FACULDADE ATENAS MARANHENSE - FAMA         COORDENAÇÃO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS            CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS       ...
Luis Fernando de Sousa MoreiraA HISTÓRIA DA CONTABILIDADE COMO REFLEXÃO DE   SUA EVOLUÇÃO ATÉ A CONTEMPORANEIDADE         ...
Luis Fernando de Sousa MoreiraA História da Contabilidade       como     reflexão    de       sua   evolução   até   acont...
SUMÁRIO1       CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA...........................................................................      ...
41 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA1.1 Tema: A História da Contabilidade como reflexão de sua evolução até acontemporaneidade.1....
5Neste sentir, há de ser observado que as correntes históricas da Contabilidadevão influenciar de forma direta na vida do ...
6           Não se pode pensar a Contabilidade apenas como uma ciência pautadano bacharelismo dogmático, a Contabilidade v...
7                      As mais antigas manifestações do pensamento contábil são as contas                      primitivas,...
8                       caracterizado como o do ponto alto da racionalidade mnemônica da                       riqueza.   ...
9corresponde a um crédito e vice-versa, o que pode ser equiparado ao registro de umfato, assim, cada fato deve ser registr...
10          Neste período da história da Contabilidade, conquistou-se o raciocínio deque a conta é apenas a informação daq...
11filosofia da ciência, na busca pela verdade competente para ter universalidade deentendimento e verificação”.          J...
12                      fundador da cidade de Santos, São Paulo, foi nomeado, [...] para o cargo de                      P...
13cada grupo de 25.000 habitantes. Na Holanda, há um auditor independente paracada 900 habitantes; nos Estados Unidos, um ...
14          Como observado, os teóricos da Contabilidade observam a muito anecessidade de novas posturas dos profissionais...
15principais seguidores dessa escola pode-se destacar: Francisco DAuria, FredericoHerrmann Jr., Hilário Franco e António L...
16Francisco DAuria que também deixou seu depoimento gravado para a história emseus 50 anos de Contabilidade.           Sá ...
17práticas. Entre suas obras pode-se citar: Análise de Balanços, ContabilidadeGerencial, Manual de Contabilidade das Socie...
18   4 CRONOGRAMA      ATIVIDADES             Maio   Jun   Jul   Ago   Set   Out   Nov   DezLevantamento bibliográficoe fi...
19                                  REFERÊNCIASMARION, José Carlos. Discussão sobre metodologia de ensino aplicáveis àCont...
Projeto de tac iv  luis fernando de sousa moreira fama_contabilidade
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Projeto de tac iv luis fernando de sousa moreira fama_contabilidade

1.032 visualizações

Publicada em

PROJETO MONOGRÁFICO

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.032
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
17
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Projeto de tac iv luis fernando de sousa moreira fama_contabilidade

  1. 1. FACULDADE ATENAS MARANHENSE - FAMA COORDENAÇÃO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS Luis Fernando de Sousa MoreiraA HISTÓRIA DA CONTABILIDADE COMO REFLEXÃO DE SUA EVOLUÇÃO ATÉ A CONTEMPORANEIDADE São Luís 2011
  2. 2. Luis Fernando de Sousa MoreiraA HISTÓRIA DA CONTABILIDADE COMO REFLEXÃO DE SUA EVOLUÇÃO ATÉ A CONTEMPORANEIDADE Trabalho apresentado a Disciplina TAC VI do Curso de Ciências Contábeis, ministrado pela Faculdade Atenas Maranhense – FAMA, como meio de avaliação do aprendizado. Orientadora: Profª. Esp. Zenir Pontes São Luís 2011
  3. 3. Luis Fernando de Sousa MoreiraA História da Contabilidade como reflexão de sua evolução até acontemporaneidade. Trabalho apresentado a Disciplina TAC VI do Curso de Ciências Contábeis, ministrado pela Faculdade Atenas Maranhense – FAMA, como meio de avaliação do aprendizado. Orientadora: Profª. Zenir Esp. PontesRecebido em: / / _________________________________________________ Profª. Esp. Zenir Pontes (Orientadora)
