Projeto                                                                                    Caderno nº 2 / 2º Semestre de 2...
Projeto                                    Sumário                                    EDITORIAL .............................
Editorial                                                                                                  O Projeto	     ...
Entrevistas & Artigos                                                                                                   En...
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  1. 1. Projeto Caderno nº 2 / 2º Semestre de 2008 Proponente: Executor: Co-executores: Parceiro: Diretoria de EnsinoRegião de Piracicaba Apoio Financeiro: A ESALQ/USP e a Educação Básica
  2. 2. Projeto Sumário EDITORIAL .......................................................................................................................................................................................................... 03 O PROJETO PONTE ...................................................................................................................................................................................... 04 ENTREVISTAS E ARTIGOS ..................................................................................................................................................................... 05 Projeto Ponte Entrevista: Equipes Gestoras ................................................................................................................................................................... 05 Coordenador geral: Qual a sua opinião sobre o papel da ESALQ/USP na formação dos alunos da educação básica?. ....... 07 Gerd Sparovek A Universidade como espaço de formação: a integração com a escola básica.................................................. 08 Professores da ESALQ/USP Participantes: Mapa de atividades da ESALQ/USP..................................................................................................................................................... 09 Antonio Roberto Pereira Flávio Bertini Gandara ROTEIROS DE ATIVIDADES: EIXO PROCESSOS ECOLÓGICOS .............................................................................. 11 Antonio Carlos Azevedo Entorno da Escola ............................................................................................................................................................................................ 11 Maria Angélica P. Pipitone Marcos Vinicius Folegatti Inventário Florestal no Centro Ecológico ....................................................................................................................................... 12 Marcos Y. Kamogawa Visita à ESALQ (Depto. de Ciências Florestais e Programa “Solo na Escola”) ........................................................ 13 Sérgio Oliveira Moraes Tarlei Ariel Botrel Visita ao Centro Ecológico (Reflorestamento e Tecnologias) . ......................................................................................... 14 Vânia Galindo Massabni Walter de Paula Lima ROTEIROS DE ATIVIDADES: EIXO RESÍDUOS ...................................................................................................................... 15 Apoio Técnico/Administrativo Visita à ESALQ (Oficina de Resíduos) ................................................................................................................................................. 15 Célia Regina Vello Visita ao Aterro e ao Reciclador Solidário ...................................................................................................................................... 17 Maria Lídia Romero Meira Sueli Pereira Nunes Silva Visita ao CENA/USP e a ETE/Piracicamirim.................................................................................................................................... 18 Thiago V. Leite Correia Visita ao Centro Ecológico (Compostagem e Tecnologias) ............................................................................................... 19 Equipe Executora: Renato Pellegrini Morgado RELATOS DAS ATIVIDADES ................................................................................................................................................................. 20 Maria Antônia R. de Azevedo Márcio R. Sartório Cardoso CALENDÁRIO DAS ATIVIDADES REALIZADAS .................................................................................................................. 32 Danielly Crespi SUGESTÕES DE SITES ............................................................................................................................................................................... 32 Estagiários: Gustavo C. da Rocha Pedro Augusto Costa e Braga Felipe Carvalho B. Cavalcanti Colaboradores desta Edição Luiz Henrique de Almeida Adilson Grandino Felipe Calori Maria de Fátima R. de Andrade Estagiários da Licenciatura: Ana Maria de Meira Flávio Bertin Gandara Maria Roseli Novello e Costa Ellen Keyti Cavalheri Ana Paula Ferreira da Silva, Gisele Maria Oriani Débora Vendramin Otta Ana Vera Menezes Lilia Maria Cardoso Esquierro Renato Santini Isabela Demarch Pires Edileusa Gatinho Lucia Yuka Mayeda Rosa Fátima Bosso da Silva Joyce Rodrigues do Prado Elaine de Fátima Montanha Maria Angélica P.i Pipitone Rosangela Sueli Póli Bianelli Paola Rezende Mazzella Emanuela Dias de Oliveira Maria Antonia R. de Azevedo Sara Ribeiro Mortara Fabio Usberti Maria da Penha Tubardini Silvia Helena Sola Gimenes contato: ponte@esalq.usp.br PROJETO PONTE • 1 PROJETO PONTE • 2
