História e Ensino Criativo Acção 3 - Braga

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Reflexão final HEC 2011 - Braga

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História e Ensino Criativo Acção 3 - Braga

  1. 1. História e Ensino CriativoEste é um documento de trabalho que visa a integração das reflexões finais do Cursode Formação: História e Ensino Criativo, para docentes do 2.º Ciclo do Ensino Básiconuma perspectiva colaborativa com vista a criar um documento reflexivo final em tornodos temas, assuntos e novas abordagens tratadas ao longo da acção de formação (3)realizada entre dia 05 e 12 de Fevereiro de 2011.1. Cada formando deve continuar o documento de trabalho conjunto com o máximo deduas frases (duas linhas) e;2. (Opcional) Cada formando deve, no máximo de um parágrafo (3 a 5 linhas), partilhara seguinte informação no espaço para textos individuais::a) Ideia(s) para actividade em sala de aula ou em gestão de projecto que possa vir arealizar com os seus alunos ou no contexto de trabalho na escola (retiradas do trabalhorealizado durante a formação ou outro);b) Análise da importância da Criatividade e Novas Tecnologias no ensino de História eGeografia de Portugal para o 2.º Ciclo do Ensino Básico .No final de cada participação deverá sempre ser colocado o nome (primeiro e último)para identificação. Obrigado e bom trabalho!
  2. 2. Documento de Trabalho É urgente (re)criar, é urgente (re)educar, é urgente (re)formular, é urgente(re)motivarmos, é urgente (re)pensarmos. O prefixo re- pode surgir carregado de nostalgia e dereceios porém, na conjuntura desta formação, ele irrompe recheado de imaginação, decriatividade, de perspectivas futuras e de emoção. Cessem com o abstencionismo, o conformismo e o negativismo no palco educativo!Cessem de remeter os problemas para os dirigentes deste país! Às Artes, Cidadãos! Atrevo-mea dizer: “Às Artes, Docentes!”. É urgente fazer sobressair o engenho e a arte! Difícil hoje ser engenhoso! Difícil ser criativo! Isto, quando julgamos que tudo foiinventado! Que só através das novas tecnologias é que conseguimos motivar! Ou quandoconsideramos que a invenção/criação emana do nada e é uma graça misteriosa e inata!“Genius is one percent inspiration, ninety-nine percent perspiration” (Thomas Edison, Harper´sMonthly, 1932). Ser criativo é ser activo. A independência, a liberdade que despertam aimaginação e a curiosidade são elementos imprescindíveis à criatividade. Daí, as criançasserem mais criativas e, muitas vezes, surpreenderem-nos com a sua simplicidade. A essência da criatividade está em criar o desconhecido a partir de coisas conhecidas.É acrescentar vida à vida! É a cereja no topo do bolo! É a oitava cor do arco-íris! É um músculoque todos nós possuímos e que necessitamos exercer todos os dias! Loucos? Talvez, mas “delouco, todos temos um pouco”! Mas uma coisa é certa: a criatividade não pertence única eexclusivamente ao artista, cada um de nós pode fazer de algo uma obra de arte! CitandoAlmada Negreiros: “E isto de haver sempre ainda uma maneira pra tudo?” Já pensou? A criatividade é um conjunto de elementos que pela natureza do seu compositor, dáorigem à criação. Criatividade é da Vinci, Einstein, Dali ...é a alavanca do progresso humano.Criatividade é pegar nos alunos tal como um pintor olha para uma tela em branco!No contexto actual no ensino a criatividade revela-se necessária e urgente. É uma boavia para promover no aluno o acto de pensar, de pensar criticamente, constituindo-secontra corrente, por exemplo, ao ato passivo das horas passadas em frente à televisão.É ainda urgente porque libertadora do “eu” do aluno e do professor espartilhados hámuito pelos tradicionais modelos de ensino. A criatividade deve ser usada em sala deaula tanto pelos professores como pelos alunos pois existem duas partes interessadasno processo de ensino-aprendizagem: o aluno e o professor: para que a satisfação sejamútua, nada melhor que a diversificação, a experimentação e a inovação. Ecriatividade é isto. A criatividade posta ao serviço da educação e da formação decrianças ,jovens e até adultos, prova que o conhecimento adquirido se vaipaulatinamente construíndo e deste modo consolidando, o que por vezes se torna maisdifícil ( ou mesmo) impossível quando aquilo que se faz com os alunos se resume a umdespejar de informação remetendo para estes a aquesição dos conhecimentos quemais tarde irão ser testados. Assim não podemos desejar nem sonhar com o «
