Resumos PNEE

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Resumodos dos projectos de empreendedorismo desenvolvidos na Escola em 2008/2009 e inseridos no PNEE

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  1. 1. Medilã Bruna Benedito; Sara Santos; Ana Sofia Leitão e Telma Antunes Situados numa região marcada pelas tradições associadas à criação de gado ovino as quais se torna necessário revitalizar, surge este projecto orientado com a colaboração da D. Luísa Saraiva que, desta forma, rentabilizou as aprendizagens realizadas numa acção de formação que decorreu no edifício da Moagem, cidade do engenho e das artes, sobre a temática. Mediante a utilização da lã proveniente da tosquia do gado ovino da região foram concebidas várias peças com diversos tamanhos e utilidades, usando exclusivamente movimentos corporais. A lã obtida directamente da tosquia das ovelhas foi cardada manualmente obtendo-se placas rectangulares. Nesta forma, a lã pronta a ser fiada ou, em alternativa, a ser usada para o fabrico de peças por feltragem, teve múltiplas aplicações apresentando-se dois exemplos. Fabrico de tapetes/ carpetes: Após se dispor parcialmente sobrepostas, sobre uma esteira, as placas de lã a utilizar, verteu-se sobre as mesmas água bem quente na qual se misturou previamente raspas de sabão. Utilizando uma porção de sabão em barra esfregou-se o mesmo por toda a superfície da lã. Pisoteou-se durante algum tempo e, no final, passou-se por água fria e colocou-se a secar ao ar. Fabrico de Sabonetes massajantes: Envolveu-se um sabonete com lã cardada e ajustou-se bem com uma porção de tule. Submergiu-se numa tina com água bem quente e fez-se rodar a peça entre as mãos. Passou-se por água fria e deixou-se secar ao ar. Além dos benefícios terapêuticos que se obtêm através da realização de exercício físico sobre a lã, ou das massagens obtidas utilizando no banho um sabonete revestido a lã, a possibilidade de transformação em diversas peças potencia o enriquecimento das ofertas de artesanato da região. 1
  2. 2. Somar (esforços) e Multiplicar (recursos) para Dividir (produtos) Alunos do 11ºCT3 (Biologia e Geologia) O material vegetal é frequentemente utilizado em inúmeras aulas laboratoriais de Biologia e Geologia do 10º e 11º anos. O aumento de actividades laboratoriais, bem como a necessidade de minimizar gastos, justificaram a proposta e a execução do projecto cujo objectivo principal foi garantir a disponibilidade (diversidade e quantidade) de plantas nos laboratórios. Na reprodução sexuada e assexuada das plantas foram aplicados os conhecimentos adquiridos nas aulas de Biologia e Geologia e no trabalho laboratorial realizado no Departamento de Botânica da FCTUC. Somou-se o contributo de cada elemento do projecto na obtenção das matérias-primas: reutilizaram-se garrafões e garrafas de plástico, os quais serviram de contentores; obteve-se o material vegetal (sementes e porções/órgãos de plantas), a turfa e hormonas de enraizamento por donativos de empresas, familiares e amigos. Reproduziram-se as plantas assexuadamente - por multiplicação vegetativa (estacaria foliar, caulinar e radicular; gemulação), e sexuadamente utilizando sementes. Verificou-se que o sucesso reprodutivo de cada espécie é variável de acordo com o processo ou a técnica utilizados. Isto significa que a opção por um determinado processo/ técnica de reprodução não é indissociável da espécie a reproduzir. A begónia reproduz-se com elevado sucesso por estacaria foliar, caulinar e radicular. Por oposição, no azevinho, por exemplo, o emprego da estacaria caulinar deve ser adjuvada por uma hormona de enraizamento. Multiplicaram-se por gemulação o briófilo, por estacaria azevinho, alfazema, alecrim, camélia, begónia, roseira, salsa, serpão. Realizaram-se sementeiras de salsa, amores-perfeitos, girassol… A utilização de processos assexuados na reprodução de plantas não favorece a biodiversidade uma vez que todas as plantas filhas são clones da planta mãe, isto é, são geneticamente idênticas entre si e à planta mãe. Por oposição, as sementes são obtidas por processos sexuados e, como tal, a união aleatória de gâmetas e a meiose introduzem a variabilidade intra-específica necessária à sobrevivência e evolução das espécies. Não obstante esta vantagem poder condicionar a opção de utilização mais frequente, a reprodução assexuada permite obter um maior número de plantas num período de tempo mais curto. Este facto possibilitou vender na Escola o material excedente, obtendo-se de forma inovadora receitas que poderão ter diversas aplicações – Dividir recursos. 2
