Vírus Ébola (GUIÃO DE TRABALHO)

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Vírus Ébola (GUIÃO DE TRABALHO)

  1. 1. TRABALHO ÉBOLA 1 - Caracterização do agente infecioso Doença do Vírus do Ébola é uma doença viral que costuma ser chamada de febre hemorrágica do Ébola. É causada por três das cinco diferentes espécies do gene ebolavírus. Os humanos podem ser portadores de duas destas espécies, porém sem estas serem contraídas. As outras três podem causar diferentes graus de doença. O vírus Zaire do Ébola é a espécie mais fatal e foi identificada como a causa do surto atual. Em surtos anteriores desta espécie verificou-se uma taxa de mortalidade de aproximadamente 90%. 2 - Sinais, sintomas e modo de transmissão do vírus O período de incubação do vírus é de dois a vinte e um dias, isto é, os sinais/sintomas aparecem num espaço de dois a vinte e um dias após a infeção. Os primeiros sintomas são febres altas, dores musculares (especialmente dores abdominais), vómitos e diarreia, o que leva à desidratação, hemorragias e a um funcionamento deficiente do fígado e rins. Porém, estes sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, por isso são precisos testes ao sangue para excluir as hipóteses de malária, hepatite, cólera, meningite, entre outros. O vírus é transmitido através do contacto direto com fluídos corporais, o que pode ser problemático tendo em conta a quantidade de suor, vómito e fezes envolvidas no tratamento dos pacientes infetados. O vírus é ainda transmitido por via do sémen até sete semanas após o tratamento do vírus, mesmo tendo os sintomas desaparecido. Este vírus é ainda contagioso após a morte do seu hospedeiro. 3 - Local e quando foi primeiramente detetado O oeste de África está neste momento a presenciar o maior surto do vírus na história, com mais de 4800 mortes e uma declaração de uma emergência de saúde pública internacional da Organização Mundial de Saúde. O primeiro grande surto foi pela primeira vez registado em 1976, numa pequena vila chamada Yambuku (recebeu o seu nome de um rio próximo), no norte da República Democrática do Congo. O surto foi contido com a ajuda da OMS e até 1995 não houve mais casos reportados. No entanto, desde de 1995 registaram-se mais casos, principalmente em 2000 e em 2007, atingindo o seu maior pico em 2014.
  2. 2. Acredita-se ter-se descoberto, em agosto, o paciente-zero do surto atual: uma criança de dois anos da Guiné. Em dezembro de 2013 a criança adoeceu na cidade de Guéckédou, que se situa ao longo da fronteira da Guiné com Serra Leoa. Os sintomas incluíam vómitos, febre e fezes pretas (o que pode indicar hemorragia algures no aparelho digestivo). Tendo em conta os meios de transmissão do vírus, a família da criança podia estar completamente exposta, o que parece ter sido o caso, uma vez que o vírus tomou também as vidas dos membros da família, começando com a mãe a 13 de dezembro, a irmã de 3 anos a 29 de dezembro e a avó a 1 de janeiro. Todas elas tinham os mesmos sintomas. http://www.bbc.com/news/blogs-magazine-monitor-28713923 5 - Países onde desenvolveu-se a epidemia Total de mortes causados pelo vírus – aproximadamente 5230 Pessoas infetadas – aproximadamente 8900 casos Libéria - 2812 mortes Serra Leoa - 1187 mortes Guiné-Conacri - 1166 mortes Mali - 3 mortes Congo - 49 mortes Senegal -1 morte USA -1 morte Espanha -1 morte Nigéria - 8 mortes 6 - Quais os riscos reais de pandemia Apesar de muitas populações estarem compreensivelmente receosas da doença, muitos oficiais da saúde declaram que a única razão para o surto ser tão grande como se observa foi o local onde teve origem. As áreas mais fortemente atingidas registam condições sanitárias e sistemas de saúde insuficientes para fornecer o tratamento necessário para os pacientes e o equipamento de proteção pessoal para os profissionais de assistência médica.