  3. 3. Editorial O Projeto A articulação entre Universidade e Escola apontada no Caderno no 1 do Projeto Ponte faz O Projeto PONTE completa 1 ano de atividades, tempo que passou depressa e que representou umliteralmente uma PONTE com este segundo caderno visando a institucionalização de espaços onde haja imenso aprendizado para toda a equipe envolvida. O processo de criação das atividades, o planejamentoensino e aprendizagem permanentes em sintonia com a realidade das escolas de Piracicaba. junto às escolas, o convívio com professores e estudantes, os imprevistos, etc, tudo isso contribuiu para Este número apresenta alguns espaços dentro da ESALQ/USP que potencializam ambientes o amadurecimento do projeto. Ainda existem muitos desafios a serem superados, mas, certamente, osformativos tanto para professores como para alunos. avanços foram significativos. A articulação das equipes gestoras junto a implementação deste Projeto é condição primeira Até o presente momento, o projeto já atuou em parceria junto a 6 escolas (Catharina Casalepara que seja incorporado na dinâmica da escola e do próprio curriculo escolar a idéia de parcerias dosprofessores e dos alunos, em prol de eixos temáticos que tem como pano de fundo a articulação de Padovani, João Guidotti, Elias de Mello Ayres, João Conceição, Antônio Pinto de Almeida Ferraz – APAFdiferentes áreas de conhecimento. e Juracy Neves de Mello Ferraciú). Participaram das atividades cerca de 20 turmas do 1º, 2º e 3º anos do Neste caderno, temos a colaboração das equipes gestoras das escolas participantes, que ensino médio e 38 professores das mais variadas disciplinas. Foram realizadas 78 intervenções. Três eixosapontam elementos importantes para análise e reflexão tanto no âmbito do fortalecimento de parcerias de atividades foram desenvolvidos: água, resíduos e processos ecológicos. Os eixos energia e modelos deUniversidade-Escola, como também na importância da constituição de diferentes espaços formativos no produção agrícola serão elaborados para o próximo semestre.contexto da ESALQ/USP. Destacamos o papel fundamental da Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba, na aproximação São apontadas ainda, contribuições de profissionais que atuando na ESALQ/USP como docentes, inicial do projeto junto às escolas e na contribuição em vários outros momentos.educadores e funcionários, alargam as fronteiras entre o conhecimento científico, social, cultural, Nosso objetivo de promover um aprofundamento da integração entre a ESALQ/USP e as Escolasambiental e educacional. A idéia de que a ESALQ/USP pode contribuir com a formação dos alunos da Educação Básica é Públicas de Ensino Médio de Piracicaba e região segue em frente com muitas parcerias e relações jáalgo que precisa fomentar, ainda, mais na cabeça e na ação dos professores universitários. construídas. O PONTE tem buscado incentivar atividades da ESALQ/USP e do Centro Ecológico como A Universidade dessa forma amplia sua intervenção sócio-educativa não só para diferentes setores instrumentos pedagógicos para o Ensino Médio e promover uma participação cada vez maior deda sociedade e para a formação de futuros profissionais. Ela atua e pode fazer a diferença, também, na professores da ESALQ/USP em sua atuação.formação dos alunos da Educação Básica. Em outubro, ocorreu a primeira reunião do Conselho Gestor. O Conselho é constituído por Há um longo caminho pela frente nas estradas que unem esforços entre a Universidade e a Escola. integrantes das instituições participantes, diretores e coordenadores pedagógicos das escolas e equipeMas parcerias certas, com setores certos e com pessoas interessadas na formação de futuros cidadãos técnica do projeto (estão previstas reuniões periódicas do mesmo). Essa reunião foi um importante espaçovêm apontando que o caminho é real, possível e existente. de avaliação e proposição de melhorias ao projeto, além de ter promovido uma maior interação entres as Boa leitura! instituições participantes. O Site do projeto (http://ponte.esalq.usp.br) já está no ar. Nele será possível encontrar, além do conteúdo dos cadernos, outros textos e informações relacionados ao PONTE, seus participantes e parceiros.Gerd SparovekCoordenador Geral do Projeto Ponte Equipe Executora do Projeto Ponte*Professor do Depto. de Ciência do Solo (ESALQ/USP) * da esquerda para direita (em cima) Pedro, Gustavo, Renato, Márcio (em baixo), Luiz, Antônia, Maria Lídia e Felipe PROJETO PONTE • 3 PROJETO PONTE • 4
  4. 4. Entrevistas & Artigos Entrevistas & ArtigosEquipes Gestoras Neste espaço apresentamos algumas opiniões das equipes gestoras das escolas que participaram do Projetodurante este semestre. São abordadas as possibilidades e os desafios que percebem na realização de projetos entre Escola João Conceiçãoa universidade e a escola, o papel do Projeto Ponte para a aproximação entre a Escola e a ESALQ/USP e para a Adilson Grandino (Coordenador Pedagógico do Ensino Médio)aprendizagem dos estudantes, entre outros assuntos.Escola Mello Ayres Através do Projeto PONTE, vimos a possibilidade de inserir a pesquisa acadêmica no cotidiano do sobre a carreira acadêmica que pode seguir, abrindo possibilidades para o palpável, contribuindo para alunado da escola pública paulista, além de viabilizar desconstrução do mito da Universidade PúblicaRosa Fátima Bosso da Silva (Diretora) um contato entre a universidade e a população da inatingível ao aluno de Escola Pública.Rosângela Sueli Póli Bianelli (Vice-Diretora) cidade, uma vez que os alunos envolvidos no projetoMaria da Penha Tubardini (Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio) tornam-se “vetores” de transmissão do conhecimento O grande desafio está no papel do professorAna Vera Menezes (Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental) adquirido para seus familiares, amigos e comunidade. da escola pública, que precisa avaliar e reconsiderar Ana Vera, Maria da Penha, Rosa e Rosângela seu trabalho docente, associando os conteúdos e No quesito aprendizagem, qualquer conteúdo habilidades previstos no Projeto Ponte aos exigidos Os projetos realizados entre a universidade e O Papel do Projeto PONTE para a aproximação abordado por meio da associação teoria e prática no currículo pela Secretaria da Educação do Estado dea escola propiciam, de forma participativa, o contato entre o Mello Ayres e a ESALQ/USP foi o “ Estudo do é facilmente assimilado pelo estudante. O Projeto São Paulo. Esse replanejar é bem-vindo, e faz parte daentre universitários e escolas de ensino médio com Meio”, pois mais do que um recurso pedagógico, possibilitou esclarecimentos acerca das habilidades função do professor, do seu papel como educador, queas profissões