  3. 3. Fito.Geocosmética Joana Moreira e Adriana Pereira Muitos dos produtos de cosmética actualmente disponíveis no mercado têm revelado alguma capacidade de provocar alergias em pessoas de pele mais sensível. A escolha do tema surgiu a partir do conhecimento de um tipo de pele que reage mal à aplicação de produtos cosméticos que se encontram no mercado. O problema referido é conhecido por Dermatite Atópica. O termo “fitocosmética” está associado ao estudo dos cosméticos, cuja constituição passa pelos extractos, óleos e partes de vegetais, tendo como objectivo principal a fitoterapia. A expressão “geocosmética” refere-se á aplicação de certos agregados naturais compostos por minerais, sobre a pele. O objectivo foi criar batons que não causassem problemas alergológicos aos indivíduos que apresentam problemas de dermatite atópica. Para tal substituíram-se os produtos químicos utilizados no seu fabrico, por produtos naturais não causadores de alergias. Fez-se a extracção dos pigmentos a partir de produtos naturais (EX. morangos, laranja e argilas), utilizando processos mecânicos. Para a concretização deste trabalho, realizaram-se dois tipos de testes. Nos testes de toxicidade foram utilizados espécimes de Daphnia magna Strauss, que foram sujeitos aos diversos produtos a utilizar na produção do batom. Foram também realizados testes de Alergologia (aplicação dos produtos base do confecção do batom sobre a pele de indivíduos, que comprovadamente, apresentavam problemas de dermatite atópica). Foi desenvolvido um protocolo, com base nos estudos realizados, a partir do qual se produziram batons de diferentes tonalidades e sabores, que não são causadores de alergias em pessoas com dermatite atópica. 3
  4. 4. Criação de helicicultura na região Débora Ramos e Telma Simão A criação de caracóis já existe há mais de 2.000 anos. O consumo deste animal, porém, é muito mais antigo, provavelmente desde os primórdios da humanidade, como comprovam os achados arqueológicos de montes de cascas ou conchas, em cavernas dos homens pré- históricos. Na Europa são utilizados na alimentação, sendo frequente a sua apanha em habitat natural. Em Portugal são servidos como petisco e largamente consumidos em bares durante o Verão. Em tempo de recessão económica, a criação de caracóis terrestres surge como uma fonte de rendimento viável e uma excelente oportunidade de negócio. Entre as espécies mais utilizadas em helicicultura destaca- se a espécie “Gros Gris” (Helix aspersa maxima). No estudo que apresentamos, pretende-se estudar, quais as condições mais adequadas para proceder ao cultivo de Helix aspersa máxima em condições laboratoriais (temperatura, humidade, substrato, alimentação). Para além da exploração gastronómica da espécie pretende-se avaliar a possibilidade de exploração de outros subprodutos, nomeadamente a baba de caracol, assumidamente com propriedades terapêuticas e ainda a utilização de aspectos comportamentais dos caracóis como estratégias terapêuticas no stress humano. Os resultados obtidos são bastante conclusivos relativamente ao tipo de alimentação a fornecer, verificando-se um maior desenvolvimento quando foi submetida uma alimentação mista. Realizámos também um estudo relativo ao substrato mais favorável á eclosão dos ovos e concluímos que a turfa é o ambiente mais favorável para a eclosão dos ovos. 4
  5. 5. Daphnias, substâncias psicoactivas e medicamentosas Sara Pereira e Ângela Batista Nos tempos que correm os actos de beber uma “bica” acompanhada pelo gosto de um cigarro seguidos de um digestivo, encontram-se profundamente banalizados, bem como a administração, não sujeita a receita médica, dos antifebris ou antipiréticos. No entanto, são alguns, os efeitos adversos que daí resultam, nomeadamente ao nível do sistema cardiovascular. O nosso projecto teve como finalidade avaliar os efeitos produzidos por estas substâncias ao nível do batimento cardíaco de um organismo modelo para os efeitos das mesmas ao nível do ser humano. Para tal, realizámos inúmeros testes utilizando como modelo biológico culturas de Daphnia magna Straus, nos quais, observando o coração deste organismo ao microscópio óptico composto, contabilizámos o número de batimentos cardíacos em intervalos de 10s. Os resultados obtidos permitiram-nos concluir que tanto as substâncias psicoactivas como as medicamentosas produzem alterações no ritmo cardíaco funcionando, respectivamente, como substâncias estimulantes ou depressoras. A partir dos resultados obtidos foi possível inferir sobre o efeito das substâncias psicoactivas e medicamentosas sobre o batimento cardíaco do Homem e avaliar problemas de arritmia, causadas por estas substâncias, no coração humano. 5
