O Materialismo Histórico em Marx
Por: Jayme Callado Neto
Karl Heinrich Marx (1818–1883) influenciou fortemente a filosofia...
Hegel traz essa dimensão histórica para a filosofia contemporânea. A partir dele não é
mais possível explicar nenhum fenôm...
Professor: Andre Sena
Aluno: Jayme Callado Neto

Rio de Janeiro / 2013
Teoria Política Contemporânea

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O materialismo histórico em marx

  1. 1. O Materialismo Histórico em Marx Por: Jayme Callado Neto Karl Heinrich Marx (1818–1883) influenciou fortemente a filosofia e a ciência mundial. Evidenciou a proposta de um modelo de sociedade alternativo ao capitalismo e solidificou as bases teóricas para uma sociedade socialista, caracterizada pela igualdade social, uma sociedade sem exclusões e sem classes sociais. Sua vida foi marcada, pelas diversas expulsões de vários países, devido ao seu radicalismo, pela organização e luta dos trabalhadores e pela perseguição dos que defendiam o capitalismo como modelo de sociedade perfeita e, em 1848, lança em conjunto com Friedrich Engels (1820-1895) o Manifesto Comunista que expressa bem suas idéias. Para compreendermos o pensamento de Marx e o que conhecemos como Materialismo Histórico precisamos entender que estamos observando um pensador do século XIX que se forma dentro de um contexto histórico e sócio-econômico bastante conturbado, pois a consolidação do Capitalismo Industrial se dá pela grande exploração da força de trabalho. De um lado avistamos uma burguesia capitalista que é dona dos meios de produção e terras e de outro o proletariado cujo único recurso é força de trabalho, por tanto, antagônicas. O impacto gerado por este capitalismo, além da criação daquelas duas classes sociais, também, gera os primeiros movimentos sindicais, os primeiros movimentos políticos voltados para a transformação e melhoria das condições de trabalho e produção dessa sociedade. A isso se agrega a elaboração de novas idéias no campo científico e pensadores entre os séculos, XVIII e XIX, como Adam Smith e David Ricardo geram os primeiros passos para formação das, hoje, reconhecidas Ciências Econômicas e Economia Política. Esta é muito bem abordada e que é uma das bases do pensamento de Marx (Obra: O Capital). Apesar de ser um crítico à tradição da filosofia ocidental esse acha em Hegel (1770-1831) um apoio fundamental para o desenvolvimento de seu pensamento teórico. A contribuição hegueliana foi a redescoberta da temporalidade, a dimensão da historicidade, a perspectiva dialética do pensamento filosófico. Esse pensamento percebe que o real não está feito de maneira definitiva, um conceito não propriamente de ser, mas, muito mais, de vir a ser. Não como algo pronto e acabado feito por Deus de toda eternidade, em contra partida, de que o real é um processo permanente de Devir (transformação).
  2. 2. Hegel traz essa dimensão histórica para a filosofia contemporânea. A partir dele não é mais possível explicar nenhum fenômeno sem nos preocuparmos com o processo de transformação. Essa redescoberta da historicidade, da temporalidade, passa a estar presente em outros pensadores entre os séculos, XVIII e XIX, um bom exemplo é Charles Darwin (1809-1882). Os trabalhos de pesquisa deste último sobre “A origem das espécies” nos mostra, que a vida é um processo de longa evolução mostrando que a evolução parte de estágios mais simples até os mais complexos. A partir de todos esses elementos Marx constrói uma síntese incorporando essa idéia da dialética idealista hegueliana na história e realidade, concreta, do homem, quer dizer, não é mais uma dialética da metafísica, mas uma dialética baseada em um materialismo histórico em que a constituição da sociedade humana se dá através de um processo que está em permanente transformação e cabe ao homem, acompanhar e dirigir. Com isso o teórico social faz uma revolução na dialética de Hegel e a põe literalmente ao inverso propondo que a dialética deveria sair do mundo das idéias e ser aplicada a realidade. Marx chega à conclusão de que a produção material dos homens é que determina todo o resto “Não é a consciência que determina o ser, mas o ser social que determina a consciência”, ou seja, ele critica a dialética idealista hegueliana propondo uma realista baseada no materialismo histórico que propõe uma negação da perspectiva puramente idealista. Percebe que a realidade do homem vem se transformando ao longo da história e que não é um processo linear, mas dar-se-á por um conflito interno dos contrários. Quando uma etapa está saturada passa por processos até chegar numa nova etapa. Como o processo de tese que tem uma antítese e gera uma síntese, assim se imaginarmos como no estágio da infância (tese) e ao chegar à adolescência (antítese), nega a menor idade e quando chega idade adulta (síntese), que seria um resultado das experiências da infância e da afirmação da adolescência fundidas em uma síntese dos confrontos desses primeiros momentos. Dessa forma, o modo de produção capitalista é visto como uma dessas etapas que substitui o sistema feudal que por sua vez substituiu o modo de produção anterior. A nova etapa, solução final, por tanto a síntese, seria o comunismo, que se daria através de uma revolução transformando o mundo pelas forças do proletariado tomando o poder dos capitalistas. “Mais do que pensar no mundo é preciso transformá-lo”. Karl Heinrich Marx.
  3. 3. Professor: Andre Sena Aluno: Jayme Callado Neto Rio de Janeiro / 2013
  4. 4. Teoria Política Contemporânea Paper para AV1 Rio de Janeiro / 2013

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