existentes, despertando a curiosidade ele oferece oportunidade de integração entre os que os cursos da ESALQ/USP oferecem para seus deve estar em constante ajuste e modificação.do aluno, possibilitando-lhe perder o medo e interagir alunos e desses com seus professores, seja na relação alunos, esclarecendo o estudante do Ensino Médiona universidade pública, fazendo com que se sinta interpessoal, no desenvolvimento dos valores sócio-responsável nesse processo educativo de crescimento culturais, no respeito ao meio ambiente, etc.pessoal. No processo de aprendizagem, possibilitando Cabe à Equipe Gestora o desafio da aprender in loco, em tempo real, universitáriossensibilização, da motivação e do compromisso dosenvolvidos no Projeto, pois o comprometimento de orientavam nossos alunos, que motivados pelo próprio contexto, participaram ativamente das atividades Escola APAFtodos é fundamental para o seu sucesso. pedagógicas, colaborando assim para a consolidação Lilia Maria Cardoso Esquierro (Diretora) da nossa Proposta Pedagógica. Silvia Helena Sola Gimenes (Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio) A escola é um espaço essencial para assegurar de habilidades e competências exigidas no EnsinoEscola Juracy situações de aprendizagem significativas em que aos Médio de acordo com a Nova Proposta Curricular, alunos são dadas as oportunidades para construírem desencadeando envolvimento produtivo tanto doFelipe Calori (Coordenador Pedagógico do Ensino Médio) o seu próprio conhecimento e ao mesmo tempo aluno como do professor.Fábio Usberti (Coordenador Pedagógico do Ensino Fundamental) perceberem suas possibilidades como agentes transformadores da sociedade em que vivem. O ponto O grande desafio dos professores será ajudar a de partida para um trabalho pedagógico de excelência desenvolver nos alunos, futuros cidadãos, a capacidade Para nossa escola foi muito importante a Gostaríamos de continuar com essa parceria, consiste em integrar a Proposta Pedagógica da Escola de trabalho autônomo e colaborativo e o espírito critico.interação com o Projeto PONTE. Abriu-nos caminhos pois devemos dar continuidade à oportunidade que com o Plano de ensino dos professores. Em razão O desenvolvimento do espírito crítico faz-se no diálogo,antes perdidos. Essa troca de experiências entre a nos foi dada, assim esperamos a possibilidade de disso, problematizações de contextos significativos no confronto de idéias e de práticas, nas capacidadesESALQ/USP e o Ensino Médio demonstrou que os trabalharmos juntos novamente. são fundamentais para o aluno, a partir de questões de se fazer ouvir, de ouvir o outro e de se autocríticar.alunos, quando vivenciam situações concretas, se ligadas ao jovem, questões que intriguem, preocupem, Com relação aos desafios que nesta escolasensibilizam e se tornam parceiros na busca de soluções. emocionem, desenvolvendo neles a autonomia, a Nesse sentido, o trabalho com o Projeto PONTE não houve, mas acredito que provavelmente poderão criticidade, a reflexão e auto-aprendizagem. representou uma oportunidade a mais aos professores As descobertas vivenciadas pelos alunos, encontrar em algumas escolas é a aceitação dos e alunos para que se integrem e descubram umageraram multiplicadores empenhados em professores, a disponibilização de espaços e a Nos diferentes tempos e espaços que a escola maneira diferente de concretizar o binômio ensino/divulgar e tomar atitudes dignas, úteis e viáveis adaptação à Proposta Curricular. tem para desenvolver essa tarefa, que não é pequena, aprendizagem.no combate ao desperdício e ao consumismo. Pra nós da equipe gestora, o resultado do o Projeto PONTE foi um momento privilegiado para o Projeto foi muito positivo e nós só temos a agradecer. exercício de proposta inovadora para o desenvolvimento PROJETO PONTE • 5 PROJETO PONTE • 6
  5. 5. Entrevistas & Artigos Entrevistas & ArtigosQual a sua opinião sobre o papel da ESALQ/USP na “A Universidade como espaço de formação: a integração com a escola básica”formação dos alunos da educação básica ? A Universidade possui um papel importante na formação dos estudantes da educação básica. Este papel se parceria, definição e implementação de políticas de formação Maria Antonia Ramos de Azevedo permanente.dá de diferentes formas como: formação de professores para este nível de ensino, produção cientifica sobre o tema, (Pedagoga, Doutora em educação pela FE-USP Portanto, cabe aqui destacar que os trabalhos que visamutilização dos espaços da universidade como instrumentos pedagógicos, etc. Nesta seção perguntamos para algumas Equipe executora da Projeto Ponte) promover possíveis encaminhamentos sobre as parcerias entre aspessoas a opinião sobre o papel da ESALQ/USP em relação ao tema. ramosdeazevedo@usp.br instituições de ensino podem propor, segundo Foresté, (2003): Maria de Fátima Ramos de Andrade • Esforço interinstitucional na construção da (Pedagoga, Doutora em educação pela PUC/SP) profissionalização de professores do ensino básico; Profa Emanuela Dias Profa. Maria Angélica Penatti Pipitone mfrda@uol.com.br • Introdução de outros espaços institucionais na formação de futuros profissionais; de Oliveira • Valorização de diferentes saberes na colaboração de (ESALQ/USP - Depto. de Economia, Administração e O início dos Cursos Superiores no Brasil ocorreu a partir novos sujeitos para discussão; (Escola Mello Ayres Sociologia) de 1808, com a transferência da corte portuguesa. O modelo • Implementação e avaliação de projetos voltados para a Professora de Filosofia) universitário inspirador da organização curricular desses cursos formação de profissionais do ensino. A ESALQ/USP desempenha um considerável foi o padrão francês, com suas características de supervalorização Essas vivências são indispensáveis para a formação das ciências exatas e tecnológicas, departamentalização estanque papel na formação de estudantes da Educação integral do professor universitário e do professor da educação básica, dos cursos voltados para a profissionalização e desvalorização da pois todos e cada um tornam-se pró-ativos nos seus processos de Básica e Profissional desde a criação dos seus Filosofia, da