  6. 6. Monitorização de águas com bioindicadores Miguel Gonçalves, Marta Duarte e Rúben Salvado Nas últimas décadas os ecossistemas aquáticos têm sido fortemente alterados em função de múltiplos impactos ambientais decorrentes de actividades antrópicas. A biomonitorização consiste na utilização de seres vivos para identificar factores de alteração no meio ambiente. Na região uma grande parte dos esgotos é lançada directamente nos cursos de água sem tratamento prévio. Neste trabalho pretendeu-se estudar quais os principais efeitos dos detergentes em ecossistemas aquáticos, nomeadamente, em certas plantas aquáticas e microrganismos. Assim sendo foram escolhidos cinco tipos diferentes de detergentes utilizados nas acções do dia-a-dia, e verificou-se a sua acção em Elodea e em Callitriche, duas plantas aquáticas, e em Daphnia magna, um crustáceo de água doce, cujos resultados de toxicidade são extrapoláveis para a espécie humana. Pretendeu-se também realizar um estudo em águas recolhidas na região (Concelho do Fundão) para avaliar uma possível contaminação com detergentes de uso doméstico. 6
  7. 7. Efeito de Substâncias Psicoactivas em D.melanogaster (ADH+ e ADH-) Duarte Diogo, João Santos e Nuno Davide Mutações aparentemente silenciosas podem mascarar importantes modificações no metabolismo dos organismos. A ausência do gene ADH responsável pela produção da enzima desidrogenase alcoólica (ADH), na espécie Drosophila melanogaster pode ser responsável por modificar a sua susceptibilidade ao etanol. Para comprovar que a ausência da ADH influencia a tolerância de Drosophila melanogaster ao álcool elaboraram-se testes toxicológicos agudos e crónicos a que submeteram duas populações desta espécie, com e sem, o gene que lhe permite a síntese de ADH, respectivamente ADH+ e ADH-. Nos testes agudos submeteram-se indivíduos à presença de diferentes teores em etanol. Os indivíduos submetidos a este teste foram sujeitos a observações de duas em duas horas num período de 12 horas, tendo-se medido o número e o tipo de eventuais perturbações, nomeadamente no que respeita a fuga à substância, controlo de voo, e grau de actividade. Nos testes crónicos administrou-se aos meios de cultura uma certa quantidade de etanol, sendo esta, sempre diferente para cada meio de cultura. Em cada ensaio foram colocados indivíduos machos e fêmeas, em número igual. Nestes testes também foram usadas as duas estirpes tendo-se procurado averiguar se apresentavam diferente tolerância ao álcool. Os dados obtidos estão de acordo com a hipótese colocada, de que a ADH influenciava a tolerância ao álcool, uma vez que as culturas de Drosophilas melanogaster com o gene ADH+ sobreviveram em meios mais tóxicos, isto é, contendo maior teor em álcool, em comparação com as culturas que apresentam o gene ADH inactivo. Quanto aos testes agudos, verificou-se que com o aumento da concentração de etanol, aumentou o número de perturbações em ambas as populações sendo a população ADH- muito mais perturbada do que a população ADH+. Os dados obtidos permitem extrapolar, com algumas reservas, um efeito similar para a espécie humana, uma vez que esta também apresenta a enzima ADH no fígado, e admitir que os seres humanos com normal produção desta enzima, possuem uma maior tolerância alcoólica e metabolizam o álcool mais rapidamente que indivíduos que não a possuam. 7
  8. 8. Permanência do Eucaliptol (Herbicida natural) no solo M.João Almeida, Flávia Paulo, Adriana Simão e Mariana Fazenda. O EUCALIPTOL é obtido do óleo essencial de Eucalipto, rico em 1,8 - Cineol. É um líquido límpido, incolor ou amarelo pálido, de odor aromático, canforáceo, característico e de sabor picante e praticamente insolúvel na água. A reflorestação exaustiva das encostas das serras do Centro de Portugal com a espécie Eucalipto globus tem sido uma realidade, por ser uma espécie de crescimento rápido. Por outro lado, é sabido que em locais com predominância de eucaliptos, as espécies arbustivas e herbáceas revelam dificuldade em se desenvolver. Este trabalho vem na sequência de um trabalho realizado no ano lectivo anterior em que se demonstrou que o eucaliptol é um inibidor da germinação e desenvolvimento de plantas, podendo por isso ser utilizado como herbicida. Pretende-se dar sequência ao trabalho anteriormente desenvolvido e realizar um estudo que tem por objectivo averiguar as condições de permanência do eucaliptol no solo, quando sujeito a acção dos diversos agentes climáticos. A partir da investigação foram elaboradas um conjunto de boas-práticas com vista à “limpeza” de um solo contaminado com eucaliptol. 8
