Formação 2_A lei natural e lei moral

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Formação 2_A lei natural e lei moral

  1. 1. Juventude Mariana Vicentina do Sobreiro "Com(o) Maria, para a Vida e pela Vida" Com(o) A LEI NATURAL E A LEI MORAL Na última formação ficaram algumas dúvidas em relação à Lei Natural e à forma como todos os homens estão ou não submetidos a essa lei. A alegoria do fruto da árvore da ciência do bem e do mal diz nos que todo o ser diz-nos humano sabe discernir o bem do mal. O pecado original pode prejudicar a nossa capacidade de resistir ao mal. E pode certamente descaracterizar em parte a nossa consciência. Mas ela persiste. A lei natural actua como uma voz da razão e do bem, e está presente em todo o bem, ser humano, mesmo após o pecado original. A sociedade pode tentar mudar a consciência, sufocá-la, e isso pode levar nos a não discernir os males menores, mas la, levar-nos um crime grave como homicídio não pode deixar indiferente nenhuma consciência. rime Por exemplo: Mesmo o nazi mais empedernido, quando matava um judeu, tentava racionalizar isso considerando o judeu como não humano, mas é impossível desligar a consciência. Ou seja: uma sociedade como a nossa em que se perderam os valores fundamentais pode criar uma geração inteira de gente que racionaliza o mal. E por isso, muitas pessoas podem cometer crimes numa sociedade dessas. No entanto, a consciência está lá, e ainda lhes grita, eles é que não a ouvem. A Lei Moral Natural e as suas implicações: A lei moral é obra da Sabedoria divina. Prescreve ao homem os caminhos, as normas de conduta que levam à bem aventurança prometida e estabelecem os caminhos que bem-aventurança afastam de Deus. Consiste numa participação da sabedoria e da bondade de Deus e exprime o sentido moral originário, que permite ao homem discernir, por meio da razão, o bem e o mal. Por causa do pecado, a lei natural nem sempre e nem por todos é percebida igualmente de modo claro e imediato.
  2. 2. Leitura da passagem Bíblica sobre a morte de Abel (Gn 4, 1-16) - À semelhança de Adão, Caim é tentado pela força maléfica do pecado que, como animal feroz, se agacha à porta do seu coração, à espera de lançar-se sobre a sua presa; - Na Encíclica Evangelium Vitae 8, o Papa João Paulo II diz-nos que na raiz de qualquer violência contra o próximo, há uma cedência á lógica do maligno. - Caim procura encobrir o crime com a mentira, pois têm consciência - Lei Natural - que atentou contra a vida do seu irmão Abel, tal como hoje o homem procura justificar e mascarar a utilização de crimes e ideologias que atentam contra a pessoa humana. Ao longo da História do Povo de Deus foram-se conhecendo várias "Leis" que vale a pena perceber e falar um pouco sobre elas: A Lei Natural e a Lei Antiga: Qual é a relação entre a lei natural e a Lei antiga ? A Lei antiga é o primeiro estágio da Lei revelada. Ela exprime muitas verdades que são naturalmente acessíveis à razão e que se encontram assim afirmadas e autenticadas nas Alianças da salvação. As suas prescrições morais, que se resumem nos Dez Mandamentos do Decálogo, assentam as bases da vocação do homem, proíbem o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescrevem o que lhe é essencial. No entanto, a Lei Antiga permite conhecer muitas verdades acessíveis à razão, indica o que se deve ou não se deve fazer e, sobretudo, prepara e dispõe à conversão e ao acolhimento do Evangelho. Todavia, mesmo sendo santa, espiritual e boa, a Lei antiga é ainda imperfeita, pois não dá por si mesma a força e a graça do Espírito para observá-la. A Lei Nova ou Evangélica: A nova Lei ou Lei evangélica, proclamada e realizada por Cristo, é a plenitude e o cumprimento da Lei divina, natural e revelada. Está resumida no mandamento de amar a Deus e ao próximo e de nos amar como Cristo nos amou; é também uma realidade interior ao homem: a graça do Espírito Santo que torna possível esse amor. 2
  3. 3. Para finalizar, detenhamo-nos sobre algumas características da Lei Moral Natural que como vimos, é comum a todos os homens e é sobre esta que estamos a basear a nossa caminhada ao longo de este ano: Primeiro Princípio Geral da Moral: A vida física é um bem e deve ser preservada Esse princípio também é conhecido de todos os homens, pelo instinto de conservação. Qualquer homem, tendo ameaçada sua vida, defende-se. Por isso todo homem sabe que a vida humana é um bem que deve ser preservado. Em razão disso, todo índio, sendo aprisionado, esperneia, porque não quer morrer. Se ele captura um inimigo e tenta matá-lo, o inimigo também esperneia, porque não quer morrer. Ele sabe que a vida do outro lhe é preciosa, tanto quanto a sua. Por isso, se ele mata alguém, ele sabe que agiu mal. Segundo Princípio Geral da Moral: A vida da espécie é um bem e deve ser preservada Não só a vida pessoal é um bem, mas qualquer homem compreende que a vida da humanidade é um bem ainda maior. Por isso, todo homem, naturalmente, deseja propagar a espécie, tendo filhos. Por essa razão, todo homem quer defender seus filhos e sua esposa. Como consequência do conhecimento de que a perpetuação da espécie é um bem, todo homem sabe: - que deve honrar os pais, porque deram vida aos filhos pela união conjugal - Não cometer adultério. Terceiro Princípio Geral da Moral: A vida intelectual é um bem e deve ser preservada e desenvolvida Todo o homem quer saber o que as coisas são. Todo homem quer saber a verdade. Isso não decorre de um instinto, mas sim da tendência do homem para saber, porque Deus fez o homem para conhecê-Lo. Dessa tendência natural do espírito humano decorre a condenação da mentira e o amor à verdade, e portanto o amor a Deus, Verdade absoluta. Para meditar: Evangelium Vitae 10 (pág 23) 3

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