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DATA/MÊS CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
16/ AGOSTO
Análise das competências que serão trabalhadas na
disciplina, apresentação da ementa, cronograma de
atividades, Manual do aluno e exposição das metodologias
ativas a serem utilizadas (Quiz, TBL, Flash Cards e Mapa
Mental).
23/ AGOSTO
O surgimento da filosofia: Do mito a razão (Texto: Iniciação a
história da filosofia Danilo Marcondes (1997) e Marilena
Chauí. Convite à filosofia).)
30/ AGOSTO
O mito de Eros e Psique (fonte:
http://www.fafich.ufmg.br/~labfil/mito_filosofia_
arquivos/eros_psique.pdf)
06/ SETEMBRO
A psicologia na Grécia Antiga I - Os Pré-Socráticos (Fonte:
http://www.fafich.ufmg.br/cogvila /dischistoria
/Gomes2.pdf)
13/ SETEMBRO
Sócrates, Platão da descoberta da alma: racionalismo e
idealismo
20/ SETEMBRO
Doutrina socrática sobre a alma (Fonte: JR., GHIRALDELLI,
Paulo. A Filosofia como Medicina da Alma.. [Minha
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27/ SETEMBRO
Da filosofia medieval à Renascença: a interrogação do
corpo e da alma ((Marilena Chauí. Convite à filosofia).
04/ OUTUBRO
AP1 - Avaliação de aprendizado – prova escrita.
11/ OUTUBRO
A descoberta do sujeito: a Idade Moderna (Fonte:
http://www.ufrgs.br/museupsi/texto%2004.pdf)
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Dualismo cartesiano e o problema da mente-corpo
(http://acslogos.dominiotemporario.com/doc/FILOSOFIA_D
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Descarte e o “cogito”: as verdades inatas e a
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(COSTA, Claudio. Filosofia da mente. Rio de
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27/ DEZEMBRO
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BIBLIOGRAFIA
CHAUÍ, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 14. ed. São
Paulo: Ática, 2012.
JR., GHIRALDELLI, Paulo. A Filosofia como Medicina da
Alma. Rio de Janeiro: Manole, 2012.
COSTA, Claudio. Filosofia da mente. Rio de Janeiro: Zahar,
2005.
Bibliografia Básica
Acervo físico
A filosofia: O que é? Para
que serve?
Introdução à Filosofia Introdução à Filosofia, 4ª
edição
REALE, Miguel
MINHA
BIBLIOTECA
A filosofia como medicina
da alma
Filosofia da mente
Unidade 1: A Filosofia
Capitulo 1: A origem da Filosofia (p. 19 -24)
Capítulo 2: O nascimento da Filosofia (p. 25-38)
Capítulo 3: Campos de investigação da Filosofia (p. 39-51)Marilena Chauí
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Os princípios Filosóficos se impõem como um exercício crítico do
pensar e do agir humanos
Filosofia desenvolve:
▪ a capacidade de indagação e crítica;
▪ qualidades de sistematização e de fundamentação;
▪ rigor conceitual;
▪ combate a qualquer forma de dogmatismo e
autoritarismo;
▪ disposição para levantar novas questões, para
repensar, imaginar e construir conceitos, além da sua
defesa radical da emancipação humana, do pensamento
e da ação livres de qualquer forma de dominação.
A única exigência era
que as propostas
divergentes (críticas)
pudessem ser
justificadas, explicadas
e fundamentadas por
seus autores, e que
pudessem, por sua vez,
ser submetidas à crítica.
Condição para se
fazer a crítica
A filosofia tem sua origem no logos
O homem cria o mito e o logos:
O mito se dá mediante figuras, imagens,
fantasias;
O logos mediante a razão, produzindo
conceitos.
herói Prometeu
Zeus
Homem Vitruviano
“o homem é a medida de todas as coisas”
A filosofia, ao nascer, teve definida a sua busca:
uma explicação racional sobre a origem e
ordem do mundo, o kósmos (cosmos).