  9. 9. Hérnia das Crucíferas Márcia Leitão; Ricardo Rebordão e Filipa Brito A hérnia ou Potra das crucíferas é causada por um fungo existente nos solos (Plasmodiophora brassicae) que coloniza os tecidos radiculares das plantas e estimula o desenvolvimento anormal das células da raiz, causando grandes prejuízos aos agricultores. A doença, de difícil identificação, faz com que as folhas fiquem verde-pálidas e amareladas e, em consequência, as plantas murcham. Este fungo infecta quase todas as culturas de crucíferas, penetrando através dos pêlos radiculares. As células da raiz, estimuladas por este organismo patogénico, multiplicam-se rapidamente em tamanho e número, causando malformações - hérnias. Estas deformações são susceptíveis de infecções secundárias e de ataques de insectos do solo. Quando a infecção ocorre precocemente no ciclo de vida da planta, esta pode levar à morte da planta. Os restos de raízes infectadas libertam esporos que são a fonte de contaminação para futuras infecções. Pretende-se realizar um estudo deste organismo e desenvolver um método de controlo desta doença utilizando produtos biologicamente inofensivos. Foi desenvolvida uma técnica de extracção dos esporos de Plasmodiophora brassicae a partir das raízes de couves infectadas. Os esporos recolhidos foram conservados em laboratório, utilizando a congelação. Foi também desenvolvido um meio de cultura PCA, ao qual foi adicionado extracto de couve. Os esporos foram cultivados no meio de cultura desenvolvido, tendo germinado. Os ensaios de inibição do desenvolvimento dos esporos foram realizados, utilizando extractos vegetais de espécies diversas. Os resultados obtidos poderão ser úteis para todos aqueles que tenham hortas com solos contaminados. 9
  10. 10. ETC- Efeito das Tintas no Cabelo Bruna Benedito; Sara Santos; Ana Sofia Leitão e Telma Antunes Há algum tempo que o número de queixas relativas aos problemas que advêm do uso de tintas para cabelo tem vindo a aumentar. Não sabendo se estas são as causadoras destes danos, procederam-se a diversas avaliações que nos permitissem concluir qual o efeito das tintas no cabelo. Tendo como objectivo compreender o que acontece com os cabelos após diversas colorações, procedeu- se à recolha de amostras de diversos tipos de cabelo, submetendo-as a inúmeros testes que permitiram concluir se é nefasta ou não a utilização de tintas. Os testes realizados avaliaram a resistência e a elasticidade e permitiram estudar as diferenças de diâmetro no cabelo, após cada coloração. Foi desenvolvida uma montagem experimental para realizar os testes de elasticidade e resistência e o diâmetro do cabelo foi medido por via microscópica utilizando uma lâmina graduada. Os dados relativos à espessura foram comprovados, utilizando a difracção por raio laser (por colaboração com um grupo da área de Projecto de Física). Os resultados revelam comportamento distinto nas amostras de cabelo pintadas com tintas de referência e nas tintas de marca “desconhecida”. Os dados recolhidos podem apresentar interesse para quem pinta frequentemente o cabelo, tal com para os profissionais da área. 10
  11. 11. Líquenes e poluição na área urbana do Fundão Patrícia Isidoro e Marisa Gomes Já foi largamente demonstrado que o estudo dos líquenes permite avaliar o estado da poluição atmosférica de uma determinada região e biomonitorizar a qualidade ambiental dessa região. os líquenes são associações simbióticas entre algas e fungos, capazes de habitar ambientes diversos. As espécies existentes e o grau de desenvolvimento dos mesmos permitem concluir sobre o estado ambiental do ar. A pureza do ar é um dos factores limitantes à sua sobrevivência. O estudo realizado foi baseado na incidência e na área de cobertura dos líquenes, através de medições em campo sobre o tronco de árvores em vários locais de amostragem. Foram seleccionados vários locais com tráfego intenso e, supostamente com uma poluição elevada (avenida, zona Industrial), e locais que supostamente funcionaram como controlo, onde se verificaria, supostamente, uma poluição baixa (Serra da Gardunha). Para a contagem dos líquenes foi utilizada uma rede quadriculada composta por quadrados de aproximadamente 2,5cm por 2,5cm. Os dados foram analisados estatisticamente. Os líquenes recolhidos nos vários locais de amostragem parecem apontar para indicadores da qualidade do ar, de satisfatório a bom, o que indicia que a região não apresenta graves problemas poluição atmosférica. Verificam-se contudo algumas diferenças no índice de cobertura e na diversidade de líquenes nos vários locais amostrados. 11
