemplo, o aprendiz ao utilizar a
ferramenta de busca ele realiza ações (descreve) para a ferramenta o tópico a ser
pesquisado, a ferramenta (executa) e apresenta os resultados, se a resposta for
satisfatória o aprendiz considera que sua pesquisa está concluída, como se um problema
inicial acabasse de ser resolvido. Caso contrário, o aluno (reflete) sobre o resultado e

                                                                                             4
Universidade Estadual de Maringá
                                                          08 e 09 de Junho de 2009




reorganiza suas ideias e seus esquemas mentais de ação a partir dos resultados já obtidos
(depura) para então realizar uma nova busca com outros critérios (descreve) para a
ferramenta a partir dos resultados já obtidos e assim o ciclo reflexivo se realiza. Nesse
processo intermitente de interação entre sujeito, meio e objeto as estruturas e os
esquemas mentais são reorganizados a fim de que o sujeito consiga resolver um
problema é nesse momento que a construção do conhecimento ocorre (VALENTE,
1993; 2002).


Ações pedagógicas em um curso de extensão


Para atuar com tecnologias na educação torna-se necessário o domínio de dois
conhecimentos, quais sejam, o operacional e o pedagógico. O conhecimento operacional
significa compreender a estrutura de funcionamento da tecnologia utilizada, com esse
conhecimento tanto professor quanto aluno realizam ações com a ferramenta explorando
as possibilidades oferecidas por ela no processo de construção de conhecimento. Já o
conhecimento pedagógico refere-se às alternativas metodológicas necessárias para uso
da tecnologia na educação. O professor com esse conhecimento terá condições de
realizar encaminhamentos e propor atividades com o uso de tecnologia que atendam aos
objetivos da sua aula.


Por conhecer a realidade do ensino de Língua Inglesa na escola pública como parte
integrante do processo de coleta de dados para pesquisa em Pós-Graduação em
Educação, realizou-se um curso de extensão de 40h para um grupo de 24 professores de
Língua Inglesa que atuam na cidade de Cascavel. As ações pedagógicas realizadas ao
longo dos encontros presenciais objetivaram oferecer aos professores leituras teóricas
sobre informática na educação e sugerir alternativas metodológicas para uso dessa
ferramenta em sua prática pedagógica. Além de criar um espaço colaborativo em que os
professores tivessem condições de vivenciar uma dinâmica de pesquisa, análise e
reflexão sobre os conteúdos pesquisados na Internet para o ensino e aprendizagem de
Língua Inglesa objetivou-se com o curso subsidiar a mudança da prática pedagógica
desses professores, conforme ilustra o quadro a seguir.

                                                                                         5
Universidade Estadual de Maringá
                                                      08 e 09 de Junho de 2009




 LOCAL E DATA
DE REALIZAÇÃO                       ATIVIDADES REALIZADAS

   1º Encontro         - apresentação da proposta do curso.
   Auditório do        - conversações com os professores participantes.
   NRE/CVEL            - pressupostos históricos da Informática Educativa no Brasil.
   05/08/2008          - atividades de leitura dialogada, análise e reflexão sobre as
                          concepções pedagógicas - Tradicional e Tecnicista.
                       - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades
                          formativas

    2º Encontro        - concepção pedagógica Construtivista e Construcionista.
   Laboratório de      - navegação livre dos professores na Internet.
 Informática de um     - cadastro dos professores no (englishteacher_internet) e-
  colégio estadual       grupo do curso.
    12/08/2008         - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades
                         formativas.

    3º Encontro        - informática na educação.
   Laboratório de      - atividades de leitura, análise e reflexão sobre o tema.
 Informática de um     - navegação orientada em sites específicos para o ensino e a
  colégio estadual        aprendizagem de línguas.
    19/08/2008         - navegação no e-grupo do curso.
                       - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades
                          formativas.

    4º Encontro        - uso da Internet como ferramenta pedagógica na sala de aula
   Laboratório de         de LI.
 Informática de um     - atividades de leitura, análise e reflexão sobre o tema.
  colégio estadual     - análise de sites navegados.
    26/08/2008         - leitura em ambiente virtual (hipertexto).
                       - navegação no englishteacher_internet.
                       - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades
                         formativas.

    5º Encontro       - ensino de LI em ambiente virtual.
   Laboratório de     - atividades de leitura, análise e reflexão sobre o tema.
 Informática de um    - navegação em sites específicos para o ensino e a
  colégio estadual      aprendizagem de línguas.
    09/09/2008        - orientação para a elaboração de Plano de ação para o ensino
                        e aprendizagem de LI com o uso da Internet.
                      - navegação no englishteacher_internet.
                      - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades
                        formativas.
Ao longo das atividades presenciais realizadas em 20h os professores participantes
vivenciaram uma dinâmica de estudos, pesquisa e reflexão sobre as possibilidades de
                                                                                     6
Universidade Estadual de Maringá
                                                         08 e 09 de Junho de 2009




uso pedagógico da Internet como ferramenta para informação, comunicação e
colaboração. As demais 20h do curso foram destinadas a realização de atividades a
distância que contemplaram o uso da ferramenta colaborativa e-grupo. No
englishteacher_internet e-grupo criado especialmente para o curso, os professores
encontraram textos, links para eventos, periódicos e sites educativos, responderem
enquetes e acessarem todas as atividades realizadas pelos demais colegas além de
poderem acessar todo o material utilizado durante o curso.


Mais do que um espaço colaborativo de informação e comunicação os professores
conhecerem algumas possibilidades de uso pedagógico da Internet por meio da
navegação no e-grupo.


Resultados


A participação dos professores revelou o pouco conhecimento que os mesmos
apresentam sobre teorias e metodologias para uso das ferramentas da informática na
educação. O que demonstra que o curso representou para a maioria dos professores
participantes o seu primeiro contato com práticas de estudo e reflexão sobre o tema
informática na educação. Por meio das enquetes sugeridas no e-grupo os professores
expressaram o seu hábito de uso do computador e da Internet, além de manifestarem
suas opiniões em relação à dinâmica adotada para as ações pedagógicas no curso.