  3. 3. Para os países desenvolvidos é pouco provável que o vírus se espalhe; porém, não é uma impossibilidade e tal hipótese não deve ser excluída. Em alguns países da Europa (nomeadamente a Espanha) registaram-se não mais do que quatro casos. Nos Estados Unidos da América, registaram-se 9 casos, tendo apenas um sido fatal. Os riscos de pandemia, no concreto entender da palavra, são baixos. É pouco provável que ocorram outros surtos, fora de África, em países desenvolvidos e com boas condições sanitárias e sistemas de saúde eficientes. 7 - Estudo de casos de pessoas infetadas (exemplos dos media) O surto atual (2014) começou na Guiné e rapidamente se espalhou para a Serra Leoa e para a Libéria. Existem também casos na Nigéria, em Mali (África), no Senegal (África), nos Estados Unidos e um em Espanha, mas estão bem controlados. Muitos destes casos fora de África devem-se à assistência que outros países prestam para ajudar as regiões mais afetadas. Um cirurgião que trabalhava numa unidade de tratamento de Ébola na Serra Leoa, ficou infetado e teve que ser transportado para o Centro Médico do Nebrasca, nos Estados Unidos. Foi o primeiro cidadão não americano a ser transportado para os EUA para tratamento. http://edition.cnn.com/2014/11/13/health/nebraska-ebola-patient/ “Uma auxiliar de enfermagem que tratou o missionário espanhol infetado na Serra Leoa e que morreu na capital espanhola, está infetada. Os dois testes deram positivo o que confirma o primeiro caso de ébola em Espanha e o primeiro em que o contágio aconteceu fora de África. A ministra da Saúde espanhola garante que não há perigo para a saúde pública.” – Diário de Notícias 8 - Reação das unidades de saúde a nível mundial (exemplos retirados dos media) O ébola, desde o início do surto de 2014, em janeiro, tem tido a constante atenção das unidades da saúde, a um nível global. A OMS tem tido um grande foco no combate à doença, e considera-o extremamente perigoso, como demonstra este excerto retirado do PÚBLICO: "[o ébola] é uma crise que põe em causa a paz e a segurança internacional". Muitas empresas de investigação da área da saúde estão a concentrar-se em descobrir medicamentos e vacinas para a doença, tendo sido discutido este tema em congressos e convenções sobre vacinas realizados nos EUA. Está também a haver a preocupação em preparar hospitais para receberem pacientes do ébola, em unidades
  4. 4. especializadas e isoladas. Em Portugal apenas três se encontram prontos, o hospital de São João, o da Estefânia e o Curry Cabral, de acordo com a DGS. As unidades de saúde estão a fazer campanhas de sensibilização para o ébola, de forma a todos saberem o que é a doença e conseguirem distinguir os sintomas, através da internet e televisão. 9.Medicamentos e vacinação já disponíveis Ainda não existem vacinas para o ébola, apesar dos constantes esforços de organizações como a OMS, e diversas empresas de investigação da área da saúde, como a GlaxoSmithKline. Já se encontraram várias fórmulas que imunizam outros primatas, mas, no entanto, não funcionam com seres humanos. Estão atualmente em fase de teste vacinas fabricadas a partir de adenovírus e vírus da estomatite vesicular, se bem que a probabilidade de imunizarem humanos é baixa. O Ministério da Saúde da Rússia afirma ter conseguido desenvolver uma vacina denominada "Triazoverin", e diz que é eficaz contra o ébola e o vírus de Marburg, acrescentando que estará disponível para uso na África Ocidental no início de 2015. A OMS não aprovou, até agora, nenhum medicamento contra o ébola, se bem que haja vários tipos de tratamento a serem testados, seja através de anticorpos ou antivírus, entre estes últimos a molécula BCX4430 e o medicamento Brincidofovir, que estão em fase de teste clínico. O mais perto que se conseguiu chegar de um tratamento foi a transfusão de sangue de sobreviventes da doença, que ajudou sete em oito pacientes a sobreviver, mas a sua eficácia ainda é posta em causa, devido ao reduzido tamanho dos resultados, e os testes irão continuar, de forma a perceber se este é um método a utilizar ou não. 10- Previsões da OMS O diretor regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Luís Sambo, durante a conferência que ocorreu no Porto (7 de outubro), afirmou que, apesar da epidemia se estar a espalhar depressa, pensa-se na possibilidade de esta ser controlada dentro de 3 meses. Também disse que a Europa “não tem razões para entrar em pânico”. "A epidemia já afetou um total de 7.500 pessoas, é difícil fazer previsões, mas pensamos que nos próximos 90 dias possamos inverter a tendência da epidemia e, eventualmente, controlá-la. Mas são previsões, é muito difícil dar certezas ou estabelecer prazos com exatidão", disse Luís Sambo.

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