  4. 4. SUMÁRIO1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA........................................................................... 41.1 Tema.............................................................................................................................. 41.2 Problema....................................................................................................................... 41.3 Hipótese........................................................................................................................ 41.4 Objetivos....................................................................................................................... 51.4.1 Objetivos Gerais...................................................................................................... 51.4.2 Objetivos Específicos............................................................................................... 51.5 Justificativa................................................................................................................... 52 REFERENCIAL TÉORICO............................................................................................ 63 METODOLOGIA............................................................................................................ 174 CONOGRAMA............................................................................................................... 18 REFERÊNCIAS.............................................................................................................. . 11
  5. 5. 41 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA1.1 Tema: A História da Contabilidade como reflexão de sua evolução até acontemporaneidade.1.2 Problema: A História como disciplina que busca demonstrar desde oaparecimento do homem de Toumai até os dias atuais o caminho percorrido nasua evolução, jamais poderia deixar de tecer considerações sobre acontabilidade, esta parte integrante da própria história-evolução humana. Sem apresença da contabilidade, por certo, o homem não teria chegado ao estágio dehomo sapiens, permanecendo no estágio se simples homo habilis. Pode-se dizer que a história da Contabilidade é a mesma história dohomem e, por isso, necessário o seu entender. Por muito tempo asuniversidades e faculdades renunciaram ao estudo da Contabilidade comocondição sine qua non para o mais correto aplicar da própria ciência contábil. Sem romantismo, mas com o intuito de trazer a baila as questõesmerecedoras de investigações no que concerne à História da Contabilidade, éque se faz de suma importância o mais correto conhecer sobre esta evolução,focando-se como ponto essencial as correntes do personalismo, o controlismo,reditualismo, aziendolismo e patrimonialismo, dentre outras. Mesmo que ascitadas correntes não extingam as demais, as apresentadas representam asdoutrinas que servem de ícone para a Ciência da Contabilidade, ou seja, delas,via de regra, surgem as mais diferentes posições contábeis.1.3 Hipótese Desde o homem primitivo que controlava o seu patrimônio através dasinscrições nas grutas até o homem moderno de hoje que utiliza computadores,que começa a se preocupar com o meio ambiente e que controla o seupatrimônio e o de gigantescas empresas formadas pelo grande liberalismoeconômico decorrente da globalização, verifica-se o uso de práticas contábeis.
  6. 6. 5Neste sentir, há de ser observado que as correntes históricas da Contabilidadevão influenciar de forma direta na vida do homem como um todo. Se faz de cunho essencial entender que como afirma Francesco Villaa Contabilidade é um complexo de cognições e de operações, não só comomeio de controlar não só as questões administrativas, mas sim todas asquestões que referenciam à situação holística do homem, posto como falou Sá(1997), “o homem necessita da presença da Contabilidade para o exercício deseu pelo exercício organizacional”. Neste sentido, a busca de melhor entendimento sobre a história daContabilidade tende a propiciar àquele que debruçar-se-á sobre os meandroscontábeis, alicerces mais coerentes com a excelência do exercício contábil.1.4 Objetivos1.4.1 Objetivo Gerais Demonstrar a importância da História da Contabilidade para o mais amploexercício da Ciência Contábil.1.4.2 Objetivos Específicos - Identificar e conceituar os períodos históricos da Contabilidade. - Pontuar as vertentes da Ciência da Contabilidade; - Traçar paralelo entre a positividade científica e a Contabilidade. - Observar questões sobre a Contabilidade no Brasil.1.5 Justificativa Com efeito, outra não pode ser a justificativa para a escolha do tema, quenão seja aquela que diz da necessidade do profissional de Contabilidade, mas nãosó ele conhecer com mais precisão a história da Ciência Contábil, sem a qual, comojá dito no bojo do trabalho, não poderá o profissional ter as devidas posiçõesnecessárias o mais correto desenvolver da Contabilidade.