Ainda que o objetivo do curso tenha sido o de criar um espaço colaborativo de estudos,
práticas e reflexão sobre o uso da Internet e suas aplicações no ensino e aprendizagem
de Língua Inglesa, reconhece-se que a mudança na prática só será possível quando os
professores alcançarem o segundo estágio de reflexão do ciclo reflexivo (VALENTE,
1993) e depurarem as suas ideias para realizarem uma prática renovada. Compreende-se
também que devido ao pouco conhecimento operacional que alguns professores
apresentavam sobre o computador um curso de 40h não dá conta de sanar todas as
dificuldades que os professores apresentavam.



                                                                                        7
Universidade Estadual de Maringá
                                                        08 e 09 de Junho de 2009




Os dados revelam ainda a necessidade de se pensar na formação continuada dos
professores para atuação com tecnologias. Pela perspectiva construcionista em que a
construção de conhecimento é de natureza construtiva as condições necessárias para a
mudança na prática pedagógica surgem a partir da prática e da reflexão num processo
ativo do sujeito sobre o objeto de conhecimento.


Considerações finais


Os recursos das tecnologias da informação e comunicação apresentam-se como recursos
interessantes para a aprendizagem de línguas, contudo, torna-se necessário que as
tecnologias sejam inseridas na educação não como recursos salvacionistas capazes de
garantir a aprendizagem e o interesse do aprendiz. Pelo contrário, utilizar tecnologia
seja ela o computador ou a Internet deve estar fundamentado em uma postura crítica e
reflexiva do professor para que este tenha condições de auxiliar os seus alunos na
construção do conhecimento por meio da exploração dos aplicativos que a tecnologia
oferece.


Além de infra-estrutura adequada, de materiais de apoio, pesquisa e espaços de estudos
e reflexão o professor precisar encontrar na escola em que atua as condições mínimas
para a realização de atividades extracurriculares que utilizem o computador ou a
Internet. Acreditamos que o professor precisa de formação continuada para poder
construir conhecimento sobre informática na educação e transformar a sua prática
pedagógica, para isso, a escola pública também precisa acompanhar as inovações
tecnológicas e oferecer aos alunos e professores um espaço profícuo a aprendizagem e
ao desenvolvimento de uma postura crítica tão requerida em uma sociedade
digitalmente globalizada.


REFERÊNCIAS




                                                                                       8
Universidade Estadual de Maringá
                                                         08 e 09 de Junho de 2009




ALTOÉ, Anair. Formação de professores para o uso do computador em sala de aula.
Teoria e prática da educação, Maringá: DTP/UEM, v. 6, n. 14. ed. Especial, p. 483-
496, 2003.


BRITO, Gláucia da S.; PURIFICAÇÃO, Ivonélia da. Educação e novas tecnologias:
um re-pensar. Curitiba: Ibpex, 2008.


COLL, Cesar; SOLÉ, I. Os professores e a concepção construtivista. In: COLL, C. [et
al] O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 1996.


CRYSTAL, David. English as a global language. 2 ed. Cambridge University Press,
2003.


KENSKI, Vani M. Tecnologias e ensino presencial e a distância. 2 ed. Campinas, SP:
Papirus, 2003.


PAIVA, Vera L. M. O. A www e o ensino de inglês. Revista Brasileira de Lingüística
Aplicada.        v.1.   n.       1,    2001     p.      93-116      disponível      em
http://www.veramenezes.com/ww.htm acesso em 18/04/2008.


PRADO, Maria E. B. B. O uso do computador na formação do professor: um
enfoque reflexivo da prática pedagógica. Brasília: MEC/SEED/PROINFO, 1996.


VALENTE, José A. (org). Computadores e conhecimento: repensando a educação.
Campinas, SP: Unicamp, 1993.


VALENTE, José A. Uso da Internet em sala de aula. Educar, Curitiba, Editora da
UFPR. n. 19, p. 131-146, 2002.




                                                                                        9

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Três de Maio - Claudenir Beatriz Grizotti
Três de Maio - Claudenir Beatriz GrizottiTrês de Maio - Claudenir Beatriz Grizotti
Três de Maio - Claudenir Beatriz GrizottiCursoTICs
 
Artigo tic carmem 3 janeiro 2013
Artigo tic carmem 3 janeiro 2013Artigo tic carmem 3 janeiro 2013
Artigo tic carmem 3 janeiro 2013equipetics
 
Artigo defesa tic patricia fernandes agudo
Artigo defesa tic patricia fernandes agudoArtigo defesa tic patricia fernandes agudo
Artigo defesa tic patricia fernandes agudoequipetics
 
Too3 tcc texto_informaticanoambienteescolar_sergio_marcos
Too3 tcc texto_informaticanoambienteescolar_sergio_marcosToo3 tcc texto_informaticanoambienteescolar_sergio_marcos
Too3 tcc texto_informaticanoambienteescolar_sergio_marcosSergioMarcos
 
2 educacao e_novas_tecnologias_da_informacao_e_comunicacao
2 educacao e_novas_tecnologias_da_informacao_e_comunicacao2 educacao e_novas_tecnologias_da_informacao_e_comunicacao
2 educacao e_novas_tecnologias_da_informacao_e_comunicacaoelaniasf
 
Três de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
Três de Maio - Terezinha Nilza ZawatskiTrês de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
Três de Maio - Terezinha Nilza ZawatskiCursoTICs
 
Agudo - Leonila Nilse Kesseler
Agudo - Leonila Nilse KesselerAgudo - Leonila Nilse Kesseler
Agudo - Leonila Nilse KesselerCursoTICs
 