A filosofiatem sua origemno logos
Isto explica por que se pode dizer
que a Filosofia surgiu a partir da
crítica e racionalização do mito:
porque ela supera a crença mítica e
coloca a razão e a lógica como
pressupostos básicos para o pensar.
A origem da Filosofia, portanto, está
ligada à invenção do logos, razão
pela qual ela pode ser concebida,
inicialmente, como o exercício do
logos.
Etimologicamente, logos vem do grego legein, que significa “falar”,
“reunir”.
Na língua grega clássica, equivale à palavra, verbo, sentença,
discurso, pensamento, inteligência, razão, definição. Antes de tudo,
portanto, logos se define como fala, discurso, razão.
Nesse sentido ele se opõe ao mito, que também é fala, mas uma “[...]
fala que narra, que comunica por analogia entre situações narradas a
experiência do narrador”, ao passo que logos “[...]
O logos significa fala que demonstra, que descreve o que ocorre às
coisas em vista de suas próprias essências” (Cunha, 1992, p. 56).
Origem da palavras logos
O surgimento do logos, então,
inaugura uma nova fase de
entendimento acerca da
realidade:
O surgimento da razão
a possibilidade de analisar e
interpretar o mundo para além
dos fatos e das experiências, a
fim de encontrar sua causa, seu
princípio.
Ou, ainda, a questão filosófica fundamental é
cosmológica:
Como surge o cosmos?
Qual é seu princípio fundamental?
Como ocorre sua geração?
624 a.C
Tales de MiletoOs primeiros pensadores ousaram em perguntar
sobre a origem do mundo e as causas das
transformações da natureza.
As cosmogonias são genealogias. Narram a
origem dos deuses.
As cosmologias são conhecimento a respeito
de elementos primordiais (arché: o princípio
fundamental de todas as coisas), a busca
pelas causas naturais.
O pensamento cosmológico remete à
phýsis, a palavra grega que tem a ver
com o que é eterno e de onde tudo surge,
nasce, brota. Trata-se de um elemento
imperecível que gera todos os outros
elementos naturais, que são perecíveis
Cosmologia como explicação dos processos e
fenômenos naturais e como teoria geral sobre
a natureza e fundamento do universo.
Desse momento em diante não é mais atribuída aos deuses a
origem do cosmos e de todas as coisas, mas ao próprio homem,
que o faz mediante o uso da razão.
Afresco, concebido por Michelangelo entre
1508 e 1512 (capela Sistina, Vaticano)“A criação de Adão”
Este elemento primordial, eterno e imperecível, é a
própria natureza em transformação: “a natureza é
mobilidade permanente (...). o movimento do mundo
chama-se devir e o DEVIR segue leis rigorosas que o
pensamento conhece” (Chauí, 1994, p. 36).
A filosofia surge a partir da ideia de um princípio original
P H Y S I S
A ideia de um
princípio original,
de onde tudo nasce
e para onde tudo
volta, só é possível
para o pensamento
racional. Devir. Do latim devenire, chegar. 1. Vir a ser; tornar-se,
transformar-se. 2. Fil. Movimento permanente e
progressivo pelo qual as coisas se transforma. (1)
Os filósofos
pré-socráticos
escolheram
diferentes
Physis para
dizer qual era
o princípio que
estaria na
origem da
natureza e de
seus
movimentos.
Tales de Mileto
Heráclito de
Efeso
(544-484 a.C.)
A filosofia surge a partir da ideia de um princípio original
Além de tales de
Mileto, podemos ainda
mencionar: Heráclito,
cujo princípio era o
fogo, o movimento;
Pitágoras, que
afirmava ser o número
o princípio de todas
as coisas; Leucipo e
Demócrito, para quem
o princípio era o
átomo.
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Como uma onda
Lulu Santos
Tudo flui!
