Figuras de Linguagem

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Figuras de Linguagem

  1. 1. Figuras de Linguagem Introdução à língua literária
  2. 2.  Sentido Conotativo: Adequa-se ao contexto. Sentido Denotativo: Sentido literal de um enunciado. Plurissignificação: O poder literário de evocar múltiplos significados.
  3. 3.  Quando eu tinha seis anos Não pude ver o fim da festa de São João Porque adormeci Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo Minha avó Meu avô Totônio Rodrigues Tomásia Rosa Onde estão todos eles? - Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente
  4. 4. COMPARAÇÃO E METÁFORA Madrigal:  Meu amor é simples, Dora,  Como água e pão.  Como o céu refletido  Nas pupilas de um cão. Livre-arbítrio Todo mundo é toureiro Cada um escolhe o Touro que quiser na vida. O toureiro escolheu o Próprio Touro.
  5. 5. IRONIA
  6. 6. ALITERAÇÃO Segue o Seco  A boiada seca  Na enxurrada seca  A trovoada seca  Na enxada seca  Segue o seco sem sacar que o caminho é seco  Sem sacar que o espinho é seco  Sem sacar que seco é o Ser Sol  Sem sacar que algum espinho seco secará  E a água que sacar será um tiro seco  E secará o seu destino secará...
  7. 7. ASSONÂNCIA E PARONOMÁSIA Sou um mulato nato No sentido lato Mulato democrático no litoral... Menina, a felicidade Menina, a felicidade É cheia de graça É cheia de ano É cheia de lata É cheia de Eno É cheia de praça É cheia de Hino É cheia de traça. É cheia de ONU... Menina, a felicidade É cheia de pano É cheia de pena É cheia de sino É cheia de sono
  8. 8. METONÍMIA A parte pelo todo: O continente pelo conteúdo O autor pela obra A marca pelo produto Maurício é bom de garfo. Ele tem duzentas cabeças de gado. Sempre que tenho dúvidas, recorro ao Aurélio. Você me empresta o durex? Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto (Sinédoque)
  9. 9.  Pela janela aberta, refletia-se, no espelho da sala, a paisagem no quintal. No espelho do córrego, bailam as borboletas bêbadas de sol.
  10. 10.  O circo era um balão aceso, com música e pastéis na entrada. Devolva o Neruda que você me tomou E nunca leu. Minha dor é inútil Como uma gaiola numa terra onde não há passáros. Ringe e range, rouquenha, a rígida moenda.
  11. 11. PROSOPOPEIA OU PERSONIFICAÇÃO Árvores encalhadas pedem socorro. Mata-paus vou-bem-de-saúde se abraçam. O céu tapa o rosto Chove... Chove... Chove. O fogo, bem de fronte do rancho festivo, alumiava o terreiro. Lúcio pôs-se a observar a agonia da lenha verde que se estorcia, estalava de dor, estoirava em protestos secos e se finava, chiando, espumando de raiva vegetal.  J. Américo de Almeida
  12. 12. ANTÍTESE E PARADOXO Balanço A pobreza do eu  Espia a barriga estufada A opulência do mundo dos meninos, A opulência do eu  A barriga cheia de vazio, A pobreza do mundo  Deus sabe o quê. A pobreza de tudo  Drummon A opulência de tudo A incerteza de tudo Na certeza de nada. Drummond
  13. 13. HIPÉRBOLE Meses depois fui para o seminário São José. Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. Há nisto alguma exageração; mas é bom ser enfático, uma ou outra vez. Machado de Assis Rubião assistira à sessão em que o Ministério Itaboraí pediu os orçamentos. Tremia ainda ao contar as suas impressões, descrevia a Câmara, tribunas, galerias cheias que não cabia um alfinete.
  14. 14. EUFEMISMO Levamos-te cansado ao teu último endereço Vi com prazer Que um dia afinal seremos vizinhos Conversaremos longamente De sepultura a sepultura No silêncio da madrugada. M. Bandeira
  15. 15. EXERCÍCIOS Nos tempos de meu Pai, sob esses galhos, Como uma vela fúnebre de cera, Chorei bilhões de vezes com a canseira De inexorabilíssimos trabalhos! A. dos Anjos Eu vejo as pernas de louça Da moça que passa e eu não posso pegar. Buarque O amor é um poço onde se despejam lixo e brilhantes.
  16. 16.  Que beleza, Montes Claros. Como cresceu Montes Claros. Quanta indústria em Montes Claros. Montes Claros cresceu tanto, Ficou tão urbe tão notória, Prima-rica do Rio de Janeiro, Que já tem cinco favelas Por enquanto, e mais promete Drummond
  17. 17.  Lamentamos informar que nossa empresa está impossibilitada de honrar os compromissos financeiros assumidos por V. Sª. Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis (Machado de Assis)

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