  3. 3. sucesso» tão desejado na nossa disciplina e claro que o conhecimento dos garotos ééfemero, compete-nos a nós como veiculos transmissores de conhecimentos ajuda-losa tornarem-se seres pensantes ,com metodologias criativas e com desafios, os nossosalunos caminham na direcção de um conhecimento sólido.Na minha actividade como docente de História e Geografia procuro em primeiro lugarcaptar o interesse dos alunos para os assuntos que vão ser estudados e e dentro dascondicionantes da faixa etária a que pertencem, levá-los a construir o pensamentohistórico. A partilha de ideias com outros colegas, a formação na área da didáctica e oempenho no desenvolvimento do gosto pela disciplina obrigam a pensar em novosprocessos tendo sempre em vista o envolvimento dos alunos na construção doconhecimentoUma vez que o Programa de História e Geografia de Portugal não muda, cabe aodocente enveredar por uma abordagem diferente, criativa e adequada aos seus alunos.Neste sentido, o professor não deve deixar de tentar, e mesmo ousar, pôr em práticasoluções diferentes para problemas que são iguais e que se repetem frequentemente.Desta forma, tentamos preparar os alunos para serem cidadãos num futuro que nãoconhecemos, mas cujas ferramentas lhes transmitimos. No fundo, as aulas de Históriae Geografia de Portugal devem despertar a criatividade nos alunos, pois assim elesestarão preparados para transformar o seu futuro e a sua realidade.Devemos privilegiar aulas que estimulem a imaginação e o pensamento crítico, aautonomia e a criatividade e que incentivem uma abertura ao mundo dos outros e àsmudanças do quotidiano permitindo aos alunos um protagonismo esclarecido. Oprofessor deve ter a pretensão de que os alunos se sintam confiantes nas suaspossibilidades, no valor dos seus contributos para a melhoria da sociedade e, que seassumam perante o mundo de forma crítica e responsável.A partir da perspectiva contextualizada do presente poderemos - e sempre - construiruma “nova” visão do passado, através do ângulo de interesses e vivências dos nossosalunos, (criando-os e recriando-os: projectando-os no passado e com eles questionar ofuturo), de forma criativa.A criatividade revela-se essencial para o processo de criação de algo novo. Esseprocesso nem sempre é fácil e contínuo, pois envolve a testagem de vários factores.Envolve, por vezes, o abandono ou alteração da ideia inicial. O produto final pode serbem diferente do que se tinha previsto inicialmente, mas julgo que é esse o grandedesafio do ensino actual: partir de algo (conteúdos programáticos / conhecimento), nãoter receio de ousar e de criar algo que seja original (imaginação / originalidade) e quenos surpreenda enquanto actores (quer professores, quer alunos, quer a própria
  4. 4. comunidade educativa) de uma História que se faz com recurso ao passado, presentee futuro. Este processo criativo faz-me lembrar uma frase de Cícero “nihil est simulinuentum et perfectum” (nada é, simultaneamente, criado e perfeito). É portanto,necessário um longo caminho desde a fase inicial até ao produto final.Ser professor de HGP é cada vez mais ser capaz de renovar estratégias e métodos deensino, para fazer frente a uma sociedade onde os conhecimentos se renovam minutoa minuto, devido aos progressos científicos e tecnológicos.Cabe a nós professores sercapaz de descobrir o aluno que temos e descobrir como levá-lo à descoberta de simesmo e das suas capacidades de criar evitando que ele caia na estagnação .Masserá que a “escola” que temos encoraja a nossa criatividade?Cabe-nos a nós professores, actores no sistema, abrir espaço, na nossa actividadelectiva, ao espírito crítico e à criatividade potenciando nos alunos capacidades de visãoestratégica e de conceptualização de soluções face aos