História e Literatura MNAA

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História e Literatura MNAA

  1. 1. História, Literatura e Espaços MuseológicosUma abordagem Criativa à Aprendizagem em Contexto Museu Nacional de Arte Antiga | Centro de Formação Prof. João Soares | 2012
  2. 2. P onto de Partida
  3. 3. «Pelas precedentes considerações se manifestaque não é ofício de poeta narrar o que aconteceu;é, sim, o de representar o que poderia acontecer,quer dizer: o que é possível segundo averossimilhança e a necessidade. Com efeito, nãodiferem o historiador e o poeta, por escreveremverso ou prosa (pois que bem poderiam ser postasem verso as obras de Heródoto, e nem por issodeixariam de ser história, se fossem em verso oque eram em prosa), - diferem, sim, em que dizum as coisas que sucederam, e outro as quepoderiam suceder.» Aristóteles | Poética | 335/323 a.C.
  4. 4. P arte 1
  5. 5. História | Literatura
  6. 6. “Presbiter Johannes potentia et virtude Dei...”
  7. 7. «A concepção moderna acentua a sua relaçãocom a investigação: A historiografia apresentaum saber histórico que é conseguido através deprocessos empíricos de investigaçãometodicamente organizados e que, por isso, sedistingue pela qualidade especificamentecientífica da sua racionalidade metódica. Aconcepção pós-moderna acentua a forçacriadora, com a qual os autores formam o seusaber histórico e se dirigem ao seu público eque confere à historiografia uma qualidadeprimariamente poética ou retórica.» Rüsen | 1990
  8. 8. «O historiador é obrigado a realizar sempre umaficção perspectivista da história, dado que éimpossível a existência de uma história querecolha simplesmente o passado nos arquivos…Não se chega, pura e simplesmente, a factosaprioristicamente estabelecidos por fontes. Ahistória é, neste sentido, sempre construçãode uma experiência, que tanto reconstrói umatemporalidade quanto a transpõe em narrativa.» Pesavento | 2000
  9. 9. «A busca da positividade em História não deve,porém, fazer esquecer que ela só alcança opassado por intermédio de sinais erepresentações mediadoras da realidade e nãopor um exame directo da própria realidade.Esses sinais são as marcas da passagem doHomem, mas são também as própriasrepresentações verbais ou mentais quepermitem escolher entre eles os que sãoconsiderados representativos. A História é,portanto, uma representação derepresentações. É um saber, e nãopropriamente uma ciência.» Mattoso | 1997
  10. 10. "A arte presente atraiçoa a revolução,corrompe os costumes. De tal forma, ou se há-de tornar realista ou irá até à extinção completapela reacção das consciências. – O modo de asalvar é fundar o realismo, que expõe overdadeiro elevado às condições do belo easpirando ao bem, - pela condenação do vícioe pelo engrandecimento do trabalho e o davirtude” . Eça de Queiroz | 1871
  11. 11. «[...] será necessário desprezar o termo«ciência» quando se fala da história, para arelegar para a categoria de «saber»?Julgamos que não e que entendê-la como artenão implica que não a devamos incluir nacategoria de ciência, depois de nos termoslibertado já da concepção positivista e«moderna» de ciência [...]. A história seráciência e arte, será uma «literaturacientífica», conforme lhe chamámos.» Torgal | 1996
  12. 12. «Ao contrário dos autores de romances, oshistoriadores têm de se preocupar com acomprobabilidade empírica e com a verificação detodas as suas afirmações. Pelo contrário, parece-meque o escritor de romances tem, se desejar, muitomais liberdade no tratamento do seu assunto e nãose encontra ligado a tais regras decomprobabilidade.» Kocka | 1990
  13. 13. «Não podemos esquecer que o discurso crítico é historicamente condicionado, que cada época e cada historiador valoriza determinados autores e deixa cair outros no esquecimento e que esta escolha não depende de um qualquer valor intrínseco dos textos , mas daquilo que diferentesleitores, em diferentes épocas, procuraram neles.» Vanda Anastácio | 2002
  14. 14. P arte 2
  15. 15. … e Espaços Museológicos…
  16. 16. Arte SignificadosHistória | Literatura | Museu Conhecimento Palavras Imagens
  17. 17. Museus (?) «Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, e que adquire, conserva, estuda, comunica e expõe testemunhos (i)materiais do homem e do seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educação e a fruição.» ICOM (Internactional Council of Museums)
  18. 18. Somos nós os mesmos observadores?
  19. 19. Arte?
  20. 20. E … então?«(…) as acções museológicas não são processadassomente a partir dos objectos, das colecções, mas tendocomo referencial o património global, na dinâmica davida, tornando assim necessária uma ampla revisão dosmétodos a serem aplicados nas acções de pesquisa,preservação e comunicação, nos diferentescontextos.» Maria Célia Santos
  21. 21. «Para que servem os sentimentos? Poder-se-ia argumentar que as emoções sem sentimentos seriam mais do que suficientes para a regulação da vida e para a promoção da sobrevivência. Porém, não é esse o caso. Na orquestração da sobrevivência é extremamentevalioso ter sentimentos. As emoções são úteis em si mesmas, mas é o processo de sentir que alerta o organismo para o problema que a emoção começou a resolver.» António Damásio
  22. 22. Precisamos (re)pensar alguma coisa?
  23. 23. P arte 3
  24. 24. Desafio Colaborativo
  25. 25. Projecto | IdeiaPartindo do livro e da literatura como motor para o projecto, crie uma actividade criativa e exploratória do museu (peças, colecção ou percursos) que parta das obras escolhidas pelos elementos do grupo e que façam uma abordagens interdisciplinar entre a História e a Literatura tendo como pano de fundo o Museu Nacional de Arte Antiga.
  26. 26. Bom trabalho! FIM

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