  7. 7. 6 Não se pode pensar a Contabilidade apenas como uma ciência pautadano bacharelismo dogmático, a Contabilidade vai muito mais além, ela é fruto danecesssidade humana e como tal deve acompanhar o seu desevolver. Entender a história da Contabilidade é poder efetivar posições de cunhoreflexivos capazes de dar-lhe o progresso necessário, sem a presença da história daContabilidade tem-se apenas um emaralhado de números, os quais sem a sua basenão poderiam em si mesmo se sustentarem.2 REFERENCIAL TEORICO Vale dizer que a história da Contabilidade sofre influências diretas dacultura européia e, também, a norte-americana. Da Europa, por certo, guarda asprimeiras correntes científicas que marcam a Contabilidade e que dão basespara a formação da corrente patrimonialista, amplamente difundida ereconhecida no Brasil. Já da cultura norte-americana, tem-se nas grandescorporações de empresas formadas nos Estados Unidos pelo capitalismo, ofavorecimento do desenvolvimento de técnicas contábeis que pudessem atenderaos anseios locais. A leitura de Marion (1998, p. 237) afirma que “os historiadores dizemque a Contabilidade já existia há pelo menos quatro mil anos a.C., existindodesde o início da civilização humana”. É neste sentido que se pode afirmar quea noção de Contabilidade acompanha a própria noção de homem. O período conceituado como primitivo, é aquele momento em queestão bem presentes as manifestações rudimentares do homem, ou seja, é aContabilidade se fazendo presente na pré-história. Nela, o homem não possuíaainda a formalização de uma vontade contábil, entretanto, mesmo queintuitivamente, aquele homem produzia suas contas em memória embrionário. O homem primitivo procurava memorizar a quantidade de suasreservas de caça e colheita não precisando mais buscar na natureza aquelaquantidade que dispunha; dessa forma ao inventar o número de caça e colheita,já estava praticando de maneira primitiva a Contabilidade. Segundo os estudos de Sá (1997, p. 20) o homem primitivodemonstrava suas posições contábeis através de figuras, de onde era possível oregistro de suas riquezas.
  8. 8. 7 As mais antigas manifestações do pensamento contábil são as contas primitivas, ou seja, as que identificam os objetos (geralmente por figuras) e a quantidade desses mesmos objetos (geralmente por riscos ou sulcos) como meios patrimoniais. [...] Admite-se, pois, que há cerca 20.000 anos, o homem já registrava os fatos da riqueza em contas, de forma primitiva. O homem primitivo buscava, assim, memorizar aquilo que dispunha e que não precisava mais buscar na natureza, porque armazenara. Como observado, eram feitas inscrições nas grutas, onde habitava ohomem primitivo, enfocando, desta forma, a riqueza patrimonial e dando, de mesmaforma, os primeiros passos para as escriturações contábeis que evoluiu no tempo,passando pela escrita tabular até chegar a partida dobrada. Após a invenção da escrita o sistema de registro desenvolveu-se muitomais, dando surgimento a uma nova realidade. Segundo informações de estudiosos,a escrita contábil é que dá origem à escrita comum. Esta afirmativa se dá em razãode que observou-se que mesmo antes do homem se valer da escrita e do calculo,valeu-se da forma artística para registrar o que havia conseguido para seu uso.Dando assim, os primeiros passos no que se diz de registro. Os registros contábeis são as mais puras e fáticas demonstrações daprópria evolução racional do homem, deles pode-se auferir uma série de posiçõesque juntas convergem para a afirmativa que “[...] foram os desenvolvimentos dassociedades, apoiadas nos dos Estados, dos Poderes religiosos e de suas riquezas,somados aos das artes de escrever e contar, que influíram, decisivamente, naevolução dos registros contábeis” (SÁ, 1997, p. 23), o que tende a caracterizar oaparecimento do período denominado de racional-mnemônico. Uma das questões mais asseveradas, quando se trata de entender aorigem histórica da Contabilidade, está assentada na posição positiva que diz ser aMesopotâmia e o Egito, os berços de toda a civilização ocidental, de forma que, talposicionar permite dizer que a Contabilidade (em seus primórdios) teve seus passosiniciais naquelas civilizações. Ainda hoje, passados muitos e muitos anos, se tem moedas (significadode valor) cunhadas com figuras que as descriminam com mais ou menos valorfinanceiro. Assim, o pensar de Sá (1997, p. 24) segue um caminho, entende-se,correto quando afirma: Tais foram os aperfeiçoamentos burocráticos para a realização da escrita, na Mesopotâmia, que esse local, sem nenhuma dúvida, pode ser