problemas impostos por ummundo em permanente e acelerada mudança nos mais diversos domínios.Se permitir a “fossilização” da capacidade criativa dos meus alunos, bloqueando-lheshorizontes do imaginário simbólico, barrando-lhes a capacidade de serem sujeitoscognoscentes, despertos para o caminho do bem comum na acção e nos valores,então, não serei eu!O professor deve ter a sensibilidade para despertar ou descobrir em cada aluno aspotencialidades que este encerra de modo a que o ensino da História faça sentido e acriatividade é a ferramenta que o professor e o aluno têm disponível para construirconhecimento significativo.Um desafio: dar espaço à criatividade nas nossas aulas, nos temas que abordamos, nosaber que “construímos”. Através das Novas Tecnologias, um recurso, permitir que acriatividade flua, as aulas não tenham um registo “cinzento” e os alunos participem,criem, pesquisem, vivenciem os momentos da História e, no final, alguém diga: a aulajá acabou?Como dizia Agostinho da Silva «a escola não consegue dar aos alunos todas aspossibilidades que lhes deveria dar». Temos de agir, de fazer a diferença. Nãodevemos «impingir-lhes» conhecimentos, mas ensiná-los a pensar e a exercitar umahabilidade que está adormecida em cada um deles: a criatividade.Imaginação e criatividade para todos. Liberdade de pensar, sentir, reflectir e agir. Nasaulas, na escola e na sociedade. É tão bom sentirmos que os nossos alunos possamatravés das TIC irem mais longe, voar mais alto, reflectirem sobre o passado paraconstruirem o futuro. E se por acaso eles se perderem nesse caminho da imaginação,
  5. 5. podemos sempre com um discurso lógico, chamá-los à terra, porque mesmo acriatividade tem o seu tempo. É nesta contagem que encontramos o tempo. O tempo da disciplina de HGP:tempo da História e tempo da aula, essencial para que façamos toda a diferença.Tempo que, muitas vezes, não temos ou aquele que está do nosso lado para podermosdar resposta aos nossos alunos, com actividades criativas, transformando as ideias,que surgem no seu estado original, em aprendizagens concretas e relevantes.Entretanto, nesse tempo, o de há milhares de anos e o da actualidade, o que está entreo verão e o outro verão, entre o primeiro e o último toque, entre a imaginação e oproduto final, há um Mundo que o professor deve explorar com toda a ousadia. É nesta “exploração do mundo” com toda a ousadia que reside a acçãoimprescindível do professor. A envolvência que deve gerar à sua volta, partilhandosaberes de um modo original, criativo, imaginativo e desafiador, sempre com oobjectivo de fazer conhecer a História, de modo a levar os alunos a conhecerem opassado, compreenderem o presente e quiçá,o futuro. O professor nunca deve terreceio do produto final que conseguiu com os seus alunos, pois foi fruto dessa suaousadia neste processo de ensino/aprendizagem, que se tornou concreto e relevante. Ter medo é bom. O temor põe-nos a pensar e pensando, criamos. A criatividadenão é por isso mais do que a capacidade de pegar em algo “familiar” aos docentes ediscentes e recrear em função das ferramentas disponíveis. E, no entanto, criar é fazer nascer algo novo e inédito. Partindo de existênciasou mesmo inovando desde o princípio, o ensino criativo conduz o aluno aoconhecimento através um caminho novo, coloca questões que não surgiriam de outraforma, oferece experiências que de outra forma não seriam possíveis. Mas, experimentar e tentar é cada vez mais importante. Transmitir oconhecimento através da criatividade não só motiva, como também promoveconhecimento.No entanto, esse conhecimento tem de ser repensado pelo docente paratransformar as práticas de sala de aula.Nada melhor que levar a conhecer a História deforma criativa, num mosaico onde todas as cores estejam presentes e no qualpossamos mexer, sem medo, para ensinar e aprender. Motivar...o que é motivar, senão despertar os sentidos mais profundos do serhumano, quiçá algures escondidos...e que necessitam de apenas um clic parasurgir...do nada! É este universo fascinante, desconhecido, esta curiosidade que nosleva ao conhecimento, logo à criatividade.