O nascimento da Filosofia,
portanto, pode ser entendido
como um novo modo de pensar
que se diferencia do mito, de uma
visão de mundo única que se
formou a partir de narrativas que
eram transmitidas oralmente de
geração para geração.
Por muito tempo o pensamento
mítico foi suficiente para organizar,
explicar e significar o mundo. À
diferença do mito, porém, o
pensamento filosófico, enquanto um
pensar conceitual e reflexivo acerca
da realidade, busca ordenar,
explicar e significar a
complexidade do cosmos e a
diversidade dos seres mediante um
discurso que justifique a sua
existência.
Por isso, filosofar significa buscar na
multiplicidade um princípio (physis)
único que seja a fonte de onde toda essa
variedade emerge.
Essa foi a grande tarefa realizada pelos
primeiros filósofos. Sua intenção era buscar
justamente na totalidade das coisas, na
multiplicidade do mundo, uma unidade a ser
conhecida e interpretada pela razão, sem,
portanto, projetar temores e crenças, mas,
conforme Platão, simplesmente pela capacidade
de se espantar, que “é o começo da Filosofia”. A
perplexidade, admiração é o começo de tudo, o
que inquieta!
Physis, para os filósofos pré-socráticos, é a matéria que é fundamento
eterno de todas as coisas e confere unidade e permanência ao
Universo, o qual, na sua aparência é múltiplo, mutável e transitório.
A palavra grega Physis pode ser traduzida por natureza, mas seu
significado é mais amplo. Refere-se também à realidade, não aquela
pronta e acabada, mas a que se encontra em movimento e
transformação, a que nasce e se desenvolve, o fundo eterno, perene,
imortal e imperecível de onde tudo brota e para onde tudo retorna.
P H Y S I S
Nesse sentido, a palavra significa gênese, origem, manifestação.
Saber o que é Physis, assim, levanta a questão da origem de todas as coisas, a
sua essência, que constituem a realidade, que se manifesta no Movimento.
P H Y S I S
A origem do
pensar filosófico
Os gregos irão chamar de “THAUMA” –
espanto, admiração, perplexidade
O homem que é tomado de perplexidade e
admiração julga-se ignorante, filosofavam para
fugir à ignorância – buscavam a ciência a fim
de saber, e não com finalidade utilitária. A
filosofia começa quando algo desperta nossa
admiração, espanta-nos, capta nossa atenção,
interroga-nos insistentemente, exige uma
explicação.Platão Aristóteles
PHÝSIS - QUESTÕES ORIGINÁRIAS
(emergir, nascer, crescer, tudo que cresce, brota, vem a ser)
Filosofia é saber pelo saber
NÓMOS - QUESTÕES ORIGINÁRIAS
As pessoas crescem
aceitando sem discutir os
papeis sociais que lhes são
atribuídos, sem jamais
questionar seu valor e seu
porquê, como se tudo você
parte da ordem natural e
inevitável das coisas
Êh, oô, vida de
gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!
Contraste entre ordem natural (physis) e ordem humana (nomos)
A origem do
pensar filosófico
Filosofia “é saber de todas as coisas” e é saber crítico
A filosofia não é tanto um saber
como uma atividade: a da busca, a
do cultivo do saber.Filosofia é a
modéstia com que
o filósofo se
apresenta: ele não
é um sábio, ele “é
um amante da
sabedoria”
Olavo de Carvalho
O filósofo torna-se
amante do próprio
espanto, que é a
experiência que o joga
na atividade da busca
do saber, que é o
objeto do seu amor.
A origem do
pensar filosófico
Numa sociedade em que as
explicações estão todas
prontas, onde as normas são
aceitas sem discussão, a
TENDÊNCIA É ESTAGNAR.
Mas onde há questionamento de
tudo existe UM PRINCÍPIO interno de
transformação, e existe permanente
possibilidade de mudança.