Trabalhopronto projeto 2011
Trabalhopronto projeto 2011Trabalhopronto projeto 2011
Trabalhopronto projeto 2011grupoodisseia
 
Novas tecnologias trabalho
Novas tecnologias   trabalhoNovas tecnologias   trabalho
Novas tecnologias trabalhoElis Roselene
 
Formação continuada de professores em informática na educação especial
Formação continuada de professores em informática na educação especialFormação continuada de professores em informática na educação especial
Formação continuada de professores em informática na educação especialMaria Guilherme
 
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 finalUso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 finalROSICLEIA WAGMAKER
 
Três de Maio - Simone Raquel Frank
Três de Maio - Simone Raquel FrankTrês de Maio - Simone Raquel Frank
Três de Maio - Simone Raquel FrankCursoTICs
 
Santana do Livramento - Lourdes Helena Rodrigues Pontes Peixoto
Santana do Livramento - Lourdes Helena Rodrigues Pontes PeixotoSantana do Livramento - Lourdes Helena Rodrigues Pontes Peixoto
Santana do Livramento - Lourdes Helena Rodrigues Pontes PeixotoCursoTICs
 
Tcc versâo final aline
Tcc   versâo final alineTcc   versâo final aline
Tcc versâo final alineequipetics
 
Três de Maio - Osmar Sipmann
Três de Maio - Osmar SipmannTrês de Maio - Osmar Sipmann
Três de Maio - Osmar SipmannCursoTICs
 

Mais procurados (18)

Três de Maio - Claudenir Beatriz Grizotti
Três de Maio - Claudenir Beatriz GrizottiTrês de Maio - Claudenir Beatriz Grizotti
Três de Maio - Claudenir Beatriz Grizotti
 
Artigojunio
ArtigojunioArtigojunio
Artigojunio
 
Artigo tic carmem 3 janeiro 2013
Artigo tic carmem 3 janeiro 2013Artigo tic carmem 3 janeiro 2013
Artigo tic carmem 3 janeiro 2013
 
Artigo defesa tic patricia fernandes agudo
Artigo defesa tic patricia fernandes agudoArtigo defesa tic patricia fernandes agudo
Artigo defesa tic patricia fernandes agudo
 
Too3 tcc texto_informaticanoambienteescolar_sergio_marcos
Too3 tcc texto_informaticanoambienteescolar_sergio_marcosToo3 tcc texto_informaticanoambienteescolar_sergio_marcos
Too3 tcc texto_informaticanoambienteescolar_sergio_marcos
 
2 educacao e_novas_tecnologias_da_informacao_e_comunicacao
2 educacao e_novas_tecnologias_da_informacao_e_comunicacao2 educacao e_novas_tecnologias_da_informacao_e_comunicacao
2 educacao e_novas_tecnologias_da_informacao_e_comunicacao
 
Três de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
Três de Maio - Terezinha Nilza ZawatskiTrês de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
Três de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
 
Agudo - Leonila Nilse Kesseler
Agudo - Leonila Nilse KesselerAgudo - Leonila Nilse Kesseler
Agudo - Leonila Nilse Kesseler
 
2
22
2
 
Trabalhopronto projeto 2011
Trabalhopronto projeto 2011Trabalhopronto projeto 2011
Trabalhopronto projeto 2011
 
Novas tecnologias trabalho
Novas tecnologias   trabalhoNovas tecnologias   trabalho
Novas tecnologias trabalho
 
Formação continuada de professores em informática na educação especial
Formação continuada de professores em informática na educação especialFormação continuada de professores em informática na educação especial
Formação continuada de professores em informática na educação especial
 
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 finalUso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
 
Três de Maio - Simone Raquel Frank
Três de Maio - Simone Raquel FrankTrês de Maio - Simone Raquel Frank
Três de Maio - Simone Raquel Frank
 
Santana do Livramento - Lourdes Helena Rodrigues Pontes Peixoto
Santana do Livramento - Lourdes Helena Rodrigues Pontes PeixotoSantana do Livramento - Lourdes Helena Rodrigues Pontes Peixoto
Santana do Livramento - Lourdes Helena Rodrigues Pontes Peixoto
 
Tcc versâo final aline
Tcc   versâo final alineTcc   versâo final aline
Tcc versâo final aline
 
Grupo 7 formação de professores
Grupo 7   formação de professoresGrupo 7   formação de professores
Grupo 7 formação de professores
 
Três de Maio - Osmar Sipmann
Três de Maio - Osmar SipmannTrês de Maio - Osmar Sipmann
Três de Maio - Osmar Sipmann
 

Destaque

Norpack - Um Caso de Sucesso
Norpack - Um Caso de SucessoNorpack - Um Caso de Sucesso
Norpack - Um Caso de Sucessosapaixao
 
SÃO PAULO GP TURMA 2 G.CONHECIMENTO &PMO GRUPO CLAUDIO-CONSTANTINO
SÃO PAULO GP TURMA 2 G.CONHECIMENTO &PMO   GRUPO CLAUDIO-CONSTANTINOSÃO PAULO GP TURMA 2 G.CONHECIMENTO &PMO   GRUPO CLAUDIO-CONSTANTINO
SÃO PAULO GP TURMA 2 G.CONHECIMENTO &PMO GRUPO CLAUDIO-CONSTANTINOMarco Coghi
 
Auta monografia apresentacao-1
Auta monografia apresentacao-1Auta monografia apresentacao-1
Auta monografia apresentacao-1rositalima
 
Convidar amigos - Rede CIGA
Convidar amigos - Rede CIGAConvidar amigos - Rede CIGA
Convidar amigos - Rede CIGAAlex Dunder Koch
 
Engajamento Digital - Estudo com páginas de IES no Facebook
Engajamento Digital - Estudo com páginas de IES no FacebookEngajamento Digital - Estudo com páginas de IES no Facebook
Engajamento Digital - Estudo com páginas de IES no FacebookFelipe Pereira
 