  9. 9. 8 caracterizado como o do ponto alto da racionalidade mnemônica da riqueza. Como observado, o autor deixa claro que a Contabilidade (sem utilizaressa nomenclatura) já estava bastante presente naquela civilização, tanto assim queem localidades como na Suméria e na Babilônia, foram encontrados registrosimprimidos em blocos de argila, onde estavam registrados custos, contas, controlesetc., evidentemente, que não se pode esperar encontrar tais registros com afacilidade dos dias atuais, bastando para tanto, uma leitura mais aprumada daquelespequenos blocos para que seja possível entender a expressa operação contábil. Quando se fala de uma história da Contabilidade não há como se deixarde levar em conta as posições já colecionadas acima, entretanto, a grande marcacontábil – e não poderia ser diferente – tem início com o aparecimento do papel, deonde é possível a utilização daquele artefato (o papel) como meio expresso para autilização contábil. Neste sentido assevera-se que os egípcios e sua descoberta (o papiro)são os maiores responsáveis – nesta época – pelo desenvolver da Contabilidade esuas matrizes, visto que tudo era de sumo interesse para os registros daquelacivilização. Como está claro, a Contabilidade segue uma via de aperfeiçoamento acada momento, não é de estranhar que passados muitos anos a Ciência Contábil sefaz cada dia mais presente nas atividades contemporâneas, hoje, como na época dopapiro, a informática deu um novo ponto de apoio à Contabilidade. Assim, juntando-se os aspectos mesopotâmios em junção à grande civilização romana, aContabilidade chega ao período lógico-racional com rumos e posições diferenciadasdas iniciais, entretanto, guardando a sua essência. Importante dizer que a racionalidade humana (expressamente) tem seusprimeiros frutos no pensamento filosófico grego, mas sabe-se que a essênciahumana é a própria racionalidade. Assim, quando cita-se em período lógico-racionalse fala em um período onde a expressão lógica, inaugurada – expressamente – porAristóteles, está bem presente, não sendo, a partir de agora, admitida umaContabilidade que fuja às regras lógicas. É neste período que se dá o aparecimento do sistema de PartidasDobradas, ou seja, trata-se de uma expressão equacional onde todo débito
  10. 10. 9corresponde a um crédito e vice-versa, o que pode ser equiparado ao registro de umfato, assim, cada fato deve ser registrado em suas causas e seus efeitos. Segundo os estudos de Rodrigues (1995, p. 14) não há,especificadamente, um autor de tal sistema, todavia, acredita-se que seu aparecerdate 1250 a 1280 na Toscana (Itália). O surgimento do método de Partidas Dobradas, exige a implementaçãode registros específicos e em locais especiais, se dando assim o surgimento doslivros Diário e Razão. É o que se deflui da explicação de Sá (1997, p. 37): Como elemento essencial do processo das partidas dobradas, passou-se a exigir, também, um livro Mestre, com cada folha dedicada a uma conta específica, competente para registrar os débitos e os créditos de cada conta, o denominado, posteriormente de Razão [...]. Outro livro que recebia todos os registros acontecidos, à medida que fossem ocorrendo, dia-a-dia, seria o Diário. É sabido que a ciência é aquele conhecimento que se prende naaplicabilidade de suas provas e testes, em que a utilização de um método correto épasso para a explicação de determinado problema. Neste sentido, o períododenominado de pré-científico busca distinguir as informações contábeis em suasinformações e conceitos, os quais devem, de agora em diante, ser objeto deconstantes reflexões. Segundo a posição de Sá (1997, p. 45, grifo do autor), o período [...] pré-científico só ocorre, ostensivamente, a partir da obra de Ângelo Pietra (sic), cuja primeira edição é de 1586. Admito, também, que, de forma empírica, como ocorreu em muitos outros ramos do saber, a explicação e a interpretação dos fenômenos da riqueza das aziendas tenha sido objeto de preocupações e análises, mas faltou métodos que autorizasse a criação de um corpo de doutrina, ou seja, faltou teorização que chegasse até nossos dias como prova de tais esforços. O referido período tem seu nascer no século XVI evoluindo até o séculoXIX, sendo datado desta época a famosa escola do Contismo. Tal escola debruçou-se sobre os estudos com a finalidade de observar e compreender o principalinstrumento contábil, ou seja, a conta. A Contabilidade tem verdades universais e atende a requisitos quecomprovam um conhecimento que deve ser considerado como ciência. Ela possuium objeto específico, permite previsões, acolhe correntes doutrinárias, prestautilidade entre outras características.