Millôr Fernandes
Luis Fernando Verissimo
A origem do
pensar filosófico
"conhecer a razão, que tudo governa através de
tudo” (Heráclito)
filosofia
PHYSIS NOMOS
Esse contraste parece óbvio: de um
lado, leis naturais – eternas,
imutáveis, inexoráveis, leis que os
homens podem descobrir, mas não
constitui ou alterar, que podem usar
em seu proveito, mas a que não
pode deixar de submeter-se
Do outro lado, leis humanas, escritas
ou orais, costumes, regras de conduta,
a própria linguagem – toda uma
realidade que parece constituída pelo
homem e dele dependente.
O contraste entre physis e nomos não é notado por
qualquer cultural. Uma sociedade pré-filosófica pode
apreender as leis e os costumes sociais como tão
inexoráveis quanto as leis naturais – umas e outras
fundadas no sagrado, constituída pela vontade divina.
A origem do
pensar filosófico
1) A Filosofia desenvolve nossa capacidade de:
2) Quais as características do pensamento mitológico?
3) Como podemos definir pensamento mitológico?
4) O que caracteriza o pensamento racional?
5) A Filosofia se origina no Logos ou no Mito? Justifique.
6) O que permitiu a superação do pensamento mitológico e o
surgimento da filosofia?
7) Qual a origem do termo Filosofia?
8)O que representa a Physis e o nomos para o pensamento filosófico?
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Aula 01 mitologia e filosofia

  • 1.
  • 2. DATA/MÊS CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 16/ AGOSTO Análise das competências que serão trabalhadas na disciplina, apresentação da ementa, cronograma de atividades, Manual do aluno e exposição das metodologias ativas a serem utilizadas (Quiz, TBL, Flash Cards e Mapa Mental). 23/ AGOSTO O surgimento da filosofia: Do mito a razão (Texto: Iniciação a história da filosofia Danilo Marcondes (1997) e Marilena Chauí. Convite à filosofia).) 30/ AGOSTO O mito de Eros e Psique (fonte: http://www.fafich.ufmg.br/~labfil/mito_filosofia_ arquivos/eros_psique.pdf) 06/ SETEMBRO A psicologia na Grécia Antiga I - Os Pré-Socráticos (Fonte: http://www.fafich.ufmg.br/cogvila /dischistoria /Gomes2.pdf) 13/ SETEMBRO Sócrates, Platão da descoberta da alma: racionalismo e idealismo 20/ SETEMBRO Doutrina socrática sobre a alma (Fonte: JR., GHIRALDELLI, Paulo. A Filosofia como Medicina da Alma.. [Minha Biblioteca]) 27/ SETEMBRO Da filosofia medieval à Renascença: a interrogação do corpo e da alma ((Marilena Chauí. Convite à filosofia). 04/ OUTUBRO AP1 - Avaliação de aprendizado – prova escrita. 11/ OUTUBRO A descoberta do sujeito: a Idade Moderna (Fonte: http://www.ufrgs.br/museupsi/texto%2004.pdf) 18/ OUTUBRO Dualismo cartesiano e o problema da mente-corpo (http://acslogos.dominiotemporario.com/doc/FILOSOFIA_D A_MENTE.pdf) 25/ OUTUBRO Descarte e o “cogito”: as verdades inatas e a dualidade ontológica (corpo-alma) (http://acslogos.dominiotemporario.com/doc/ FILOSOFIA_DA_MENTE.pdf) 01/ NOVEMBRO O que é consciência: o problema mente-corpo (COSTA, Claudio. Filosofia da mente. Rio de Janeiro: Zahar, 2005) 08/ NOVEMBRO Os múltiplos surgimentos da Psicologia (Texto: História da Psicologia: Rumos e percursos (2005) Ana Maria Jacó́-vilela, Arthur Arruda Leal Ferreira Francisco Portugal) 15/ NOVEMBRO Relações entre Psicologia e Filosofia: A psicologia filosófica (Fonte: http://www.ufrgs.br/museupsi/dicotomia.htm) 22/ NOVEMBRO Freud e a tríplice divisão da Psique (Id-Ego- Superego): raízes filosóficas da psicanálise 29/ NOVEMBRO As principais teorias da psicologia no século XX 06/ DEZEMBRO AP2 - Avaliação de aprendizado – prova escrita 13 / DEZEMBRO Reposição – prova escrita 20/ DEZEMBRO Prova Final – prova escrita 27/ DEZEMBRO Encerramento do semestre letivo