Informatica el mundo
Informatica el mundoInformatica el mundo
Informatica el mundojasbleydi96
 
Relatorio candidatura ideias_merito_rbe
Relatorio candidatura ideias_merito_rbeRelatorio candidatura ideias_merito_rbe
Relatorio candidatura ideias_merito_rbeSaoLivrosSenhor
 
Tutorial Slideshare Merces
Tutorial Slideshare MercesTutorial Slideshare Merces
Tutorial Slideshare Mercesrositalima
 
Pedro, Klaus e Gabrielle
Pedro, Klaus e GabriellePedro, Klaus e Gabrielle
Pedro, Klaus e Gabriellefabenhah
 

Destaque (20)

Tese de gabrielle cifelli na unicamp em 2005
Tese de gabrielle cifelli na unicamp em 2005Tese de gabrielle cifelli na unicamp em 2005
Tese de gabrielle cifelli na unicamp em 2005
 
Evolução da televisão
Evolução da televisãoEvolução da televisão
Evolução da televisão
 
La Escuela Nueva
La Escuela NuevaLa Escuela Nueva
La Escuela Nueva
 
Norpack - Um Caso de Sucesso
Norpack - Um Caso de SucessoNorpack - Um Caso de Sucesso
Norpack - Um Caso de Sucesso
 
Eureka
EurekaEureka
Eureka
 
SÃO PAULO GP TURMA 2 G.CONHECIMENTO &PMO GRUPO CLAUDIO-CONSTANTINO
SÃO PAULO GP TURMA 2 G.CONHECIMENTO &PMO   GRUPO CLAUDIO-CONSTANTINOSÃO PAULO GP TURMA 2 G.CONHECIMENTO &PMO   GRUPO CLAUDIO-CONSTANTINO
SÃO PAULO GP TURMA 2 G.CONHECIMENTO &PMO GRUPO CLAUDIO-CONSTANTINO
 
Apresentacao Mestrado Tecn Ed PUC-SP
Apresentacao Mestrado Tecn Ed PUC-SPApresentacao Mestrado Tecn Ed PUC-SP
Apresentacao Mestrado Tecn Ed PUC-SP
 
Auta monografia apresentacao-1
Auta monografia apresentacao-1Auta monografia apresentacao-1
Auta monografia apresentacao-1
 
Capinhas
CapinhasCapinhas
Capinhas
 
Convidar amigos - Rede CIGA
Convidar amigos - Rede CIGAConvidar amigos - Rede CIGA
Convidar amigos - Rede CIGA
 
Engajamento Digital - Estudo com páginas de IES no Facebook
Engajamento Digital - Estudo com páginas de IES no FacebookEngajamento Digital - Estudo com páginas de IES no Facebook
Engajamento Digital - Estudo com páginas de IES no Facebook
 
Diapos redes
Diapos redesDiapos redes
Diapos redes
 
Sessão nº 6e 7
Sessão nº 6e 7Sessão nº 6e 7
Sessão nº 6e 7
 
Informatica el mundo
Informatica el mundoInformatica el mundo
Informatica el mundo
 
Relatorio candidatura ideias_merito_rbe
Relatorio candidatura ideias_merito_rbeRelatorio candidatura ideias_merito_rbe
Relatorio candidatura ideias_merito_rbe
 
Edital
Edital Edital
Edital
 
Tutorial Slideshare Merces
Tutorial Slideshare MercesTutorial Slideshare Merces
Tutorial Slideshare Merces
 
Pedro, Klaus e Gabrielle
Pedro, Klaus e GabriellePedro, Klaus e Gabrielle
Pedro, Klaus e Gabrielle
 
Definindo Objetivos
Definindo ObjetivosDefinindo Objetivos
Definindo Objetivos
 
632 e-marketing
632 e-marketing632 e-marketing
632 e-marketing
 

Semelhante a 01

Patricia rodrigues velloso
Patricia rodrigues vellosoPatricia rodrigues velloso
Patricia rodrigues vellosoequipetics
 
EAC - MICROSOF TEAMS COMO AVA (2).doc
EAC - MICROSOF TEAMS COMO AVA (2).docEAC - MICROSOF TEAMS COMO AVA (2).doc
EAC - MICROSOF TEAMS COMO AVA (2).docDouglasBressan3
 
Artigo redes sociais peer-review_13.02.2014_versãosubmetida
Artigo redes sociais peer-review_13.02.2014_versãosubmetidaArtigo redes sociais peer-review_13.02.2014_versãosubmetida
Artigo redes sociais peer-review_13.02.2014_versãosubmetidaElizabeth Batista
 
São João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
São João do Polêsine - Ivelize Liara FleschSão João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
São João do Polêsine - Ivelize Liara FleschCursoTICs
 
Novas tecnologias trabalho
Novas tecnologias   trabalhoNovas tecnologias   trabalho
Novas tecnologias trabalhoAlexandre Ruiz
 
Plataforma Moodle
Plataforma MoodlePlataforma Moodle
Plataforma Moodleculturaafro
 
Lia heberlê de almeida
Lia heberlê de almeida Lia heberlê de almeida
Lia heberlê de almeida equipetics
 
15º Encontro Proinfo 100h - Turmas A e B
15º Encontro Proinfo 100h - Turmas A e B15º Encontro Proinfo 100h - Turmas A e B
15º Encontro Proinfo 100h - Turmas A e BTeka Pitta
 
15º Encontro - Proinfo 100h
15º Encontro - Proinfo 100h15º Encontro - Proinfo 100h
15º Encontro - Proinfo 100hTeka Pitta
 
Texto exemplo
Texto exemploTexto exemplo
Texto exemplo231511
 
O PROFESSOR-AUTOR E O USO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS
O PROFESSOR-AUTOR E O USO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOSO PROFESSOR-AUTOR E O USO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS
O PROFESSOR-AUTOR E O USO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOSJoyce Fettermann
 