  6. 6. Motivar, no sentido de determinar a motivação de, estimular e impulsionar,tarefa não menos criativa, fazendo despertar o gosto pelo representativo, girando essefantástico caleidoscópio que cada um pode criar, consolidando-o através de o explicar. Um aluno motivado esforça-se por vencer as suas dificuldades, mantém-seconcentrado na realização das actividades, manifesta interesse e entusiasmo e toma ainiciativa quando lhe é dada a oportunidade. Para tal o professor tem que respeitar osritmos das actividades de ensino-aprendizagem; praticar a pedagogia diferenciada erenunciar à predominância do método expositivo. A motivação e a criatividade têm queestar lado a lado. Um aluno motivado mais facilmente deixa vir à tona a suacriatividade. E se arranjássemos uma casa para todos nós partilharmos ideias e trabalhos?Casa da História Criativa?! Uma espécie de Clube de Poetas Vivos, numa visão departilha de ideias e produtos da História Criativa. Vejo esta “Casa” como um poderoso aliado colocando a criatividade ao serviçodo desenvolvimento da competência “ Comunicação em História”, um dos “calcanhares de Aquiles dos nossos alunos! Como eu gostaria de pertencer a esta nova Casa! Despertar a curiosidade para conseguirmos chegar à criatividade. A criatividadeé algo de que todos precisamos até para encontrar caminhos ao longo da vida, vamosdetectando os obstáculos e assim os vamos ultrapassando, nas nossas aulas fazemoso mesmo só que os obstáculos transformam-se em oportunidades de aprendizagem. A criatividade deve estar sempre presente na sala de aula para que de ummodo inovador, imaginativo, novo, o professor transmita o “mesmo” mas, de umamaneira “diferente”, de uma forma criativa. A criatividade é uma mistura, sem receita exacta, da curiosidade, das ideias, dointeresse, da imaginação, do conhecimento, dos recursos e das técnicas. Quandoprecedemos à referida mistura surge “um mundo novo”. Como Sócrates afirmava ser a Maiêutica, arte da pesquisa em comum, oprofessor deve centrar a sua actividade no estímulo e despertar o interesse pelapesquisa, sendo o aluno construtor das suas aprendizagens. Simplicidade. É a palavra que me ocorre quando penso em criatividade.As melhores criações são, muitas vezes, as mais simples. E quantas vezes nem
  7. 7. precisamos de recorrer ao que é absolutamente novidade. A partir de velhos etradicionais «ingredientes» podemos confecionar um prato absolutamenteinovador. É só deixar de lado velhas e rígidas estruturas de pensamento. Penso que o professor tem que dar asas à imaginação e procurardesenvolver tarefas simples, diversas/múltiplas, aliciantes e desafiadoras. Deveapostar na criatividade dos alunos dando-lhes pouco tempo paradesempenharem as tarefas. O processo criativo apresenta uma solução para um problema. Acriatividade é importante, mas o nosso objectivo é o conhecimento. O processocriativo implica regras. É importante que o professor antes de ensinar saibafazer. A maior parte das vezes limitamo-nos a adaptar a criação de outro. Oresultado do processo criativo tem de ser algo novo no contexto em que seaplica e pode ou não requerer imaginação. Grandes imaginadores foram JulioVerne ou Lewis Carrol. Precisamos de imaginação como água no desertoaquando do processo criativo. Os alunos terão fases em que serão imaginativose outras serão criativos. O processo de aprendizagem requer uma base detrabalho que tem a ver com o conhecimento. É preciso darmos a base doconhecimento para depois os alunos serem criativos. Os nossos alunosnasceram na época da tecnologia e usam-na como nós usámos os lápis de corpara criar. Os alunos têm de saber partilhar ideias em grupo e não só expôrindividualmente as ideias.Mais interessante ainda é partilhar os mesmos valorespara a realização de um projecto. A gestão do projecto implica que não nossintamos sós no projecto escolar. Cerca de 90% dos projectos de sala de aulasão esquecidos, não têm continuidade ou afixados publicamente no placard dasala. Em Outubro do ano passado, a minha escola comemorou o centenário daRepública. Todos os departamentos colaboraram no projecto: aula demotivação, hastear da bandeira da República/coreografia (Monarquia vsRepública)/plantação da árvore do centenário/exposição dos Presidentes daRepública, e toda a comunidade escolar esteve presente. A criatividade revela-se essencial diria mesmo, imprescindível paramotivar os alunos para o Ensino/Aprendizagem. O professor tem que conseguirque a sua Turma o escute...Ao longo dos meus vinte e quatro anos deexperiência pedagógica, constato que cada vez é mais difícil consegui-lo...Assim sendo, é um desafio aliciante(pelo menos para mim) arranjar sempre