Teologia e das Ciências Humanas. formação e , assim, aprendem a pensar a práxis educativa de forma Desde seu início, voltaram-se para a formação de cursos de licenciatura/formação de professores. Em profissionais que exerceriam uma determinada profissão, com autônoma e crítico-reflexiva pelo(a): 1995, foi criado o curso de licenciatura em ciências currículos seriados e programas fechados. A formação desses • Reconhecimento da atividade e interatividade do Nos dias atuais, não mais se discute a homem em seus processos de conhecer, explicar e intervir no mundo; agrárias e, em 2002, o de licenciatura em ciências profissionais ocorria por meio de um processo de ensino no qualimportância da universidade na construção do conhecimentos e experiências eram simplesmente transmitidos de • Construção de propostas de formação e atuaçãoconhecimento e, consequentemente, da cidadania biológicas. Esses cursos incluem, em suas estruturas um professor “sábio” para um aluno aprendiz que nada sabia. que tomem a prática como objeto de reflexão e produção de conhecimentode um país. A iniciativa da ESALQ/USP a diferencia curriculares, várias oportunidades de realização Até a década de 1970, exigia-se do candidato a professor de Ensino Superior o bacharelado e o exercício competente de sua • Apropriação de referenciais teórico-metodológicosde projetos semelhantes, principalmente por buscar de atividades formativas no interior das escolas profissão. Ensinar significava simplesmente ministrar palestras, e numa dimensão reflexiva, que tem, no questionamento e na busca de ensino fundamental, médio, além das escolas aprender, ter, apenas, a capacidade de repetir o que o professor havia sistemática de respostas, seus pilares fundamentais;uma sensibilização a partir da engenharia. Nesse • Reconhecimento da perspectiva interdisciplinar como técnicas. Um exemplo dessas atividades tem sido ensinado.sentido, levar o conhecimento prático dessa área Os cursos de Ensino Superior concentraram-se na pressuposto nuclear, demandando atitudes que construam aberturaencaminha o jovem a uma reflexão não apenas o estágio de metodologia de ensino, ocasião em formação específica profissional, seja pelas raízes de seu paradigma para novas parcerias e posturas de questionamento e intervenção na realidade.utilitarista, mas social e até mesmo pessoal, uma que o estudante da ESALQ/USP é levado a planejar, inicial, pelo desenvolvimento das ciências específicas e a necessidade de especialização. Ocorria o descaso com as disciplinas pedagógicas Ao refletirmos sobre esses aspectos, fica claro que, pelasvez que o estudante, em sua formação básica, é desenvolver e avaliar uma experiência na qual vai e a total desarticulação entre os saberes pedagógicos e específicos, possíveis aproximações que possam vir a ser realizadas entre a escoladespertado para sua realidade que está inserida “aprender a ensinar” um conteúdo de ciências, gerando assim, a fragmentação do saber e uma formação profissional e a universidade, por meio de projetos de investigação colaborativa, biologia ou da grande área das ciências agrárias. Nos cada vez mais limitada. deve perpassar a idéia chave de que a real articulação dessasnum contexto mundial, econômico, ético, histórico, Só recentemente, professores universitários começaram a instâncias formadoras devam considerar que cada escola é umamoral e ecológico. A produção do conhecimento estágios supervisionados em licenciatura, o aluno se conscientizar de que a docência exige competências específicas e instituição constituída de história, cultura e vida própria, exigindo,da universidade e a atuação da engenharia não se também tem a oportunidade de criar experiências que o processo de aprendizagem criativo e crítico-reflexivo deve ser por conseguinte, formas de colaboração que partam desse princípio. o objetivo central dos cursos de graduação. Os projetos de colaboração envolvem uma tomadafazem de forma isolada dos contextos apresentados. inovadoras de ensino, pesquisa e extensão, tendo A própria maneira de conceber a formação profissional de decisões conjunta, requer confiabilidade, diálogo, respeito e,Assim, sua aproximação junto ao estudante da a escola pública como parceira e a promoção deve passar por uma transformação, sob uma ótica da totalidade, verdadeiramente, uma parceria entre a universidade e a escola na da qualidade do ensino como premissa básica e pois as Instituições de Ensino Superior, como instituições educativas, qual ambas estão dispostas a aprenderem com os seus pares, queEducação Básica é um direcionamento próprio de são, também, responsáveis pela formação de seus membros como atuam em diferentes âmbitos formativos.uma sociedade que pensa sua ação. orientadora de tais iniciativas. cidadãos e profissionais competentes. Sob essa ótica deve ser Frente a isso, a Universidade de hoje precisa se constituir propiciado o desenvolvimento dos alunos nas diferentes áreas espaço de formação permanente não só dos seus próprios professores (cognitiva, afetiva, psíco-motora, etc. ) visando à sua formação como, também, contribuir para a formação dos professores da integral. Educação Básica. Nesse sentido, é fundamental que o docente perceba Um caminho para essa articulação é que a universidadeProfa. Elaine de Fátima Montanha que o currículo de formação de um profissional abrange o estabeleça, assim, parcerias mais significativas e colaborativas com a desenvolvimento da área cognitiva quanto à aquisição, a elaboração sociedade.(Escola A.P.A.F.