Sobradinho - Marcele Lazzari
Sobradinho - Marcele LazzariSobradinho - Marcele Lazzari
Sobradinho - Marcele LazzariCursoTICs
 
Internet como recurso pedagógico
Internet como recurso pedagógicoInternet como recurso pedagógico
Internet como recurso pedagógicoKelly Lima
 
A informática está presente no quotidiano das pessoas
A informática está presente no quotidiano das pessoasA informática está presente no quotidiano das pessoas
A informática está presente no quotidiano das pessoasSamuel Orlando Nhantumbo
 
tecnologia na educação
tecnologia na  educaçãotecnologia na  educação
tecnologia na educaçãoculturaafro
 
/Media/Kingston/PublicaçAo2/Resumo Congresso Necy
/Media/Kingston/PublicaçAo2/Resumo Congresso Necy/Media/Kingston/PublicaçAo2/Resumo Congresso Necy
/Media/Kingston/PublicaçAo2/Resumo Congresso NecyNecy
 
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de FreitasSão João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de FreitasCursoTICs
 
Tendencia Pedagogica Neocognitivista
Tendencia Pedagogica NeocognitivistaTendencia Pedagogica Neocognitivista
Tendencia Pedagogica NeocognitivistaSandra Azevedo
 
São João do Polêsine - Gladis Helena Brondani
São João do Polêsine - Gladis Helena BrondaniSão João do Polêsine - Gladis Helena Brondani
São João do Polêsine - Gladis Helena BrondaniCursoTICs
 

Semelhante a 01 (20)

Patricia rodrigues velloso
Patricia rodrigues vellosoPatricia rodrigues velloso
Patricia rodrigues velloso
 
EAC - MICROSOF TEAMS COMO AVA (2).doc
EAC - MICROSOF TEAMS COMO AVA (2).docEAC - MICROSOF TEAMS COMO AVA (2).doc
EAC - MICROSOF TEAMS COMO AVA (2).doc
 
Artigo redes sociais peer-review_13.02.2014_versãosubmetida
Artigo redes sociais peer-review_13.02.2014_versãosubmetidaArtigo redes sociais peer-review_13.02.2014_versãosubmetida
Artigo redes sociais peer-review_13.02.2014_versãosubmetida
 
São João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
São João do Polêsine - Ivelize Liara FleschSão João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
São João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
 
Novas tecnologias trabalho
Novas tecnologias   trabalhoNovas tecnologias   trabalho
Novas tecnologias trabalho
 
Plataforma Moodle
Plataforma MoodlePlataforma Moodle
Plataforma Moodle
 
Lia heberlê de almeida
Lia heberlê de almeida Lia heberlê de almeida
Lia heberlê de almeida
 
15º Encontro Proinfo 100h - Turmas A e B
15º Encontro Proinfo 100h - Turmas A e B15º Encontro Proinfo 100h - Turmas A e B
15º Encontro Proinfo 100h - Turmas A e B
 
15º Encontro - Proinfo 100h
15º Encontro - Proinfo 100h15º Encontro - Proinfo 100h
15º Encontro - Proinfo 100h
 
Texto exemplo
Texto exemploTexto exemplo
Texto exemplo
 
O PROFESSOR-AUTOR E O USO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS
O PROFESSOR-AUTOR E O USO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOSO PROFESSOR-AUTOR E O USO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS
O PROFESSOR-AUTOR E O USO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS
 
Sobradinho - Marcele Lazzari
Sobradinho - Marcele LazzariSobradinho - Marcele Lazzari
Sobradinho - Marcele Lazzari
 
Internet como recurso pedagógico
Internet como recurso pedagógicoInternet como recurso pedagógico
Internet como recurso pedagógico
 
A informática está presente no quotidiano das pessoas
A informática está presente no quotidiano das pessoasA informática está presente no quotidiano das pessoas
A informática está presente no quotidiano das pessoas
 
tecnologia na educação
tecnologia na  educaçãotecnologia na  educação
tecnologia na educação
 
/Media/Kingston/PublicaçAo2/Resumo Congresso Necy
/Media/Kingston/PublicaçAo2/Resumo Congresso Necy/Media/Kingston/PublicaçAo2/Resumo Congresso Necy
/Media/Kingston/PublicaçAo2/Resumo Congresso Necy
 
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de FreitasSão João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
 
Tendencia Pedagogica Neocognitivista
Tendencia Pedagogica NeocognitivistaTendencia Pedagogica Neocognitivista
Tendencia Pedagogica Neocognitivista
 
São João do Polêsine - Gladis Helena Brondani
São João do Polêsine - Gladis Helena BrondaniSão João do Polêsine - Gladis Helena Brondani
São João do Polêsine - Gladis Helena Brondani
 
Projeto lei 2014
Projeto lei   2014Projeto lei   2014
Projeto lei 2014
 

Último

Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxIsabelaRafael2
 
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogar
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogarCaixa jogo da onça. para imprimir e jogar
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogarIedaGoethe
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfAdrianaCunha84
 
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxSlides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveaulasgege
 
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfSimulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfEditoraEnovus
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptxpamelacastro71
 
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)Mary Alvarenga
 
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologiaAula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologiaaulasgege
 
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e TaniModelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e TaniCassio Meira Jr.
 
Bullying - Texto e cruzadinha
Bullying        -     Texto e cruzadinhaBullying        -     Texto e cruzadinha
Bullying - Texto e cruzadinhaMary Alvarenga
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicasCenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicasRosalina Simão Nunes
 
Regência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdfRegência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdfmirandadudu08
 
activIDADES CUENTO lobo esta CUENTO CUARTO GRADO
activIDADES CUENTO  lobo esta  CUENTO CUARTO GRADOactivIDADES CUENTO  lobo esta  CUENTO CUARTO GRADO
activIDADES CUENTO lobo esta CUENTO CUARTO GRADOcarolinacespedes23
 
Habilidades Motoras Básicas e Específicas
Habilidades Motoras Básicas e EspecíficasHabilidades Motoras Básicas e Específicas
Habilidades Motoras Básicas e EspecíficasCassio Meira Jr.
 