  • 3. BIBLIOGRAFIA CHAUÍ, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 14. ed. São Paulo: Ática, 2012. JR., GHIRALDELLI, Paulo. A Filosofia como Medicina da Alma. Rio de Janeiro: Manole, 2012. COSTA, Claudio. Filosofia da mente. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. Bibliografia Básica Acervo físico
  • 4. A filosofia: O que é? Para que serve? Introdução à Filosofia Introdução à Filosofia, 4ª edição REALE, Miguel MINHA BIBLIOTECA A filosofia como medicina da alma Filosofia da mente
  • 5. Unidade 1: A Filosofia Capitulo 1: A origem da Filosofia (p. 19 -24) Capítulo 2: O nascimento da Filosofia (p. 25-38) Capítulo 3: Campos de investigação da Filosofia (p. 39-51)Marilena Chauí Baixar
  • 6. Os princípios Filosóficos se impõem como um exercício crítico do pensar e do agir humanos Filosofia desenvolve: ▪ a capacidade de indagação e crítica; ▪ qualidades de sistematização e de fundamentação; ▪ rigor conceitual; ▪ combate a qualquer forma de dogmatismo e autoritarismo; ▪ disposição para levantar novas questões, para repensar, imaginar e construir conceitos, além da sua defesa radical da emancipação humana, do pensamento e da ação livres de qualquer forma de dominação. A única exigência era que as propostas divergentes (críticas) pudessem ser justificadas, explicadas e fundamentadas por seus autores, e que pudessem, por sua vez, ser submetidas à crítica. Condição para se fazer a crítica
  • 7. A filosofia tem sua origem no logos O homem cria o mito e o logos: O mito se dá mediante figuras, imagens, fantasias; O logos mediante a razão, produzindo conceitos. herói Prometeu Zeus Homem Vitruviano “o homem é a medida de todas as coisas” A filosofia, ao nascer, teve definida a sua busca: uma explicação racional sobre a origem e ordem do mundo, o kósmos (cosmos).
  • 8. A filosofiatem sua origemno logos Isto explica por que se pode dizer que a Filosofia surgiu a partir da crítica e racionalização do mito: porque ela supera a crença mítica e coloca a razão e a lógica como pressupostos básicos para o pensar. A origem da Filosofia, portanto, está ligada à invenção do logos, razão pela qual ela pode ser concebida, inicialmente, como o exercício do logos.
  • 9. Etimologicamente, logos vem do grego legein, que significa “falar”, “reunir”. Na língua grega clássica, equivale à palavra, verbo, sentença, discurso, pensamento, inteligência, razão, definição. Antes de tudo, portanto, logos se define como fala, discurso, razão. Nesse sentido ele se opõe ao mito, que também é fala, mas uma “[...] fala que narra, que comunica por analogia entre situações narradas a experiência do narrador”, ao passo que logos “[...] O logos significa fala que demonstra, que descreve o que ocorre às coisas em vista de suas próprias essências” (Cunha, 1992, p. 56). Origem da palavras logos
  • 10. O surgimento do logos, então, inaugura uma nova fase de entendimento acerca da realidade: O surgimento da razão a possibilidade de analisar e interpretar o mundo para além dos fatos e das experiências, a fim de encontrar sua causa, seu princípio.