- Professora de Química) e a organização de informações, a produção de conhecimento, a O Projeto PONTE, já em andamento desde 2008, tem tido a reconstrução do próprio conhecimento, a solução de problemas, preocupação de institucionalizar parcerias que valorizem e respeitem O sucesso de nossos esforços em direção Nesse contexto, o Projeto PONTE desenvolve a identificação de diferentes pontos de vista, a imaginação e a as diferentes realidades, construindo, junto, a partir delas. Assim, criatividade. O professor deve atuar como mediador para um clima a Universidade tem papel de formação e de difusão de inúmerosà construção de um Ensino Médio que atenda às um papel de importância social para os alunos da favorável de aprendizagem, para o desenvolvimento do potencial conhecimentos desde que esses conhecimentos possam contribuirnecessidades de nossos adolescentes e jovens escola publica, pois, além das discussões relativas aos criador e da autonomia de seus alunos. significativamente para a articulação de diferentes pessoas que,depende, sem dúvida, de nossa capacidade de oferecer problemas ambientais abordados, existe a abertura da Alencar (2003, p. 150), afirma que: “Além de preparar atuando em variados espaços, possam contribuir para a formação alunos e professores na produção de idéias originais em diferentes integral de cada cidadão.oportunidades variadas e inovadoras. As escolas universidade e a interação entre os alunos universitários campos de saber, é importante estabelecer um clima em sala depodem ser espaços de realização pessoal e coletiva e e o aluno da escola pública que vê o ingresso na aula propício à emergência e ao desenvolvimento de habilidades Referências Bibliográficas:de confluência de projetos e não há fórmula pronta UNIVERSIDADE PÚBLICA como algo impossível de ser criativas.” Atualmente, o Ministério da Educação (MEC) tem apontado, ALENCAR, Eunice Soriano de. O Estímulo a Criatividadepara estimular os projetos individuais ou coletivos, mas conquistado. Essa proximidade faz com que nossos via documentos oficiais, a valoração quanto ao estabelecimento no Contexto Universitário. Revista de Psicologia Escolar ehá atitudes gerais da escola que, contrariando o velho alunos tenham a percepção de que, levando a sério os de parcerias entre universidade e escola, mas não explicita como o Educacional. Brasília, DF, nº 1, p.29-37, 1997.individualismo competitivo, dá lugar a possibilidades e estudos e se esforçando mais, é possível. governo irá garantir as condições mínimas para implementação dessas importantes mudanças. Analisando textos oficiais (MEC/ FORESTÉ, E. Parceria na formação de professores. Revista Iberooportunidades. CNE 2002a e 2002b; MEC 2003) o enfoque volta-se para necessária Americana de Educación. V.33, 2003, p. 1-12. PROJETO PONTE • 7 PROJETO PONTE • 8
  6. 6. Entrevistas & Artigos Entrevistas & Artigos Mapa de Atividades da ESALQ/USP Laboratório de Hidráulica Nesta seção são apresentados alguns dos espaços, programas e professores da ESALQ/USP que realizam Apresentação de diferentes experimentos atividades com estudantes do Ensino Médio. Nossa intenção é potencializar a integração da ESALQ/USP com as Escolas relacionados a geração de energia elétrica e mecânica, captação, elevação e Show de Física de Piracicaba intensificando atividades em parceria. Segue resumo, duração média e contato para agendamento de cada bombeamento de água e medição de vazão. Atividade interativa envolvendo conceitos físicos atividade. O mapa da ESALQ/USP indica a localização das mesmas ou do grupo/professor responsável. Nos próximos Duração: 2h como força, pressão, trabalho, energia, energia cadernos serão apresentadas mais atividades! Contato: Prof. Tarlei; 3429.4217 elétrica, consumo de eletrodomésticos e energias alternativas. Estação de Tratamento de Água Duração: 2hViveiro de Mudas Demonstração e explicação das etapas do Contato: Célia; 3429.4305, museulq@esalq.usp.brApresentação dos processos envolvidos na processo de tratamento de água que ocorremprodução de mudas de espécies nativas e na estação.exóticas. Duração: 1h30Duração: 1h30 Contato: Luiz Fernando; 3429.4231Contato: Amarildo; 2105.8659 Museu e Centro de Ciências, Educação e Artes “Luiz de Queiroz” É um espaço que preserva a memória da pesquisa em Ciências Agrárias. Conta a história do idealizador e do seu sonho que hoje tem mais deLaboratório de Sementes cem anos, a ESALQ. Através do acervo, aprendemosApresentação do processo de beneficiamento e viajamos com a história da agricultura e dade sementes de espécies nativas e exóticas industrialização no Brasil e no Mundo.para cultivo comercial ou reflorestamento Duração: 1h30Duração: 1h Contato: Célia; 3429.4305, museulq@esalq.usp.brContato: Israel; 2105.8615 Ilustração: Fran Cavallari Programa “Solo na Escola” USP/ESALQ Assessoria de Comunicação (ACOM) Programa “USP Recicla” Visita monitorada a diferentes experimentos Serviço de Produções Gráficas (SVPGRAF) Palestra sobre consumo e resíduos. Oficinas que demonstram a importância do solo nos relacionadas ao princípio dos três Rs (reduzir, ecossistemas e na manutenção da qualidade reutilizar e reciclar). de vida. Duração: variável de acordo com a atividade Duração: 1h30 Contatos: Kelly; 3429.4051, recicla@esalq.usp.br Contato: Célia; 3429.4305,sne@esalq.usp.br PROJETO PONTE • 9 PROJETO PONTE • 10
  7. 7. Roteiros de Atividades Roteiros de Atividades Nesta seção são divulgados os roteiros das atividades desenvolvidas pelo projeto. Neste caderno apresentamosos roteiros relativos aos eixos Processos Ecológicos e Resíduos. Lembrando que no Caderno no 1 foram apresentados os Inventário Florestal no Centro Ecológicoroteiros do eixo Água e que no próximo caderno serão apresentados os roteiros dos demais eixos. Qualquer dúvida ousugestão entre em contato conosco através do e-mail ponte@esalq.usp.br 1. Eixo: Processos ecológicos 8. Desenvolvimento Eixo Processo Ecológicos 2. Nome da atividade Inventário Florestal no Centro Ecológico Inicialmente, é discutido a sucessão ecológica, identificação botânica e importância de um reflorestamento para recuperação e manutençãoEntorno da Escola 3. Objetivos da atividade • Discutir a importância do reflorestamento na dos processos ecológicos, relacionando com a cadeia alimentar e os ciclos da água e do carbono. Os manutenção e recuperação dos processos ecológicos; estudantes são divididos em grupos de cinco, e ocorre • Propiciar o estudo sobre sucessão ecológica a explicação da atividade prática de inventário que 1. Eixo: Processos ecológicos 8. Desenvolvimento por meio de atividade prática de inventário; compreende as seguintes etapas: Após a dinâmica dos Processos Ecológicos, • Estimular os estudantes a relacionarem o • Medição da circunferência e altura das 2. Nome da atividade será realizada uma