  12. 12. Minhocas, pesticidas e solo Joana Correia e Marina Jerónimo A utilização de pesticidas é uma prática frequente na agricultura intensiva. Também a cultura da cerejeira recorre a diversos produtos químicos. As características fisico-químicas e biológicas de um solo influenciam grandemente a qualidade final dos produtos alimentares provenientes da agricultura, pois as culturas agrícolas só poderão produzir em quantidade e qualidade se, além de condições climatéricas favoráveis, tiverem à sua disposição durante o período de crescimento, os vários nutrientes e a fauna edáfica (minhocas, insectos,...) nas proporções adequadas. O papel de organismos, como as minhocas, na degradação de materiais orgânicos, é fundamental, contribuindo para a reciclagem dos materiais. Já na Antiguidade, Aristóteles considerava as minhocas como os quot;intestinos da terraquot;. São portanto animais muito úteis para a agricultura porque melhoram as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Tendo em conta a importância que estes animais apresentam, pretendeu-se avaliar, em laboratório se os produtos químicos utilizados na agricultura (cultura da cerejeira) têm algum efeito sobre a sobrevivência e no comportamento das minhocas. Foram construídas câmaras de experimentação e foram realizados ensaios de toxicidade utilizando exemplares de minhocas recolhidas nos terrenos da região. Os resultados parecem indiciar que os pesticidas testados, nas doses recomendadas pelos fabricantes, não têm efeito sobre a mortalidade, mas causam alterações no comportamento das minhocas. 12
  13. 13. Efeito da Música no desenvolvimento das plantas Ângela Santos e João Oliveira As plantas estão diariamente expostas a ruídos variados, muitas vezes inclusive, sujeitas a poluição sonora. Vários estudos têm demonstrado algum efeito da música no comportamento dos animais e nas plantas. Neste trabalho pretendeu-se estudar o efeito do som (nas suas várias vertentes) ao nível da germinação e desenvolvimento de algumas plantas (monocotiledóneas e dicotiledóneas). Foram criados 4 ambientes distintos e isolados, em que se fez variar o ambiente sonoro: música clássica, música rock, ruído na ordem dos 100 decibéis e ausência de som. Foram controlados os factores ambientais, luz, temperatura, humidade e solo. Nas condições referidas foram semeadas sementes de rabanete, feijão (dicotiledóneas) e semente de relva (monocotiledónea) e foram realizadas observações para estudo das alterações ao nível da germinação e do desenvolvimento das plantas. Os resultados apontam para o facto de as plantas se desenvolverem melhor no ambiente de música clássica. Por outro lado, relativamente ao ambiente de ausência de ruído, o ambiente de ruído (poluição sonora) verificou-se um desenvolvimento mais favorável nesta situação, pelo que os ambientes citadinos de intenso ruído parecem não ser nefastos para o desenvolvimento das plantas. Não se verificam diferenças significativas no desenvolvimento das plantas monocotiledóneas e dicotiledóneas. 13
  14. 14. Radão: o inquilino silencioso Ana Antunes, Catarina Almeida, Miguel Barata, Paulo Duarte e André Ribeiro Este trabalho teve como motivação dois factos: o primeiro relacionado com a situação geográfica da nossa Escola e o segundo com o conhecimento que obtivemos sobre a possível influência do radão no aparecimento do cancro do pulmão. Quanto ao primeiro, a nossa Escola insere-se na zona centro norte, região de Portugal Continental onde os níveis de radiação detectados são mais elevados; quanto ao segundo, tivemos a informação que o radão poderá constituir a 2ª causa de cancro no pulmão para fumadores e a 1ª causa para não fumadores. Assim, achámos interessante trabalhar este assunto e divulgá-lo junto de toda a comunidade, uma vez que é um assunto muito pouco conhecido. Os objectivos a que nos propusemos foram: alertar a comunidade para os efeitos da radiação ambiente (natural e produzida pelo homem), reconhecer a