  8. 8. novas maneiras, novos processos, de apresentar os conteúdos de História eGeografia de Portugal. Esta ação deu-me ideias excelentes e exequíveis que irei por em práticaquando os temas forem abordados. A criatividade pode e deve ser estimulada, para isso, poder-se-ia formarnas escolas, um Atelier das Ideias, onde alunos e professores de diferentesidades tivessem a liberdade de partilhar ideias e experiências. As aulas e asescolas ficariam ainda mais coloridas! História e ensino criativo!? Como ensinar o passado de forma criativa? Comcriatividade. Imaginação. No processo criativo, o professor terá de pensar na ideia,simples, sempre simples e no(s) outro(s), nos seus alunos, naquele(s) para quem oconhecimento final que pretende transmitir se transforme na sua cana de pesca, emferramenta para a vida. Ao longo do seu processo criativo, o professor terá de sercapaz de ir adequando as estratégias a utilizar e ser capaz de avaliar, com a distânciapossível, o sucesso ou insucesso do seu ensino criativo. Necessária muita reflexão porparte do professor! Difícil, mas apaixonante tarefa! As novas tecnologias ocupam, cada vez mais, um espaço relevante no processode ensino-aprendizagem. A diversidade de meios e a variedade de recursoseducativos, que utilizam as novas ferramentas de informação e comunicação,constituem um valor acrescentado nos domínios da motivação e da compreensãohistórica. No processo de ensino, não se deve confundir criatividade com originalidade,pois a primeira engloba um conhecimento profundo e bastante regrado na área emque está a ser manifestada , enquanto que a originalidade pode não configurarmanifestações criativas .Ex: Perguntem a uma criança: O que achas que faz um Rei? Todos somos criadores, cada qual à sua maneira; porém, é necessário usaresse dom para incentivar, entusiasmar, fazer a criança despertar, experimentar enavegar pelo conhecimento... Mas um conhecimento gerador que faz sentido econstitui uma ferramenta útil para a ação! A carreira de professor tem outras vertentes além da formação académica.Destaca-se aí a capacidade de conquistar os alunos pela criatividade. Brinquemos comas ideias e pensamentos. A criatividade desenvolve-se a partir do pensamento
  9. 9. divergente, pelo não cumprimento de regras.Façamo-lo quando estivermos a trabalharos nossos conteúdos curriculares. Assim, a criatividade poderá contribuir para a redução do insucesso escolar,despertando o interesse dos alunos na construção de projectos de aulas diferentes,para melhorar o seu desempenho e as relações interpessoais. No entanto, asobrecarga de trabalho que hoje em dia assoberba os professores, poderá ser umempecilho à criação de formas inovadoras que visam a apropriação dos conteúdospelos alunos. O professor deve proporcionar espaço para a criatividade, fantasia ou iniciativados alunos ,utilizando na sala de aula estratégias e processos criativos de ensino,assim contribuirá de forma significativa para a aquisição do novo conhecimento. A criatividade é um elemento indispensável no contexto educacional tendo emconta que todos nascemos capazes de produzir elementos e conhecimentos novos.Estes devem ser desenvolvidos numa perspectiva sempre inovadora com recurso atécnicas criativas, por forma a proporcionar aos alunos a capacidade de adquirirconhecimentos pela necessidade de solucionar problemas. Com ideias simples criamos algo de inovador e surpreendente, pois através doconhecimento surge uma turbulência de ideias, de pensamentos e de actividadesoriginais, alcançadas a partir da criatividade de cada um. Há muito, muito tempo, antes das escolas, depois delas, as pessoas (crianças,jovens, adultos e velhos) contavam, ouviam, e devem continuar a contar e a ouvir,narrativas mitológicas, lendas, estórias/histórias, que lhes fertilizavam a imaginação edespertavam a necessidade de criar: « Rá criou-se a si próprio»; «No Princípio Nadaexistia senão Deus, e Deus dormia e sonhava»; « No princípio não existia terra, nemmar, nem céu só o vazio de Ginnungagap à espera de ser preenchido.»; «No começodos tempos era o caos, e o caos tinha a forma de um ovo de galinha.»; «Adapa, oinventor da linguagem, foi o primeiro dos sete sábios que o pai, Ea, deus da sabedoria,enviou a ensinar ao povo a arte de viver.» etc, etc... Esta necessidade primordial deprocura de explicações gera criação/criatividade, incitemo-la.Construir grandes ideias a partir de pequenas ideias. Associar ideias. Combinar. Adaptar.Modificar. Aumentar. Diminuir. Reorganizar. E finalmente inverter as ideias. Será criatividade?Um dia disseram-me: “faz com que o teu filho crie raízes, mas proporciona-lhe os meios parapoder voar” Não será esse também o papel do Prof. de HGP? Ao professor compete ajudar o