saída ao entorno da escola para conteúdo da atividade com os ciclos da água, carbono árvores dentro das parcelas já alocadas; Visita ao entorno da escola e cadeia alimentar. • Cálculo do diâmetro das árvores por meio observação do ambiente, buscando identificar alguns 3. Objetivos da atividade elementos que representem os processos ecológicos 4. Participantes 5. Duração das medidas obtidas de circunferência e cálculo da • Propiciar aos estudantes uma visão que acontecem no ambiente urbano (pátio da escola, 10-50 4 horas altura das árvores por meio das medidas obtidas pela interdisciplinar sobre as características originais e bosques, locais com alto índice de urbanização). Para prancheta dendrométrica; 6. Pré-Requisitos • Cálculo de biomassa com os dados de atuais do ambiente em que vivem, bem como seus tanto, os estudantes serão divididos em grupos de até Os estudantes devem estar vestidos de calça e principais processos ecológicos; diâmetro e altura obtidos de equações já estabelecidas; cinco. Cada grupo receberá uma ficha de observação com calçados fechados • Levantamento florístico e identificação • Disponibilizar repertório crítico sobre o tema do meio, na qual deverão fazer suas anotações sobre 7. Motivação inicial botânica. em questão; os principais tipos de vegetação no local, tipos de Será realizada a “Dinâmica da Biodiversidade”, • Apresentar a problemática dos impactos cobertura do solo (natural/permeável x artificial/ 9. Atividade de sistematização com o objetivo de sensibilizar os alunos e discutir causados por ações da sociedade contemporânea, impermeável), temperatura do ambiente, umidade, Como fechamento da atividade, será realizada a importância das espécies para um ambiente bem como sua influência no cotidiano do planeta, da uma discussão final, na qual cada grupo apresentará o entre outros, além dos processes ecológicos que equilibrado. cidade e do bairro em que vivem; resultado do seu trabalho, fazendo comparação entre possam ser identificados. • Observar, em campo, as características as diferentes parcelas. Nesse momento, será discutida, Dinâmica da Biodiversidade 9. Atividade de sistematização novamente, a importância dos reflorestamentos na do ambiente em que estão inseridos através de um O condutor desta dinâmica deve selecionar, De volta à sala de aula, será montado manutenção e restabelecimento de alguns importantes levantamento empírico. previamente, nomes de árvores nativas e trabalhar na um quadro na lousa, onde deverão ser colocadas processos ecológicos, que se inserem dentro do ciclo grama ou sobre piso adequado para quedas. 4. Participantes 5. Duração as informações que cada grupo levantou sobre o do carbono, cadeia alimentar e ciclo hidrológico. Será Pede-se aos participantes que fiquem em pé, 10-50 4 horas ambiente local e os processos ecológicos identificados. discutida, também, a importância atual desse tipo de em círculo e de braços dados. O condutor narra que a Com base no quadro montado, será realizada uma atividade, relacionando principalmente a temática de roda é uma pequena floresta, (onde cada participante 6. Pré-Requisitos discussão final sobre o tema, comparando a realidade mudanças climáticas globais, além de apresentar aos representa uma árvore), na qual de vez em quando, um Os estudantes devem estar vestidos de calça e com o ambiente original. Neste momento, haverá estudantes as noções básicas sobre áreas degradadas com calçados fechados lenhador (ou uma doença) vem e ”derruba” algumas discussão sobre a possibilidade de ações e tecnologias e sua recuperação, abrangendo aspectos técnicos do árvores. O condutor também explica que, quando que contribuam para reverter o quadro atual. código florestal. 7. Motivação inicial uma espécie de árvore é “derrubada” na história, O início das atividades acontecerá em sala os respectivos participantes que representam essa 10. Material necessário 10. Material necessário • Pranchetas; de aula, com a construção do conhecimento sobre espécie devem perder seu apoio dos pés e se apoiar os processos ecológicos, buscando trabalhar as • Mapas do entorno; nos braços dos amigos do lado. • Trenas; implicações dos principais processos abordados no • Pranchetas; No primeiro momento, é distribuído a cada • Papel milimetrado; cotidiano dos estudantes. Os processos ecológicos participante o nome de uma árvore nativa. Os nomes • Barbante; • Fichas de observação; relacionados ao “ciclo do carbono”, “ciclo da água” e das árvores de cada participante não devem ser • Perneiras; • Material para desenho; • Apostila de identificação botânica; “cadeia alimentar” receberão ênfase, por ser mais contados aos outros. O condutor “derruba” algumas fácil apresentar exemplos visíveis no cotidiano dos • Para temperatura e umidade serão necessários espécies, uma após outra, de forma a “derrubar” o • Prancheta Dendrométrica. estudantes. equipamentos próprios. máximo de espécies e o grupo que está apoiado no Cada estudante recebe material para chão consiga sustentar os que não estão. desenho e deve ilustrar um elemento dos processos Depois conta que os participantes ecológicos citados acima (Ex. Ciclo da Água: rio, mar, representarão outra floresta, e troca os seus nomes nuvem, chuva, etc.). Após o término dos desenhos, o de árvores. Dessa vez, todos recebem o mesmo nome moderador da atividade os recolhe e cola na lousa, de árvore (como “Eucalipto” ou “Pinus”). O condutor, construindo, de forma interativa com os estudantes, os então, narra a “derrubada” de “todos os Eucaliptos da processos ecológicos. A intenção é que os estudantes floresta” e todos os participantes caem no chão. compreendam esses processos em sua dinâmica Segue-se, então, uma discussão sobre a original, para que possam analisar suas alterações importância da biodiversidade na manutenção dos atuais. ecossistemas. PROJETO PONTE • 11 PROJETO PONTE • 12