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfUFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfManuais Formação
 

Último (20)

Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
 
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogar
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogarCaixa jogo da onça. para imprimir e jogar
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogar
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
 
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxSlides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
 
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
 
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfSimulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
 
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
 
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologiaAula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
 
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e TaniModelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
 
Bullying - Texto e cruzadinha
Bullying        -     Texto e cruzadinhaBullying        -     Texto e cruzadinha
Bullying - Texto e cruzadinha
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicasCenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
 
Regência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdfRegência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdf
 
activIDADES CUENTO lobo esta CUENTO CUARTO GRADO
activIDADES CUENTO  lobo esta  CUENTO CUARTO GRADOactivIDADES CUENTO  lobo esta  CUENTO CUARTO GRADO
activIDADES CUENTO lobo esta CUENTO CUARTO GRADO
 
Habilidades Motoras Básicas e Específicas
Habilidades Motoras Básicas e EspecíficasHabilidades Motoras Básicas e Específicas
Habilidades Motoras Básicas e Específicas
 
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfUFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
 

01

  • 1. Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 UMA PROPOSTA CONSTRUCIONISTA PARA O USO DA INTERNET NA EDUCAÇÃO BALADELI, Ana Paula Domingos (UEM) ALTOÉ, Anair (Orientadora/UEM) Introdução A produção, o processamento e a divulgação da informação a partir do advento da Internet (rede mundial de computadores) têm proporcionado às pessoas o acesso ilimitado à informação. Além de constituir-se em uma ferramenta versátil para realização de diferentes tarefas em vários setores da atividade humana, com a web surgem novos espaços para a comunicação, interação e colaboração entre as pessoas. A comunicação em tempo real (síncrona) é um exemplo das potencialidades apresentadas pela Internet como uma ferramenta comunicacional capaz de encurtar distâncias físicas e possibilitar o acesso remoto a um volume cada vez maior de informação em diferentes bancos de dados. O desenvolvimento constante de tecnologias e a ampliação do uso da Internet provocam o repensar sobre os paradigmas para formação para o trabalho e sobre a concepção de educação. Segundo (KENSKI, 2003), as novas tecnologias da informação e comunicação alteram nossa forma de pensar, sentir e agir. Nesse contexto a educação escolar disputa a atenção dos alunos com outros espaços sociais mais atraentes e dinâmicos que as práticas vivenciadas em sala de aula. É nesse momento que o papel do professor é questionado a fim de que desenvolva alternativas metodológicas que permitam a construção do conhecimento e o desenvolvimento da autonomia do aprendiz (ALTOÉ, 2003). No processo de ensino e aprendizagem de línguas, o uso de ferramentas como o computador e a Internet são pensados como alternativas para tornar o processo de aprendizagem mais atraente, interessante e significativo. Isso porque, “com a rede, 1
  • 2. Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 abrem-se imensas fronteiras que ainda necessitam ser exploradas e compreendidas pelos professores e educandos num trabalho compartilhado” (BRITO, PURIFICAÇÃO, 2008, p.69). Sendo assim, muitos são os estudos que buscam além de compreender as potencialidades da ferramenta Internet no processo de ensino e aprendizagem de línguas desenvolver alternativas metodológicas para uso dessa tecnologia por uma perspectiva crítica e inovadora. Acredita-se que a perspectiva construcionista para o uso da informática na educação apresenta-se adequada para os propósitos de um ensino de línguas que oportunize ao aprendiz condições de aprender conforme o seu interesse e ritmo de aprendizagem. Os pressupostos da perspectiva construcionista A fundamentação teórica da perspectiva construcionista elaborada por Seymour Papert (1984) toma como base os estudos realizados por Jean Piaget sobre a construção do conhecimento nas crianças. Seymour Papert encontra-se entre os mais importantes pesquisadores sobre Inteligência Artificial e o uso de tecnologias na educação. Suas pesquisas tomaram como ponto de partida a teoria construtivista de Piaget e assim desenvolveu a linguagem de programação LOGO. Para Papert, o aprendiz ao programar o computador constrói conhecimento a medida em que aciona seus esquemas mentais para resolver problemas que encontra durante a sua atuação com o computador. Valente (1993) o uso da informática na educação pode tomar como base duas perspectivas quais sejam; a primeira muito comum quando o computador é concebido como um recurso a ser utilizado para transmitir conhecimento ao aprendiz, já na segunda o computador é concebido como uma ferramenta capaz de potencializar a aprendizagem de um dado conteúdo curricular. Por se tratar de uma ferramenta, o aprendiz desempenha papel central nesse processo uma vez que é ele quem descreve o que o computador deve executar. Ainda segundo o autor, a construção de conhecimento 2