  10. 10. aluno a descobrir e a compreender a História de Portugal, do seu povo, a perceber afinalaquelas que são as suas raízes. Simultaneamente deve criar condições que permitam ao alunodar-lhe asas para que um dia, de um modo consciente e livre, seja um cidadão que participeactivamente na construção/transformação daquilo que vai ser o seu mundo. Para isso énecessário lançar ideias, propostas de trabalho ou desafios simples e diferentes. A simplicidadee a novidade dos desafios propostos tornam-se em factores que desinibem, que desenvolvema curiosidade, promovem o conhecimento, conduzem à acção e à procura de novas soluçõespara problemas colocados. Metodologias activas, criativas e diversificadas levam os alunos aconstruírem o seu próprio saber, a serem autónomos, críticos e criativos. Textos Individuais A criatividade é fundamental em qualquer área. Em História é o trampolim para cativaros alunos, aguçar a sua curiosidade sobre o nosso passado, enriquecê-los com mais emelhores aprendizagens e incutir-lhes valores. E as TIC têm sido, a nível do 2º ciclo,uma mais-valia ao acto de ensinar/aprender, proporcionando diversificadas einovadoras estratégias de motivação, numa perspectiva interessante, lúdica,interactiva, de recriação e de partilha, até mesmo para alunos com necessidadeseducativas especiais!Esta formação devolveu-me a paixão que outrora tinha pela docência. Dei por mim ater vontade de preparar aulas diferentes com momentos «mágicos» de partilha desaberes, de formulação de hipóteses, de liberdade criativa. Claro, que para isso, contocom as TIC que uso q.b. e que considero indispensáveis por ser um instrumento detrabalho interactivo, alicante e potenciador do conhecimento e criatividade dos alunos.Com o desafio do post-its pusemos à prova a nossa criatividade, partilhando ideias eexperiências, vencemos as dificuldades ao realizar uma viagem curta aos nossos“bancos de escola”, através de novas formas de abordagem dos conceitos e dosfactos históricos.Isto é dar mais cor ao estudo do nosso passado histórico, pois nemsempre se vê o arco-íris...mesmo com tanta tecnologia ao nosso dispor, cada vez mais,é difícil despertar a curiosidade e o prazer da descoberta de um novo conhecimentonos nossos alunos.Actualizar e inovar a prática pedagógica leva os professores a procurar novasabordagens, perspectivas, estratégias de forma a motivar os alunos para a disciplina deHistória e Geografia de Portugal, possibilitando deste modo uma intervenção maisactiva na situação de sala de aula. Assim o professor deve ser o actor interveniente eum criador no processo educativo, ajudando os alunos a "adquirirem habilidades,
  11. 11. conhecimentos, atitudes".A sua acção deve pautar-se por criar um contextoeducacional que aceite e encoraje outras maneiras de aprender, reforçando soluçõesinvulgares e mas desafiantes, possibilitando deste modo que os alunos possamconstruir o seu próprio saber, que participem no seu processo global e fortaleçam a suacidadania.As novas tecnologias são ferramentas que abrem as portas à criação de novoscontextos dinâmicos, criativos e lúdicos que sincronizados com os ambientes deaprendizagem criam métodos autónomos e interactivos apelando ao potencial criativodos alunos, integrando num método de trabalho interdisciplinar, todos os intervenientesno processo educativo.Esta acção de formação foi pequena em tempo mas grande em desafios! é bom poderpartilhar o gosto de inovar e de criar com colegas e perceber que ainda há muitosprofessores que gostam de o ser! que gostam de “pedir “ sempre mais aos alunos; quegostam de dar liberdade de criar aos seus alunos mas não perdem de vista o ensinoefectivo da História e a necessidade de aumentar o gosto por esta disciplina.As novas tecnologias de informação e comunicação são mais uma das ferramentas etêm também o seu momento no processo de ensino e aprendizagem. No ano lectivoanterior, numa turma com alguns alunos desmotivados resolvi atribuir-lhes, à vez, atarefa de pesquisar na internet as respostas para algumas das questões colocadaspelos seus colegas nas aulas e apresentar os produtos das pesquisas nas lições (gostodesta palavra!) imediatamente seguintes. No início da aula, durante dez minutos,respondiam à questão do dia, recorrendo aos meios e materiais que quisessem. Gerou-se grande entusiasmo e produziram-se respostas interessantes.

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