  8. 8. Roteiros de Atividades Roteiros de AtividadesVisita à ESALQ Visita ao Centro Ecológico (Reflorestamento e Tecnologias)(Depto. de Ciências Florestais e Programa “Solo na Escola”) 1. Eixo: Processos ecológicos • Fogão Solar; • Estação de Tratamento de Esgoto. 2. Nome da atividade Visita ao Centro Ecológico (Reflorestamento e Tecnologias) Oficina de recuperação de áreas degradadas1. Eixo: Processos Ecológicos A visita a esse laboratório tem, como objetivo apresentar O objetivo dessa atividade é estimular a reflexão sobre 3. Objetivos da atividade possíveis alternativas que podem ser utilizadas na recuperação de áreas o processo de beneficiamento de sementes de espécies nativas e • Estimular o planejamento e desenvolvimento de um modelo degradadas. Para tanto será apresentada uma situação problema para exóticas para cultivo comercial ou reflorestamento, a fim de que os2. Nome da atividade de reflorestamento; que os estudantes elaborem as estratégias de recuperação. A situação alunos percebam essa atividade como área de atuação da engenharia, problema será a seguinte:Visita à ESALQ/USP (Depto. de Ciências Florestais e Programa “Solo • Propiciar a discussão sobre tecnologias alternativas quena Escola”) bem como as dificuldades e desafios encontrados pelo setor. Assim “Um córrego com ausência de mata ciliar, uma indústria possam reduzir os impactos ambientais; é possível compreender, também, a importância das técnicas para próxima da margem e grandes áreas erodidas.” • Apresentar as tecnologias existentes no Centro Ecológico. Para facilitar a visualização, essa situação será representada colheita das sementes em concordância com a época de frutificação e3. Objetivos da atividade amadurecimento dos frutos, as dificuldades de localização de matrizes 4. Participantes 5. Duração no chão, montada com TNTs e cartolinas coloridas. Esse esquema será • Despertar o interesse dos alunos pelo setor florestal; nativas quanto à qualidade do material genético, as dificuldades gerais 10-50 4 horas complementado durante a discussão, com o posicionamento de mudas • Debater a atuação da engenharia no setor de produção de em sacos plásticos e a realocação das cartolinas. para acesso a esses locais, a importância do correto armazenamentomudas para plantações florestais de produção e para a recuperação de 6. Pré-Requisitos Após a apresentação, os moderadores iniciarão uma das sementes para manter-se a viabilidade germinativa do material e a discussão sobre a situação da área apresentada, estimulando osáreas degradadas, desde o beneficiamento das sementes, passando pela Os estudantes devem estar vestidos de calça e com calçados preparação de sementes antes de ir para campo. estudantes a identificarem os principais problemas ambientais existentesprodução das mudas até sua aplicação em campo; fechados No momento da abordagem de cada aspecto citado e perceberem como eles interferem na cadeia alimentar e nos ciclos • Enfatizar a importância dessa atividade, suas dificuldades e anteriormente, serão feitas as relações necessárias com o estado 7. Motivação inicial da água e carbono. No decorrer da discussão, serão apresentadasdesafios técnicos, sociais, ambientais e econômicos; de conservação das matas nativas, valorizando a importância das No início da atividade, será apresentado o objetivo da visita diversas alternativas de melhorias. Uma delas será a implantação de um • Analisar criticamente o uso e ocupação do solo e suas tecnologias na recuperação e manutenção dos ciclos da água e carbono, ao Centro Ecológico, que é pensar alternativas tecnológicas menos reflorestamento.conseqüências. impactantes e o planejamento de um reflorestamento. Após o momento de discussão, os estudantes serão conseqüentemente da cadeia alimentar. estimulados a planejar um módulo para reflorestar uma área no Centro 8. Desenvolvimento Ecológico. Cada grupo receberá uma lista com espécies disponíveis para4. Participantes 5. Duração Viveiro de mudas plantio, contendo também informações sobre a classificação sucessional Os estudantes serão divididos em dois grupos para realização10-50 4 horas Na visita ao viveiro é possível compreender o ciclo de de cada uma. Além das informações sobre as espécies, esse material das atividades que acontecerão simultaneamente. Um grupo fará uma produção de mudas de espécies nativas voltadas para recuperação de também trará alguns conceitos e informações sobre como deve ser oficina de recuperação de áreas degradadas, enquanto o outro irá áreas degradadas e a produção de mudas de espécies exóticas, visando planejado um reflorestamento (número de espécies, distância entre as6. Pré Requisitos conhecer as tecnologias instaladas no local. Ao final, os grupos trocarão ao estabelecimento de plantações florestais, além de promover o debate mudas, etc). Os estudantes deverão representar o módulo desenvolvido Os estudantes devem estar vestidos de calça e com calçados de atividades. por eles em uma cartolina, seguindo um modelo proposto no material de da importância dessa atividade e os cuidados necessários para que afechados apoio. Depois do planejamento do módulo, será realizado um plantio em muda produzida tenha sucesso de estabelecimento no campo. Visita às tecnologias do Centro Ecológico área pré-estabelecida no Centro Ecológico. Serão abordados temas relativos à fisiologia vegetal como Para essa atividade serão formados grupos de até cinco.7. Motivação inicial dormência de sementes, crescimento radicular e apical, propagação Cada grupo receberá uma ficha de campo com questões específicas para 9. Atividade de sistematização Com o objetivo de sensibilizar e concentrar os estudantes cada tecnologia. A função dessas questões é estimulá-los a entender o A atividade de sistematização já está inserida no final de cada seminal e vegetativa (demonstração de produção de mudas por clonespara as atividades posteriores será realizada uma breve caminhada na funcionamento das mesmas. Assim cada grupo deverá elaborar uma atividade proposta. em minijardim clonal, sombreamento e estufa). apresentação sobre uma tecnologia.mata ciliar do ribeirão Piracicamirim, onde será utilizada a dinâmica Durante a atividade também serão retomados temas como a Após esse momento, será realizada uma caminhada, 10. Material necessário“Mapa dos Sentidos”. importância da recuperação de áreas degradadas e plantações florestais passando pelas tecnologias do Centro Ecológico e, então, os grupos farão • Roteiros