  • 3. Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 com o uso do computador ocorre quando o ciclo reflexivo descrição>execução>reflexão>depuração>descrição se realiza. No construcionismo, o computador consiste em uma ferramenta a ser programada pelo aprendiz e não o contrário conforme a perspectiva tecnicista. “O computador no paradigma construcionista deve ser usado como uma ferramenta que facilita a descrição, a reflexão e a depuração de ideias” (VALENTE, 1993, p. 42). Para Piaget (1972), a inteligência é um instrumento de adaptação do sujeito ao meio já que ele mesmo constrói suas ações e interage com o meio. Segundo (COLL, 1996) torna-se fundamental conhecer teorias que nos permitam analisar e refletir sobre o processo de ensino e de aprendizagem, isso porque só de posse desse conhecimento o professor terá condições de modificar a sua prática pedagógica buscando soluções e explicações para situações que ocorrem na dinâmica de sala de aula. Em uma educação tecnicista os conteúdos e as ações humanas são relegados no processo de ensino e aprendizagem a um segundo plano já que a eficiência das técnicas e dos métodos de ensino é enfatizada. “O computador em si não está, necessariamente, vinculado à pedagogia tecnicista. No entanto, o modo de utilizá-lo e as escolhas que o professor precisa fazer expressam claramente, uma determinada concepção de educação” (PRADO, 1996, p. 20). Em uma proposta de educação construcionista o computador dever ser utilizado como ferramenta capaz de potencializar os conteúdos e as tarefas de diferentes áreas do conhecimento. Essa construção ocorre quando o aprendiz utiliza-se do computador com autonomia assumindo o controle sobre o seu processo formativo. “A maior contribuição do computador como meio educacional advém do fato do seu uso ter provocado o questionamento dos métodos e processos de ensino utilizados” (VALENTE, 1993, p. 20). Língua Inglesa na Internet 3
  • 4. Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 A Língua Inglesa sem dúvida representa a língua da Internet. Segundo Crystal (2003) a Língua Inglesa é considerada uma língua global não por suas características gramaticais, fonológicas ou fonéticas, ela é considerada global por conta da representatividade de sua economia bem como pelo poder político e militar dos países que a falam. Assim, compreender a Língua Inglesa significa fazer parte de uma comunidade global que tem acesso a produção cultural e ideológica produzida e divulgada nesse idioma. Segundo Paiva (2001) o uso da Internet no ensino de LI configura-se como um espaço propício de aprendizagem uma vez que a partir do acesso à variedade de conteúdos produzidos em inglês o que colabora para a sua compreensão sobre a língua como prática social. Além da interação promovida pela Internet entre o aluno e o uso efetivo da língua que está estudando, a web como fonte de pesquisa também se apresenta como um recurso versátil e dinâmico para o acesso a materiais diversos. A questão que emerge de tal contexto é qual a postura adequada do professor no uso dessa ferramenta? A partir do referencial teórico adotado para elaboração da pesquisa e conseqüentemente deste curso de extensão, acreditamos que a perspectiva construcionista seja a mais adequada aos objetivos aqui apresentados. Contudo, nas escolas públicas brasileiras o ensino de Língua Inglesa ou de qualquer outra língua estrangeira encontra entraves como a falta de recursos adequados para desenvolvimento das habilidades necessárias à aprendizagem do idioma, salas de aula com grande número de alunos. Dado que dificulta a realização de atividades interativas, sobretudo as que se relacionam com as habilidades de fala e compreensão auditiva. Não é raro nas conversações com professores que atuam na rede pública a falta de motivação para realizar atividades diferentes e mais interativas. Em uma atividade de pesquisa na Internet, por exemplo, o aprendiz ao utilizar a ferramenta de busca ele realiza ações (descreve) para a ferramenta o tópico a ser pesquisado, a ferramenta (executa) e apresenta os resultados, se a resposta for satisfatória o aprendiz considera que sua pesquisa está concluída, como se um problema inicial acabasse de ser resolvido. Caso contrário, o aluno (reflete) sobre o resultado e 4
  • 5. Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 reorganiza suas ideias e seus esquemas mentais de ação a partir dos resultados já obtidos (depura) para então realizar uma nova busca com outros critérios (descreve) para a ferramenta a partir dos resultados já obtidos e assim o ciclo reflexivo se realiza. Nesse processo intermitente de interação entre sujeito, meio e objeto as estruturas e os esquemas mentais são reorganizados a fim de que o sujeito consiga resolver um problema é nesse momento que a construção do conhecimento ocorre (VALENTE, 1993; 2002). Ações pedagógicas em um curso de extensão Para atuar com tecnologias na educação torna-se necessário o domínio de dois conhecimentos, quais sejam, o operacional e o pedagógico. O conhecimento operacional significa compreender a estrutura de funcionamento da tecnologia utilizada, com esse conhecimento tanto professor quanto aluno realizam ações com a ferramenta explorando as possibilidades oferecidas por ela no processo de construção de conhecimento. Já o conhecimento pedagógico refere-se às alternativas metodológicas necessárias para uso da tecnologia na educação. O professor com esse conhecimento terá condições de realizar encaminhamentos e propor atividades com o uso de tecnologia que atendam aos objetivos da sua aula. Por conhecer a realidade do ensino de Língua Inglesa na escola pública como parte integrante do processo de coleta de dados para pesquisa em Pós-Graduação em Educação, realizou-se um curso de extensão de 40h para um grupo de 24 professores de Língua Inglesa que atuam na cidade de Cascavel. As ações pedagógicas realizadas ao longo dos encontros presenciais objetivaram oferecer aos professores leituras teóricas sobre informática na educação e sugerir alternativas metodológicas para uso dessa ferramenta em sua prática pedagógica. Além de criar um espaço colaborativo em que os professores tivessem condições de vivenciar uma dinâmica de pesquisa, análise e reflexão sobre os conteúdos pesquisados na Internet para o ensino e aprendizagem de Língua Inglesa objetivou-se com o curso subsidiar a mudança da prática pedagógica desses professores, conforme ilustra o quadro a seguir. 5