existência de alimentos com substâncias radioactivas, associar os elevados níveis de radiação às características das formações geológicas da região, identificar algumas formas de diminuir os níveis de radão nas nossas casas e utilizar métodos científicos de investigação. A metodologia utilizada foi, basicamente, fundamentada na medição de radiação em vários locais e em diversas situações naturais ou simuladas, utilizando um Contador Geiger e o software correspondente para registo e análise dos resultados. Pretendíamos obter dados que pudessem ser esclarecedores sobre esta temática e realizar um trabalho que nos permitisse adquirir algumas competências que consideramos serem de extrema utilidade, em particular para alunos do Ensino Secundário. Também quisemos que o nosso trabalho pudesse contribuir para um esclarecimento fundamentado, não alarmista, sobre o que é a radioactividade natural e como poderemos lidar melhor com ela. Das medições efectuadas, é possível verificar que os níveis de radiação são variáveis com o tipo de litologia do local. Também verificámos que dentro dos edifícios, nomeadamente na escola, os níveis de radiação detectados são mais elevados em compartimentos pouco arejados e nos andares inferiores. Este projecto foi coordenado a nível nacional pelo LIP – Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, e, a nível regional, pela UBI – Universidade da Beira Interior. 14
  15. 15. Florestas em miniatura Ana Carolina Fidalgo, Catarina Mouzêlo e Inês Serafim Os musgos são plantas sem flor, que durante a maior parte do ano passam despercebidos, porque sofrem de desidratação e assim aparentam estar secas. No entanto, no Inverno, com as primeiras chuvas tornam-se verdes e pela altura natalícia há uma grande procura destes para o enfeite do presépio de Natal. Recentemente, ao estudarmos o ciclo das plantas, o ciclo de vida do musgo que captou a nossa atenção e ponderámos sobre a possibilidade de manter os musgos verdes, não sazonalmente, mas durante todo o ano. Neste contexto, propomos desenvolver algumas técnicas de reprodução de musgos e realizar um estudo que procure encontrar as condições ambientais óptimas para a cultura e consequentes ensaios de produção de musgos não numa floricultura, como é comum, mas numa “muscicultura”. Foram recolhidas quatro espécies de musgos ba Serra da Gardunha. As espécies recolhidas foram posteriormente caracterizadas, com base num estudo morfológico realizado no laboratório, que se apresenta. Posteriormente foram ensaiados métodos de propagação vegetativa a partir dos gametófitos e a partir dos esporos recolhidos nas cápsulas maduras de quatro espécies distintas. A germinação de esporos é um processo contínuo, que se desenvolve em várias fases: embebição dos esporos, coloração verde, devido à síntese de pigmentos fotossintéticos; rompimento dos exósporos e início da formação protonémica. Foram ensaiadas várias condições de temperatura, humidade e luz, tendo posteriormente sido seleccionadas as condições mais adequadas à germinação de cada espécie. Pretende-se sensibilizar o público para a protecção e preservação das briófitas e avaliar o potencial económico da produção em série de musgos. 15
  16. 16. Doença da Tinta dos Castanheiros – Investigação de novos métodos no controlo de Phytophthora cinnamomi Eduardo Batista e João Farias Sendo a doença da “tinta” do castanheiro uma das mais temíveis pelos agricultores em virtude de ocasionar a morte das plantas e, sendo o castanheiro uma árvore com alguma importância económica e cultural na nossa região, surgiu a necessidade de desenvolver este projecto, cujo objectivo principal foi investigar a possibilidade de aplicar uma alternativa biológica, em substituição da química, no controlo de um dos fungos responsáveis pela doença - a Phytophthora cinnamomi. Neste trabalho avaliámos o potencial inibitório de um fungo saprófitas-lenhícola relativamente ao desenvolvimento do fungo Phytophthora cinnamomi; avaliámos igualmente o potencial inibidor do cobre e do fosfanato de potássio relativamente ao fungo Phytophthora cinnamomi. Verificou-se ser possível inibir o desenvolvimento de Phytophthora cinnamomi por métodos biológicos, sendo a eficiência comparável aos químicos. Torna-se, no entanto, necessário investigar qual o factor responsável pela inibição do crescimento das hifas de Phytophthora cinnamomi por parte do fungo saprófita-lenhícola obtido no souto e utilizado nas experiências. 16