de estudo das tecnologias; e a atuação da engenharia nesses processos. a apresentação das tecnologias para os demais estudantes. • TNTs coloridos;Mapa dos sentidos As tecnologias a serem apresentadas são: A atividade ocorrerá no viveiro do IPEF no LCF sob orientação • Cartolinas brancas e coloridas; Os estudantes deverão ser divididos em grupos de até cinco e, • Caixa d’água de pneus reutilizados; dos seus técnicos e da monitoria do projeto Ponte. • Lápis preto;então, terão os olhos vendados. Em seguida, cada grupo será conduzido a • Secador Solar de Frutas ; • Banheiro Seco ; • Material de apoio para reflorestamento;um local pré-determinado e todos os integrantes serão posicionados em Programa “Solo na Escola” • Captação de Água da Chuva; • Mudas de espécies nativas.uma mesma direção. É importante destacar que todos devem manter-se Essa é uma visita dinâmica, em que os estudantes poderão • Aquecedor Solar de Água;na mesma posição em que foram colocados. O seguinte passo é pedir observar aspectos do solo que, normalmente, não são vistos na sala depara que todos se mantenham em silêncio por cinco minutos, prestando aula. São levados a: a) examinar um perfil de solo; b) visitar a coleção deatenção em tudo que acontece à sua volta, sons, temperatura, direçãodo vento, etc. Após os cinco minutos de concentração todos serão rochas formadoras do solo e morfologia do solo (cor, estrutura, textura, horizontes, etc.); c) manusear o solo; d) participar de demonstrações da Restauração Ecológica e conteúdos do Ensino Médioconduzidos ao ponto inicial da atividade e, só então, tirarão a venda experimentoteca de solos. Os conteúdos são apresentados aos alunosdos olhos. Então os moderadores da atividade pedirão que cada grupo de modo a estimular o entendimento das funções do solo na natureza Prof. Flávio Bertin sucesso delas. Caso contrário poderemos ficar sem água para o consumo,desenhe um mapa com todas as informações registradas por seus bem como com um clima totalmente alterado que irá prejudicar a maiorsentidos. e de como ele é importante para manutenção do regime das águas, Gandara parte dos seres vivos, especialmente o homem. garantindo a qualidade e quantidade desse recurso natural. Além disso, Porém, não é muito simples restaurar uma floresta. Para se Com os desenhos prontos, os estudantes serão estimulados os estudantes são estimulados a analisar de forma crítica como a falta conseguir fazer isso, precisamos saber algumas coisas. Aí entram algunsa expor o que sentiram durante a atividade e os elementos de destaque de critérios na utilização do solo pode danificar o ambiente natural e a (ESALQ - Departamento importantes conceitos que são abordados no ensino médio.do mapa de cada grupo. Nesse momento, será abordado o fato de qualidade de vida do ser humano. de Ciências Biológicas) A biodiversidade é um deles: quantas espécies de plantas eque o local onde estão no momento, a mata do Piracicamirim, é um animais ocorrem na Mata Atlântica? Quais são elas?reflorestamento. Por fim, concluir a conversa com a importância de Mas também é preciso saber o que elas fazem lá! Não adianta 9. Sistematização plantar árvores se não existirem mais os insetos que fazem a polinizaçãose investir em reflorestamentos para recuperação e manutenção dos Devido à duração das atividades, a sistematização será de suas flores ou os pássaros que dispersam seus frutos e sementes.processos ecológicos e, conseqüentemente, da qualidade de vida. Dessa forma, é fundamental entender as interações realizada no final de cada visita, nos respectivos locais visitados. Após a discussão, os grupos serão levados ao local onde Nossa região, assim como boa parte do Sudeste e Sul do Brasil, ecológicas e como elas são fundamentais para o ecossistema funcionar.estavam no momento inicial, para que possam comparar com o mapa era coberta, no passado, pela Mata Atlântica. Nos últimos séculos, com o Então, como começar a restaurar uma floresta? Normalmente,que desenharam. 10. Material necessário aumento da população das cidades e das atividades econômicas, essas o primeiro passo é plantar as árvores. Para isso, temos que conhecer o • Venda para os olhos (mapa dos sons); florestas foram substituídas por áreas agrícolas, estradas, cidades e áreas ciclo de reprodução das plantas: produção de sementes, germinação, • Prancheta; degradadas. Hoje, restam somente cerca de 7% da cobertura original. crescimento da plântula, etc.8. Desenvolvimento • Papel sulfite; Atualmente, todos nós sabemos por que precisamos replantar Bem, mas quem vai fazer isso? As pessoas sabem da Para o desenvolvimento da atividade, os estudantes serão essas florestas. São muitos motivos, mas os principais são: proteger rios, importância das florestas? Os agricultores querem plantar uma mata • Lápis preto.divididos em dois grupos com o seguinte cronograma: lagos e nascentes, conservar as espécies de plantas e animais, retirar CO2 ciliar? As leis obrigam a fazer isso? Para responder a essas questões da atmosfera, dentre outros. precisamos entender um pouco de história, geografia, ciências sociais eLaboratório de Beneficiamento de sementes Como fazer isso? O caminho é replantar ou recriar a floresta educação. Essa visita ocorrerá no setor de beneficiamento de sementes do modo mais parecido possível ao que existia originalmente, com as Como se pode ver, a restauração ecológica é um tema quedo Instituto de Pesquisas Florestais (IPEF) situado no Departamento de mesmas espécies de plantas e animais que viviam naquele local. Isso é pode envolver todos os conteúdos do nível médio e, por isso, ser mais chamado de restauração ecológica. que um tema a ser abordado, mas uma ação motivadora e desafiadoraCiências Florestais (LCF) da ESALQ/USP sob orientação dos técnicos locais Mais do que bonitas e louváveis, essas ações também são para estimular os estudantes e professores no processo de aprendizageme da monitoria do projeto Ponte. muito importantes, pois o futuro de nossa sociedade depende do e ser uma oportunidade de desenvolver ações que levem a uma formação cidadã. PROJETO PONTE • 13 PROJETO PONTE • 14

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