  11. 11. 10 Neste período da história da Contabilidade, conquistou-se o raciocínio deque a conta é apenas a informação daquilo que se vai observar, e não o próprioobjeto de estudo da ciência. De certo que, com a evolução do pensamento contábil através dosraciocínios organizados surgem as teorias. Estas, como já amplamente afirmado,formam a escola científica, e as escolas se somam e formam as correntes. Entre as principais correntes deste período destacam-se as seguintes: a) Materialismo Substancial; b) Personalismo; c) Controlismo; d) Reditualismo; e) Aziendalismo; e f) Patrimonialismo. De todas essas, a que mais se implantou no Brasil foi o Patrimonialismo,hoje reconhecida oficialmente, em sua base de considerar a Contabilidade como aciência do patrimônio, pela lei e pelas Resoluções do Conselho Federal deContabilidade. Do exposto, é possível, auferir que a Contabilidade é uma ciência, noentanto, querer afirmar que se trata de uma ciência social é algo bastante polêmicomas também , há de dizer-que a Contabilidade não se reserva, apenas, às questõesadministrativas-numericas, posto que ela sofre influência de todos os aspéctos queexsurgem no mundo da realidade humana. No campo científico, verificou-se a anulação das correntes controlistas,personalistas, reditualistas; e o fortalecimento do aziendalismo e posteriormente dopatrimonialismo que ganhou campo em todo o mundo. A Contabilidade libertou-se do excessivo envolvimento com o Direito ecom a Economia despertando para uma autonomia científica. Na atualidade muitos se preocupam em defender a corrente científica quenasceu na Europa no período denominado de científico, outros atacam esse períodochamando de romântico, como é o caso de Iudícibus, que defende as ideias norte-americanas desenvolvidas principalmente no início deste século. Conforme afirma Sá (1997, p. 212), verifica-se seu extremo envolvimentocom a corrente científica europeia: “A corrente científica inspira-se na lógica, na
  12. 12. 11filosofia da ciência, na busca pela verdade competente para ter universalidade deentendimento e verificação”. Já Iudícibus (1995, p. 49) descreve da seguinte forma: No fim do período a que chamei de romântico ou em seus limites, surgem os vultos, entre outros, de Fábio Besta. Giuseppe Cerboni [...]. Seus trabalhos tiveram grande repercussão na época e provocaram grandes discussões entre os adeptos de uma ou outra corrente, com uma paixão somente comparável às discussões clubisticas. No tocante às ideias contábeis norte-americanas, Iudícibus (1995, p. 46)descreve: "A evolução da Contabilidade nos Estados Unidos apoia-se, portanto, emum sólido embasamento [...]." Os últimos 50 anos do século XX foram determinantes para a evolução doconhecimento contábil, nesse período inúmeros foram as pesquisas feitas noOriente e no Ocidente. A facilidade da comunicação, os estudos realizados em várias partes domundo difundidos com maior facilidade, e a troca de ideias apoiadas em livros eartigos proporcionaram um grande progresso científico. Além do progresso das pesquisas científicas e conseqüente valorizaçãodo ensino universitário, o século XX foi marcado por inúmeros fatores queinfluenciaram e influenciam, ainda hoje, a evolução da história da Contabilidade.Entre eles pode-se mencionar: a) As ideias norte-americanas; b) A globalização e o movimento normativo; c) O novo perfil do profissional contábil diante da globalização; d) O advento da informática e telemática; e) O Neopatrimonialismo; f) A visão social no estudo contábil. Assim, claro está que as posições contábeis assumidas pelas doutrinasexpostas, todas, deram suas contribuições nos sentido de ter-se a atualContabilidade, a qual é devidamente reconhecida como uma das ciências que maisse aperfeiçoa ao longo dos anos. A profissão contábil é muito antiga no Brasil data de quando ainda setratava de uma colônia de Portugal. Conforme afirma Rodrigues (2005, p. 19): [...] na época em que o Brasil ainda era colónia de Portugal, em 23 de junho de 1551, foi nomeado o primeiro contador. Naquela data, Brás Cubas