  • 11. Ou, ainda, a questão filosófica fundamental é cosmológica: Como surge o cosmos? Qual é seu princípio fundamental? Como ocorre sua geração? 624 a.C Tales de MiletoOs primeiros pensadores ousaram em perguntar sobre a origem do mundo e as causas das transformações da natureza.
  • 12. As cosmogonias são genealogias. Narram a origem dos deuses.
  • 13. As cosmologias são conhecimento a respeito de elementos primordiais (arché: o princípio fundamental de todas as coisas), a busca pelas causas naturais. O pensamento cosmológico remete à phýsis, a palavra grega que tem a ver com o que é eterno e de onde tudo surge, nasce, brota. Trata-se de um elemento imperecível que gera todos os outros elementos naturais, que são perecíveis Cosmologia como explicação dos processos e fenômenos naturais e como teoria geral sobre a natureza e fundamento do universo.
  • 14. Desse momento em diante não é mais atribuída aos deuses a origem do cosmos e de todas as coisas, mas ao próprio homem, que o faz mediante o uso da razão. Afresco, concebido por Michelangelo entre 1508 e 1512 (capela Sistina, Vaticano)“A criação de Adão”
  • 15. Este elemento primordial, eterno e imperecível, é a própria natureza em transformação: “a natureza é mobilidade permanente (...). o movimento do mundo chama-se devir e o DEVIR segue leis rigorosas que o pensamento conhece” (Chauí, 1994, p. 36). A filosofia surge a partir da ideia de um princípio original P H Y S I S A ideia de um princípio original, de onde tudo nasce e para onde tudo volta, só é possível para o pensamento racional. Devir. Do latim devenire, chegar. 1. Vir a ser; tornar-se, transformar-se. 2. Fil. Movimento permanente e progressivo pelo qual as coisas se transforma. (1)
  • 16. Os filósofos pré-socráticos escolheram diferentes Physis para dizer qual era o princípio que estaria na origem da natureza e de seus movimentos. Tales de Mileto Heráclito de Efeso (544-484 a.C.) A filosofia surge a partir da ideia de um princípio original Além de tales de Mileto, podemos ainda mencionar: Heráclito, cujo princípio era o fogo, o movimento; Pitágoras, que afirmava ser o número o princípio de todas as coisas; Leucipo e Demócrito, para quem o princípio era o átomo.
  • 17. Nada do que foi será De novo do jeito que já foi um dia Tudo passa Tudo sempre passará A vida vem em ondas Como um mar Num indo e vindo infinito Tudo que se vê não é Igual ao que a gente Viu há um segundo Tudo muda o tempo todo No mundo Como uma onda Lulu Santos Tudo flui!
  • 18. O nascimento da Filosofia, portanto, pode ser entendido como um novo modo de pensar que se diferencia do mito, de uma visão de mundo única que se formou a partir de narrativas que eram transmitidas oralmente de geração para geração.
  • 19. Por muito tempo o pensamento mítico foi suficiente para organizar, explicar e significar o mundo. À diferença do mito, porém, o pensamento filosófico, enquanto um pensar conceitual e reflexivo acerca da realidade, busca ordenar, explicar e significar a complexidade do cosmos e a diversidade dos seres mediante um discurso que justifique a sua existência.
  • 20. Por isso, filosofar significa buscar na multiplicidade um princípio (physis) único que seja a fonte de onde toda essa variedade emerge. Essa foi a grande tarefa realizada pelos primeiros filósofos. Sua intenção era buscar justamente na totalidade das coisas, na multiplicidade do mundo, uma unidade a ser conhecida e interpretada pela razão, sem, portanto, projetar temores e crenças, mas, conforme Platão, simplesmente pela capacidade de se espantar, que “é o começo da Filosofia”. A perplexidade, admiração é o começo de tudo, o que inquieta!