  17. 17. Ideias simples para conviver com a crise económica CEF COM 07 Não é nossa intenção resolver a crise económica mas, sabemos que ela tem efeitos sobre as famílias e o nosso objectivo é compilar e dar a conhecer sugestões para rentabilizar o rendimento familiar uma vez que as mesmas têm capacidade para tomar decisões capazes de minorar os efeitos negativos que ela provoca em todos nós. Assim, com os conhecimentos que já temos sobre a importância do dinheiro e a necessidade da sua boa aplicação temos vindo a concretizar o nosso projecto com a pesquisa, selecção e divulgação no jornal ”Olho Vivo”, criação de um blogue que pretende recolher e divulgar sugestões e noticias sobre o tema. 17
  18. 18. Aprender, brincando, tudo sobre o triângulo e os sólidos geométricos Alexandra Nogueira, Beatriz Neves, Carolina Brito, Carolina Duarte, Joana Lindeza e Stéphanie Bonito – 8ºA Este projecto, de carácter científico-tecnológico, teve como área de destaque a Matemática e as Tecnologias de Informação e Comunicação. Consistiu em leccionar aulas a alunos do 1ºciclo e o seu principal objectivo foi que estes alunos conseguissem aprender, de uma forma lúdica, com o auxílio de sólidos geométricos em cartolina e do quadro interactivo, conceitos relacionados com o triângulo e os sólidos geométricos. Espera-se, assim, que os alunos do 1ºCiclo criem gosto pela Matemática e que as alunas do 8º ano desenvolvam competências empreendedoras. Para que tudo isto seja possível foram planificadas tarefas relacionadas com o desenvolvimento da aula, tarefas de divulgação e de controlo/avaliação. As alunas elaboraram o jogo interactivo, recolheram a informação de conteúdos para realizarem fichas de avaliação a ser entregues no final das aulas. Foram estabelecidos contactos com os Presidentes dos Agrupamentos e apresentado o projecto às escolas do primeiro ciclo. Os alunos deslocaram-se à nossa escola para ter as aulas. Este facto permitiu que eles tivessem contacto com uma escola diferente da que eles frequentam. O projecto esteve presente na feira “Qualific@-2009” na Exponor, sendo uma experiência muito positiva para o seu crescimento e formação. Conseguiu-se uma melhoria significativa em algumas competências nos alunos do 8º Ano: responsabilidade, autonomia, gosto pelo trabalho em grupo, relações interpessoais, planeamento e organização; melhoria no domínio da Língua Portuguesa; aquisição de competências relacionadas com a construção de sólidos geométricos e com as TIC. 18
  19. 19. Naturalmente do mel ao vinagre Marília Figueira, Leonor Isidoro e Filipa Pereira O projecto “naturalmente do mel ao vinagre” tem como objectivo central obter a partir de mel dois produtos: hidromel e vinagre de mel. O hidromel resulta de uma fermentação alcoólica, transformando os açúcares em etanol; o vinagre de mel é originado a partir de uma fermentação acética por oxidação do álcool obtendo-se ácido acético. Outro dos objectivos é obter estes mesmos produtos recorrendo ao aproveitamento das águas de lavagem dos materiais de extracção do mel. A partir dos resultados experimentais obtidos pudemos concluir que é possível obter estes produtos variando a concentração do mosto, sendo a de 1 parte de mel para 5 de água a que indicia ser a melhor pois produz um hidromel mais estável (menor probabilidade de ser contaminado por fungos) e este resultado é independentemente de se utilizar o mel filtrado ou não. O controlo da fermentação foi acompanhado avaliando o grau Brix recorrendo a um refractómetro de Abbé. Quanto ao vinagre de mel obtido apresentou um aspecto límpido e revelou um aroma suave e agradável. As condições climatéricas atrasaram o processo de recolha de mel e daqui resultante não pôde ser testada, como desejávamos, a fermentação das águas de lavagem dos artefactos de recolha do mel. 19
  20. 20. Aprender a Ler Susana Sousa, Andreia Vaz, Inês Clemente, Gonçalo Santos, José Diogo e Luís Moreira “Se ler é compreender, então, aprender a ler é aprender a compreender!” -Èveline Charmeux Este projecto, consistiu em leccionar aulas a alunos do 1ºciclo e do pré-escolar no âmbito do reconhecimento das letras do abecedário e da leitura. Com recurso ao quadro interactivo, são projectados pequenos textos onde os alunos identificam as diferentes letras e conjugam as mesmas. As aulas foram leccionadas na nossa escola tendo se deslocado até ao recinto uma turma do 1ºano do 1ºciclo e uma turma do pré- primário. Foram elaborados material para a aula, tal como um jogo interactivo e uma ficha de avaliação entregue no final da aula. Este projecto visa desenvolver competências empreendedoras e o gosto da partilha dos conhecimentos. 20