  13. 13. 12 fundador da cidade de Santos, São Paulo, foi nomeado, [...] para o cargo de Provedor da fazenda Real e Contador das Rendas e Direitos da Capitania. A formação profissional do contador tem sua origem em 1754 com aproposta de criação de uma Aula de Comércio que viria a corresponder a academia,e mais tarde a Faculdade ou Escola Superior. A carta de Lei de 30 de agosto de 1770 estabelece a primeiraregulamentação da profissão contábil, ao dispor sobre privilégios dos diplomados daAula de Comércio, estabelecendo a matrícula dos guarda-livros na Junta deComércio de Lisboa. Durante muito tempo a profissão contábil, no Brasil, recebeu adenominação de escriturário e guarda-livros. Verifica-se que no século XX, a expressão escriturário perdeu totalmentea conotação com a profissão contábil, expressando apenas o funcionárioadministrativo. Em 27 de maio de 1946 o Decreto-lei n.° 9.295 criou o Conselho Federalde Contabilidade e definiu as atividades pertinentes a profissão contábil. No V Congresso Brasileiro de Contabilidade, em 1950, foi aprovado oprimeiro Código de Ética Profissional do Contabilista. Além desse, outro fato que direcionou os rumos do exercício profissionaldo contador que é hoje atribuição legal do Conselho Federal de Contabilidade, foi oCódigo de Ética atual, o qual fixou os deveres, direitos, valores de serviços,penalidades por infrações etc. Segundo dados dos Conselhos Regionais de Contabilidade, háatualmente no Brasil, existem mais de 120.000 (cento e vinte mil) contadoresregistrados. E, como em toda profissão há os que mais se destacam no mercado. Com o passar do tempo, formaram-se várias as especialidades existentesdentro do mundo contábil, proporcionando ao profissional uma maior qualificação, eentre elas pode-se destacar: a contabilidade de custos, a contabilidade gerencial efinanceira, a contabilidade pública, a perícia contábil, a auditoria entre outras. Apesar do campo de auditoria está crescendo bastante, o Brasil aindaapresenta um pequeno número de auditores em comparação com outros países, oque favorece as ondas de corrupção. De acordo com pesquisa apresentada por Marion (1998, p. 50) verifica-sea situação dos auditores no país: “[...] existe aqui um auditor independente para
  14. 14. 13cada grupo de 25.000 habitantes. Na Holanda, há um auditor independente paracada 900 habitantes; nos Estados Unidos, um para cada 2.300[...]”. Com os avanços tecnológicos surgem novas perspectivas profissionais,como por exemplo, a de Investigador Contábil, a Contabilidade Ecológica, aAuditoria Ambiental, a Contabilidade Prospectiva etc. Na atualidade do Brasil, o profissional contábil não tem um grandereconhecimento por parte da sociedade. Isto pode ser ratificado com a afirmativa deMarion (1998, p. 52) ao dizer que: [...] precisamos entender que a imagem dessa profissão no Brasil ou em países subdesenvolvidos (ou em desenvolvimento) está muito aquém que nos países desenvolvidos. A certificação do contador na Inglaterra é dada pela rainha. Nos Estados Unidos, se você perguntar qual a vocação que alguém quer para seu filho, aparecem as profissões de médico, advogado e contador [...] Conforme pode-se verificar nos países desenvolvidos há umreconhecimento da sociedade em geral e até das altas autoridades com relação apessoa do contador, o que permite a abertura de caminhos para que outras pessoasqueiram seguir essa profissão. No Brasil, os grandes escândalos envolvendo quebras de instituiçõesfinanceiras, fraudes, desfalques e outros fatos que evidenciam erros contábeis têmposto em dúvida a qualidade e utilidade das informações contábeis e dodesempenho profissional e ético do contador. Toda essa situação acaba gerandoum desânimo nos estudantes, e desfavorecendo que outras pessoas desejem seguira profissão. Cabe ao profissional de contabilidade reverter essa situação, buscandodemonstrar a sociedade o seu real papel adotando um perfil que faça com que omesmo procure ser mais valorizado não só no mercado local, mas no mercadoglobal formado pela quebra das fronteiras. Na afirmativa de Marion (1998, p. 55), assim como em todo o mundo, ocontador, no Brasil, deve: a) buscar maior qualificação profissional: isto quer dizer reciclar seus conhecimentos, falar mais de um idioma, acompanhar o desenvolvimento tecnológico; b) saber lidar com pressões e frustrações; c) ter dinamismo no desempenho de novas tarefas: saber tomar decisões rápidas; d) dar atenção especial ao cliente: é necessário saber ouvir o cliente, entender seus anseios.