  • 21. Physis, para os filósofos pré-socráticos, é a matéria que é fundamento eterno de todas as coisas e confere unidade e permanência ao Universo, o qual, na sua aparência é múltiplo, mutável e transitório. A palavra grega Physis pode ser traduzida por natureza, mas seu significado é mais amplo. Refere-se também à realidade, não aquela pronta e acabada, mas a que se encontra em movimento e transformação, a que nasce e se desenvolve, o fundo eterno, perene, imortal e imperecível de onde tudo brota e para onde tudo retorna. P H Y S I S
  • 22. Nesse sentido, a palavra significa gênese, origem, manifestação. Saber o que é Physis, assim, levanta a questão da origem de todas as coisas, a sua essência, que constituem a realidade, que se manifesta no Movimento. P H Y S I S
  • 23. A origem do pensar filosófico Os gregos irão chamar de “THAUMA” – espanto, admiração, perplexidade O homem que é tomado de perplexidade e admiração julga-se ignorante, filosofavam para fugir à ignorância – buscavam a ciência a fim de saber, e não com finalidade utilitária. A filosofia começa quando algo desperta nossa admiração, espanta-nos, capta nossa atenção, interroga-nos insistentemente, exige uma explicação.Platão Aristóteles PHÝSIS - QUESTÕES ORIGINÁRIAS (emergir, nascer, crescer, tudo que cresce, brota, vem a ser) Filosofia é saber pelo saber
  • 24. NÓMOS - QUESTÕES ORIGINÁRIAS As pessoas crescem aceitando sem discutir os papeis sociais que lhes são atribuídos, sem jamais questionar seu valor e seu porquê, como se tudo você parte da ordem natural e inevitável das coisas Êh, oô, vida de gado Povo marcado Êh, povo feliz! Contraste entre ordem natural (physis) e ordem humana (nomos) A origem do pensar filosófico
  • 25. Filosofia “é saber de todas as coisas” e é saber crítico A filosofia não é tanto um saber como uma atividade: a da busca, a do cultivo do saber.Filosofia é a modéstia com que o filósofo se apresenta: ele não é um sábio, ele “é um amante da sabedoria” Olavo de Carvalho O filósofo torna-se amante do próprio espanto, que é a experiência que o joga na atividade da busca do saber, que é o objeto do seu amor. A origem do pensar filosófico
  • 26. Numa sociedade em que as explicações estão todas prontas, onde as normas são aceitas sem discussão, a TENDÊNCIA É ESTAGNAR. Mas onde há questionamento de tudo existe UM PRINCÍPIO interno de transformação, e existe permanente possibilidade de mudança. Millôr Fernandes Luis Fernando Verissimo A origem do pensar filosófico "conhecer a razão, que tudo governa através de tudo” (Heráclito) filosofia
  • 27. PHYSIS NOMOS Esse contraste parece óbvio: de um lado, leis naturais – eternas, imutáveis, inexoráveis, leis que os homens podem descobrir, mas não constitui ou alterar, que podem usar em seu proveito, mas a que não pode deixar de submeter-se Do outro lado, leis humanas, escritas ou orais, costumes, regras de conduta, a própria linguagem – toda uma realidade que parece constituída pelo homem e dele dependente. O contraste entre physis e nomos não é notado por qualquer cultural. Uma sociedade pré-filosófica pode apreender as leis e os costumes sociais como tão inexoráveis quanto as leis naturais – umas e outras fundadas no sagrado, constituída pela vontade divina. A origem do pensar filosófico
  • 28. 1) A Filosofia desenvolve nossa capacidade de: 2) Quais as características do pensamento mitológico? 3) Como podemos definir pensamento mitológico? 4) O que caracteriza o pensamento racional? 5) A Filosofia se origina no Logos ou no Mito? Justifique. 6) O que permitiu a superação do pensamento mitológico e o surgimento da filosofia? 7) Qual a origem do termo Filosofia? 8)O que representa a Physis e o nomos para o pensamento filosófico? 9) Qual o papel da reflexão e crítica na filosofia? EXERCÍCIO