  21. 21. Brincar com os Triângulos Ana Carolina Silveira, Carolina Inês e Inês Ferreira Tendo em conta a importância da matemática e seus conteúdos, o nosso projecto visa promover o gosto pela disciplina no domínio da geometria. Foram leccionadas aulas a turmas do 1º ciclo do ensino básico, utilizando um quadro interactivo e outros materiais de apoio à aula. Desenvolveu-se um jogo interactivo pois com a metodologia jogar aprendendo os resultados são positivos e a utilização de materiais manipuláveis facilita a consolidação dos conteúdos. Para a leccionação dos conteúdos serão criados materiais manipuláveis (triângulos em cartolina) e jogos interactivos. Estes materiais têm a finalidade de ajudar o cálculo da área e do perímetro nos triângulos. A aula visa ensinar os seguintes conteúdos: identificar os diferentes tipos de triângulos em situações do quotidiano; aprender a calcular áreas e perímetros de triângulos; aprender a identificar arestas e definição de arestas e vértices. Este projecto tem por finalidade desenvolver nos alunos as seguintes competências específicas identificar os diferentes tipos de triângulos em situações do quotidiano; aprender a calcular áreas e perímetros de triângulos; aprender a identificar arestas e definição de arestas e vértices são estas e ao mesmo tempo incentivar o aluno para o gosto da disciplina de Matemática. A avaliação dos conteúdos apreendidos será feita através de uma ficha, que será resolvida no final da aula. 21
  22. 22. Querem aprender o que é uma cadeia alimentar? João Ramos, João Salvado, João David, Rodrigo Vicente, Denis Mehmed e André Martins Os ecossistemas possuem uma constante passagem de matéria e energia que se inicia nos Produtores e termina nos Decompositores. Este projecto tem a intenção de ensinar a turmas do 1º Ciclo os conteúdos relacionados com cadeia alimentar. Tem como objectivos, identificar conceitos inerentes à cadeia alimentar, tais como, a relação entre os organismos no seu habitat e a sua alimentação, conhecer as teias de conexão alimentares entre os seres vivos. Para a sua consecução serão elaborados jogos interactivos e uma maqueta que represente uma cadeia alimentar para os alunos poderem consolidar melhor estes conteúdos. Para a avaliação do projecto no final da aula foi entregue aos alunos uma ficha para eles resolverem. Com este projecto visamos promover o gosto pelas Ciências Naturais e desenvolver competências empreendedoras, tais como a responsabilidade entre outras. 22
  23. 23. Águas Ruças II Miriam Ribeiro, André Oliveirinha e Bruno Bento Durante o desenvolvimento do projecto procurou-se saber se as características das Águas-Ruças variavam de campanha para campanha e de lagar para lagar, analisando uma amostra de efluente do Lagar da Freguesia das Donas, com isto concluiu-se que estas águas não variam nem em termos de valores de pH, nem de quantidade de matéria orgânica ou bactérias. Em laboratório, através das conclusões do ano passado tentou-se arranjar novas formas de combater todos os malefícios destes efluentes; tentou-se a ajuda de material biológico tais como bactérias e fungos. O nosso problema inicial foi encontrar algum ser que conseguisse sobreviver às concentrações de benzeno que, nas experiências do ano passado estavam a destruir as culturas presentes nestes efluentes. Sabendo que o benzeno presente nos mesmos deriva directamente da azeitona tentou-se isolar dois fungos que se desenvolvem nas oliveiras a gapha e o olho de pavão. Depois de obtidas amostras dos mesmos foram postos em contacto com os efluentes. Concluiu-se que ambos os fungos se conseguiam desenvolver nestas águas. Posteriormente utilizou-se um fungo que é formado durante a curtição da azeitona, adicionando-o aos efluentes. As conclusões a que chegámos foram que após duas semanas ele se tinha desenvolvido e que o valor de pH das amostras era de 7,1 - praticamente neutro. Uma segunda fase o nosso objectivo foi construir um protótipo de uma ETARuças - “Estação de Tratamento de Águas-Ruças”. Os efluentes que sairão dos lagares passarão em quatro tanques onde irão ser submetidos a um tratamento que nós investigámos no ano passado e neste ano. Podendo dar no final a estas águas tratadas o destino dos cursos de água ou dos terrenos de cultivo que se encontram nas imediações dos lagares. 23

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