  15. 15. 14 Como observado, os teóricos da Contabilidade observam a muito anecessidade de novas posturas dos profissionais desta área, como forma depossibilitar a verdadeira valorização de tal profisão tão necessária ao desenvolver dohomem e da nação. Também, vale dizer que a compreensão dos problemas e da evolução daeducação contábil, no Brasil, depende de dois fatores básicos: as características dopaís e da Profissão Contábil. Deve-se considerar que o Brasil é um país comaproximadamente 8,6 milhões de quilómetros quadrados apresentando variadaspaisagens naturais e humanas, com grandes disparidades que chegam a atingirtambém o campo educacional inclusive a nível superior. Assim, algumas universidades apresentam patamares qualitativoscomparados com aquelas do mundo desenvolvido, e outras que se destacam pelainsuficiência de recursos materiais e financeiros. O segundo fator a ser considerado é a organização da profissão contábile do seu exercício. A profissão é regulamentada por lei específica, que estabelecedeveres e prerrogativas, códigos de ética e sanções, bem como os órgãos decontrole - os Conselhos Profissionais -, nos quais todo profissional deve estar,obrigatoriamente, inscrito, a fim de que possa exercer a profissão. O sistema de registro, fiscalização e desenvolvimento profissional, naárea contábil do Brasil, é integrado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC),sediado em Brasília e Conselhos Regionais, um por Estado. O universo dos profissionais compreende contadores, com curso superiore técnicos em contabilidade de nível médio. Aos contadores são reservadas asfunções de auditoria, perícia, avaliações de acervos, análise econômico-financeira eoutras, além, evidentemente, do magistério superior. Falar da história da contabilidade, é falar das situações contábeis a nívelde Brasil, a qual sofre diretamente influência de suas escolas: a Escola Europeia e aEscola Norte-Americana. A Escola Europeia tem o objetivo de estabelecer um corpo de doutrinacientífica e parte da certeza de que o registro é apenas a memória de um fato e queesse fato precisa ser estudado em sua essência. Os esforços dos doutrinadoresocorreram na Itália, na França, em Portugal e na Alemanha; no Brasil entre os
  16. 16. 15principais seguidores dessa escola pode-se destacar: Francisco DAuria, FredericoHerrmann Jr., Hilário Franco e António Lopes de Sá. A corrente que mais se solidificou, no Brasil, foi o Patrimonialismo,reconhecida oficialmente pelas Resoluções do Conselho Federal de Contabilidade. Francisco DAuria foi dos mais ilustres escritores da ciência contábil que oBrasil já possuiu, seu primeiro livro foi editado em 1916 e tinha o título "A letra decâmbio na Contabilidade", sua obra "Cinquenta anos de Contabilidade" descreve aqualidade de uma vida dedicada à ciência e à cultura. Admite a Contabilidade como a ciência do património; classifica osestudos contábeis em Contabilidade Geral e Aplicada. Em 1924 ainda eracontrolista, mas a partir de 1928 tornou-se patrimonialista. Com a evolução do ensino contábil na década de 40, surge Herrmann Jr.que produziu muitas obras de valor, entre as quais se destaca "ContabilidadeSuperior" (cuja primeira edição é de 1936), editado em uma editora fundada por elemesmo: a Atlas de São Paulo (Apud SÁ, 1997, p. 375). A Atlas tornou-se a principal base de editoração de obras contábeis, nelaoutros famosos autores publicaram suas obras. Define Herrmann (apud SÁ, 1997, p. 378) a Contabilidade da seguintemaneira: “Contabilidade é a ciência que estuda o património à disposição dasaziendas, em seus aspectos estáticos e em suas variações, para enunciar, por meiode fórmulas racionalmente deduzidas, os efeitos da administração sobre a formaçãoe a distribuição dos réditos”. Herrmann Jr. foi citado por Masi em suas obras, como também porDAuria; faleceu ainda muito jovem na década de 40. Hilário Franco se destacou no V Congresso Brasileiro de Contabilidade,no qual apresentou um trabalho intitulado "Fundamento científico da Contabilidade"que foi considerado o melhor trabalho sob o ângulo da doutrina patrimonialista.Sobre esse trabalho, tem-se o comentário de Sá (1997, p. 328): Depois de uma erudita introdução sobre o que é ciência, sobre o que a Contabilidade diante dela significava e o que a escrituração contábil representava, apenas como forma, o mestre paulista destaca o objeto da Contabilidade e o faz de forma positiva, sem deixar dúvidas de suas convicção patrimonialista. Dentre suas muitas obras publicadas se destaca, Hilário Franco, 50 anosde Contabilidade publicada em 1993 que prova sua fidelidade ao intelectual