  • 6. Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 LOCAL E DATA DE REALIZAÇÃO ATIVIDADES REALIZADAS 1º Encontro - apresentação da proposta do curso. Auditório do - conversações com os professores participantes. NRE/CVEL - pressupostos históricos da Informática Educativa no Brasil. 05/08/2008 - atividades de leitura dialogada, análise e reflexão sobre as concepções pedagógicas - Tradicional e Tecnicista. - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades formativas 2º Encontro - concepção pedagógica Construtivista e Construcionista. Laboratório de - navegação livre dos professores na Internet. Informática de um - cadastro dos professores no (englishteacher_internet) e- colégio estadual grupo do curso. 12/08/2008 - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades formativas. 3º Encontro - informática na educação. Laboratório de - atividades de leitura, análise e reflexão sobre o tema. Informática de um - navegação orientada em sites específicos para o ensino e a colégio estadual aprendizagem de línguas. 19/08/2008 - navegação no e-grupo do curso. - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades formativas. 4º Encontro - uso da Internet como ferramenta pedagógica na sala de aula Laboratório de de LI. Informática de um - atividades de leitura, análise e reflexão sobre o tema. colégio estadual - análise de sites navegados. 26/08/2008 - leitura em ambiente virtual (hipertexto). - navegação no englishteacher_internet. - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades formativas. 5º Encontro - ensino de LI em ambiente virtual. Laboratório de - atividades de leitura, análise e reflexão sobre o tema. Informática de um - navegação em sites específicos para o ensino e a colégio estadual aprendizagem de línguas. 09/09/2008 - orientação para a elaboração de Plano de ação para o ensino e aprendizagem de LI com o uso da Internet. - navegação no englishteacher_internet. - instrumentos de coleta de dados e registro de atividades formativas. Ao longo das atividades presenciais realizadas em 20h os professores participantes vivenciaram uma dinâmica de estudos, pesquisa e reflexão sobre as possibilidades de 6
  • 7. Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 uso pedagógico da Internet como ferramenta para informação, comunicação e colaboração. As demais 20h do curso foram destinadas a realização de atividades a distância que contemplaram o uso da ferramenta colaborativa e-grupo. No englishteacher_internet e-grupo criado especialmente para o curso, os professores encontraram textos, links para eventos, periódicos e sites educativos, responderem enquetes e acessarem todas as atividades realizadas pelos demais colegas além de poderem acessar todo o material utilizado durante o curso. Mais do que um espaço colaborativo de informação e comunicação os professores conhecerem algumas possibilidades de uso pedagógico da Internet por meio da navegação no e-grupo. Resultados A participação dos professores revelou o pouco conhecimento que os mesmos apresentam sobre teorias e metodologias para uso das ferramentas da informática na educação. O que demonstra que o curso representou para a maioria dos professores participantes o seu primeiro contato com práticas de estudo e reflexão sobre o tema informática na educação. Por meio das enquetes sugeridas no e-grupo os professores expressaram o seu hábito de uso do computador e da Internet, além de manifestarem suas opiniões em relação à dinâmica adotada para as ações pedagógicas no curso. Ainda que o objetivo do curso tenha sido o de criar um espaço colaborativo de estudos, práticas e reflexão sobre o uso da Internet e suas aplicações no ensino e aprendizagem de Língua Inglesa, reconhece-se que a mudança na prática só será possível quando os professores alcançarem o segundo estágio de reflexão do ciclo reflexivo (VALENTE, 1993) e depurarem as suas ideias para realizarem uma prática renovada. Compreende-se também que devido ao pouco conhecimento operacional que alguns professores apresentavam sobre o computador um curso de 40h não dá conta de sanar todas as dificuldades que os professores apresentavam. 7
  • 8. Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 Os dados revelam ainda a necessidade de se pensar na formação continuada dos professores para atuação com tecnologias. Pela perspectiva construcionista em que a construção de conhecimento é de natureza construtiva as condições necessárias para a mudança na prática pedagógica surgem a partir da prática e da reflexão num processo ativo do sujeito sobre o objeto de conhecimento. Considerações finais Os recursos das tecnologias da informação e comunicação apresentam-se como recursos interessantes para a aprendizagem de línguas, contudo, torna-se necessário que as tecnologias sejam inseridas na educação não como recursos salvacionistas capazes de garantir a aprendizagem e o interesse do aprendiz. Pelo contrário, utilizar tecnologia seja ela o computador ou a Internet deve estar fundamentado em uma postura crítica e reflexiva do professor para que este tenha condições de auxiliar os seus alunos na construção do conhecimento por meio da exploração dos aplicativos que a tecnologia oferece. Além de infra-estrutura adequada, de materiais de apoio, pesquisa e espaços de estudos e reflexão o professor precisar encontrar na escola em que atua as condições mínimas para a realização de atividades extracurriculares que utilizem o computador ou a Internet. Acreditamos que o professor precisa de formação continuada para poder construir conhecimento sobre informática na educação e transformar a sua prática pedagógica, para isso, a escola pública também precisa acompanhar as inovações tecnológicas e oferecer aos alunos e professores um espaço profícuo a aprendizagem e ao desenvolvimento de uma postura crítica tão requerida em uma sociedade digitalmente globalizada. REFERÊNCIAS 8
  • 9. Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 ALTOÉ, Anair. Formação de professores para o uso do computador em sala de aula. Teoria e prática da educação, Maringá: DTP/UEM, v. 6, n. 14. ed. Especial, p. 483- 496, 2003. BRITO, Gláucia da S.; PURIFICAÇÃO, Ivonélia da. Educação e novas tecnologias: um re-pensar. Curitiba: Ibpex, 2008. COLL, Cesar; SOLÉ, I. Os professores e a concepção construtivista. In: COLL, C. [et al] O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 1996. CRYSTAL, David. English as a global language. 2 ed. Cambridge University Press, 2003. KENSKI, Vani M. Tecnologias e ensino presencial e a distância. 2 ed. Campinas, SP: Papirus, 2003. PAIVA, Vera L. M. O. A www e o ensino de inglês. Revista Brasileira de Lingüística Aplicada. v.1. n. 1, 2001 p. 93-116 disponível em http://www.veramenezes.com/ww.htm acesso em 18/04/2008. PRADO, Maria E. B. B. O uso do computador na formação do professor: um enfoque reflexivo da prática pedagógica. Brasília: MEC/SEED/PROINFO, 1996. VALENTE, José A. (org). Computadores e conhecimento: repensando a educação. Campinas, SP: Unicamp, 1993. VALENTE, José A. Uso da Internet em sala de aula. Educar, Curitiba, Editora da UFPR. n. 19, p. 131-146, 2002. 9