  17. 17. 16Francisco DAuria que também deixou seu depoimento gravado para a história emseus 50 anos de Contabilidade. Sá é dos mestres da Contabilidade brasileira mais conhecidos não só anível local como internacional. Entre suas obras destacam-se: Curso de Auditoria,Perícia Contábil, Dicionário de Contabilidade, Teoria Geral da Contabilidade eHistória Geral e das Doutrinas da Contabilidade; nesta última, a história da escrita eda ciência contábil são narradas pela primeira vez no Brasil. Não se pode deixar de mencionar que a mais recente escola dopensamento contábil que é a Escola Neopatrimonialista, fruto de estudos e reflexõesde Sá e outros teóricos da Ciência da Contabilidade. A escola Norte-Americana também conhecida como Escola Pragmática,atende aos aspectos práticos das questões econômico-administrativas sem sepreocupar com as construções teóricas gerais. A Contabilidade é assim definida pelo American Accounting Associations:"A Contabilidade é a arte de registrar, classificar e sumariar de maneira significativae em termos monetários transações e acontecimentos de caráter financeiro e deinterpretar os seus resultados." No Brasil adotam essa corrente: José Carlos Marion, Eliseu Martins,Sérgio de ludícibus entre outros. Marion bastante conhecido no Brasil, é muito admirado principalmentepelos estudantes. Entre suas obras destacam-se: Contabilidade Empresarial,Contabilidade Básica e Manual de Contabilidade para não contadores (no qual é co-autor). Esse respeitável contador é também grande pesquisador na área deMetodologia do Ensino da Contabilidade, e sobre isso afirma: Assim, é desejável que cada professor tenha algo relevante para gozar de respeito e poder estimular seus alunos. Sucesso profissional, título, produção cientifica etc., são alguns exemplos. Em segundo lugar, a exaltação permanente da profissão é indispensável para estimular os alunos (MARION, 2000, p. 04). Eliseu Martins é professor de Contabilidade, entre suas obras destacam-se Contabilidade de Custos, Análise da correção monetária das demonstraçõesfinanceiras e Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações (no qual é co-autor). ludícibus é grande crítico da escola europeia, afirmando que estesproduziram trabalhos excessivamente teóricos e repetitivos e sem aplicações
  18. 18. 17práticas. Entre suas obras pode-se citar: Análise de Balanços, ContabilidadeGerencial, Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações (na qual é o diretorresponsável) etc. Assim, é possível afirmar que a Contabilidade como uma ciência que estáligada à própria história do homem e que está voltada para a sociedade, sofre todasas modificações ocorridas na área política e econômica, não só da abrangênciaregional ou nacional, mas também, a abrangência mundial.. Com o passar do tempo, a Contabilidade sempre buscou se adequar arealidade brasileira e com isso ocorreram grandes evoluções referentes a tal ciência.Não se pode deixar de mencionar as principais entidades e as legislações queinfluenciaram e ainda influenciam os caminhos percorridos pela Contabilidade noBrasil; e entre elas destacam-se: O Banco Central do Brasil (BACEN) a Comissãode Valores Mobiliários (CVM), a Lei n.° 6.404/76 (Lei das S. A.), o Conselho Federalde Contabilidade (CFC) e os Conselhos Regionais de Contabilidade (CRC’s), a Lein.° 4.320/64, o Instituto Brasileiro de Contadores (IBRACON) e o Regulamento doImposto de Renda. Tudo isto faz com que a pesquisa se torne imprescindível para o melhorentender da Ciência da Contabilidade.3 METODOLOGIA Será realizada uma pesquisa bibliográfica, documental que venha apropiciar o enriquecer do tema referenciado. Buscar-se-á na literatura mais abalizada os posicionamentos que setornam capazes de efetivar um melhor entendimento sobre a proposta apresentada,ou seja, a questão histórica da contabilidade, de forma a propiciar um melhorentender da atual conjuntura que passa a contabilidade como ciência. Serão efetivados fichamentos sobre o assunto e, de igual forma, coletar-se-á artigos de revistas e periódicos especializados na matéria – em vias diferentes– que tornem possível o exercício da reflexão sobre o assunto.
  19. 19. 18 4 CRONOGRAMA ATIVIDADES Maio Jun Jul Ago Set Out Nov DezLevantamento bibliográficoe fichamentoElaboração do AnteprojetoTabulação e análise dostextosRedação do trabalhoEntrega do TrabalhoMonográficoDefesa
  20. 20. 19 REFERÊNCIASMARION, José Carlos. Discussão sobre metodologia de ensino aplicáveis àContabilidade. Jornal do Conselho Regional de Contabilidade de MinasGerais, maio/junho, 1998.____________. Preparando-se para a profissão do futuro. Rio de Janeiro:Pensar Contábil. CRC-RJ. vol. 1. n.° 2 nov/2000.MENDES, José Martins. Um ideia Milenar. Revista Brasileira deContabilidade. N° 106, jul/ago 1997.MONTEIRO, Martin Noel. Pequena história da contabilidade. Lisboa: Apotec,1979.RODRIGUES, Alberto Almada. A História da Profissão Contábil e dasInstituições de Ensino, Profissionais e Culturais da Ciência Contábil no Brasil.Revista do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul. n.°43. Porto Alegre: set/dez 1995.SÁ, Antonio Lopes de. História Geral e das Doutrinas da Contabilidade. SãoPaulo: Atlas, 1997.

×